Ale Sater lança clipe de Girando em Falso e anuncia show em São Paulo

Em setembro de 2024, o músico e compositor Ale Sater lançou seu álbum de estreia, Tudo Tão Certo, pela Balaclava Records. Hoje, quase seis meses após seu debute, o músico dá continuidade às obras audiovisuais de seu novo material, com o lançamento de um videoclipe inédito para a quinta faixa do disco, Girando em Falso. O clipe, assinado por Bruno Alves, que já trabalhou com Ale nos clipes de Criança e Circulares de sua banda Terno Rei, retrata uma casa abandonada mesclando cenas focadas no cantor. “O clipe em si é muito simples, super curto né? Mas acho que simboliza bem essa minha nova fase, que tá bastante centrada em um tipo de busca pessoal pela simplicidade, pro olhar sobre o mundano, a memória do dia a dia e as coisas simples da vida. A música do Ale veio de encontro exatamente com esse sentimento”, comenta. Além disso, o músico anuncia hoje uma apresentação única na capital paulista, que acontece no dia 10 de abril no Bona Casa de Música, localizado no bairro de Perdizes, zona oeste de São Paulo. Os ingressos já estão disponíveis no site da Eventim. O disco traz 11 faixas autorais e foi todo composto, produzido e executado a quatro mãos, pelo próprio, juntamente com o parceiro de longa data, o produtor Gustavo Schirmer (Terno Rei, Jovem Dionísio, Lou Garcia), entre dezembro de 2023 e abril de 2024, em Curitiba. Tudo Tão Certo apresenta uma sonoridade de folk melancólico já revelada nos EPs Fantasmas e Japão e evidente nas canções Anjo, Final de Mim, Ouvi Dizer e Desvencilhar, além de trazer algumas faixas mais introspectivas como Cidade, Trégua e Girando em Falso, mas sem deixar de lado uma sonoridade indie pop mais ensolarada como em Quero Estar e Alguma Coisa. O novo trabalho abre espaço para uma sonoridade mais pop e versátil, repleto de nostalgia e referências à música alternativa dos anos 90. Nas referências musicais, Everything But The Girl, Elliot Smith, Jeff Buckley e Radiohead. A observação da passagem do tempo em nossas vidas, a metrópole de São Paulo como pano de fundo, as relações de amizades e amor em tom confessional e nu dão o tom dos temas abordados em suas letras. Serviço Ale Sater apresenta Tudo Tão Certo em São Paulo Data: 10 de abril de 2025, quinta-feira Local: Bona Casa de Música Site Endereço: R. Dr. Paulo Vieira, 101 – Sumaré, São Paulo – SP, 01257-000 Horário: 20h Classificação etária: 16+ Ingressos: https://www.eventim.com.br/artist/bona-casa-musica/ale-sater-apresenta-tudo-tao-certo-3852803/ Preços: Inteira R$120,00 | Promocional R$60,00 | Ingresso Social R$60,00 | Meia Entrada R$ 60,00
Garbage e L7 iniciam turnê brasileira na próxima semana; ainda tem ingressos à venda

De 21 a 23 de março acontece a super turnê do Garbage, uma das mais influentes, aclamadas e explosivas bandas na história do alternative rock com a sempre irradiante Shirley Manson nos vocais, com as meninas do L7, que incendiaram o grunge na década de 1990, como convidadas especiais. Os shows acontecem no Rio de Janeiro (21/03, no Sacadura 154), São Paulo (22/03, no Terra SP) e Curitiba (23/03, na Ópera de Arame). A banda The Mönic fará a abertura dos eventos em São Paulo e Curitiba. A turnê brasileira é uma realização da Liberation Music Company, que recém concluiu o novo giro pelo Brasil dos veteranos britânicos do The Cult. O Garbage encerrou 2024 em grande estilo ao lançar o EP Copy/Paste Vol. 1 (Abridged), que reúne versões de clássicos de nomes fortes do rock como David Bowie, Patti Smith, U2, Tim Buckley e The Psychedelic Furs. E 2025 tem mais lançamento: Let All That We Imagine Be the Light, o oitavo álbum, sai dia 30 de maio. Segundo Shirley, em recente rodada de entrevistas à imprensa brasileira para promover esta turnê em março, o disco novo apresenta uma perspectiva mais esperançosa e positiva a respeito da vida. O quarteto, formado na cidade norte-americana de Madison, em 1994, também é composto por Duke Erikson (guitarra, baixo, teclado), Steve Marker (guitarra, teclados) e Butch Vig (bateria, produtor musical do álbum Nevermind, do Nirvana e Bricks Are Heavy, do L7). Desde a sua criação, o Garbage vendeu mais de 20 milhões de álbuns em todo o mundo e obteve sucessos colossais, incluindo Stupid Girl, Push It, I Think I’m Paranoid, Queer e Milk. Já o L7, pioneiras no punk/grunge no início da década de 1990 nos Estados Unidos, volta para se apresentar ao seu público fanático no Brasil. O som característico do L7 de uma mistura pesada e cativante de punk, metal, ruído e pop ajudou a inaugurar a era do Grunge. Fundada em Los Angeles por Donita Sparks – guitarra e voz, e Suzi Gardner – guitarra e voz, a banda conta com Dee Plakas na bateria e Jennifer Finch – baixo e voz. Conhecida por suas performances ao vivo inesquecivelmente estridentes, a banda também lançou sete álbuns de estúdio, um LP duplo de covers e vários singles de grande sucesso como Shove, Pretend We’re Dead, Shitlist, Fuel My Fire, Andres e Monster. The MönicBpm’s acelerados, vocais rasgados e melódicos são as marcas registradas da banda que te transporta para o rock noventista. Formada em 2018, o grupo paulistano The Mönic é composto por Ale Labelle (guitarra e voz), Dani Buarque (guitarra e voz), Joan Bedin (baixo e voz) e Thiago Coiote (bateria e voz). Após incendiar o Knotfest Brasil e Rock in Rio 2024, a banda vem amplificando suas vozes em turnê pelo país divulgando seu disco Cuidado Você, lançado pela Deck e produzido por Rafael Ramos (Pitty, Titãs etc). SERVIÇO Garbage e L7 no Rio de JaneiroData: 21 de março de 2025 (sexta-feira) Local: Sacadura 154 (Rua Sacadura Cabral 154, Rio de Janeiro, RJ) Abertura da casa: 19h. Ingresso * Garbage e L7 em São PauloData: 22 de março de 2025 (sábado) Local: Terra SP – Av. Salim Antônio Curiati, 160, São Paulo – SPAbertura da casa: 19h Ingresso * Garbage e L7 em CuritibaData: 23 de março de 2025 (domingo) Local: Local: Ópera de Arame ( Rua João Gava 920, Curitiba, PR) Abertura da casa: 18h Ingresso
Sam Fender lança terceiro álbum de estúdio; ouça People Watching

Consolidado como um dos compositores mais talentosos de sua geração, Sam Fender lançou recentemente seu terceiro álbum de estúdio, People Watching. O disco sucede Seventeen Going Under (2021), que alcançou o topo das paradas no Reino Unido. People Watching representa o próximo passo de Sam e traz histórias vibrantes e observações sobre personagens do dia a dia, que vivem rotinas comuns, mas, muitas vezes, extraordinárias.
Entrevista | The Sheepdogs – “É mais satisfatório passar por coisas ruins com bons amigos”

Com 20 anos de estrada, a banda canadense The Sheepdogs continua a conquistar corações com seu rock genuíno e suas melodias marcantes. Em entrevista exclusiva ao Blog n’ Roll, a banda abriu o coração para falar sobre seu mais recente EP, Hell Together, que traz uma reflexão profunda sobre os desafios e as vitórias de estar junto em momentos difíceis, uma verdadeira irmandade musical. O conceito do álbum, que questiona a ideia de estar “no inferno juntos” em vez de “no céu sozinho”, reflete não só a trajetória da banda, mas também as complexidades da vida na estrada e a conexão entre os integrantes. Hell Together surgiu como uma inversão do EP anterior, Paradise Alone, e é uma metáfora da realidade de estar em uma banda por tanto tempo. Ao longo dos anos, a banda passou por sucessos, fracassos e dificuldades, mas o que realmente se destaca é a força que surge da união e da superação em grupo. Para eles, os momentos difíceis são mais gratificantes quando enfrentados ao lado de bons amigos, e a sensação de irmandade é um dos pilares que sustentam a The Sheepdogs desde o início. Confira a entrevista abaixo com o vocalista e guitarrista, Ewan Currie, e o baixista do The Sheepdogs, Ryan Gullen. Hell Together aborda a ideia de estar juntos no inferno ao invés de sozinhos no céu. Como vocês criaram esse tema? Ele reflete de alguma forma a dinâmica da banda ao longo da carreira? É a inversão de outro EP nosso chamado Paradise Alone (2024). Mas realmente se relacionou com a história da nossa banda porque estar em uma banda, especialmente por 20 anos, você certamente teve alguns sucessos, mas provavelmente há muito mais fracassos e tempos difíceis. E há uma força tremenda que você obtém ao passar por essas coisas com seus companheiros de banda, seus amigos e irmãos. Então estava meio que refletindo sobre isso. É uma coisa e tanto que fizemos isso por 20 anos. Quando você pensa nos Beatles, por exemplo, foi uma banda por apenas nove anos. Então foi realmente uma reflexão não apenas sobre a banda, mas também sobre a vida e como estive em lugares lindos e incríveis sozinho. E às vezes é realmente mais gratificante ou mais satisfatório passar por coisas ruins com boas pessoas e bons amigos. Quais são as inspirações e desafios sonoros no desenvolvimento desse EP do Sheepdogs? Estou sempre tentando soar mais como Creedence Clearwater Revival, Leon Russell, J.J. Cale, música americana do sul, apenas boas bandas de guitarra. Estávamos ouvindo, na época da gravação, um monte de country dos anos 1980 e 1990, e não diria que o som disso exatamente apareceu, mas gosto de como essa música é dançante. Nós crescemos em Saskatchewan, no Canadá, que é meio que uma região de fazendas no meio do nada, e as pessoas colocavam essas músicas country em bailes e casamentos e coisas assim, e isso simplesmente faz as pessoas dançarem. E isso é algo que realmente sinto falta como um cara do rock and roll. Não quero que as pessoas fiquem sentadas e assistam levantando o pulso e fazendo sinais, quero que elas dancem. Acho que nós sempre meio que dizemos que tentamos fazer uma música rock que faça você se sentir bem. Muitos dos elementos que nós temos nessas músicas são meio que edificantes no sentido de que nós gostamos de tocar música para fazer as pessoas se sentirem bem, fazer as pessoas dançarem. Acho que é algo que nós estamos conscientes. Não temos medo de explorar assuntos que talvez não façam você se sentir bem ou sejam sobre não se sentir bem, mas acho que muito da música que nós fazemos, nós tentamos fazer com que seja edificante, e então muita da inspiração vem dessa música que nós achamos que nos eleva também. Trabalhar novamente com o produtor Thomas Darcy, com quem você já colaborou, parece ter sido um ponto forte neste EP do Sheepdogs. O que você acha que foi mais especial? Nós temos um ótimo relacionamento, e fizemos vários álbuns do Sheepdogs e projetos paralelos, então isso economiza tempo. Você não precisa explicar o que quer algumas vezes, e ultimamente temos realmente feito um ótimo trabalho tentando fazer algumas coisas novas. Como fomos para Memphis, no início deste ano (2024), então estávamos tentando algumas coisas diferentes. Tom estava aberto para nós tentarmos alguns sons diferentes, fossem técnicas diferentes de microfonação de bateria, apenas sons de baixo diferentes, ou mesmo ter uma música mais focada no teclado. É muito fácil trabalhar com o Tom, porque ele também é muito rápido. Não gastamos muito tempo mexendo com equipamentos e montando as coisas, podemos realmente pegar um ritmo, e acho que isso é algo que realmente fizemos em tudo que fizemos este ano, trabalhamos muito rápido, e isso realmente evita que você pense demais. Lançar música de forma independente impactou a maneira como você compõe e grava? Não sei se é o fato de que a coisa independente mudou a maneira como fazemos as coisas. Acho que afetou mais a maneira como lançamos as coisas, e vou deixar Ryan falar sobre isso, você pode falar mais sobre isso. Ryan Gullen: Claro. Acho que o objetivo deste ano era tentar apenas gravar e colocar música o máximo que pudéssemos. Sabe, esse era o propósito, não era apenas aproveitar esses momentos em que íamos gravar e depois lançá-los, em vez de tentar juntar um monte de coisas diferentes em momentos diferentes, porque também estávamos muito ocupados com a estrada também. Não acho que isso necessariamente mudou a maneira como fizemos as coisas no estúdio, mas tem sido legal. Muito sobre lançar música acaba sendo você gravar algo e esperar muito tempo para lançar. E tentamos não fazer isso dessa vez, porque meio que vimos o valor nas pessoas que consomem sua música ou querem ouvir sua música. É um mundo em que há todo esse conteúdo diferente e todo mundo está meio que competindo por sua atenção, você
Com integrantes do Skank e Jammil, Trilho Elétrico aposta em mix de gêneros; leia entrevista

Depois de décadas como baixista do Skank, Lelo Zaneti resolveu embarcar em um novo desafio musical com a banda Trilho Elétrico. O grupo, que mistura influências de MPB, rock, reggae e pop, reúne músicos experientes de diferentes vertentes, como integrantes do Jammil e da cena do reggae baiano. Em entrevista ao Blog n’ Roll, Lelo falou sobre a formação da banda, a sonoridade e os planos para o futuro. Formada pelos mineiros Lelo e Rodrigo Borges (herdeiro e atual representante do Clube da Esquina) e os baianos Manno Góes (Jammil e Uma Noites) e Lutte (ex-vocalista da Mosiah), a banda Trilho Elétrico tem como objetivo criar um som que transite em diferente gêneros. Até o momento já lançou um álbum (homônimo, de 2023) e alguns singles. “Acho que tem algumas pontas que se conectam. Por exemplo, quando ensaiamos músicas do Jammil para um show, percebi que a condução do baixo poderia remeter a algo meio Paralamas do Sucesso. Esse ensaio nos levou a resultados muito interessantes, onde você se pergunta: ‘Isso é Jammil, Paralamas ou Skank?’. São linguagens que acabam se aproximando naturalmente”, explicou o baixista. A forte conexão da banda com a cena musical da Bahia também é um diferencial. Segundo Lelo, o Skank já participou de muitos eventos de axé e sempre teve afinidade com o ritmo. Além disso, o Trilho Elétrico tem integrantes que vêm do reggae baiano, como Lutte, da Mosiah, um fenômeno local. “A Bahia é um celeiro musical muito poderoso. Lá, a gente vê o brilho nos olhos das crianças quando elas enxergam algo relacionado à música. Tocamos no Carnaval de rua e nas praças do Pelourinho, onde há uma circulação forte de estrangeiros e do público jovem. Então, houve toda uma pesquisa e experimentação para chegarmos na identidade do Trilho Elétrico.” “Plot Twist” e a nova fase da Trilho Elétrico O primeiro single do Trilho Elétrico em 2025, Plot Twist, já começou a ganhar destaque, entrando em playlists editoriais do Spotify. A canção traz uma mescla de pop, reggae e MPB, refletindo a diversidade sonora do grupo. “O arranjo da música foi feito com muito cuidado. Gravamos no estúdio do Chico Neves, que trabalhou com Paralamas, Skank e até Peter Gabriel. Ele conseguiu tirar um som incrível. No final, percebemos que Plot Twist nasceu de forma muito natural, parecia que já estava dentro de nós”, contou Lelo. A estratégia da banda para os próximos lançamentos segue uma tendência do mercado digital: em vez de lançar um álbum completo de uma vez, o grupo pretende soltar singles ao longo do ano. “A leitura do digital hoje é essa: lançar quatro ou cinco singles por ano. Isso mantém o público sempre com novidades e favorece o engajamento nas plataformas. Nos anos 60, os Beatles impulsionaram o formato de singles. Depois, o Led Zeppelin veio e resgatou a força dos álbuns. Agora, voltamos a uma era onde os singles dominam de novo. A música precisa se adaptar ao tempo”, refletiu. Com uma forte presença em festivais e no circuito independente, o Trilho Elétrico quer expandir ainda mais seu alcance. Segundo Lelo, um dos objetivos é entrar em circuitos como o do Sesc, que oferece estrutura e visibilidade para artistas de diversos gêneros. “A gente tem que entrar em circuitos que mostram o trabalho para um outro público. O Sesc, por exemplo, é um espaço que permite um amadurecimento do som. O Emicida fez isso muito bem. É um projeto de longo prazo, mas estamos no caminho certo”, afirmou. Enquanto isso, o Trilho Elétrico já está de olho nos próximos lançamentos e até em colaborações especiais. “Estamos prospectando convidados para o próximo single e a ideia é seguir nessa linha do Plot Twist, algo que o brasileiro tem na veia. O primeiro disco teve um som mais aberto, com participações de Daniela Mercury, Tony Garrido e Luiz Caldas. Agora, queremos consolidar essa identidade pop rock e seguir lançando novas faixas ao longo do ano.”
Arnaldo Antunes anuncia álbum Novo Mundo

Novo Mundo é o novo álbum de inéditas de Arnaldo Antunes, que será lançado nas plataformas digitais no dia 20 de março, pelo selo RISCO. No repertório de 12 canções inéditas e recentes, fazem parte composições só de Arnaldo e parcerias com David Byrne, Marisa Monte, Erasmo Carlos e Marcia Xavier. A capa é uma fotografia de Leo Aversa, com direção artística de Batman Zavareze. Arnaldo Antunes também divulgou o tracklist do álbum. Confira a relação completa das músicas abaixo. Tracklist 01_Novo Mundo (Arnaldo Antunes/Participação: Vandal / Citação: MUNDANOH/ Vandal) 02_O Amor É A Droga Mais Forte (Arnaldo Antunes) 03_Body Corpo (David Byrne e Arnaldo Antunes/ Participação: David Byrne) 04_É Primeiro De Janeiro (Arnaldo Antunes e Marcia Xavier) 05_Pra Não Falar Mal (Arnaldo Antunes/ Participação: Ana Frango Elétrico / Citação: Canto XLV do Tao-Te King, Lao Tzu) 06_Acordarei (Arnaldo Antunes) 07_Pra Brincar (Arnaldo Antunes) 08_Tire O Seu Passado Da Frente (Arnaldo Antunes) 09_Sou Só (Marisa Monte e Arnaldo Antunes/ Participação: Marisa Monte) 10_Viu, Mãe? (Arnaldo Antunes e Erasmo Carlos) 11_Não Dá Para Ficar Parado Aí Na Porta (Arnaldo Antunes e David Byrne/ Participação: David Byrne) 12_Tanta Pressa Pra Quê? (Arnaldo Antunes e Marcia Xavier)
Jovem santista Math Gomes lança single Muito Novo Pra Me Arrepender

O santista Mah Gomes lançou o quarto single da carreira, Muito Novo Pra Me Arrepender, um som autoral que muito lembra as duas principais bandas do movimento emo brasileiro, a NX Zero e a Fresno. O som, no entanto, também traz influências de pós-punk/garage rock The Strokes e do Arctic Monkeys. “Posso considerar que o single é uma mescla de indie rock e pop alternativo. Quanto à mensagem, é um hino sobre juventude, incertezas e o desejo de viver intensamente. Traduz o dilema entre aproveitar o momento e lidar com as consequências A música captura a energia de quem prefere acumular histórias a se arrepender do que não fez, ressoando especialmente com o público jovem e alternativo”, contou o artista. O cantor, compositor e instrumentista de apenas 22 anos se apresenta com banda de covers desde que assumiu a maioridade. E foi justamente a correria de um músico atuante o ponto de partida da composição, como ele explica a seguir. “A ideia da letra surgiu após ter que acordar cedo pra ir até outra cidade fazer um show, daí veio a primeira frase: ‘Por cada noite mal dormida, uma noite bem vivida’. Continuei escrevendo, mas fiquei em dúvida quando cheguei no refrão. Então, decidi que nele deveria haver o alívio de tudo aquilo que eu estava pensando e escrevendo, ‘Tentar viver o momento, aqui não sobra tanto tempo!’. Eu sou muito novo pra me arrepender de qualquer coisa. A mensagem é essa”.
Terraplana lança “Natural”, seu segundo álbum, com clipe e turnê internacional

Dois anos após o aclamado disco de estreia, Olhar pra Trás, o quarteto curitibano terraplana lançou seu segundo álbum de estúdio, Natural, com lançamento pela Balaclava Records. O álbum foi produzido e mixado pelo estadunidense JooJoo Ashworth, que já trabalhou com nomes como Automatic e SASAMI, e masterizado por Greg Obis da Chicago Mastering Service. A capa do disco e dos singles são assinadas por Julia Lacerda, artista paulistana. O álbum também ganha distribuição física no exterior em parceria com o selo norte-americano Flesh and Bone. Junto do lançamento do álbum Natural, o terraplana apresentou um videoclipe inédito para a faixa Todo Dia, que já tinha sido apresentada ao público em uma versão ao vivo no programa Cultura Livre, da TV Cultura, exibido no ano passado. O clipe foi dirigido por Daniboy, com direção de cena e fotografia por DePraxe. O novo trabalho apresenta a expansão sonora do quarteto dentro do rock alternativo, indo muito além do gênero shoegaze que os definiu até então. O grupo consegue sumarizar diferentes influências e demonstrar sua própria identidade musical, sem ficar preso a uma estética ou sonoridade específica. Além disso, se torna evidente o amadurecimento na temática das canções, arranjos e composições em geral. O material foi produzido durante uma imersão de duas semanas no Nico’s Studio, entre 24 de agosto e 15 de setembro de 2024. “O processo inteiro desse álbum foi muito mais natural [que o primeiro]”, comenta Vinícius. “Compusemos as músicas nos períodos de intervalos entre shows do ‘olhar pra trás’, e as coisas foram saindo de um jeito bem mais fácil e leve. Conversei com a Samira [Winter] no Balaclava Fest que tocamos em 2023, e ela comentou que conhecia um produtor que poderia gostar de trabalhar com a gente”, continua. “Então entrei em contato com o JooJoo, apresentei as demos que tínhamos e ele topou de imediato. Durante a gravação do álbum, tudo fluiu de um jeito bem fácil e divertido. A questão da língua pode ter sido uma barreira em alguns momentos, porque nenhum de nós é fluente em inglês e muito menos ele em português, mas por causa disso também aconteceram diversos momentos divertidos que deixava a coisa mais leve, e acho que isso fez com que a música também falasse por nós ou por ele em certos momentos. No fim, saímos desse processo todo com um aprendizado muito forte de produção, da forma de ver, fazer e tratar a música, e também de confiança no nosso próprio trabalho.” O grupo está escalado no festival estadunidense South by Southwest (SXSW), que está acontecendo durante essa semana em Austin, no Texas, seguindo com uma série de datas por oito cidades nos Estados Unidos. Além de estarem confirmados no Festival Coolritiba, que acontece dia 17 de maio na Pedreira Paulo Leminski, também anunciam suas primeiras datas da turnê, passando pelo sul, sudeste e centro-oeste do Brasil, além de seus primeiros dois shows na Argentina. terraplana é composto por Stephani Heuczuk (voz e baixo), Vinícius Lourenço (voz e guitarra), Cassiano Kruchelski (voz e guitarra) e Wendeu Silverio (bateria).
Counting Crows anuncia álbum com single “Spaceman in Tulsa”

O Counting Crows anunciou um novo álbum de estúdio. Butter Miracle, The Complete Sweets! tem lançamento marcado para 9 de maio via BMG e foi antecipado pelo single Spaceman in Tulsa, que ganhou também um clipe. A faixa apresenta a evolução sonora do Counting Crows, mantendo a essência lírica e melódica que conquistou fãs ao longo de três décadas. “Spaceman In Tulsa fala sobre metamorfose—como a música nos transforma em algo novo. É sobre vidas quebradas se tornando algo melhor”, conta o vocalista Adam Duritz. Com mais de 20 milhões de álbuns vendidos no mundo todo, a banda californiana teve a carreira catapultada pelo seminal álbum August and Everything After, de 1993. Com hits globais como Mr. Jones, A Long December, Big Yellow Taxi e Accidentally in Love, indicada ao Oscar, o Counting Crows lançará seu primeiro trabalho de estúdio desde o aclamado EP Butter Miracle: Suite One (2021).