Com Arthur Verocai no palco, BadBadNotGood faz show introspectivo

Ainda na tarde deste sábado (3), no primeiro dia do MITA Festival em São Paulo, o grupo canadense BadBadNotGood trouxe um pouco do seu som instrumental para os fãs. Com um estilo um tanto diferente dos shows habituais, a banda foca todas as suas ações nos sons de seus instrumentos musicais, deixando o vocal em segundo plano. O disco mais lembrado pela banda durante a performance foi o Talk Memory (2021), último trabalho divulgado por eles. Mesmo com a óbvia preferência, ainda sobrou espaço para canções dos álbuns IV (2016) e III (2014). Com um público um pouco mais tímido devido ao som diferente do grupo, foi possível ouvir com calma e nitidamente tudo que os músicos estavam querendo transmitir. Mesmo com os fãs um pouco mais quietos, eles não deixaram de gritar e bater palmas para os canadenses no final de cada canção. Muito identificados com a música brasileira, os músicos ainda apresentaram um cover de Na Boca do Sol, de Arthur Verocai, que participou desse momento. A canção já faz parte do setlist do BadBadNotGood durante essa última série de shows. Por último, a banda tocou a faixa The Chocolate Conquistadors, single lançado em 2020 com o rapper MF DOOM. Assim como em quase todo o show, apenas o instrumental da faixa foi tocado. O grupo mostra que é possível fazer uma performance interessante e imersiva mesmo sem os vocais.

Duda Beat esbanja simpatia no MITA Festival

Uma das atrações exclusivas de São Paulo desta edição do MITA Festival, a cantora pernambucana Duda Beat mostrou mais uma vez o motivo de ter se tornado uma das queridinhas do pop brasileiro nos últimos anos. Transitando entre seus dois discos, Sinto Muito (2018) e Te Amo Lá Fora (2021), a cantora apresentou um setlist com mais de 15 canções para um público que ainda chegava ao Novo Anhangabaú por volta de 14h30 deste sábado (3). Mesmo com o festival ainda não atingindo seu ápice de pessoas no horário, engana-se quem pensa que o show da artista estava vazio. Os destaques vão para a simpatia de Duda Beat, que se comunica com o público durante toda a performance, e também para o show visual e coreográfico que ela e suas dançarinas trouxeram. Por se apresentar no palco Deezer, sem pista premium, o contato com o público também foi muito presente durante toda a performance. Nas canções, os fãs acompanharam grande parte das músicas presentes no primeiro álbum da cantora, com destaque para Bixinho, uma das faixas mais famosas da artista, tocada já no fim da apresentação. O ponto negativo do show acabou acontecendo no fim, já que durante a performance de Tocar Você, o microfone de Duda sofreu problemas técnicos, afetando o encerramento do show.

Rüfüs Du Sol agrada em cheio com show sensorial e cheio de luzes

Conhecida por suas apresentações sensoriais, a banda australiana Rüfüs Du Sol fechou o primeiro dia do MITA Festival com um espetáculo incrível na Spark Arena, em São Paulo. Em resumo, o grupo que mescla elementos eletrônicos com diversos gêneros musicais pode até não parecer tão atraente ouvindo em seus fones de ouvido, mas toda a atmosfera do show transforma isso tudo em algo maior. Na apresentação, os australianos contaram com o apoio de um jogo de luzes muito bem ensaiado para fazerem com que os fãs ficassem imersos. Já cientes que o show é um grande espetáculo, os fãs se jogaram de cabeça e dançaram muito. Pelas músicas serem com uma pegada mais eletrônica, é natural que as letras sejam mais simples e curtas, mas isso não impediu o público de cantar. Aliás, em cada pausa, os fãs entravam em êxtase e procuravam sempre se comunicar com o trio australiano. E por falar neles, Tyrone Lindqvist, Jon George e James Hunt arriscaram no português e foram muito simpáticos com os fãs brasileiros. O destaque fica para as canções do disco Solace (2018). Considerado por muitos o melhor da banda, o álbum foi lembrado com algumas músicas, como Eyes, tocada bem no comecinho do show. Aliás, chamou muito a atenção das pessoas. Deu tempo também do Rüfüs Du Sol tocar também algumas faixas do álbum Surrender, lançado no ano passado.

Tom Misch encanta público com show mais cheio do MITA Festival

Debutando no Brasil, o músico Tom Misch fez o público dançar muito na noite deste sábado (14), no primeiro dia do MITA Festival, na Spark Arena, em São Paulo. Co-headliner do evento, o artista empolgou com sua mistura de jazz, hip hop e lounge. Aliás, o primeiro show internacional do dia contou com um público muito maior do que nos anteriores. E Tom Misch se mostrou muito feliz com o apoio recebido da plateia. O artista chegou a arranhar um português com os fãs e conseguiu dizer algumas palavras, como “olá” e “muito obrigado”. Quem acompanha o trabalho do músico britânico sabe da admiração dele pela bossa nova. Recentemente, inclusive, Tom Misch gravou com Marcos Valle, em seu projeto Quarantine Sessions. Sobre a setlist, Tom Misch mesclou muito bem seus trabalhos, com um destaque ligeiramente maior para What Kinda Music, lançado em 2020. No entanto, os hits presentes em Geography (2018) não foram esquecidos, como It Runs Through Me, muito aclamada pelo público. Em resumo, mesmo que o estilo do cantor britânico seja mais low e suave, a plateia presente no MITA não deixou de dançar e acompanhar o artista em diversas faixas. Alguns fãs até se emocionaram na frente do palco.

Prestes a fazer 80 anos, Gilberto Gil emociona fãs no MITA Festival

Gilberto Gil completará 80 anos no próximo mês. Neste sábado (14), ele deu mais uma amostra de que está muito longe de parar. O baiano expoente da Tropicália ofertou um show digno de headliner no fim da tarde do primeiro dia do MITA Festival, na Spark Arena, em São Paulo. Sempre muito simpático na hora de se direcionar aos fãs, antes da apresentação, Gil agradeceu a platéia e a organização do festival. O público não deixou por menos e o saudou de forma calorosa. O lendário músico brasileiro trouxe algumas faixas de seu extenso repertório autoral, como Expresso 2222, mas a apresentação ficou marcada por covers… Gil trouxe logo de início Upa, Neguinho, de Edu Lobo. Logo depois, emendou com É Luxo Só, de Ary Barroso. Mas o destaque ficou com a versão de I Say a Little Prayer, cantado pela neta do artista, Flor Gil. Ao término da canção, a jovem se emocionou depois do público inflamar. De acordo com Gilberto, essa foi a primeira vez da jovem em um festival. E por falar na recepção do público, os fãs contribuíram muito para a sequência do show. Acompanharam Gil de forma bastante empolgada em boa parte da apresentação, cantando os sucessos com muito entusiasmo. Flor ainda voltou para performar No Norte da Saudade e Andar com fé, escritas e consagradas pelo avô. Ainda teve tempo para o artista trazer Aquele Abraço. Aqui, aliás, ele sambou no palco, o que levou os fãs ao delírio. No refrão, Gil lembrou dos quatro clubes grandes do Estado. “Alô torcida do Corinthians, do São Paulo, do Santos e do Palmeiras“. Cover de Bob Marley e filha no palco de Gilberto Gil A canção que encerrou a seleção de covers foi Stir It Up, de Bob Marley & The Wailers. Por fim, a filha de Gilberto Gil, Bela Gil também subiu ao palco para ser voz de apoio em Madalena e Toda Menina Baiana. Em resumo, quem foi ao Spark Arena viu mais um capítulo importante na história desse patrimônio cultural do Brasil: Gilberto Gil merece todo carinho e respeito dos fãs. Emocionante!

Fenômeno da música brasileira, Marina Sena aquece corações no MITA

Uma dos maiores nomes do pop nacional na atualidade, a cantora mineira Marina Sena esquentou o coração dos fãs neste sábado (14). Ela, que teve um início meteórico após o álbum de estreia, De Primeira, de agosto passado, mostrou no palco do MITA Festival muita consistência. Como uma boa artista pop, Marina trouxe bailarinas para sua apresentação e sensualizou demais. Chama a atenção como ela evolui rapidamente. Já havia deixado muita gente de queixo caído no Lollapalooza, mas conseguiu ser ainda mais impactante no MITA. Aliás, Per Supuesto, primeiro grande hit autoral, foi cantado na metade do show e deixou o público em êxtase. Além da canção, Marina também arriscou o cover de Apenas Um Neném, de Glória Groove, música em que ela também participa. Grande parte do primeiro e único até então disco da cantora, De Primeira, foi apresentado. O tempo disponível no palco do festival foi justo e necessário, rendeu o suficiente para mostrar mais uma vez suas credenciais. Muito animada, Marina Sena ganhou a simpatia do público desde o começo por sua irreverência e simpatia com o público. Por fim, vale destacar o cuidado que o MITA Festival teve com a montagem do lineup nacional. Escolheu a dedo cantoras no auge de suas carreiras e garantiu uma entrega de alto nível para os fãs.

MITA: Luedji Luna faz show de peso e necessário para os dias atuais

A cantora baiana Luedji Luna animou os fãs no palco Villa Lobos na tarde deste sábado (14), no MITA Festival. Sempre impecável em suas produções e cuidadosa com todos os detalhes, a artista mostrou o motivo de ser uma das mais admiradas na atualidade. Uma das grandes revelações do MPB nos últimos, Luedji Luna anos trouxe um repertório com grande parte das músicas lançadas em 2020, no ótimo disco Bom Mesmo É Estar Debaixo D’água, considerado por muitas publicações especializadas um dos melhores da temporada. Um destaque para a música Ain’t I a Woman, onde a cantora também conversou com o público sobre os privilégios que os homens acham que dão às mulheres. Ouvir Luedji cantando ou discursando é extremamente necessário, ainda mais nos dias atuais dentro de uma sociedade extremamente machista. A banda da artista também deu um show a parte com instrumentos diferenciados e presença de palco de saltar os olhos. Por fim, como era de se esperar, Luedji Luna deixou seu hit Banho de Folhas para encerrar a apresentação. Aliás, a música do seu primeiro disco de estúdio, Um Corpo no Mundo (2017), foi o ponto alto do show. Fez o público na Spark Arena vibrar do início ao fim.

Black Alien empolga fãs com set equilibrado no MITA Festival

Ainda no início da tarde deste sábado (14), o rapper Black Alien fez a alegria do público que veio prestigiar o MITA Festival. Terceiro artista a se apresentar no festival, o ex-integrante da Planet Hemp justificou todo hype em torno de sua carreira solo. O artista carioca começou a apresentação com músicas do seu disco mais recente, Abaixo de Zero: Hello Hell, de 2019. Contudo, o que animou mesmo o público foram as antigas, dos dois primeiros álbuns de estúdio. Sucessos do músico, como Caminhos do Destino e Como Eu Te Quero levantaram os fãs que estavam no Palco Deezer. Aliás, os beats poderosos do artistas foram reproduzidos com maestria por seus DJs, fazendo as pessoas dançarem durante boa parte da apresentação. As novas do rapper, Chuck Berry e Pique Peaky Blinders também estiveram presente no setlist. Aliás, chama a atenção o fato de Black Alien pouco falar entre as músicas, aproveitando o máximo do tempo para enfileiras seus hits. Nas poucas vezes em que se comunica com os fãs, é respeitoso e evita discursos longos. Por fim, Black Alien trouxe Jamais Serão e Que Nem O Meu Cachorro, e assim como em toda a apresentação foi acompanhado do início ao fim pelo público