Entrevista | Josh Beauchamp – “Um EP é algo que vejo acontecendo em breve”

Josh Beauchamp inicia oficialmente uma nova fase da carreira com o lançamento do single Love You Again, já disponível em todas as plataformas digitais. Inspirada em um relacionamento do passado e no processo de autoconhecimento que veio após o fim, a faixa apresenta um Josh mais íntimo e consciente de si, agora também como compositor. A música foi criada em parceria com os produtores Andy Schmidt e Jonathan Yoni Asperil e simboliza um recomeço artístico após a saída do Now United no final de 2022. Em entrevista ao Blog N’ Roll, Josh Beauchamp comentou que este novo capítulo representa seus primeiros passos como artista solo, após um período de reconstrução pessoal e criativa. O cantor também destacou a importância do Brasil nesse momento da carreira e a vontade de colaborar com artistas daqui no futuro, como Jão e Anitta. Quando você decidiu que era o momento certo para iniciar oficialmente sua carreira solo? Eu tomei essa decisão em 2022, antes da nossa última turnê com o Now United, a Forever United Tour. Foi ali que entendi que era hora de seguir meu próprio caminho. Depois disso, passei um tempo explorando minha identidade artística e entendendo o que eu realmente queria fazer com a música. Só alguns meses atrás eu decidi que Love You Again seria o primeiro single. Tudo acabou se encaixando naturalmente para esse lançamento. Depois de anos vivendo a intensidade do Now United, qual foi o maior desafio emocional ao seguir sozinho? O maior desafio foi perceber que agora tudo dependia de mim. No grupo, nós aparecíamos, fazíamos nosso trabalho e recebíamos orientações o tempo todo. Quando saí, achei que ainda teria alguém me dizendo o que fazer, mas não foi assim. Eu precisei assumir o papel de capitão do meu próprio navio. Levei bastante tempo para entender isso e me adaptar, mas foi um aprendizado essencial. Love You Again vem de uma experiência pessoal. Como transformar a dor em música ajudou no seu processo de autoconhecimento? Essa música é uma entre muitas que escrevi nos últimos anos. Foram cerca de 50 canções nesse período. Love You Again foi uma das primeiras que escrevi com o Andy Schmidt, produtor com quem trabalho bastante hoje. Ela conta a história de um relacionamento que, na época, eu gostaria de ter tido mais uma chance. É uma música sobre amor, mas também sobre reflexão e amadurecimento. Como o feedback dos fãs brasileiros ao ouvir a música ao vivo influenciou sua confiança nessa nova fase? Foi fundamental. Eu tinha receio de como os fãs reagiriam à minha música solo, se eles continuariam comigo ou se minha base de fãs mudaria completamente. Mas a reação foi incrível. Eles abraçaram a música, demonstraram muito carinho e apoio, organizaram festas de streaming, criaram edições e conteúdos. Isso me lembrou quem eu sou como artista. Depois de sair do grupo, minha confiança tinha diminuído um pouco, mas ver essa resposta ao vivo me fez acreditar novamente que eu posso fazer isso sozinho. Muitos artistas já passaram por transições parecidas, mudando de uma boy band ou girl band para carreira solo. Quais são suas principais influências nesse processo? Uma grande referência para mim é o Justin Timberlake. Vejo muitas semelhanças no caminho, no estilo e na forma como ele construiu a carreira solo. Também me identifico bastante com o Zayn (One Direction), principalmente pela forma como ele lidou com a própria arte e seguiu seu caminho depois de sair de um grupo. Esses dois são influências muito fortes para mim. Qual é a história de viagem mais inesquecível da época do Now United? Há muitas lembranças, mas um momento muito especial foi na última turnê, quando fiz um cover de Night Changes, do One Direction, como uma despedida. Em um trecho da música, eu caminhava para o fundo do palco e via todos os integrantes do Now United, pessoas com quem vivi por cinco anos e que se tornaram minha família. Foi um momento extremamente marcante para mim. Como foi fazer parte de um grupo com pessoas de tantos países diferentes? Isso te mudou como pessoa? Isso moldou completamente quem eu sou hoje. Eu cresci com dois irmãos e nunca tive irmãs. No grupo, passei a conviver com várias garotas que se tornaram como irmãs para mim, o que me ensinou muito. Aprendi com cada integrante, seja sobre música, palco, confiança ou simplesmente sobre a vida. Também aprendi que, apesar das diferenças culturais, a experiência humana é muito parecida em qualquer lugar do mundo. Você planeja lançar um EP ou um álbum completo em breve? Acho que o primeiro passo será um EP. Sempre quis lançar um trabalho completo, mas isso exige um processo maior, tanto criativo quanto logístico. Um EP é algo que vejo acontecendo em breve com mais clareza. O Brasil teve um papel importante nesse novo capítulo, especialmente com sua performance em São Paulo. Quais são seus planos para voltar ao país? Eu sempre vou voltar ao Brasil. Eu amo o país e sinto que esse carinho é recíproco. Quero voltar em fevereiro, inclusive para viver o Carnaval, algo que ainda não fiz. Sinto que já deveria ter feito isso há muito tempo. Você acompanha a música brasileira? Existe vontade de colaborar com artistas daqui? Com certeza. Antes mesmo do Now United, eu já conhecia o funk brasileiro e me apaixonei. Por alguns anos, sempre tinha músicas de funk no meu Spotify Wrapped. Também comecei a explorar a bossa nova, misturada com pop, algo mais moderno. No futuro, adoraria colaborar com artistas brasileiros, desde que faça sentido criativamente. Tem um artista que admiro muito, o Keel. Conheço ele há bastante tempo, desde nosso primeiro show do Now United no Brasil, e hoje ele cresceu muito. Acho que poderíamos criar algo interessante juntos. Também sou muito fã do Jão, acho o trabalho dele fenomenal. E, claro, Anitta, que é a rainha do Brasil. Seria incrível. Se você pudesse reviver um show do Now United agora, em carreira solo, qual seria? É difícil escolher, mas

Adi Oasis retorna ainda mais ousada no lançamento do EP Silver Lining

Adi Oasis apresenta seu novo EP Silver Lining, lançado pela Unity Records, e abre um capítulo de renovação na própria trajetória musical. O projeto reúne neo-soul, grooves modernos e uma entrega vocal mais ousada, marcando a parceria inédita com o produtor Carrtoons, referência em sonoridades que misturam jazz, funk contemporâneo e texturas experimentais. Conhecida pelas linhas de baixo marcantes e pela presença de palco magnética, a artista franco-caribenha explora força interior, expansão criativa e novas nuances estéticas sem perder a identidade que conquistou público ao redor do mundo. Silver Lining chega após o impacto global de Lotus Glow, álbum que ultrapassou 180 milhões de streams e levou Adi Oasis a uma turnê internacional esgotada. O novo EP se abre com “Stuck In My Head”, faixa que combina energia dançante, influência de divas clássicas e uma estética futurista. A artista também aprofunda sua fase de conexão com o público por meio da série Bathrobe Confessions no Instagram, além de reforçar sua relação com o Brasil, segundo país que mais consome sua música. Na última passagem pelo país, ela gravou “Cheirinho” com o duo carioca YOÙN, sua primeira faixa cantada em português e parte da tracklist do novo projeto. Com sensibilidade, groove e autenticidade, Silver Lining consolida Adi Oasis como um dos nomes mais importantes da nova cena soul contemporânea. Tracklist We Gon Win Silver Lining In The Sunrise Stuck In My Head Separate Ways Cheirinho (ft. YOÙN)

Fletchr Fletchr mergulha no luto, amor e ansiedade no EP de estreia, We All Fell the Same

A banda britânica de alternative rock Fletchr Fletchr lançou seu EP de estreia, We All Feel the Same, destacando o novo single Find Happiness. O projeto mergulha em emoções como luto, amor e ansiedade, temas que estruturam a identidade musical do grupo. Nesta semana, eles também revelaram Limitations, a faixa mais expansiva da banda até agora. A música une uma abertura intimista a uma explosão sonora vibrante, explorando a busca por significado no cotidiano e encontrando resiliência em meio às dificuldades. O single sucede Feel the Same e Jet Black, marcando mais um passo firme no amadurecimento criativo da banda. Formado por Rohan Fletcher (vocais/guitarra), Adam Sanders (guitarra solo e produtor do EP), Oli Williams (bateria) e George Green (baixo), o quarteto nasceu da amizade entre colegas de escola que decidiram seguir juntos na universidade para desenvolver o projeto. O nome da banda carrega um toque pessoal: é uma homenagem ao pai de Rohan e também ao vínculo criado quando Adam passou a viver e trabalhar com a família Fletcher — selando a união que batizou a banda.

​Capital Inicial lança Movimento, primeiro EP de inéditas em oito anos

O Capital Inicial retomou sua veia autoral com Movimento, EP que chegou às plataformas de música digital pela Sony Music, e marca um novo ciclo na trajetória de uma das bandas mais importantes do rock brasileiro. O projeto nasce na reta final de um dos anos mais grandiosos do grupo, coroado pela turnê sold-out Acústico 25 Anos, com mais de 500 mil pessoas presentes, e pela apresentação no festival The Town, no Palco Skyline — o mesmo que recebeu nomes como Green Day e Bruce Dickinson. Com seis faixas, Movimento é um trabalho que revisita as origens punk rock do Capital Inicial, mas com uma abordagem contemporânea, vigorosa e inquieta. A produção, assinada por nomes como Douglas Moda (Luísa Sonza) e Marcelinho Ferraz (Charlie Brown Jr.), reforça pontes entre gerações e linguagens do rock, incluindo colaborações de Thiago Castanho e Kiko Zambianchi – este último eternizado na história da banda pelo clássico Primeiros Erros. Mesmo após quatro décadas de estrada, o Capital segue em plena forma criativa e em diálogo constante com novos públicos — prova disso são os bilhões de streams acumulados, a presença nos maiores festivais do país e a volta de Primeiros Erros ao Top 200 do Spotify Brasil em 2025.  “Acredito que o Capital chegou tão longe justamente por sempre olhar para o futuro, por sempre procurar contribuições novas, produtores novos, por sempre estar pensando no passo seguinte a ser dado. Foi com isso na cabeça que procuramos o Douglas Moda e o Marcelinho Ferraz. Queríamos um disco que apontasse novas direções, no entanto sem perder nossa essência, nossa identidade. Esse equilíbrio nem sempre é um feito fácil de se alcançar, principalmente para uma banda veterana como o Capital. Mas acredito que conseguimos. O Capital está ali, mas um pouco diferente”, diz Dinho Ouro Preto.  O EP apresenta cinco faixas que traduzem diferentes nuances desta nova fase do Capital Inicial. Você Me Ama de Verdade, primeiro single do projeto, inaugura o trabalho com uma sonoridade que combina guitarras elétricas, batidas programadas e uma pulsação moderna para falar sobre o amor intenso e ambíguo — ora romântico, ora carregado de desejo. A faixa evidencia um Capital contemporâneo, conectado ao novo rock sem perder sua identidade marcante, e chegou, no dia 6 de novembro, acompanhada de um clipe oficial dirigido por Bernardo Perpettuo, que traduz visualmente a estética vibrante e urbana dessa nova etapa. Na sequência, o EP apresenta Mistério, faixa foco deste lançamento e parceria com Thiago Castanho, que adiciona peso e profundidade ao projeto. Com riffs tensos e atmosfera densa, a música explora zonas mais sombrias da emoção humana e revela um Capital visceral, guiado pela força das guitarras e por um groove característico, em um encontro musical que conecta gerações do rock brasileiro. Já Liga Pra Mim traz a banda em sua forma mais espontânea: uma canção direta, urgente e melódica, que equilibra energia e tons confessionais em uma estética que remete ao rock alternativo dos anos 2000, agora renovado. É um dos momentos mais luminosos do EP e reafirma a habilidade do Capital em criar faixas de conexão imediata com o público. O quarto momento do projeto é Cores de Maio, colaboração com Kiko Zambianchi. Aqui, a parceria renasce em uma música sensível, poética e melódica, com nuances de pop rock e uma atmosfera climática que cria um elo emocional entre passado e presente, revelando novas camadas da identidade musical da banda. Já Sentido do Fim apresenta um Capital reflexivo e intenso, em uma faixa que combina força instrumental e lirismo para abordar despedidas, renovações e ciclos inevitáveis — temas que ecoam diretamente a transição vivida pela banda após o grande ciclo comemorativo do Acústico 25 Anos. O resultado aprofunda e arremata a jornada emocional proposta pelo projeto. Para finalizar o EP, a banda traz ainda uma versão remix, produzida por Doom Mix, de Você Me Ama de Verdade. “É revigorante poder se arriscar por caminhos novos e parcerias inéditas. Acho que o Douglas e o Marcelinho trouxeram ao Capital um tempero, um sotaque distinto sem que perdêssemos nossa personalidade. O EP Movimento é um disco com um pouco de tudo: guitarras distorcidas, violões, sintetizadores e até cordas. O que une essa variedade sonora é uma produção que nos conduziu rumo a um EP cujo título, Movimento, não poderia traduzir melhor o que queríamos dizer aos nossos fãs. Nós nunca estamos parados. Queremos nos arriscar. Nós acreditamos que seja possível experimentar e lançar sonoridades inesperadas enquanto nos divertimos – tanto nós, quanto nossos fãs”, completa Dinho.  Ouça Movimento, do Capital Inicial

Após show em São Paulo, Helado Negro revela EP The Last Sound On Earth

Helado Negro, projeto do músico e produtor Roberto Carlos Lange, lançou o EP The Last Sound On Earth, já disponível em todas as plataformas digitais. A estreia foi celebrada com um show em São Paulo, no mesmo dia do lançamento, na Casa Rockambole, marcando o início da nova fase do artista, que retornou ao país após a estreia no Primavera Sound São Paulo, em 2022. O trabalho reúne cinco faixas que transitam entre o eletrônico e o experimental, com letras que refletem sobre o mundo contemporâneo, a memória e a busca por transformação. As músicas More, Protector e Sender Receiver (que ganhou um clipe gravado em Miami) anteciparam o lançamento, revelando parte do universo sonoro denso e introspectivo que permeia o EP. The Last Sound On Earth nasce de uma pergunta simples e profunda: qual seria o último som que ouviríamos antes do fim? A partir dessa ideia, Helado Negro cria paisagens sonoras que misturam inquietação e esperança, combinando batidas pulsantes, ecos e distorções que evocam tanto o caos quanto a beleza do que ainda permanece. Mesmo ao abordar temas sombrios, o artista encontra leveza no movimento e na criação. “Como posso dançar com essa dor?”, questiona Lange. “Mas quando estou no palco, eu danço. Descobri um jeito de me mover que me liberta junto com a música.” Com camadas complexas de emoção e produção precisa, The Last Sound On Earth reafirma Helado Negro como uma das vozes mais singulares da música contemporânea, transformando dúvida e fragilidade em arte.

Banda santista Aclive lança EP de estreia; ouça Vendetta

A banda santista Aclive lançou o EP de estreia, Vendetta. Com cinco faixas, o trabalho traz todas as características que definem o grupo: músicas rápidas, pesadas e melódicas que refletem as influências de punk rock, hardcore e metal. Vendetta é mais do que apenas um EP – é um manifesto sobre temas importantes que afetam a sociedade atual. As letras abordam questões como saúde mental, crítica social e política, e a luta das mulheres em uma sociedade ainda dominada pelo machismo. A banda promete não deixar ninguém indiferente com suas letras incisivas e sua energia contagiante. A faixa-título, Vendetta, é um dos destaques do EP, com uma pegada pesada e uma letra que fala sobre a vingança de uma pessoa ferida em um relacionamento desigual. É um hino à libertação e ao empoderamento. A Aclive é composta por amigos de infância que cresceram juntos nos morros de Santos e por esse motivo foi escolhido “Aclive” para o nome do projeto. Com vários anos de experiência combinada, cada membro traz sua singularidade para criar um som único e inconfundível.

Cacofonia escancara a fúria feminista contra o falso moralismo no EP “Eletrodoméstico”

A Cacofonia revelou seu primeiro EP para o mundo: Eletrodoméstico. O trio riot grrl de Joinville traz uma sonoridade inspirada em bandas brasileiras do mesmo gênero, como Bulimia e Charlotte Matou Um Cara. O material conta com apenas três faixas rápidas e diretas ao ponto, trazendo críticas ao patriarcado na sociedade. Algo bem curioso – e interessante – se considerar que é uma banda formada somente por mulheres em um dos estados mais conservadores do Brasil. Liberdade de Ódio e Autocracia Domiciliar são sons que deixam explícitos a fúria da luta feminista contra o falso moralismo. Já a faixa-título Eletrodoméstico fala diretamente do medo que alguns homens têm de perder seus “direitos”. A capa de Eletrodoméstico é outro destaque, remetendo a arte cheia de colagem do álbum Histórias de Sexo e Violência dos Replicantes. No entanto, aqui o foco é na hipersexualização e imposição de padrões irreais para as mulheres, com imagens de carne e armas cobrindo rostos e partes íntimas das modelos. Ouça Eletrodoméstico da Cacofonia

End of Pipe prega união e resistência no EP Silence Equals Death

Em meio à turnê europeia em 2022, a frase Silence Equals Death (em português, silêncio é igual à morte) estampada na parede de um squat na cidade de Budapeste (Hungria) foi a faísca para a banda de punk/hardcore melódico catarinense End of Pipe pensar e compor o registro que agora é materializado em um EP com o mesmo peso de resistência, lançado no streaming via Repetente Records. Silence Equals Death é tanto o nome do EP quanto do último single, uma faixa que mistura influências de Strung Out com outras referências da cena californiana. A música mescla versos rápidos, um refrão mais cadenciado e partes mais pesadas e enérgicas, como a parte final da música. “A música é um alerta para nos mantermos unidos e lutar por algo verdadeiro em tempos difíceis. Nos calarmos pode nos levar à morte, no sentido de gerar arrependimentos pela falta de ação”, destaca a End of Pipe, uma banda que nasceu em 2006 na cidade de Florianópolis (Santa Catarina). O lançamento de Silence Equals Death celebra a bem sucedida parceria com a Repetente Records, selo de dois músicos do CPM 22, Badauí e Phil Fargnoli junto ao diretor artístico Rick Lion, que promoveu também os singles anteriores que formam este EP. Agora é hora de pegar a estrada, dentro e fora do Brasil. O EP ainda marcou a volta da banda com a formação em quarteto. “Nos próximos meses, a banda vai fazer shows em Santa Catarina e em outros estados. Algumas datas já estão confirmadas, como em Florianópolis e Balneário Camboriú, e outras estão sendo negociadas para São Paulo”, eles revelam. End of Pipe é Uirá Medeiros (guitarra e voz), Gabriel Jardim, Gabito (guitarra), Rafael Censi (baixo) e Victor Berretta (bateria)

Banda 808 Punks lança EP produzido por Edu K; ouça “Bater Cabeça e Rebolar”

A banda carioca 808 Punks lançou nesta sexta-feira (26) o EP Bater Cabeça e Rebolar, com seis faixas produzidas por Edu K, vocalista do DeFalla. Criada em 2020, pelo músico e produtor André Paumgartten, a 808 Punks nasceu como um caldeirão sonoro que mistura punk rock e metal industrial com os graves pesados da TR-808 – símbolo do funk carioca, do trap e da música eletrônica. A fusão traduz a essência da banda: guitarras distorcidas com batida de baile e rebeldia com grave de paredão. Assinado pela Bonde Music, o EP Bater Cabeça e Rebolar é o primeiro da banda formada por André Paumgartten (voz e theremin), Glenda Maldita (voz), Prixxx (voz), Xande Farias (guitarra), Formigão (baixo) e Robson Riva (bateria). “Quando chamei o Formigão do Planet Hemp pra banda, falei pra ele que queria fazer uma mistura de Ministry e Motörhead tocando no baile funk da Mangueira”, revela Paumgartten.  Para divulgar o EP, o 808 Punks escolheu a faixa-título Bater Cabeça e Rebolar, que conta com a participação de Edu K e versa sobre as dificuldades cotidianas. “Pegar ônibus, aturar patrão, ralar demais, situações conhecidas como parte da opressão estrutural, mas que encontram resposta através da música, da dança e da ocupação dos espaços nos finais de semana”, diz o vocalista. “O gesto de ‘bater cabeça’ e o ato de ‘rebolar’ tornam-se rituais de libertação: uma catarse que transforma dor em potência, cansaço em celebração, submissão em insurgência com a cara do subúrbio carioca de quem não tem preconceito algum de estilos”. Além da música que dá nome ao EP, fazem parte do disco as faixas Respeita as Minas, Levanta o Moicano, Maldita TPM, Show de Porrada e Geral com a Mão pro Alto.