Daniel Drexler enaltece cultura afro em novo single

O músico uruguaio Daniel Drexler lançou na sexta-feira (21) o single Palermitana, que faz parte do seu novo álbum AIRE. A canção tem pegada de pop e percussão, além de várias pitadas de ritmos uruguaios e um mix de letras e sons alegres e dançantes. Entretanto, fala de uma mulher, da tradição local e sua importância na vida dos moradores em Palermo. Como resultado desse encanto, Daniel Drexler declarou: “Palermo é um dos bairros da minha querida Montevidéu, onde a maravilhosa tradição afro do candomblé se mantém viva. Tenho a sorte de ter nascido em uma cidade onde uma joia rítmica que foi trazida por escravos africanos no período colonial bate semioculta”. O artista acrescentou: “os tambores costumam se reunir para tocar todos os finais de semana, gerando um evento social que percorre várias quadras, com grande comoção de gente dançando ou simplesmente acompanhando o transe hipnótico gerado pelo ritmo. Além disso, a canção fala de um amor impossível por falta de ritmo e movimento corporal do narrador apaixonado, que observa uma linda morena dançando em frente aos tambores enquanto a procissão passa na calçada. Em suma, canção é o quinto single recente do artista. Confira Palermitana nas principais plataformas de streaming.

Entrevista | Renato Teixeira – “A solução passa por uma atitude maternal”

O compositor, cantor e violeiro santista Renato Teixeira conquistou o público com vários sucessos ao longo da carreira. Ele é autor de hits como Tocando em Frente (em parceria com Almir Sater), Romaria, Dadá Maria, Frete e Amanheceu. Aos 75 anos, ele segue produtivo, lançou na última semana o single Humanos São Todos Iguais, sua segunda canção religiosa em quase 50 anos de carreira. Composta durante a pandemia, a canção traz uma mensagem de reflexão sobre o atual momento. É um sopro de fé de quem acredita na salvação da humanidade. “A pandemia traz algo bom para o artista. Ela permite muito tempo de disponibilidade para produzirmos. Essa canção levou quase uma semana para nascer”, comenta Teixeira, que conversou com o Blog n’ Roll por telefone. O artista conta que teve uma ajuda divina para poder concluir a composição. “Na metade da música, travei. Quando isso acontece, você para, às vezes joga a letra fora. Mas nesse mesmo período, eu liguei para o padre Zezinho, de Taubaté. Queria saber como ele estava. E ele me disse para concluir o que estava fazendo, logo já pensei na música. Peguei a música e conclui”, comenta, aos risos. Para Teixeira, a canção o fez refletir mundo sobre o mundo atual. Em resumo, ele acredita que o espírito maternal é que vai consertar o mundo. “Perdeu a graça, um mundo tão agressivo. Está faltando aquela mãe que chega e coloca ordem na casa. A solução para todos os problemas do mundo passa por uma atitude maternal”. Mesmo sem citar nomes, o santista também faz críticas aos governantes. “São novas circunstâncias que governam o mundo. Não existe um homem que governa uma nação. O cargo de presidente da República, por exemplo, é figurativo. São as circunstâncias que conduzem as coisas”. Revolução musical O violeiro não pensa, por enquanto, em gravar um álbum cheio de estúdio. Está focado nas mudanças do mercado, que tem apostado cada vez mais em singles ao longo do ano. “É uma revolução absurda, igual quando saímos da carroça para o avião. Algo super radical. A música voltou mais para a mão dos autores, podemos gravar em casa, a remuneração melhorou. Você tem mais de 20 plataformas gerando direitos. Ainda é muito pouco, mas está melhorando”, justifica. Formado em Publicidade e com vários prêmios na carreira, Teixeira também faz uma reflexão sobre o atual Brasil. “Dentro da quarentena, pensando muito, percebi que aquele velho Brasil do Pelé, Tropicália, Ary Barroso, Carmen Miranda, deixou de existir. Surgiu um Brasil mais internacional, globalizado. Os mesmos carros que andam nas ruas de Tóquio, estão por aqui. Você tem a noção dessa globalização”. Mais novidades de Renato Teixeira O próximo single de Teixeira já está definido: Viola Marinheira. Nascido em Santos, mas criado em Ubatuba e Taubaté, o artista explica um pouco da origem da futura canção. “A viola é litorânea, mas a moda é caipira. Quando eu falo amanheceu, peguei a viola, botei na sacola e fui viajar, é porque todos os violeiros no litoral levavam a viola em uma sacola de feira. A viola é marinheira. São Gonçalo de Amarante é o padroeiro dos violeiros e dos marinheiros. E para ficar ainda mais completo, é também dos garçons e das putas. É um combo”, brinca.

Banda Lyria lança novo clipe; confira Run to You

A banda Lyria lançou na última sexta-feira (31) o clipe Run to You, gravado em uma floresta em Curitiba, durante a turnê do álbum Immersion, no fim de 2019. Formada por Aline Happ ( vocal), Thiago Zig (baixo), Rod Wolf (guitarra) e Thiago Mateu (bateria), a banda de metal sinfônico alternativo apresenta uma pegada mais romântica e versátil com o clipe. Além disso, foi escrita por Aline em parceria com Patrick Happ sobre um relacionamento democrático e com muitas parcerias entre ambas as partes. O vídeo é o quarto a ser lançado pela banda, além dos clipes de Let Me Be Me, Last Forever entre outras. Ademais, gravada em meio à natureza, numa cenografia melancólica e sombria, a letra fala de força e superação em meio às dificuldades cotidianas. Entretanto, a floresta chamou a atenção da vocalista Aline, que falou: “já pensávamos em gravar um clipe para Run to You e daí surgiu essa oportunidade. Como só teríamos duas horas para gravar o clipe, Run to You foi a melhor opção. Como resultado dos trabalhos na quarentena, a banda apresenta em seu canal oficial no Youtube, festivais online para os fãs e muito mais. Confira abaixo o clipe Run to You, que está disponível nas principais plataformas de streaming.