‘Awkwafina Is Nora From Queens’ Review: A Star in Search of Herself

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The Witcher: a última grande novidade de 2019
Hot Chip transforma o anoitecer do Memorial em rave sofisticada com cover surpresa de Beastie Boys

Se o Khruangbin trouxe o relaxamento e o CSS a nostalgia, o Hot Chip veio para trabalhar as pernas do público. A banda britânica, com sua mistura cirúrgica de indie e eletrônico, pegou o horário de transição para a noite e montou uma discoteca a céu aberto. Alexis Taylor, com seu visual “nerd chic”, comandou um setlist que equilibrou as faixas do então recente A Bath Full of Ecstasy (como Hungry Child) com os clássicos obrigatórios. Over and Over e Ready for the Floor são músicas à prova de falhas: a precisão dos sintetizadores ao vivo é impressionante. Mas o “grande acerto” foi a surpresa final. A banda encerrou com um cover explosivo de Sabotage, dos Beastie Boys. Ver os britânicos polidos gritando e distorcendo guitarras nessa homenagem ao hip-hop punk foi o choque de energia final que o público precisava antes da maratona de rock do The Raconteurs.
Tove Lo desafia pé quebrado e entrega aula de pop sensual e carisma

Uma estrela pop comum talvez cancelasse o show. Tove Lo, não. Com o pé quebrado e usando uma bota ortopédica, a sueca trouxe a turnê de Sunshine Kitty para o Popload e deu uma lição de profissionalismo. Grande parte do show foi feita sentada em uma cadeira (que mais parecia um trono), mas isso não diminuiu em nada a voltagem sexual de sua performance. Hits como Disco Tits e Talking Body funcionaram perfeitamente com a acústica do festival. Tove Lo compensou a falta de mobilidade com interação, olhares e vocais afiados. O público comprou a briga, cantando cada verso de Cool Girl e Glad He’s Gone. O momento mais catártico veio no final, com Habits (Stay High). Ver milhares de pessoas cantando sobre “comer o jantar na banheira” enquanto a cantora, visivelmente emocionada e limitada fisicamente, entregava tudo de si, foi um dos momentos mais humanos e bonitos do evento.
Lovefoxxx lidera retorno triunfal do CSS e transforma Popload em festa da saudade indie

Havia uma dúvida no ar: o “indie dance” do Cansei de Ser Sexy (CSS) envelheceu bem ou soaria datado em 2019? A resposta veio em forma de uma festa caótica e deliciosa. Celebrando 15 anos de estrada (e após um longo hiato dos palcos brasileiros), a banda fez o show mais divertido do festival. Lovefoxxx, vestindo um figurino que misturava tules e cores vibrantes, não parou um segundo. A abertura com Art Bitch e Alala foi um soco de nostalgia que fez o público de trinta e poucos anos voltar à adolescência. Mesmo com alguns problemas técnicos e a ausência da formação original completa, a energia de faixas como Let’s Make Love and Listen to Death From Above compensou tudo. O show foi uma celebração da liberdade e do deboche que marcaram a cena indie dos anos 2000. Ao final, com Music Is My Hot Hot Sex e Lovefoxxx se jogando na galera (literalmente), o CSS provou que, mesmo que o “hype” tenha passado, a capacidade de fazer um festival inteiro pular continua intacta.
Khruangbin hipnotiza o Popload com funk tailandês e prova que música instrumental também ferve festival

Coube ao trio texano Khruangbin a tarefa de tocar sob o sol impiedoso da tarde no Memorial da América Latina. Para muitos, era apenas “aquela banda de nome difícil”, para os iniciados, a atração mais aguardada do dia. E eles entregaram exatamente o que se esperava: uma viagem psicodélica e elegante. Mark Speer (guitarra) e Laura Lee (baixo), com seus visuais de perucas cleópatra e roupas espaciais, transformaram o concreto quente do Memorial em uma praia da Tailândia dos anos 70. O setlist, focado em Con Todo El Mundo e The Universe Smiles Upon You, trouxe pérolas como Dern Kala e August 10. Não houve necessidade de vocalista carismático correndo pelo palco, o groove lento e preciso foi suficiente para fazer a massa dançar. O clímax, claro, foi a execução de Maria También. A faixa, que conta com um vídeo clipe homenageando mulheres iranianas, ganhou enxertos de Misirlou (tema de Pulp Fiction) e Apache, fechando o set do Khruangbin com uma energia de surf rock que conquistou até quem estava lá guardando lugar para o Raconteurs.
The Raven Age enfrenta o ‘Tribunal do Maiden’ no Morumbi e prova que há vida além do sobrenome Harris
Abrir para o Iron Maiden no Brasil é jogar no modo “Hard”. Abrir para o Iron Maiden sendo a banda do filho de Steve Harris é jogar no modo “Expert”. Quando o The Raven Age subiu ao palco do Morumbi ainda sob a luz do fim de tarde, a desconfiança era palpável. Seria apenas nepotismo ou havia substância ali? George Harris (guitarra) e seus companheiros trouxeram para São Paulo a turnê do álbum Conspiracy, apostando em um metalcore melódico e moderno, uma sonoridade que, ironicamente, destoa bastante do heavy metal clássico que os 60 mil presentes foram consumir. Metal moderno A banda não se intimidou. Após a introdução mecânica de Bloom of the Poison Seed, entraram com os dois pés no peito com Betrayal of the Mind. O som estava surpreendentemente nítido e alto para uma banda de abertura, favorecendo os riffs graves e a bateria precisa. Diferente do galope “cavalgado” do Maiden, o The Raven Age aposta em grooves quebrados e refrões radiofônicos, estilo Alter Bridge ou Trivium. Faixas como The Day the World Stood Still e Fleur de Lis mostraram que a banda tem composições sólidas, mesmo que genéricas para o ouvido mais exigente. Recepção do público O vocalista Matt James se esforçou para conectar com a multidão, correndo pelas passarelas laterais que seriam usadas por Bruce Dickinson horas depois. A resposta do público foi respeitosa: não houve vaias, mas também não houve a catarse vista em outros shows. O momento de maior conexão veio com Grave of the Fireflies, uma balada mais cadenciada que permitiu ao estádio respirar e apreciar a técnica dos músicos. George Harris, discreto e focado, evitou os holofotes, deixando claro que ali ele era apenas o guitarrista, não o “filho do dono”. O encerramento com Angel in Disgrace trouxe um pouco mais de velocidade e peso, garantindo aplausos educados ao final. O The Raven Age cumpriu sua função: aqueceu o sistema de som, testou a paciência dos puristas e entregou um show profissional.
The Parking Lots: todas as nuances do folk-punk em Something New
Crítica – Homem-Aranha: Longe de Casa agrada com Eurotrip cheio de ação