Imagine Dragons remarca shows no Brasil; confira datas

A banda Imagine Dragons já tem novas datas para se apresentar no Brasil. O grupo precisou remarcar os shows por uma doença nas cordas vocais de Dan Reynolds, e um problema no joelho do vocalista. A turnê começará em São Paulo no dia 28 de fevereiro de 2023, no Allianz Parque, seguindo para Curitiba no dia 02 de março na Pedreira Paulo Leminski e dia 4 de março de 2023 no Rio de Janeiro, na Área Externa da Jeunesse Arena. Para quem adquiriu ingressos para os shows no Brasil, a Live Nation, produtora da turnê no país, informa que, caso a pessoa não possa comparecer nas novas datas e deseje optar pelo cancelamento da compra, os ingressos adquiridos serão reembolsados (incluindo taxa de serviço) de acordo com os procedimentos da promotora do evento. A Mercury World Tour, de Imagine Dragons, traz no repertório o álbum duplo Mercury – Acts 1 & 2, que conta com 32 faixas e inclui singles como Enemy, Bones e Sharks. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Live Nation Brasil (@livenationbr)

Após estrear no Rock in Rio, Karen Jonz confirma show em São Paulo

Após estrear nos palcos no último dia de Rock in Rio, a cantora, compositora e campeã mundial de skate vertical Karen Jonz se apresenta em São Paulo. A artista traz o show de lançamento de seu elogiado álbum de estreia Papel de Carta para o Cineclube Cortina no dia 1 de dezembro, às 22h30. Os ingressos variam entre R$ 30 e R$ 100 e a classificação é 18 anos. A noite contará ainda com show de Gab Ferreira, e Karen receberá no palco a participação especial de Lucas Silveira (Fresno) – que também produziu o álbum – para um show que promete surpresas. “Estou me dedicando muito junto do meu time pra fazer um show bonito e divertido. Eu sei que tenho o apoio que preciso para isso. Tocar essas músicas ao vivo tem sido extremamente gratificante pra mim. Olho a banda às vezes e penso ‘nossa, são outras pessoas tocando as músicas que eu fiz, e nem tô obrigando ninguém! Eles estão fazendo porque estão curtindo também’. Você saca quando a galera tá curtindo e nos ensaios tem sido muito leve e divertido pra todos nós”, conclui Jonz. O trabalho da artista, que é um dos ícones do esporte brasileiro, traz bedroom pop, rock alternativo e lo-fi de um modo inédito, levando o ouvinte para uma viagem interna pelos pensamentos de Karen, com letras confessionais, melodias cuidadosas e faixas leves e pesadas ao mesmo tempo. Santista morando em São Paulo, Karen passou a infância no ABC Paulista. Lá começou a andar de skate e tocar em bandas no colégio. Uma das pioneiras do skate feminino, ela adquiriu desde jovem um forte espírito de do-it-yourself. Depois de se tornar a primeira brasileira campeã mundial de skate vertical, comprou um computador e aprendeu a se gravar e produzir. Atualmente, Jonz prepara uma live com as faixas ao vivo e uma versão especial do álbum, com faixas inéditas e participações especiais. O merch da artista já conta com camisetas, moletons, tatuagens, adesivos e um shape de skate pro model, em edição especial, pensando especialmente na sua histórica carreira de atleta. Tudo para celebrar a conexão com o público nesse novo momento, que poderá ser vivenciado ao vivo. SERVIÇO – KAREN JONZ + GAB FERREIRA @ CINECLUBE CORTINA Data: 01/12/2021 (quinta-feira) Local: Cineclube Cortina Endereço: Rua Araújo, 62 – República – São Paulo – SP Horário: 22h30 – Abertura da casa: 21h Ingressos Meia: R$ 20 (esgotada) – Inteira: R$ 40 (1º lote) Meia: R$ 30 – Inteira: R$ 60 (2º lote) Meia: R$ 40 – Inteira: R$ 80 (3º lote) Meia: R$ 50 – Inteira: R$ 100 (4º lote)

Primavera Sound: saiba o que funcionou ou não no festival

A primeira edição brasileira do Primavera Sound chegou ao fim no último domingo (6), com um saldo muito positivo. Curadoria cuidadosa, divisão de palcos e horários muito boa, além de uma programação paralela de tirar o fôlego. Confira abaixo o que funcionou ou não. FUNCIONOU 1 – Headliners de pesoDifícil falar quem é headliner em um lineup tão recheado de nomes de peso. Mas Björk, Arctic Monkeys, Travis Scott, Lorde, Charli XCX, Mitski e Phoebe Bridgers, só para citar alguns, mostraram que a primeira edição teve uma curadoria impecável. E, no palco, todos corresponderam às expectativas. 2 – Mix de artistas brasileirosDe L7nnon a Amaro Freitas, de Hermeto Pascoal a Tasha & Tracie, passando por Tim Bernardes, Terno Rei e Medulla. Sim, a primeira edição do Primavera Sound contou com tudo isso. E tudo correu da melhor forma possível. Todas as apresentações contaram com forte apoio do público. E o melhor exemplo disso foi o show de L7nnon logo após o Arctic Monkeys, ambos no Palco Beck’s. Quem achou que a pista ficaria vazia, se surpreendeu com o que viu. 3 – Seleção espanholaConfesso não ser o maior especialista em música espanhola, apesar de morrer de amores por Hinds e Wake Up, Candela. Mas Amaia, Carolina Durante e Los Planetas saíram do festival com uma base de fãs ainda maior. Eu fui um deles. Que mantenham isso nas próximas edições. O intercâmbio foi um golaço da curadoria. 4 – Horários estendidosUm festival tão grande dividido em apenas dois dias? Isso não foi problema para o Primavera Sound, principalmente pela agenda estendida, que invadiu a madrugada nos dois dias. Quem ficou até o fim, conseguiu assistir shows incríveis como Charli XCX, Boy Harsher, Father John Misty e Beach House. Ou seja, valeu demais madrugar. 5 – Primavera na CidadeSe a programação principal do festival foi de encher os olhos, o que dizer do Primavera na Cidade? Palácio das Convenções do Anhembi, Cine Joia e Audio receberam dezenas de shows de alto nível. Só para citar três lineups diários, destaco: Bebé, Amaia, Juçara Marçal, Céu e Liniker no Palácio das Convenções do Anhembi; Molho Negro, Black Pantera, Crypta, Ratos de Porão e Dead Fish na Audio; Gab Ferreira, Brvnks, Ana Frango Elétrico, Deekapz e Vhoor, no Cine Joia. 6 – Ocupação totalO Primavera Sound foi o primeiro festival de música a ocupar a totalidade dos quase 400 mil metros quadrados do Distrito Anhembi. Sim, aproveitou toda a área para construir seus cinco palcos, praça de alimentação, entre outras atrações. NÃO FUNCIONOU 1 – Palco Beck’sO Palco Beck’s foi alvo do maior número de reclamações dos fãs. O motivo? A quantidade de árvores tapando a visão do público. Confesso que só fui me dar conta disso após publicações nas redes sociais. Como cheguei cedo no sábado e fiquei com foco na programação do Palco Beck’s, estava muito próximo ao stage. Tive a melhor visão possível dos shows. Mas quem fez a rota de migrar de um palco para o outro ao longo do dia, sofreu uma grande decepção na hora do Arctic Monkeys. O espaço destinado para esse palco é muito bom, mas talvez seja mais interessante deixar para shows mais intimistas. 2 – Rota entre os palcosApesar de uma grande pista conectando um palco ao outro, o deslocamento ficava prejudicado ao término de shows maiores. Ou seja, quem assistiu Arctic Monkeys certamente perdeu boa parte do Beach House, que se apresentou no Palco Primavera, do outro lado do Distrito Anhembi. O trânsito era muito intenso nesse horário. 3 – Transmissão via TikTokA ideia de transmitir o festival por uma rede social tão popular como o TikTok seria um grande acerto não fosse a instabilidade no sinal, a falta de divulgação prévia das atrações que seriam transmitidas, além do bloqueio de alguns nomes. Claro que o último ponto não tem a ver com a produção. O mesmo acontece com o Multishow em outros festivais.

Na véspera do aniversário, Lorde celebra o amor com show vibrante em SP

Na véspera de seu aniversário de 27 anos, Lorde mostrou mais uma vez, em São Paulo, que é uma artista em pleno desenvolvimento. Atração de destaque do Palco Primavera, neste domingo (6), a cantora neozelandesa estava ainda mais desenvolta e com um cenário grandioso na comparação com suas duas primeiras vindas ao Brasil, no Lollapalooza 2014 e Popload Festival 2018. Uma coisa não mudou: as canções seguem consistentes e o jeitinho quase confidente, de conversar abertamente com os fãs sobre particularidades da vida, continua ativo. Em determinado momento do show, Lorde chegou a falar sobre o início da carreira, quando era uma menina apenas. Em resumo, cantora estourou mundialmente com 16 anos e veio ao Brasil pela primeira vez aos 17. “Eu sou do outro lado do mundo e vocês estão cantando músicas de quando era adolescente de volta para mim. Nós somos os estranhos, os que passam do ponto, os que pensam demais, os que variam de humor”, disse. “E vocês são as pessoas que mais escutam minha música”. Divulgando o terceiro álbum de estúdio, Solar Power, cuja tônica é de um som mais orgânico e de contemplação e amor à natureza, Lorde apresentou um repertório muito equilibrado, com seis faixas de Melodrama (2017), cinco do Solar Power (2021) e outras quatro de Pure Heroine (2013). Lorde lulista Tal como em 2018, Lorde estava vestida de vermelho da cabeça aos pés. No entanto, dessa vez foi mais incisiva para falar do figurino: “o vermelho é uma cor bem apropriada, combina com esse país lindo”. “Duas coisas muito interessantes aconteceram no Brasil na última semana. Bom, vocês conseguiram um presidente novo e colocaram uma música minha de dez anos atrás em primeiro lugar no iTunes porque queriam que eu a tocasse”, disse em referência a Bravado, tocada pela primeira vez na atual turnê. Para quem acompanha a cantora nas redes, o recado foi claro. No último domingo (30), logo após o término da apuração das Eleições, Lorde postou nos stories: “Tão animada e honrada por estar com vocês neste momento. Lula! Obrigado! Deus”. Após comemorar a vitória do presidente eleito Luís Inácio Lula da Silva, Lorde compartilhou, em um e-mail que envia para os fãs, um recado um tanto quanto intenso para Jair Bolsonaro: “Vai se fuder Bolsonaro e boa viagem”, escreveu no final do texto. Surpresas no repertório de Lorde Falando sobre o repertório, que reuniu hits como Liability, Royals, Green Light, entre outros, Lorde trouxe duas surpresas para os fãs. A primeira foi logo no início do show, quando chamou Phoebe Bridgers, que havia terminado o show há pouco, para cantar Stoned at the Nail Salon. “Essa música provavelmente não existiria sem essa pessoa”, disse. Posteriormente, Lorde cantou Bravado, canção do primeiro álbum, que não havia sido tocada ainda na atual turnê. A faixa, aliás, roubou o lugar de dois hits fortes do mesmo disco, Team e Tennis Court, que ficaram de fora. Por fim, Solar Power deu números finais ao show, que contou com apoio intenso do público do início ao fim. Haja disposição agora para correr até o outro palco e ver Travis Scott, no Palco Beck’s

Em casa, Terno Rei toca Gêmeos quase na íntegra no Primavera Sound

Segunda atração do Palco Primavera, neste domingo (6), no Distrito Anhembi, em São Paulo, logo após a norte-americana de origem indiana Raveena, a banda paulistana Terno Rei mostrou muita força diante de um espaço cheio.Com um repertório inteiramente dedicado aos dois últimos álbuns, Gêmeos (2022) e Violeta (2019), o Terno Rei mostrou que a escolha foi certeira. Recentemente criticamos o Planet Hemp por lançar o incrível Jardineiros na Virada SP, em Santos, e tocar apenas uma faixa do disco, que havia sido liberado um dia antes. Gêmeos é mais “antigo”, chegou ao streaming em março, mas foi representado com dez canções no Primavera Sound. Para quem já viu o Terno Rei em outros festivais ou abrindo shows internacionais na Capital, a mudança de foco é necessária. E corajosa, claro. As primeiras três canções do show vieram desse álbum: Esperando Você, Difícil e Brutal. Todas muito bem recebidas e cantadas pelo público. Antes de mudar o foco para o antecessor, Violeta, o vocalista e baixista do Terno Rei, Ale Sater, comentou a emoção de estar no palco do Primavera Sound. “A gente sempre quis ter esse festival aqui. Estamos muito felizes de tocar na nossa cidade preferida, no nosso festival preferido”, disse Sater. A reta final do show, que durou uma hora, guardou os maiores sucessos de stream da banda: Solidão de Volta, Dia Lindo, Retrovisor, Yoko, Olha Só e Dias da Juventude. SETLIST Esperando Você Difícil Brutal 93 Medo Sorte Ainda Internet Estava Ali Isabella Luzes de Natal Trailers Solidão de Volta Dia Lindo Retrovisor Yoko Olha Só Dias da Juventude

Arctic Monkeys debuta The Car no Brasil, mas não esquece hits em São Paulo

Com um disco fresquinho na bagagem, o Arctic Monkeys retornou ao Brasil três anos e meio após sua última passagem por aqui, quando foi headliner do Lollapalooza. E, justamente, com uma canção de The Car, Sculptures of Anything Goes, que a banda de Alex Turner abriu o show principal do primeiro dia do Primavera Sound, no Distrito Anhembi. Muito bem recebida pelos fãs, a faixa mostrou que a banda não precisaria de muito esforço para ter o público na mão. Bastava incluir seus principais hits e colocar os singles do novo álbum que o jogo já estaria ganho. Brainstorm, Snap Out of It, Crying Lightning e Don’t Sit Down ‘Cause I’ve Moved Your Chair em sequência, uma música de cada álbum dos ingleses, mostrou que a ideia era justamente contemplar todos os públicos da banda. Dos mais antigos, que beiravam um punk rock moderninho, até os mais introspectivos das fases mais recentes. AM, maior sucesso comercial da banda, segue sendo o carro-chefe do show, mesmo após o lançamento de outros dois álbuns. Mas Alex Turner e companhia não ignoram os outros trabalhos. Pelo contrário, conseguem um equilíbrio muito bom. A diferença para a apresentação no Lollapalooza está justamente na troca do protagonismo de Tranquility Base Hotel + Casino por The Car. O primeiro aparece mais tímido no setlist, com apenas duas canções, enquanto o mais recente surge com quatro faixas no repertório. Alex Turner melhora show do Arctic Monkeys Ademais, Alex Turner parece mais empolgado em cena, diferente do que vimos em 2019, no Lollapalooza, quando lembrou até Julian Casablancas, do The Strokes, mas sem as piadas idiotas. Algumas canções ganharam novos arranjos, como Four Out Five e 505. Novidades? Do Me a Favour voltou a figurar no Brasil pela primeira vez desde 2012, tal como rolou na véspera, no show do Rio de Janeiro. I Bet You Look Good on the Dancefloor e R U Mine? fecharam a apresentação da melhor forma possível. Impossível foi segurar esse povo todo para o restante do festival, que tinha programação estendida até 2h, com nomes relevantes, inclusive.

Mitski rouba a cena no Palco Primavera e faz um dos melhores shows do festival

A cantora nipo-americana Mitski, de 32 anos, saiu certamente como a artista que mais ganhou público e consolidou fãs no primeiro dia do Primavera Sound São Paulo. No Palco Primavera, logo após o Interpol, que estava no Beck’s, Mitski fez uma apresentação cheia de emoção, sensualidade e repertório consistente. Os dois maiores sucessos comerciais de Mitski, campeões de streams, bury me at makeout creek e Be The Cowboy, dominaram o repertório, com seis e cinco músicas, respectivamente. E foi justamente com os singles desses dois álbuns que a cantora mostrou sua força diante dos fãs. Cantaram juntos o tempo todo.O domínio do palco por parte de Mitski também impressiona. São apenas dez anos de carreira e oito dos primeiros singles com alcance comercial relevante. Mas ela se porta como uma veterana. Repleta de movimentos teatrais e influência nítida da dança contemporânea, a pouco fala com os fãs. Mas diante de um show tão impecável, impossível alguém se queixar dessa “falta de atenção” que o público brasileiro sempre espera dos artistas internacionais.

Interpol esquenta público do Primavera com set cheio de nostalgia

Interpol e Arctic Monkeys, duas das principais atrações do primeiro dia do Primavera Sound São Paulo, têm algo em comum: ambos vieram ao Brasil pela última vez em 2019, no Lollapalooza. Aliás, ambos estão com discos recém lançados na bagagem. The Other Side of Make-Believe, lançado em julho, é o que traz frescor para a apresentação do trio novaiorquino. Paul Banks, Daniel Kessler e Sam Fogarino vêm de uma temporada de shows sold out pela Europa. Na frente do palco, a expectativa dos fãs era muito grande. Foi o primeiro show da tarde que realmente houve “briga” por espaço na frente do palco. Os álbuns Antics, The Other Side of Make-Believe e Turn On The Bright Lights foram lembrados em dez das 12 faixas do repertório, que foi completado com uma canção de El Pintor e outra de Our Love To Admire. No palco, pouco se vê os integrantes. O gelo seco domina boa parte da apresentação e a iluminação baixa dificulta ainda mais a missão de ver os músicos. Sorte de quem conseguiu um lugar na frente e teve uma experiência melhor. Evil, de Antics, logo no início do show, foi um ponto fora da curva. Aqui, a iluminação contribuiu para a visão do público, diminuiu o gelo seco e aumentou os refletores no palco. Sem muita conversa, o Interpol aproveitou bem os 50 minutos no palco para engatar uma sequência de guitarras, algo que estava em falta até então na programação, deixando os fãs do Arctic Monkeys mais à vontade. The New, PDA e Slow Hands vieram em sequência, garantindo um fim de apresentação bem empolgante para os fãs mais nostálgicos. Melhor atração possível para entreter o público que esperava ansiosamente pelo Arctic Monkeys.

Acompanhada da Orquestra Bachiana, Björk faz show que poucos entenderam

Björk é grandiosa em tudo que faz. Ícone na moda, referência musical, símbolo da Islândia, seu país. Tudo em que está envolvida tem um cuidado em todos os detalhes. A apresentação no Primavera Sound, em São Paulo, não foi diferente. Acompanhada da Orquestra de Cordas Bachiana e com um figurino muito extravagante, Björk deu o seu melhor. No telão, uma mensagem pedia para que os fãs não a fotografassem, muito menos filmassem a apresentação. No entanto, não houve a sinergia necessária com o público. Na frente do Palco Primavera, onde ela se apresentava, uma debandada dos fãs rumo a outros palcos, mesmo com o concerto em andamento. No Palco Beck’s, onde um telão exibia a apresentação, o público reclamava das músicas e pedia para o DJ colocar um som diferente. Uma falta de respeito sem limites. Sim, o som de Björk não é fácil de digerir. Não é para um público jovem ávido por guitarras e bateria. Casaria muito melhor no Auditório Barcelona, junto a nomes incríveis como Amaro Freitas e Hermeto Pascoal. Nada, no entanto, tirou Björk de sua concentração. Apresentou um repertório semelhante ao tocado em seus últimos concertos. Destaque para Ovule, canção do recém-lançado álbum Fossora. Foi a única lembrada do disco. Que Björk retorne ao Brasil, no palco certo, na hora certa, que a experiência será ainda mais vibrante do que foi no fim da tarde deste sábado (5).