Dirty Projectors conclui série de EPs com antologia

O Dirty Projectors concluiu o ciclo que teve início em fevereiro de 2020. Em suma, o projeto conta com cinco EPs lançados ao longo de 2020, unidos em uma antologia de 20 músicas, intitulada 5EPs. Cada EP deu destaque a voz de um membro diferente da banda, acompanhados de suítes musicais que trocam de estilo, produzidas por Dave Longstreth. Em resumo, teve o folk existencial Windows Open cantado por Maia Friedman, o soul de Felicia Douglass em Flight Tower, a longa melodia de Longstreth em Super João, e o glitch orquestral recomposto em Earth Crisis com Kristin Slipp, e o último Ring Road, cantado por todos os membros e que junta toda a dinâmica da banda em seu melhor potencial. Aliás, 5EPs traz um corpo de trabalho diversificado, que se une de maneira fascinante e satisfatória a partir da estrutura formal de um EP. E quando juntos, eles trazem uma imagem do trabalho de um dos compositores mais imaginativos do indie com um grupo de músicos extremamente talentosos. 5EPs está disponível em LP padrão preto duplo, com uma versão transparente exclusiva para pequenas lojas, assim como um CD, e um set deluxe com cinco vinis 12” coloridos. Encomende a edição limitada de caixas numeradas do Dirty Projectors aqui.

Dirty Projectors chega ao quarto EP em 2020: Earth Crisis

Após homenagear João Gilberto com Super João, o Dirty Projectors lançou Earth Crisis, a penúltima parcela no ciclo de cinco EPs que a banda vem lançando ao longo de 2020. A música de Earth Crisis tem uma história por trás. Em 2007, o Dirty Projectors lançou Rise Above, uma releitura do álbum Damaged (1981), do Black Flag. Posteriormente, Dave Longstreth continuou trabalhando no material, produzindo arranjos das canções para quinteto de sopros e quarteto de cordas. Em fevereiro de 2008, Chris Taylor (Grizzly Bear) gravou esses arranjos na igreja de Greenpoint, Brooklyn, onde gravaram partes de Yellow House e Veckatimest. Contou ainda com Sam Hillmer (Zs, Diamond Terrifier) da vanguarda de Nova York na condução. Pouco depois da sessão, o Projectors embarcou em uma turnê de três meses; quando eles começaram a respirar, Dave se distraiu escrevendo Bitte Orca e nunca terminou a orquestral Rise Above. Quando Dave encontrou as gravações perdidas em um HD antigo no ano passado, começou a reformulá-las – com looping, pitch-shifting, desconstruindo – e recriando as colagens orquestrais resultantes com novas melodias vocais. “Para mim parecia um processo ecológico: reciclar, fazer uma nova vida a partir do velho”, diz ele. A vez de Kristin Slipp Essas colagens formam um terreno harmônico para a vocalista e tecladista de Dirty Projectors, Kristin Slipp, ocupar o centro do palco com seu forte soprano. A criação do Earth Crisis emergiu da metáfora do processo musical – reciclagem, reutilização de materiais – e seu título chegou acidentalmente, um aceno divertido para as lendas do hardcore e para o material de origem, Rise Above. A partir daqui, temas de colapso ambiental e eco distopia se apresentam organicamente nas letras que Slipp e Longstreth escreveram em colaboração. Documentário do Dirty Projectors O EP Earth Crisis chegou com um curta-metragem impressionante de mesmo nome escrito e dirigido pelo amigo e colaborador Isaiah Saxon, do Encyclopedia Pictura. O Encyclopedia Pictura é um estúdio de cinema e animação com sede em Los Angeles cujas paixões incluem jardinagem, vilas, amizade e observação científica. O curta-metragem Earth Crisis apresenta uma mistura especial de medley das canções do EP e conta a história comovente de uma mulher idosa sozinha no deserto ártico. Com a música inspirada por J Dilla tanto quanto Igor Stravinsky, o modo de Earth Crisis é uma forma artística composta. Enquanto escreviam as letras, Kristin Slipp e Dave Longstreth consideraram uma reescrita do século 21 da sinfonia épica de Gustav Mahler, Das Lied von der Erde (A Canção da Terra). Em 20 de novembro, a sequência diversa e dinâmica de EPs do Dirty Projectors lançada em 2020 culminará em uma antologia de vinte músicas intitulada 5EPs. Com cada parte liderada pela voz de um membro diferente da banda, 5EPs marca o crescimento, a transição e o poder comunitário do grupo. Até o momento, a guitarrista Maia Friedman comandou o folk do Windows Open, a tecladista e percussionista Felicia Douglass comandou o soul super-future Flight Tower. Ademais, Dave Longstreth fez uma homenagem a João Gilberto no Super João, e agora Kristin Slipp traz seu entusiasmo e surreal soprano para Earth Crisis.

Entrevista | Dirty Projectors – “Tenho escutado bastante o som do Tim Bernardes”

Pouco mais de um ano após a morte de João Gilberto, um dos maiores gênios da música brasileira, uma linda homenagem chega de Los Angeles. A banda de indie rock Dirty Projectors acaba de lançar o EP Super João, que reverencia no título, mas também mostra uma sonoridade muito inspirada na obra do baiano de Juazeiro. “Eu amo a música dele e a forma como ele tocava seu violão. É importante para mim. Eu trabalhei nessas músicas no ano passado, quando soube que ele faleceu. Por isso decidi nomear o EP de Super João”, comenta o vocalista e guitarrista, Dave Longstreth.  Super João é o terceiro de um ciclo de cinco EPS, que marca o crescimento e a transição da banda ao longo de 2020. Cada EP até hoje iluminou um membro específico da banda, e Super João foca em Dave. A coleção sutil, acústica e direta em fita combina melodias de formato longo com progressões de acordes surpreendentes para criar um clima que lembra Arthur Russell, Chet Baker e – é claro – João Gilberto. Paixão pela música brasileira A paixão por João Gilberto vem da infância. Dave conta que seus pais tocavam os álbuns do baiano em casa. “Ele acabou marcando parte da minha vida”, resume. O vocalista do Dirty Projectors vai além quando fala sobre música brasileira. “Era adolescente quando descobri o Caetano Veloso, Gal Costa… esse pessoal. Eu comecei a descobrir essas músicas quando estava crescendo, e isso me fez abrir muito a mente. Quando tive a minha primeira oportunidade de tocar no Brasil, o Caetano foi no meu primeiro show, no Rio, e conhecê-lo foi algo surreal”, comenta, aos risos. Dos mais atuais, Dave destaca o vocalista do grupo O Terno. “Tenho escutado bastante o som do Tim Bernardes, e de seu irmão, Chico Bernardes. Acho que são só esses dois, mas adoraria conhecer bem mais”.  Não bastasse a influência dentro de casa, o norte-americano também gravou com outro músico brasileiro, o percussionista Mauro Refosco, figura conhecida na trajetória do Red Hot Chilli Peppers e David Byrne. “Certamente contribuiu mais ainda para o meu conhecimento de música brasileira. Eu já escutava músicas do Mauro bem antes de conhecê-lo. Acompanhei o trabalho dele pela primeira vez no álbum Grown Backwards, do David Byrne. Ele é um cara muito legal e um músico incrível. Trabalhar com ele no Dirty Projectors foi praticamente um sonho se tornando realidade. Eu amo ele”. EPs em série do Dirty Projectors A série de EPs do Dirty Projectors reserva ainda mais dois títulos em 2020. Segundo Dave, a ideia do projeto surgiu quando a banda começou a trabalhar no show ao vivo do último álbum. “Tem sido muito natural encaixar as músicas em cada EP, é algo muito intuitivo. Sobre Super João, a ideia foi escolher músicas com um grande senso de liberdade, com progressões livres e selvagens”.  A sequência de EPs temáticos para cada integrante é uma forma de destacar o que é produzido por cada um deles. “Sempre foi minha ideia para a banda: mudar assim como a música muda. Só queria poder explorar o maior tipo de músicas e sons. Trabalhar com muitos músicos diferentes ao longo dos anos é uma honra, um privilégio e uma alegria enorme”. Enquanto a pandemia segue forte, Dave conta que espera o quanto antes conhecer o Brasil. De forma segura para todos, claro. “Esse ano acabou com a maioria dos planos de muita gente, assim como os nossos. Eu não sei quando vou poder tocar de novo no Brasil, mas adoraria voltar quanto antes. Amo o país e amo tocar para os fãs brasileiros. Espero que não demore muito”. ***Texto e entrevista por Lucas Krempel e Caíque Stiva

Dirty Projectors lança novo EP em homenagem à Bossa Nova

Dirty Projectors divulgou o lançamento do terceiro EP para 2020: Super João. O trabalho conta com quatro canções, sendo Holy Mackerel o primeiro single disponível em homenagem ao cantor e compositor João Gilberto. Os singles contêm uma pegada suave de acordes de violão e um som equilibrado e marcante aos ouvintes. Além disso, mostra o amor e encanto pela bossa nova por parte do vocalista Dave Longstreth que produziu e interpretou o EP. “Super João é um sentimento”, diz Dave Longstreth ao falar sobre o novo trabalho e acrescentou: Este ciclo de EPs é sobre crescimento, transição, espaço, mudança de identidade. Alan Ginsberg tinha uma frase ‘primeiro pensamento, melhor pensamento’ para falar sobre um tipo específico de escrita – não escrita automática exatamente, mas rápida, espontânea, confiante. Para mim, essas canções são sobre a redescoberta daquele lugar, depois dos ouroboros estéreo da era Ivo Shandor (Dirty Projectors, Lamp Lit Prose). E eu acho que para nós – Felicia, Maia, Kristin, Mike e eu – é sobre encontrar pela primeira vez: tocar, escrever, aprender juntos como uma nova banda.” O cantor escreveu letras com Kyle Field (Little Wings) e gravou com seu vizinho de Los Angeles Kyle Thomas (King Tuff). Em suma Dirty Projectors disponibilizará o EP Super João no dia 4 de setembro e pretende lançar mais 20 faixas no dia 13 de novembro, intitulado 5 EPs. Confira abaixo Holy Mackerel e nas principais plataformas de streaming.

Dirty Projectors lança três novas versões de Lose Your Love

O Dirty Projectors divulgou três novas versões de Lose Your Love. A canção é o single principal do recente EP Flight Tower. Vale lembrar que anteriormente o grupo já havia apresentado a faixa em uma sessão no programa Full Frontal. Em resumo, uma das novas versões de Lose Your Love foi reimaginada por Jimmy ‘The Senator’ Douglass. O artista é pai de Felicia Douglass, tecladista do Dirty Projectors. Já o segundo remix é uma cortesia de Mz Poppinz. Finalizando as versões alternativas, temos uma acústica que a banda gravou remotamente durante a quarentena. Ademais, Flight Tower é o segundo lançamento de cinco que a Dirty Projectors lançará em 2020.