Rock in Rio fecha line-up de rock com The Hives, Rise Against e despedida do Sepultura

The Hives

A organização do Rock in Rio 2026 encerrou o mistério sobre a programação dos dias focados nas guitarras. Nesta terça-feira (17), o festival anunciou os nomes que completam os line-ups dos Palcos Mundo e Sunset para os dias 4 e 5 de setembro, juntando-se aos já anunciados Foo Fighters, Avenged Sevenfold e Bring Me The Horizon. O grande peso histórico do anúncio ficou por conta do Sepultura. A banda brasileira foi confirmada para abrir o Palco Mundo no dia 5 de setembro, realizando não apenas a sua despedida do festival, mas o penúltimo show de sua carreira, antecedendo o encerramento definitivo de suas atividades em São Paulo. Confira como ficou a divisão dos palcos: 4 de setembro: punk, garage rock e nostalgia nacional O dia encabeçado pelo Foo Fighters ganhou reforços de peso internacional que farão suas estreias na Cidade do Rock. 5 de setembro: metal moderno e nova geração O dia que já contava com Avenged Sevenfold e Bring Me The Horizon assumiu uma postura focada no rock e metal contemporâneo, com forte presença feminina no palco secundário. 🎸 Serviço: Rock in Rio 2026 Os ingressos do formato “Rock in Rio Card” já estão esgotados. A organização anunciará a data para a venda geral de ingressos em breve.

Ricochet: Novo álbum do Rise Against decepciona fãs

Ricochet, o décimo álbum de estúdio do Rise Against, prometia uma nova fase da banda de Chicago sob a batuta da produtora Catherine Marks e do mixer Alan Moulder. Mas, em vez de revitalizar a sonoridade característica do grupo, o disco acabou destoando: vozes envoltas em reverb excessivo, produção polida além da conta, arranjos que preferem o pop radiofônico em vez do punk rápido e agressivo que a banda construiu ao longo da carreira. Enquanto há momentos de força, como o groove urgente da dobradinha “Sink Like a Stone” e “Forty Days” e a potência refinada de “Nod”, executada em show último show no Brasil, a maioria das faixas mergulha em territórios excessivamente lisos, como “Soldier” e “Gold Long Gone”. Soa muito mais como pastiche do que como evolução. Parece tudo, menos Rise Against. A recepção dos fãs nas redes sociais tem sido dura. Relatos no Instagram e no Reddit são claros: “Este é, de longe, o álbum que menos gostei da banda.”“A mixagem é um overload sensorial, meus ouvidos fatigaram.”“Isso não é punk. A produção não é punk.” Ou seja, ao tentar “ser diferente”, como disse Tim McIlrath em entrevista recente, o resultado parece ter afastado fãs históricos, muitos reclamando que Ricochet soa distante da energia visceral e urgência que define o Rise Against desde os primeiros álbuns. Óbvio que os shows vão continuar sendo ótimos, graças a boa discografia da banda. Porém este será um álbum que daqui há alguns anos ninguém irá se lembrar. Nota 2.5 de 5

Rise Against faz show de gente grande e sai ainda mais gigante do Punk is Coming

De festival em festival, o Rise Against vai aumentando o seu público no Brasil. Depois do Lollapalooza 2023, a banda marcou presença na primeira edição do Punk Is Coming, que rolou no último sábado (8), no Allianz Parque, em São Paulo. Abraçada pelo público do início ao fim, a banda de Chicago teve um 1h05 de show para desfilar seus principais hits e ainda apresentar algumas novidades. O vocalista e guitarrista Tim McIlrath conversou em alguns momentos com os fãs, perguntando quem já conhecia a banda ou quem havia ido nos shows de 2023 (fez Lolla Side também). Parecia muito feliz em retornar ao país. Em outro momento, Tim destacou as bandas The Warning e Amyl And The Sniffers, garantindo que o “futuro do rock estava bem representado” com elas. Com 12 faixas no repertório, a banda focou nos hits, gastando logo de cara: Re-Education (Through-Labor), The Violence e Give It All. Foi a apresentação que mais agitou o público, com exceção do Offspring, dono da festa.Mais adiante, Tim perguntou se o público se incomodaria com a inclusão de uma faixa nova no set. Com a resposta positiva, tocou Nod, lançada no fim de janeiro, logo após outro clássico, Satellite. Rise Against em alta temperatura Na sequência, aumentou a temperatura ao máximo com Ready to Fall e Prayer Of The Refugee. Com o mosh pit bastante violento, uma pessoa ficou ferida e precisou de atendimento médico. Ao perceber a presença dos bombeiros na plateia, Tim pediu para o público cooperar e interrompeu o show até garantir que o fã estivesse bem. Foi bastante aplaudido pela ação. Para reduzir um pouco a insanidade dos fãs, mandou a balada Swing Life Away, cantada apenas com violão e voz. Foi o suficiente para acalmar os ânimos e garantir o primeiro momento de luzes de celulares acesas. Aliás, antes de Savior, Tim falou sobre como é difícil ser um sobrevivente em 2025 diante de tantas atrocidades causadas por políticos gananciosos e intolerantes. Por fim, podemos dizer que o Rise Against saiu ainda mais gigante do que entrou no Allianz Parque. Show de banda consagrada e veterana. Edit this setlist | More Rise Against setlists

Atração do Punk is Coming, Rise Against lança primeiro single em três anos

Atração do festival Punk is Coming no Brasil, em março, o Rise Against soltou sua primeira música inédita em três anos. A faixa escolhida é Nod, que veio acompanhada de um videoclipe. “Nod é sobre o consolo que encontramos na comunidade. É sobre o conforto de saber que não estamos sozinhos. Esse conforto pode moderar nossa raiva e nossa frustração, pelo menos temporariamente”, comentou o vocalista e compositor Tim McIlrath, em comunicado enviado à imprensa. Com uma agenda recheada de shows, o Rise Against, que é formado por Tim McIlrath (vocal/guitarra), Joe Principe (baixo/vocal), Zach Blair (guitarra/vocal) e Brandon Barnes (bateria), fará uma longa série de shows pela Europa, antes de tocar em dezenas de arenas, anfiteatros e pavilhões dos EUA com o Papa Roach. No Brasil, a banda acompanha o Offspring no Rio de Janeiro (6 de março), São Paulo (8 de março) e Curitiba (9 de março). Ainda há ingressos à venda.