Raye anuncia “This Music May Contain Hope.”, seu segundo álbum de estúdio

A britânica Raye, um dos nomes mais aclamados da música atual, anunciou oficialmente o lançamento de seu segundo álbum de estúdio. Intitulado This Music May Contain Hope., o disco chega às plataformas no dia 27 de março. Após varrer o Brit Awards em 2024 e conquistar Grammys, a artista propõe agora uma obra ambiciosa: o álbum foi concebido como uma jornada dividida em quatro “estações”. Cada lado do vinil representará um período distinto, partindo de um lugar de escuridão até chegar à luz. “Um processo pessoal de cura, no qual a música assume um papel de acolhimento e partilha, pensado como um espaço seguro para quem precisa de conforto e esperança”, define a cantora. O fenômeno “Where is my Husband!” O anúncio chega no auge do sucesso do single Where is my Husband!. A faixa se tornou um fenômeno global, ultrapassando 600 milhões de reproduções e colocando Raye no Top 20 da Billboard Hot 100. No Brasil, a música também caiu no gosto do público, alcançando o segundo lugar no Viral Charts e figurando no Top 200 do Spotify. Esse desempenho rendeu à cantora duas indicações ao Brit Awards 2026 (Canção do Ano e Melhor Artista Pop). Turnê de Raye com Bruno Mars e colaborações A agenda de Raye para 2026 está lotada. Além de sua turnê solo esgotada em arenas pela Europa (incluindo seis noites na O2 Arena de Londres) e América do Norte, ela foi confirmada como a convidada especial da turnê de Bruno Mars nos Estados Unidos no segundo semestre. A artista também vem de uma sequência de colaborações de peso, incluindo o trio com Lisa e Doja Cat em Born Again e trabalhos com o produtor Mark Ronson para a trilha sonora do filme da Fórmula 1.
Harry Styles anuncia shows no MorumBIS e lança single “Aperture” hoje

O superstar Harry Styles revelou seus planos grandiosos para 2026, que incluem um novo álbum, um single que estreia hoje e uma turnê mundial exclusiva que passará pelo Brasil. A turnê, batizada de Together, Together, foge do formato tradicional. Styles escolheu apenas sete cidades ao redor do globo para realizar “residências”. E a boa notícia: São Paulo é uma delas. O cantor se apresenta no Estádio MorumBIS nos dias 17 e 18 de julho. Serão as únicas apresentações dele na América do Sul em 2026. Single hoje, álbum em março Antes de cair na estrada, Harry tem música nova para mostrar. O aguardado single Aperture estreia globalmente hoje. A faixa abre os trabalhos para seu quarto álbum de estúdio, intitulado KISS ALL THE TIME. DISCO, OCCASIONALLY. Com produção executiva de Kid Harpoon, o disco chega completo às plataformas no dia 6 de março. Residências globais de Harry Styles e abertura A turnê Together, Together é ambiciosa. Serão 50 apresentações divididas entre Amsterdã, Londres, São Paulo, Cidade do México, Nova York, Melbourne e Sydney. O destaque internacional vai para Nova York, onde ele fará impressionantes 30 shows no Madison Square Garden. Já em Londres, ele lotará o Wembley Stadium por seis noites. Para os shows no Brasil, a abertura ficará por conta do Fcukers. Em outras praças, ele terá convidados como Shania Twain (Londres) e Jamie xx (Nova York). Ingressos: prepare o cartão para ver o Harry Styles A disputa pelos ingressos promete ser acirrada, já que o Brasil só terá duas datas. As vendas acontecem na semana que vem pela Ticketmaster. Cronograma de vendas: Atenção: As vendas online começam sempre às 11h. Na bilheteria oficial, ao meio-dia. Serviço Harry Styles – Turnê “Together, Together” no Brasil
The New Pornographers anuncia 10º álbum e libera o single “Votive”

A quarta-feira (21) começou com uma excelente notícia para os fãs de indie rock. O supergrupo canadense The New Pornographers anunciou seu décimo álbum de estúdio. Intitulado The Former Site Of, o disco chega ao mercado no dia 27 de março, via Merge Records. Para acompanhar a novidade, a banda liberou o single Votive, que já chega com videoclipe. A faixa sucede Ballad Of The Last Payphone, lançada no ano passado, e mostra o grupo explorando novas altitudes sonoras. Teclados, harmonias e animação Votive é construída sobre uma extensa linha de teclado que impulsiona a canção. No refrão, as vozes de AC Newman e Kathryn Calder se entrelaçam na harmonia de “I didn’t see you there”, enquanto a música cresce até se transformar em uma jam majestosa. O videoclipe, uma animação dirigida por Michael Arthur, complementa visualmente essa viagem. Novo processo criativo e nova formação Este é o primeiro trabalho da banda desde o álbum Continue as a Guest (2023) e marca uma mudança na formação. O disco conta com o novo baterista Charley Drayton. Ele assume as baquetas após a demissão de Joseph Seiders em 2025. Turnê do The New Pornographers com Will Sheff O grupo vai cair na estrada para divulgar o trabalho. Uma extensa turnê pelos Estados Unidos começa em 22 de abril, em Boston. A abertura dos shows ficará a cargo de Will Sheff, a mente por trás do Okkervil River. Assista ao clipe de Votive abaixo.
Mitski anuncia álbum “Nothing’s About to Happen to Me” e lança clipe caótico

A cantora Mitski confirmou hoje o lançamento de seu oitavo álbum de estúdio. Intitulado Nothing’s About to Happen to Me, o disco chega às plataformas no dia 27 de fevereiro, via Dead Oceans. Para apresentar a nova era, a artista liberou o single e videoclipe de Where’s My Phone?. A nova faixa é uma canção de rock ruidosa que dá pistas da energia do álbum. Na letra, Mitski repete obsessivamente a busca pelo aparelho perdido, criando uma tensão palpável. Inspiração gótica e literária O videoclipe, dirigido por Noel Paul, é um destaque à parte. A produção buscou inspiração no clássico romance gótico We Have Always Lived in the Castle (Sempre Vivemos no Castelo), de Shirley Jackson. No vídeo, Mitski interpreta uma mulher paranoica que tenta proteger a irmã dentro de uma casa gótica. Ela enfrenta obstáculos humanos cada vez mais absurdos e intrusos que culminam em um pandemônio total. A estética utiliza um estilo de filmagem lúdico e primitivo para criar um caleidoscópio emocional. Uma narrativa sobre reclusão O conceito do álbum gira em torno de uma personagem central: uma mulher reclusa em uma casa desarrumada. A narrativa explora uma dualidade interessante: fora de casa, ela é vista como uma desviante; dentro de casa, ela é livre. Musicalmente, o trabalho dá continuidade à linha estabelecida no aclamado The Land Is Inhospitable and So Are We (2023). Mitski gravou as faixas com o suporte de sua banda de turnê e uma orquestra completa. As sessões ocorreram nos estúdios Sunset Sound e TTG Studios, com produção de Patrick Hyland. Os arranjos orquestrais ficaram a cargo de Drew Erickson. Confira abaixo a capa (uma pintura de Marc Burkhardt), a tracklist e o novo vídeo. Tracklist de Nothing’s About to Happen to Me:
Gorillaz anuncia álbum “The Mountain”, single com Bizarrap e tributo a Tony Allen

A banda virtual Gorillaz, liderada por Damon Albarn, lançou duas faixas inéditas que mostram os extremos emocionais de seu próximo trabalho. De um lado, a moderna Orange County, com participação do produtor argentino Bizarrap; do outro, a comovente The Hardest Thing, que traz a voz do lendário baterista Tony Allen. As músicas antecipam o nono álbum de estúdio do grupo, intitulado The Mountain. O disco chega ao mercado no dia 27 de fevereiro de 2026, inaugurando o novo selo da banda, o KONG. Luto, esperança e um épico de 8 minutos As duas faixas funcionam como peças complementares. Damon Albarn escreveu The Hardest Thing como uma exploração do luto. A música abre com a voz de Tony Allen, amigo de longa data e pioneiro do afrobeat, falecido em 2020. “Você sabe que o mais difícil é dizer adeus a alguém que você ama, isso é o mais difícil”, ecoa a letra, conectando-se diretamente com a segunda faixa. Já Orange County traz uma energia diferente. Produzida pelo Gorillaz em parceria com Bizarrap (vencedor de quatro Grammys Latinos), a canção conta com os vocais da poeta Kara Jackson e a cítara de Anoushka Shankar. Os fãs podem ouvir as músicas separadamente ou experimentar a peça completa de 8 minutos, conforme o conceito original da banda. Uma lista estelar de convidados The Mountain promete ser um vasto panorama sonoro com 15 faixas. Como de costume, Albarn reuniu um time impressionante de colaboradores vivos e memórias de amigos que já partiram. A lista inclui nomes de peso do rock e da música alternativa atual, como IDLES, Johnny Marr, Gruff Rhys e Paul Simonon. Além disso, o álbum utiliza gravações de vozes de ícones como Bobby Womack, Dennis Hopper e Mark E. Smith. O conceito do disco explora a fronteira entre este mundo e o que vem a seguir. Turnê e imersão em Los Angeles O Gorillaz também confirmou a The Mountain Tour. A excursão começa oficialmente em Manchester, no dia 20 de março de 2026, e passará por grandes arenas do Reino Unido e Irlanda. O destaque fica para o show no Tottenham Hotspur Stadium, em Londres, no dia 20 de junho, que será a maior apresentação da banda no país até hoje. Antes disso, o grupo invade os Estados Unidos com a exposição imersiva House of Kong. A atração ficará em Los Angeles entre 26 de fevereiro e 19 de março. Para celebrar, a banda fará dois shows exclusivos no Hollywood Palladium, tocando o novo álbum na íntegra.
Story of the Year lança “Disconnected” e prepara álbum “A.R.S.O.N.”

A contagem regressiva para o oitavo disco do Story of the Year já começou. A banda apresentou a faixa Disconnected, segunda amostra oficial do álbum A.R.S.O.N.. O trabalho completo chega às plataformas no dia 13 de fevereiro de 2026, via SharpTone Records. Com guitarras intensas e os vocais característicos de Dan Marsala, a nova música aborda a frustração de querer melhorar sem saber por onde começar. A letra reflete o conflito interno entre o desejo de cura e a sensação de estar à beira do colapso. De piano a riff pesado O guitarrista Ryan Phillips revelou um detalhe curioso sobre a composição. O riff principal nasceu de uma música que ele escreveu originalmente no piano para um projeto solo. Para transformar a ideia em uma pedrada post-hardcore, a banda contou com uma ajuda de peso. Eles trabalharam ao lado do produtor Colin Brittain, que atualmente ocupa o posto de baterista do Linkin Park. Juntos, eles criaram a base pesada que define a identidade da canção. “A.R.S.O.N.” e a conexão com o Brasil A nova faixa sucede o single Gasoline (All Rage Still Only Numb), que já faz sucesso nas rádios americanas. O título do álbum, inclusive, é um acrônimo para essa frase (“Toda raiva, ainda apenas entorpecido”). O disco promete manter a honestidade que define o grupo desde o clássico Page Avenue (2003). Vale lembrar que o Story of the Year vive um momento especial com os fãs brasileiros. Em 2025, o grupo retornou ao país após 13 anos para apresentações energéticas na I Wanna Be Tour. Agora, em 2026, eles se preparam para grandes festivais como o Download Festival, no Reino Unido. Tracklist de A.R.S.O.N.:
Mumford & Sons lança “The Banjo Song” e prepara terreno para novo álbum

A banda britânica Mumford & Sons continua a surpreender os fãs com sua produtividade. O grupo acaba de compartilhar a inédita The Banjo Song. A faixa integra o sexto álbum de estúdio do quarteto, intitulado Prizefighter. A gravadora Island Records agendou o lançamento do disco completo para o dia 20 de fevereiro de 2026. Portanto, The Banjo Song chega para aumentar a expectativa, juntando-se aos singles anteriores Rubber Band Man (com Hozier) e a faixa-título Prizefighter. Composição e parcerias de peso em The Banjo Song A nova música traz colaborações importantes. A banda compôs a faixa ao lado de Aaron Dessner (do The National) e Jon Bellion. Segundo o vocalista Marcus Mumford, este é o projeto que o deixou “mais empolgado” em toda a carreira. Além disso, o álbum Prizefighter conta com uma lista estelar de convidados. O grupo recebeu no estúdio nomes como Gracie Abrams, Chris Stapleton, Gigi Perez, além dos já citados Hozier e Dessner. Aliás, essa abertura reflete o desejo da banda de criar conexões e fortalecer a comunidade musical. Uma fase criativa intensa O ritmo de trabalho do Mumford & Sons impressiona. Apenas sete meses após o sucesso de RUSHMERE (lançado em março de 2025), eles mergulharam em um novo processo criativo. Eles escreveram e coproduziram o novo material com Aaron Dessner em apenas dez dias. As sessões ocorreram de forma orgânica e instintiva, muitas vezes ao redor da mesa da cozinha do estúdio Long Pond. O resultado são canções “não polidas” no melhor sentido, priorizando a emoção dos primeiros takes. Mumford & Sons no Brasil em 2026 Para a alegria dos fãs brasileiros, o ano de 2026 promete ser agitado também nos palcos. O Mumford & Sons é uma das atrações confirmadas no Rock In Rio 2026. Antes de desembarcar no Brasil, o grupo fará grandes apresentações na Europa. Eles lideram o line-up do festival BST Hyde Park, em Londres, em julho. O show marca o retorno da banda ao local após uma década. A agenda também inclui passagens por Groningen, Roma e Berlim. Portanto, Prizefighter não é apenas um álbum, mas o combustível para uma turnê global que promete reconectar a banda com seu público de forma intensa.
Entrevista | The Lemonheads – “Parei com a heroína, e minha cabeça se abriu”

Quase duas décadas após o último trabalho de estúdio, Evan Dando ressurge com o The Lemonheads em Love Chant, um álbum que marca não apenas o retorno de uma das vozes mais singulares do indie rock dos anos 1990, mas também uma nova fase pessoal e criativa do músico. Gravado majoritariamente no Brasil, o disco reflete a imersão de Dando na cena local e a parceria com o produtor Apollo Nove, nome conhecido por seu trabalho com artistas como Nação Zumbi e Otto. Morando em São Paulo e casado com uma brasileira, Dando parece ter encontrado um novo ponto de equilíbrio entre a leveza e a introspecção que sempre caracterizaram suas composições no Lemonheads. Em Love Chant, há espaço tanto para o lirismo nostálgico quanto para uma energia renovada, resultando em um som que flutua entre o passado e o presente, sem perder a essência do The Lemonheads. O álbum ainda reúne velhos companheiros de estrada, como J Mascis, Juliana Hatfield e Tom Morgan, em participações que reforçam o vínculo afetivo e musical que Dando construiu ao longo das décadas. Entre histórias curiosas de estúdio e reflexões sobre sobriedade e recomeços, o cantor mostra que está mais conectado do que nunca com sua arte. Além do novo disco, Dando prepara também o lançamento de sua autobiografia, Rumours of My Demise, que será acompanhada por um audiolivro gravado em São Paulo. E os fãs brasileiros do Lemonheads podem comemorar: o músico garante que há planos de levar o Love Chant aos palcos do país em breve. Confira abaixo a entrevista que Dando concedeu ao Blog n’ Roll, via Zoom, após a conclusão das gravações de Love Chant. O álbum foi gravado majoritariamente no Brasil. Como essa mudança de cenário influenciou o processo criativo e sonoro do disco? Diria que o estúdio é incrível. Ele foi construído pelo Roy Cicala, que trabalhou como engenheiro de som nos discos do John Lennon. Roy esteve envolvido em tudo. Temos muito equipamento aqui, o compressor de voz usado em Imagine, do Lennon, está lá embaixo. Temos umas paradas malucas. Ele faleceu em 2014, e agora o Apollo cuida do estúdio. Estamos reativando tudo. Conheci o Apollo do outro lado da rua, meio sem querer. Ele disse: “você tem que conhecer esse cara”. A gente estava no lançamento do filme do tio da minha esposa, que foi empresário da Elis Regina e do Tom Jobim. A faixa In the Margin tem uma composição conjunta com Marciana Jones e riffs por toda parte. Pode falar mais sobre essa parceria e o conceito da música? In the Margin é sobre o que quer que aconteça. É bem adolescente, tipo Edgar Allan Poe, muito romântica. Algo como: “vou sair dessa merda, vou lembrar de você um pouco, mas agora sou eu por mim mesmo”. É uma música jovem, rebelde, algo do tipo “não dou a mínima”. Prefiro morrer a deixar seus pensamentos me limitarem. É uma declaração. Você contou com vários colaboradores de longa data, como J Mascis, Juliana Hatfield e Tom Morgan. Como foi reunir esse “time” depois de tanto tempo? É tudo gente que conheço há muito tempo, então por que não? Se você conhece e está fazendo um disco… Sempre vejo o J e a Juliana. Ela fez turnê com a gente no ano passado. Falo com o J o tempo todo, fui eu quem apresentei a esposa dele para ele. Somos grandes amigos. J não faz alarde. Ele diz: “beleza, faço uma música”. E nem cobrou. Da última vez, eu disse: “J, faz um solo por US$ 4 mil?” E ele mandou quatro solos. Provavelmente estava com dois amigos e falou: “assiste isso, vou ganhar mil dólares tocando uns solos aqui”. (risos) A produção é assinada por Apollo Nove, um nome conhecido da música brasileira. Como foi trabalhar com ele e o que ele trouxe de especial para o disco? Começamos a fazer demos há um ano. Eu tocava bateria, fazia tudo. E já lançamos um single logo de cara, Fear of Living. A gente pensou: “é isso, é aqui que quero estar. Essa é minha vida”. Ele é ótimo. Cobra de você, mas do jeito certo: “Evan, dá pra fazer melhor”. Sempre precisei de alguém assim. Agora nós nos conhecemos bem. Ele me lembra um grupo de amigos que tenho, fãs do Velvet Underground, gente que realmente conhece música. Ele ama Brian Jones, dos Rolling Stones. Brian tocava as partes que ninguém ouvia. É isso. Está lá, mas escondido. O disco soa ao mesmo tempo nostálgico e atual. Como você equilibrou os elementos clássicos dos Lemonheads com novas influências e experiências de vida? Foi como um experimento científico. Mas, na real, só fui lá e fiz com o coração. Parei com a heroína, e minha cabeça se abriu. Agora meu coração e minha mente conversam. Só faço do jeito que consigo, aprendi a relaxar, e fazer música é sobre relaxar. Muitos artistas da nova geração, como Courtney Barnett e Waxahatchee, citam o The Lemonheads como influência. Como você vê essa repercussão entre novos músicos? A gente sempre quis ser esse tipo de banda, como The Replacements ou Ramones. Acho que consigo fazer isso, parece divertido. Somos esse tipo de banda. O lançamento do álbum será seguido por sua autobiografia, Rumours of My Demise. Existe um diálogo entre o disco e o livro? A conexão é que ambos têm a ver comigo. Lançamos os dois juntos como parte da campanha: “olha lá, o cara tem dois lançamentos”. Não é uma ligação temática, mas de momento. A gente correu pra lançar um junto com o outro. É uma campanha para voltar a ser bem-sucedido. Se já aconteceu uma vez, pode acontecer de novo. Aliás, estou aqui no estúdio porque vou gravar o audiolivro. Começa assim: “Deixei minha carteira nos arbustos da Walgreens”. Você pretende fazer shows de divulgação do Love Chant, inclusive no Brasil? O que os fãs podem esperar dessa nova fase ao vivo? Mais do mesmo, só que melhor. Agora tenho uma mulher
Molho Negro anuncia quinto álbum de estúdio

A banda Molho Negro, hoje formada por João Lemos (vocal/guitarra), Raony Pinheiro (baixo) e Antonio Fermentão (bateria), recém chegados à gravadora Deck, lança em breve o quinto álbum e o primeiro com o baterista Antonio Fermentão. “Eu normalmente levo um tempo pra compor, e dessa vez tentei trabalhar o máximo que pude nas músicas, ter opções e mais opções para debater, refazer e decidir, então foi um processo diferente”, comentou João Lemos. O primeiro single, Ficar Morto Vende, será lançado na próxima sexta-feira (3) e fala sobre uma paralisia do sono. “Um alarme tocando no fundo que você simplesmente não tem como desligar, o cheiro de fumaça num consultório que todo mundo ignora em conjunto, o mundo acabando sem ter muita coisa que a arte consiga fazer em relação à isso”, comentou João. “Mas pode ser que as pessoas tenham outra interpretação, pode ser que a minha ansiedade tenha tomado o controle e essa angústia toda é falta de sono, Vai saber”. O novo álbum foi gravado no Estúdio Costella, em São Paulo, onde a banda reside, e foi produzido por Gabriel Zander em parceria com eles, como já haviam feito nos dois discos anteriores.