Otoboke Beaver anuncia show no Cine Joia, em São Paulo

O grupo japonês Otoboke Beaver confirmou mais um show em São Paulo. A banda se apresenta no Cine Joia, em São Paulo, no dia 31 de outubro. Os ingressos começam a ser vendidos amanhã (25), ao meio-dia, no site oficial da Eventim. A exibição do Otoboke Beaver no Tiny Desk Concert, projeto da rádio pública norte-americana NPR disponível pelo YouTube, revela o encanto dos espectadores pela irreverência do quarteto. “A banda punk mais autêntica que já vi desde os tempos áureos” e “A energia delas é incomparável” são alguns dos comentários presentes no post do registro audiovisual. Participações em festivais importantes como o Coachella (EUA), o Glastonbury (Reino Unido) e o Lollapalooza (EUA) também reforçam o sucesso da banda pelo mundo. Formado por Accorinrin (guitarra e vocal), Yoyoyoshie (guitarra e vocal), Hirochan (baixo e vocal) e Kahokiss (bateria e vocal), o Otoboke Beaver  está em atividade desde 2009 e produziu os álbuns Okoshiyasu!! Otoboke Beaver (2016), ITEKOMA HITS (2019) e Super Champon (2022). Além do show no Cine Joia, vale lembrar que o grupo também estará no Parque Ibirapuera, no dia 2 de novembro, em São Paulo, ao lado das bandas Weezer e Bloc Party, como parte do Índigo, projeto curatorial da 30e. SERVIÇOÍNDIGO: Otoboke Beaver @São Paulo Data: 31 de outubro de 2025 (sexta-feira)Local: Cine Joia – Praça Carlos Gomes, 82 – Liberdade – São Paulo/SPValores: Pista: R$ 157,50 (meia-entrada) | R$ 315,00 (inteira)Ingressos Início das vendasVenda geral: 25 de setembro, 12h, online e na bilheteria oficialBilheteria oficial: Bilheteria A no Allianz Parque – Rua Palestra Itália, 200- Água Branca – São Paulo/SPFuncionamento: Terça a sábado das 10h às 17h*Não tem funcionamento em feriados, emendas de feriados, dias de jogos ou em dias de eventos de outras empresas.

Entrevista | Aléxia – “Participar da turnê com o The Calling é uma oportunidade que muitas bandas independentes adorariam”

A cantora e compositora Aléxia vive um dos momentos mais importantes de sua carreira. Em outubro, ela será a atração convidada em quatro shows da turnê da banda norte-americana The Calling no Brasil, passando por Curitiba, Santo André, Belo Horizonte e Brasília. Além disso, a artista mantém uma agenda intensa como atração principal em cidades do interior e litoral paulista, como Sorocaba, Santos e Tatuí. Em entrevista ao Blog n’ Roll, Aléxia contou sobre a expectativa de dividir o palco com um grupo que marcou gerações, falou do novo single Monstro e revelou os próximos passos da carreira, incluindo a preparação de seu primeiro álbum. Imagino que para a geração 2000 é sempre uma vitória estar abrindo shows como esse, né? Como você recebeu esse convite? Nossa, eu fiquei extremamente feliz, emocionada e honrada. Porque uma banda como o The Calling marcou a geração 2000 e influenciou muita gente que veio depois, inclusive nós. Então eu fiquei realmente honrada. Parece que ainda não caiu a ficha, acho que só quando estiver acontecendo vai cair de verdade. No Brasil é sempre uma missão difícil abrir shows. O que você está preparando para essa apresentação? Vai focar mais no lado autoral ou nas versões? O que o público pode esperar do repertório? Quero dar bastante ênfase para o autoral nesse show. Acredito que o principal objetivo é realmente poder mostrar o meu trabalho para as pessoas. Participar dessa turnê é uma oportunidade que muitas bandas independentes adorariam. Então quero aproveitar ao máximo para apresentar minhas músicas. Vou incluir duas ou três versões, dependendo da cidade, mas o set será formado principalmente pelas minhas autorais. Também penso em colocar alguma música nova que ainda não lancei, como uma surpresa. E se por algum motivo fluísse bem o relacionamento de vocês na turnê, existe alguma música do The Calling que você gostaria de dividir o palco com o Alex Band? Com certeza. A “Stigmatized”. É uma música que eu gosto muito e adoraria se ele me chamasse para cantar. Seria incrível. Você foi recentemente ao ensaio aberto da Pitty para o The Town na Audio. A Pitty é da Bahia, você é de Apiaí, interior de São Paulo. Quais os desafios de ser mulher e fora das principais cidades no rock? Como você enxerga esse cenário no Brasil? Aqui no interior a gente tem uma grande predominância do sertanejo, e o público não consome tanto rock. Existe essa dificuldade de levar as pessoas para os shows. Em São Paulo capital já acontece muito mais coisa, mas nós mulheres ainda precisamos ultrapassar grandes barreiras. Acho que já melhorou bastante, hoje vemos muitas bandas e artistas femininas como a Eskrota, The Mönic, Giovanna Moraes e Crypta, todas fazendo um baita trabalho. Mas ainda sinto falta do protagonismo, de ver festivais e eventos realmente liderados por mulheres. Também é importante o apoio da cena, de artistas que já estão consolidados. Existe muita artista feminina no underground, mas ainda há uma barreira grande. Torço para que uma dessas mulheres consiga estourar essa bolha. Hoje temos a Pitty no mainstream, mas seria incrível se tivéssemos muitas outras. Temos inclusive aqui em Santos um evento chamado Chiquinha Gonzaga, organizado pela Carla Mariani, que dá visibilidade apenas para atrações femininas. Sempre é bom ver esse caminho sendo construído. Você mesmo começou cedo na música e só profissionalizou recentemente. Qual foi o momento em que decidiu investir de vez na carreira? Eu cheguei a fazer faculdade de veterinária e trabalhei na área, mas a música sempre foi um sonho. Há quatro anos surgiu a oportunidade de cantar numa banda chamada Cherry Bomb. Eu agarrei esse convite, mesmo sendo uma banda cover de bar, porque era o que eu queria fazer. Depois começamos a compor autorais e o trabalho foi crescendo. Quando percebi que a música já estava me trazendo frutos, inclusive financeiros, maiores do que a veterinária, larguei a outra carreira para seguir só com a música. Não é fácil, mas fazer o que a gente ama é muito mais tranquilo do que quando eu trabalhava como veterinária, algo que eu não gostava. É difícil definir seu som em um rótulo só. Tem rock, hard rock, emo, pop punk e até elementos eletrônicos. Como você se apresentaria para quem ainda não conhece seu trabalho? Eu costumo dizer que se você gosta de rock vai gostar, se gosta de pop também vai gostar. Meu som transita pelo alternativo, pelo rock e pelo pop. Muitas pessoas que não eram fãs de rock ou tinham preconceito acabam curtindo o meu show. Tenho fãs que são ligados às divas pop, outros ao emo, outros ao rock mais tradicional. Eu gosto de misturar várias coisas e depois fica até difícil me nichar, mas é isso que me define. Aproveitando que estamos chegando em outubro, mês do Halloween, e que você lançou o single “Monstro”. Vai aproveitar a turnê ou a data para criar algo temático? Com certeza. Teremos shows depois da turnê em que quero manter esse clima, porque é um show que estou preparando com uma vibe mais dark e gótica. Estou planejando telão, figurino e elementos de palco que tragam essa atmosfera mais monstruosa. Também quero levar essa proposta para outros shows fora da turnê. Gosto muito de Halloween e, se puder, farei até festa à fantasia. A letra de “Monstro” fala bastante sobre conflitos pessoais. Como é seu processo de composição? São histórias pessoais ou você se baseia em ficção? Normalmente escrevo sobre experiências e vivências minhas. Desde nova tenho o hábito de escrever, então costumo criar a letra primeiro, depois penso na melodia e os meninos me ajudam com os arranjos. “Monstro” fala sobre sermos colocados como vilões na história dos outros, mas também sobre reconhecermos que somos vilões das nossas próprias histórias. Muitas vezes eu mesma fui o meu próprio monstro. Quis trazer essa reflexão para a letra, com uma inspiração também na Lady Gaga, que é uma artista que admiro muito. Você já tocou em festivais importantes ao lado de

Concerto histórico de Bad Bunny em Porto Rico terá transmissão global e forte impacto social

O “Coelho Mau” prepara-se para fechar com chave de ouro a sua aclamada residência na sua terra natal, e desta vez, o mundo inteiro está convidado. O Amazon Music anunciou hoje uma colaboração inédita com Bad Bunny para transmitir globalmente o espetáculo No Me Quiero Ir de Aquí: Una Más, que terá lugar no dia 20 de setembro (sábado), no Coliseu José Miguel Agrelot, em Porto Rico. Pela primeira vez, a residência do artista será transmitida ao vivo. Os fãs poderão acompanhar tudo a partir das 21h30 (horário de Brasília) através da aplicação do Amazon Music, no canal da Twitch do Amazon Music e também via Prime Video. Um tributo a Porto Rico O evento marca o encerramento da residência que teve início a 11 de julho, onde Bad Bunny dedicou nove datas exclusivamente aos residentes da ilha. A performance final, agendada para o oitavo aniversário do Furacão Maria, carrega um simbolismo profundo de resiliência e amor pela comunidade local. Mas a parceria vai além do palco. A Amazon e o cantor anunciaram um pacote robusto de iniciativas para impulsionar a economia e a educação na ilha, que incluem: “O Benito incorpora o espírito de Porto Rico, e juntos estamos a criar uma celebração que transforma a sua paixão pela ilha num impacto real para o seu povo”, afirmou Rocío Guerrero, Diretora de Música para a América Latina e Península Ibérica do Amazon Music. Vinil exclusivo e curadoria Para celebrar o momento, Bad Bunny assumiu o controlo da Platino, a principal playlist latina do serviço de streaming. Além disso, os colecionadores podem preparar-se: uma edição limitada em vinil de Debí Tirar Más Fotos, com fotografias exclusivas da residência, ficará disponível para pré-venda mundialmente no dia 20 de setembro.

Massive Attack e Cavalera farão show no Espaço Unimed, em São Paulo

O Massive Attack será a atração principal de um show exclusivo no dia 13 de novembro – em colaboração com os artistas brasileiros Cavalera (co-fundadores do Sepultura, Max e Iggor Cavalera) – com o intuito de apoiar e dar visibilidade aos esforços dos povos indígenas do Brasil e do G9 da Amazônia (organizações indígenas de nove países amazônicos) em alcançar justiça climática, reconhecimento e proteção imediatos das terras indígenas no país. Realizado pela 30e,o espetáculo é chamado de A Resposta Somos Nós e acontece em São Paulo, no Espaço Unimed, com ingressos disponíveis a partir desta terça-feira (16), ao meio-dia, no site da Eventim. Este show singularmente diverso será executado enquanto líderes mundiais, corporações globais e o movimento climático em geral chegam ao Brasil para a cúpula da COP 30, sediada na região amazônica de Belém. Enquanto outros eventos culturais serão promovidos por marcas transnacionais e ONGs ocidentais, o Massive Attack e o Cavalera projetaram este evento em São Paulo com intervenções em coordenação direta com grupos indígenas, em apoio às demandas urgentes dessa comunidade. Representantes desses povos estarão presentes no show e as duas bandas ainda promoverão esforços no Brasil para apoiar demandas do movimento indígena da Amazônia, acomodadas e engajadas no mais alto nível político. Mais anúncios sobre essa atuação serão feitos em breve. “É uma honra para nós colaborar com Iggor e Max em apoio à extraordinária integridade e ao papel vital dos povos indígenas do Brasil e de toda a região amazônica. Isso é mais do que uma simples troca de palavras. É uma oportunidade de ouvir o conhecimento, a autoridade moral e a sabedoria das alianças indígenas e ajudar a garantir que sejam ouvidas nas salas de negociação da COP30. Nunca precisamos tanto da presença deles nesse espaço político distorcido quanto agora”, comenta Robert Del Naja (3D), que forma o Massive Attack ao lado de Grant “Daddy G”. “Nós, povos indígenas, subiremos ao palco como quem acende um fogo antigo no coração da noite. Ao lado de Massive Attack e Cavalera, transformaremos o som em levante. Nossas vozes – vivas, ancestrais, indomáveis – vão rasgar o ar, atravessar fronteiras e unir povos, da Amazônia ao Pacífico. Somos raíz que resiste, futuro que insiste. Nunca deixamos de estar aqui. Viemos lembrar que a Terra tem memória. E, por nós, ela pede: o desmonte da máquina que a devora. A resposta já está entre nós – ela brota do chão que pisamos coletivamente. A Resposta Somos Nós. Todos nós. Avançaremos”, comentam os movimentos COIAB, APIB & G9. “Em tempos de polarização tão presente, quando as pessoas se sentem divididas e distraídas, temos a honra de unir forças com o Massive Attack e os Povos Indígenas do Brasil e da Amazônia para tecer uma narrativa de positividade e mudança. Estamos muito animados para trabalhar ao lado de uma banda como o Massive Attack e somos fãs há muitos anos. Cultivamos uma relação próxima com os povos indígenas e trabalhamos ao lado deles há muitos anos. É um privilégio dividir o palco com ambos”, declaram Max e Iggor Cavalera. A apresentação do Massive Attack em São Paulo é parte de ÍNDIGO, ecossistema de curadoria musical da 30e, que tem como objetivo (re)unir comunidades a partir de uma label curatorial com foco em sons indie, do underground ao mainstream.

De férias na Europa: Gibby Haynes toca Butthole Surfers com adolescentes em uma igreja

Matheus Degásperi OjeaPoucos textos que começam com a frase “eu estava de férias na Europa”, ou alguma variação dela, realmente valem a pena. Acontece que em agosto deste ano eu realmente estava de férias na Europa e meio que vai ser sobre isso mesmo, então não tenho muito pra onde correr. Claro que estaria escrevendo para o blog errado se fosse só a viagem, mas aproveitei a minha estadia por aquelas bandas para ver alguns shows e é disso que eu pretendo falar nesse e em mais uns quatro ou cinco textos que devem começar de maneira menos estranha. Inicialmente planejando realizar um sonho antigo e casar o rolê com um dos grandes festivais do verão europeu, fui impulsionado pelo mantra ‘só se vive uma vez’ e pelo mesmo tipo de irresponsabilidade financeira que deu origem à viagem e acabei vendo dois festivais e alguns shows solo em três países pelo caminho, incluindo aí artistas que devem vir para o Brasil (eu vi a Chappell Roan, mas só estou adiantando o nome dela pra gerar interesse pros próximos posts), outros que provavelmente não vão vir, como o desse texto, e um que era pra ter vindo mas que não rolou por conta de uma hérnia. Tudo isso aconteceu há quase um mês, mas eu não ia escrever na hora, afinal, estava de férias. Como foi à meio mundo de distância, como diria o Oasis (que eu ainda não vi), tomei a liberdade de violar o imediatismo jornalístico, bem como algumas outras regras, e acreditar que ainda assim exista algum interesse no que eu tenho a dizer. Sem mais delongas, o primeiro show que eu vi foi do Gibby Haynes, vocalista do Butthole Surfers, lá em Amsterdam, na lendária casa de shows Paradiso, no dia 12 de agosto. Paradiso A Paradiso é a melhor casa de shows do mundo. Se a Terra funcionasse de acordo com a minha vontade, ela ficaria em Santos e todos os shows do planeta seriam feitos lá (obviamente eu resolveria algumas outras coisas antes disso). O local funciona há décadas no que era uma antiga igreja perto de um dos canais de Amsterdam. Por dentro, os vitrais ficam atrás de onde hoje é o palco, dando um visual único para qualquer apresentação ou festa. Além disso, a acústica combinada com o equipamento do lugar e, claro, os profissionais envolvidos, produzem um dos sons mais perfeitos que eu já ouvi ao vivo, capaz de fazer estudantes de conservatório parecerem a melhor banda do mundo. Eu não tô exagerando, eu vi uma banda de conservatório tocando lá, mas já vamos chegar nisso, assim que eu terminar de elogiar a Paradiso. Além de mundialmente famosa, a casa é motivo de orgulho para os holandeses. Um dia depois do show, enquanto eu fazia a coisa mais de turista possível na cidade – das que não envolvem o café que vendem lá – e andava de barco pelos canais, o timoneiro, nascido e criado em Amsterdam, nos conduziu pela frente do lugar e o apresentou dizendo que “praticamente todas as bandas do mundo já tocaram aí”. A guia que acompanhava, uma italiana que vive na cidade há alguns anos, complementou dizendo que as bandas maiores costumam tocar no Ziggo Dome, outro espaço da cidade que comporta a capacidade de uma arena, ao que o timoneiro prontamente retrucou dizendo que “não, as bandas grandes também tocam aí porque eles gostam”. E ele tem razão. A casa, que tem capacidade pra umas 1.500 pessoas, até hoje conta com uma programação bem variada e, só nesse ano, já recebeu artistas como Lucy Dacus, The Wombats, Franz Ferdinand, Nação Zumbi e Liniker (sim, os ‘nossos’ Nação Zumbi e Liniker). Mesmo as bandas grandes que não têm a vontade de ‘encolher’ por uma ou duas noites para tocar no local têm grandes chances de terem passado por lá antes de ficarem maiores. Provavelmente esse longo preambulo já deixou clara a minha empolgação para ver um show na Paradiso. A minha estadia em Amsterdam coincidiu com a apresentação do Gibby Haynes. Apesar de gostar do som da antiga banda dele – que não toca desde 2016 – e me divertir com grande parte das entrevistas que ele já deu, eu não sabia bem o que esperar de um show solo e o local do evento com certeza pesou na hora de comprar o ingresso. O resultado foi uma noite de algumas surpresas, a começar antes do show principal. Scott Thunes Institution of Musical Excellence Pouco depois de eu entrar na Paradiso e comprar uma Heineken – o local não aceita dinheiro em espécie e o cartão de débito que fiz pra viagem não passava lá (e nem na principal rede de mercados da cidade, que também não aceita dinheiro em espécie, então na dúvida é bom levar mais de um tipo de cartão, coisa que eu não fiz, apesar dos vários avisos como o que eu acabei de dar que eu recebi), mas a casa disponibiliza um cartão próprio para carregar com euros físicos na bilheteria – o primeiro show de abertura começou. A já citada banda de conservatório era do norte-americano Scott Thunes Institution of Musical Excellence, formada por músicos de 16 a 24 anos, que apresentou um repertório de covers predominantemente de punk rock, com bandas como Minutemen e Dead Kennedys. Os membros se revezavam entre os instrumentos e, apesar de não ser a escolha mais empolgante para abrir um show, a apresentação foi honesta e a presença deles ali seria ainda seria justificada. Evischen rouba a noite Depois da primeira apresentação, a mesa de DJ mais estranha que eu já vi na vida foi colocada no meio da pista da casa. O que se seguiu foi tão bizarro quanto a mesa, pelo menos eu nunca vi ao vivo nada como o set da norte-americana Victoria Shen, mais conhecida como evischen. Com um trabalho completamente experimental, a DJ parecia capaz de fazer música estranha – ou, como muitos vão preferir chamar, não sem razão,

Caliban traz turnê de Back From Hell ao Brasil em dezembro

Caliban, um dos pioneiros do metalcore europeu ao lado do Heaven Shall Burn, volta à América do Sul em novembro e dezembro de 2025 para a turnê de Back From Hell. O novo álbum foi recebido pela crítica europeia como um dos registros mais pesados, autênticos e inspirados da carreira de quase três décadas da banda. A tour é uma realização da Liberation MC em parceria com a Avocado Booking. O retorno ao Brasil acontece após longos 16 anos de espera. O grupo faz show único no dia 6 de dezembro, no Fabrique Club, em São Paulo. Os ingressos estão disponíveis pela Fastix. Antes, a turnê passa pela Colômbia (Bogotá, 30/11), Chile (Santiago, 2/12) e Argentina (Buenos Aires, 4/12). Lançado em abril, Back From Hell marca a 12ª entrada de estúdio da banda e comprova a força do Caliban em combinar agressividade old school com um peso moderno e renovado. Entre os destaques, os singles I Was a Happy Kid Once, Echoes e Guilt Trip (com participação do Mental Cruelty) ampliam a paleta sonora com camadas de atmosfera e melodia sem abrir mão do impacto. A chegada do baixista Iain Duncan, em 2024, também trouxe nova energia ao grupo, adicionando vocais limpos que contrastam com a brutalidade característica do Caliban. Na Europa, a turnê de Back From Hell já percorreu casas cheias e mostrou a banda em sua melhor forma: shows intensos, técnicos e com um setlist que equilibra faixas do novo álbum com clássicos revisitados. O resultado é uma experiência ao vivo que mistura familiaridade com frescor. ServiçoCaliban (Alemanha) em São PauloData: 6 de dezembro de 2025Local: Fabrique Club (rua Barra Funda, 1071, Barra Funda – São Paulo/SP)Ingressos: Fastix

Kacey Musgraves promete set com mais pedidas pelos fãs na Audio

A cantora Kacey Musgraves desembarca no Brasil para presentar os fãs com um show solo inédito em São Paulo, no dia 28 de setembro, na Audio. Como parte da sua aclamada Deeper Well World Tour, em celebração ao álbum Deeper Well (2024), Musgraves promete uma noite repleta de emoção e autenticidade. Em entrevista ao POPline, ela revelou que o setlist será parcialmente moldado com as sugestões dos fãs. O repertório do show será uma celebração tanto de seus últimos lançamentos quanto de grandes sucessos que marcaram sua trajetória. Canções como The Architect, elogiada por sua escrita refinada e considerada uma das melhores do ano, e faixas do repertório mais amadurecido do álbum Golden Hour — Slow Burn, Butterflies, High Horse, Rainbow e Space Cowboy — devem ganhar destaque e emocionar. Golden Hour é amplamente reconhecido como sua obra-prima, elogiada por críticos e fãs. “A setlist é surpresa, mas acho que quando se coloca tudo junto todo mundo sai feliz. Não é tarefa fácil montar o repertório, mas prometo fazer o meu melhor para tentar atender a todos os pedidos”, declarou a cantora para o Popline. Além do espetáculo na Audio, Kacey Musgraves também se apresenta no dia 27 de setembro no Jaguariúna Rodeo Festival, evento tradicional que mistura cultura sertaneja e country contemporânea no interior de São Paulo. Será sua estreia no Brasil.

Supergrass bota o público para dançar em São Paulo como se não houvesse segunda-feira

Entre idas e vindas nas atividades, a banda britânica Supergrass ficou 19 anos sem vir ao Brasil. Retornou para a apresentação única, no último domingo (31), no Terra SP, em São Paulo. E o repertório não poderia ser melhor: o clássico I Should Coco na íntegra e mais uma seleta lista de hits de outros álbuns. A noite ficou ainda melhor com a abertura do Edgard Scandurra Trio, projeto do guitarrista do Ira! que traz releituras de vários sucessos de sua banda principal. Durante 30 minutos, Edgard Scandurra tocou oito sons do Ira!, com destaque para os hits Flores em Você e Núcleo Base, ambas já na reta final do show. Um curto intervalo de 35 minutos separou o término da apresentação de Edgard Scandurra Trio para o show do Supergrass. Gaz Coombes e companhia chegaram lentamente ao palco, acenaram para o público e já emendaram os três primeiros sons de I Should Coco: I’d Like to Know, Caught by the Fuzz e Mansize Rooster. Imediatamente me senti transportado para 1996, quando o grupo foi uma das atrações da última edição do festival Hollywood Rock. À época, com I Should Coco fresquinho em mãos, o Supergrass entregou um dos melhores shows do evento. Voltando para os dias atuais, diferentemente do que rolou no show da Argentina durante a semana, o Supergrass fez uma sutil e importante mudança no set: tocou o disco na íntegra, mas fora de ordem, mesclando com faixas de outros álbuns. Além de dar mais dinamismo para o show, interromper a sequência do I Should Coco garantiu uma apresentação repleta de surpresas. O superhit do álbum, Alright, por exemplo, que seria a quarta canção, virou a décima do repertório. Gaz Coombes, que segue acompanhado dos membros da formação clássica (Danny Goffey, Mick Quinn e Rob Coombes), conduziu a apresentação com muita qualidade, pouca conversa furada e garantiu um andamento primoroso para o show. Em Sofa (of My Lethargy), Gaz recebeu seu irmão mais novo, Charly Coombes, garantindo um momento ainda mais especial. O caçula mora no Brasil há anos. Responsáveis por trazer alegria, energia pura e improvisos para o britpop, o Supergrass sempre contrastou do cinismo do Blur e da arrogância do Oasis. Agora, com todos os integrantes com mais de 40 anos, a energia adolescente pode ter ido embora, mas o poder de colocar para dançar e se divertir como se não houvesse o amanhã continua com tudo, mesmo com o show rolando em um domingo à noite. Setlist I’d Like to Know Caught by the Fuzz Mansize Rooster Late in the Day Mary She’s So Loose Lose It We’re Not Supposed To Time Alright Strange Ones Sitting Up Straight Lenny Sofa (of My Lethargy) – (with Charly Coombes) Time To Go St. Petersburg Richard III Moving Grace Bis Sun Hits the Sky Pumping on Your Stereo

Com promessa de retorno em 2026, Good Charlotte coloca público para cantar do início ao fim

Good Charlotte

Foram necessários 20 anos para o Good Charlotte retornar ao Brasil. E o local não poderia ser melhor: headliner de um dos palcos do Wanna Be Tour, no Allianz Parque, em São Paulo. Os gêmeos Joel e Benji Madden já retornaram do hiato há dez anos, mas mesmo assim não tinham incluído o Brasil nos planos. Durante o show, reconheceram isso, agradeceram os fãs por seguirem apoiando o grupo, além de confirmar um retorno para 2026. A apresentação teve um início ousado, com o super hit The Anthem. É preciso muita coragem para gastar uma das principais faixas da carreira logo de cara, mas os irmãos sabiam que tinha muito mais guardado para o restante do show. Ao longo da 1h15 que tinha direito, o Good Charlotte também apresentou dois sons do novo álbum, Motel Du Cap, lançado no início do mês. As escolhidas foram I Don’t Work Here Anymore e Stepper. Após The Young and the Hopeless, Joel disse que o Brasil é um país que merece surpresas no setlist. E mandou duas de uma vez, ambas do The Chronicles of Life and Death: uma versão acústica de We Believe e outra de The Chronicles of Life and Death. Já na reta final, o Good Charlotte soltou mais dois petardos para garantir de vez o coração do público: I Just Wanna Live e Lifestyles of the Rich & Famous. Agora é aguardar pelo retorno anunciado por Joel durante o show. Setlist  The AnthemGirls & BoysRiot GirlKeep Your Hands Off My GirlPredictableThe Story of My Old ManThe Motivation ProclamationHold OnI Don’t Work Here AnymoreWonderingLife ChangesThe Young and the HopelessWe BelieveThe Chronicles of Life and DeathStepperLittle ThingsThe RiverDance Floor AnthemI Just Wanna LiveLifestyles of the Rich & Famous