Show do Booze & Glory tem celebração de suor, ska e street punk no Hangar 110

Após um hiato de nove anos, o solo paulistano voltou a sentir o peso do Booze & Glory. No último sábado, a ND Productions transformou o mítico Hangar 110 no epicentro da cultura skinhead e punk, entregando uma noite onde a nostalgia e o vigor se encontraram no mosh pit. Aquecimento de respeito: Faca Preta e 88 Não! Com mais de dez anos de carreira, o Faca Preta que lançou recentemente o EP Fogo no Sistema (Repetente Records) apresentou um show energético e com boa parte do público presente cantando junto canções como São Paulo e Cães de Rua. Mostrando muita garra, entrosamento e uma ótima presença de palco, brindaram o público com We’re Coming Back, do Cock Sparrer, e encerraram com a já clássica Lutando de Braços Cruzados, que contou com a participação do Breno, filho do vocalista Fabiano, nos vocais. Sem deixar o ritmo cair, os mauaenses do 88 Não! assumiram o palco atacando com a clássica Bairro Pobre. A grande surpresa da noite ficou por conta de um naipe de metais que elevou o som da banda em um bloco de ska de tirar o fôlego. Entre covers certeiros de Garotos Podres (Rock de Subúrbio) e Attaque 77 (Espadas e Serpentes), a banda preparou o terreno com maestria, encerrando com Beber diante de uma casa já completamente lotada e fervente. É revigorante ver curadorias que respeitam o público: Faca Preta e 88 Não! não foram apenas “bandas de abertura”, mas a prova viva de que o street punk nacional respira com pulmões de aço. Booze & Glory Quando as notas épicas de The Ecstasy of Gold, de Ennio Morricone, ecoaram pelos PAs, o clima de “final de campeonato” tomou conta. O Booze & Glory subiu ao palco e, de cara, soltou The Day I’m in My Grave. O resultado? O Hangar 110 veio abaixo. Mesmo com uma formação renovada em relação à segunda visita ao país, a banda mostrou um entrosamento cirúrgico. O repertório foi um presente aos fãs, equilibrando hinos antigos como Leave the Kids Alone e Raising the Roof com faixas recentes, a exemplo de Boys Will Be Boys, recebida com o mesmo entusiasmo dos clássicos. O ápice da catarse aconteceu em London Skinhead Crew. O que se viu foi o puro espírito do punk: uma invasão de palco pacífica, onde banda e público se tornaram um só, entoando o refrão com a força de uma arquibancada de estádio. Para fechar a conta, ainda sobrou fôlego para a debochada Only Fools Get Caught. Ao final, o cenário era o melhor possível: público e banda exaustos, sorridentes e devidamente batizados em cerveja e suor. Mais do que um show, foi uma celebração de uma cultura que nasceu em 1969 e que, contra todas as previsões, segue pulsante, barulhenta e mais unida do que nunca.
Faca Preta avança com seu street punk de combate no EP Fogo no Sistema

O Faca Preta, banda paulistana na ativa desde 2013, avança com seu street punk de combate no autoexplicativo EP Fogo no Sistema, com três sons de críticas sociais. O lançamento é via Repetente Records. Fogo no Sistema foi gravado este ano no concorrido Estudio Costella, produzido por Capileh, um dos mais experts do ofício no país. É um registro enérgico e direto, que carrega e destaca a verve do Faca Preta. Como explica a banda, estas músicas falam de um cotidiano em que pessoas vivem rodeadas de fascismo por conta da polícia, por conta do sistema. Esse é, aliás, o enredo exato da faixa que dá título ao EP. A letra é sobre um sistema cruel que nos coloca em posição desfavorável para perdemos nosso caráter e desviar nossa conduta por facilidades na vida, tanto pelo oportunismo ou por dinheiro. “Um sistema que acaba nos convencendo que o desvio de caráter não traz resultados e sim as consequências por se vender a algo errado”, eles explicam. Já Não pedimos pra nascer fala sobre o massacre que vivemos por conta de trabalho escravo, patrão lucrando sempre em cima da mão de obra do trabalhador e o sofrimento da sociedade devido à desigualdade salarial e baixa no mundo capitalista. Ouça Fogo no Sistema, do Faca Preta
Oxigênio Festival encerra com show histórico do Get Up Kids na Audio
Repetente Records celebra 1 ano de história com show na Fabrique Club

Após ótimos lançamentos das bandas Anônimos Anônimos, Fibonattis, Faca Preta, Escombro e Magüerbes, a Repetente Records celebra um ano de história com um grande show na Fabrique Club (Rua Barra Funda, 1075 – Barra Funda), em São Paulo, no próximo dia 31, a partir das 20h. Os ingressos para a festa já estão à venda. Neste evento especial, o palco do Fabrique vai receber jams de todas as bandas do selo, além de convidados especiais. “Essa festa é para comemorar uma marca importante de um projeto que está apenas no início, mas é também uma forma de agradecer as bandas que confiaram em nós e no crescimento do selo! A nossa ideia sempre foi fortalecer a cena com bandas que têm discursos afiados e aglutinar seus fãs com o mesmo propósito! Será uma noite inesquecível!”, comenta Badauí, vocalista do CPM 22 e um dos fundadores do selo. Mas o palco da festa também será para anúncios, como o da banda que entrará para o time Repetente Records. Além de ser revelada, a banda – ainda surpresa – tocará algumas músicas, uma espécie de mini show. E só um spoiler: trata-se de um nome que faz, hoje, um dos shows mais enérgicos de toda cena punk/hardcore nacional. “Ao contrário da maioria dos selos, a Repetente Records nasceu com o objetivo principal de alavancar e fortalecer a cena como um todo, trazendo àqueles que estão começando a experiência de quem vive por anos dentro do cenário nacional da música. Aqui, na Repetente, tem suporte, profissionalismo, novas ideias e parcerias”, comenta Rick Lion, diretor artístico da Repetente. Fazem parte do selo as bandas Anônimos Anônimos, Fibonattis, Faca Preta, Escombro, Magüerbes e Statues on Fire, além da banda surpresa a ser anunciada no próximo dia 31 durante a festa de 1 ano.
Repetente Records libera sessions do Anônimos Anônimos e Faca Preta

A Repetente Records, que iniciou 2023 com a Repetente Sessions, lançou os dois volumes restantes, com as bandas Anônimos Anônimos e Faca Preta. A estreia foi com a Fibonattis. A session conta com músicas e entrevistas gravadas no Estúdio Aurora (São Paulo), com as três bandas do cast da gravadora. A Anônimos Anônimos, banda de punk rock que em 2022 lançou o EP de estreia Baita Astral, apresenta os singles Só se morre uma vez e Esse cara não sou eu nesta Repetente Sessions – Volume 1 A gravação aconteceu no fim do ano passado no Estúdio Aurora, em São Paulo, junto à equipe da HUP Sounds. Como também nos recém-lançados materiais do Fibonattis e Faca Preta, o registro termina com uma mini-entrevista dos músicos sobre a banda e sobre o selo. “A ideia dessa session é muito boa porque ajuda a mostrar para mais pessoas, no meio on-line, o que é a performance, o entrosamento e a energia ao vivo da banda, tudo isso com qualidade de áudio e vídeo. Todos nós adoramos esse formato em canais de YouTube como KEXP ou Tiny Desk, para curtir nossas bandas favoritas ou conhecer novos artistas, então é ótimo poder participar de algo assim em versão nacional”, comentou a banda. No cast da Repetente Records desde os primeiros passos do selo, a banda ainda fala da repercussão da parceria. “Nossa experiência com a Repetente tem sido ótima. Em 2022 lançamos nosso EP de estreia, gravado com eles, e conseguimos resultados muito expressivos, com uma boa repercussão na imprensa e reconhecimento em playlists. Já temos o projeto de um novo lançamento para este ano e estamos superempolgados com tudo que eles estão planejando e construindo para este futuro próximo”. Faca Preta O Faca Preta é uma banda de punk rock que em 2022 lançou o disco de estreia Resistir pela Repetente Records. Os singles Cães de Rua e Resistir são as músicas que compõem a live session, além da mini-entrevista no final do material. O Faca Preta comenta sobre a gravação da session, com apoio e supervisão da equipe da Repetente Records. “O convite para gravar essa live session com pessoas incríveis como a galera do Hup Sounds, o Phil Fargnoli, Badauí e o Ali Zaher do CPM 22 é o tipo de experiência que renova nosso tesão, nossa vontade de tocar e estar no Faca Preta por tantos anos”. O quarteto também falou da satisfação pela parceria com o selo. “É uma verdadeira aula trabalhar com profissionais dessa envergadura, motivação de sobra para darmos o nosso melhor e entregar um trampo de qualidade. Os equipos e estúdio são excelentes, o que deixou a gente à vontade para tocar e aproveitar o momento o máximo possível”.
Faca Preta lança o álbum Resistir pelo selo Repetente Records; ouça!

Resistir, o primeiro full álbum da banda paulistana de punk rock Faca Preta, com 13 faixas, é mais um lançamento do selo Repetente Records, criado e conduzido por Badauí, Phil Fargnoli e Ali Zaher Jr do CPM 22. A distribuição digital é por meio da Ditto Music. A produção musical, mixagem e masterização do disco ficou por conta de Átila Ardanuy, com participação de Marcelo Sabino (baterista do Faca Preta, também do Chuva Negra e do Anônimos Anônimos), enquanto a gravação dos vocais principais foi assinado por Thiago Hospede. As 13 músicas são assinadas pelos músicos do Faca Preta e três delas conta com participações especiais: Fernando Badauí (CPM 22) canta em Coragem, Fernando Lamb (Não há mais volta) coloca sua voz em Velha Escola, Ricardo Scaff toca gaita em Cães de Rua. Além dos convidados, o produtor Átila Ardanuy toca todos os pianos e efeitos sonoros em Resistir. Como revela Sabino, a composição de Resistir começou em 2017, exatamente no período em que foi oficializado o baterista do Faca Preta. Na época, fizeram a abertura de um show da lendária banda street punk britânica Cockney Rejects, em São Paulo. “A primeira música foi Dias Melhores, o primeiro single que saiu pela Repetente Records. Logo começamos a trabalhar em bases que eles já tinham e a partir de novas ideias que foram surgindo”, lembra o baterista. O resultado é um álbum de street punk rock com sonoridade direta e com punch. É punk para cantar junto, se divertir, refletir e resistir; é música libertária contra a repressão policial e combativa a tudo que desalinha e separa uma sociedade. Neste registro, a Faca Preta ainda saiu da zona de conforto e experimentou com instrumentos inusitados ao estilo, como violão, moog e hammond. Neste mês de agosto, além do lançamento de Resistir, o Faca Preta fará o show de lançamento do disco no Hangar 110, dia 20, ao lado das bandas Red Lights Gang e Os Excluídos. “Estamos preparando um show com um mix entre as músicas antigas e as desse novo disco. Será demais retornar aos palcos após tanto tempo parado por conta da pandemia”, finaliza a banda.
Faca Preta revela terceiro single de Resistir; ouça “Suportar até o fim”

A banda Faca Preta, da Repetente Records, lançou Suportar até o fim, o terceiro single do disco Resistir, que chega ao streaming em agosto. A música, uma das mais diferentes de toda a carreira da banda, mostra um punk/street rock cadenciado, menos frenético e com uma letra sobre superação de uma depressão. Os integrantes do Faca Preta comentaram o lançamento deste terceiro single via Repetente Records. “Estávamos bastante ansiosos pelo lançamento dessa música, ela difere bastante do tudo que já lançamos até agora, trazendo uma sonoridade com bastante melodia e tratando de um tema forte que é a depressão”. Este lançamento se junto aos singles anteriores que foram disponibilizados nas plataformas digitais pelo selo dos músicos do CPM 22, as músicas Cães de Rua e Coragem. “Obtivemos uma resposta bastante positiva da galera”, destaca o quarteto. Em agosto, além do lançamento de Resistir, o Faca Preta fará o show de lançamento do disco no Hangar 110, dia 20, ao lado das bandas Red Lights Gang e Os Excluídos. “Estamos preparando um show com um mix entre as músicas antigas e as desse novo disco. Será demais retornar aos palcos após tanto tempo parado por conta da pandemia”, finaliza a banda. Ouça Suportar até o fim
Faca Preta convida Badauí, do CPM 22, no single Coragem

A Faca Preta, banda do selo Repetente Records, idealizado e conduzido por três experientes músicos do CPM22 (Badauí, Phil Fargnoli e Ali Zaher Jr), lançou Coragem, o segundo single do próximo disco, já intitulado Resistir (lançamento em agosto deste ano). A música, uma das mais melódicas já compostas pela banda, tem a participação de Badauí nos vocais ao lado de Fabiano Santos. A Faca Preta aponta Coragem como uma canção ‘predestinada’. O guitarrista Dudu Elado explica: “Quando estamos no estúdio criando, seja em cima de algo que foi trazido de casa ou que nasceu ali, identificamos o espirito da música de cara. Foi assim com Coragem: foi unânime que tinha muito o jeito de CPM22! No outro ensaio, quando o Fabiano trouxe a letra não tivemos mais dúvidas: tínhamos que chamar o Badauí para participar”. Badauí é um amigo de longa dos integrantes da Faca Preta e o convite foi aceito de imediato. A faixa foi gravada antes mesmo de surgir a oportunidade do lançamento do disco Resistir pela Repetente Records. Sobre a mensagem, Coragem fala sobre a pressão em se corromper e burlar o caminho da integridade. “Às vezes as pessoas sofrem pressão para se corromper, qualquer seja o âmbito discutido. Às vezes temos a impressão que andar pelo certo não é o correto a se fazer”. Mas é também sobre ser forte às próprias convicções. A música Coragem apresenta uma das muitas influências da banda e ajuda compor o contexto geral do disco, gestado logo após o EP de estreia. “Nesses anos tivemos tempo para experimentar novas sonoridades, lapidar as músicas que já estavam prontas e compor outras com a participação do Marcelo Sabino, que assumiu a bateria nesse percurso”, destaca a banda.
Faca Preta estreia em selo dos músicos do CPM 22 com “Cães de Rua”

A Faca Preta é a quarta banda que estreia no recém-criado selo Repetente Records, idealizado e conduzido por três experientes músicos do CPM22: Badauí, Phil Fargnoli e Ali Zaher Jr. O quarteto de São Paulo chega com Cães de Rua no streaming e em lyric vídeo, a primeira amostra do primeiro full, Resistir, que sai em agosto deste ano. Cães de Rua é um grito, um desabafo, contra a violência em sua forma institucional: a violência policial, que vem ano após ano ganhando incentivadores de peso que buscam piorar o que já era assustador, visto que faz tempo que figuramos no topo do ranking das forças policiais mais letais do mundo. A letra, engajada ao punk rock das ruas, traz diversos questionamentos. “Servir e proteger”, como já perguntou o Planet Hemp: “servir a quem? proteger de que?”, o que sabemos é que as polícias nascem no exato momento em que os trabalhadores começaram a se organizar e reinvindicar seus direitos, precisamente para combater essa nova força que nascia. O que mudou de lá pra cá? A banda também comenta sobre a parceria com a Repetente Records. “É um grande prazer, nada melhor do que contar com camaradas de peso com muito para trocar nessa nova fase que se inicia com esse álbum que está chegando!”. O single tem participação especial de Ricardo Scaff na gaita. A produção musical, mixagem e masterização ficou por conta de Átila Ardanuy, enquanto a gravação dos vocais principais foi assinado por Thiago Hospede.