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Thirteen Brotherhood lança segundo álbum, Walk the Walk
Faixa por Faixa: Dua Lipa lança Future Nostalgia

“Sabe quando você trabalha muito e algo meio que foge das suas mãos e sai mais cedo? É decepcionante, claro”. Com fortes incertezas sobre um lançamento adiantado, Dua Lipa antecipou a estreia de Future Nostalgia, seu segundo álbum. Em entrevista à Kiss FM UK, Dua comentou as dúvidas sobre o lançamento, que ocorre em meio à uma pandemia. Portanto, a esperança é de garantir um ‘respiro’ aos fãs. “Espero que tire as pessoas um pouco do que tá rolando no mundo e dê um momento de felicidade, diversão”. Entretanto, sob forte campanha de divulgação desde o lançamento dos primeiros singles, o álbum já tinha tudo para ser um sucesso. Agora, a prova foi lançada ao mundo. E vamos partir pra resenha. Confira uma análise faixa-por-faixa de Future Nostalgia, de Dua Lipa! Future Nostalgia A faixa-título tem diversas influências, de hip hop a música eletrônica. Realmente, cria um clima retrô futurístico, com uso de sintetizadores, recursos estilísticos e visuais modernos. Dua arquiteta a canção mais desconstruída do álbum, com montagem moderna e um som que dá para visualizar artisticamente. Um quê de Janelle Monáe e St. Vincent, talvez? Don’t Start Now Não tem como não se identificar com a batida deste single. Ademais, a melodia é eletrizante, voando do disco ao soul em poucos versos. Os vocais, que embalam tons crescentes a cada parte da estrutura, criam um clímax delicioso no refrão. Aqui, Dua cria a atmosfera perfeita para construir toda a essência do álbum. Don’t Start Now foi uma escolha bem assertiva como single, pois traduz por completo o conceito do disco. Cool Aqui, vamos de experimentos com música eletrônica e synth pop. Porém, ironicamente, essa é a faixa que mais ressoa à atualidade: soa como um pouco de Taylor Swift, Katy Perry e músicas pop da última década. Com movimento, Cool flui de forma bem gostosa, aproveitando cada detalhe para testar um novo recurso. Physical Muita gente comparou título, coreografia e pegada estética com o hino Let’s Get Physical, de Olivia Newton-John, de 1981. A inspiração é inegável, e extremamente assertiva. Afinal, como criar uma atmosfera oitentista sem recorrer a alguns amuletos da época? Mais uma trilha que te faz pedalar uma bicicleta imaginária, mesmo que você não frequente academias. Baseada nos graves, a faixa é pesada, noturna e sensual, mas ao mesmo tempo mantém o clima nas alturas. Aposto em uma inspiração no pós-punk gótico britânico, com referências a The Cure e Joy Division, além de um bom industrial. Levitating Romântica e dançante, a canção é bem leve e completa bem as outras composições. Não tem muito destaque, mas é uma boa pedida para curtir um som agradável. É uma cereja no bolo da influência disco, com corais divertidos harmonizando a canção. Pretty Please Os beats embalam uma pausa deliciosa da energia frenética, porém, novamente, seguindo a marca dos graves. O pós-disco fica evidente, com uma pegada mais suave, que lembra os tempos da brilhantina sem deixar claras suas inspirações. Focando em sexo e paixão, embala em sensualidade, mas sem deixar de posicionar a força feminina nas relações. Hallucinate Os beats continuam com força total. O ritmo é ingrediente essencial do álbum, compondo toda a atmosfera dançante neo-futurista. Portanto, esta faixa tem papel importante na composição do disco, além de ser divertida, dançante e contagiante. Love Again Todos amamos ouvir Dua Lipa falando sobre amor. Pautada em dúvidas e sentimentos conflitantes, a cantora solta a voz para as desilusões da paixão. As vibes de Whitney Houston, Tina Turner e George Michael trazem um senso de identidade bem forte, delicioso para os fãs do dance. Break My Heart O mais recente single lançado tem um potencial estilístico gigante. Além do clipe muito bem produzido, a canção também conta com muito cuidado na produção. Somada às influências disco, a faixa lembra alguns artistas pop atuais que gostam de mesclar conceitos retrô. Entre eles, Bruno Mars e Justin Timberlake são destaque. Good in Bed Uma batida à moda de Amy Winehouse, com versos divertidos e ousados a la P!nk. O piano é aplicado de forma bem rítmica, mas destoa um pouco das outras canções. O tom debochado abre a parte mais autêntica em letras, como uma despedida das canções românticas, seguindo uma tendência também utilizada por Lizzo em Cuz I Love You (2019). A estratégia oferece uma quebra da narrativa, sem papas na língua, voltando a entoar a Dua Lipa rebelde e girl power que conhecemos em seu primeiro disco. Boys Will Be Boys A faixa tem uma levada mais pop, mas conta com instrumental encorpado. Para bom entendedor, meio verso basta: satírica, a letra fala de papéis sociais e patriarcado. Disfarçada em uma melodia angelical que normatiza o machismo, a música comenta situações que as mulheres enfrentam no cotidiano em relação à violência. Um exemplo são as chaves entre os dedos, nos punhos fechados, quando voltam para casa. No fim das contas, ela reforça a força feminina: “garotos serão garotos e garotas serão mulheres”. Saldo geral: positivo! Não falta ritmo nos embalos de Dua Lipa. O álbum é um prato cheio para os fãs de música disco e eletrônicas, mas também conta com letras divertidas e identificáveis. Ideal para motivar os treinos em casa durante a quarentena! Além disso, conta com todo tipo de canções: faixas divertidas, românticas e críticas. Dua Lipa não perde o tom e mantém seu disco afiado, portanto, mantendo sua essência. Um prato cheio no entretenimento, Future Nostalgia também é um ótimo tributo aos anos 1980, mas sem perder sua atualidade.
Pretenders libera primeiras prévias de Hate For Sale
Nine Inch Nails surpreende e solta dois discos instrumentais; ouça

De surpresa, Trent Reznor do Nine Inch Nails, decidiu liberar dois álbuns instrumentais do grupo nesta quinta-feira (26). Ghost V: Together e Ghosts VI: Locust consistem em 23 faixas. “A música – seja ouvindo, pensando ou criando – sempre foi a coisa que nos ajudou a superar qualquer coisa”, explicou Reznor. Ademais, segundo o artista, os discos não tem ligação. “Dois registros diferentes para duas mentalidades diferentes” Em resumo, os trabalhos podem ser baixados de graça no site da banda. Para quem preferir escutar online, os projetos também podem ser encontrados no YouTube. Embora não haja previsão para as músicas serem lançadas nas outras plataformas. Aliás, Ghost V e VI são continuações do disco Ghosts I-IV, lançado pela banda em 2008. Nele Trent, Atticus e companhia empacotaram quatro trabalhos em um só. Antes da pandemia de coronavírus ocorrer, o Nine Inch Nails planejava gravar um novo álbum e fazer uma nova turnê em 2020. Contudo, toda a proliferação da doença obrigou o conjunto a interromper a segunda ideia.
Mulher-Maravilha 1984 chega aos cinemas em agosto

Está confirmada a nova data de estreia de Mulher-Maravilha 1984 nos cinemas! O lançamento do longa no Brasil acontecerá em 13 de agosto. Tanto a diretora Patty Jenkins como a protagonista Gal Gadot compartilharam a novidade pelas redes sociais. Junto com o anúncio, trouxeram uma nova arte do filme. Na legenda, Gal comenta o momento em que vivemos. “Nesses tempos sombrios e assustadores, estou ansiosa por um futuro melhor. Onde podemos compartilhar o poder do cinema juntos, novamente”. Na sequência, situada nos anos 1980, nossa heroína enfrentará dois novos inimigos: Max Lord e Mulher-Leopardo. Vários indicados e vencedores do Oscar compõem a equipe técnica do filme. Entre eles, Hans Zimmer, o premiado compositor que trouxe vida às trilhas de Dunkirk e O Rei Leão.
Ira! exalta protagonismo feminino em Mulheres à Frente da Tropa

O segundo single do Ira!, Mulheres à Frente da Tropa, acaba de ser lançado. Ele faz parte de um novo álbum de inéditas, previsto para maio, ainda sem título divulgado. Veteranos do rock nacional, a banda aproveitou sua força na cena para gravar uma canção em homenagem às mulheres. A faixa foi inspirada em manifestações lideradas por mulheres, exaltando a força e protagonismo feminino nas questões políticas e sociais atuais. Em um coro de vozes femininas, a música conta com participação de Virginie, ex-vocalista da Metrô. Ouça Mulheres à Frente da Tropa:
Dialeto Vital, duo de Santos, busca valorizar o ‘rap de mensagem’

Em 2016, os irmãos Lucas e Felipe Vital, de Santos, resolveram formar o duo de rap Dialeto Vital. Na época, eles tinham vontade de passar mensagens de cunho social e de autoconhecimento. Recentemente, no dia 22 de fevereiro, colocaram o segundo EP na rua, Expiação e Prova. Nesta sexta-feira (13), soltaram o clipe da faixa Preocupado. A pegada do disco é meio ‘dark’, mas devido aos assuntos tratados. “É exatamente como a gente se sente com tudo que está acontecendo. Eu já sou pai e eu tenho muita preocupação”, diz Lucas, de 28 anos. “É uma geração difícil, os adolescentes são muito fúteis. Temos uma preocupação de querer passar valores e querer fazer alguma diferença no mundo”, conclui. Todos os trabalhos da dupla têm produção independente. O primeiro EP, Peito Aberto, saiu em 2018, mas é no Expiação e Prova que eles demonstram crescimento musical. “Com certeza foi nosso trabalho mais profundo. Ele representa nosso ápice de conhecimento musical e técnico, como também na expressão do íntimo. A ideia desse disco é muito íntima e acompanha toda uma questão de evolução moral e espiritual. É muito sobre autoconhecimento, sobre o que acontece todos os dias, com todo mundo. Da gente variar em humor, em energia, de ter que se renovar, passar por provas, não só no trabalho, mas nos relacionamentos. Fala muito sobre o Brasil também, da gente não saber do nosso futuro”. Lucas Vital Produção A composição lírica do EP ficou a cargo do Lucas, enquanto Felipe focou na produção. “Antes eu escrevia muito mais, só que nesse EP foquei na produção. Por isso, ficou um trabalho muito mais coeso com a nossa ideia de expressão e por isso é a nossa maturidade de expressão lírica e musical”, avalia Felipe. Para o próximo projeto os rappers revelam que será algo diferente, no qual vão abrir mais o coração na questão amorosa. As produções da dupla se encontram em todas as plataformas digitais. O foco é a mensagem O Dialeto Vital iniciou as atividades em 2016, porque os irmãos achavam que tinham como contribuir com alguma mensagem. “Foi justamente porque eu particularmente achava que o rap estava em decadência de mensagem. Escutava Sabotage e Racionais, e a mensagem sempre foi de cunho social. Foi quando eu achei que a gente poderia acrescentar algo que eu não estava vendo na cena”, diz Lucas. Enquanto compõem, eles também trazem a questão do autoconhecimento, “porque é preciso saber se conhecer, reconhecer nossos erros, tocar nossas feridas, é o que faz a arte ser a arte. É passar a sua mensagem com um certo nível de inteligência”. Felipe ainda ressalta que o autoconhecimento no rap underground não é muito abordado. Os irmãos viram espaço e potencial para contribuir e fazer algo diferente do que observam na Baixada Santista.