Sharon Van Etten & The Attachment Theory lançam álbum de estreia

Sharon Van Etten & Attachment Theory lançaram o álbum de estreia, homônimo, via Jagjaguar. Este é o primeiro álbum que Sharon escreveu e gravou com sua banda – Jorge Balbi (bateria, máquinas), Devra Hoff (baixo, vocais) e Teeny Lieberson (sintetizador, piano, guitarra, vocais) – permitindo a ela a liberdade que vem quando se deixa levar. Os temas são atemporais, clássicos de Sharon, pois ela explora o que significa ser simplesmente humano, mas os sons são novos, plenamente elaborados. Produzido pela produtora Marta Salogni no antigo estúdio do Eurythmics, The Church, uma combinação perfeita para a mistura mística de eletrônicos e texturas analógicas da banda.
Dope Lemon anuncia álbum com single psicodélico; ouça!

Dope Lemon, projeto alternativo influenciado por rock e soul idealizado pelo australiano Angus Stone, anunciou seu quinto álbum de estúdio. Golden Wolf será lançado dia 9 de maio via BMG e foi antecipado por Electric Green Lambo, que apresenta a proposta envolvente e psicodélica do artista. O single chega junto de uma cinematográfico clipe que traça uma jornada de crime e luxo ao redor do mundo. “Electric Green Lambo é como entrar em um sonho lúcido – uma aventura desenfreada, mas também é uma nostalgia enevoada. É sobre perseguir uma energia indomável e se libertar do que te prende”, conta ele. Conhecido pelo duo Angus & Julia Stone (do hit Big Jet Plane, que ganhou um remix feito por Alok), que acumula bilhões de streams ao redor do mundo e certificação de platina, Dope Lemon construiu uma identidade marcante desde a estreia com Honey Bones (2016). O projeto atingiu mais de 700 milhões de streams e mais de 565.000 cópias vendidas, e também se destaca por colaborações com Winston Surfshirt, parcerias com Will Ferrell e Adam McKay, além de participações em festivais como o Lollapalooza e o Austin City Limits. Se no álbum anterior, Kimosabè (2023), ele refletia sobre a sua juventude e os caminhos que o moldaram, este álbum se aprofundará na incerteza do futuro. Nesta mudança de olhar, Dope Lemon convida os ouvintes a aproveitarem a jornada em vez de buscar um caminho rápido, sempre transitando entre o rock ensolarado, que evoca boas vibrações, e grooves com aura noturna.
Vocalista do Years & Years, Olly Alexander lança álbum Polari

Olly Alexander descortina seu mundo com seu primeiro álbum solo, Polari. O quarto trabalho de estúdio da carreira do artista é inspirado no universo da polari – uma linguagem secreta perdida falada por homens gays na Inglaterra ao longo dos últimos 100 anos. O novo projeto de Olly Alexander, que tem produção executiva de Danny L Harle, traz em seu repertório o single Cupid’s Bow. Olly Alexander é mais conhecido por ser o vocalista do grupo Years & Years, o qual ele mantém até na assinatura das canções do novo álbum.
De malas prontas para o Brasil, Inhaler lança álbum Open Wide

Atração confirmada do Lollapalooza Brasil 2025, o Inhaler lançou seu terceiro álbum de estúdio, Open Wide. O disco foi produzido por Kid Harpoon (Harry Styles/Florence & The Machine) e marca um grande salto à frente do quarteto. Durante o ano passado, os artistas reuniram-se em Londres e foram incentivados a se desafiar e assumir maior controle criativo. Ao ouvir uma ampla gama de gêneros durante a composição – do techno até Nick Cave – eles se inspiraram a experimentar um som mais brilhante e atemporal, adicionando textura ao disco. O resultado é um álbum de 13 faixas que se destaca como único – um álbum pop guiado por guitarras como nenhum outro, solidificando seu status como uma das bandas jovens mais empolgantes de hoje. No Brasil, o Inhaler fará duas apresentações. A primeira no dia 27 de março, junto com Girl in Red, na Audio, em São Paulo. A segunda no dia seguinte, dentro da programação do Lollapalooza Brasil, no Autódromo de Interlagos. Para ambas as apresentações ainda há ingressos disponíveis. Originária de Dublin, na Irlanda, a Inhaler lançou anteriormente os álbuns It Won’t Always Be Like This (2021) e Cuts & Bruises (2023). Liderado pelo vocalista e guitarrista Elijah Hewson, filho de Bono Vox (U2), a banda conta ainda com Robert Keating (baixo), Josh Bartholomew Jenkinson (baixo) e Ryan McMahon (bateria) em sua formação. Ouça Open Wide, novo álbum do Inhaler
Blue Mar se inspira na ficção científica em vídeo para remix de Tough Spell

Brasileiro cidadão do mundo, Blue Mar faz de sua música um caldeirão de influências. Guiado por sua guitarra virtuosa e um feeling genuíno que o levaram ao reconhecimento internacional, ele se uniu ao produtor Pat Alvarez em um remix de Tough Spell, um dos destaques de seu álbum OLIVEIRA. A nova versão mostra um artista procurando novas fronteiras, sem perder a sonoridade inspirada no rock alternativo. Agora, essas fronteiras chegam ao espaço com o clipe da música. Criado por Jurassic Smoothie e inspirado por clássicos cult da ficção científica, o vídeo apresenta uma estação espacial de festas movida por uma gigantesca bola de espelhos, até que uma peça desaparece e mergulha tudo no silêncio. Para restaurar a festa, é guiada uma missão à Terra para recuperar o fragmento perdido. Blue Mar iniciou a carreira em 2015, mas se destacou com o EP Hurl, lançado durante a pandemia e aclamado pela autenticidade e pelas letras provocativas, que tratam de problemas globais e resistência. Ele lançou o álbum The March Hare, em 2022 e agora prepara voos mais altos. >> Leia entrevista com Blue Mar Após quase um ano na estrada cruzando os Estados Unidos, Europa e África do Sul, Blue Mar se sentiu compelido a embarcar em algo novo e se reconectar com suas raízes ao mesmo tempo que busca seu próprio espaço na cena alternativa. O que começou como uma brincadeira com samples rapidamente evoluiu para sessões imersivas de gravação em Londres e em São Paulo. Apesar da vibe energética e muitas vezes dançante do álbum, OLIVEIRA é um registro pessoal que mergulha nos altos e baixos da vida, tentações e escolhas que nem sempre trazem felicidade. O nome do álbum tem um valor sentimental e se aproxima da busca por raízes do artista, por ser o sobrenome de solteira de sua mãe. Logo após o lançamento do disco, cuja pré-venda em vinil esteve disponível pelo lendário selo Rough Trade, Blue Mar percorreu várias cidades da Europa Central e Ocidental, com onze concorridos shows na Alemanha, Áustria, República Tcheca e Bélgica, com direito a datas esgotadas. O responsável pelo remix, Pat Alvarez, é um produtor e compositor nascido na Argentina e radicado em Londres, com créditos que abrangem diversos gêneros. Ele é conhecido por seus remixes para artistas como Joy Crookes, The Blessed Madonna, Florence + The Machine e Elton John. Ouça Tough Spell
Josyara e Pitty lançam versão de música de Cátia de França

Ensacado, primeiro single do novo álbum da cantora e compositora Josyara, foi um dos destaques dos lançamentos de sexta-feira (7). Composta por Cátia de França com Sérgio Natureza, a canção ganhou novos arranjos e faz parte do repertório de dez faixas do novo trabalho da artista, que tem produção musical dela própria em parceria com Rafael Ramos. A cantora convidou Pitty, sua conterrânea e uma de suas referências na música, para dividir os vocais e interpretarem juntas a canção. Com destaque para a força de sua voz aliada ao seu inconfundível violão, esta releitura é a primeira música que o público poderá escutar de AVIA, terceiro álbum autoral de Josyara que marca, mais do que nunca, sua identidade enquanto compositora, intérprete e produtora musical, trazendo ainda canções em coautoria com outros artistas da cena contemporânea. Vencedora do Prêmio WME Awards 2024 na categoria Melhor Instrumentista, Josyara é a responsável pelo arranjo e os violões que se revelam em Ensacado, que além da participação especial de Pitty, conta com o músico Federico Puppi no violoncelo. “Cátia de França sempre foi uma referência pra mim. Seu disco 20 Palavras ao Redor do Sol me marcou bastante, sobretudo na minha chegada em São Paulo, em 2014, quando comecei a resgatar memórias de Juazeiro e o desejo de trazer ritmos e influências do sertão, que é de onde eu venho. Esta música em especial acende em mim uma inspiração, um lugar de muita força, de resiliência, de conseguir abandonar o que é preciso para poder resistir”, comenta a artista. Após gravar os discos Mansa Fúria (2018), ÀdeusdarÁ (2022) e o EP Mandinga Multiplicação – Josyara canta Timbalada (2024) e levar seus shows a todas as regiões do país, Josyara se prepara para lançar AVIA, previsto para sair em abril em todas as plataformas digitais.
Tom Speight recria Outkast, Hollow Coves e Fleetwood Mac em EP

O artista londrino Tom Speight está de volta com um novo EP intitulado Covers. Com faixas de Outkast, Hollow Coves, Kodaline e Fleetwood Mac, Covers é uma homenagem às músicas que moldaram Tom Speight como artista e fã de música – um tributo à diversidade sonora que todos amamos. Abrindo o EP, uma releitura de Coastline, um dos sucessos favoritos dos fãs de Hollow Coves, captura todo o espírito aventureiro da original. Com violão dedilhado e os vocais harmoniosos entre Speight e The Mayries, a faixa se torna uma canção bela para todas as estações, trazendo uma suavidade única. “Sou fã de Hollow Coves há muito tempo. Colaborando com The Mayries, buscamos capturar suas belas harmonias enquanto criávamos uma versão etérea e sonhadora, que permite ao ouvinte se perder na música.” Em seguida, Speight apresenta sua versão do icônico hit Hey Ya!, do Outkast, transformando sua energia irresistível em um hino indie alt-folk com toques de Sufjan Stevens. Esse dueto cintilante soa nostálgico e sonhador. Já em Everywhere, ele revisita o clássico atemporal do Fleetwood Mac, resgatando sua delicadeza e sinceridade. “Quis capturar essa magia de forma nova, em um dueto acústico e descontraído. Imagine uma atmosfera praiana e relaxante que realça o calor e a nostalgia da canção em uma abordagem mais intimista,” explica Speight. Encerrando o EP, All I Want traz a participação de sua colaboradora de longa data Lydia Clowes (que já emprestou sua voz para Fred Again e Paris Paloma). Tendo dividido palcos com o Kodaline, Speight adiciona um toque pessoal a essa gravação – minimalista e evocativa, uma canção de amor emocionante para os românticos.
The Hellacopters empolga com nono álbum de estúdio; ouça Overdriver

A banda sueca The Hellacopters lançou Overdriver, o seu nono álbum de estúdio. O sucessor de Eyes of Oblivion (2022) tem 11 músicas distribuídas em 40 minutos. Overdriver está repleto de guitarras estrondosas e grooves arrebatadores, além de refrões marcantes e fáceis de cantar junto. O álbum tem albuns highlights como os singles Leave A Mark, (I Don’t Wanna Be) Just A Memory e Do You Feel Normal. Não menos importante, Wrong Face On e Faraway Looks também facilmente ficam na cabeça. Ouça o álbum abaixo.
Entrevista | Circa Waves – “Conforme você envelhece, se torna sentimental”

Death & Love Pt.1, o sexto álbum de estúdio da banda inglesa Circa Waves, já está disponível nas plataformas de streaming. O primeiro volume conta com nove faixas de guitar pop catártico. De acordo com a banda, o disco é um poderoso mecanismo de enfrentamento para processar a experiência de quase morte do vocalista Kieran Shudall. A segunda parte será lançada ainda este ano. No início de 2023, Kieran recebeu uma ligação dos médicos informando que sua artéria principal estava severamente bloqueada. Dois dias depois, ele estava deitado em uma mesa de cirurgia, assistindo um fio ser inserido em seu coração para corrigir o problema. O que se seguiu foi o cancelamento de vários shows do Circa Waves, o ajuste a uma rotina de medicação e, mais crucialmente, a necessidade de aprender a viver de uma nova maneira. E o resultado é simplesmente impressionante. Autoproduzido por Kieran, com engenharia de som de Matt Wiggins (Adele, Lana Del Rey, Glass Animals), as nove faixas de Death & Love Pt.1 exalam nostalgia e remetem aos sons e temas que fizeram Shudall querer pegar uma guitarra pela primeira vez. Shudall conversou com o Blog n’ Roll, via Zoom, sobre o novo álbum, a recuperação após o problema médico, além da possibilidade do Circa Waves vir ao Brasil. Confira abaixo. Death & Love Pt. 1 parece um álbum profundamente pessoal e intenso sobre uma experiência de quase morte. Trouxe uma nova perspectiva para o trabalho da Circa Waves? Sim, acho que, no final das contas, quando algo louco acontece contigo e você tem emoções intensas, é como se novos tipos de melodias surgissem. Acho que naturalmente temos melodias de amor, medo, ódio ou algo assim como a ideia de desaparecer e ou morrer ou o que quer que seja. Isso criou um novo tipo de melodia que era interessante. O primeiro single que fizemos já transmite uma energia de superação. Qual foi a inspiração por trás de We Made It e como ela se conecta ao tema geral do álbum? Escrevi sobre um amigo que estava passando por um momento difícil e era eu meio que dizendo: “apesar de todos os momentos difíceis que passamos, ainda estamos aqui, nós conseguimos”. Queria que fosse bem aberto e relacionável para qualquer um, então se você estiver no meio da multidão, você pode sentir que é a pessoa que conseguiu, porque acho que todo mundo já passou por algo difícil, seja um término de relacionamento, perda de emprego ou a morte de um membro da família. Todo mundo precisa sentir esse otimismo de que a vida continua e você consegue. Isso é algo que você acha que teria escrito antes ou é por causa da sua experiência que começou a pensar mais sobre esses assuntos? Acho que é como a idade avançada. Conforme você envelhece, se torna sentimental e começa a pensar sobre a vida que você viveu e a mortalidade, além de todos esses tipos de coisas mórbidas. É o processo real de transformar uma experiência tão aterrorizante em um processo de cura através da música, porque você disse que era uma carta para dizer a si mesmo que você sobreviveria. Isso é algo fácil? Como foi a experiência real? Bem, acho que queria me esforçar para escrever músicas que fossem mais pessoais e que fossem sobre o assunto. Poderia escrever músicas que não fossem sobre isso, mas simplesmente saiu naturalmente. Senti a necessidade de escrever sobre isso, quase como quando alguém tem um diário e quer escrever sobre algo que o irritou ou algo triste, simplesmente saiu naturalmente e é meu tipo de catarse. Foi o meu jeito de superar isso. Isso ajuda já que escrevi músicas, sinto que é uma terapia para mim. Quais bandas ou artistas do passado mais inspiraram nessas composições? Consegue identificar? É muito parecido com aquela cena inicial de Nova York, os anos 2000, com o The Walkmen, Yeah Yeah Yeahs, The Strokes, The National e LCD Soundsystem. Essa energia bruta e o tipo de guitarras corajosas com a bateria estridente, os vocais distorcidos e tudo mais. Por algum motivo, sempre fui loucamente apaixonado por esse som, o que realmente não sei por quê. Porque muitas bandas de Liverpool só querem soar como os Beatles, mas sempre fui apaixonado pelos artistas de Nova York. Você pode mencionar dois ou três álbuns que o inspiraram muito na sua vida? Bows + Arrows, do The Walkmen, certamente Is This It, do The Strokes, além do Alligator, do The National, que foi uma grande inspiração para mim. E você e a banda têm um histórico de criar música que ressoa fortemente com o público ao vivo. Como você imagina que faixas como Let’s Leave Together e Like You Did Before impactarão os fãs nos shows? Acho que a letra é um pouco mais direta do que escrevi no passado. Escrevi muito pop ao longo dos anos com vários artistas fora da banda. E há algo sobre a simplicidade de um refrão pop que amo, e a letra é sempre tão direta. O primeiro disco que fizemos, Young Chasers, era melodicamente bastante pop, mas as letras eram meio vagas. E elas eram um pouco mais misteriosas, acho. Os refrões que escrevi neles ainda são bastante pop, mas acho que a letra é um pouco mais direta e sucinta. Então espero que o público sinta a necessidade de gritar de volta para mim agora. O álbum foi mixado por Matt Wiggins, que trabalhou com artistas como Adele e Glass Animals. Como foi essa colaboração? E o que ele trouxe para o som final do Circa Waves? Eu amo Matt, ele é simplesmente incrível, um engenheiro incrível. Ele grava as coisas com extrema proficiência. Ele é uma pessoa tão legal, é ótimo para trocar ideias e me deixa meio que “podemos tentar isso? Podemos tentar isso? Podemos tentar isso? E ele responde sempre positivamente. Ele nunca impede a banda de tentar nada. Ele é muito aberto e nos permite ser quem queremos ser. Como você