Machine Gun Kelly embarca no pop punk em novo single

Machine Gun Kelly

O rapper Machine Gun Kelly já havia anunciado este mês que estava trabalhando em um álbum de rock. Pouco tempo depois, ele lança a primeira prévia do novo trabalho. A faixa why are you here mostra que não será um álbum de rock qualquer, mas sim um disco de pop punk. O lançamento, somente divulgado em áudio, começa lento e vai crescendo conforme a progressão da música. Ouça why are you here: Após sua atuação como Tommy Lee em The Dirt, biografia da Netflix sobre o Mötley Crue, Machine Gun Kelly parece ter se empolgado em entrar no universo das guitarras. O novo disco ainda não tem data de estreia confirmada, mas será lançado em 2020.

O rap e o resgate da identidade negra

Tem quem diga que vivemos em tempos de retrocesso, mas muitos artistas do rap nacional vão na contramão, com uma palavra que pode parecer até ser sinônimo: resgate! E a identidade é o alvo! Thiago Elñino é a prova disso. Peculiar, intenso e verdadeiro. É assim que descrevo seu jeito de fazer rap, preocupado em resgatar a ancestralidade. Em Diáspora (2016)  ele aconselha para “buscar sua raiz”. No final, canta “Irmão, me diz qual é o receio, de saber de onde tu veio, de saber quem você é. Irmão, fizeram tu achar feio, você vir de onde tu veio, destruíram sua fé”. O recente álbum dele, Pedras, Flechas, Lanças, Espadas & Espelhos, também tem essa vibe de trazer o passado a tona.   Lembro da vez que fui gravar para o meu Trabalho de Conclusão de Curso e a entrevistada disse que só se descobriu negra com quase 40 anos. Em uma época da vida, ela vivia um namoro no qual a mãe do cara não gostava dela por ser negra. Ela me disse que se naquela época  tivesse a consciência que tem hoje daria até turbante de presente para a sogra, só ‘para causar’. Falou isso com super alto astral. Ter consciência de si é sobre autoestima também. O rap retrata a vida Escuto a música Um dia de Injúria, do Amiri. Ele conta a história de um garoto que passou por racismo em toda sua vida, principalmente na infância e isso fez com que se sentisse feio. Que pessoa negra nunca se sentiu constrangida quando as crianças resolviam fazer uma lista de “pessoas mais bonitas da classe”.  Recentemente, um professor de Santos foi gravado chamando uma aluna preta de feia e outras demais expressões fruto do racismo. A letra de Amiri representa a vivência de muitos. Na adolescência, qual pessoa negra não se sentiu sozinha em um final de festa enquanto vários casaizinhos se formavam? Principalmente em um ambiente majoritariamente branca.  Autoestima Aí quando a Drik Barbosa lançou Rosas, eu fiquei abismada no replay. Olha o pique, o nível de autoestima da música. “Sorriso no rosto, isso te incomoda?”. Pois é né! Além de várias referências históricas negras na letra.  A busca pela identidade abre caminho para muitas questões serem trabalhadas. E um dos pontos é que a partir do momento que você se reconhece, se sente diretamente atingido pelos acontecimentos: atravessados pelo racismo de cada dia. Quando vejo alguém como MC Soffia, de 15 anos, e MC Caverinha, de 11, fazendo sucesso tão cedo e tão cientes da identidade deles, com todo apoio que merecem, fico com aquela pontada de esperança. Preta Rara já canta que “meninas negras não brincam com bonecas pretas”, em Falsa Abolição (2015). Um ano depois, MC Soffia  cantava “Devolva minhas bonecas. Quero brincar com elas. Minhas bonecas pretas. O que fizeram com elas?” Hoje, a jovem cantora anda muito bem com sua identidade, pelas letras da música. Hoje, ela canta que o “Continente mais rico é a África”, em É o Hype. A música integra o próximo EP intitulado Soffisticada.  O rap se insere nesse momento de resgate da ancestralidade como caminho para uma sociedade e indivíduos mais conscientes, principalmente em relação ao autoconhecimento. Aquela sensação se saber que você não é “feio”. Pois repito, como disse Thiago Elñino “fizeram tu achar feio, você vir de onde tu veio”. Um movimento em cadeia emerge quando olhamos para a identidade, e antes disso, para trás. 

Entrevista | Little Simz – “Queria fazer um álbum que fosse inclusivo”

Little Simz

Grey Area é o meio dos caminhos. Aos 25 anos, tudo deixou de ser preto e branco para Little Simz. E nessa área cinza, ela compôs seu terceiro álbum de estúdio, já aclamado pela crítica e considerado um dos melhores discos do ano. Em entrevista ao Blog n’ Roll, a artista contou sobre sua trajetória, processos criativos e principais referências. Mergulhando no rap e experimental, Simz começou na música bem cedo e já acumula cinco mixtapes, quatro EPs e três álbuns. Ela se apresenta em São Paulo nesta sexta, 15, compondo o lineup do Popload Festival. O ponto de partida foi aos 9 anos, quando saía depois da escola para exercitar a criatividade. Nascida Simbiatu Abisola Abiola Ajikawo, a rapper inglesa de ascendência nigeriana não perdeu tempo. Aos 15 anos, já tinha sua primeira produção publicada. Desde sempre, a honestidade é prioridade em suas letras. “Acho que é importante para mim ser clara, não quero ser mal entendida”. No entanto, com o passar do tempo, as linhas tão demarcadas da interpretação também foram se afrouxando. “Entretanto, entendo que de qualquer forma sempre haverá interpretações diferentes. Eu estou aprendendo a ir ao estúdio com a mente mais aberta, mesmo que a mensagem não seja entendida da forma que eu quero”. Novo processo criativo Little Simz finalizou Grey Area em apenas um mês. A marca impressionante de tempo significou uma jornada musical mais assertiva. “O processo criativo desta vez foi diferente pois foi mais focado”. “Eu fui ao estúdio com um produtor e nunca tinha feito isso antes. A maioria dos meus álbuns eram as pessoas me mandando beats e eu arranjava, mixava como queria, fazia tudo por mim mesma. Desta vez, eu tive alguém para pegar isso das minhas mãos, então eu podia focar nas minhas letras, no que eu queria escrever”. Após o trabalho conceitual no álbum anterior, Stilness in Wonderland (2016), que saiu acompanhado de revista em quadrinhos, exposição e até mesmo um festival, o novo álbum teve uma inspiração diferente: música ao vivo. A nova proposta era criar uma experiência musical que chegasse a todos. “Eu sabia que queria fazer um álbum que fosse inclusivo. Eu queria elevar meus shows de certa forma, então para fazer isso eu tinha que elevar a música”. Seu rap se tornou mais acessível, com refrões marcantes e um visual mais atrativo. Fala de arte, identidade e orgulho com propriedade, quando versa: eu sou Jay Z em um dia ruim / Shakespeare no meu pior dia. Principais influências Todos os gêneros musicais entram em suas influências. Mesmo partindo do hip hop, o rock n’ roll, jazz, R&B e blues entram no mix. Com beats focados em linhas de baixo demarcadas, o instrumental é sempre rico. Falando em influências musicais, muitas artistas femininas a inspiram. “Missy Ellot, Lauren Hyll, Amy Winehouse, Solange, Beyoncé, Nina Simone, Tracy Chapman… A lista continua”. Além da música, outro ponto forte de seu trabalho é o visual. Mesmo na área cinzenta, o estilo P&B demarcado é a essência da maioria de seus videoclipes. Também fotógrafa, a artista criou uma linguagem própria. Às vezes aproveita algumas referências fílmicas, mas na maioria das vezes, só trabalha suas ideias com Jeremy Ngatho Cole, que dirige todos os seus vídeos. Little Simz pelo mundo A rapper ficou conhecida pela turnê com o Gorillaz, um convite que lhe rendeu muito aprendizado. “Eu viajei com o Gorillaz em 2017, fizemos Europa, Reino Unido, algumas datas nos EUA, e foi uma das melhores experiências de toda minha vida, com certeza”. “Eles realmente me abraçaram, Damon é tão amável, tão genial, e ele sempre tem me apoiado em meu trabalho” Sobre a amizade com o Gorillaz Viajando pelo mundo, Simz destacou alguns lugares como seus favoritos. “Minha melhor experiência internacional até agora foi tocar na Austrália, Nova Zelândia, América, até a tour européia, e agora aqui na América do Sul”. Às vésperas de sua apresentação para o Popload, as energias são positivas. “Sinto que será um ótimo show. As audiências brasileiras querem uma festa, se divertir, e eu também. Acho que será ótimo”. Serviço Little Simz se apresenta logo após Luedji Luna, às 11h55. O Popload Festival acontece no Memorial da América Latina, em São Paulo, nesta sexta-feira (15). Ainda há ingressos disponíveis.

Mães de Maio encontram boas lembranças no Rap e no Funk

Coordenadora do movimento fala sobre aparecimento no clipe de Rashid e Emicida, e relembra nomes de MC´s da Baixada Santista que eram admirados pelas vítimas do massacre de 2006  O clipe Todo Dia, do rapper Rashid, lançado em setembro, é uma música-manifesto sobre “lutar diariamente”. Ele traz uma mensagem de resistir às injustiças do Estado e da “filosofia branca que destrói”. Um dos trechos da música revela um dado assustador.  “Tem noção que a cada 23 minutos, uma mãe preta fica de luto. Vidas que vão sem clemência ou tributo. Violência é o Produto Interno Bruto”? E essa frase resume parte da vida das integrantes do movimento Mães de Maio na Baixada Santista. Por isso, elas foram convidadas para participar do clipe.  Luta por justiça As integrantes do movimento da Baixada Santista estão há 13 anos na busca por  justiça pelos assassinatos de jovens que foram mortos por agentes do Estado em cidades da região em 2006. Naquele ano, as vítimas foram alvo de uma rixa entre facções e policiais. Elas não tinham envolvimento com a situação, mas acabaram morrendo inocentemente. “A produção Memória Viva entrou em contato solicitando autorização. Para nós, foi muito gratificante porque exigimos que essa luta seja de responsabilidade não só das mães, mas da sociedade. A gente sabe que muitos artistas saem da periferia, ganham status, mas precisamos que eles também façam o grito da periferia sair da garganta. Quando eu escuto o material que eles produziram me sinto contemplada. Eles ajudam muito a ecoar o grito das Mães de Maio”. Coordenadora do grupo Mães de Maio da Baixada Santista, Débora Silva, de 60 anos, sobre as imagens do clipe Todo Dia. Ela ainda diz que a visibilidade é um fator importante proporcionado pelos artistas que somam com o movimento. Também considera que eles ajudam a propagar a mensagem do grupo. “Nós do Mães de Maio também aparecemos no clipe Chapa, do Emicida. E a gente mostra o trabalho dentro das universidades, quando estamos fazendo debates”, detalha. Ex-Facção Central também cantou a luta As Mães de Maio também inspiraram a música A Fantástica Fábrica de Cadáver, do Eduardo, ex-integrante do Facção Central. Ele foi convidado para um evento do movimento em parceria com a Família 013, e cantou no lixão do Sambaiatuba, em São Vicente há cerca de cinco anos. Na ocasião, o artista ganhou um dos livros das Mães de Maio. Tempos depois, elas ficaram sabendo que a leitura do escrito resultou na música. Neste aspecto, Débora afirma que “a arte ajuda a ampliar o grito do movimento”. Música é memória viva dos jovens assassinados nos Crimes de Maio O convite para participar de produções de artistas também desencadeia boas memórias em Débora e nas integrantes do movimento, porque elas conseguem recordar além dos momentos de luto. “Quando eu vejo esses jovens artistas nos chamando para fazer parte do cenário musical, eu lembro do meu filho. Ele transformava a letra da música em nota musical. Ele era muito inteligente, tocava piano, violão… Então para mim a música é tudo”, relembra.  O filho de Débora não é o único a ser relembrado pelas produções musicais. A maioria das vítimas dos Crimes de Maio escutavam vários MCs, principalmente no ritmo funk, pois segundo Débora “nas letras das músicas eles colocavam a vivência da comunidade”.  Ela conta que uma das integrantes do movimento, que morreu no ano passado, era apaixonada pelas músicas dos artistas, porque sua filha era funkeira. “Ela até se desligava das atividades para ouvir música. A gente tinha que chamar sua atenção toda hora”, relata com empolgação.    MCs mortos em Santos Ela lembra da memória de MC Duda do Marapé, MC Primo, MC Careca e MC Felipe Boladão, que também foram mortos a tiros, nas mesmas condições das vítimas de 2006, segundo aponta as pesquisas dos Crimes de Maio.   “Foi muito simbólico, muito bonito. A música está dentro do movimento das mães. O rap é disciplina e a fusão do rap e do funk é unir o útil ao agradável. Jamais esquecemos dos MCs que gritavam pela periferia. Eles foram calados quando mortos, mas sempre louvamos esses meninos. Para nós, suas músicas são hino nacional das desigualdades desse país”. Débora afirma que um dos episódios mais marcantes em assassinatos de MCs no Brasil, foi a morte do MC Daleste, em 2013. “Depois disso se instaurou a cultura do medo nos MCs, e muitos começaram a cantar ostentação. E ficou mais aceitável, porque eles pararam de atacar o Estado, de falar da vivência da favela. A gente não aceitou isso, porque não aceitamos o consumismo, isso não vem da comunidade. Mas sempre relembramos a memória dos nossos MCs nos eventos. A molecada ainda canta as músicas deles”, afirma. 

Rap Plus Size divulga capa e detalhes do segundo álbum

Rap Plus Size divulga detalhes do novo álbum

A Grandiosa Imersão em Busca do Novo Mundo chega em 18 de outubro. Faltando dez dias para sua estreia, o novo trabalho do duo Rap Plus Size teve capa, tracklist e participações divulgadas. A obra é conceitual e se aprofunda em questões como gordofobia, machismo e outras formas de opressão. A capa do disco, com arte de Raquel Tomé, traz um pouco dessa expressão de profundidade, abordando a vastidão do oceano. “A ideia é de aprofundar mais os temas que já havíamos abordado anteriormente no primeiro disco”, conta Jupi77er. “Pensamos em mergulho, imersão, estudamos muito sobre mergulho livre, pesquisamos sobre o oceano”. Além das denúncias, a rapper caracteriza o trabalho como também “um mergulho em nós mesmos, em direção a uma nova realidade”. Além da capa, o duo também revelou algumas das participações do projeto. Entre eles, constam Djonga, Monna Brutal, Kamau e Cris SNJ, Mulamba, Danna Lisboa, Ingrid Martins e Luz Ribeiro. Outra novidade é a tracklist do novo álbum. Confira a relação de faixas de A Grandiosa Imersão em Busca do Novo Mundo: Aquário Pipeline Quebra Mental Fôlego Espelho Baleia 52 Cardume Submarino Abissal Nascente Novo Mundo

Kendrick Lamar bate recorde nas paradas da Billboard

Kendrick Lamar bate recorde da Billboard

Já considerado um dos ícones do rap moderno, o reinado de Kendrick Lamar segue forte. Com o disco good kid, m.A.A.d city (2012), o rapper consagra 358 semanas nas paradas da Billboard. Com este feito, tornou-se o álbum de hip hop mais longevo na lista da Billboard 200, superando The Eminem Show (2002), o antigo detentor do recorde. O feito é protagonista no hip hop, mas entre todos os estilos musicais, Lamar não está nem perto do grande detentor do título. Dark Side of the Moon, do Pink Floyd, é o disco que passou mais tempo nas paradas da Billboard, acumulando 943 semanas. O disco foi responsável por trazer Kendrick Lamar ao mainstream. Constam nele singles como Bitch Don’t Kill My Vibe e Swimming Pools (Drank). Desde então, o rapper tem alçado voos cada vez maiores. Desde To Pimp a Butterfly (2015) e DAMN. (2017), concentra nomeações ao Grammy e forte popularidade no meio. Recentemente, Kendrick Lamar fez ótimas parcerias, especialmente nos cinemas. O rapper esteve na trilha sonora de Homem-Aranha no Aranhaverso (2018) e Rei Leão (2019), além da marcante curadoria musical em Pantera Negra (2018). Kendrick faz história na música Outro momento grandioso de Kendrick Lamar veio quando DAMN. foi nomeado vencedor de um Pullitzer em 2018. O rapper tornou-se então o primeiro artista da história a vencer o prêmio fora da comunidade erudita. O Pullitzer foi entregue à Kendrick Lamar pela autenticidade, dinamismo e complexidade de sua obra. Retratando a realidade da vida afro-americana, o disco teve enorme reconhecimento por seu papel social. No mesmo ano, DAMN. também saiu vencedor de cinco Grammys.

Díolivíe lançará clipe gravado em Santos

Díolivíe lançará clipe em Santos

O rapper Díolivíe trouxe a produção de seu clipe para a Baixada. A faixa Não Me Diga Não faz parte do disco O Rap é Pop, que está em produção. O vídeo está sendo feito na cidade e conta com um teaser na página oficial do artista. Após trabalhar com um dos maiores grupos de hip hop de Porto Alegre, o Grupo U.R.C., o artista lança seu segundo álbum solo com o cenário caiçara. O Rap é Pop está em gravação, sendo divulgado com o single Oi. Mesclando rock, rap e pop, o músico intercala as referências de cada estilo. Atualmente, Díolivíe está em turnê pelo Brasil com seu novo trabalho. Ele apresentou seu single em show na Fonte do Sapo. Confira o vídeo clicando aqui.

Rapper santista Hericlis fala de superação em Ippo

Hericlis lança faixa Ippo

Hericlis lançou sua segunda faixa gravada. Ippo, já disponível nas plataformas digitais, conta com participação do produtor Sergio Estranho. A faixa surge fruto da empatia do artista pelo protagonista do anime Hajime no Ippo. Na animação, o personagem Ippo, um lutador de boxe, está tentando construir uma carreira no esporte. Mesmo apanhando durante vários rounds, ele sempre vence no final. Ao assistí-lo, Hericlis relacionou a história do personagem com seus problemas pessoais, além de admirar-se pela ideia de superação. Partindo desta premissa, o rapper convidou Estranho para um tributo a todos que estão enfrentando desafios e seguem na luta. Ippo sucede Efêmero, primeira faixa solo de estúdio do artista, lançada em 2018. Na ocasião, contou com a produção do rapper carioca Mahal Reis. Confira o áudio oficial de Ippo: Hericlis trabalha com produção de hip hop desde a escola. Seguindo a influência de poetas como Carlos Drummond e Augusto dos Anjos, suas letras transformam-se em ritmos versados. O artista incorpora referências no indie, boombap soul, trap e rock industrial. Nascido e criado na Baixada Santista, o artista busca deixar sua marca e trazer reflexões sobre o cotidiano.