Entrevista | Carol Biazin – “Logo que o The Voice acabou, tive a pior fase da minha vida”

Além de completar 25 anos nesta sexta-feira (22), a cantora e compositora Carol Biazin chega à reta final da turnê Beijo de Judas, com participação em três estados diferentes. Na bagagem, ela leva o recém-lançado DVD Beijo de Judas (Ao Vivo), gravado no Cine Joia, em São Paulo. Apesar de viver um momento especial tanto particular quanto profissional, Carol revelou que ficou deprimida após o término do programa The Voice. Finalista em 2017, pelo time da Ivete Sangalo, Carol contou que após o programa, teve que voltar para casa por conta de problemas psicológicos. A artista se apresentará em Belo Horizonte nesta sexta-feira (22), em Porto Alegre (23) e em Curitiba (24), antes de encerrar sua tour no Rio de Janeiro no último dia do mês. Em entrevista ao Santa Portal, Carol comentou a dificuldade psicológica que passou, contou sobre fatos em relação ao DVD e disse um pouco sobre a turnê, lançamentos e sonhos. Confira abaixo a íntegra do papo com Carol Biazin. Como surgiu a ideia de produzir um DVD com uma equipe formada apenas por mulheres? Qual mensagem você quis passar? Eu já tinha essa vontade de tocar só com mulheres desde os oito anos de idade, que foi quando comecei a tocar o meu primeiro instrumento, o violão. Eu lembro que assistia aos shows da Beyoncé, e a banda dela era formada apenas por mulheres. Atualmente consegui pôr isso em prática. Durante a pandemia consegui chamar as meninas para tocarem comigo uma música, só que acho que foi tomando uma proporção maior e decidimos colocar outras para trabalharem em diversas áreas. Queria de alguma forma expor que existem mulheres trabalhando nessa área. A ideia é exatamente fazer uma grande exposição. Há muitas garotas capacitadas na área. O problema é que falta convite, falta espaço para elas aparecerem e brilharem. E nós conseguimos fazer isso. Como foi gravar o DVD em um local bastante acolhedor, como o Cine Joia? Foi um local escolhido a dedo. Precisávamos de um lugar que tivesse uma estrutura de som que pudéssemos ter um DVD de qualidade. Nunca tinha feito show no Cine Joia, mas fui assistir vários. Em 2019, fui em um show de uma artista americana lá, e achei lindo. Foi aí que pensei ‘um dia vou cantar aqui’. Quando finalmente conseguimos fazer o álbum, escolhemos fazer no Cine Joia. O que a parceria com Vitão, Luísa Sonza e Luccas Claros representam para o disco? Elas são praticamente a minha família atualmente. São pessoas que admiro muito, que sou muito fã. O Vitão, conheço há muito tempo, quase quatro anos. Somos muito amigos e escrevemos muitas composições juntos. Então era um contato que eu tinha dentro do meu coração. Virei muito amiga da Luísa em 2019, e participei de composições junto com ela. A mesma coisa com o Luccas, ele foi o primeiro cara a topar fazer feat comigo. Fui montando a minha família. Era a galera que queria ter por perto em um dia tão especial para mim. Há algum feat que não fez e que gostaria de fazer? Tenho muita vontade de fazer um feat com a Ludmilla. Sou muito fã dela. Tem também a Priscila Alcântara, que é uma pessoa que admiro muito. A Bivolt é outra que adoro. Iza, Pabllo Vittar… quero muito poder colaborar com elas. Pretende fazer singles novos? Esse DVD está sendo um marco da era Beijo de Judas e queria muito fechar com chave de ouro. É um encerramento desse ciclo para poder começar a trazer a ‘nova Carol’. Até porque tenho o interesse de expandir. Ainda não tenho datas, mas já tenho muitas músicas. Não estou prometendo álbum para ninguém, mas há várias músicas lindas que vão sair. Haverá singles este ano. Você disse que pretende soltar novas músicas. Tem alguma que poderia adiantar para nós? De jeito nenhum! Como ainda não tenho nada definido, prefiro não falar para não criar expectativa nas pessoas. Em breve estaremos falando de lançamentos. Tem algum interesse em fazer show em Santos? A ideia é tocar em todos os lugares possíveis do Brasil. Mas, tocar em Santos está nos meus planos, com certeza. Vou fazer acontecer. A Anitta é o maior nome do pop brasileiro, o que ela representa para a sua carreira? Ela é uma inspiração para todas as pessoas que trabalham com arte em geral. Ela tem uma história de persistência e consistência. Ver uma brasileira chegando onde todo cantor brasileiro deseja chegar, é inspirador. De certa forma, ela mostra que o Brasil tem muito conteúdo e que estamos fazendo músicas e clipes de qualidade. Não estamos perdendo mais para gringos Um tempo atrás não tínhamos a perspectiva de um artista ficando muito famoso… indo no Jimmy Fallon para dar entrevista. Tenho muita vontade de ir lá. Chorei vendo a entrevista dela porque a história dela me representa muito. Isso é muito significante para nós, artistas. Quais são seus maiores sonhos no âmbito profissional? Fazer show em estádio e em vários festivais. Sou uma pessoa que não fiz muitos shows ainda, estou começando agora com a turnê. Acredito que lotar as casas de shows seria o próximo passo. Além de ir ao Jimmy Fallon, como a Anitta foi. Fazer shows em outros países não está na sua lista? Quero muito fazer show na Europa. Acho que Portugal está bem perto do que a gente imagina. A música sempre foi seu maior sonho? Ou tinha outras ideias? Sempre foi música. Eu não sabia fazer outra coisa… não sei até hoje. Sempre preferiu o pop? Gosto de muitos estilos de música. Tocava muito folk quando tinha 14/15 anos. Sempre fui fissurada pela Taylor Swift, acompanhei ela desde a época country até a virada de chave dela no pop. Inclusive, no The Voice fiz umas apresentações estilo country. Meio que me inspirei um pouco nela. Gostava muito de ouvir rock também, escutava Paramore. Mas acho que o pop sempre me ‘pegou’ mais. O pop dos anos 2000 é o que eu uso de referência até
Conversamos com elenco e equipe do longa “Inverno”

Engenharia do Cinema Na manhã desta segunda-feira, 04 de abril, ocorreu um bate-papo com o elenco do longa nacional “Inverno“, que terá lançamento exclusivo no streaming do Telecine nesta terça-feira, 05 de abril, e com uma exibição neste mesmo dia, às 22 horas, no Telecine Toutch. Filmado logo após o fim do lockdown, em setembro de 2020, a produção foi pensada como um terror psicológico, usando como um plano de fundo a pandemia. Na conversa estiveram presentes os atores Renato Goés, Thaila Alaya, o diretor Paulo Fontenelle e o produtor/diretor de fotografia Breno Cunha. “Tivemos a ideia de rodar um filme entre abril e maio de 2020, mas tivemos de adiar por conta da pandemia. Porém, durante uma conversa por telefone com o Renato[Goés], surgiu de fazermos algo na pandemia. E pensei em um filme com três pessoas. E ele citou que a Thaila [Alaya] também estava pensando em algo, então pensamos em fazer este filme “Inverno” durante a pandemia. O filme acabou seguindo os cuidados de prevenção em sets de cinema, dentro da casa da Thaila [Alaya] e do Renato [Goés]. Inclusive foi um desafio enorme, por ter criado uma atmosfera de terror nestas condições.” Declarou Paulo. Imagem: Cachoeira Filmes (Divulgação) Aproveitando o gancho, Renato comentou que durante a pandemia a Netflix foi o estúdio a criar todas as restrições e cuidados que deveriam ser feitos, durante as gravações, em setembro de 2020. Mas, ela acabou sendo a última a conseguir cumprir todos os requisitos, e até mesmo eles conseguiram ir mais a frente da própria gigante do streaming, neste tópico. “Realmente foi na nossa casa, e foi uma forma de reduzir custos e seguir os protocolos de COVID com mais segurança. Na verdade, começamos por ela, pois já era o nosso lugar desde o princípio. Chegou a ser hilário, porque nós começamos as gravações exatamente no mesmo local onde fomos confinados durante cinco, seis meses. Enquanto todos estavam começando a sair de suas casas, nós começamos a trabalhar em nossas casas.” Comentou Renato, aos risos. Conhecida por fazer constantes participações em filmes nos EUA (vide “Pica-Pau” e “Zeroville“), questionamos a atriz Thaila Alaya sobre como ela encarava este diferencial de restrições. Uma vez que ela já gravou em Hollywood e em várias produções brasileiras. “Já tinha feito dois trabalhos de pandemia, antes de gravar ‘Inverno’. ‘Moscou’ foi gravado em um cenário físico e o ‘Distrito 666‘ foi totalmente à distância. Em todos os cenários tínhamos este cuidado, de trabalhar com qualidade e com segurança. Então para mim, acabou sendo até que uma experiência ‘normal’, mas bastante agitada.” Comentou a atriz, rindo de toda a atmosfera promovida. Questionado sobre como era fazer um longa de terror brasileiro, em um contexto de pandemia, Paulo foi bastante sucinto, pois este era seu terceiro filme no gênero (após “Escuro” e o ainda inédito “Sala Escura“, que foi gravado antes de “Inverno“). “Quando pensamos em um terror, foi muito dentro da capacidade em fazer um filme deste estilo no Brasil, e é até onde nós podemos ir. Inclusive, tivemos um enorme trabalho para fazer tudo bem calculado e que o mesmo funcione dentro das condições colocadas. Tanto que conseguimos criar uma atmosfera de “O Iluminado” com “Bebe de Rosemary”, inclusive ele bate muito com o envolvimento do público com os personagens. Aliás, muita coisa foi mérito do próprio Renato [Góes], Thaila [Alaya] e Bárbara [Reis]. Se o espectador não se assemelhar com eles, certamente não irá levar sustos.
Aurora Gordon resgata Os Mamíferos e contracultura capixaba dos anos 1960 e 1970

Resgate histórico da música brasileira sempre foi uma das bandeiras do Blog n’ Roll. Em dez anos, produzimos inúmeras séries especiais, principalmente sobre o cenário paulista. No Espírito Santo, o projeto Aurora Gordon fez algo ainda mais incrível gravou um álbum para dar visibilidade ao legado d’Os Mamíferos e a contracultura capixaba nas décadas de 1960 e 1970. O trabalho intitulado Via Aérea chegou, na última sexta-feira (25), às plataformas de streaming, pelo selo Casulo; e, ao longo de 12 faixas, dá uma nova roupagem às músicas do grupo homenageado. Em resumo, o Aurora Gordon surgiu em 2005, quando Murilo Abreu, filho de um dos integrantes d’Os Mamíferos, foi convidado para fazer a direção musical de um show que teria num evento na UFES. “Já tinha interesse em tocar o repertório d’Os Mamíferos há muito tempo, por conta do meu pai, Afonso Abreu, que era um dos integrantes. O repertório era quase todo inédito, visto que o grupo não tinha nenhum registro em estúdio”. De acordo com Abreu, Os Mamíferos “têm uma importância muito grande por ser uma das primeiras bandas de rock autoral significativas do Espírito Santo”. “Eles lideraram um movimento de contracultura através da música e poesia, isso foi muito importante na época e eram uma referência no estado, mesmo com pouco tempo de carreira. O maior legado é a importância socio-histórica e musical do Espírito Santo”. Aliás, Abreu acredita que o trabalho do Aurora Gordon pode despertar o interesse das pessoas por outros grupos capixabas e de outros estados do mesmo período. “Um dos princípios do Aurora Gordon é incentivar a pesquisa independente. Podem existir movimentos similares de contracultura no nosso país que fujam do conhecimento geral e as pessoas devem pesquisar”. Documentário também jogou luz no cenário capixaba Por fim, vale destacar que o Aurora Gordon vai além da banda. Existe outros projetos relacionados ao resgate da cultura capixaba. Anteriormente, o documentário Diante dos Meus Olhos também foi divulgado pelo Aurora Gordon. “Trata-se de pesquisa que são apresentadas nas mais diversas formas de arte, seja da música, com os discos, dos shows, de literatura, com livros, com um livro biográfico sobre a banda, escrito pelo Francisco Grijó. E também, o filme, que faz parte do escopo do projeto. Esses produtos acabam ajudando na divulgação do Aurora Gordon, pois ampliam o alcance, carregando outras linguagens junto. Somos um projeto multimídia”.
Entrevista | Hanson – “Prefiro sangrar a ter que viver uma vida acorrentada”

Em outubro, o Hanson desembarca no Brasil com a turnê mundial Red Green Blue 2022. O trio irá se apresentar em sete cidades: Porto Alegre (11 de outubro no Bourbon Country), Curitiba (12 no Live Curitiba), Ribeirão Preto (14 na Arena Eurobike), São Paulo (15 no Espaço das Américas), Uberlândia (16 no Sabiazinho), Brasília (19 no Centro de Convenções Ulysses Guimarães) e Rio de Janeiro (21 no Qualistage). A tour chega ao Brasil após rodar Europa, Reino Unido, Estados Unidos, México e alguns países da América do Sul. Os ingressos já estão à venda. Confira mais detalhes no fim do texto. Responsável por um dos maiores hits dos anos 1990, MMMBop, o trio composto pelos irmãos Clarke Isaac Hanson (guitarra, baixo, piano e vocal), Jordan Taylor Hanson (piano, percussão e vocal) e Zachary Walker Hanson (bateria, piano e vocal) completa 30 anos de carreira com mais um álbum no forno, Red Green Blue. Com um terço do álbum escrito e produzido por cada irmão (Taylor’s Red, Isaac’s Green e Zac’s Blue), o novo trabalho reúne as três vozes criativas e únicas como nunca antes e uma equipe de colaboradores. No repertório dos shows, além das músicas do novo álbum, o Hanson irá apresentar pela primeira vez as canções de Against The World (2020) e grandes sucessos, como MMMBop, Where’s the Love e Save Me. Isaac Hanson conversou com o Blog n’ Roll sobre a turnê, novo álbum, relação com o Brasil e influência de MMMBop na vida dele e dos irmãos. Confira abaixo. Já são 30 anos de estrada e vários lançamentos marcantes até aqui. Qual é o balanço que vocês fazem desse período? Bom, foi muita coisa vivida nesses álbuns e músicas. Nosso primeiro single fala para se preocupar com o que realmente importa, porque no fim essas são as coisas que são preciosas. Em outras palavras, colocar seu coração e alma no que realmente importa. Seja no nosso relacionamento com a audiência que ficou com a gente todos esses anos, ou encontrando sua coragem, escrevendo a melhor canção que você pode ou aceitando riscos e começando um selo de gravadora e todos a sua volta não acreditarem que você consegue. É muito tempo de vida, nós passamos de adolescentes para adultos, que têm seus próprios adolescentes. Eu me sinto muito sortudo. Tem muita (experiência de) vida nessas músicas. E nos sentimos gratos de poder compartilhá-las com as pessoas. O que você acredita que mudou, evoluiu na trajetória de vocês e o que procuraram manter como característica da banda? Certamente uma parte significante que as pessoas conhecem da gente é a nossa harmonia cantando juntos e isso é algo que temos feito consistentemente ao longo dos anos. Não é algo que tentamos manter, é algo divertido de fazer. E é algo meio que fácil de fazer para nós. Fazemos tanto e há muito tempo. Também é algo meio que especial… não tem nada como harmonia, literalmente, música e vozes harmonizadas. Mas também harmonia no sentido de juntar as pessoas seja pela música na performance ao vivo ou lançar álbuns e as pessoas ouvirem juntas pelo telefone, rádio ou TV. A nossa esperança é reunir as pessoas e ajudá-las a encontrarem um pouco de paz, alegria e força para enfrentar o mundo. Muito se fala sobre uma banda estar junta há tanto tempo e o quão desgastante isso pode ser para a relação entre os integrantes. No caso do Hanson, formado por três irmãos, a situação é mais controlada? Como é o entendimento entre vocês depois de tanto tempo trabalhando juntos? Eu estaria mentindo se não disse que em vários momentos meus irmãos me deixam louco. E eu também os enlouqueço. As coisas que você ama também são as coisas que o enlouquecem. Se você já esteve em um relacionamento longo, sabe que geralmente não vai brigar no primeiro mês que vocês se conheceram, a menos que você realmente não goste da pessoa. Geralmente você não briga até conhecer muito bem a pessoa e algumas situações desafiadoras aparecerem. Eu e meus irmãos temos muito em comum e confiança um no outro, mas isso também tem seus limites e você tem que achar maneiras de minimizar essas questões. Uma das coisas que acho muito valiosa desse último álbum é que nos apoiamos uns nos outros de uma maneira que nunca tínhamos feito. Pela primeira vez em nossas carreiras nós não iríamos escrever músicas juntos. Cada um teria cinco músicas. Vamos fazer nosso melhor e ir em busca de ideias como compositores individuais e artistas individuais. Podemos trabalhar e gravar esse disco juntos, mas eu não vou falar para você o que fazer, não serei seu editor, produtor, vou confiar em você e servir sua visão criativa… e isso é muito difícil de fazer e muito poderoso quando você consegue. Eu estaria mentindo se dissesse que esse processo curou algumas feridas que nós não sabíamos que tínhamos porque foi muita coisa que cada um teve que se responsabilizar. Eu preciso sustentar essa ideia de um jeito diferente. Porque eu amo escrever com o Taylor e o Zac, eles são excelentes compositores. Nós escrevemos coisas diferentes quando fazemos isso juntos. As ideias que eu quero que eles sigam, às vezes são diferentes das que eles querem. Então foi muito interessante nos permitir que cada um pudesse fazer isso individualmente. E cada um vai poder falar: “Isso é o que eu quero, essa é minha música favorita e é isso que vou tocar”. O álbum é obviamente dividido em três partes, isso é muito claro. Até porque nós três temos vozes muito diferentes. Nós temos vozes similares, mas a minha é mais profunda que a deles. Zac e Taylor têm vozes similares, mas também diferentes. Foi muito incomum para o Ben poder falar que iria fazer três projetos solos e cada um seria o vocalista em cada parte deste disco. O Kiss fez isso, acho que em 1978, eles lançaram quatro discos em que cada um deles era o vocalista. E o meu
Entrevista | Cat Dealers – “Esse será o nosso quarto ano de Lolla”

Já consolidado entre os maiores DJs do Brasil, o Cat Dealers, formado pelos irmãos Lugui e Pedrão, se apresentou em diversos países. Em resumo, os produtores já tocaram em todos os cinco continentes. Justamente por isso, eles colecionam participações em diversos festivais grandes. De 2017 pra cá, os músicos tocaram em duas edições do Rock in Rio (2017 e 2019), Ultra Brasil, Festival de Barretos e muitos outros. Além desses, o Cat Dealers também deixou sua marca na edição de 2018 do Lollapalooza. A dupla fez um grande show no último dia do festival. Este ano, a expectativa é que a performance no Autódromo de Interlagos seja ainda melhor. Cat Dealers Aliás, os irmãos sempre foram muito ligados à tecnologia desde criança, mas foi em 2013 que Lugui descobriu sua paixão pelos beats. “A gente começou, ou melhor eu comecei com 23 anos, na época o Pedrão tinha 28. Em uma dessas, eu comecei a me interessar muito por música eletrônica”. “Comecei a fazer alguns trabalhos em casas de shows e tudo mais. Ele (Pedrão), começou a trabalhar comigo e criamos nosso primeiro projeto. Mas só uns anos pra frente que decidimos batizar a dupla de Cat Dealers, justamente com a intenção de mudar nossa sonoridade”. Juntos, eles emplacaram de cara o hit Your Body, lançado no primeiro semestre de 2016. Desde que foi colocada no YouTube, a faixa conta com mais de 100 milhões de visualizações. Reconhecimento Embora já conhecidos no cenário musical, foi em 2018 que a carreira dos produtores alavancou. Primeiramente, eles foram convidados para abrir os shows de Shakira em sua turnê pelo Brasil. Já no fim do ano, o Cat Dealers ficou na 48ª colocação dos melhor DJs do mundo, feito pela revista britânica DJ Mag. “Foi uma honra pra gente. Já estávamos ligados no ranking depois de ficarmos na 74ª posição em 2017. Mas não esperávamos subir 26 posições de um ano para o outro, foi algo muito especial para nós”, disse Lugui. A nomeação ajudou a dupla a iniciar sua carreira internacional, que hoje já é uma realidade. “Favoreceu nossa trajetória para outros países. E era um sonho que tínhamos, não só se estabelecer no Brasil, mas conseguir emplacar a nossa música em outros lugares”. Lollapalooza No festival Lollapalooza, Pedrão e Lugui são veteranos. Como espectadores, os irmãos já fizeram presença duas vezes no festival e em 2018 eles tocaram pela primeira vez. “Verdade, parando para pensar esse será o nosso quarto ano de Lolla”. Aliás, a dupla espera surpreender seus fãs com um show bem especial no dia. Segundo os produtores, diversos efeitos visuais e até participações especiais vão aparecer no palco.
Entrevista | The Wombats – “As portas vêm se abrindo gradualmente”

A banda inglesa The Wombats está de volta ao Brasil após nove anos. Se na primeira vez, o público era bem limitado, nesta sexta (25), às 15h35, o trio de Liverpool terá uma multidão pela frente, no dia inaugural do Lollapalooza, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo. Na bagagem, o Wombats traz o último álbum, Fix Yourself, Not The World. Aliás, só para variar, o disco é bem eclético e mostra o poder de inovação constante da banda em sua discografia. Direto de um hotel em São Paulo, o baterista do Wombates, Dan Haggis, conversou com o Blog n’ Roll sobre a expectativa para o festival, o último álbum e o que pretende assistir no Lollapalooza. Confira abaixo. Muita coisa mudou para o The Wombats desde o início da carreira. Como encaram essas mudanças de alcance? Sinto que ao longo dos anos as portas vêm se abrindo gradualmente, um dia de cada vez, uma música de cada vez. Claro que se você olhar para o início da nossa carreira e agora, é louco, pois tivemos momentos nas nossas carreira, como no show que fizemos em Santiago, no Chile, em que nos perguntamos “Como estamos aqui?”, a um voo de 14 horas de distância, e meio a várias pessoas dançando e cantando nossas músicas. Na primeira vez que vieram ao Brasil, vocês tocaram em lugares menores, agora no Lolla. Mês que vem o Wombats tem um show grande na O2 Arena, em Londres. Acho que nunca perdemos essa sensação, pois começamos a fazer música em Liverpool, 20 anos atrás, e hoje estamos tocando para essas pessoas, é doido pensar. Mas todo show, para 200 ou 20 mil pessoas, só queremos ir para o palco, tocar nossas canções, criar uma conexão com as pessoas. Obviamente você sente mais a adrenalina quando toca em grandes festivais, e nós vínhamos querendo voltar ao Lollapalooza, que honestamente, é o único festival que nós importunamos o nosso agente para vir, clamando todo ano “Vamos ao Lollapalooza, queremos voltar para a América do Sul”, e ele dizia: “Estou tentando”. É tão difícil conseguir isso, e agora que conseguimos estamos muito animados, e tem sido ótimo até agora, pessoas adoráveis, clima ótimo, comida ótima, drinks ótimos, e Wombats muito felizes. Queria que você falasse um pouco sobre o título do álbum, Fix Yourself, Not The World. Ele pode ter muitas interpretações. O que inspirou vocês para esse nome? Quando estávamos gravando o álbum, durante a pandemia, Murphy estava em Los Angeles, Tord em Oslo, e eu em Londres. Tord conseguiu ir para Londres, e ficou lá por cinco semanas, mas estávamos em lockdown. Então não haviam restaurantes abertos, não havia muito o que se fazer, éramos só nós e a música. E eu acho que durante a pandemia, para todos provavelmente, se você está passando por algum tipo de problema na sua mente, você terá que confrontá-lo, pois tudo que você tinha era o seu cérebro para lidar, então não foi fácil e as músicas nos ajudaram muito. Aliás, quando estávamos falando sobre o álbum, conversamos muito sobre o título, e como você disse, levanta muitos questionamentos, e nós não queríamos que soasse egoísta, como se você devesse pensar apenas em si e esquecesse o resto. É a última coisa que gostaríamos que entendessem. Para nós é mais a questão de se você está lidando com problemas de saúde mental, como depressão ou ansiedade, com dificuldade de levantar da cama, e não está lidando com isso, não conseguirá ajudar ninguém. Então perceber a importância de resolver suas questões primeiramente, para depois sair pelo mundo, ajudar pessoas, fazer a diferença, ser uma parte positiva da sociedade. Penso que muitas pessoas ignoram e negligenciam seus problemas, e vão se distrair, jantar, beber algo com os amigos, sempre tentando evitar pensar sobre certas questões. Até que percebem a importância de conversar sobre sua saúde mental e seus problemas, percebendo que todos também têm problemas, não é só você, são todos, e quantos mais conversarmos sobre, melhor. E pensamos que nosso álbum poderia ser parte desta mudança, que fizesse as pessoas pensarem como resolver esses problemas, e abraçar seus demônios. O The Wombats é uma banda inquieta. Nunca está em uma zona de conforto. Vocês sempre buscam uma modernização no som, acompanhando todas as evoluções musicais que rolam. Tudo isso sem perder as referências mais antigas. Como equilibrar isso na hora de compor? Acho que nós sempre tivemos os elementos centrais que compõem nossa identidade, independente do tipo de música que tentamos fazer, a combinação da voz do Murphy, e o jeito que ouvimos e fazemos música. Acho que mesmo se começarmos algo como Method To The Madness, que soa tão diferente de nós, mas ainda acaba soando como nós de algum jeito. Sinto que é interessante explorar outros gêneros que tenham nos inspirado ao longo de nossas vidas, seja Lo-Fi, Hip-hop, Eletrônica, Grunge, Folk, Punk, todos esses elementos entraram e saíram nas nossas músicas em períodos diferentes, dependendo do que sentimos quando fazemos a música. Nós sempre buscamos trabalhar com ótimos produtores, como Eric Valentine, Mark Crew, e nós sempre aprendemos, observamos, prestamos atenção. Aliás, quanto mais você aprende sobre produção, música e composição, mais é capaz de se colocar em um lugar novo, abraçar novas tecnologias, sons. Queremos sempre nos sentir o mais motivado possível. E se algum de nós não está se sentindo motivado, nós tentamos algo novo, é sempre muito experimental no estúdio. Nós amamos música pop também, os Beach Boys e os Beatles, gostamos de muitos tipos diferentes de música, é como se fosse uma tela de pintura que jogamos várias tintas e vemos o que acontece. Fix Yourself, Not The World começou a ser produzido em 2019, antes da pandemia. Algo mudou na forma como tiveram que gravar esse álbum? Quais foram os principais desafios e as vantagens? O principal desafio foi que tivemos que ser mais organizados, antes de iniciar a gravação. Antes da pandemia tínhamos, talvez, já metade do álbum, fizemos por
Entrevista | Detonautas – “A gente não procurou uma ação reativa”

Atração de abertura do palco principal do Lollapalooza, na sexta-feira às 13h05, o Detonautas vive um momento muito especial na carreira. Após altos e baixos, o grupo se firmou como uma potência no cenário nacional mais uma vez, durante a pandemia do coronavírus. Com letras ácidas e carregadas de críticas políticas e sociais, a banda conquistou muitos fãs novos e se reaproximou dos mais antigos. O resultado disso foi o Álbum Laranja, lançado no ano passado. Álbum Laranja faz alusão ao White Album (Álbum Branco), dos Beatles, e o Black Album (Álbum Preto), do Metallica. Entretanto, a escolha da cor é um trocadilho com o que está acontecendo no Brasil. Em resumo, a história dos laranjas no Governo Bolsonaro. “A gente não procurou uma ação reativa, de protesto, com uma linguagem pesada ou raivosa, buscamos abordar de forma mais sarcástica, mais irônica, isso foi muito bom, porque acabou chegando em um público que não escuta rock, uma garotada mais jovem, que está meio desconectada do rock”, explicou Tico Santa Cruz. “Eu acho que o Detonautas conseguiu abrir um diálogo com uma galera que há muito tempo não parava para ouvir música no rock, e que estava conectada com outros estilos”, completou. No Lollapalooza, o vocalista Tico Santa Cruz promete ser cirúrgico na escolha das canções, apesar do pouco tempo no palco. “A gente tem 45 minutos só de apresentação, é um show bastante objetivo, então eu que gosto muito de festival, entendo que o Lollapalooza é muito importante para o Detonautas. A gente fez um mix dos hits do Detonautas com algumas coisas do Álbum Laranja e também alguns lados B, digamos assim, que a galera gosta de ouvir. Mas é um show bem direto e inclui os últimos lançamentos que a gente fez também”. Quando se refere a lançamentos, além do Álbum Laranja, Tico Santa Cruz pensa no álbum Esperança, divulgado no mês passado. A partir do momento recluso por conta da pandemia, o vocalista começou a compor, e acabou gravando um disco inteiro entre março e junho de 2020. Durante o festival, Tico pretende assistir a alguns shows, caso a agenda permita. Apesar disso, confessa que ficou chateado com o cancelamento do Jane’s Addiction, sua banda favorita no lineup original. “O show que estava mais ansioso para assistir era do Jane’s Addiction, fiquei muito triste por conta do cancelamento em virtude do covid, mas o festival está repleto de muitos shows legais. Tem o Black Pumas, Foo Fighters, Doja Cat, essa fase incrível que a Miley Cyrus está apresentando. No nosso dia a gente tem o Strokes, que já tive a oportunidade de ver em outro festival. O Lollapalooza é uma ótima oportunidade também para conhecer bandas novas, novas porque muitas vezes não temos acesso a todo lineup, mas é uma boa oportunidade de conhecer artistas que você ainda não fez contato”. Confira a programação completa do Lollapalooza Brasil 2022 25 de março, sexta-feiraThe Strokes, Doja Cat, Machine Gun Kelly, Alan Walker, Chris Lake, Jack Harlow, Marina, LP, Turnstile, Caribou, The Wombats, Pabllo Vittar, Ashnikko, Matuê, 070 Shake, Jetlag, VINNE, jxdn, Beowülf, Detonautas, Edgar, Meca, Barja 26 de março, sábadoMiley Cyrus, A$AP Rocky, A Day To Remember, Alok, Alexisonfire, Alessia Cara, Deorro, Emicida, Two Feet, Remi Wolf, Silva, Jão, Boombox Cartel, Chemical Surf, Terno Rei, DJ Marky, Victor Lou, Clarice Falcão, Jup do Bairro, MC Tha, Lamparina, Ashibah, Fatnotronic, WC no Beat and Kevin o Chris + Haikaiss + PK + Felp 22 + MC TH + Hyperanhas 27 de março, domingoFoo Fighters, Martin Garrix, Alesso, The Libertines, Black Pumas, Kaytranada, IDLES, Kehlani, Goldfish, Gloria Groove, Djonga, Cat Dealers, Rashid, Fresno, Marina Sena, Planta & Raiz, Lagum, Evokings, Aliados, Fancy Inc, MALIFOO, menores atos, FractaLL x Rocksted Lollapalooza BrasilDias 25, 26 e 27 de março de 2022Local: Autódromo de Interlagos, Av. Sen. Teotônio Vilela, 261 – Interlagos, São PauloInformações: https://www.lollapaloozabr.com/
Compositora de gigantes da música pop, LP mostra voz potente no Lolla

Na sexta-feira, primeiro dia do Lolla, às 16h40, no palco principal, entre os shows do Turnstile e Machine Gun Kelly, a cantora LP, abreviatura de Laura Pergolizzi, promete entregar um dos shows mais interessantes do festival. A cantora de Long Island, nos Estados Unidos, já tem mais de 20 anos de carreira, seis álbuns cheios e três EPs. Na bagagem, traz o fresquíssimo Churches, lançado no ano passado. Aliás, o álbum deve ser uma das bases do show em São Paulo, caso role o repeteco das edições argentina e chilena do Lolla, que rolaram no último fim de semana. A outra base do repertório é o disco de maior sucesso comercial de LP, Lost On You. O que muita gente não sabe é que LP, além de ter uma voz muito acima da média, também compõe para grandes artistas. A lista dela inclui nomes como Backstreet Boys, Christina Aguilera, Rihanna, Rita Ora, Celine Dion e Cher. LP é uma das artistas escaladas para o Lollapalooza 2020, aquele que não rolou em função da pandemia. Felizmente, ela foi mantida na programação. Terá uma concorrente de peso no horário, a hypada Pabllo Vittar. “Acho que definitivamente continuo aprendendo o que está envolvido e pude ver meu corpo de trabalho crescendo. Isso me inspira a fazer mais e continuar. Sinto que, depois de cada disco, mesmo os que tinha quando não era maior, estava sempre pensando em como posso cantar melhor ou como posso escrever melhor ou de maneira diferente. Isso me inspira a empurrar o envelope e alcançar mais pessoas”, comentou a artista, que conversou com o Blog n’ Roll há dois anos, pouco antes do cancelamento do Lollapalooza 2020. LP ativista e com influências pesadas Conhecida por ser ativista pelos direitos da comunidade LGBTQI+ e por ter um visual andrógino, LP afirma que possui um caldeirão de influências em seu trabalho. Aos 40 anos, ela tenta equilibrar a conta entre jovens artistas e os mais clássicos. “Estudo mais clássicos, tento ouvir álbuns que nunca ouvi de artistas que amo, porque às vezes você se escuta ouvindo todos os seus maiores sucessos, mas pode entender melhor como artistas das músicas que não eram tão populares”. Rolling Stones, Queen, Led Zeppelin, Nirvana, Jeff Buckley, Aretha Franklin, Joni Mitchell e Stevie Nicks são alguns dos nomes que mais a inspiram. Aliás, a cantora tem incluído em seu repertório uma bela versão de Dazed & Confused, do Led Zeppelin. Se alguém ainda tem dúvidas sobre sua potente voz, está aí ótima amostra. Heart to Mouth, de 2018, seu penúltimo álbum de estúdio, consolidou ainda mais o crescimento de LP. Foi com esse trabalho que, em 2019, a cantora visitou a América do Sul pela primeira vez. O Brasil, no entanto, ficou de fora da turnê. “Eu ainda não estive no Brasil, mas estou muito animada para me apresentar no Lollapalooza. Tive uma experiência incrível na América do Sul, na última turnê, e estou ansiosa para experimentar mais”.
Entrevista | Scalene – “Talvez Labirinto seja o último álbum mesmo”

A banda Scalene lançou Labirinto, o seu quinto álbum de estúdio, nesta sexta-feira (11). Nas redes sociais, a banda deu a entender que esse seria um provável fim. Portanto, conversamos com o vocalista, Gustavo Bertoni, que explicou a situação. “Eu realmente não sei, não tem nem o que esconder, eu só não tenho o que falar. Os últimos anos foram muito intensos para a banda, e a gente já existe há 12 anos. É natural que a vida te leve para outros caminhos. Talvez a gente só precise de umas férias, talvez a gente só precise de um hiato”. “A morte simbólica está muito presente nesse disco, não a morte literal, mas a gente deixar morrer aspectos nossos para que o novo nasça. Então, acho que talvez seja o último álbum mesmo, porque sempre é o último álbum, a gente nunca é o mesmo depois de lançar um álbum. Talvez, definitivamente, é o último álbum da banda que a gente foi até hoje”, finalizou. Confira abaixo a entrevista na íntegra: Como foi o processo criativo do novo álbum Labirinto? E como foi juntar diferentes propostas em um só álbum? As ideias para esse disco começaram lá em 2019, pré-pandemia. Assim que a gente lançou Respiro, a gente já começou a entender o que seria um provável caminho para esse álbum. Por ter começado tão cedo, a gente conseguiu desde o início alinhar muito bem a nossa expectativa e influências para esse álbum, nossas intenções, buscas. Então, a pesquisa para esse álbum foi a mais bem organizada e alinhada que a gente já fez, isso envolvendo todas as artes, tipo cinema, literatura, muita coisa que a gente foi trazendo por caldeirão. O apelido do álbum era Noir, que é um movimento do cinema, mas também já traz muita coisa consigo nesse nome, coisa da noite, escuridão, sombras e tal. Então, a gente ficou chamando esse disco de No ir durante um bom tempo, até chegarmos em Labirinto. Foi um processo de mergulho interno muito profundo, a gente brincou muito com a frase “iluminar os becos da alma”, a gente queria muito entender a nossa sombra, escuridão, na busca de se tornar quem se é mesmo. Acho que esse disco, de uma forma mais intensa que antes, tem um certo se jogar no abismo, pular do precipício e se jogar na escuridão de nós mesmos. Então, foi muito intenso, nem sempre foi bonito e fácil, mas trouxe muita novidade para a nossa vida. Por ele ter esse teor muito denso e introspectivo, a gente queria que a gente compensasse isso no som. É um disco vigoroso, extrovertido, as letras e os temas são mais introspectivos mas é um disco, para os padrões Scalene, intenso. É um disco que dá a cara a tapa, a gente focou muito nisso, na produção também, não é um disco tímido, acho que essa é a palavra, eu não queria que fosse um disco tímido, eu queria que a gente abraçasse quem a gente é, em nossa totalidade, em belezas e imperfeições, luz e sombras. Então, acho que é um disco muito completo e talvez seja o disco mais Scalene que a gente já tenha feito, estou com muito orgulho dele. Esse álbum sai um pouco do que a Scalene está acostumada a fazer. Como você descreve essa nova fase da banda e o que fez vocês decidirem sair da zona de conforto? A gente sempre sai da zona de conforto. Acho que esse é o nosso quinto ou sexto álbum, tirando os EPs e DVDs do meio do caminho. Então, a gente sempre sai da nossa zona de conforto, o desafio nesse álbum de algumas formas, por mais que ele tenha várias novidades, foi retomar o rock. Quando você está sempre saindo da zona de conforto, sair da zona de conforto é estar na zona de conforto. Se desafiar nesse álbum, significava também insistir em certas coisas, não só mudar, acho que a insistência em coisas que você já é, já faz é um grande desafio também, especialmente, para uma banda que está acostumada a estar sempre mudando, então, a gente quis focar nisso também. Tem muitos elementos eletrônicos nesse álbum, que foi uma novidade para a gente. Tem mais uso de sintetizadores, então, como sempre foi realmente um passo em novos territórios mas também foi uma retomada de muita coisa. O nosso último álbum foi super MPB, super acústico, e o outro álbum de 2017 era roqueiro mas também era bem brasuca. A gente acho que voltou para algumas coisas de um rock que a gente fazia no início da carreira, só que com a maturidade de hoje em dia. Acho que tem temas nesse álbum que a gente já falava sobre, só que eu sinto que agora a gente viveu na pele essas coisas. As questões filosóficas e existenciais da discografia do Scalene acho que eram muito poéticas e eram muito sobre a curiosidade de viver essas coisas, agora acho que a Scalene viveu isso, faz parte nós. Então, as questões filosóficas e existências estão mais internalizadas, acho que ele fica mais potente, sincero. As faixas que integram o álbum vão mostrar assuntos tratados ao longo da história da Scalene. Tem alguma canção que vocês estão mais receosos de expor para o público? Não tem nenhuma canção que traga algum receio, acho que estou bem confortável com todas as letras. Tem uma música que é mais maluca sonoramente, então, rola uma curiosidade do quão louco as pessoas vão achar que isso é. Por que sempre que a gente lança uma coisa as pessoas acham muito diferente, para gente já não é, porque a gente já está acostumado com aquilo, a gente está convivendo com aquelas ideias durante anos, às vezes chega de uma forma muito nova mas para gente já é familiar. Então, às vezes rola um pouco dessa curiosidade, não chega a ser um receio de tipo, “será que a gente fez muita loucura aqui ou as pessoas vão entender?”. Liricamente, pelo