Santista Renan Valdez une MPB e música eletrônica nas canções do EP “Girassol”

Girassol, do músico e compositor santista Renan Valdez, chegou às plataformas digitais. O projeto, concebido a partir de um momento de profunda transformação pessoal, narra uma história de desapego, ressignificação e a redescoberta de si mesmo. A inspiração para o trabalho surgiu em 2023, após o término de um relacionamento significativo, que ocorreu logo depois do Carnaval. A dor da separação foi agravada por um elemento de capacitismo, pois o artista havia sido diagnosticado no espectro autista um pouco antes, e suas dificuldades foram usadas como justificativa para o fim da relação. Essa crise de identidade, misturada à dor da perda de uma pessoa amada, tornou-se o catalisador para as composições do EP. Sem dúvida, o EP é uma obra sobre as fases da jornada emocional: negação, raiva, barganha, depressão e aceitação. As canções misturam as memórias da relação que se perdeu com a busca pelo autoconhecimento e a auto aceitação, criando uma trajetória narrativa que vai da melancolia à superação. Além disso, a escolha do nome é simbólica: Girassol; o símbolo universal das deficiências invisíveis. A sonoridade do trabalho é um ponto de destaque. Renan Valdez cria uma ponte entre o pop contemporâneo e a Música Popular Brasileira, mesclando batidas eletrônicas de dancehall e hyperpop com ritmos como o maracatu, o baião e a bossa nova. O resultado é um som único e peculiar, que soa familiar e, ao mesmo tempo, completamente original. Cada faixa do EP contribui para a narrativa e a riqueza musical do projeto. A Intro é uma colagem de sons e memórias que culmina na lembrança melancólica da música de Luiz Melodia. Galinha e Vem Pra Mim exploram a tristeza da perda com um toque dançante, enquanto Bolero Da Saudade Maior traz uma ousadia sensual e Sozinho reflete sobre o medo da solidão. A faixa-título, Girassol, é um samba-hyperpop que celebra o fim do ciclo, a aceitação e a redescoberta de si. Além do som, Renan Valdez explora em sua arte um conceito que engloba o visual e o imaterial. As performances, figurinos, adereços e maquiagem foram idealizados por ele para dialogar com as memórias e os conceitos do álbum, transformando o show em uma experiência completa que vai além da música.

Produtor cultural Cesar Sanchez, o Boi, morre aos 50 anos

O produtor cultural santista Cesar Jacinto Sanchez Sabatina Júnior, o Boi, morreu no domingo (24), aos 50 anos. O produtor foi velado no velório da Beneficência Portuguesa (Rua São Paulo, 74, Vila Belmiro). Em nota, a Secretaria de Cultura prestou homenagem ao agitador cultural. “Boi tinha uma longa história na cena do rock da região, e manteve um trabalho muito significativo no contato com artistas consagrados, mas sem esquecer de abrir portas para novos talentos. Certamente, fará muita falta a todos aqueles que apreciavam seu trabalho”, comentou o secretário de Cultura, Rafael Leal. Boi sempre teve grande participação no cenário musical da região, sendo um dos responsáveis por levar o rock a lugares impensáveis, como o Teatro Guarany, no Centro Histórico de Santos.

Kevin Willian lança o insólito EP “Tudo Novo, Nada Certo”; ouça!

Com uma fórmula incomum e estética inovadora, Tudo Novo, Nada Certo nasce surfando em tendências e ritmos ainda poucos explorados em território nacional. O EP visual do jovem santista Kevin Willian busca abrir horizontes em sua trajetória musical e artística. “Essas são as primeiras músicas que faço sozinho. Elas fazem parte de mim. Eu tô há muito tempo segurando elas e trabalhando todos os detalhes pra esse lançamento. O Tudo Novo, Nada Certo é o início de um novo momento da minha vida e o meu maior objetivo com ele é viver o máximo de coisas novas”, conta Kevin Willian. Transitando entre gêneros como indie pop e bedroompop, o EP te transporta para um universo cheio de sensações te emergindo numa grande onda digital. No decorrer das faixas, se torna algo extremamente processado, cheio de glitches e efeitos brincando com ritmos quebrados e baterias sampleadas. Tudo Novo, Nada Certo é uma obra coesa e arriscada que consegue ser sensível e agressiva no ponto certo. O EP conta com seis faixas que nos apresentam a história de um personagem que passa a não se reconhecer mais fora das distorções criadas a partir do uso crônico de redes sociais. Sua vida, relações e vontades não fazem mais sentido, pois ele se encontra perdido dentro de escolhas forçadas por algoritmos, propagandas e sentimentos intrusos. Assim, sintetizando essa escassez de vida gerada por longos anos de distanciamento social e perda de contato humano e realidade.

Da primeira gravidez ao primeiro single: conheça Hayya

O ponto de partida. O início da vida também se tornou o início de Hayya, projeto artístico solo que nasceu junto com o nascimento de sua filha, ainda em 2020. Das primeiras letras, ao primeiro lançamento, hoje nasce também Baby Blues, single e clipe que marca a concretização desta gestação artística que levou 24 meses. Com influências que abarcam o dream pop e o indie, a estreia traz a libertação e a reflexão de como é ser uma mulher e mãe, e como o autoconhecimento aprofunda uma série de sensações que empoderam e fascinam. A canção de estreia traz como principal tema a maternidade, como já sinaliza o título, Baby Blues, termo em inglês utilizado para designar o sentimento de melancolia que toma conta de algumas mulheres alguns dias após o parto. As mudanças não são somente no corpo, também se refletem na realidade da mulher que agora também assume a identidade de mãe perante a sociedade. A música visa mostrar a maternidade real, falando sobre o que muitas mulheres sentem, mas que é pouco falado. “Entre momentos de tempestades e calmarias que podem se suceder no início da maternidade, a mulher tenta se reencontrar. Não somos mais quem éramos e podemos demorar um pouco até nos redescobrirmos. Mas no final, nós encontramos nossas melhores versões! No plural porque somos muito mais do que mães, somos também mulheres, amigas, profissionais e o que mais nós quisermos ser!”, declara Hayya. O trabalho de estreia antecipa o álbum, que será lançado em setembro deste ano. Entre as influências musicais de Hayya estão bandas como Beach House, Cigarettes After Sex, O Terno e Baleia. “Ela nasceu no meio da pandemia e foi um período muito desafiador. Nós escolhemos não saber o sexo do bebê até o nascimento, e quando ela nasceu e descobri que era uma menina comecei a refletir muito sobre ser mulher na sociedade atual. Os problemas que nós, mulheres, enfrentamos há tantos séculos e que ela também irá, mas também como é fascinante e poderoso ser mulher. E a partir daí comecei a escrever sobre esses temas. E agora, meu companheiro, o músico Gabriel Neves, criou melodias lindas para as letras e passamos a trabalhar juntos”, conta Hayya. O single Baby Blues tem letra de Hayya e música de Gabriel Neves. A mixagem e masterização é da própria artista, com gravação de voz realizada no PlugAí Orange (Santos). Já o clipe é uma produção e direção de Hayya e Gabriel Neves, com edição da Hayya. As fotos de divulgação são de autoria do artista Kaleo Gradilone.

HENRI lança single Coração de Plástico e anuncia primeiro álbum solo

Com trabalhos paralelos na cena independente, como o duo de indie pop Carpechill e a banda Corte Aberto que teve seu EP produzido por Chuck Hipolitho, HENRI anunciou seu primeiro álbum em carreira solo. Alter ego de Thiago Henrique Vasques, o nome artístico nasceu ainda nos projetos paralelos do músico, nascido em Santos e radicado em São Paulo. HENRI deu o start em seu projeto solo no período da quarentena, quando – no mood “bedroom pop” – produziu e gravou um EP contendo cinco faixas, intitulado Músicas de Gaveta. O EP teve masterização de Joe Irente, que a partir daí estreitou uma parceria com o músico que culminaria na produção musical de seu álbum Secreto Amor. Com referências distintas, HENRI voltado para o pop e o indie rock, e Joe Irente para a vertente da música eletrônica experimental, artista e produtor encontraram no new wave seu elo comum. Revisitando composições antigas de HENRI, Coração de Plástico foi a primeira faixa escolhida para trabalharem juntos e que acabou por ditar toda a estética do álbum. De acordo com HENRI, a demo soava parecido com Two Door Cinema Club: “um indie pop genérico, mas com boas melodias e refrões cativantes”. Com o trabalho de produção musical, a faixa ganhou ares de new wave. “Apesar da escolha por sons analógicos, sintetizadores monofônicos e drum machines que remetem à estética synth pop, o new wave está na junção de todos os elementos, os variados ritmos rolando ao mesmo tempo, percussões como bongo, guitarra e violão… a estrutura da música tem como referência Talking Heads”, diz o produtor Joe Irente. A letra de Coração de Plástico aborda como tema central relacionamentos entorpecidos por conflitos internos potencializados pela fugacidade do dia a dia, própria da vida pós-moderna. “A música reflete o fracasso do homem moderno em lidar com a velocidade das coisas e o peso da vida adulta, trazendo percalços e dificuldades nas relações amorosas em que vive”, revela HENRI. Dirigido por Jessica Crusco e Fernanda Degolin que formam dupla e assinam suas produções audiovisuais como The Mysterious, com fotografia de Leo Ramires, roteiro e edição do próprio artista – que trabalha com audiovisual em paralelo à carreira musical – o videoclipe subverte a real intenção da letra da música, que trata de uma relação amorosa. Já o clipe transmite outra mensagem através de uma alegoria, que é o nascimento da sua persona como músico. “O videoclipe fala sobre as dificuldades em ser um artista independente, misturado com as inseguranças que assombram todo o artista, seria a motivação pela escolha, mas tudo se mistura também com o questionamento: como se preparar para ser um artista pop hoje em dia?”, conta HENRI. Assista ao videoclipe de Coração de Plástico

Dany Romano libera álbum de estúdio; ouça O Sexto Filho

Ao longo do ano de 2021, Dany Romano lançou dez músicas, uma em cada mês, a partir de fevereiro. Contudo, em dezembro, o disco, intitulado O Sexto Filho, foi lançado cheio, junto a uma música inédita. O disco traz esse nome por Romano ser o sexto filho da família, e além disso, o álbum é o sexto que ele está lançando. Produzido durante a pandemia e de forma inteiramente remota, junto aos produtores Tadeu Patola, de São Paulo, e Flávio Medeiros, de Lisboa, as canções contam sobre as vivências de Romano durante a pandemia. “Esse trabalho eu gravei na minha casa, fiz as bases de violão, cantei e meio que pré-produzi. Fui o meu próprio produtor aqui em casa, aí eu mandava todos esses arquivos para o produtor mesmo. Ele gravava a bateria, o baixo, guitarras, mixava e masterizava. Eu nunca tinha feito sozinho, gravando aqui em casa e mandando os arquivos para o produtor, as ideias todas vieram durante a pandemia”, explicou o cantor. Dany Romano, conhecido por encher bares e restaurantes na Baixada Santista, pela primeira vez fez um lançamento somente no digital. “Eu tinha os CDs para vender quando eu estava tocando na noite. Esse é o primeiro que foi direto para o digital. Eu estou sentindo falta de ter. Lançar uma coisa que eu não tenho em mãos para ver, é bem diferente. Mas é a tecnologia, o mundo digital está aí, então vamos aproveitar”. Divulgação do O Sexto Filho Por conta da pandemia, a divulgação também está sendo feita pela internet. Portanto, Dany Romano pretende esperar as coisas melhorarem um pouco mais para fazer uma grande apresentação do seu novo disco. “Eu pretendo fazer um show em algum teatro, eu sempre gosto de fazer o show de divulgação em um teatro. Ou no Teatro Guarany, Municipal, Coliseu, vou escolher ainda, ou de repente no do Sesc, quem sabe”, contou. Além disso, o cantor pretende levar a sua música para outros lugares. Como já fez em 2016, na sua turnê pela Califórnia, nos Estados Unidos, onde também teve a oportunidade de abrir dois shows do Lulu Santos. Confira o novo disco de Dany Romano abaixo:

Santista Marcelo Maccagnan divulga single Vital Spark

O baixista santista Marcelo Maccagnan acaba disponibilizar nas plataformas digitais, Vital Spark, primeiro single de seu próximo disco que será lançado em dezembro. Para Marcelo Maccagnan, residente em Nova York, “a música é bem chill, com texturas criadas pelos acordes. Escrevi uma composição para baixo solo, e adaptei para a banda”, diz. “Também trago referências brasileiras na segunda parte da melodia”, completa. Além do baixista, participam Andrew Cheng (guitarra – Malásia), Sukyung Kim (teclados – Coreia do Sul) e Maxime Cholley (bateria – França). Com 27 anos, Marcelo Maccagnan é formado pela Berklee College of Music em Boston. Em 2017, se mudou para Nova York, onde tem tido oportunidade de se envolver em diversos projetos em gêneros como rock, blues e world music, além do jazz instrumental e da música brasileira. Em 2018, lançou seu primeiro disco autoral, Looking Ahead. Posteriormente, em 2020, lançou Boundless, gravado na sala de sua casa durante a pandemia, ao lado dos músicos Kelvin Andreas (bateria/Indonesia) e Andrew Cheng.

Santista Enzo Borges canta o amor e a juventude em álbum de estreia

O álbum Nineteen, estreia solo do cantor santista Enzo Borges, é uma jornada de autoconhecimento de sua juventude, do amor, a ansiedade e de si mesmo como homem negro. Lançado no último dia 22, o álbum tem 11 faixas em inglês, compostas e produzidas pelo próprio artista. As principais influências são artistas como Fresno, Paramore, Wallows e Phoebe Bridgers, que equilibram o estilo indie rock das composições. Mas um jeito mais simples de descrever a obra é a influência dos filmes, cujo álbum lembra muito uma trilha sonora. “Estou sempre vendo filmes que têm essas temáticas de jovens crescendo, entendendo o que querem ser no mundo. É o que quis mostrar nesse álbum”. Ex-aluno do colégio Santa Cecília, Enzo sempre teve contato com a arte. Aos oito anos, fez aula de teatro, e com 12, ganhou o primeiro violão do tio. Fã da escrita e de contar histórias, ao mesmo tempo que aprendia a tocar o violão, compunha as primeiras músicas. A música corre no sangue – as avós cantavam durante a juventude, o que despertou o amor pela arte nos pais de Enzo, que sempre o apoiaram em sua carreira. Nineteen é composto em inglês, língua que faz parte da sua vida desde a infância, quando cursou. Enzo foi responsável pela composição das letras, escritas quando ele ainda tinha 19 anos, enquanto ainda entendia mais sobre si mesmo e a vida, e passava por um processo de amadurecimento. Já a mixagem e masterização do álbum foram feitas quando ele completou 20 anos. Ele tocou todos os instrumentos, exceto pela bateria, que foi programada. Carreira de Enzo Borges com a Baluarte O cantor também é vocalista da banda santista Baluarte, formada entre 2018 e 2019. Apesar de ser um dos quatro compositores, e a banda ter letras em estilo parecido com sua carreira solo, a Baluarte tem referências bem mais ecléticas. “Algumas temáticas são parecidas. Mas são lugares diferentes, impressões diferentes”, conta. O álbum Nineteen, de Enzo Borges, está disponível em todas as principais plataformas de música: Spotify, Deezer, Apple Music, iTunes, Amazon Music, e YouTube. Ouça a faixa Quiet my Mind:

Santista Franja debuta com clipe e single “Razão da Minha Brisa”

Tem debute no mundo do pop! O cantor e compositor Franja, novo nome do pop & RnB brasileiro e aspirante à aposta do gênero em 2021, está com uma grande novidade saindo do forno. O artista acaba de lançar o single e clipe de Razão da Minha Brisa em todos os apps de música e no YouTube. Composta pelo cantor, com influências musicais que flutuam de Vitão à Djavan e produzida por Juca Natal e Felipe Ribeiro, Razão da Minha Brisa fala sobre uma paixão que vira um divisor de águas na forma de enxergar o amor. “O single fala sobre uma pessoa que está vivendo uma paixão que vira o divisor de águas na sua forma de enxergar o amor. Viajando neste pensamento (da brisa), ela começa a se dar conta que o sentimento aflorado já tomou conta da situação e ela percebe que está pronta para deixar a ‘vida bandida’ de lado e viver essa paixão, conta Franja. O clipe é assinado por Leonardo Nemésio (Chitão) – responsável pelo DVD do Sertanejo Lucas Fernandes que conta com as participações especiais de Alexandre Pires e da dupla Guilherme & Benuto – e retrata o cantor em um personagem caminhando pelas ruas de de São Paulo, refletindo sobre seus sentimentos. “Estou muito feliz com o resultado, acredito que o Chitão (diretor) tenha conseguido captar a essência da canção e superou minhas expectativas. O primeiro clipe a gente nunca esquece, né? Músico desde a adolescência, Paulo Mateus Pieri Pivetta, ou simplesmente Franja, está pronto para espalhar suas músicas pelos quatro cantos do país. Nascido em Santos, o cantor esteve à frente do grupo de pop rock de limeira Los Krocomilos por mais de 15 anos e é idealizador do Festival Los Krocomilos, onde já passaram atrações como Planta & Raiz, Gabriel O Pensador, Maskavo e Flora Matos. Razão da minha Brisa é o primeiro single de trabalho da carreira solo do músico e antecede o lançamento de um EP com cinco faixas e previsão de lançamento para o primeiro semestre de 2022.