Brian Wilson, líder e cofundador do Beach Boys, morre aos 82

Líder e cofundador da banda Beach Boys, Brian Wilson morreu aos 82 anos. A informação foi confirmada pela família do músico nas redes sociais. “Estamos de coração partido em anunciar que nosso amado pai, Brian Wilson, faleceu. Estamos sem palavras. Por favor, respeitem nossa privacidade neste momento. Nossa família está de luto. Sabemos que compartilhamos nosso luto com o mundo”, afirma a publicação. A causa da morte não foi divulgada. Brian Wilson foi diagnosticado com um distúrbio neurocognitivo semelhante à demência no início de 2024. Em maio do ano passado, ele foi colocado sob tutela legal após se tornar “incapaz de cuidar de si mesmo”. Por mais de seis décadas, a música dos Beach Boys tem sido parte indelével da história americana. Suas brilhantes harmonias transmitem simples verdades através de arranjos musicais sofisticados e pioneiros. Os Beach Boys transcenderam sua música e passaram a representar a cultura californiana, oferecendo aos fãs ao redor do mundo um passaporte para vivenciar o amor, a exuberância da juventude e a cultura do surfe. Formada em Hawthorne, Califórnia, em 1961, os membros do Beach Boys eram originalmente os três irmãos adolescentes, Brian, Carl e Dennis Wilson, seu primo Mike Love, e o amigo da escola Al Jardine. Em 1962, o vizinho David Marks entrou no grupo quando Jardine saiu para ir para faculdade. Os Beach Boys assinaram com a Capitol Records em 1962 e lançaram seu primeiro álbum, Surfin’ Safari, naquele mesmo ano. Jardine voltou ao grupo no verão de 63 e Marks saiu. Em 1965, Bruce Johnson se juntou à banda quando Brian Wilson se aposentou das turnês para se concentrar em compor e produzir para o grupo. The Beach Boys é uma das bandas mais aclamadas pela crítica e de maior sucesso comercial de todos os tempos, com mais de 100 milhões de discos vendidos mundialmente. Entre a década de 1960 e hoje, o grupo teve mais de 80 músicas nas paradas mundiais, 36 delas no Top 40 dos EUA (o maior número atingido por uma banda de rock do país), e quatro no topo da Billboard Hot 100. Sua influência sobre outros artistas vai além dos gêneros e dos movimentos musicais. Inúmeros artistas citaram Pet Sounds como inspiração para criar suas próprias obras-primas musicais. A Rolling Stones classificou o Pet Sounds em 2º lugar na lista dos 500 Maiores Álbuns de Todos os Tempo, e os Beach Boys em 12º lugar na lista dos 100 Maiores Artistas de Todos os Tempos. Introduzidos no Hall da Fama do Rock & Roll em 1988 e premiados com o Recording Academy’s Lifetime Achievement do Grammy (Prêmio Grammy de Contribuição em Vida), os Beach Boys seguem excursionando pelo mundo.

Produtor cultural Cesar Sanchez, o Boi, morre aos 50 anos

O produtor cultural santista Cesar Jacinto Sanchez Sabatina Júnior, o Boi, morreu no domingo (24), aos 50 anos. O produtor foi velado no velório da Beneficência Portuguesa (Rua São Paulo, 74, Vila Belmiro). Em nota, a Secretaria de Cultura prestou homenagem ao agitador cultural. “Boi tinha uma longa história na cena do rock da região, e manteve um trabalho muito significativo no contato com artistas consagrados, mas sem esquecer de abrir portas para novos talentos. Certamente, fará muita falta a todos aqueles que apreciavam seu trabalho”, comentou o secretário de Cultura, Rafael Leal. Boi sempre teve grande participação no cenário musical da região, sendo um dos responsáveis por levar o rock a lugares impensáveis, como o Teatro Guarany, no Centro Histórico de Santos.

Paul Di’Anno, um dos primeiros vocalistas do Iron Maiden, morre aos 66

Paul Di’Anno, um dos primeiros vocalistas do Iron Maiden, morreu aos 66 anos, em sua casa, em Salisbury, na Inglaterra. A notícia foi divulgada nesta segunda-feira (21) nas redes sociais da Conquest Music, selo musical do qual o artista fazia parte. Paul Andrews – nome verdadeiro do artista – nasceu em 17 de maio de 1958, no bairro de Chingford, em Londres. Seu pai era brasileiro e ele teve dois dos seus seis filhos nascidos no Brasil. Ele foi vocalista do grupo de heavy metal de 1978 a 1981, período em que participou da gravação do álbum de estreia da banda, Iron Maiden, do segundo disco, Killers, de 1981, e do EP Made in Japan, gravado ao vivo em 1981. A saída de Paul Di’Anno do Iron Maiden é atribuída à pressão de outro membro, o baixista Steve Harris. A partir de 1981, ele desenvolveu vários projetos, lançou discos de sua carreira solo e liderou as bandas Battlezone e Killers. “Apesar de enfrentar sérios problemas de saúde nos últimos anos, que o impediram de se apresentar, Paul continuou a entreter seus fãs ao redor do mundo, realizando mais de cem shows desde 2023”, escreveu o selo Conquer Music no Facebook. Em setembro, ele lançou The Book of the Beast, considerado seu disco definitivo de retrospectiva de carreira. Di’Anno – que já se apresentou diversas vezes no Brasil, inclusive com três datas em Santos – teve que cancelar sua turnê de 2024 no país devido a problemas de saúde.

Morre Sergio Mendes, pianista e maior expoente do samba-jazz, aos 83 anos

O pianista, compositor e arranjador Sergio Mendes, grande nome do samba-jazz, morreu aos 83 anos, nesta sexta-feira (6). Mendes foi um dos responsáveis por popularizar a bossa nova no exterior, fazendo que a música brasileira conquistasse um maior reconhecimento. O músico começou a carreira musical ao lado de grandes artistas como Tom Jobim, Vinicius de Moraes e Baden Powell. Garoto prodígio, Sergio Mendes estudava no conservatório, sonhando em seguir carreira como pianista clássico. Até que, aos 15 anos, foi sequestrado pelo jazz e pela bossa nova. Nascido em Niterói, em 11 de fevereiro de 1941, aos poucos o adolescente começou a trocar as salas de aula pelos clubes e bares. Logo seu talento atravessou a Baía da Guanabara e, na virada da década dos 1950 para o 60, virou uma das atrações nos shows e nas jam sessions dos bares do Beco das Garrafas, em Copacabana. Em novembro de 1962, Sergio Mendes seria uma das atrações do concerto de bossa nova no Carnegie Hall, em Nova York. A partir daí, aumentaram os convites para tocar e gravar com grandes nomes do jazz, encantados com o seu piano fluente, que sempre alternou balanço e lirismo. Foram tantos convites que, em 1964, ele se mudou para os Estados Unidos, onde prosseguiu a escalada rumo ao topo das paradas. Mendes estourou no exterior com o grupo Brasil ’66. A música propulsora foi a versão em bossa nova de Mas que nada, de Jorge Ben Jor, lançada em 1966. Anos depois, ele regravou a música com o grupo Black Eyed Peas. Em 1967, o músico ganhou ainda mais destaque ao apresentar a faixa The Look of Love no Oscar. A música, lançada originalmente por Burt Bacharach e popularizada por Dusty Springfield no filme Casino Royale, alcançou o 4º lugar nas rádios dos EUA na versão bossa nova. Mendes foi premiado com um Grammy em 1993, com o álbum Brasileiro. Apesar de ter sido indicado pela primeira vez em 1969 com um cover de The Fool on The Hill dos Beatles (elogiado em carta pelo próprio Paul McCartney), o único trabalho do músico a ser premiado pelo Grammy foi o disco Brasileiro, na categoria Melhor Álbum de World Music. O disco conta com ampla colaboração de Carlinhos Brown. Magalenha, um dos maiores sucessos de Mendes, composta por Carlinhos Brown, está no disco premiado. Esta é a faixa de Sergio Mendes mais ouvida em plataformas de streaming, acumulando mais de 115 milhões de reproduções. Sergio foi indicado outras três vezes ao prêmio, e ganhou dois prêmios no Grammy Latino. Em 2005, ele foi homenageado com o prêmio de Excelência Musical por sua contribuição para a música latina. Em 2010, venceu na categoria de Melhor Álbum de Pop Contemporâneo Brasileiro com Bom Tempo.  Em 2021, lançou a coletânea Sergio Mendes 80 Anos: Bossas do Brasil, que conta com 21 faixas selecionadas e focadas no melhor dos seus primeiros anos nos EUA, apresentando uma perfeita simbiose entre o jazz e a música do Brasil. Elas vêm de quatro álbuns instrumentais lançados originalmente pelo selo Atlantic, The swinger from Rio (1964), In person at Matador! (1965, gravado ao vivo num clube de jazz de São Francisco), The Great arrival (1966) e Favorite things (1967). Alguns dos principais criadores da bossa nova marcavam presença no repertório, incluindo Tom Jobim (Inútil paisagem, Bonita, Vivo sonhando, Só danço samba…), Carlos Lyra (Maria Moita), João Donato (Jodel, Caminho de casa) e Baden Powell (Consolação). Mas, esses discos também apresentaram ao mundo a então emergente geração da MPB, através de canções de Edu Lobo (Canção do amanhecer e Veleiro), Caetano Veloso (Boa palavra), Dori Caymmi (O mar é meu chão). E ainda há uma das raras e preciosas composições de Sergio Mendes, Noa noa.

Daniel Belleza morre aos 50 anos após luta contra câncer

O músico Daniel Belleza, vocalista da banda Daniel Belleza e os Corações em Fúria, morreu na quinta-feira (27), em São Paulo, após lutar contra um câncer. A morte do artista foi anunciada por sua esposa no Instagram nesta sexta-feira (28). “Queridos amigos e familiares, é com profunda tristeza que escrevo para comunicá-los que o meu marido Daniel Belleza faleceu na noite de ontem. Como era sua vontade, ele se foi em paz, dormindo e com tranquilidade”, postou nos Stories. Bruna ainda deu detalhes sobre o velório. “Celebraremos sua vida e faremos uma cerimônia de despedida no Cerimonial Pacaembu hoje, das 13h às 18h. Se você conhece alguém que gostaria de estar presente em nossa despedida, por favor, compartilhe o horário e o local. Minha rede virtual é curta e não serei capaz de avisar todos os interessados. Obrigada!”, acrescentou.

Shifty Shellshock, vocalista da banda Crazy Town, morre aos 49

Seth Binzer, conhecido como Shifty Shellshock, morreu aos 49 anos em sua casa em Los Angeles (EUA). A causa da morte não foi divulgada. O óbito foi publicado no site do departamento de perícia de Los Angeles, e divulgado pela revista Variety. Ele tinha três filhos. O músico tinha um histórico de dependência química. Em 2008, participou do reality show Celebrity Rehab, que acompanhava famosos numa clínica de reabilitação. Ele retornou para a segunda temporada após sofrer uma recaída. Em junho do ano passado, foi preso por dirigir bêbado. Binzer foi detido pelos policiais após dirigir em zigue-zague uma SUV preta. Shellshock conheceu Bret Mazur, co-fundador do Crazy Town, em 1992. Segundo a Variety, a princípio eles se apresentavam como Brimstone Sluggers, mas o nome mudou em 1999 com a entrada dos novos membros: Rust Epique, James Bradley Jr. (conhecido como JBJ), Doug Miller, Adam Goldstein (conhecido como DJ AM) e Antonio Lorenzo “Trouble” Valli. Butterfly fazia parte do primeiro álbum da banda. Lançada como single em 2000, a música tem um sample de Pretty Little Ditty, do Red Hot Chilli Peppers. O Crazy Town acabou após o lançamento do segundo álbum, em 2002.

Morre João Vicenti, gaiteiro e tecladista da banda Nenhum de Nós

O músico João Vicenti Vieira dos Santos, gaiteiro e tecladista da banda gaúcha Nenhum de Nós, morreu na noite de terça-feira (26) aos 58 anos, vítima de câncer no rim. Ele estava internado no Hospital São Lucas, em Porto Alegre. A morte foi informada pela banda, por meio de nota oficial. “Este é um momento de profunda tristeza para todos nós”, diz o comunicado. Formada em 1986, a banda Nenhum de Nós é famosa pelos hits Camila Camila e Astronauta de Mármore, versão para Starman, de David Bowie. A agenda de abril do Nenhum de Nós tem shows marcados em cidades do Rio Grande do Sul e em Nagoya, no Japão, em um evento fechado. Para maio está prevista uma turnê nos Estados Unidos. O velório de Vicenti aconteceu nesta quarta-feira (27), das 10h às 18h, no Crematório Metropolitano, em Porto Alegre.

Wayne Kramer, fundador do MC5, morre aos 75 anos

O músico americano Wayne Kramer morreu nesta sexta-feira (3), aos 75 anos, devido a um câncer no pâncreas. A notícia de sua morte foi publicada em seu perfil no Instagram. “Ele será lembrado por iniciar uma revolução na música, na cultura e na bondade”, afirma a nota postada no Instagram do americano. Kramer foi um dos fundadores do MC5, grupo de rock no qual foi guitarrista entre as décadas de 1960 e 1970. A banda ficou conhecida como “proto punk”, por influenciar uma onda de artistas no estilo punk. Em 1975, Kramer chegou a ser preso por tráfico de drogas e ficou na detenção por dois anos. Depois, tocou com artistas e bandas como GG Allin, Was (Not Was) e Rage Against the Machine. Em 2005, veio ao Brasil com o MC5, para um show histórico no Fábrica Lapa, em São Paulo, dentro da programação do Campari Rock.