Monsters of Rock | Stratovarius – “Já começamos a escrever o novo álbum”

Pela primeira vez em sua longa carreira, o Stratovarius vai se apresentar no lendário festival Monsters of Rock, que acontece no próximo dia 19 de abril no Allianz Parque, em São Paulo. A estreia na edição brasileira do evento é vista como um sonho realizado pelos músicos: “É como um sonho se tornando realidade. É lendário. É melhor que o Wacken”, afirmou o vocalista Timo Kotipelto com entusiasmo. A relação do grupo com o Brasil é de longa data. Desde 1997, a banda finlandesa acumula passagens pelo país e lembra com carinho da energia do público brasileiro.  “As pessoas cantam junto, sorriem, jogam os punhos para o alto. É uma troca de energia fantástica”, disse o tecladista Jens Johansson, acrescentando que clima, comida e bebidas também tornam a experiência ainda mais especial. Sobre o repertório para o festival, a Stratovarius ainda não definiu o setlist, mas garante que clássicos não vão faltar. “Tem muita gente que conhece as faixas mais famosas, e outros que talvez estejam nos vendo pela primeira vez. Vamos tentar agradar a todos com um pouco de tudo da discografia”, explicaram, revelando que ainda não sabem quanto tempo terão de palco. Kotipelto também revelou que o Stratovarius já começou a compor o sucessor de Survive (2022). Mesmo com o cenário musical atual favorecendo singles e EPs, a banda segue fiel ao formato tradicional. “Para nós, ainda é prioridade lançar um álbum completo. É mais coeso e mais prático até do ponto de vista financeiro”, argumentou Jens. Confira a entrevista completa com a Stratovarius abaixo. Como está a expectativa para o Monsters of Rock em São Paulo? Timo Kotipelto – É como um sonho se tornando realidade tocar neste festival. É lendário, sempre sonhei com isso. Muitas bandas sonham em tocar no Wacken um dia, mas fizemos isso várias vezes, mas nunca aqui com o Monsters of Rock. E por que você acha que o Brasil é tão especial?  Timo Kotipelto – Começamos em 1997 e estamos tocando há uns 30 anos no Brasil, então é desde o começo que há algo entre nós. As pessoas são cheias de energia quando vêm ver os shows, cantam junto. É incrível ver as pessoas jogando os punhos para o alto e cantando junto. A comida é boa, algumas bebidas também, além do clima.  Como será a apresentação do Stratovarius? Pretendem focar em algum álbum ou será um pouco de tudo da discografia? Timo Kotipelto – Acho que um pouco de tudo. É um festival, vai ter muita gente que não está tão familiarizada com nossas músicas. Mas vai ter muita gente que conhece algumas de nossas faixas clássicas. Ainda não sabemos o setlist, porque ainda estamos em turnê na Finlândia, com um setlist diferente. Nem sabemos por quanto tempo podemos tocar. Se for 30 minutos, podemos tocar cinco músicas e meia, talvez cinco. O Stratovarius já trabalha no sucessor de Survive (2022)? Ou pretende trabalhar com singles e EPs? Timo Kotipelto – Já começamos a escrever o novo álbum, mesmo sem definir o nome. Mas acho que vai levar mais algum tempo até que realmente terminemos. Mas já começamos. E quem sabe como vai ser? Nós somos meio que de mente aberta, só jogando umas coisas por aí. O conceito de álbum cheio ainda é algo prioritário para vocês? Hoje muitas bandas estão com foco apenas em singles e EPs. Timo Kotipelto – Ainda é uma prioridade fazer um álbum completo, porque é conveniente de certa forma, você divide o lançamento neste álbum completo. Acredito que todas as pessoas que lidam com você, como a gravadora, esse tipo de coisa, lida com o álbum como um conceito completo. Também diria que é mais barato gravar umas dez músicas ao mesmo tempo do que gravar apenas uma música e depois a próxima um ano depois ou meio ano depois. Então acho que continuaremos fazendo isso como um pedaço de dez músicas sendo um álbum. Qual é o segredo para manter uma voz tão potente após anos de carreira? O que você acredita ser essencial para isso? Timo Kotipelto – Por algumas razões, nos últimos anos, cantar é realmente mais fácil para mim do que dez anos atrás. Difícil dizer o motivo. Talvez tenha aprendido alguma nova técnica secreta. É como se quanto mais velho fico, melhor sei como usar minha voz. Tenho estudado alguns vocais de vez em quando. Mas foi especialmente difícil no final de 2000, quando estávamos em turnê com o Helloween. E o último show foi em algum lugar no Leste Europeu, não lembro em qual país. Peguei a campylobacter (bactéria retorcida), que destruiu minha voz completamente. Não conseguia cantar nada parecido com uma nota em um mês e meio, tudo isso no meio da turnê. E tive que me forçar a cantar. E isso basicamente destruiu minha voz por alguns anos. Mas agora, felizmente, ela voltou. Tenho algumas das minhas técnicas, mas aqueço quando necessário e tento dormir o suficiente. E não bebo para priorizar minha voz até a morte. Vamos colocar dessa forma.  Deuses do metal melódico é um termo muito usado para se referir ao Stratovarius. Como você lida com isso? É muita pressão para manter o nível ou é algo natural e resultado da dedicação da banda? Timo Kotipelto – Acho que não é muita pressão. As pessoas, naturalmente, ficam muito animadas porque amam música. Não acho que sejamos particularmente ótimos ou ruins, algo assim. Mas as pessoas dizem coisas como: ‘oh, vocês são como deuses’. Você não pode pensar que eles são sérios. Você só tem que fazer o melhor trabalho que puder, dadas as circunstâncias e seu nível de cansaço e abordagem geral da vida. Então, isso fala mais sobre o poder geral da música. Nós não somos realmente deuses, estamos longe disso, muito longe. Vou citar alguns vocalistas e gostaria que você os comentasse. Topa? Timo Kotipelto: Vamos lá! Bruce Dickinson – Incrível. James Hetfield – Posso dizer único? Porque essa não é a palavra certa. Mas acho que é

Monsters of Rock | Europe – “O público nos dá energia e nós devolvemos”

Europe

Prestes a desembarcar no Brasil para participar do Monsters of Rock, em 19 de abril, no Allianz Parque, em São Paulo, Joey Tempest, vocalista do Europe, falou com o Blog n’ Roll sobre o momento atual da banda e o que os fãs podem esperar da apresentação.  Na entrevista, o músico revelou detalhes sobre o aguardado novo álbum de estúdio, que já está em andamento e deve ser lançado em 2026. “É como um álbum de estreia, quase. Temos ótimas ideias e uma conexão com o passado, mas também algumas surpresas”, adiantou. Joey Tempest também comentou sobre o documentário que contará a trajetória do grupo sueco, com imagens raras desde os anos 1980, e participações de nomes como Benny Andersson (Abba), Tobias Forge (Ghost) e Mikael Åkerfeldt (Opeth). “Vai ser uma história incrível da banda que saiu de Estocolmo para o mundo”, afirmou. Com mais de 40 anos de estrada, o vocalista refletiu sobre a longevidade da Europe e a importância de manter a união. “Estamos no melhor lugar agora. Ainda sentimos aquela emoção toda vez que subimos ao palco, principalmente no Brasil, onde sempre fomos muito bem recebidos”. Confira a entrevista com Joey Tempest, do Europe, na íntegra abaixo. Hold Your Head Up foi uma ótima amostra de como o Europe continua com um trabalho forte e consistente. Por outro lado deixou os fãs ainda mais ansiosos por um novo álbum. Vocês já iniciaram as gravações? Tem uma previsão de lançamento? Estamos trabalhando muito duro nisso agora. Acho que estamos na metade, temos algumas ótimas faixas. Já faz um tempo desde o último álbum, mas de certa forma isso é bom porque parece que estamos quase começando de novo, como um álbum de estreia quase. É novo e temos ótimas ideias. Vamos para o estúdio no outono (entre setembro e dezembro, no hemisfério norte) e haverá novas músicas no ano que vem e todo mundo está escrevendo. Estamos enviando ideias uns aos outros, está sendo bom, temos algumas coisas boas acontecendo.  O que você pode adiantar sobre esse álbum? Qual será a principal característica do álbum? E como ele se diferencia dos outros trabalhos da banda? Gostaríamos de ter uma aventura com cada novo álbum, sonoramente e melodicamente. Mas acho que há uma conexão com o passado neste melodicamente que também estamos explorando. E seria um álbum europeu com algumas surpresas, mas também uma conexão com o passado. Há alguns riffs excelentes, algumas melodias excelentes e um ótimo refrão vindo aí. Estou escrevendo com Mic (Michaeli, tecladista), Levén (John, baixista), Norum (John, guitarrista) e em breve vamos nos juntar e tentar algumas dessas ideias. Mas temos algumas demos excelentes circulando e mal podemos esperar. Junto com o documentário, vai ser uma época bem louca nos próximos anos. Você pode falar algo sobre o documentário? Pode falar mais alguma coisa?  Estamos trabalhando nele há uns cinco ou seis anos, acho, porque tínhamos essa equipe nos seguindo pelo mundo, nos filmando ao vivo porque queríamos fazer um filme do tipo tour mundial. Mas durante a covid começamos a pensar, espere um segundo, temos alguma coisa antiga? Podemos fazer esse documentário agora? Talvez seja a hora. E encontramos essa caixa velha com fitas VHS conosco festejando em quartos de hotel no Japão. Depois, estávamos nos bastidores em Estocolmo, no começo da carreira. Acho que você pode ver o cenário do Wings of Tomorrow pela primeira vez no chão, então isso é 1984, 1983. E há muitas filmagens que ninguém nunca viu. Então juntamos tudo e montamos a história dessa banda que veio de Estocolmo para o mundo e então o grunge veio e derrubou tudo. Depois construímos tudo de novo para chegar onde estamos hoje. Temos vários convidados, como  Benny (Abba), Mikael (Opeth) e Tobias (Ghost). Já são mais de 40 anos desde o início do Europe. O que mais motiva vocês a seguirem tocando, excursionando e gravando álbuns? Imaginava que duraria décadas quando formou o grupo? Não! Quando você é mais jovem, você não vê o futuro, realmente. Você vê duas semanas, duas semanas à frente, mas agora você meio que planeja dois anos à frente porque o tempo passa de forma diferente agora que você está mais velho. Meio que passa mais rápido e você tem que se adaptar. Mas nunca imaginei estar 40 anos depois aqui.  No ano passado, na turnê de 40 anos, foi tão emocionante estar no palco com os mesmos caras, olhando ao redor do palco com pessoas que conheci quando tinha 14, 15 anos. Somos os mesmos caras há anos. E essa emoção ainda está lá quando tocamos. Não são muitas bandas que conseguem fazer isso. Tivemos nossas brigas, mas a questão é que agora não queremos balançar o barco. Temos um ótimo trabalho, não vamos brigar por coisas pequenas. Vamos tocar música, nos conectar com os fãs. The Final Countdown já foi tocada em diversos eventos esportivos, comerciais, filmes, séries, entre outras atividades. Qual foi a marcante para você? Por que? São tantas memórias com essa música. É difícil dizer o que amo sobre The Final Countdown. Ela reúne pessoas de todas as esferas da vida, onde quer que estejamos, seja um festival de metal, pop, familiar ou de death metal. O público nos dá energia e nós devolvemos, tornando isso em algo especial. Você vive e se isola do resto do mundo e está nesse espaço e é o tempo que ninguém pode tocar. Esses momentos são para sempre.  E agora, o que dizer do oposto? Alguma vez te irritou ver The Final Countdown em um lugar inapropriado?  Houve alguns covers engraçados e coisas assim, mas é tudo isso que realmente não importa. Houve um tempo em que queríamos escrever para nos afastar um pouco da música. Mas sempre ficou lá, e nos últimos anos, significa mais do que aquela música. Lembro-me de quando éramos crianças, íamos ver bandas como Scorpions e eles costumavam tocar uma balada de vez em quando no set. Eu era uma criança muito nova assistindo isso. E

Monsters of Rock | Savatage – “Queremos que o primeiro show soe como se estivéssemos tocando há 20 anos”

Após mais de duas décadas afastado dos palcos, o Savatage está de volta. Considerada uma das bandas mais importantes do metal progressivo e sinfônico, o grupo norte-americano escolheu o Brasil para dar início a essa nova fase, com um aguardado show no Monsters of Rock, que acontece no Allianz Parque, em São Paulo, no próximo sábado (19). Ainda há ingressos disponíveis. Mesmo sem a presença de Jon Oliva nos palcos (por questões de saúde), a banda garante que o vocalista continua envolvido nos bastidores, comandando ensaios e organizando repertórios. A volta do Savatage foi impulsionada, em parte, por uma entrevista espontânea de Jon Oliva à imprensa grega no ano passado. Ao mencionar a possibilidade de um novo disco, reacendeu o interesse dos fãs e chamou a atenção de promotores ao redor do mundo. Foi o pontapé inicial para reuniões, propostas e, finalmente, a confirmação da volta. “Quando vi o nome Savatage na minha agenda novamente, mexeu muito comigo”, contou o guitarrista Chris Caffery, que conversou com o Blog n’ Roll via Zoom. Apesar da ausência física de Jon Oliva, o Savatage preparou a nova turnê com extrema dedicação. Segundo Caffery, os músicos estão ensaiando intensamente, com sessões diárias de oito horas, para garantir que o show tenha a qualidade e a energia que consagraram a banda desde os anos 80. A expectativa é de que a primeira apresentação no Monsters of Rock soe como se eles nunca tivessem parado. Além dos shows, o Savatage também trabalha em novas músicas. Jon Oliva, mesmo afastado dos palcos, está no estúdio diariamente, organizando ideias e demos antigas para o tão esperado álbum inédito. “A ideia é que façamos um novo disco do Savatage”, confirma Caffery, reforçando que a banda pretende, no futuro próximo, ampliar a turnê pela América do Sul. Confira abaixo a  entrevista de Chris Caffery ao Blog n’ Roll, na qual ele detalhou o processo de retorno do Savatage, falou sobre a contribuição contínua de Jon Oliva, os planos futuros da banda e a emoção de reencontrar o público brasileiro. Como foi o processo de decisão para essa reunião, especialmente sem a presença de Jon Oliva nos shows? Isso é algo que queríamos fazer. Quando tocamos no Wacken, falamos sobre sair e começar a tocar novamente, mas Paul O’Neill faleceu. Então a covid nos atingiu, isso parou tudo por alguns anos. Paramos de tocar em 2002, mas queria tocar novamente em 2003, então nunca foi assim comigo. Eu era como os fãs, quando tudo parava e todo mundo me perguntava quando isso ia acontecer, só pensava, não sei, quando acontecer, estarei lá, e estava esperando por isso, como os fãs.  Então, foi meio engraçado, porque Jon estava dando uma entrevista para uma revista na Grécia, e ele começou a falar sobre trabalhar em um disco do Savatage. Quando isso caiu na internet, todo mundo começou a me mandar e-mails, para o manager e os agentes: “O Savatage vai fazer shows?”.  Foi exatamente há um ano que nosso manager nos contatou e  pediu para fazer uma teleconferência. Nos apresentaram algumas ofertas muito boas para tocarmos em alguns festivais, e eles queriam saber o que a gente achava disso. Quase comecei a chorar, todo mundo meio que sabia qual seria minha resposta, mas é tão incrível para mim ter isso de volta como parte da minha vida novamente.  Quando acordo de manhã, olho para minha agenda do dia, e recebi um e-mail: “ensaios do Savatage”. Só de ver esse nome ali, mexeu muito comigo. Não que não amasse tocar com a Trans-Siberian Orchestra, gravar meus discos solo ou tocar com a Doro, mas o Savatage era uma parte tão grande de mim, que senti falta, acho que do mesmo jeito que os fãs sentiram. Certamente vou me sentir como uma criança, vou subir no palco com um sorriso enorme no rosto. Jon Oliva mencionou em entrevistas que está lidando com problemas de saúde que o impedem de participar das apresentações. Como a banda tem lidado com essa ausência e de que forma ele continua contribuindo nos bastidores? Jon está ensaiando todos os dias. Ele é uma grande parte da organização do set list, escolhe o que estamos fazendo, está presente em tudo. Certamente estaria lá se pudesse.  Conversei com ele sobre isso quando descobri os shows. Falei que nunca fiz nada do Savatage sem ele, que apenas olhou para mim e disse: “você vai tocar essa porra de música”.  Ele quer que a gente faça isso, me parece que está inspirando ele a passar pela fisioterapia e trabalhar mais para chegar lá. Sei que Jon quer estar lá, então ele estará no estúdio trabalhando na música enquanto estamos fazendo os shows, e tenho certeza de que ele assistirá todas as transmissões ao vivo que puder obter.  Ele foi quem realmente deu o pontapé inicial em tudo. Se você olhar, mesmo como Edge of Thorns, quando o disco estava sendo feito, Jon e Paul trabalharam naquele disco com Chris, e quando a turnê aconteceu, Jon não estava lá, nem Steve Walkles naquela época, então o Savatage tinha feito uma turnê naquele momento com uma banda que basicamente tinha apenas Johnny e Chris, então temos Zach soando incrível em tudo, como ele sempre faz. Ele não está tentando ser Jon, está apenas sendo Zach, mas canta as músicas de Jon como Zach faz.  As pessoas viram como ele faz isso, não é como se nunca tivessem visto isso antes, porque ele estava fazendo isso no Japan Live, ele fez isso em todas as turnês que fizemos, porque Jon, mesmo quando estava no palco com Zach, ele ainda tinha Zach cantando as músicas dele.  O Savatage sempre foi conhecido por sua mistura única de estilos, incluindo thrash, progressivo, power metal e hard rock. Como vocês mantêm essa identidade sonora após tantos anos? Foi meio engraçado com o som do Savatage, porque se você ouvir a música metal naquela época, Chris e Jon foram algumas das primeiras pessoas a realmente afinar baixo. Hall of the Mountain

Monsters of Rock | Queensrÿche – “No heavy metal não se ouve mais muitos grandes cantores”

Após mais de uma década longe da América do Sul, o Queensrÿche volta ao Brasil como uma das atrações principais do Monsters of Rock, que acontece no dia 19 de abril, no Allianz Parque, em São Paulo. Com mais de 40 anos de carreira, a banda promete uma apresentação marcante, recheada de sucessos e surpresas. Além do festival, o Queensrÿche também toca no dia 20 de abril, com o Judas Priest, no Vibra São Paulo. Ainda há ingressos disponíveis para os dois shows. “Não vamos à América do Sul há 13 anos, é um longo tempo, vamos montar um setlist que abrange alguns dos discos favoritos da banda”, afirma o vocalista Todd La Torre, que conversou com o Blog n’ Roll. “Talvez até uma ou duas faixas do nosso último álbum entrem no repertório”. O grupo, que ajudou a moldar o metal progressivo com álbuns como Operation: Mindcrime (1988) e Empire (1990), segue firme na estrada e vê sua longevidade como um diferencial em meio às mudanças da indústria.  “Fazemos perto de 100 shows por ano. Estamos sempre na estrada, sempre tocando. Não tentamos seguir tendências. Escrevemos como escrevíamos na época, e isso ainda ressoa com os fãs, de adolescentes a pessoas na faixa dos 70 anos”. Apesar do status de lenda, o Queensrÿche não vive só de nostalgia. Seu álbum mais recente, Digital Noise Alliance (2022), consolidou uma nova fase criativa.  “Continuamos lançando material novo, não apenas tocando os hits. Isso tem contribuído para esse ressurgimento, junto com turnês incríveis ao lado de Scorpions e Judas Priest. Estar presente, ser visto, ajuda os fãs antigos a voltarem e os novos a descobrirem”. Confira abaixo a entrevista completa com Todd La Torre. O Queensrÿche retorna ao Monsters of Rock após mais de uma década. O que os fãs podem esperar dessa nova apresentação?   Não vamos à América do Sul há 13 anos, é um longo tempo, vamos montar um setlist que abrange alguns dos discos favoritos da banda. Os grandes sucessos estarão presentes, mas possivelmente vamos adicionar uma ou duas músicas do último álbum. Será um set muito diverso.  Com uma carreira de mais de 40 anos, vocês já passaram por diferentes fases musicais e mudanças na indústria. Como a banda se mantém relevante e criativa depois de tanto tempo? Não sei se nós realmente pensamos em permanecer relevantes. Quer dizer, estamos sempre trabalhando, fazemos provavelmente perto de 100 shows por ano, estamos sempre na estrada, sempre em turnê, sempre tocando. Isso mostra alguma relevância no fato de que não desaparecemos, mas ainda escrevemos novos discos, gravamos, fazemos videoclipes. Mas escrevemos apenas o tipo de música que escrevemos naquela época. Não tentamos nos manter atualizados com qualquer tendência que esteja acontecendo. Mesmo assim, temos jovens adolescentes indo aos shows e às vezes crianças pequenas também, é uma coisa multigeracional. Mas diria que, obviamente, a maioria do público são pessoas mais velhas, na faixa dos 40, 50, 60, talvez até 70 anos. Se você gosta desse estilo, realmente não se importa com o que está acontecendo hoje. Se o Iron Maiden lança um álbum que soa como se fosse 1988, as pessoas ficam felizes. Acho que essa é uma palavra muito interessante para usar com uma banda de legado como essa. Essa é provavelmente a melhor maneira de responder a essa pergunta. O álbum Operation: Mindcrime é um dos mais icônicos do metal. Como vocês enxergam o impacto desse trabalho nos dias de hoje?   Ainda tocamos músicas daquele disco e as pessoas simplesmente adoram, elas sabem todas as palavras. Elas estão realmente conectadas àquele disco. Ele definitivamente resistiu ao teste do tempo. A banda foi capaz de capturar algo realmente especial e mágico com aquele disco. Realmente é uma sorte que isso possa acontecer com qualquer banda. Mas, você sabe, nós ainda tocamos músicas daquele disco. E as pessoas enlouquecem quando isso acontece. Empire trouxe grande reconhecimento comercial para a banda, incluindo uma indicação ao Grammy. Olhando para trás, como esse sucesso afetou a trajetória do Queensrÿche? Fariam algo diferente hoje? Expôs a banda com um enorme apelo comercial. Então foi um desvio definitivo dos discos anteriores. Tivemos grandes sucessos como Silent Lucidity, Empire, Jet City Woman, Anybody Listening? e Another Rainy Night. Essas músicas são realmente enormes. Gostava muito de carros e aparelhos de som automotivos. Quando colocava um sistema totalmente novo no meu carro, botava Anybody Listening? ou Della Brown porque tinha a gama completa de todas as frequências. Você podia sentir os subs com essa extremidade baixa. Tinha médios, agudos, todas essas dinâmicas. No que diz respeito à trajetória, tornou-se um disco de vendas multiplatina. E foi quando a banda começou a tocar, lotando arenas e esse tipo de coisa, algo enorme na carreira da banda que a levou para o próximo nível. O que pode contar sobre os novos trabalhos e o que tem inspirado essa nova fase? Já tem um sucessor do Digital Noise Alliance sendo gravado? Temos muitas bandas mais antigas que não estão mais ativas. Talvez as pessoas tenham falecido ou se aposentado. Elas fizeram uma turnê de despedida e acabaram. Mas nós somos uma dessas bandas que estão por aí há muito tempo, ainda estamos aqui. Conforme algumas dessas outras bandas caem, o Queensrÿche meio que sobe a escada do ‘ei, somos uma dessas poucas bandas que ainda restam dessa era que você nunca pode duplicar’.  Terminamos a turnê Origins, que foi centrada nos dois primeiros álbuns da banda. Ouvir essas músicas clássicas que não são tocadas desde 1984 ajudou um pouco nesse ressurgimento. E na vontade de continuar a lançar material inédito. O metal passou por muitas transformações ao longo das décadas. O que você acha do cenário atual?   Não sou muito fã dos lançamentos de novas bandas de metal. Até um certo ponto da história, cada banda tinha um estilo e som muito únicos. Eles poderiam ser parecidos, mas tinham um som identificável. Se você ouviu Ronnie James Dio, sabia que era ele. Se você ouviu Bruce Dickinson, idem. Lemmy,

Monsters of Rock | Opeth – “A banda nunca se repetiu, sempre seguiu em uma nova direção”

Prestes a retornar ao Brasil para se apresentar no Monsters of Rock, no dia 19 de abril, no Allianz Parque, em São Paulo, a banda sueca Opeth segue reafirmando seu posto de referência no metal progressivo. Em entrevista exclusiva ao Blog n’ Roll, o baterista Waltteri Väyrynen refletiu sobre a trajetória do grupo, a recepção do álbum mais recente The Last Will & Testament, e antecipou o que os fãs brasileiros podem esperar do show no festival. Além da apresentação no Monsters of Rock, a banda também tocará no dia 21, no Espaço Unimed, em São Paulo, com o Savatage, ambos com shows completos. Ainda há ingressos disponíveis para os dois shows. “Será uma mistura entre músicas novas e clássicos antigos”, promete o músico. “Faremos o nosso melhor para agradar a todos os nossos fãs brasileiros”, completa o baterista. Com pouco mais de dois anos como baterista do Opeth, Waltteri enxerga de perto a longevidade e reinvenção da banda, que completa mais de três décadas de carreira.  “É algo que realmente separa essa banda de muitas outras. Cada álbum tem sido diferente e a banda nunca se repetiu. Estou muito orgulhoso de fazer parte disso”, afirma.  O novo disco, considerado um dos mais sombrios e imprevisíveis da discografia, traz composições densas de Mikael Åkerfeldt e exigiu uma abordagem técnica intensa. “Definitivamente não é um álbum fácil de ouvir, mas, uma vez que você entra nele, é uma viagem muito gratificante”. Confira a entrevista completa abaixo. O Opeth tem uma trajetória de mais de 30 anos, sempre evoluindo e surpreendendo os fãs. Como vocês enxergam essa jornada e a forma como a banda se reinventou ao longo dos anos?  É muito inspirador ver isso de fora. E, claro, agora estando na banda, acho que é algo que realmente separa essa banda de muitas outras de metal no mundo. Como você disse, estão sempre se reinventando, com novas ideias e conceitos. Acredito que cada álbum, desde o primeiro, tenha sido diferente um do outro. A banda nunca se repetiu, sempre seguiu em uma nova direção. Estou muito orgulhoso de fazer parte da banda. The Last Will & Testament foi descrito como o álbum mais sombrio e pesado da banda, além de conter algumas das músicas mais imprevisíveis que vocês já compuseram. O que inspirou essa abordagem? Obviamente foi Mikael (Åkerfeldt) quem compôs as músicas, então não posso realmente dizer muito em nome dele. Mas o que ouvi dele é que ele queria ter um tipo diferente de abordagem para as músicas desta vez, ao contrário de algumas canções mais antigas, onde a maioria dos riffs meio que perduram por um longo tempo antes de passar para a próxima. Mas neste álbum é muito mais claustrofóbico de certa forma. Foi tudo muito louco, ir de seções diferentes para outra o tempo todo. E depois de ouvir as músicas pela primeira vez, você só está pensando: ‘o que diabos aconteceu?’ E aí você tem que realmente se aprofundar mais e mais. Definitivamente não é um álbum fácil de ouvir. Mas uma vez que você entra nele, uma vez que você entende o que está acontecendo, vira uma viagem muito gratificante. Como foi trabalhar com Joey Tempest, do Europe, nesse disco? O que ele trouxe de especial para a sonoridade do álbum? Nenhum de nós realmente trabalhou com ele pessoalmente no álbum, porque ele estava gravando esses vocais em seu estúdio caseiro. Mas tê-lo no álbum é muito legal. E também é muito inesperado ter esse tipo de colaboração.  Você já o encontrou pessoalmente?  Sim, algumas vezes. Ele é um cara super legal. Eu amo o Europe. Joey veio ao nosso show em Londres quando tocamos algumas semanas atrás. Um cara sempre feliz.  O Monsters of Rock tem uma história icônica no Brasil, e vocês vão dividir o palco com grandes nomes do metal. O que os fãs podem esperar do setlist e da performance de vocês no festival?  Acho que será uma mistura entre algumas das músicas do último álbum combinadas com algumas boas e velhas canções. É difícil encaixar tantas músicas em um set de uma hora, mas faremos o nosso melhor para agradar todos os nossos fãs brasileiros. O Brasil sempre recebeu o Opeth com muita paixão. Há alguma lembrança especial das passagens anteriores pelo país? Sim, já fui ao Brasil muitas vezes, também com minha banda anterior, o Paradise Lost. Sempre amei o país. Especialmente na primeira vez, em 2015, quando tocamos em São Paulo, Porto Alegre e Rio de Janeiro. Depois do último show, tirei um período de férias no Rio, foi como um sonho que se tornou realidade. O que você mais gostou? Sol e as praias, mas também a comida e as pessoas amigáveis. Acho que a vibe é sempre muito positiva, eu amo isso. Quantos dias você ficou no Rio?  Acho que eu e minha namorada ficamos uma semana ou mais. Fizemos muitas coisas, incluindo as coisas turísticas, como o Cristo Redentor. Mas também fizemos um tour pela favela. Obviamente passei alguns dias nas praias de Copacabana e Ipanema. Tenho memórias muito boas dessa viagem. O metal progressivo tem muitas camadas e exige um nível técnico altíssimo. Como vocês equilibram a complexidade musical com a energia necessária para um show ao vivo? Boa pergunta! Nem sempre é tão fácil, especialmente com nossas músicas, é como se você precisasse realmente se concentrar na maioria das partes. Mas sempre que há uma batida um pouco mais direta ou algo assim, onde você pode relaxar um pouco, tento ir mais fundo e talvez balançar a cabeça um pouco e apenas mostrar a energia. Não é tão fácil fazer isso com o set que estamos tocando. Há tantas coisas que podem dar errado que você realmente precisa estar no topo das coisas o tempo todo e se concentrar muito. Desde os primeiros álbuns até os mais recentes, o Opeth experimentou bastante com estilos e influências. Existe algum território sonoro que ainda gostaria de explorar no futuro? Sempre há algo para

Monsters of Rock anuncia side shows com quatro bandas; confira!

A festa do Monsters of Rock continua. A Mercury Concerts confirmou mais dois shows em São Paulo. Judas Priest e Queensrÿche no dia 20 de abril; e Savatage e Opeth no dia 21 de abril. A venda dos ingressos tem início na sexta-feira (21), na plataforma Eventim. No dia 20 de abril (domingo) Judas Priest e Queensrÿche se apresentam na Vibra São Paulo. Em 21 de abril (segunda-feira) é a vez de Savatage e Opeth subirem ao palco do Espaço Unimed com shows completos. Serviço: Judas Priest & Queensrÿche Data: 20 de abril (domingo) Local: Vibra São Paulo Endereço Av. das Nações Unidas, 17955 – Vila Almeida, São Paulo – 04795-100 Portas: 18h Queensryche: 20h – 21h Judas Priest: 21h30 – 23h15 Classificação Etária: 18 (dezoito) anos desacompanhados. Menores de 18 (dezoito) anos poderão comparecer ao evento desde que acompanhados dos pais e/ou responsáveis legais. Informação sujeita à alteração, conforme decisão judicial. Preços Inteira Meia Pista R$ 680,00 R$ 340,00 Camarote 1 R$ 850,00 R$ 425,00 Camarote 2 R$ 750,00 R$ 375,00 Plateia Superior 1 R$ 400,00 R$ 200,00 Plateia Superior 2 R$ 350,00 R$ 175,00 Plateia Superior 3 R$ 300,00 R$ 150,00 Observação: Os assentos de camarotes e plateia são numerados. Ingressos a venda a partir do dia 21/02/24 (sexta-feira) às 10h Na internet * Serviço: Savatage & Opeth Data: 21 de abril (segunda-feira) Local: Espaço Unimed. Rua Tagipuru, 795 Barra Funda, São Paulo – 01156-000 Portas: 17h Opeth: 19h30 – 21h Savatage: 21h30 – 23h Classificação Etária: 18 (dezoito) anos desacompanhados. Menores de 18 (dezoito) anos poderão comparecer ao evento desde que acompanhados dos pais e/ou responsáveis legais. Informação sujeita à alteração, conforme decisão judicial. Preços Inteira Meia Pista Premium R$ 620,00 R$ 310,00 Pista R$ 350,00 R$ 175,00 Mezanino R$ 650,00 R$ 325,00 Camarote A R$ 750,00 R$ 375,00 Camarote B R$ 700,00 R$ 350,00 Ingressos a venda a partir do dia 21/02/24 (sexta-feira) às 10h Na internet

Monsters of Rock inicia venda nesta sexta-feira; veja preços

O Monsters of Rock 2025, que acontece em 19 de abril, no Allianz Parque, em São Paulo, revelou os preços dos ingressos. A venda começou nesta sexta-feira (1) pela plataforma Eventim. Scorpions, Judas Priest, Europe, Savatage, Quensrÿche, Opeth e Stratovarius são as atrações do lineup que vai celebrar os 30 anos do Monsters of Rock no Brasil. Os valores dos ingressos variam entre R$ 240 (meia entrada na Cadeira Superior) e R$ 2.800 (inteira no VIP Backstage Mirante) com a possibilidade de parcelamento em até quatro vezes sem juros nas compras online e na bilheteria, e em até dez vezes, com juros apenas nas compras online. Meia entrada estudante e meia entrada idoso é limitada a uma por CPF. Haverá dois tipos de espaços VIPs, mas sem visão direta dos shows. O Backstage Mirante, no sétimo andar, oferecerá open bar, open food, Kit Monsters (brinde exclusivo), estrutura própria de banheiros, chapelaria, loja de merchandising, acesso exclusivo à pista premium e after show de até duas horas após o término do festival. Já o Fan Zone, localizado no anel inferior, oferecerá duas opções, uma com acesso à pista premium e a outra para cadeira inferior. Ambas com acesso exclusivo, open bar, open food, Kit Monsters (brinde exclusivo), banheiros, loja de merchandising e after show de até uma hora após o término do festival. Preços                                   Inteira                       Meia Pista Premium                   R$ 1.180,00             R$ 590,00 Pista                                    R$ 680,00                R$ 340,00 Cadeira Inferior                  R$ 780,00                R$ 390,00 Cadeira Superior                R$ 480,00                R$ 240,00 Backstage Mirante            R$ 2.800,00             R$ 2.210,00 Fanzone Pista Premium   R$ 2.400,00             R$ 1.810,00 Fanzone Cadeira Inferior  R$ 2.000,00             R$ 1.610,00  

Scorpions apresenta Rock Believer e deixa hits para o fim em SP

Diferente do Helloween e Deep Purple, o Scorpions optou por uma estratégia mais ousada com o público brasileiro. No Monsters of Rock, que aconteceu no Allianz Parque, a banda alemã dedicou um quarto do show para o último álbum de estúdio, Rock Believer, lançado em 2022. Aliás, abriu a apresentação com um dos singles do disco, Gas in the Tank. Peacemaker e Seventh Sun não demoraram a aparecer também. E isso explica um pouco da frieza do público no início da apresentação.  O Scorpions, no entanto, tinha mais tempo disponível que Deep Purple e Helloween. E não quis desperdiçar a chance de estrear essas canções no Brasil.  Quem acompanha o Scorpions há tempos, sabe que essa estratégia é até uma forma de renovar os shows da banda. Das últimas vezes que veio ao Brasil, sempre dedicou um tempo da apresentação para tocar entre três e cinco músicas do álbum do momento. De preferência, do início para a metade do show. Clássicos mudam tom do Scorpions A partir de Bad Boys Running Wild as coisas mudam bastante de cenário. A banda que alcançou sucesso comercial mundial nos anos 1980 começa a gastar todo o seu repertório de sucesso. Wind of Change, também do clássico Love at First Sting, aparece um pouco depois. Dedicada ao povo ucraniano, pareceu até um recado para quem tenta imputar uma culpa ao país atacado. Ovacionados, Rudolf Schenker, Klaus Meine e Matthias Jabs, três dos membros da formação mais famosa do Scorpions, mostraram muita dedicação no palco. Sorridentes, agradecem o carinho dos fãs o tempo todo. Dos três, Klaus Meine é o que parece sentir mais o desgaste do tempo. A voz continua boa, ainda emociona, mas o vocalista parece um boneco de cera no palco. Mas nada que comprometa o produto principal. Rock Believer, do último álbum, veio isolada dos outros sons recentes. Veio entre os clássicos da banda. E funcionou bem dessa forma. É nítida ser a música que mais vingou do disco para o grande público. A reta final veio da forma como os fãs esperavam. Assim como nas últimas quatro vezes que vieram ao Brasil, Big City Nights, Still Loving You e Rock You Like a Hurricane vieram juntas, garantindo a apoteose do público. Impossível ficar parado com essa sequência.