Kadavar confirma Hammerhead Blues e Espectro para abertura de show em São Paulo

A produtora Agência Sobcontrole confirmou os grupos paulistas Hammerhead Blues e Espectro como bandas de abertura para a apresentação dos alemães do Kadavar, no dia 21 de março (sábado), no Carioca Club, em São Paulo. O evento marca o retorno do Kadavar à capital paulista após um intervalo de oito anos, trazendo na bagagem uma fase de reinvenção sonora e mudanças na formação. Retorno ao stoner rock Hoje atuando como um quarteto — com a adição de Jascha Kreft —, o Kadavar chega ao Brasil promovendo a turnê do álbum K.A.D.A.V.A.R. (Kids Abandoning Destiny Among Vanity and Ruin), lançado em novembro de 2025. O trabalho representa uma volta às raízes para a banda. Após um período de experimentações nos discos anteriores, o grupo resgatou a estética analógica, a energia crua do rock dos anos 70 e a força do stoner rock que os projetou na década de 2010. Faixas como “Lies”, “Stick It” e “Total Annihilation” mostram um foco renovado em riffs pesados e groove pulsante. >> LEIA ENTREVISTA COM KADAVAR Peso da cena nacional Para preparar o palco, a curadoria do evento selecionou dois nomes ativos no underground de São Paulo: 🎫 Serviço: Kadavar em São Paulo Os ingressos já estão disponíveis e a opção de meia-entrada solidária exige a doação de 1kg de alimento não perecível no dia do evento.

Entrevista | Kadavar – “Eu só quero ser um som. Não quero ser um personagem público. Prefiro apenas ser um som”

O Kadavar retorna ao Brasil neste mês trazendo no setlist seus dois últimos álbuns lançados no ano passado. Será show único no país, dia 21, no Carioca Club em São Paulo. A realização é da Agência Sobcontrole. Os ingressos estão à venda no Clube do Ingresso. Formada em Berlim em 2010, a banda alemã construiu uma trajetória marcada pelo resgate da estética do rock setentista, combinando riffs pesados, psicodelia e uma abordagem fortemente inspirada na gravação analógica. Com o passar dos anos, porém, o grupo ampliou seu alcance sonoro, incorporando novas texturas e explorando caminhos mais experimentais dentro do rock. Ao longo de mais de uma década de carreira, o Kadavar passou de uma promessa da cena stoner e retrô para um nome consolidado no circuito internacional. Álbuns como Abra Kadavar e Berlin ajudaram a definir a identidade inicial da banda, enquanto trabalhos mais recentes mostram um grupo disposto a expandir suas referências e testar novas direções criativas. Essa evolução também aparece no palco, onde o quarteto costuma equilibrar peso, psicodelia e longas improvisações. Em conversa com o Blog n’ Roll, o guitarrista Jascha Kreft e o baixista Simon Bouteloup falaram sobre o processo que levou à criação de dois discos em sequência, a origem da frase “I Just Want To Be A Sound” e a relação da banda com redes sociais e algoritmos. Acaba de completar quatro meses desde o lançamento do último álbum. Como foi a recepção do público até agora? Foi a reação que vocês esperavam enquanto gravavam o álbum? JASCHA KREFT: Nós estávamos em uma situação muito oportuna de trazer esse álbum com a gente em uma turnê antes do seu verdadeiro lançamento. Tocamos muitas músicas ao vivo, então foi muito legal experimentá-las dessa forma e ver as pessoas segurando o álbum nas mãos antes mesmo de ele estar oficialmente disponível. E eu acho que o público também ficou feliz em levar para casa algo que ainda não estava disponível nos serviços de streaming. Quando vocês perceberam que tinham material suficiente para dois discos diferentes? E por que decidiram lançar separadamente em vez de fazer um álbum duplo? JASCHA KREFT: Nós terminamos o álbum I Just Want To Be A Sound, que levou bastante tempo. Acho que algo como um ano e meio, ou dois anos, trabalhando nela quase constantemente. Depois disso, a máquina da criatividade começou a funcionar e sentimos vontade de continuar. Estávamos em um momento em que ainda havia algumas músicas que sobraram das sessões de I Just Want To Be A Sound. Ao mesmo tempo, continuávamos gravando por conta própria e ficamos surpresos com o quão fluido o processo estava. Então chegamos a um ponto em que percebemos que estávamos praticamente terminando outro álbum. Também tivemos a sorte de ter o apoio do nosso selo para fazer algo assim, o que nem sempre é comum. Eu estou aqui com o autor da frase “I Just Want To Be A Sound”. Essa frase é muito poderosa. Quando ela surgiu e quando você percebeu que poderia virar o título de um álbum? SIMON BOUTELOUP: Acho que essa frase apareceu cerca de dez anos atrás. Um antigo baterista me perguntou por que eu não estava nas redes sociais. E ainda não estou. Eu disse a ele diretamente que, se pudesse escolher, preferiria não estar. Eu só quero ser um som. Não quero ser um personagem público. Prefiro apenas ser um som. Então foi assim que surgiu. Durante o processo do álbum, ela apareceu novamente e naquele momento simplesmente ressoou com todos nós e com o que queríamos fazer com o disco. Ela apareceu dessa forma e todos concordamos com a ideia de que primeiro seria uma música e depois um tema para o álbum. Tem uma frase parecida do Jaron Lanier, que trabalha na Microsoft. Ele disse: “Eu evito as redes sociais assim como evito as drogas”. SIMON BOUTELOUP: Essa é boa. Sim, é verdade. Também pode ser muito viciante. Hoje muitos artistas pensam primeiro em singles e playlists antes de pensar em um álbum. Para vocês, o formato do álbum ainda é essencial para contar uma história? JASCHA KREFT: Definitivamente. Eu acho que escolher qual música será um single ou não é algo secundário. Primeiro existe o álbum, e tudo vem depois. Para nós isso é algo muito natural. Também não fazemos edições de singles para aumentar as chances de entrar em playlists. A maioria dos nossos singles ainda tem quatro minutos ou mais. E, na maioria das vezes, os algoritmos não gostam muito disso. A banda começou muito associada ao revival do rock dos anos 70. Em que momento vocês perceberam que precisavam ir além dessa identidade? JASCHA KREFT: Eu não acho que precisávamos necessariamente ir além disso. A banda também poderia ter continuado fazendo isso e alguns fãs ficariam felizes. Talvez outros fãs também gostassem de ouvir o mesmo álbum repetidamente. Falando sobre o público de rock, ele costuma reagir muito quando uma banda muda de som. Como foi lidar com a recepção de fãs mais conservadores durante essa evolução? JASCHA KREFT: Acho que sempre estivemos muito conscientes de que isso poderia acontecer e de que alguns fãs mais conservadores talvez não gostassem. E acho que isso também é completamente normal. Obviamente você acaba vendo algumas reações ou comentários. Mas eu acho que não há razão para ser rude ou muito agressivo. Às vezes isso acontece, mas faz parte. A última visita da banda ao Brasil foi em 2018. Nessa nova turnê, o setlist vai misturar material clássico com músicas recentes, certo? Vocês podem dar algum spoiler sobre o que os fãs brasileiros podem esperar? SIMON BOUTELOUP: Nós sempre tentamos incorporar todos as fases da banda no setlist, especialmente quando temos tempo para isso. Em um show completo você consegue desenvolver um pouco mais toda a discografia. Com certeza vamos tocar algumas músicas novas, talvez cinco ou seis, mas também as antigas e algumas coisas mais psicodélicas. JASCHA KREFT: Também temos uma versão de 15 minutos de Purple Sage, que fecha o

Kadavar retorna ao Brasil após sete anos para show único em São Paulo

Março de 2026 acontece o tão esperado retorno ao Brasil da banda alemã de space/stoner rock Kadavar, o maior expoente mundial do estilo. Será show único no país, dia 21 de março, um sábado, em São Paulo, no Carioca Club. A realização é da Agência Sobcontrole. Os ingressos estão à venda no Clube do Ingresso. O Kadavar retorna após sete anos e muitas mudanças, em um momento de reafirmação da identidade da banda: após experimentações, eles retornam ao que lhes deu reconhecimento: riffs pesados, psicodelia e groove pulsante. O agora quarteto traz a turnê do novo álbum K.A.D.A.V.A.R. (Kids Abandoning Destiny Among Vanity and Ruin), que combina a força sonora clássica com a experiência adquirida nas transformações recentes. K.A.D.A.V.A.R. foi lançado em 7 de novembro de 2025 pelo selo Clouds Hill, poucos meses após o anterior, I Just Want To Be A Sound (maio de 2025), numa espécie de “volta às raízes” da banda, isto é, com mais presença do stoner rock, o estilo que perpetuou os alemães na década de 2010 e com uma fiel base de fãs no Brasil. ‘Lies’, a faixa de abertura do novo álbum, é a síntese desta ‘nova-velha’ fase do Kadavar: começa com um riff metálico-doom e então explode deliciosamente em rock psicodélico. E são muitos bons riffs ao longo de disco inteiro! O humor despojado dos primórdios do Kadavar também está de volta em faixas como ‘Stick It’ e seu groove relaxado e em ‘Total Annihilation’, uma das mais pesadas da carreira dos alemães. A própria escolha de gravação analógica e produção ‘de volta ao básico’ foi pensada como uma reconexão com as raízes, com a energia crua do rock dos anos 70 e com os fãs ‘das antigas’.

Kadavar revela ousado álbum I Just Want To Be A Sound

A potência do psych-rock berlinense Kadavar retornou com sua obra mais expansiva e ousada até hoje: I Just Want To Be A Sound, disponível agora via Clouds Hill. O álbum é um manifesto pela liberdade, transformação e presença — uma jornada imersiva onde hinos de rock, canções introspectivas, momentos pop e paisagens sonoras cinematográficas colidem. Reinventando-se a cada faixa, o Kadavar entrega um disco que soa livre, capturando o espírito de uma banda em pleno voo criativo. O lançamento dos singles I Just Want To Be A Sound, Hysteria, Regeneration e Scar On My Guitar marcou um momento decisivo para o Kadavar, oferecendo aos fãs de longa data um vislumbre da nova fase da banda. Cada faixa revelou uma faceta da paleta sonora do álbum — de hinos a texturas cinematográficas — sinalizando uma clara ruptura com o som mais tradicional stoner dos trabalhos anteriores. Esses singles funcionaram não apenas como uma reintrodução ao Kadavar, mas como uma declaração de reinvenção, capturando a energia inquieta e a ambição criativa que definem o disco. As faixas também ganharam destaque em playlists importantes no Spotify, Apple Music, Deezer e Tidal. I Just Want To Be A Sound é mais do que um álbum para nós — é a essência do Kadavar: um anseio incansável por liberdade e o impulso inabalável de viver por meio da música. Colocamos tudo nele — nossas vidas, nosso espírito, nossa verdade”, compartilha a banda em declaração conjunta. Agora como um quarteto liderado pelos fundadores Lupus Lindemann e Tiger Bartelt, acompanhados pelo guitarrista Jascha Kreft e o baixista Simon ‘Dragon’ Bouteloup, o Kadavar encontrou na frase I Just Want To Be A Sound a essência de seu propósito. Inspirada em uma conversa de 2013 — quando Lindemann e Bartelt perguntaram a Bouteloup por que ele não usava redes sociais, ao que ele respondeu: “Eu só quero ser um som” — a expressão se tornou um princípio norteador ao longo dos 15 anos da banda: estar completamente imerso na música, livre de distrações ou concessões. Desde os primeiros dias como expoentes do stoner rock psicodélico — incorporando o frescor contemporâneo da cena de Berlim — até se tornarem exploradores sonoros de alcance global, a evolução do Kadavar tem sido guiada por uma criatividade incessante. Com extensas turnês e performances que desafiam gêneros, sua música tornou-se cada vez mais contemporânea, moldada pela experiência na estrada e pela visão criativa em constante expansão.