Meu Nome é Gal, estrelado por Sophie Charlotte, tem trailer revelado; assista

A história da maior voz do Brasil acaba de ganhar trailer oficial. Protagonizado por Sophie Charlotte, Meu Nome é Gal, um dos filmes mais esperados do ano, estreia nos cinemas dia 19 de outubro. O longa tem direção de Dandara Ferreira e Lô Politi, que também assina o roteiro, produção da Paris Entretenimento e Dramática Filmes, em coprodução com Globo Filmes e Telecine. O trailer mostra a chegada de Gracinha – como era conhecida antes de ser tornar Gal Costa – ao Rio de Janeiro, onde se junta aos companheiros de vida Caetano Veloso (Rodrigo Lelis), Maria Bethânia (interpretada pela diretora Dandara Ferreira), Gilberto Gil (Dan Ferreira) e Dedé Gadelha (Camila Mardila). Luis Lobianco aparece no papel do empresário Guilherme Araújo, que acompanha a escolha do nome artístico de Maria da Graça para Gal Costa, assim como o lançamento de sua carreira. George Sauma interpreta o poeta, compositor e diretor Waly Salomão, fundamental na construção do contexto estético da turnê Fa-tal, Gal a todo vapor (1971), considerada um marco em sua trajetória e que a consolidou como a voz da contracultura brasileira. Com 57 anos de carreira musical, Gal Costa soma mais de 30 álbuns e diversos prêmios, entre eles o Grammy Latino à Excelência Musical, recebido pelo conjunto de sua obra. Seus sucessos atemporais e que são parte da cultura nacional fazem parte da trilha sonora do filme. Gal morreu, em São Paulo, no dia 9 de novembro de 2022, aos 77 anos.
Documentário “Racionais: Das Ruas de São Paulo pro Mundo” ganha trailer

Música, revolução cultural e social em mais de 30 anos de carreira embalam o trailer de Racionais: Das Ruas de São Paulo pro Mundo, documentário sobre o icônico grupo de rap que será lançado no dia 16 de novembro na Netflix. Além de imagens inéditas de bastidores, a produção traz ainda entrevistas exclusivas do quarteto – Mano Brown, Ice Blue, Edi Rock e KL Jay – e outros relatos que contam a origem, ascensão e legado cultural do maior grupo de rap do Brasil. Com produção da Preta Portê Filmes para a Netflix, Racionais: Das Ruas de São Paulo pro Mundo tem direção de Juliana Vicente, que assina a produção executiva com Beatriz Carvalho e Gustavo Maximiliano. A direção de fotografia é de Flávio Rebouças, Rodrigo Machado e Carlos Firmino; montagem, por Washington Deoli e Yuri Amaral. A direção de arte da produção é assinada por Isabel Xavier; direção de produção, Camila Abade e Mari Santos. O documentário terá ainda exibição na 46ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, no dia 31 de outubro, na Cinemateca Brasileira.
A-ha lança álbum e filme poéticos True North; ouça!

Os noruegueses do a-ha retornaram para compartilhar o álbum True North. Anteriormente, a banda havia divulgado diversos singles deste que é o primeiro álbum cheio desde Cast In Streel, de 2015. Além de um álbum, True North é um filme que registra a banda gravando as músicas durante 2021 em Bodø, cidade norueguesa localizada 90 km acima do Círculo Polar Ártico. “Ajustamos cada álbum, para descobrir se há uma maneira diferente de fazer isso”, explica Paul. O filme True North está disponível para aluguel e compra. A primeira amostra do álbum foi a triste e esperançosa I’m In. “Breathe in, Just breathe, There are times, Good times after these”, canta Morten emotivo. Em seguida, a faixa Hunter In The Hills. É sobre o que está por vir e onde todos estamos agora. São músicas com um senso de lugar e uma conexão profunda com a forma como interagimos com o meio ambiente. A linda You Have What It Takes mostra o a-ha em seu estado mais vulnerável, com suas intrincadas cordas de guitarra e o vocal inconfundível de Morten. É um eco de esperança, cura e recuperação, elevando o ouvinte com a frase: “Don’t be afraid to fail or fall, everyone carries a weight. We learn to walk before we crawl, so do this for all of our sakes. You have what it takes”. O significado das letras ressoa globalmente transmitindo força e conforto no atual cenário de tempos sem precedentes. As If não soaria fora de contexto em um álbum do Coldplay, com suas cordas arrebatadoras, violões e a orquestra Filarmônica do Ártico em plena atividade. O vocal de Morten corta a parede cintilante do som para um efeito esplêndido. Implícita e às vezes diretamente, True North é sobre a Noruega – uma faixa de terra delimitada de um lado por montanhas e do outro pelo oceano. Seja através do peixe, do petróleo ou partindo do litoral para o resto do mundo, o mar moldou a Noruega e seu lugar no mundo. Um país que poderia ser pouco perceptível, prosperou. Seja no filme ou no álbum, True North encapsula as visões do a-ha sobre esta Noruega. Com seu 11º álbum de estúdio e também um documento direto de sua criação, o a-ha entrou em um novo mundo. “Primeiro, tivemos a ideia de gravar uma sessão de estúdio ao vivo”, diz Paul. “Depois, para filmar uma sessão de estúdio. Isso se tornou mais uma produção com a orquestra norueguesa, a orquestra Filarmônica do Ártico, com quem colaboramos”. Está tudo lá no filme. No filme True North, o a-ha toca e grava com a orquestra. Magne, Morten e Paul foram capturados pela câmera, na paisagem ao redor de Bodø, enquanto discutem sobre o True North. Em vinhetas recorrentes, os atores retratam a vida no norte. O filme multidimensional descreve um arco narrativo que incorpora o espírito das novas canções, mostrando como todos nós estamos conectados ao meio ambiente. O colaborador de longa data do a-ha, Stian Andersen, é o diretor. “True North é uma carta do a-ha, do Círculo Polar Ártico, um poema do extremo norte da Noruega com música nova”, diz Magne. Na forma como foi inicialmente previsto, True North acena para 2017, quando o a-ha foi filmado para o MTV Unplugged na Noruega. Então, o tempo era limitado e havia a necessidade de capturar diretamente o a-ha na câmera e no áudio no que era, efetivamente, um cenário ao vivo. Decidir sobre uma estrutura semelhante para o True North – com limitações comparáveis – determinou um prazo para o a-ha. Doze novas canções foram introduzidas: seis de Magne, seis de Paul. “Paul tinha músicas escritas e queria fazer um álbum”, diz Magne. “Quando eu estava escrevendo durante o período de confinamento, a principal coisa que pensava era no conceito de uma carta musical da Noruega. Eu tinha visto Western Stars de Bruce Springsteen e me perguntava como seria uma versão do a-ha dela. Como contaríamos a história do que significa crescer na Noruega, ser norueguês e trazer isso para o mundo com todo o anseio e melancolia subjacentes que fazem parte da nosso mundo para começar?”. “Tivemos então que pensar em incorporar a orquestra”, acrescenta Paul. “Imaginei os vocais do Morten e como também vejo imagens quando trabalho em novas músicas, isso complementava o que estávamos fazendo com o filme. Veio tudo junto para nós com True North”. As músicas do disco estão imbuídas de um senso de lugar e uma profunda conexão com a forma como interagimos com o meio ambiente. Pela primeira vez, o a-ha nos mostra de onde eles são, quem eles são e como a conexão entre os dois é inquebrável. Não é de se admirar que True North seja o mais revelador do a-ha – nunca antes o espírito do a-ha foi tão exposto. Os equilíbrios são alcançados – entre a nova abordagem e as qualidades inerentes ao a-ha, entre as próprias músicas e o conceito abrangente de True North.
Crítica | Continência ao Amor

Engenharia do Cinema Não é novidade que a Netflix é conhecida por lançar filmes de qualidade ruim e mediana, e raramente nos entrega uma obra realmente boa. “Continência ao Amor” se encaixa perfeitamente neste último quesito, tanto que está há quase um mês entre os longas mais vistos do serviço. Apesar de pegar uma fórmula já conhecida do cinema (vide “A Proposta“), temos dois protagonistas que realmente possuem química e estavam dispostos a fazerem um ótimo projeto. A história mostra a cantora Cassie (Sofia Carson), que após descobrir não ter mais dinheiro para conseguir tratar de suas diabetes, acaba tendo uma brilhante ideia: Se casar com um militar de fachada, para conseguir usufruir dos benefícios hospitalares (já que nos EUA, os tratamentos para cônjuges de militares são os melhores). E ela acaba conhecendo justamente Luke (Nicholas Galitzine), que está prestes a embarcar para o Iraque, mas aceita a proposta devido a uma dívida que ele possui com um traficante. Imagem: Netflix (Divulgação) Um dos principais méritos deste projeto ter dado certo é o roteiro de Kyle Jarrow e Liz W. Garcia, procurar enfatizar o lado humano dos protagonistas. Em uma era de polarização, é bastante “normal” você encontrar casais com pensamentos ideológicos diferentes, o que os fazem ter várias discussões por conta de atitudes divergentes (e que neste texto, acabam rendendo ótimas piadas dentro do contexto). Já que aqui temos um militar mais beirando para o lado conservador, que se “casa” com uma feminista. E a diretora Elizabeth Allen Rosenbaum é bastante inteligente neste contexto, pois ela sabe que para fazer graça e até mesmo reflexão neste tipo de assunto, você deve jogar ele não a todo momento, e sim em momentos chaves e de forma homeopática. E por isso, ela procura dividir o projeto em blocos, que exploram os tópicos citados no segundo parágrafo. Mesmo sendo previsível, “Continência ao Amor” acaba sendo um dos raros casos de projetos da Netflix que realmente funcionam positivamente e rendem um entretenimento sadio.
Crítica | O Agente Oculto

Engenharia do Cinema Sendo tratado como um dos filmes mais caros na história da Netflix, junto do recente “Alerta Vermelho” (onde cada um custou cerca de US$ 200 milhões aos bolsos da plataforma), “O Agente Oculto” ainda mostra que o serviço está longe de acertar no termo “fazer um bom Blockbuster”. Digo isso com total ênfase, pois mesmo tendo uma produção estrelada por grandes nomes como Chris Evans, Ryan Gosling, Ana de Armas e com direção dos irmãos Anthony e Joe Russo, com roteiro de Christopher Markus e Stephen McFeely (quarteto responsável pelos sucedidos “Vingadores: Guerra Infinita” e “Vingadores Ultimato”), eles conseguem ficar em um mesmo círculo e não evoluírem. A história mostra o misterioso detento Seis (Gosling) que é recrutado pelo agente Fitzroy (Billy Bob Thornton), para agir como um assassino da CIA, em troca de sua liberdade. Mas isso tudo começa a ir de pernas pro ar alguns anos depois, quando a própria agência resolve extinguir o quadro e contrata o astuto Lloyd Hansen (Evans) para caçar seis. Imagem: Netflix (Divulgação) Logo nos primeiros minutos de projeção, já vemos a grande carência dos irmãos Russo ao quererem trabalhar com CGI. Em uma conversa que ocorreu há cerca de 13 anos, vemos os personagens de Gosling e Thornton conversando. Embora ambos tenham mudado o mínimo neste meio tempo, é gritante terem não só usado a técnica de rejuvenescimento digital para ambos (sendo que poderia ser feito com uma simples maquiagem), como filmaram a cena toda em 4K (cuja tecnologia não demonstra a idade dos atores, e deixam eles mais “robóticos”). Só com esta explicação, já dá para sentir tamanha produção problemática que estamos tratando (isso porque não citei que a primeira cena de Thornton com Evans, foi totalmente filmada em estúdio com o CGI porco de fundo). E não estamos falando de um filme gravado em plena pandemia como “Alerta Vermelho” (que usou até mesmo figurantes de CGI), e sim uma dupla de diretores que está operando no comodismo da indústria. Mas como não estamos falando de uma bomba por completo, confesso que o trio central está operando bem dentro de suas funções. Embora o roteiro não explore como devia os papéis de Evans (que teve seu potencial para ser mais um grande vilão em sua filmografia, jogada fora) e Armas (que parece ter saído diretamente de “007” e vir dar uns chutes por aqui). Não posso dizer que se tratam de menções honrosas, pois as participações de Wagner Moura, Jessica Henwick e Regé-Jean Page estão genéricas demais e de nada pesam ou acrescentam eles terem sido escalados para tais papéis. Enquanto Julia Butters (que interpreta Claire, sobrinha de Fitzroy) está literalmente repetindo o papel da “garota que fala verdade na cara do galã” (só trocando o Leonardo DiCaprio de “Era Uma Vez Em… Hollywood“, por Gosling). Agora, porque não podemos definir tudo isso como “um Blockbuster interessante”, já que temos várias cenas de ação e galãs como protagonistas? Primeiro, em momento algum do roteiro é criado um arco para que façamos gostar dos protagonistas ou até mesmo nos importarmos com suas motivações. Todos os obstáculos que são criados durante sua jornada, não surgem de forma natural, e são apenas jogados para fazerem cenas de ação baratas (como a fuga em Berlim). Não acaba sendo um bom filme, mas sim um conjunto de esquetes. Simples assim. “O Agente Oculto” é só mais um mero resultado de que os Irmãos Russo só sabem fazer bons filmes quando estão na Marvel, e a Netflix ainda não sabe o que é fazer um Blockbuster de verdade.
Fantastic Negrito revela o álbum visual White Jesus Black Problems; confira!

O cantor, compositor, músico e ativista Fantastic Negrito (nee ́Xavier Dphrepaulezz) lançou na última sexta-feira (3) seu projeto mais ambicioso e provocativo até hoje, White Jesus Black Problems, agora disponível via Storefront Records. Acompanhado por um filme complementar, White Jesus Black Problems é uma síntese de muito – uma jornada ancestral, uma história de amor improvável e até uma autodescoberta do verdadeiro nome de alguém. Este novo projeto segue o aclamado álbum Have You Lost Your Mind Yet? de 2020. Sonoramente, White Jesus Black Problems é emocionalmente carregado, misturando rock and roll com grooves de R&B e energia funk, oferecendo um som que consegue parecer vintage e experimental ao mesmo tempo. White Jesus Black Problems foi escrito, gravado e filmado em Oakland, onde Negrito cresceu e atualmente reside. Combinado com o visual, WJBP produz uma experiência sensorial transcendente e imersiva, que desafia nossas noções de quem somos, de onde viemos e para onde estamos indo. O trabalho audiovisual é baseado na história real de sua avó (sétima geração de sua família) escocesa branca (Gallamore), uma serva contratada, vivendo em um casamento de direito comum com seu avô escravizado afro-americano (Courage); desafiando abertamente as leis racistas e separatistas da Virgínia colonial da década de 1750. No mês passado, Fantastic Negrito anunciou uma série de shows, incluindo o Celebrate Brooklyn, Electric Forest e o Hollywood Bowl Jazz Fest.
Ray Liotta, ator de Os Bons Companheiros, morre aos 67

Morreu o ator Ray Liotta, astro de destaque em filmes como Os Bons Companheiros, de Martin Scorcese, e Campo dos Sonhos, aos 67 anos. A informação foi confirmada pelo portal Deadline, que afirma que Liotta morreu dormindo, na República Dominicana, onde filmava o longa Dangerous Waters. Além dos sucessos nos anos 1990, ele seguia em atividade, estrelando sucessos como Os Muitos Santos de Newark e Nem um Passo em Falso, do ano passado, e História de um Casamento, de 2019. Trabalhos já concluídos mas ainda não lançados incluem os filmes Cocaine Bear, de Elizabeth Banks, e a série Black Bird, da Apple TV+.
Previsto para julho, cinebiografia de Elvis tem mais um trailer revelado

A Warner Bros. Pictures divulgou nesta terça-feira (10) um novo trailer de Elvis, filme dirigido por Baz Luhrmann, e com roteiro de Baz Luhrmann, Sam Bromell, Craig Pearce e Jeremy Doner. O tão esperado drama musical explora a vida e a música de Elvis Presley, e já foi visto por Priscilla Presley, ex-esposa do astro, que em suas redes sociais declarou ter assistido ao filme e também visto o trailer diversas vezes. “As palavras que ouvi da minha filha sobre o quanto ela amou o filme e que Riley também vai amar quando o vir me deixou em lágrimas. Revivi cada momento deste filme e levei alguns dias para superar as emoções, como aconteceu com Lisa. Lindamente feito Baz, Tom, Austin e Olivia”, escreveu Priscilla. Protagonizado por Austin Butler (Elvis) e Tom Hanks (Tom Parker), a história investiga a complexa dinâmica entre Presley e Parker ao longo de 20 anos. Em resumo, passando desde a ascensão de Elvis à fama até seu estrelato sem precedentes. O filme tem estreia prevista nos cinemas brasileiros para 14 de julho. Para mais informações sobre a programação e ingressos, consulte os cinemas da sua cidade.
Crítica | Doutor Estranho no Multiverso da Loucura (Sem Spoilers)

Engenharia do Cinema Já não é novidade que “Doutor Estranho no Multiverso da Loucura” é um dos filmes mais aguardados na nova fase da Marvel, que engloba as séries do selo também. Tendo como base os desfechos de “WandaVision” e “Homem-Aranha Sem Volta Para Casa”, realmente o primeiro longa estrelado pelo mago Stephen Strange (vivido por Benedict Cumberbatch) acaba sendo apenas uma cobertura neste bolo preparado por Kevin Feige. Se tratando do primeiro grande filme de terror do estúdio (nos próximos parágrafos vocês entenderão melhor), foi certeira a escalação do diretor Sam Raimi (também responsável pela trilogia do “Homem-Aranha” com Tobey Maguire). A história tem início quando Stephen tem seu caminho cruzado com a adolescente America Chavez (Xochitl Gomez), que lhe alerta estar fugindo entre os vários multiversos, junto de uma então finada outra versão do próprio Stephen. Sem saber o que fazer, ele acaba indo recorrer à própria Wanda Maximoff (Elizabeth Olsen), que diz necessitar das habilidades de America para conseguir se estabelecer na sua vida dos sonhos. O roteiro de Michael Waldron (também responsável pela série “Loki“) procura estabelecer sua narrativa com o seguinte pretexto: nós sabemos que você já conhece estes personagens, então vamos colocar tudo isso dentro do seguinte princípio de que estamos no “multiverso da loucura” e quaisquer justificativas não farão sentido. Isso pode funcionar em um primeiro momento, mas à medida que a história vai avançando, percebemos que não há como comprar este discurso (já que alguns personagens tomam algumas atitudes que não fazem o menor sentido, dentro da cronologia do que já foi mostrado no Universo Cinematográfico da Marvel). Imagem: Marvel Studios (Divulgação) Como estes tópicos do roteiro vou deixar para a crítica com spoilers, vamos ao que interessa: o trabalho de direção de Sam Raimi. Ciente que ele exerceria uma homenagem ao clássico de horror trash “Evil Dead“, o mesmo usa e abusa das oportunidades que ele pode fazer nas cenas chaves. Seja por intermédio da violência gráfica em algumas horas (inclusive, irão chocar os fãs da Marvel) e até mesmo pelos vários momentos englobando enquadramentos e perseguições acompanhadas da trilha sonora de Danny Elfman (que nitidamente homenageia o trabalho de Joseph LoDuca, no primeiro “Evil Dead”). E digo com total segurança, que por mais do fato de várias pessoas esperarem várias participações especiais marcantes, o show acaba sendo de Elizabeth Olsen. Presente no UCM desde 2014, a mesma conseguiu fazer com que sua Wanda alcançasse uma grande desconstrução, à medida do avanço de sua narrativa, fazendo com que sua caracterização se transformasse na mais assustadora de todos os personagens da Marvel (deixando até Thanos no chinelo). Com auxílio da maquiagem, realmente ela muda o olhar de heroína para psicopata. Porém, isso acaba perdendo um pouco da magia quando Olsen ou qualquer outro nome do elenco tem cenas envolvendo uma grande quantidade de CGI. Como o recurso é responsável por fazer a maioria dos filmes da Marvel existirem (e aqui não é diferente), é perceptível que os atores estavam gravando em telas verdes de fundo e tudo foi feito às pressas na pós-produção. “Doutor Estranho no Multiverso da Loucura” não chega a ser uma obra-prima, muito menos um grande exemplar da Marvel. Mas é uma válida homenagem ao cinema de horror, pelos olhos do próprio Sam Raimi.