Mudança no lineup: Eskröta entra no Overload Beer Fest deste sábado; Obituary lidera a festa

A semana do Overload Beer Fest começa com uma novidade importante na escalação. O festival, que retorna a São Paulo neste sábado, 21 de fevereiro, anunciou uma alteração de última hora: a banda santista Surra não fará mais parte do evento. Para manter a energia lá no alto e a representatividade do crossover/thrash nacional, a organização agiu rápido e convocou o trio Eskröta para assumir a vaga. As minas, que vêm em uma ascensão meteórica na cena, se juntam ao peso do Vulcano (com participação especial do vocalista Angel), D.E.R. (lançando álbum novo) e Cemitério. Obituary Apesar da mudança, a espinha dorsal do evento segue inabalável com uma das atrações internacionais mais aguardadas do ano. O Obituary, verdadeira instituição do death metal mundial, é o headliner da noite com um set especial celebrando os 35 anos do clássico Cause of Death. Formado pelos irmãos John e Donald Tardy, o grupo ajudou a moldar o som da Flórida no fim dos anos 80, apostando menos na velocidade desenfreada e mais na densidade: riffs graves, cadenciados e o vocal cavernoso inconfundível de John. Cause of Death (1990) é um marco do gênero. Com a participação histórica do guitarrista James Murphy (Death, Testament), o disco trouxe solos elaborados para a base brutal da banda, criando hinos como Chopped in Half, Infected e Turned Inside Out. Cerveja e cultura metal Além da maratona de shows, o Overload Beer Fest mantém sua tradição de unir música extrema a boas bebidas. O evento contará com diversos rótulos de cervejas artesanais, opções de alimentação (incluindo vegana) e um Metal Market completo com discos, camisetas e livros. A realização é da Overload, que já aquece os motores para uma sequência de shows em março, incluindo Fall of Troy, Vola e Moonspell. 🎫 Serviço: Overload Beer Fest 2026 Ingressos Vendas: Clube do Ingresso
As I Lay Dying anuncia turnê no Brasil celebrando 20 anos de “Shadows Are Security”

Uma das bandas pilares do metalcore, o As I Lay Dying, confirmou o seu retorno ao Brasil. A turnê An Evening With As I Lay Dying desembarca no país em maio para celebrar duas décadas de um disco que definiu uma geração: Shadows Are Security. Com realização da Dark Dimensions, a passagem da banda contará com duas datas: Celebração de um clássico Lançado em 2005, Shadows Are Security foi o álbum que catapultou o As I Lay Dying para o reconhecimento internacional, entregando hinos como Confined e Through Struggle. A turnê promete revisitar essa fase de ouro, sem deixar de lado sucessos posteriores de An Ocean Between Us e faixas recentes. Nova formação do As I Lay Dying com DNA brasileiro O As I Lay Dying vive um novo capítulo. Liderada pelo fundador Tim Lambesis, a banda passou por uma reformulação completa e agora conta com um time de peso, incluindo o guitarrista brasileiro Bill Hudson (Northtale, Doro). Completam o line-up Don Vedda (guitarra), Chris Clancy (baixo e vocais) e o monstruoso baterista Tim Yeung (ex-Morbid Angel). A banda também apresentou recentemente os singles Echoes e If I Fall, que mostram a direção do próximo álbum de estúdio via Napalm Records. Serviço: As I Lay Dying no Brasil Os ingressos já estão disponíveis através da plataforma Ingresso Master. São Paulo Curitiba Classificação: 18 anos.
Leisure anuncia show único em São Paulo para maio

O sexteto neozelandês Leisure confirmou sua vinda ao Brasil. Trazida pela 30e, a banda fará uma apresentação única em São Paulo, no Cine Joia, no dia 13 de maio (quarta-feira). O show faz parte da turnê de divulgação do álbum Welcome to the Mood (2025). Vendas começam amanhã! Para quem não quer perder a chance de ver de perto os donos de hits virais como Got It Bad, a venda de ingressos começa já nesta quinta-feira, 12 de fevereiro, às 15h no site da Eventim. Vibe do Leisure Formado em Auckland, o Leisure construiu uma base sólida de fãs ao redor do mundo misturando soul, funk dos anos 70 e eletrônica refinada. O que começou como um projeto paralelo de músicos e produtores renomados da Nova Zelândia, virou um fenômeno com mais de 850 milhões de streams. O novo show foca no álbum Welcome to the Mood, lançado no ano passado, que aprofunda a identidade da banda com arranjos mais abertos e letras sobre desejo e celebração. Após passarem por festivais como Lollapalooza Chicago e Outside Lands, eles chegam ao Brasil no auge da forma técnica e criativa. Serviço: Leisure em São Paulo Ingressos: Onde Comprar:
Com mais um grande show, entenda a história do teatro do My Chemical Romance

Após 18 anos de espera, o My Chemical Romance encerrou a passagem por São Paulo com um segundo show no Allianz Parque nesta sexta, dia 6, entregando uma apresentação que foi além do formato tradicional. A banda apostou em uma experiência grandiosa para tocar The Black Parade na íntegra, dividida entre impacto musical e narrativa cênica, transformando o palco em um espaço teatral carregado de simbolismos. A abertura ficou novamente por conta do The Hives, que aqueceu o público antes de o MCR assumir o controle da noite com uma produção visual marcada por fogo, projeções e personagens que conduzem a história do espetáculo. O setlist passou por ajustes em relação ao dia anterior (confira aqui), com menos músicas de seu debut álbum. Mesmo com a entrega intensa e a resposta imediata do público, algumas ausências chamaram atenção. A banda não tocou The Ghost Of You, apesar dos pedidos vindos das arquibancadas, e também não apresentou nenhuma música inédita ou estreia ao longo da turnê. De surpresa mesmo, apenas o fato de Helena não ser o encerramento da noite. Musicalmente, o grupo mostrou coesão e força, com Gerard Way conduzindo o espetáculo em clima dramático, alternando momentos de entrega emocional com ironia e interação pontual com o público. A segunda parte do show reuniu faixas de diferentes fases da carreira, garantindo um encerramento catártico e reafirmando a conexão do My Chemical Romance com sua base de fãs brasileira. Com menos falas e interações com o público, Gerard Way falou “obrigado” em português e disse que era a única palavra que ele sabia. Já Frank Iero, de maneira tímida, mudou “Trust Me” para “Confie em Mim” nos backing vocals de I’m Not Okay. Entenda o Teatro para a execução de The Black Parade Antes mesmo da primeira música, o espetáculo estabelece uma narrativa própria. A história apresentada se passa na chamada Era do Concreto, um período fictício de prosperidade governado por um ditador imortal. Dentro desse universo, o Black Parade, dado como morto em 2007, retorna após anos encarcerado em uma instituição chamada M.O.A.T., uma mistura de prisão, hospital psiquiátrico e centro de recondicionamento. Essa ambientação é reforçada por regras exibidas no telão em um idioma inventado e pela presença constante de vigilância no palco. A encenação ganha corpo com personagens recorrentes, como o homem que varre o palco, a enfermeira que divide os vocais de Mama com Gerard Way e o clerk, figura central que interage com a banda e conduz parte da narrativa. Os músicos entram escoltados, usam uniformes antigos e deteriorados do Black Parade e são tratados como pacientes ou prisioneiros, enquanto personagens como a The Secretary observam tudo em silêncio, reforçando a sensação de controle e hierarquia. Ao longo do show, o conceito se aprofunda em temas como obediência, perda de identidade e recondicionamento psicológico. Elementos visuais como um grande olho que desce sobre o palco, cenas de procedimentos médicos e projeções perturbadoras acompanham músicas como Sleep e Mama, transformando o concerto em uma espécie de ópera distópica. O resultado é um espetáculo que mistura música, teatro e crítica simbólica, deixando mais perguntas do que respostas e reforçando a ideia de que o My Chemical Romance não voltou apenas para tocar um disco clássico, mas para expandir sua própria mitologia diante do público. Setlist da noite The Black Parade – Parte 1The End.Dead!This Is How I DisappearThe Sharpest Lives Welcome to the Black ParadeI Don’t Love YouHouse of WolvesCancerMamaSleepTeenagersDisenchantedFamous Last Words (com trechos de The Welcome Parade)The End/Blood Hits – Parte 2 Our Lady of SorrowsBury Me in BlackNa Na Na (Na Na Na Na Na Na Na Na Na)SINGHelenaPlanetary (GO!)To the EndDESTROYAI’m Not Okay (I Promise)The Foundations of Decay (primeira vez na história como fechamento de show)
After Forever anuncia show em São Paulo após 20 anos

O After Forever está de volta à América Latina. Vinte anos após sua última passagem pela região, no inesquecível festival Live N’ Louder de 2006, a banda holandesa confirmou uma apresentação em São Paulo, no Tokio Marine Hall. O show marca o início da perna latino-americana da turnê, que passará também por Argentina, Chile e Colômbia. Celebrando “Decipher” e “Prison of Desire” Embora a banda tenha encerrado as atividades oficialmente em 2009, o guitarrista e fundador Sander Gommans reuniu parte da formação clássica em 2025 para celebrar o legado do grupo. A turnê comemorativa foca nos 25 anos do álbum seminal Decipher (2001) e nos 26 anos do debut Prison of Desire. “Fãs da América Latina apoiam o After Forever desde o lançamento do primeiro álbum, e nos sentimos muito felizes por poder anunciar que daremos continuidade a esse tributo em 2026”, declarou Gommans. Nova formação Para esta celebração do legado, a banda conta com membros originais e grandes nomes da cena: 🎫 Ingressos para o After Forever A corrida pelos ingressos começa na próxima semana e será dividida em duas etapas: As vendas acontecem pela Ticketmaster. 📅 Serviço: After Forever em São Paulo Preços: Onde comprar:
My Chemical Romance transforma Allianz Parque em manicômio gótico para celebrar The Black Parade

Esqueça o conceito tradicional de show de estádio. O que se viu na noite desta quinta-feira (5) no Allianz Parque, em São Paulo, foi uma peça de teatro macabra musicada por uma das bandas mais importantes do século 21. Para celebrar os 20 anos de The Black Parade, o My Chemical Romance não se limitou a tocar o disco, eles construíram um universo. Ao entrarem no palco, transformado em uma espécie de sanatório/prisão distópico sob a vigilância de um olho digital gigante, Gerard Way e companhia deixaram claro que a noite seria dividida entre a ficção do “Mundo de Draag” e a realidade crua dos hits. Teatro de The Black Parade Quando o MCR assumiu o palco, o clima pesou. A execução na íntegra do álbum de 2006 foi marcada pela teatralidade. Cada integrante parecia um paciente tomando sua medicação ao entrar em cena. Musicalmente, a sequência é imbatível. De Dead! a Mama, o público cantou cada verso como se fosse uma oração. Mas o destaque foi a narrativa visual. A presença dos personagens “O Cavalheiro” (o boneco de Gerard) e “O Atendente” criou uma tensão constante. >> SAIBA COMO FOI O SHOW DO THE HIVES O clímax desse primeiro ato foi chocante e inverteu a lógica da turnê de 2025. Durante a reprise de The End, numa versão melancólica de piano e violino, Gerard Way não foi a vítima. Em uma reviravolta sangrenta, o vocalista atacou “O Atendente” em uma cama hospitalar. Enquanto Blood tocava, Way encenou a remoção das entranhas do personagem, com sangue jorrando cenograficamente, um Grand Guignol que deixou a plateia boquiaberta. O público vibrou muito com o plot twist. Hits e a libertação Passada a carnificina teatral, a banda voltou para o “mundo real” no segundo set. Sem o palco B (usado em outras turnês), eles concentraram a energia na estrutura principal para desfilar o legado. A trinca I’m Not Okay (I Promise), Na Na Na e Helena (no encerramento) serviu para lembrar porque eles lotam duas vezes o Allianz Parque em São Paulo. Foi o momento da catarse coletiva, onde a atuação deu lugar à pura energia do rock. A voz de Gerard, exigida ao extremo por mais de duas horas, funcionou bem demais. The World Is Ugly e Cemetery Drive foram as surpresas da segunda parte do show, ambas estrearam na turnê no primeiro show em São Paulo. O My Chemical Romance em 2026 é uma entidade complexa. Eles conseguem satisfazer a nostalgia dos fãs de Three Cheers for Sweet Revenge enquanto entregam uma performance artística digna de grandes produções da Broadway. O show no Allianz foi visualmente denso, musicalmente impecável e, acima de tudo, corajoso. Em uma era de apresentações pasteurizadas, ver uma banda “estripar” um personagem no palco principal de um estádio é a prova de que o rock ainda pode (e deve) ser perigoso. Edit this setlist | More My Chemical Romance setlists
Para mais um público novo no Brasil, The Hives diverte fãs de My Chemical Romance com show enérgico

Antes do show emocional do My Chemical Romance no Allianz Parque, na noite desta quinta-feira (5), houve a festa. A escolha do The Hives para a abertura foi um acerto perigoso. Durante 50 minutos, os suecos entregaram uma aula de garage rock. O vocalista, Pelle Almqvist, vestido a caráter (como sempre), não parou um segundo. Hits como Hate to Say I Told You So e a explosiva Tick Tick Boom fizeram o estádio pular, algo raro para bandas de abertura. O Hives não sabe se portar como entrada, é sempre o prato principal, deixando a função de sobremesa para o headliner da noite. Vale destacar ainda a presença do novo álbum, The Hives Forever Forever The Hives, que ocupou cinco das 11 faixas do repertório, trazendo muito frescor para quem curtiu o último show no Tokio Marine Hall, em São Paulo, em 2024. Enough is Enough abriu o show, Born a Rebel e Paint a Picture surgiram no início da apresentação, enquanto Legalize Living e a faixa-título vieram na reta final. >> LEIA ENTREVISTA SOBRE AS INFLUÊNCIAS DO THE HIVES Sempre carismático, Pelle Almqvist gastou o português durante a apresentação. Ao ser chamado de “gostoso” pelo público, sorriu e afirmou: “eu gostoso”, em português, arrancando muitos risos e aplausos dos público. O Hives aqueceu o público, mas também elevou a barra de energia lá para o alto. Com Pelle indo ao público algumas vezes e comandando palminhas, o Hives mostrou que consegue se adaptar a qualquer ambiente e público. É impressionante como conseguem conquistar fãs novos com tanta facilidade. Foi a quinta vez que assisti ao Hives e somente em uma delas eles foram a atração única da noite.
Zayn no Allianz Parque: Cantor anuncia turnê “Konnakol” com show em SP e lança single

As últimas horas foram gigantes para os fãs de Zayn. O astro britânico, que tem explorado sonoridades cada vez mais maduras e alternativas desde sua saída da One Direction, anunciou nesta sexta-feira (6) sua maior turnê mundial até hoje. E o Brasil está na rota. A Konnakol Tour aterrissa em São Paulo no dia 10 de outubro (sábado), para uma apresentação no Allianz Parque. Esta será a primeira vez que Zayn assume o posto de atração principal em estádios e arenas na América do Sul. Single novo na pista O anúncio da turnê chega acompanhado de música nova. Foi lançado o single Die For Me. A faixa é o primeiro gosto do quinto álbum de estúdio do cantor, intitulado Konnakol, que tem lançamento marcado para 17 de abril. Segundo o artista, este é seu projeto com maior influência cultural até o momento, expandindo a sonoridade R&B/Pop que os fãs conheceram em Mind of Mine, mas com um apelo pop ainda mais forte. Zayn, de Vegas para o mundo Zayn vem de uma fase produtiva intensa. Recentemente, ele encerrou sua primeira residência em Las Vegas e colheu os frutos do aclamado álbum Room Under the Stairs (2024). Além disso, sua colaboração com Jisoo (do Blackpink) na faixa Eyes Closed continua rendendo números impressionantes e uma indicação ao iHeartRadio Music Award de 2026. 🎫 Ingressos A venda de ingressos será dividida em duas etapas e promete ser concorrida. A comercialização acontece pela Ticketmaster. 📅 Serviço: Zayn – Konnakol Tour no Brasil Ingressos
Cypress Hill confirma show em São Paulo e altera local em Porto Alegre

Uma das lendas absolutas do hip-hop mundial, e que possui um lugar cativo no coração dos roqueiros, acaba de ampliar sua passagem pelo Brasil. A Live Nation confirmou que o Cypress Hill, atração do Lollapalooza Brasil, fará uma apresentação extra em São Paulo. O show na capital paulista acontece no dia 22 de março (domingo), na Audio. Os ingressos já estão disponíveis para venda. Além da novidade, houve uma alteração importante na logística da turnê no Sul do país. ⚠️ Atenção, Porto Alegre! Mudança de local para o Cypress Hill O show agendado para o dia 17 de março na capital gaúcha continua confirmado, mas mudou de local. A apresentação, que antes ocorreria em outro espaço, foi transferida para o Opinião. Lenda da “Ladeira do Cipreste” Com mais de 30 anos de estrada, B-Real, Sen Dog e DJ Muggs trazem na bagagem a história de quem foi pioneiro ao misturar batidas latinas, rimas afiadas e uma estética pro-weed que conversou diretamente com a cena do rock alternativo dos anos 90. O grupo vem embalado por momentos históricos recentes. Em 2024, eles finalmente realizaram a profecia de Os Simpsons e tocaram com a Orquestra Sinfônica de Londres. Em 2026, a turnê promete clássicos do álbum Black Sunday (como Insane in the Brain e I Ain’t Goin’ Out Like That) e faixas da discografia recente. 🎫 Serviço: Cypress Hill no Brasil 📍 São Paulo Preços: Onde comprar: 📍 Porto Alegre (Novo local)