Cat Power celebra 20 anos de “The Greatest” com EP “Redux” e cover de Prince

Há exatos 20 anos, Cat Power (Chan Marshall) lançava The Greatest, um álbum que definiu sua carreira e a colocou em um patamar de reverência atemporal. Nesta sexta-feira (23), Cat Power revisita esse capítulo mágico de sua história com o lançamento do EP Redux. Já disponível nas plataformas digitais e em vinil de 10”, o trabalho de três faixas não é apenas uma celebração nostálgica, mas um tributo aos músicos que ajudaram a moldar aquele som inconfundível. Homenagem a Teenie Hodges em Redux, de Cat Power O coração do EP bate forte na faixa Nothing Compares 2 U. A interpretação intensa do clássico de Prince serve como uma homenagem direta a Teenie Hodges, lendário guitarrista da Memphis Rhythm Band que tocou no álbum original de 2006. Chan manteve uma amizade próxima com Hodges até a morte dele, em 2014. Gravar essa música foi a forma encontrada para honrar a influência artística e pessoal do músico em sua vida. James Brown e o Dirty Delta Blues Além do tributo a Prince, Redux traz raridades que os fãs vão adorar: Para garantir a fidelidade sonora, o EP foi gravado no Texas com a base instrumental do Dirty Delta Blues, supergrupo que acompanhou Cat Power na estrada naquela era (com Judah Bauer, Gregg Foreman, Erik Paparozzi e Jim White).
Ryan Fidelis lança EP “Noir” e celebra prêmio de Produtor do Ano

Após se consagrar como uma das principais revelações do gênero no ano passado com o disco ALMA, Ryan Fidelis não quis saber de descanso. Nesta sexta-feira (23), o artista catarinense lançou seu novo EP, intitulado Noir. O trabalho impressiona não apenas pela sonoridade, mas pelo processo criativo: foi totalmente produzido por Ryan em seu home studio, em Florianópolis, em menos de uma semana. Neo Soul e “Erro Fatal” A música de trabalho, Erro Fatal, chega acompanhada de um visualizer e foi a peça-chave para o nascimento do EP. “Estava ouvindo muitas referências do neo soul, como D’Angelo e GIVĒON, quando compus ‘Erro Fatal’. A partir dela, tive a ideia para as demais faixas”, explica o cantor. O lançamento coroa um início de ano dourado para Ryan. No último dia 12 de janeiro, ele venceu a categoria Produtor do Ano no Prêmio R&B Brasil, além de ter sido indicado a Revelação e Hit Viral. Estreia de Ryan Fidelis nos palcos de SP Para celebrar a fase, Ryan tem data marcada para encontrar o público paulistano. No dia 8 de fevereiro (domingo), ele faz seu primeiro show com banda completa na capital paulista. A apresentação acontece na Jai Club, dentro do evento Sunday Sessions, que também contará com show da cantora Flavia K. E o ritmo não deve diminuir: Ryan já está em estúdio gravando um novo álbum completo, previsto para sair ainda neste primeiro semestre. Serviço Sunday Session: Ryan Fidelis + Flavia K
Falchi lança EP de estreia Solace e apresenta nova fase instrumental de Jéssica Falchi

Lançado hoje nas plataformas digitais, Solace marca a estreia oficial da Falchi, banda instrumental idealizada pela guitarrista brasileira Jéssica Falchi. Com quatro faixas, o EP apresenta um trabalho que prioriza construção narrativa, identidade sonora e interação coletiva, afastando-se da lógica da exibição técnica isolada comum ao metal instrumental. Concebido como um registro coeso, Solace articula peso, experimentação e variação de atmosferas ao longo de suas faixas, transitando entre o rock e o metal contemporâneo com forte presença de elementos progressivos. O Blog N’ Roll conversou com a Jéssica Falchi antes do lançamento: “Nunca pensei nessas músicas como faixas soltas. A ideia sempre foi criar um conjunto que tivesse começo, meio e fim, com uma narrativa clara”, explica a guitarrista. A Falchi é formada por Jéssica Falchi na guitarra, João Pedro Castro no baixo e Luigi Paraventi na bateria. O EP tem produção de Jean Patton, ex-Project46, nome conhecido da música pesada nacional. O resultado é um trabalho que valoriza dinâmica, textura e arranjos, com espaço para experimentação de timbres e mudanças rítmicas que reforçam a identidade da banda. Entre as quatro faixas, a inédita Sweetchasm, Pt. 1 se destaca como o momento mais técnico e progressivo do EP. A música conta com a participação especial do guitarrista canadense Aaron Marshall, do Intervals, considerado uma das principais referências do metal instrumental contemporâneo. “A participação do Aaron aconteceu de forma muito natural. Ele trouxe a identidade dele sem descaracterizar a música, somando à ideia que eu já tinha para a faixa”, comenta Jéssica. Sweetchasm, Pt. 1 dialoga diretamente com Sweetchasm, Pt. 2, lançada anteriormente. As duas composições funcionam como movimentos complementares, compartilhando riffs e ideias melódicas reinterpretadas sob diferentes abordagens. Essa conexão reforça o pensamento estrutural que atravessa todo o EP, evidenciando a preocupação com continuidade e desenvolvimento musical. As demais faixas exploram diferentes facetas da proposta da Falchi. Moonlace aposta em uma abordagem mais direta e moderna, com apelo melódico e momentos de peso bem definidos. “É a música mais acessível do EP, flerta com um público que gosta de bandas mais atuais, mas sem perder identidade”, define Jéssica. Já Sunflare segue por um caminho mais introspectivo e contemplativo, com uma linha melódica contínua que conduz a narrativa instrumental. “Eu penso essa música quase como uma história sendo contada do começo ao fim, sem interrupções”, afirma a guitarrista. Sweetchasm, Pt. 2, por sua vez, resgata uma linguagem mais próxima do thrash metal, com estrutura que remete a canções com vocal, riffs marcantes e um solo pontual, dialogando com trabalhos anteriores de Jéssica. Além da música, Solace também apresenta um conceito visual bem definido. A identidade do EP é assinada por Lauren Zatsvar, com artes que dialogam diretamente com a sonoridade e o clima de cada faixa. O lançamento do EP coincide com a presença de Jéssica Falchi na NAMM 2026, nos Estados Unidos, principal feira global da indústria musical, onde a guitarrista participa de sessões de autógrafos e ações oficiais do evento. No Brasil, 2026 também marca a estreia da Falchi nos palcos. No dia 21 de março, a banda abre o show dos suecos do Katatonia, em São Paulo, no Cine Joia. Com Solace, a Falchi se apresenta como um novo projeto que amplia o vocabulário do metal instrumental brasileiro, apostando menos na demonstração técnica isolada e mais em identidade, narrativa e construção coletiva.
The Bombers revira o baú e lança Achados e Perdidos Volume 2 com pérolas de 2007

Após celebrar três décadas de dedicação ao punk rock em 2025, a banda The Bombers decidiu começar o novo ciclo olhando para o passado, mas com a maturidade do presente. O grupo acaba de disponibilizar nas plataformas de streaming o EP Achados e Perdidos Volume 2, que completa um ciclo iniciado há quase 20 anos. O novo trabalho reúne quatro faixas que, até então, estavam guardadas nos arquivos da banda. Elas são sobras de estúdio das gravações do aclamado álbum Democracia Chinesa (2007) e complementam o primeiro volume de Achados e Perdidos, lançado em 2019. Arqueologia punk em Achados e Perdidos Volume 2 Para entender o lançamento, é preciso voltar a 2019. Naquele ano, o The Bombers lançou o primeiro volume desta coletânea de raridades, revelando cinco músicas que não entraram na tracklist final do disco de 2007. Porém, a “arqueologia” não estava completa. “Essas músicas são as que ficaram de fora do Achados & Perdidos, de 2019. Ficaram quatro de fora e agora resolvemos liberar elas no Volume 2”, explica o vocalista, Matheus Krempel. A decisão de lançar o material agora vem de um senso de justiça com a própria obra. Segundo o grupo, independentemente dos motivos que deixaram essas faixas na gaveta anteriormente, era fundamental que elas estivessem disponíveis para o público, fechando o quebra-cabeça daquela era. Maturidade e mudanças nas letras O lançamento de Achados e Perdidos Vol. 2 também traz uma reflexão interessante sobre o passar do tempo. Revisitar músicas compostas por jovens músicos no meio dos anos 2000 exigiu um olhar crítico dos integrantes atuais. Na época, a banda buscava ser um contraponto à “enxurrada de bandas com letras de amor” que dominava o cenário, apostando em temas diferentes. No entanto, ao ouvir o material hoje, o grupo reconhece a ingenuidade de algumas passagens. Essa autocrítica resultou em uma intervenção artística curiosa na faixa Sempre Assim. O grupo optou por alterar a gravação original. “As letras são bem mais ingênuas do que gostaríamos que fossem, mas isso retrata quem éramos naquela época”, pontua Krempel, reforçando a honestidade do lançamento. O que esperar de 2026? Se o início do ano é marcado por esse resgate histórico, o restante de 2026 promete celebrar a energia da banda no palco. Os planos para a temporada envolvem o lançamento do aguardado disco Ao Vivo de 30 Anos, cujo registro foi gravado em outubro do ano passado, em São Paulo. O projeto é ambicioso: além do álbum nas plataformas, haverá uma versão em vídeo e o lançamento em formato físico.
Lvcas “Inutilismo” lança EP amnd e consolida identidade autoral no metal moderno

Lvcas lançou o EP amnd, sigla para Abatido Mas Não Derrotado, trabalho que marca um ponto de virada em sua trajetória musical e consolida o artista como compositor e produtor. O novo registro sucede o álbum Humanamente, lançado em 2024, e apresenta um som mais coeso, pesado e focado, refletindo um momento decisivo de amadurecimento artístico. Com cinco faixas, o EP constrói uma narrativa centrada em conflitos pessoais, culpa, repetição de erros e a recusa em desistir, mesmo diante de um cenário de desgaste emocional. Três das músicas ganharam videoclipes, ampliando o universo conceitual do projeto. O EP nasce de uma fase conflituosa e reflexiva da vida de Lucas, em que o artista questiona escolhas, caminhos e o próprio propósito como músico. As letras são introspectivas e lidam com dilemas como perdão, resiliência e continuidade, reforçando a ideia de que seguir em frente não significa negar a dor, mas se recusar a aceitar a derrota como destino. Em um dos momentos centrais do trabalho, o verso “viver em frente sem olhar para a estrada que não trilhei” sintetiza o espírito do EP. Sonoramente, amnd se apoia no metal moderno, com influências claras de nu metal, metalcore e elementos industriais. As faixas transitam por referências como Korn, Limp Bizkit, The Prodigy e Rammstein, explorando diferentes atmosferas sem perder a unidade. A produção opta por uma identidade mais crua e suja, com destaque para breakdowns agressivos e uma dinâmica mais orgânica. Uma das principais evoluções em relação ao trabalho anterior está na substituição das baterias programadas por gravações orgânicas, assinadas pelo baterista Bruce. A mudança confere mais peso e vitalidade às músicas, reforçando o caráter direto e visceral do EP. A ordem de lançamento dos singles também faz parte do conceito. Mea culpa abre o trabalho como um marco de metamorfose para o compositor, apresentando de imediato o aumento de peso e a mudança de direção sonora. A ideia é causar impacto em um território que o público já reconhece, mas sob uma nova perspectiva. O universo visual de amnd acompanha a densidade do som. Os clipes exploram cenários de abandono e uma estética suja, especialmente em mea culpa e bico do corvo, materializando a sensação de um inferno astral. Lvcas se apresenta de forma vulnerável no corpo, mas firme na postura, criando uma conexão direta com ouvintes que também enfrentam batalhas silenciosas. Para quem conhece Lvcas apenas por sua trajetória na internet com o Inutilismo, o EP funciona como uma afirmação clara de que a música não é um projeto paralelo ou passageiro. Amnd firma os pés no chão e aponta consciência artística, evolução técnica e maturidade criativa. Com sonoridade coesa, letras sinceras, produção centrada e identidade visual bem definida, amnd abre caminho para novos shows, turnês e para a consolidação de uma base de fãs cada vez mais conectada à fase autoral do artista.
Entrevista | Josh Beauchamp – “Um EP é algo que vejo acontecendo em breve”

Josh Beauchamp inicia oficialmente uma nova fase da carreira com o lançamento do single Love You Again, já disponível em todas as plataformas digitais. Inspirada em um relacionamento do passado e no processo de autoconhecimento que veio após o fim, a faixa apresenta um Josh mais íntimo e consciente de si, agora também como compositor. A música foi criada em parceria com os produtores Andy Schmidt e Jonathan Yoni Asperil e simboliza um recomeço artístico após a saída do Now United no final de 2022. Em entrevista ao Blog N’ Roll, Josh Beauchamp comentou que este novo capítulo representa seus primeiros passos como artista solo, após um período de reconstrução pessoal e criativa. O cantor também destacou a importância do Brasil nesse momento da carreira e a vontade de colaborar com artistas daqui no futuro, como Jão e Anitta. Quando você decidiu que era o momento certo para iniciar oficialmente sua carreira solo? Eu tomei essa decisão em 2022, antes da nossa última turnê com o Now United, a Forever United Tour. Foi ali que entendi que era hora de seguir meu próprio caminho. Depois disso, passei um tempo explorando minha identidade artística e entendendo o que eu realmente queria fazer com a música. Só alguns meses atrás eu decidi que Love You Again seria o primeiro single. Tudo acabou se encaixando naturalmente para esse lançamento. Depois de anos vivendo a intensidade do Now United, qual foi o maior desafio emocional ao seguir sozinho? O maior desafio foi perceber que agora tudo dependia de mim. No grupo, nós aparecíamos, fazíamos nosso trabalho e recebíamos orientações o tempo todo. Quando saí, achei que ainda teria alguém me dizendo o que fazer, mas não foi assim. Eu precisei assumir o papel de capitão do meu próprio navio. Levei bastante tempo para entender isso e me adaptar, mas foi um aprendizado essencial. Love You Again vem de uma experiência pessoal. Como transformar a dor em música ajudou no seu processo de autoconhecimento? Essa música é uma entre muitas que escrevi nos últimos anos. Foram cerca de 50 canções nesse período. Love You Again foi uma das primeiras que escrevi com o Andy Schmidt, produtor com quem trabalho bastante hoje. Ela conta a história de um relacionamento que, na época, eu gostaria de ter tido mais uma chance. É uma música sobre amor, mas também sobre reflexão e amadurecimento. Como o feedback dos fãs brasileiros ao ouvir a música ao vivo influenciou sua confiança nessa nova fase? Foi fundamental. Eu tinha receio de como os fãs reagiriam à minha música solo, se eles continuariam comigo ou se minha base de fãs mudaria completamente. Mas a reação foi incrível. Eles abraçaram a música, demonstraram muito carinho e apoio, organizaram festas de streaming, criaram edições e conteúdos. Isso me lembrou quem eu sou como artista. Depois de sair do grupo, minha confiança tinha diminuído um pouco, mas ver essa resposta ao vivo me fez acreditar novamente que eu posso fazer isso sozinho. Muitos artistas já passaram por transições parecidas, mudando de uma boy band ou girl band para carreira solo. Quais são suas principais influências nesse processo? Uma grande referência para mim é o Justin Timberlake. Vejo muitas semelhanças no caminho, no estilo e na forma como ele construiu a carreira solo. Também me identifico bastante com o Zayn (One Direction), principalmente pela forma como ele lidou com a própria arte e seguiu seu caminho depois de sair de um grupo. Esses dois são influências muito fortes para mim. Qual é a história de viagem mais inesquecível da época do Now United? Há muitas lembranças, mas um momento muito especial foi na última turnê, quando fiz um cover de Night Changes, do One Direction, como uma despedida. Em um trecho da música, eu caminhava para o fundo do palco e via todos os integrantes do Now United, pessoas com quem vivi por cinco anos e que se tornaram minha família. Foi um momento extremamente marcante para mim. Como foi fazer parte de um grupo com pessoas de tantos países diferentes? Isso te mudou como pessoa? Isso moldou completamente quem eu sou hoje. Eu cresci com dois irmãos e nunca tive irmãs. No grupo, passei a conviver com várias garotas que se tornaram como irmãs para mim, o que me ensinou muito. Aprendi com cada integrante, seja sobre música, palco, confiança ou simplesmente sobre a vida. Também aprendi que, apesar das diferenças culturais, a experiência humana é muito parecida em qualquer lugar do mundo. Você planeja lançar um EP ou um álbum completo em breve? Acho que o primeiro passo será um EP. Sempre quis lançar um trabalho completo, mas isso exige um processo maior, tanto criativo quanto logístico. Um EP é algo que vejo acontecendo em breve com mais clareza. O Brasil teve um papel importante nesse novo capítulo, especialmente com sua performance em São Paulo. Quais são seus planos para voltar ao país? Eu sempre vou voltar ao Brasil. Eu amo o país e sinto que esse carinho é recíproco. Quero voltar em fevereiro, inclusive para viver o Carnaval, algo que ainda não fiz. Sinto que já deveria ter feito isso há muito tempo. Você acompanha a música brasileira? Existe vontade de colaborar com artistas daqui? Com certeza. Antes mesmo do Now United, eu já conhecia o funk brasileiro e me apaixonei. Por alguns anos, sempre tinha músicas de funk no meu Spotify Wrapped. Também comecei a explorar a bossa nova, misturada com pop, algo mais moderno. No futuro, adoraria colaborar com artistas brasileiros, desde que faça sentido criativamente. Tem um artista que admiro muito, o Keel. Conheço ele há bastante tempo, desde nosso primeiro show do Now United no Brasil, e hoje ele cresceu muito. Acho que poderíamos criar algo interessante juntos. Também sou muito fã do Jão, acho o trabalho dele fenomenal. E, claro, Anitta, que é a rainha do Brasil. Seria incrível. Se você pudesse reviver um show do Now United agora, em carreira solo, qual seria? É difícil escolher, mas
Adi Oasis retorna ainda mais ousada no lançamento do EP Silver Lining

Adi Oasis apresenta seu novo EP Silver Lining, lançado pela Unity Records, e abre um capítulo de renovação na própria trajetória musical. O projeto reúne neo-soul, grooves modernos e uma entrega vocal mais ousada, marcando a parceria inédita com o produtor Carrtoons, referência em sonoridades que misturam jazz, funk contemporâneo e texturas experimentais. Conhecida pelas linhas de baixo marcantes e pela presença de palco magnética, a artista franco-caribenha explora força interior, expansão criativa e novas nuances estéticas sem perder a identidade que conquistou público ao redor do mundo. Silver Lining chega após o impacto global de Lotus Glow, álbum que ultrapassou 180 milhões de streams e levou Adi Oasis a uma turnê internacional esgotada. O novo EP se abre com “Stuck In My Head”, faixa que combina energia dançante, influência de divas clássicas e uma estética futurista. A artista também aprofunda sua fase de conexão com o público por meio da série Bathrobe Confessions no Instagram, além de reforçar sua relação com o Brasil, segundo país que mais consome sua música. Na última passagem pelo país, ela gravou “Cheirinho” com o duo carioca YOÙN, sua primeira faixa cantada em português e parte da tracklist do novo projeto. Com sensibilidade, groove e autenticidade, Silver Lining consolida Adi Oasis como um dos nomes mais importantes da nova cena soul contemporânea. Tracklist We Gon Win Silver Lining In The Sunrise Stuck In My Head Separate Ways Cheirinho (ft. YOÙN)
Fletchr Fletchr mergulha no luto, amor e ansiedade no EP de estreia, We All Fell the Same

A banda britânica de alternative rock Fletchr Fletchr lançou seu EP de estreia, We All Feel the Same, destacando o novo single Find Happiness. O projeto mergulha em emoções como luto, amor e ansiedade, temas que estruturam a identidade musical do grupo. Nesta semana, eles também revelaram Limitations, a faixa mais expansiva da banda até agora. A música une uma abertura intimista a uma explosão sonora vibrante, explorando a busca por significado no cotidiano e encontrando resiliência em meio às dificuldades. O single sucede Feel the Same e Jet Black, marcando mais um passo firme no amadurecimento criativo da banda. Formado por Rohan Fletcher (vocais/guitarra), Adam Sanders (guitarra solo e produtor do EP), Oli Williams (bateria) e George Green (baixo), o quarteto nasceu da amizade entre colegas de escola que decidiram seguir juntos na universidade para desenvolver o projeto. O nome da banda carrega um toque pessoal: é uma homenagem ao pai de Rohan e também ao vínculo criado quando Adam passou a viver e trabalhar com a família Fletcher — selando a união que batizou a banda.
Capital Inicial lança Movimento, primeiro EP de inéditas em oito anos

O Capital Inicial retomou sua veia autoral com Movimento, EP que chegou às plataformas de música digital pela Sony Music, e marca um novo ciclo na trajetória de uma das bandas mais importantes do rock brasileiro. O projeto nasce na reta final de um dos anos mais grandiosos do grupo, coroado pela turnê sold-out Acústico 25 Anos, com mais de 500 mil pessoas presentes, e pela apresentação no festival The Town, no Palco Skyline — o mesmo que recebeu nomes como Green Day e Bruce Dickinson. Com seis faixas, Movimento é um trabalho que revisita as origens punk rock do Capital Inicial, mas com uma abordagem contemporânea, vigorosa e inquieta. A produção, assinada por nomes como Douglas Moda (Luísa Sonza) e Marcelinho Ferraz (Charlie Brown Jr.), reforça pontes entre gerações e linguagens do rock, incluindo colaborações de Thiago Castanho e Kiko Zambianchi – este último eternizado na história da banda pelo clássico Primeiros Erros. Mesmo após quatro décadas de estrada, o Capital segue em plena forma criativa e em diálogo constante com novos públicos — prova disso são os bilhões de streams acumulados, a presença nos maiores festivais do país e a volta de Primeiros Erros ao Top 200 do Spotify Brasil em 2025. “Acredito que o Capital chegou tão longe justamente por sempre olhar para o futuro, por sempre procurar contribuições novas, produtores novos, por sempre estar pensando no passo seguinte a ser dado. Foi com isso na cabeça que procuramos o Douglas Moda e o Marcelinho Ferraz. Queríamos um disco que apontasse novas direções, no entanto sem perder nossa essência, nossa identidade. Esse equilíbrio nem sempre é um feito fácil de se alcançar, principalmente para uma banda veterana como o Capital. Mas acredito que conseguimos. O Capital está ali, mas um pouco diferente”, diz Dinho Ouro Preto. O EP apresenta cinco faixas que traduzem diferentes nuances desta nova fase do Capital Inicial. Você Me Ama de Verdade, primeiro single do projeto, inaugura o trabalho com uma sonoridade que combina guitarras elétricas, batidas programadas e uma pulsação moderna para falar sobre o amor intenso e ambíguo — ora romântico, ora carregado de desejo. A faixa evidencia um Capital contemporâneo, conectado ao novo rock sem perder sua identidade marcante, e chegou, no dia 6 de novembro, acompanhada de um clipe oficial dirigido por Bernardo Perpettuo, que traduz visualmente a estética vibrante e urbana dessa nova etapa. Na sequência, o EP apresenta Mistério, faixa foco deste lançamento e parceria com Thiago Castanho, que adiciona peso e profundidade ao projeto. Com riffs tensos e atmosfera densa, a música explora zonas mais sombrias da emoção humana e revela um Capital visceral, guiado pela força das guitarras e por um groove característico, em um encontro musical que conecta gerações do rock brasileiro. Já Liga Pra Mim traz a banda em sua forma mais espontânea: uma canção direta, urgente e melódica, que equilibra energia e tons confessionais em uma estética que remete ao rock alternativo dos anos 2000, agora renovado. É um dos momentos mais luminosos do EP e reafirma a habilidade do Capital em criar faixas de conexão imediata com o público. O quarto momento do projeto é Cores de Maio, colaboração com Kiko Zambianchi. Aqui, a parceria renasce em uma música sensível, poética e melódica, com nuances de pop rock e uma atmosfera climática que cria um elo emocional entre passado e presente, revelando novas camadas da identidade musical da banda. Já Sentido do Fim apresenta um Capital reflexivo e intenso, em uma faixa que combina força instrumental e lirismo para abordar despedidas, renovações e ciclos inevitáveis — temas que ecoam diretamente a transição vivida pela banda após o grande ciclo comemorativo do Acústico 25 Anos. O resultado aprofunda e arremata a jornada emocional proposta pelo projeto. Para finalizar o EP, a banda traz ainda uma versão remix, produzida por Doom Mix, de Você Me Ama de Verdade. “É revigorante poder se arriscar por caminhos novos e parcerias inéditas. Acho que o Douglas e o Marcelinho trouxeram ao Capital um tempero, um sotaque distinto sem que perdêssemos nossa personalidade. O EP Movimento é um disco com um pouco de tudo: guitarras distorcidas, violões, sintetizadores e até cordas. O que une essa variedade sonora é uma produção que nos conduziu rumo a um EP cujo título, Movimento, não poderia traduzir melhor o que queríamos dizer aos nossos fãs. Nós nunca estamos parados. Queremos nos arriscar. Nós acreditamos que seja possível experimentar e lançar sonoridades inesperadas enquanto nos divertimos – tanto nós, quanto nossos fãs”, completa Dinho. Ouça Movimento, do Capital Inicial