Dalmatans X mostra seu hardcore melódico no novo single “All My Hate”

O quarteto de hardcore skatepunk baiano Dalmatans X lançou, nesta quinta-feira (26), o single All My Hate. O novo trabalho da banda traz uma mensagem de alerta para o desequilíbrio climático que vem afetando o Brasil e o mundo. A música faz parte do novo álbum que será lançado em 2025. “Em nosso single All My Hate, abordamos o tema do desequilíbrio climático que vem afetando cada vez mais o Brasil e o mundo, como, infelizmente, vem acontecendo nos últimos meses. Um exemplo é a tragédia do Rio Grande do Sul. Queremos fortalecer a mensagem de alerta para estes problemas e que devemos ficar cientes de que os maiores causadores somos nós mesmos”, explica o vocalista e guitarrista Lucas Mendes. A música, que já está disponível em todas as plataformas digitais, tem em sua matriz um som inspirado que vai do indie ao hardcore melódico. Ela foi gravada com os produtores PJ e Léo Ridolfi, parceiros da banda de longa data. “Miramos no skatepunk melódico, mas ao mesmo tempo, gostamos de passear por uma sonoridade mais pesada, puxando para o crossover, em alguns momentos. E nós queríamos um refrão que não fosse difícil de cantar. Talvez essa seja a nossa música mais melódica. A gente gosta muito dessa vibe rápida e melódica que já é uma característica nossa”. Dalmatans X foi criada no fim de 2021 como um Power trio, mas se tornou um quarteto posteriormente com a chegada de Gabriel Reis na guitarra solo e a nova baixista Mariana Alencar, que se juntaram ao vocalista e guitarrista Lucas Mendes e ao baterista Rudá Paixão. Juntos, passaram a fazer shows em diversos lugares de Salvador até o interior da Bahia. No começo de 2022 lançou seu primeiro EP Flip for a Moment com seis músicas, juntamente a um lyric video para o single Silly Guys e um videoclipe para Sheep’s Shadows; este que foi finalista na premiação “Prêmio Rock” da Club dos Bons Sons. Em 2023 participou da segunda temporada da web série Cena Morta, importante programa do underground baiano. No começo de 2024 a banda tocou no Palco do Rock – 30 anos, evento anual que ocorre durante o carnaval em Salvador, abrindo para Dead Fish e Eskrota. Sobre o novo álbum, do qual All My Hate faz parte, a banda conta que as gravações foram finalizadas e que esse trabalho mostra o grupo mais maduro. Com o lançamento previsto para o primeiro trimestre de 2025, a banda já está na expectativa pelos próximos passos. “É um álbum mais maduro, com uma sonoridade mais definida, mesmo com músicas que variam um pouco do hardcore mais pesado, para o melódico e para o ska. Os arranjos estão mais trabalhados e também conta com algumas participações de amigos de outras bandas. Então tem muita gente de vários lugares do Brasil envolvida, participando de alguma maneira. É um álbum que tem algumas músicas em português também, o que é um diferencial pra gente que canta mais em inglês. Queremos alcançar mais pessoas e fazer shows não só pelo nordeste, como pelo sudeste também”, finaliza o vocalista Lucas.
Lionheart, ícone da nova escola do hardcore, estreia no Brasil
Strung Out retorna visceral, pesado e sombrio em Dead Rebellion

A banda californiana Strung Out lançou o décimo álbum de estúdio, Dead Rebellion (Fat Wreck Chords). A boa notícia é que aos 35 anos de carreira, o grupo segue mostrando que tem lenha demais para queimar. Dead Rebellion é o primeiro disco do Strung Out desde Songs Of Armor And Devotion, de 2019, além de debut com o novo baterista Daniel Blume. Pesado, sombrio e visceral, Dead Rebellion é definitivamente um álbum do Strung Out que contém todas as características pelas quais a banda é famosa. Quem escuta Dead Rebellion consegue identificar um pouco de influência de outros álbuns deles em cada faixa.
Angel Du$t e No Warning vêm ao Brasil pela primeira vez; veja datas e locais

Duas forças do hardcore contemporâneo farão suas estreias no Brasil em março: Angel Du$t (EUA, formado inicialmente por integrantes do Turnstile e Trapped Under Ice) e No Warning (Canadá). Elas desembarcam no Brasil para uma turnê de três shows em capitais. O giro começa em Curitiba, dia 15, no Basement, e segue para São Paulo, dia 16, no Jai Club. O último show será em Belo Horizonte, dia 17, no Caverna. Os ingressos já estão à venda. O No Warning é referência máxima do hardcore canadense, que está na ativa desde os anos 2000. A banda mistura muito bem o estilo com elementos do heavy metal, crossover e thrash. Atualmente, a banda conta com Jordan Posner, do Terror, nas guitarras. Já o Angel Du$t é expoente da nova safra do hardcore mundial, formado por três músicos originais do Turnstile, além do vocalista – ainda na função – do classudo Trapped Under Ice, Justice Tripp. SERVIÇO Angel Du$t e No Warning em CuritibaData: 15 de março de 2024Local: Basement CulturalEndereço: Rua Desembargador Benvindo Valente, 260 – São Francisco – Curitiba, PRIngresso: R$ 100,00 (1º lote – Lote Promocional – Meia-entrada: Estudante / Ingresso Social); R$ 200,00 (1º lote – Lote Promocional – Inteira)Venda Angel Du$t e No Warning em São PauloData: 16 de março de 2024Local: Jai ClubEndereço: Rua Vergueiro, 2676 – Vila Mariana – São Paulo, SPIngresso: R$ 140,00 (2º lote – Meia-entrada: Estudante / Ingresso Social); R$ 280,00 (2º lote – Inteira)Venda Angel Du$t e No Warning em Belo HorizonteData: 17 de março de 2024Local: CavernaEndereço: Rua dos Tupis, 1448 – Barro Preto, Belo Horizonte – MGIngresso: R$ 110,00 (1º lote – Lote Promocional – Meia-entrada: Estudante / Ingresso Social); R$ 220,00 (1º lote – Lote Promocional – Inteira)Venda
Dead Fish inicia ano com os pés na porta e álbum incrível; ouça Labirinto da Memória

A banda capixaba de hardcore Dead Fish abriu 2024 com uma grata surpresa para os fãs, o lançamento do álbum Labirinto da Memória. Composto por 13 faixas repletas de críticas sociais e políticas, o grupo mostra que continua atemporal e pesada. Labirinto da Memória é o décimo quinto disco da discografia, se contarmos os registros ao vivo. A bateria certeira e as letras que abordam o período sombrio vivido pelo Brasil recentemente funcionam como alerta para que se evite a repetição dos erros. Anteriormente, a banda já havia revelado dois singles do novo álbum, Estaremos Lá e Dentes Amarelos. Estaremos Lá trata de fatos da vida brasileira, da memória coletiva. “O título, Estaremos Lá, quer dizer, no fim das contas, que as memórias não são apenas o que a gente viveu, mas o que assistimos, soubemos, lemos e está no nosso inconsciente”, explica o vocalista Rodrigo Lima. Tudo isso embalado pelo instrumental poderoso da banda; as guitarras rápidas de Ric Mastria, a bateria de Marcão Melloni e o baixo de Igor Moderno. Em resumo, o disco mergulha na memória coletiva a partir de uma jornada do vocalista Rodrigo Lima. Tudo começou quando ele estava lendo Realismo Capitalista, do Mark Fisher, que descreve as mudanças que o capitalismo trouxe para o mundo, através de sua experiência. “Foi uma faísca”, disse Rodrigo. “Fiz 50 anos e não queria ficar remoendo as memórias como algo nostálgico, mas sim como um ‘zine’ de coisas boas e ruins que aconteceram tanto comigo como com quem viveu naquela época”. Assim, ele foi escrevendo em seu inseparável caderno até finalizar as letras, boa parte delas em parceria com Alvaro Dutra. O álbum também trata de assuntos do presente, mas o primeiro single revelado, Dentes Amarelos, trouxe como tema a passagem do tempo e o que a inspirou foi uma conversa sobre clareamento dentário. “Aprendendo a ter orgulho dos meus dentes amarelos/Que rangem quando falo, mas se calo, esfarelam/Ainda servindo pra devorar /O mundo em pedaços que uma hora eu engulo/E mesmo com sorrisos mais escassos/Vou digerindo vitórias e fracassos”, conclui nos versos finais.
Chuva Negra fala de amizade incondicional na enérgica Meu FDP Favorito

A enérgica e divertida Meu F.D.P. Favorito, a nova música do quinteto punk rock Chuva Negra, é um samba-canção que junta MC’s, vândalos, anjos e fonoaudiólogas em prol da amizade indefectível, apesar de não raramente torta, por meio da música. O single tem produção do guitarrista Phil Fargnoli (CPM 22) e chega às plataformas de streaming pelo selo Repetente Records, que também vai soltar em 2024 o tão esperado primeiro disco completo da banda, Surf. Embalado por um punk rock contagiante e alto-astral, a letra divertida é direta para falar daquela pessoa querida que vez ou outra se comporta mal, toma atitudes equivocadas, mas nada capaz de acabar com uma relação de amizade e carinho. “É uma música sobre amizade e reciclagem de pessoas”, aponta a banda. “O guitarrista Thiago Nunes nos enviou essa música com uns acordes de ska estranhos, me lembrou a onda new wave do Rio de Janeiro nos anos 80 – Herva Doce é um dos meus guilty pleasures dessa leva: de tão ruim que é, chega a ser bom. Aí já tínhamos conceito e música, o resto foi fácil”, comenta o vocalista Rodrigo Chinho. Meu F.D.P. Favorito, assim como o single anterior, Choro e Delírio em Ibiza, também lançado via Repetente Records, fazem parte do primeiro disco do Chuva Negra em 10 anos de atividades. “Estamos colocando todas as nossas energias nele, como nunca fizemos antes”, aponta Chinho. A banda também ressalta que trabalho junto ao amigo e produtor Phil Fargnoli é essencial neste momento da carreira do Chuva Negra. “A forma como ele tem conduzido a produção até agora impacta diretamente no resultado das músicas, não poderíamos arriscar outro tato. Exigente que é, justifica todos os esforços da nossa devoção pela música ao lançar um álbum completo nos dias atuais. O ditado ‘tirar leite de pedra’ veio depois dele”, brinca o vocalista.
Com sonoridade hardcore, Planet Hemp lança single duplo; ouça!

O Planet Hemp lançou um single duplo em seu repertório com as faixas Ninguém Segura a Gente e Salve Kalunga, que chegam em todas as plataformas de áudio pela Som Livre. As duas canções exploram o punk rock/hardcore característico do grupo, que tem em sua formação atual Marcelo D2, BNegão, Formigão, Pedro Garcia e Nobru. A inédita Salve Kalunga é uma homenagem a Fábio Kalunga, ícone da cena musical underground carioca e líder do grupo Cabeça, falecido em outubro de 2017. Com vocais de BNegão – amigo de Kalunga, com quem trabalhou também na banda Seletores de Frequência, na qual Fábio era baixista – , a faixa traz trechos como “Salve Kalunga, lenda real / irmão dessa vida e de outras também”. Intensa e veloz, como o som que Kalunga fazia no Cabeça, a track exalta a relação do artista com o skate, assim como a relevância do esporte como parte da cultura urbana. Já Ninguém Segura A Gente vai soar parcialmente familiar para os fãs mais atentos do álbum Jardineiros, lançado pelo Planet Hemp em outubro de 2022. Com um discurso político latente, a nova música – um remix da faixa Taca Fogo, que integra a tracklist do disco – , chega agora ainda mais potente, concisa e direta nas suas críticas à cultura armamentista, à situação de violência nas favelas e ao descaso com a população em áreas como saúde e educação. O single duplo do Planet Hemp chega na sequência das faixas já apresentadas nas últimas semanas, Não Vamos Desistir e O Ritmo e a Raiva Remix. Os recentes lançamentos integram a estratégia atual da banda, prevendo alguns movimentos ainda no início deste segundo semestre que resultarão no lançamento de um produto.
Paura lança Karmic Punishment, oitavo álbum da carreira

O quinteto hardcore Paura acaba de lançar o novo disco Karmic Punishment, o oitavo da extensa carreira. Neste registro, a experiente banda paulistana mostra 13 faixas de um hardcore pesado, agressivo, que trazem debates sobre temas sociais e políticos sensíveis ao Brasil e ao mundo dos últimos quatro anos. Karmic Punishment foi gravado por Thiago Bezerra no Mastery Studio e no Canil Studios, mixado pelo mesmo no Madness Music Studios e masterizado por Will Killingsworth no Dead Air Studios. O álbum também está disponível em CD digipack por meio de uma parceria entre o Paura com os selos Conspiracy Chain, Samsara Discos, Tu.Pank Recs, Two Beers Or Not Two Beers, 255 Recs, Fuck It All Recs, Terceiro Mundo Chaos Discos, Tumba Produções, Distro dos Infernos, Lokaos e Vale do Caos Recs. Os riffs e batidas ainda mais raivosas de Karmic Punishment refletem o período em que a maioria das músicas foi escrita: no ápice da pandemia e o Brasil sob a nuvem negra de uma onda política excludente e mal intencionada. Entre trocas de integrantes e momentos de isolamento devidamente respeitados, a flexibilização permitiu ao Paura voltar a pensar neste novo disco. Assim, todas as músicas pré-escritas foram readaptadas com uma nova formação e a banda voltou ao estúdio. Ou seja, Karmic Punishment é um disco concebido durante todo o período pandêmico em meio ao caos social cotidiano, que assim como para muitos brasileiros, também foi ao Paura um momento bem pesado, com perdas, dor, medo, tristeza, indignação, protestos, enfim, uma intensidade potencializada como nunca. Karmic Punishment é ainda um álbum que traz a gênese do Paura ao longo destes 28 anos de carreira e que tem a própria história como referência para novos lançamentos. As 13 faixas do discos mostram um Paura que buscou inspiração na própria história entrelaçada às referências do dia a dia, nas trocas com bandas antigas e da nova geração, além de um olhar mais específico a nomes que pavimentaram o gosto pessoal dos músicos, como Celtic Frost, Discharge, Motorhead, Cro Mags, Metallica e Sepultura. Em mais um lançamento, o Paura traz seu hardcore pesado e único como voz altiva e incessante contra o racismo, contra o preconceito e contra as polarizações que segregam. “É mais um registro dentro do coletivo. Mais uma bandeira preta fincada. Mais uma força de voz dentro desse coletivo enorme formado por todo mundo que corre junto, que não desiste, que se entrega por algo maior. Vamos fazer muito barulho com o Karmic Punishment, incomodar muita gente, fazer tantas outras felizes. Mas ainda vamos gravar outros discos futuramente”, comenta a banda sobre o álbum.
Tosco lança EP Brasil é o Crime, com faixa inédita e três covers

A banda santista Tosco, cuja sonoridade agressiva é um híbrido e furioso crossover de thrash metal com hardcore, lançou o EP Brasil é o Crime. O novo trabalho do grupo traz uma faixa inédita e três versões para clássicos do Sacred Reich, Slayer e S.O.D. As três releituras nunca haviam sido lançadas digitalmente, mas podem ser encontradas como faixas “escondidas” nas versões físicas dos álbuns Revanche (2018) e Sem Concessões (2020). Por fim, Piece by Piece entrou no tributo Blood Painted Blood: A Brazilian Tribute to Slayer. A outra novidade é a entrada do baixista Carlos Diaz (ex-Vulcano, ex-Chemical Disaster, ex-Hierarchical Punishment), que já gravou a faixa Brasil é o Crime, no lugar de Ivan Pellicciotti, que atuará daqui para frente somente como produtor devido logística, já que agora o músico e produtor reside em Curitiba. Brasil é o Crime foi gravada no estúdio Play Rec, em Santos, por Fernando Bassetto, e produzida, mixada e masterizada por Ivan Pellicciotti, no estúdio O Beco, em Curitiba. “Essa nova música é um manifesto por todos nós, cidadãos brasileiros de bem, que infelizmente convivemos diariamente com o crime em todos os sentidos e em todas suas faces cruéis”, comenta Osvaldo Fernandez. “Foi a primeira música que fizemos para o terceiro álbum, antes da pandemia, e ela é muito influenciada pelo Black Sabbath e Slayer. Queríamos criar uma atmosfera pesada para que o Osvaldo pudesse encaixar a letra também bem forte”, finalizou Ricardo Lima. Em janeiro de 2023, a banda seguirá os mesmos passos que a gravação de Brasil é o Crime“, e voltará ao estúdio Play Rec, em Santos/SP, partindo depois para a produção no O Beco, em Curitiba, tendo como previsão de lançamento do novo álbum, já com título definido como Agora é a sua Vez, para o primeiro semestre. Na quinta (15), através do canal internacional do Hardcore Worldwide, a banda promoverá o lançamento exclusivo do lyric video de Brasil é o Crime, criado pelo designer e músico Wanderley Perna (Genocídio). O Tosco é formado atualmente por Osvaldo Fernandez (vocal), Ricardo Lima (guitarra), Carlos Diaz (baixo) e Paulo Mariz (bateria).