Rogério Skylab celebra os 20 anos de Skylab IV em show marcado por um mar de cigarros, em Santos

Cigarros arremessados no palco, uma voz em coro gritando “lindo, tesão, bonito e gostosão” por diversas vezes, e um público que ansiava sempre pela próxima música. Essas foram só algumas das características do show de Rogério Skylab em Santos, nessa sexta-feira (29). O carioca de 69 anos está viajando pelo Brasil com a turnê que comemora os 20 anos de Skylab IV, um de seus álbuns mais emblemáticos. Dessa vez, ele subiu ao palco do Arena Club para celebrar essa obra importante. Aliás, essa foi a oportunidade perfeita para os fãs da Baixada Santista que nunca viram o artista ao vivo. É o caso do mecânico Bruno Ayala, 31, que acompanha o trabalho de Skylab há mais de uma década. “Eu o conheci por meio de uma roda de amigos. Além das músicas, também acompanhava o seu podcast Contemporâneos e, claro, as entrevistas em que ele participa. Estou esperando ver toda aquela loucura do Skylab no palco!”, comentou, minutos antes do show começar. Se a promessa era uma homenagem ao Skylab IV… Foi cumprida com êxito! Afinal, Skylab executou todas as 15 faixas do álbum. O repertório começou com IML e terminou com Por dentro, por fora. Enquanto isso, o público cantava junto e já arremessava alguns cigarrinhos. Um ou outro… por enquanto. Assim, Skylab apresentou uma obra constituída essencialmente por rock, mas que também bebe da fonte da MPB. Aliás, o público tem a sua preferida e a cantou bem alto, em contraste com aquele sonzinho de bossa nova. Você já sabe qual é, né? Logo depois do Skylab IV, o carioca apresentou músicas de suas obras mais recentes. Tivemos, por exemplo, as faixas Fui por Aí, da Trilogia da Putrefação – Volume 1 e Alguém Como Nós, de seu último álbum lançado, Mesa de Dissecação. “Essa turnê conta com todo o repertório do disco Skylab IV, e também conta com músicas dos meus trabalhos mais novos. Pra vocês verem como foram feitas em momentos diferentes”, explicou Rogério Skylab no palco. Afinal, como ele comentou em entrevista recente ao Blog n’Roll, suas obras não são monotemáticas. Em seguida, aconteceu aquele momento que talvez seja o mais esperado pelos fãs. Skylab começou a cantar Tem Cigarro Aí e imediatamente provocou uma chuva de cigarros. Tinha muito cigarro. Muito mesmo. Bastante. O palco ficou completamente inundado por eles, se assim podemos dizer. Um mar de nicotina. Durante mais de oito minutos, o público lançou cigarros em direção ao palco e cantou todos os trechos junto com Skylab. Era nítido que boa parte das pessoas presentes aguardava ansiosamente por esse momento. Outros clássicos de sua carreira, que já conta com mais de três décadas, foram incluídos no setlist. Fátima Bernardes Experiência, por exemplo, é uma delas. Depois, a performance de Matador de Passarinhos também era claramente aguardada pelos fãs. Esse, inclusive, teve direito a um mosh pit e tirou todo o Arena Club do chão. Aliás, essa música deu nome ao seu antigo programa de entrevistas no Canal Brasil, que foi transmitido entre 2010 e 2013. Por fim, acompanhado de uma banda talentosa e entrosada, Rogério Skylab cantou a clássica Você Vai Continuar Fazendo Música?. Com uma letra que expõe as diversas tentativas de desestimular a sua arte, ele mostra que não ouviu aqueles “incentivos”. Ele continuou, sim, fazendo música. Continua com a sua turnê. E vai continuar fazendo música nova: ele já está trabalhando no seu novo álbum, em suas madrugadas produtivas e silenciosas.

Hibizco estreia com disco intenso e mergulhado no rock em português

A Hibizco lança nesta sexta-feira (8) o primeiro álbum da carreira, “De Te Mostrar Intenso”. Com dez faixas inéditas, o trio gaúcho aposta em um trabalho guiado por relações humanas, desejos, frustrações e amadurecimento emocional, tudo atravessado por uma sonoridade que mistura rock, emo, indie e pop rock em português. Produzido por Edo Portugal no Superlua Studio, em Porto Alegre, o disco foi construído a partir de um repertório de quase 60 composições. A banda cita nomes como Fresno, Wolf Alice, Paramore, Pitty e Skank entre as referências que ajudaram a moldar o álbum. O lançamento ao vivo acontece no dia 14 de maio, no Bar Ocidente, espaço que também aparece citado na faixa “Azul Roxo”.

Entrevista | DZ Rock – “Nossas letras conseguem trazer um tom desse lance caiçara que o grunge não explora”

Eu já tinha finalizado a entrevista e fechado o meu caderno, quando comentei com Roger DZ e Gabriel Panza (vocalista e baterista da DZ ROCK, respectivamente) que o segundo álbum da banda de grunge caiçara, A Vida é um Rolê dos Bons me lembrava o som do Charlie Brown Jr. Foi instantâneo: Panza riu olhando para Roger, que fazia uma espécie de negação com a cabeça, brincando. “É que a gente não gosta muito de ser comparado ao Charlie Brown Junior, a gente tenta não ir por esse caminho”, disse Roger. Mas, se você é caiçara – ou apenas um(a) grande admirador(a) de Charlie Brown Jr -, calma! Os veteranos são uma das maiores inspirações para a DZ Rock (leia até o final do texto, e você vai ver). Afinal, é possível admirar e querer seguir uma outra direção, não é mesmo? Com dois álbuns lançados, shows que agitam a cena noturna de Santos e região e projetos solos que estão a caminho, confira abaixo a entrevista de Roger DZ e Gabriel Panza para o Blog n’Roll. Voilà: Grunge Caiçara A DZ Rock é formada por Roger DZ (vocal), Júlio Peruca (guitarra), Julio Navajas (guitarra), Wagner Miyashiro (baixo) e Gabriel Panza (baterista e produtor). Autodenominada grunge caiçara, a banda nasceu em 2020, em plena pandemia. Segundo Panza, o logo apresenta um símbolo de radioatividade porque surgiu naquele período, portanto, “todas as pessoas eram radioativas demais pra estarem perto uma da outra”. Por muito tempo, Roger deixou na gaveta (literalmente) letras que nunca saíram dali. Porém, estava na hora delas serem materializadas em músicas e apresentadas ao mundo. E foi logo depois de sua união com Gabriel Panza que tudo começou. Além de baterista, Panza também é proprietário do Estúdio Wave, que atualmente fica localizado no Gonzaga, coração de Santos. Em seguida, os outros integrantes chegaram para formar a DZ Rock e, em 2022, o primeiro álbum independente da DZ era lançado: “Não Confie em Tudo Mas Não Duvide de Nada”. “Eu acho o primeiro álbum muito mais grunge do que o segundo. A Música ‘Quem Errou’ é introspectiva, fala de alguém que passou na sua vida, pisou na bola e é bom reconhecer o erro. Ali é o grunge do grunge, bebido na fonte. Do primeiro álbum, essa é a música que eu mais gosto”, comenta Roger. E Panza complementa: “Nossas letras conseguem trazer um tom desse lance do caiçara que o grunge não explora”. A Vida é um Rolê dos Bons Lançado em novembro de 2025, A Vida é um Rolê dos Bons tem 11 faixas autorais e músicas mais enérgicas, como “Feinho Nota 10” e “Grunge Caiçara”. “Além do grunge, a gente tem muita coisa do hardcore, do new metal, que sempre foram fontes que a gente bebia, mas não conseguia trazer pro nosso som. Então nesse segundo álbum, a gente se sentiu um pouco mais livre pra trazer essas canções que são mais enérgicas e têm até um pouco de humor em alguns casos. Então conseguimos trazer essa nova ‘cara’ pra banda”, explica Panza. Das 11 músicas, duas contam com participações; “Coletividade é a Evolução”, juntamente com a SKASU, e “Suor e o Dom” com a Dinossaurus. E para futuros projetos, podemos esperar por muitas collabs com bandas caiçaras: “Eu pago pau pra galera da região, não tem jeito. Adoraria gravar com o Fildzz [Aliados], BaySide Kings e até artistas de outras vertentes que eu admiro, como o Diego Alencikas [forró e MPB]”, diz Roger. DZ Rock em festivais? A DZ Rock agita a noite santista e já se apresentou em diversas casas de show. Além disso, a banda também já se apresentou na capital de São Paulo, abrindo shows para bandas como CPM 22. Quando questionados se sentem vontade de tocar em festivais, Panza diz que adoraria estar no line-up de eventos como Lollapalozza, Rock in Rio e João Rock; “A gente sabe montar um show pra festival”. Por outro lado, Roger não descarta a possibilidade da criação de um festival com bandas autorais e independentes da região. Inclusive, ele é o fundador do Rolê das Tribos, evento que fomenta a cena caiçara com apresentações de bandas e artistas regionais. E a próxima edição já está chegando: acontecerá na sexta-feira (01), feriado. Projetos solos O álbum acústico Paz de Espírito será o primeiro projeto solo de Roger e está na reta final de produção. Com 8 faixas ao todo, a obra mesclará rock, reggae e samba. De antemão, ele adianta: “não tem nada a ver com a DZ Rock”. Antes de tudo, diferente do que costuma ser feito, o artista não lançará single por single. Assim, o álbum será lançado de uma só vez e chega às plataformas digitais no dia 05 de junho. E não é só o vocal da DZ que tem um projeto paralelo! Gabriel Panza está a frente do Água e Sal junto com a sua irmã, Isabela Panza. Os irmãos tocam o projeto com cuidado, propósito e não cedem à pressa do mercado para produzir suas canções: “Temos de 3 a 4 músicas para serem lançadas em 2026 e existe todo um contexto audiovisual, com significado”, conta Panza. Entre as músicas, estão Amor de Irmãos, em colaboração com o cantor Gabriel Elias, e uma nova versão da música Desacelera – dessa vez mais zen, com instrumentos de meditação. 1 álbum pelo resto da vida Finalmente, vamos as referências da dupla entrevistada. Pearl Jam, Nirvana, Soundgarden, Puddle of Mudd, Tad e Gruntruck entram nessa lista. E claro: muita veia de música caiçara! “Se vocês pudessem escolher apenas um álbum para ouvir pelo resto da vida, qual seria?”, perguntei. Roger respondeu Audioslave (2002), álbum homônimo de estreia da banda, e Preço Curto, Prazo Longo (1999) do Charlie Brown Jr. E Charlie Brown Jr. também foi a escolha nacional de Panza, com o álbum Transpiração Continua Prolongada (1997). Já para álbum internacional, o baterista e produtor musical respondeu Dookie (1994), da banda Green Day. Por fim, a DZ Rock se apresenta na próxima

“Streets of Minneapolis”: Bruce Springsteen lança música urgente contra o “terror de estado”

Quando a história acontece, Bruce Springsteen não costuma ficar em silêncio. Nesta quarta-feira (28), o “The Boss” surpreendeu a todos com o lançamento de uma canção inédita e visceral: Streets of Minneapolis. A faixa é uma resposta direta e imediata ao que o cantor chamou de “terror de estado sendo visitado na cidade de Minneapolis”. A música é dedicada aos “vizinhos imigrantes” e, especificamente, à memória dos residentes Renee Good e Alex Pretti, mortos por agentes do ICE (Immigration and Customs Enforcement). Exército privado do Rei Trump em Streets of Minneapolis A urgência da gravação é palpável. Em comunicado, Springsteen revelou o processo relâmpago: “Escrevi essa música no sábado, gravei ontem e lancei para vocês hoje”. A sonoridade começa parcialmente acústica, mas explode em um arranjo de banda completa. A letra não usa meias palavras. Springsteen descreve uma cidade em chamas sob as botas de um ocupante, referindo-se aos agentes federais como o “exército privado do Rei Trump vindo do DHS”. O refrão e os momentos de canto coletivo incluem o grito de guerra: “ICE out of Minneapolis” (ICE fora de Minneapolis). Tributo às vítimas O momento mais tocante da canção narra a tragédia local, citando nominalmente as vítimas da ação federal: “Havia pegadas de sangue / Onde a misericórdia deveria estar / E dois mortos deixados para morrer nas ruas cheias de neve / Alex Pretti e Renee Good”. O título da faixa ecoa, propositalmente, um dos maiores clássicos de sua carreira, Streets of Philadelphia (que abordava a crise da aids anos 90), traçando um paralelo entre as crises humanitárias de diferentes épocas. A música encerra com uma promessa de resistência para este “inverno de 26”: “Vamos tomar nossa posição por esta terra / E pelo estranho em nosso meio / Vamos lembrar os nomes daqueles que morreram / Nas ruas de Minneapolis”. Ouça a faixa abaixo

Grammy 2026: os destaques do rock, blues e reggae

O Grammy 2026, que acontece neste domingo (1), tem nas categorias de rock um destaque maior para Linkin Park, Deftones e Turnstile. O Linkin Park chega com força total na era Emily Armstrong, disputando Melhor Álbum de Rock com From Zero e Performance de Rock com The Emptiness Machine. Eles enfrentam o Deftones (Private Music) e os queridinhos do novo hardcore melódico, Turnstile, que aparecem em quase todas as frentes do gênero. No campo Alternativo, o duelo de titãs fica entre The Cure (com o aclamado Songs of a Lost World) e Bon Iver. Já no Reggae, a cena jamaicana está bem representada por nomes como Vybz Kartel e Lila Iké, mantendo a tradição de produções que misturam o roots com a modernidade do dancehall. Confira a lista completa de indicados aqui. É possível assistir à cerimônia pelo canal de TV por assinatura TNT ou pelo serviço de streaming HBO Max. Indicados Melhor Performance de Rock Melhor Desempenho em Metal Melhor Música de Rock Melhor Álbum de Rock Melhor Performance de Música Alternativa Melhor Álbum de Música Alternativa Melhor Álbum de Blues Tradicional Melhor Álbum de Blues Contemporâneo Melhor Album de Rock Latino ou Alternativo Melhor Álbum de Reggae Onde assistir o Grammy 2026 A transmissão acontece neste domingo, 1º de fevereiro, direto da Crypto.com Arena, em Los Angeles.

‘Concha Rock Santos’ chega à 10ª edição e presenteia fãs do punk, emo e indie

O Concha Rock Santos apresenta, neste domingo (24), os shows acústicos das bandas santistas Suburbia e SubPop, que vão agitar o palco da Concha Acústica Vicente de Carvalho (ao lado do canal 3), a partir das 18 horas, com dois tributos especiais para os fãs de punk, emo e indie. A programação, que aconteceria em 19 de outubro, foi remanejada devido ao mau tempo. Em homenagem ao grupo norte-americano Green Day, considerado entre os maiores ícones do punk rock de todos os tempos, a Suburbia traz toda energia e atitude do power trio californiano num espetáculo inédito com repertório totalmente unplugged de grandes sucessos como Basket Case, She, Good Riddance (Time Of Your Life), Wake Me Up When September Ends, entre outros. Já a SubPop tem um set mais diversificado com o melhor do pop/rock alternativo nacional e internacional dos anos 2000. As bandas Suburbia e SubPop surgiram em 2021 e 2024, respectivamente, e contam com a mesma formação, incluindo Rodrigo Ferreira (voz/violão), Fernando Galvão (guitarra/violão), Glauber Silva (baixo) e Gabriel Colaço (bateria/cajon). Com apresentações lotadas e gratuitas reunindo mais de 300 pessoas na orla da praia do Gonzaga, o Concha Rock Santos chega a sua 10ª edição. Idealizado pelo jornalista e produtor cultural santista Guilherme Zeinum, o projeto foi criado em 2017 e tem como principal objetivo levar o rock’n’roll de volta à Concha Acústica de Santos, em formato desplugado e intimista, para roqueiros de todas as gerações curtirem juntos. O local é pet friendly e também possui acessibilidade total. Publicado no Diário Oficial entre os “principais eventos da área cultural realizados no município de Santos”, o Concha Rock Santos é uma realização da Z1Press em parceria com a Secretaria de Cultura (Secult). Esta iniciativa contempla os itens 3 e 4 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU: Saúde e Educação de Qualidade. Em caso de chuva, a programação é cancelada e remarcada posteriormente. Mais informações pelas redes sociais: @concharocksantos SERVIÇO 10º Concha Rock Santos Data: 24 de outubro de 2024 (domingo)Atrações: Suburbia (Green Day Cover) e SubPop (Tributo Pop/Punk/Emo/Indie)Local: Concha Acústica (Av. Vicente de Carvalho, s/nº – Gonzaga – Santos/SP)Horário: 18h às 20hClassificação: livreEntrada: gratuita

Acústicos & Valvulados lança vídeo de “Mesmo Que Ninguém Te Veja”

Acústicos & Valvulados feat Egypcio: Mesmo Que Ninguém Te Veja

A banda Acústicos & Valvulados lançou o videoclipe de seu mais recente single, Mesmo Que Ninguém Te Veja, com participação especial de Egypcio (Tihuana). Dirigido por Trick Bernardi, o clipe aposta em um visual tecnológico, incorporando o quinteto gaúcho em um plano sequência que destaca a narrativa de superação e resiliência da música com o uso criativo de inteligência artificial. No videoclipe, a banda vivencia uma série de situações que simbolizam superação, representadas através de metáforas visuais, como dados de jogo, que remetem à letra da música. Cada cena incorpora uma estética retrô inspirada em quadrinhos misturada com o surrealismo, criando um cenário urbano caótico que espelha a luta e o renascimento que a música evoca.  Frame do videoclipe “Mesmo Que Ninguém Te Veja” em parceria com Egypcio   A banda optou por uma estética visual intensa, com uma paleta de cores contrastantes e planos sequência que capturam a energia e urgência da mensagem. O diretor e produtor da obra, Trick Bernardi, explica que o uso da IA trouxe desafios técnicos significativos. “A parte de lip sync e a construção dos avatares dos músicos foram as etapas mais difíceis, visto que foi necessário combinar várias ferramentas para alcançar o resultado que queríamos”. Para o baterista Paulo James, a experiência de ver a música se transformar em imagens foi “surpreendente e acima das expectativas”. Ele compartilha: “Quando vimos o resultado final, sentimos que a IA trouxe algo único. As cenas capturam visualmente a luta e a resiliência de que falamos na letra – é um vídeo para se conectar e refletir”. O vocalista da Acústicos & Valvulados, Rafael Malenotti, que também é a voz de muitos dos sentimentos e histórias da banda, frisa que essa é uma das produções mais ousadas da carreira. “Estar num projeto assim, em que cada detalhe foi pensado para potencializar a mensagem da música, só faz a experiência ser ainda mais intensa”. A participação especial de Egypcio, vocalista da banda Tihuana em Mesmo Que Ninguém Te Veja, torna o lançamento ainda mais especial, reforçando a atemporalidade da composição em uma colaboração que ressalta a habilidade dos Acústicos & Valvulados em se reinventar ao longo dos anos, sempre evoluindo e expandindo suas conexões no cenário do rock nacional. Não é a primeira vez que a banda colabora com nomes de peso: entre 2021 e 2022, eles uniram forças com Frejat, Beto Bruno (Cachorro Grande) e Carlinhos Carneiro (Bidê ou Balde) nas faixas Fim de Tarde com Você, Ao Vivo e a Cores, e Pra Mim, respectivamente. O novo lançamento reforça o espírito de inovação e a autenticidade que fazem dos Acústicos & Valvulados uma referência sólida no rock do Rio Grande do Sul. Imagem de Divulgação por Zé Carlos de Andrade Além de Paulo James na bateria e Rafael Malenotti nos vocais e violão, a banda Acústicos & Valvulados ainda é composta por: Diego Lopes (baixo), Alexandre Móica (guitarra) e Daniel Mossmann (guitarra). Cada um dos integrantes trouxe sua marca e energia para o vídeo, compondo o pano de fundo ideal para a mensagem de resiliência e superação que permeia o single. A capa do single (uma cena do videoclipe) traduz a essência visual da produção, enquanto o design foi finalizado por Janice Alves, que manteve o equilíbrio entre o visual retrô e as referências contemporâneas. Mesmo Que Ninguém Te Veja, de Acústicos & Valvulados e Egypcio, já está disponível em todas as plataformas de streaming.

Tilly Birds, o trio tailandês sensação no cenário mundial

Uma nova coluna se inicia aqui no Blog n Roll, e eu, Laura Fialho, vou trazer uma nova perspectiva sobre a música asiática para vocês. Aqui na Silly Bird Rocks On, vocês vão poder abrir o leque de artistas que fazem sucesso do outro lado do mundo, principalmente em países como Filipinas e Tailândia. Por falar nisso, o nome da coluna é uma homenagem à banda tailandesa que eu tanto adoro, o Tilly Birds. Inspirada pela energia e criatividade desse grupo incrível, decidi criar uma variação do nome para usar como meu usuário online – vocês me encontram nas redes sociais como Silly Bird. Mas vamos ao foco desse primeiro texto. Quem são os Tilly Birds, e por que eles são tão especiais? Formada na Tailândia, em 2011, a banda é composta por três amigos que decidiram juntar seus nomes para batizar o trio. O nome faz um jogo de palavras com os dois integrantes iniciais, Third e Billy, e desde então, eles vêm conquistando espaço com sua mistura única de rock e influências de bandas icônicas como Beatles e Queen. Curiosamente, Third e Billy – assim como muita gente – não faziam ideia de que “Tilly” também era uma palavra real em inglês, que significa “pássaro pequeno”. Esse fato, inclusive, passou a ser apontado por fãs da banda ao redor do mundo com o passar do tempo. A primeira vez que a Tilly Birds se apresentou ao vivo foi em um festival universitário na Tailândia. Eles estavam tão nervosos que esqueceram de afinar as guitarras, mas, por sorte, a energia da plateia foi tão contagiante que ninguém pareceu perceber a gafe. Embora o som da banda tenha influências claras de rock e pop ocidentais, os membros também revelaram que algumas das suas músicas são inspiradas por trilhas sonoras de filmes antigos tailandeses, que eles escutavam com seus avós. Um ritual curioso da banda antes de entrar no palco é que todos os membros fazem uma dancinha engraçada de 30 segundos nos bastidores. Eles acreditam que isso ajuda a aliviar a tensão e começar o show com boas vibrações. Durante a pandemia, o grupo fez várias lives de casa para se conectar com os fãs. Em uma dessas lives, enquanto cantavam uma versão acústica de uma música, o cachorro de um dos membros apareceu no vídeo e “cantou” junto, o que virou um meme entre os fãs. Até o momento, a banda lançou três álbuns: ผู้เดียว (Phu Diao) (2020), It’s Gonna Be OK (2021), que ganhou uma versão deluxe no ano seguinte, além de It’s Be Gonna Be Tilly Birds, ao vivo (2023). No início de outubro, a banda revelou o single Retro-39. Foi o segundo som inédito divulgado em 2024. Anteriormente, lançou White Pills. E o Tilly Birds já confirmou que vem álbum novo aí. Aqui estão algumas músicas imperdíveis para quem está começando a conhecer a banda: ถ้าเราเจอกันอีก (Until Then) แค่เธอเข้ามา (Just Being Friendly) ฉันมันเป็นใคร (Who Am I?) Essas faixas capturam bem a diversidade do som da banda, misturando letras profundas, melodias cativantes e uma energia única.

Acústicos & Valvulados e Egypcio lançam “Mesmo Que Ninguém Te Veja”

Acústicos & Valvulados e Egypcio (Tihuana) lançam single “Mesmo Que Ninguém Te Veja”, marcando novo momento com primeira inédita em seis anos

Em meio a uma trajetória marcada por grandes sucessos, os Acústicos & Valvulados retornam ao cenário musical com uma faixa que traduz resiliência e renascimento. “Mesmo Que Ninguém Te Veja” é o primeiro lançamento inédito da banda em seis anos, trazendo uma reflexão sobre a importância de seguir em frente, mesmo sem reconhecimento imediato. Com uma participação especial de Egypcio, vocalista da icônica banda Tihuana, a canção marca um reencontro com o público e um convite à superação, mesclando um som urgente com uma mensagem atemporal. Não é a primeira vez que os Acústicos & Valvulados se juntam a grandes nomes do rock nacional. Entre 2021 e 2022, colaboraram com Frejat, Beto Bruno (Cachorro Grande) e Carlinhos Carneiro (Bidê ou Balde), respectivamente, nas canções Fim de Tarde com Você, Ao Vivo e a Cores e Pra Mim. Essas parcerias destacam a habilidade da banda em se reinventar e evoluir, e a participação de Egypcio em Mesmo Que Ninguém Te Veja reforça ainda mais essa capacidade, sem nunca perder a essência que os consolidou como uma referência no rock do Rio Grande do Sul. O baterista e autor da canção, Paulo James, reflete sobre o surgimento da música e sua relevância no momento atual: “Essa música já estava guardada há um tempo. Resolvemos retomá-la, e em 2024, durante o processo de gravação, vimos o nosso estado sendo devastado pelas enchentes. De repente, tudo fez sentido – a letra falava sobre reconstrução e resiliência, e entendemos que havia uma conexão maior ali. É sobre superar as adversidades, sobre renascer em meio ao caos”. A participação de Egypcio foi um marco importante para a banda, destacando a força da canção. Rafael Malenotti, vocalista dos Acústicos & Valvulados, ressalta: “Trazer o Egypcio para essa faixa foi uma honra imensa. Ele é uma voz que marcou época, assim como nós temos nossa trajetória no rock nacional. ‘Mesmo Que Ninguém Te Veja’ carrega essa energia de superação, e a presença dele amplificou essa mensagem.” Egypcio, que volta aos palcos com o Tihuana para celebrar os 25 anos do álbum Ilegal, também ressalta o impacto dessa colaboração. “Quando recebi o convite dos Acústicos, senti que era uma música com alma, uma mensagem forte e necessária. Foi muito especial contribuir com meus amigos gaúchos e fazer parte desse som que fala de resiliência em tempos difíceis”. Em novembro, o novo single ganhará um videoclipe dirigido por Trick Bernardi, que utilizou recursos de Inteligência Artificial para criar uma estética inovadora. A produção mistura a linguagem dos quadrinhos com elementos fantásticos, proporcionando uma experiência visual única. Paulo James explica que explorar essa tecnologia emergente foi desafiador. “Conseguimos capturar visualmente a essência da música – a luta interna e a resiliência – através de imagens fortes e expressivas”. Produzida, mixada e masterizada por Diego Lopes (baixista da banda) no Estúdio Tabuleiro, em Porto Alegre, Mesmo Que Ninguém Te Veja é uma declaração de que, em tempos de incerteza, o que importa é seguir em frente, com ou sem aplausos.