Morre Alvin L, o compositor de “Natasha” e “Não Sei Dançar”

Alvin L (Arnaldo José Lima Santos) faleceu no Rio de Janeiro, aos 67 anos, vítima de um ataque cardíaco. Nascido em Salvador, mas radicado na cena carioca desde os anos 70, Alvin foi o nome por trás de mais de 200 composições gravadas por gigantes da nossa música. Embora tenha lançado um disco solo em 1997, sua maior força residia na colaboração. Ele foi o parceiro fundamental de Marina Lima em fases cruciais, assinando o hino Não Sei Dançar (1991), e o braço direito de Dinho Ouro Preto na reconstrução do Capital Inicial nos anos 2000. Alvin L foi do punk aos Sex Beatles A trajetória de Alvin começou no final dos anos 70 com o grupo punk Vândalos. Nos anos 90, ele liderou os Sex Beatles, banda cult que misturava ironia e melodias pop perfeitas em álbuns como Automobilia (1994) e Mondo Passionale (1995). É dele a composição de Eu Nunca Te Amei, Idiota, um marco do rock alternativo daquela década. Arquiteto de hits Se você ligou o rádio nas últimas duas décadas, com certeza ouviu Alvin L. Ele é coautor de sucessos como: Sua capacidade de transitar entre a agressividade do punk e a sofisticação da MPB de Marina Lima ou Milton Nascimento fez dele uma figura única nos bastidores da indústria. Despedida dos parceiros Nas redes sociais, Dinho Ouro Preto expressou o choque com a notícia, definindo Alvin como seu “amigo mais querido” e destacando sua generosidade e gênio musical. Marina Lima também prestou uma breve homenagem, chamando o amigo de “único e genial”.

Morre Phil Campbell, guitarrista do Motörhead por mais de três décadas, aos 64 anos

O guitarrista galês Phil Campbell, mundialmente conhecido por seu trabalho no Motörhead entre 1984 e 2015, faleceu aos 64 anos. A informação foi confirmada por sua família e pelos canais oficiais da banda neste sábado (14). De acordo com o comunicado familiar, Campbell morreu de forma pacífica na unidade de terapia intensiva, após enfrentar uma “longa e corajosa batalha” decorrente de uma cirurgia complexa de grande porte. Mais de 30 anos de Motörhead Nascido em Pontypridd, no País de Gales, Campbell assumiu as guitarras do Motörhead em 1984 e permaneceu no posto até o encerramento definitivo das atividades do grupo em 2015, ocasionado pela morte do icônico vocalista e baixista Lemmy Kilmister. Em nota oficial publicada no Instagram, a equipe do Motörhead prestou homenagens ao músico, destacando seu papel fundamental na estrutura da banda e pedindo privacidade para a esposa de Phil, Gaynor, e seus filhos. “Phil foi um guitarrista, escritor e músico maravilhoso, que tinha o Motörhead nas veias. Ele sempre liderou com seu dom na guitarra e carregava um grande senso de humor, mas, acima de tudo, liderava com o coração. Você não conseguia ficar perto dele sem soltar uma ou vinte risadas”, declarou o perfil oficial da banda. Legado com os filhos Após o fim do Motörhead, o guitarrista não abandonou a estrada. Ele formou o projeto Phil Campbell and the Bastard Sons, banda que contava com a presença de seus três filhos na formação. Recentemente, o grupo havia realizado um show com ingressos esgotados no Muni Arts Centre, em sua cidade natal. A notícia gerou manifestações imediatas na comunidade da música pesada. A vocalista alemã Doro Pesch se pronunciou publicamente, afirmando estar “sem palavras” e ressaltando que foi uma honra tê-lo chamado de amigo. O centro cultural Muni Arts Centre também divulgou nota lamentando a perda e destacando sua “enorme influência na indústria musical”. Legado de Phil Campbell

Morre Sly Dunbar, lenda da bateria e metade da dupla Sly & Robbie, aos 73 anos

Lowell “Sly” Dunbar, o baterista visionário que redefiniu o reggae, o dub e o pop mundial como metade da lendária dupla Sly & Robbie, faleceu hoje, 26 de janeiro, aos 73 anos. A notícia foi confirmada por sua esposa, Thelma, ao jornal The Jamaica Gleaner. Segundo ela, Sly foi encontrado inconsciente pela manhã em sua casa na Jamaica. Ele enfrentava problemas de saúde há algum tempo, embora a causa específica da morte não tenha sido divulgada. A partida de Sly marca o fim de uma era, reunindo-o agora ao seu eterno parceiro musical, o baixista Robbie Shakespeare, que faleceu em 2021. Juntos, eles formaram a seção rítmica mais requisitada e influente do mundo nas últimas cinco décadas. Quem foi Sly Dunbar Nascido em Kingston em 1952, Sly Dunbar não apenas tocava bateria, ele inventava novas linguagens para o instrumento. Sua carreira começou a decolar nos anos 70 com a banda The Revolutionaries, mas foi a parceria com Robbie Shakespeare que mudou tudo. Eles foram a espinha dorsal de clássicos do reggae como Legalize It (Peter Tosh) e álbuns seminais do Black Uhuru, com quem ganharam o primeiro Grammy de Melhor Álbum de Reggae da história, em 1985. Além do reggae: de Grace Jones a No Doubt A genialidade de Sly & Robbie rompeu as fronteiras da ilha caribenha. Nos anos 80, como parte da banda do estúdio Compass Point, eles moldaram o som sofisticado de Grace Jones na trilogia sagrada Warm Leatherette, Nightclubbing e Living My Life. A lista de lendas que buscaram a “batida perfeita” de Sly é extensa: Rolling Stones, Bob Dylan, Serge Gainsbourg e Mick Jagger. Nos anos 90 e 2000, Sly foi fundamental na evolução do Dancehall, criando o famoso riddim “Bam Bam” (base de Murder She Wrote). Ele também foi responsável por injetar o groove jamaicano no pop moderno, produzindo hits massivos do No Doubt como Hey Baby e Underneath It All. Legado em números

Morre Rob Hirst, baterista do Midnight Oil, aos 70 anos

Rob Hirst, baterista original e fundador do Midnight Oil, morreu aos 70 anos. O músico lutava há três anos contra um câncer no pâncreas. A banda confirmou a notícia através de sua página oficial no Facebook, destacando a coragem do companheiro durante o tratamento. “Após lutar heroicamente por quase três anos, Rob agora está livre da dor, ‘um vislumbre de luz no deserto’. Ele faleceu em paz, cercado por seus entes queridos.” Mais tarde, os integrantes remanescentes, Jim Moginie, Martin Rotsey e o vocalista Peter Garrett, completaram a homenagem: “Estamos devastados e de luto pela perda do nosso irmão Rob. Por agora, não há palavras, mas sempre haverá canções.” Rob Hirst era o coração do Midnight Oil Hirst não foi apenas o baterista, ele foi o coração rítmico do grupo desde o início. Ele formou o Midnight Oil em Sydney, em 1976. Sua presença foi constante e vital. Rob tocou em todos os 13 álbuns de estúdio da banda, desde a estreia homônima em 1978 até o derradeiro Resist, de 2022. Sua bateria impulsionou hits globais como Beds Are Burning, Blue Sky Mine e Forgotten Years. Além das baquetas, Hirst contribuía com vocais de apoio e, ocasionalmente, assumia o vocal principal. Sua última atividade com o grupo ocorreu em outubro de 2022, quando o Midnight Oil encerrou sua emotiva turnê de despedida. Uma batalha difícil Rob Hirst revelou publicamente sua doença em abril do ano passado. Na época, ele comentou que já havia tentado “praticamente todos os tratamentos conhecidos pelo homem”. Infelizmente, essa é a segunda grande perda recente para a família Midnight Oil. O baixista de longa data, Bones Hillman, também faleceu vítima de câncer em novembro de 2020, aos 62 anos. Os fãs que desejarem prestar homenagens podem fazer doações para a Pankind (Fundação Australiana de Câncer de Pâncreas) ou para a Support Act.

Morre Matt Kwasniewski-Kelvin, cofundador do Black Midi, aos 26 anos

Matt Kwasniewski-Kelvin, guitarrista e cofundador da banda britânica Black Midi, faleceu aos 26 anos. A família confirmou a notícia através de um comunicado divulgado pela gravadora Rough Trade. Segundo a nota oficial, o músico enfrentava uma “longa batalha contra problemas de saúde mental”. Infelizmente, ele sucumbiu à doença, apesar de todos os esforços para sua recuperação. A formação de uma sonoridade única Matt Kwasniewski-Kelvin desempenhou um papel crucial na criação da identidade sonora do Black Midi. Ele conheceu seus companheiros de banda, Geordie Greep, Cameron Picton e Morgan Simpson, na Brit School, em Londres. Juntos, eles lideraram a vibrante cena do sul da cidade, frequentando a famosa casa de shows Windmill, em Brixton. Matt se destacava por alternar riffs delirantes de post-hardcore com ruídos abstratos e improvisados. Essa energia definiu o aclamado álbum de estreia do grupo, Schlagenheim (2019). Afastamento e legado de Matt Kwasniewski-Kelvin O guitarrista deixou a banda em 2021, pouco antes do lançamento do segundo disco, Cavalcade. Na época, ele explicou aos fãs que precisava se afastar para cuidar de sua mente. O restante do grupo seguiu como um trio até anunciar uma pausa indefinida em 2024. Mesmo longe dos grandes palcos, Matt continuou a criar. Ele fez uma participação especial no álbum de Wu-Lu em 2022 e lançou gravações solo recentemente, abordando temas políticos. O apelo da família A família descreveu Matt como um “músico talentoso e um homem gentil e amoroso”. O comunicado termina com um pedido comovente e necessário para todos nós: “Por favor, reserve um momento para verificar como estão seus entes queridos para que possamos impedir que isso aconteça com nossos jovens.”

Perry Bamonte, guitarrista e tecladista do The Cure, morre aos 65 anos

O guitarrista e tecladista do The Cure, Perry Bamonte, morreu aos 65 anos “após uma doença recente em casa, durante o Natal”, segundo publicação da banda nesta sexta-feira (26). “Quieto, intenso, intuitivo, confiável e imensamente criativo, ‘Teddy’ era uma parte vital e de coração quente da história do The Cure”, afirma o comunicado. O músico tocou com o grupo britânico entre 1984 e 1989, mas só se tornou um membro integral em 1990. Até 2005, tocou guitarra, baixo de seis cordas e teclado em discos como Wish e Wild mood swings e se apresentou em mais de 400 shows. Depois, Bamonte voltou à banda em 2022 e participou de mais 90 apresentações. Na lista de shows recentes, Bamonte também participou da apresentação no Primavera Sound, em São Paulo, em 2023.

Lendário Jimmy Cliff morre aos 81 anos

Lenda do reggae jamaicano, Jimmy Cliff morreu aos 81 anos, segundo comunicado publicado nesta segunda-feira (24) em sua conta oficial no Instagram. A nota, assinada pela esposa, Latifa, informa que o artista “cruzou para o outro lado após uma convulsão seguida de pneumonia”. No texto, ela agradece familiares, amigos, artistas, colegas de trabalho e fãs que acompanharam a trajetória do músico. “Seu apoio foi sua força ao longo de toda a carreira. Ele apreciava profundamente cada fã”, escreveu. Latifa também mencionou o trabalho do Dr. Couceyro e da equipe médica que cuidou do cantor durante o período crítico. O comunicado, assinado por Latifa, Lilty e Aken, pede respeito à privacidade da família e afirma que mais informações serão divulgadas posteriormente. Jimmy Cliff, conhecido por clássicos como Many Rivers to Cross e The Harder They Come.

Ace Frehley, lendário guitarrista do Kiss, morre aos 74 anos

Ace Frehley, guitarrista da formação original do Kiss, morreu nesta quinta-feira (16) aos 74 anos. A informação foi confirmada pela página oficial do músico no Instagram. De acordo com o site TMZ. Frehley estava respirando com auxílio de ventilação mecânica há algum tempo, mas seu quadro não apresentou melhora, conforme a publicação. Frehley estava hospitalizado em estado grave após cair em seu estúdio há semanas. Há cerca de sete dias, todas as apresentações do músico marcadas para este ano foram canceladas. Representantes do guitarrista divulgaram comunicado. “Estamos completamente devastados e com o coração partido. Em seus últimos momentos, tivemos a sorte de poder cercá-lo de palavras, pensamentos, orações e intenções amorosas, atenciosas e pací­ficas enquanto ele deixava esta Terra. Guardamos com carinho todas as suas melhores lembranças, suas risadas e celebramos a força e a bondade que ele dedicou aos outros”. Ace Frehley foi o guitarrista do Kiss entre 1973 e 1982, antes de deixar o grupo por “diferenças criativas”. Ele seguiu em carreira solo, voltou à  banda de 1996 a 2002, e depois voltou a se apresentar sozinho. Por fim, o músico Ace Frehley também fundou a banda Frehley’s Comet, com a qual lançou o single Into the Night.

Morre lendário Ozzy Osbourne aos 76 anos

O lendário Ozzy Osbourne, o “Príncipe das Trevas” e ex-vocalista do Black Sabbath, morreu aos 76 anos. A informação foi revelada por sua família nas redes sociais. “É com mais tristeza do que meras palavras podem expressar que temos que informar que nosso amado Ozzy Osbourne faleceu esta manhã. Ele estava com sua família e cercado de amor. Pedimos a todos que respeitem a privacidade de nossa família neste momento”, disse comunicado enviado à imprensa pela família Osbourne. A causa da morte não foi divulgada, embora Osbourne tenha enfrentado vários problemas de saúde nos últimos anos. No início de julho, Ozzy fez seu show de despedida no Villa Park, em Birmingham, na Inglaterra. Na ocasião, além de se apresentar com a formação clássica do Black Sabbath, ele acompanhou de perto diversos artistas cantando suas canções, como Steven Tyler (Aerosmith), Guns n’ Roses, Metallica, Yungblud, Ronnie Wood (Rolling Stones), Tom Morello (Rage Against the Machine), Tool, Slayer, Pantera, Alice in Chains, Tobias Forge (Ghost), Billy Corgan (Smashing Pumpkins), Chad Smith (Red Hot Chilli Peppers), Travis Barker (blink-182), entre muitos outros. >> Relembre o último show de Ozzy em São Paulo A despedida de Ozzy entrou para a história como o show que mais arrecadou dinheiro para a caridade, segundo um levantamento feito pela Billboard. O evento arrecadou US$ 190 milhões (equivalente a mais de R$ 1 bilhão, segundo a cotação atual), de acordo com o guitarrista e compositor Tom Morello, do Rage Against the Machine, que atuou como diretor musical do evento. O dinheiro foi destinado para três instituições: a Cure Parkinson’s – fundação especializada na doença da qual Osbourne sofre –, o Birmingham Children’s Hospital e o Acorn Children’s Hospice.