Inspirado em poema de Marcelo Yuka, Lavolta lança o single rock “O Acaso Não Costuma Falhar”

A banda Lavolta apresentou mais uma peça do seu EP No Jardim dos Acasos. O grupo lançou nas plataformas de streaming o seu segundo single, O Acaso Não Costuma Falhar. A faixa marca uma nova fase lírica para a banda, trazendo uma perspectiva de esperança e introspecção. O grande diferencial? A letra é inspirada em um poema do inesquecível Marcelo Yuka (O Rappa). Encontros e esperança Atrelada ao conceito do acaso como algo misterioso, porém natural, a música fala sobre encontros. A composição reflete a atual transição da banda para uma visão de mundo menos niilista, encarando as questões existenciais com mais esperança e resiliência. Retorno da Lavolta ao rock Se você esperava um som puramente acústico, prepare-se para aumentar o volume. A Lavolta fez questão de resgatar sua veia mais pesada neste lançamento. A faixa apresenta um arranjo que remete diretamente à energia do primeiro álbum do grupo, Sublimar. “Quisemos fazer esse contraste para mostrar para o público que ainda vamos manter as influências de rock nos trabalhos futuros, ainda que com um discurso diferente nas letras”, aponta a banda. Preparação do terreno com “Solidão” O Acaso Não Costuma Falhar chega na esteira do primeiro single desta nova fase, Solidão. A faixa anterior já havia mostrado o alto nível de produção do novo EP, contando com a assinatura de Gustavo Bertoni (guitarrista e vocalista da Scalene) e a mixagem e masterização do consagrado engenheiro de áudio Nobru Bueno. Tematicamente, Solidão abriu os trabalhos mostrando que o isolamento não é um fardo, mas um espaço necessário de introspecção e uma forma de enfrentar os problemas olhando para dentro.
U2 lança EP “Days of Ash” e recupera a urgência política

Nove anos. Esse foi o tempo que esperamos por material genuinamente novo do U2. Desde Songs of Experience (2017), a banda esteve ocupada com residências na Sphere de Las Vegas, re-gravações acústicas e autobiografias, mas a pergunta persistia: eles ainda têm algo a dizer no cenário musical atual? A resposta chegou hoje (18) com o EP Days of Ash. E, para a surpresa de muitos, a resposta é um grito, não um sussurro. Protesto rápido em Days of Ash Longe de tentar competir com o pop polido do século 21 (algo que eles tentaram sem muito sucesso na última década), o U2 decidiu olhar para trás para andar para frente. Days of Ash funciona como uma resposta rápida aos tempos caóticos. Ao invés de pensar demais e polir a produção por anos, a banda entrega urgência. Três das cinco faixas comentam mortes recentes em conflitos e protestos, citando nomes como o ativista palestino Awad Hathaleen e a manifestante iraniana Sarina Esmailzadeh. “American Obituary” é o destaque A faixa principal, American Obituary, traz um U2 que soa mais “justamente irritado” do que em qualquer momento dos últimos 20 anos. É uma mistura de guitarras distorcidas, baixo rosnando e eletrônica que invoca sirenes. Outro ponto alto é The Tears of Things, um ataque lírico ao fascismo e ao fundamentalismo religioso que traz uma nitidez ausente nos trabalhos recentes da banda.
Reverendo Frankenstein lança EP Renascido! no Psycho Carnival

O Carnaval de Curitiba ferveu ontem (15) com a 25ª edição do lendário Psycho Carnival, e quem aproveitou a festa para “renascer” foi o Reverendo Frankenstein. A banda paulista subiu ao palco no domingo para lançar seu EP Renascido! Este é o primeiro registro de músicas inéditas do grupo desde Tic-Tac (2019), sucedendo o álbum ao vivo Morto (2024). O trabalho marca a estreia em estúdio da nova cozinha da banda: o baixista Villa von Zorch e o baterista Renan Pigmew, que se juntaram aos veteranos Alex from Hell e M.Krempel em 2022. Crítica social e surf music em Renascido! O EP foi gravado e produzido pelo próprio Matheus Krempel, com mixagem e masterização de Raul Zanardo. A arte de capa é de Claudio Villa. Musicalmente, Renascido! mostra a versatilidade do psychobilly da banda. Se você perdeu o show de ontem em Curitiba, não se preocupe: o EP já está disponível em todas as plataformas digitais.
Pense lança o visceral EP “Som No Sebo (Ao Vivo)”

Existe um contraste poético em quebrar o silêncio de uma biblioteca com o peso do hardcore. E foi exatamente nesse cenário que a Pense, um dos nomes mais sólidos do gênero no Brasil, gravou seu novo material. Nesta quinta-feira (12), a banda disponibilizou em todas as plataformas de áudio o EP Pense | Som No Sebo (Ao Vivo). O registro captura a banda em seu estado mais bruto: sem filtros, sem polimento excessivo e com a urgência que seus 19 anos de estrada exigem. Hardcore na estante A gravação rolou durante uma pocket live session em um sebo instalado em um casarão na Bela Vista, em São Paulo. Cercados por estantes e páginas de história, o grupo transformou inquietação em movimento. Produzido por Ariel Ataíde, o EP reúne cinco faixas que funcionam como um grito coletivo sobre saúde mental, identidade e transformação social. “Essas músicas falam sobre canalizar a dor no lugar certo. Em vez de deixar que ela nos derrube ou nos jogue para baixo, usamos isso como plataforma para seguir em frente”, afirma Ítalo Nascimento Nonato, vocalista da banda. 19 anos de resistência Formada em Belo Horizonte em 2007, a Pense construiu uma discografia respeitada com álbuns como Espelho da Alma (2011) e Realidade, Vida e Fé (2018). Este novo EP reafirma a maturidade artística do grupo, mantendo a “fome” de quando começaram e a conexão emocional intensa com o público.
Cat Power celebra 20 anos de “The Greatest” com EP “Redux” e cover de Prince

Há exatos 20 anos, Cat Power (Chan Marshall) lançava The Greatest, um álbum que definiu sua carreira e a colocou em um patamar de reverência atemporal. Nesta sexta-feira (23), Cat Power revisita esse capítulo mágico de sua história com o lançamento do EP Redux. Já disponível nas plataformas digitais e em vinil de 10”, o trabalho de três faixas não é apenas uma celebração nostálgica, mas um tributo aos músicos que ajudaram a moldar aquele som inconfundível. Homenagem a Teenie Hodges em Redux, de Cat Power O coração do EP bate forte na faixa Nothing Compares 2 U. A interpretação intensa do clássico de Prince serve como uma homenagem direta a Teenie Hodges, lendário guitarrista da Memphis Rhythm Band que tocou no álbum original de 2006. Chan manteve uma amizade próxima com Hodges até a morte dele, em 2014. Gravar essa música foi a forma encontrada para honrar a influência artística e pessoal do músico em sua vida. James Brown e o Dirty Delta Blues Além do tributo a Prince, Redux traz raridades que os fãs vão adorar: Para garantir a fidelidade sonora, o EP foi gravado no Texas com a base instrumental do Dirty Delta Blues, supergrupo que acompanhou Cat Power na estrada naquela era (com Judah Bauer, Gregg Foreman, Erik Paparozzi e Jim White).
Ryan Fidelis lança EP “Noir” e celebra prêmio de Produtor do Ano

Após se consagrar como uma das principais revelações do gênero no ano passado com o disco ALMA, Ryan Fidelis não quis saber de descanso. Nesta sexta-feira (23), o artista catarinense lançou seu novo EP, intitulado Noir. O trabalho impressiona não apenas pela sonoridade, mas pelo processo criativo: foi totalmente produzido por Ryan em seu home studio, em Florianópolis, em menos de uma semana. Neo Soul e “Erro Fatal” A música de trabalho, Erro Fatal, chega acompanhada de um visualizer e foi a peça-chave para o nascimento do EP. “Estava ouvindo muitas referências do neo soul, como D’Angelo e GIVĒON, quando compus ‘Erro Fatal’. A partir dela, tive a ideia para as demais faixas”, explica o cantor. O lançamento coroa um início de ano dourado para Ryan. No último dia 12 de janeiro, ele venceu a categoria Produtor do Ano no Prêmio R&B Brasil, além de ter sido indicado a Revelação e Hit Viral. Estreia de Ryan Fidelis nos palcos de SP Para celebrar a fase, Ryan tem data marcada para encontrar o público paulistano. No dia 8 de fevereiro (domingo), ele faz seu primeiro show com banda completa na capital paulista. A apresentação acontece na Jai Club, dentro do evento Sunday Sessions, que também contará com show da cantora Flavia K. E o ritmo não deve diminuir: Ryan já está em estúdio gravando um novo álbum completo, previsto para sair ainda neste primeiro semestre. Serviço Sunday Session: Ryan Fidelis + Flavia K
Falchi lança EP de estreia Solace e apresenta nova fase instrumental de Jéssica Falchi

Lançado hoje nas plataformas digitais, Solace marca a estreia oficial da Falchi, banda instrumental idealizada pela guitarrista brasileira Jéssica Falchi. Com quatro faixas, o EP apresenta um trabalho que prioriza construção narrativa, identidade sonora e interação coletiva, afastando-se da lógica da exibição técnica isolada comum ao metal instrumental. Concebido como um registro coeso, Solace articula peso, experimentação e variação de atmosferas ao longo de suas faixas, transitando entre o rock e o metal contemporâneo com forte presença de elementos progressivos. O Blog N’ Roll conversou com a Jéssica Falchi antes do lançamento: “Nunca pensei nessas músicas como faixas soltas. A ideia sempre foi criar um conjunto que tivesse começo, meio e fim, com uma narrativa clara”, explica a guitarrista. A Falchi é formada por Jéssica Falchi na guitarra, João Pedro Castro no baixo e Luigi Paraventi na bateria. O EP tem produção de Jean Patton, ex-Project46, nome conhecido da música pesada nacional. O resultado é um trabalho que valoriza dinâmica, textura e arranjos, com espaço para experimentação de timbres e mudanças rítmicas que reforçam a identidade da banda. Entre as quatro faixas, a inédita Sweetchasm, Pt. 1 se destaca como o momento mais técnico e progressivo do EP. A música conta com a participação especial do guitarrista canadense Aaron Marshall, do Intervals, considerado uma das principais referências do metal instrumental contemporâneo. “A participação do Aaron aconteceu de forma muito natural. Ele trouxe a identidade dele sem descaracterizar a música, somando à ideia que eu já tinha para a faixa”, comenta Jéssica. Sweetchasm, Pt. 1 dialoga diretamente com Sweetchasm, Pt. 2, lançada anteriormente. As duas composições funcionam como movimentos complementares, compartilhando riffs e ideias melódicas reinterpretadas sob diferentes abordagens. Essa conexão reforça o pensamento estrutural que atravessa todo o EP, evidenciando a preocupação com continuidade e desenvolvimento musical. As demais faixas exploram diferentes facetas da proposta da Falchi. Moonlace aposta em uma abordagem mais direta e moderna, com apelo melódico e momentos de peso bem definidos. “É a música mais acessível do EP, flerta com um público que gosta de bandas mais atuais, mas sem perder identidade”, define Jéssica. Já Sunflare segue por um caminho mais introspectivo e contemplativo, com uma linha melódica contínua que conduz a narrativa instrumental. “Eu penso essa música quase como uma história sendo contada do começo ao fim, sem interrupções”, afirma a guitarrista. Sweetchasm, Pt. 2, por sua vez, resgata uma linguagem mais próxima do thrash metal, com estrutura que remete a canções com vocal, riffs marcantes e um solo pontual, dialogando com trabalhos anteriores de Jéssica. Além da música, Solace também apresenta um conceito visual bem definido. A identidade do EP é assinada por Lauren Zatsvar, com artes que dialogam diretamente com a sonoridade e o clima de cada faixa. O lançamento do EP coincide com a presença de Jéssica Falchi na NAMM 2026, nos Estados Unidos, principal feira global da indústria musical, onde a guitarrista participa de sessões de autógrafos e ações oficiais do evento. No Brasil, 2026 também marca a estreia da Falchi nos palcos. No dia 21 de março, a banda abre o show dos suecos do Katatonia, em São Paulo, no Cine Joia. Com Solace, a Falchi se apresenta como um novo projeto que amplia o vocabulário do metal instrumental brasileiro, apostando menos na demonstração técnica isolada e mais em identidade, narrativa e construção coletiva.
The Bombers revira o baú e lança Achados e Perdidos Volume 2 com pérolas de 2007

Após celebrar três décadas de dedicação ao punk rock em 2025, a banda The Bombers decidiu começar o novo ciclo olhando para o passado, mas com a maturidade do presente. O grupo acaba de disponibilizar nas plataformas de streaming o EP Achados e Perdidos Volume 2, que completa um ciclo iniciado há quase 20 anos. O novo trabalho reúne quatro faixas que, até então, estavam guardadas nos arquivos da banda. Elas são sobras de estúdio das gravações do aclamado álbum Democracia Chinesa (2007) e complementam o primeiro volume de Achados e Perdidos, lançado em 2019. Arqueologia punk em Achados e Perdidos Volume 2 Para entender o lançamento, é preciso voltar a 2019. Naquele ano, o The Bombers lançou o primeiro volume desta coletânea de raridades, revelando cinco músicas que não entraram na tracklist final do disco de 2007. Porém, a “arqueologia” não estava completa. “Essas músicas são as que ficaram de fora do Achados & Perdidos, de 2019. Ficaram quatro de fora e agora resolvemos liberar elas no Volume 2”, explica o vocalista, Matheus Krempel. A decisão de lançar o material agora vem de um senso de justiça com a própria obra. Segundo o grupo, independentemente dos motivos que deixaram essas faixas na gaveta anteriormente, era fundamental que elas estivessem disponíveis para o público, fechando o quebra-cabeça daquela era. Maturidade e mudanças nas letras O lançamento de Achados e Perdidos Vol. 2 também traz uma reflexão interessante sobre o passar do tempo. Revisitar músicas compostas por jovens músicos no meio dos anos 2000 exigiu um olhar crítico dos integrantes atuais. Na época, a banda buscava ser um contraponto à “enxurrada de bandas com letras de amor” que dominava o cenário, apostando em temas diferentes. No entanto, ao ouvir o material hoje, o grupo reconhece a ingenuidade de algumas passagens. Essa autocrítica resultou em uma intervenção artística curiosa na faixa Sempre Assim. O grupo optou por alterar a gravação original. “As letras são bem mais ingênuas do que gostaríamos que fossem, mas isso retrata quem éramos naquela época”, pontua Krempel, reforçando a honestidade do lançamento. O que esperar de 2026? Se o início do ano é marcado por esse resgate histórico, o restante de 2026 promete celebrar a energia da banda no palco. Os planos para a temporada envolvem o lançamento do aguardado disco Ao Vivo de 30 Anos, cujo registro foi gravado em outubro do ano passado, em São Paulo. O projeto é ambicioso: além do álbum nas plataformas, haverá uma versão em vídeo e o lançamento em formato físico.
Lvcas “Inutilismo” lança EP amnd e consolida identidade autoral no metal moderno

Lvcas lançou o EP amnd, sigla para Abatido Mas Não Derrotado, trabalho que marca um ponto de virada em sua trajetória musical e consolida o artista como compositor e produtor. O novo registro sucede o álbum Humanamente, lançado em 2024, e apresenta um som mais coeso, pesado e focado, refletindo um momento decisivo de amadurecimento artístico. Com cinco faixas, o EP constrói uma narrativa centrada em conflitos pessoais, culpa, repetição de erros e a recusa em desistir, mesmo diante de um cenário de desgaste emocional. Três das músicas ganharam videoclipes, ampliando o universo conceitual do projeto. O EP nasce de uma fase conflituosa e reflexiva da vida de Lucas, em que o artista questiona escolhas, caminhos e o próprio propósito como músico. As letras são introspectivas e lidam com dilemas como perdão, resiliência e continuidade, reforçando a ideia de que seguir em frente não significa negar a dor, mas se recusar a aceitar a derrota como destino. Em um dos momentos centrais do trabalho, o verso “viver em frente sem olhar para a estrada que não trilhei” sintetiza o espírito do EP. Sonoramente, amnd se apoia no metal moderno, com influências claras de nu metal, metalcore e elementos industriais. As faixas transitam por referências como Korn, Limp Bizkit, The Prodigy e Rammstein, explorando diferentes atmosferas sem perder a unidade. A produção opta por uma identidade mais crua e suja, com destaque para breakdowns agressivos e uma dinâmica mais orgânica. Uma das principais evoluções em relação ao trabalho anterior está na substituição das baterias programadas por gravações orgânicas, assinadas pelo baterista Bruce. A mudança confere mais peso e vitalidade às músicas, reforçando o caráter direto e visceral do EP. A ordem de lançamento dos singles também faz parte do conceito. Mea culpa abre o trabalho como um marco de metamorfose para o compositor, apresentando de imediato o aumento de peso e a mudança de direção sonora. A ideia é causar impacto em um território que o público já reconhece, mas sob uma nova perspectiva. O universo visual de amnd acompanha a densidade do som. Os clipes exploram cenários de abandono e uma estética suja, especialmente em mea culpa e bico do corvo, materializando a sensação de um inferno astral. Lvcas se apresenta de forma vulnerável no corpo, mas firme na postura, criando uma conexão direta com ouvintes que também enfrentam batalhas silenciosas. Para quem conhece Lvcas apenas por sua trajetória na internet com o Inutilismo, o EP funciona como uma afirmação clara de que a música não é um projeto paralelo ou passageiro. Amnd firma os pés no chão e aponta consciência artística, evolução técnica e maturidade criativa. Com sonoridade coesa, letras sinceras, produção centrada e identidade visual bem definida, amnd abre caminho para novos shows, turnês e para a consolidação de uma base de fãs cada vez mais conectada à fase autoral do artista.