Nostálgico e emocional, Gloria faz repertório com foco em clássicos

Glória e Lucas Silveira (Fresno)

Logo depois do Fake Number, com o Allianz Parque um pouco mais cheio, o Gloria fez uma apresentação bastante emocional e cronológica. O vocalista Mi Vieira falava o ano da canção que iria tocar e o público já vibrava na espera por mais um clássico.  O disco homônimo, de 2009, o primeiro por uma grande gravadora, foi a base do set, com cinco das 11 canções do repertório. A participação de Lucas Silveira, da Fresno, deu um tempero especial para o show. O vocalista da banda gaúcha é praticamente um embaixador do evento. Tocou nas duas edições e fez feats marcantes, como com o The Used, no ano passado. Junto com Mi, cantou Horizontes, faixa que gravaram juntos para o disco (Re)Nascido, do Gloria, de 2012. Setlist   Bicho do mato A Arte de Fazer Inimigos Um segundo, um nunca mais Vai pagar caro por me conhecer Horizontes (com Lucas Silveira) Tudo outra vez Convencer A cada dia Anemia Asas fracas Minha paz

Fake Number emociona em reunião no Wanna Be Tour

Fake Number

Dez anos após seu término repentino, a banda Fake Number voltou para dois shows de despedida na Wanna Be Tour. Com a vocalista Lívia Elektra morando em Portugal, a continuidade das atividades já foi descartada. E foi nesse clima de nostalgia e despedida que a Fake Number abriu a programação da segunda edição do Wanna Be Tour no Allianz Parque, em São Paulo. Ainda com o estádio pouco ocupado, o Fake Number iniciou o seu show às 11h, debaixo de forte sol, mas isso não impediu uma interação bacana entre plateia e os integrantes.  Os momentos mais empolgantes ficaram para os hits Aquela Música e Primeira Lembrança, que encerrou o curto set com 11 faixas. Durante o show, Lívia Elektra destacou a maior participação das mulheres no backstage do festival, mas fez um pedido especial para a montagem do lineup da terceira edição do Wanna Be Tour. “Que no próximo ano tenha mais bandas com vocal feminino aqui”.

Com violinista inspirado, Yellowcard entrega show repleto de hits em SP

A quantidade de fãs com a camisa da banda já deixava claro desde cedo quem era o dono da noite no sideshow do Wanna Be Tour, no Tokio Marine Hall, em São Paulo: Yellowcard. Sem exagero, era uma proporção de dois a cada três entre os trajados com “uniformes” das bandas da noite. Banda que veio na esteira do boom do pop punk do fim dos anos 1990, o Yellowcard estourou pra valer no Brasil em 2003, quando lançou o quarto álbum de estúdio, Ocean Avenue. Com o apoio da Capitol (Universal), o alcance foi muito maior. O disco trouxe alguns hits memoráveis, como a faixa-título, Way Away, Only One e Breathing. Esse conjunto de singles com refrões fortes elevou o grupo para outro patamar. No show desta sexta-feira, nada de poupar na hora de gastar os hits: Only One abriu a apresentação, enquanto Breathing veio na terceira posição. Entre elas, Lights and Sounds, single principal e título do álbum seguinte, de 2006. O ritmo do show também agrada. Foi pouco mais de uma hora no palco, com algumas pequenas interações com os fãs e uma sequência absurda de sing along dos fãs do início ao fim. Por mais que os olhares dos fãs fiquem quase todos no vocalista e guitarrista Ryan Key, que parece uma versão punk live action do Tintin, o violinista Sean Mackin rouba muito a cena. É impossível pensar em um violinista tão animado e divertido como ele. Único membro oficial da banda, Mackin venceu um câncer de tireoide no início da década passada após uma forte campanha de apoio dos fãs. E essa relação permanece ainda mais forte. Todos sabem que ele é o maestro da bagunça do Yellowcard. Vale destacar que a banda tocou três canções do álbum Better Days, que ainda nem saiu, mas os singles foram muito bem recebido pelos fãs, com destaque para Bedroom Posters, que teve até coro especial da plateia. Neste sábado (30), o Yellowcard se apresenta a partir das 19h17, no palco It’s Not A Phase, no Allianz Parque. Setlist  *Top Gun Anthem*Only OneLights and SoundsBreathinghonestly iBelieveWay AwayLight Up the SkyBedroom Posters*Rocky Theme*FightingRough Landing, HollyEmpty ApartmentKeeperFor You, and Your DenialAwakening Bis:With You AroundBetter DaysOcean Avenue

Cro-Mags volta ao Brasil em outubro para show único em São Paulo

Lenda do crossover entre hardcore punk e thrash metal, o Cro-Mags volta ao Brasil em outubro para um show único em São Paulo. A apresentação acontece no dia 8 de outubro, no Burning House, com realização da Xaninho Discos em parceria com Caveira Velha e Solid Music Ent. Formado na Nova Iorque dos anos 1980, o Cro-Mags marcou a cena hardcore com o clássico álbum de estreia The Age of Quarrel (1986), um divisor de águas que abriu caminho para a fusão de estilos e consolidou o grupo como referência mundial. O som cru e agressivo da banda influenciou nomes gigantes da música pesada, como Metallica, Sepultura, Biohazard, Green Day, Madball e Hatebreed. Mais que a sonoridade, a postura autêntica e a resistência ao longo de quatro décadas transformaram o Cro-Mags em um verdadeiro símbolo cultural. Liderado por Harley Flanagan, o grupo segue ativo e lançou em 2020 o álbum In the Beginning, prova de que a energia original continua viva. Neste ano, Flanagan também ganhou um documentário, Harley Flanagan: Wired for Chaos, elogiado pela crítica e com participações de nomes como Flea (Red Hot Chili Peppers), Henry Rollins, Ice-T, Glenn Danzig, Scott Ian, Ian Mackaye e Darryl Jenifer. Antes de desembarcar em São Paulo, o Cro-Mags cumpre em setembro uma turnê extensa pelos Estados Unidos, encerrando no dia 27/09 no CBGB Fest, evento em homenagem ao lendário clube nova-iorquino que deu origem ao punk e à new wave. SERVIÇO | CRO-MAGS EM SÃO PAULO – 08/10/2025Data: 08 de outubro de 2025 (quarta-feira)Local: Burning House (Av. Santa Marina, 247 – Água Branca, São Paulo/SP)Ingressos: https://101tickets.com.br/events/details/Cro-Mags-em-Sao-Paulo

Entrevista | Neil Turbin – “Minha maior contribuição foi ajudar a colocar o Anthrax no mapa”

Pioneiro do thrash metal, Neil Turbin retorna ao Brasil para celebrar os 40 anos do clássico Armed and Dangerous, álbum que compôs para o Anthrax. O único show da turnê no país acontece em 21 de setembro, no Manifesto Bar, em São Paulo, e terá abertura da banda Selvageria. A passagem faz parte da turnê Fistful 40, que já levou o vocalista a países da América Latina e contará ainda com apresentações no Canadá. Reconhecido por dividir o palco com nomes como Tim Ripper Owens (Judas Priest), Jeff Scott Soto (Yngwie Malmsteen) e Simon Wright (AC/DC), Turbin mantém viva sua conexão com o metal. Neste ano, ele se apresentou no Mortalfest, no México, e no Rock for Ronnie James Dio, evento beneficente da Dio Foundation. Os ingressos para o show em São Paulo já estão disponíveis pelo Clube do Ingresso e nas redes do Manifesto Bar. Antes do Anthrax você já era experiente na cena e tem muitas histórias. Estou muito curioso sobre suas lembranças do CBGB. Como foi tocar em um local tão histórico? Neil Turbin: Eu toquei no CBGB com a minha primeira banda, The New Race, nos anos 1970. Eu tinha 15 anos. O CBGB era parte da cidade, um bar que acabou se tornando uma instituição, um marco para o punk rock, hard rock, heavy metal e hardcore punk. Quando entrei lá pela primeira vez eu era ingênuo e inexperiente. Ficamos animados para tocar, mas o lugar era muito sujo, especialmente os banheiros. Ainda assim, era um palco clássico. Na época, alguns álbuns ao vivo já tinham sido gravados lá e eu estava empolgado por ter essa chance, mesmo sendo de uma banda iniciante. Depois dessa experiência, nunca mais toquei lá. Com o Anthrax, chegamos a tocar no Great Gildersleeves, que era um pouco melhor estruturado, com palco maior, mas tinha problemas acústicos por causa das paredes de pedra. Também havia outros clubes em Nova York, como o Max’s Kansas City, que eu adorava. Naquela época você já tinha noção da importância histórica do CBGB? Neil Turbin: Sim. Eu me lembro bem, até da camiseta branca com letras vermelhas e pretas. O CBGB ficava perto de locais icônicos, como o St. Mark’s Place e os estúdios Electric Lady. Era uma área movimentada, cheia de clubes e bares. Para nós, tocar ali foi uma experiência marcante, mesmo sendo apenas uma vez. Você celebra até hoje suas músicas e sua fase no Anthrax. Sei que você estudou com o Scott Ian e que colocou um anúncio procurando uma banda. Como foi a sua contribuição para a história inicial da banda? Neil Turbin: Eu fui o primeiro vocalista oficial. Gravei três demos com a banda e participei da construção do som que se tornaria o Anthrax. Na primeira demo eles ainda tentavam soar como Iron Maiden ou Judas Priest, mas ajudei a desenvolver um estilo mais original. No álbum Fistful of Metal, escrevi “Metal Thrashing Mad” e também criei o título Armed and Dangerous. A música “Gung-Ho” também é minha. No processo de composição, Dan Lilker, Greg Walls e outros membros escreviam bastante, mas eu contribuía com letras, melodias e até riffs de guitarra, mesmo sem tocar guitarra nos ensaios. Eu levava as fitas para casa e trabalhava sozinho nos arranjos. Nos shows da primeira turnê, cantávamos quase todo o Fistful of Metal e algumas faixas novas. Tocamos com Raven e Metallica, que já tinham um nível impressionante de composição. Minha maior contribuição foi ajudar a colocar o Anthrax no mapa e a construir o que viria a ser o thrash metal, parte do que depois se chamou Big Four. Na época você tinha consciência de estar participando da criação de um novo estilo, o thrash metal? Neil Turbin: Nova York nos anos 70 e 80 era bruta, perigosa, mas cheia de energia. Era como viver dentro do filme The Warriors. Essa atmosfera dava a sensação de indestrutibilidade, algo que moldou a música e a atitude. Eu sentia que fazíamos parte de algo novo, mesmo sem rotular. O Fistful of Metal sempre foi comparado com Judas Priest. Como você vê a evolução desse disco para os temas e sonoridade posteriores? Neil Turbin: O Fistful of Metal veio após as demos, e logo lançamos o single “Soldiers of Metal” em 1983. Isso nos levou a shows maiores, como abrir para o Crocus em Massachusetts. Já havíamos tocado com o Metallica, que impressionava pelo peso dos riffs e pela qualidade da composição. Alguns membros da banda queriam soar como eles, assim como antes queriam soar como Iron Maiden. Eu admirava a Metallica, era amigo do Cliff Burton, do James, do Lars e do Kirk, mas minhas influências iam além: Accept, Saxon, Riot, Sortilège, Warning. Daí nasceu a energia de “Metal Thrashing Mad”. Minha ideia era capturar a essência daquela época: velocidade, agressividade e autenticidade. Enquanto outros buscavam copiar, eu tentava canalizar essa sensação única que vinha da mistura de várias influências e da cena underground mundial. Minha busca sempre foi capturar a essência do que o metal me fazia sentir. Era como dirigir com as janelas abertas, ouvindo Saxon – Wheels of Steel, 747 (Strangers in the Night). Eu queria compartilhar essa sensação com as pessoas. Cada membro da banda tinha suas influências. Dan Lilker, por exemplo, trazia muito de Angel Witch e bandas obscuras que ele adorava. Nós frequentávamos lojas de discos como a Rock and Roll Heaven, do John Zazula (produtor responsável pelos primeiros álbuns do Metallica e Anthrax), e a Bleecker Bob’s, sempre atrás de importados e novidades. Essas influências moldaram o Anthrax. Muitas vezes dizem que eu trouxe o visual inspirado no Judas Priest para o Anthrax, mas, na verdade, eles já usavam roupas de palco antes de eu entrar. Sempre achei a imagem do Unleashed in the East, Hell Bent for Leather, ou os Tokyo Tapes do Scorpions incríveis para o heavy metal. Para mim, esse era o espírito: Black Sabbath com Dio, Ozzy solo, e depois a New Wave of British Heavy Metal, que

Stick To Your Guns negocia volta ao Brasil para 2026

O Stick To Your Guns pode estar perto de voltar à América do Sul. A banda de hardcore/punk de Orange County negocia uma turnê para o primeiro semestre de 2026, com shows previstos para maio e junho. Brasil e Chile são os países com negociações mais avançadas, porém outros países, como Argentina e Colômbia podem se juntar à turnê. O giro marcaria a estreia dos californianos em solo chileno, já que, mesmo com passagens anteriores pelo continente, o país nunca havia entrado no itinerário. A última visita do Stick To Your Guns à América do Sul foi em 2022, quando tocaram duas vezes na Colômbia. Antes disso, em 2015, a banda passou pelo Brasil. Formado em 2003, o grupo rapidamente se destacou na cena hardcore com letras politizadas e shows intensos. O álbum Diamond (2012) consolidou a reputação da banda com hinos que misturam agressividade e mensagens de resistência, características que a acompanharam ao longo da carreira. O Stick To Your Guns segue como um dos nomes mais respeitados do hardcore moderno, equilibrando peso e melodia em músicas que falam sobre injustiça social, identidade e superação pessoal. A discografia conta com oito discos lançados, sendo o último, Keep Planting Flowers, lançado em janeiro deste ano. Setlist – Stick To Your Guns em sua última passagem pela América do Sul

Entrevista | Seafret – “Se pudesse, iria ao Brasil três vezes por ano”

O duo britânico Seafret volta ao Brasil para um show especial no Cine Joia, em São Paulo, neste domingo (24), a primeira apresentação no país em três anos. A dupla formada por Jack Sedman (vocais) e Harry Draper (guitarra) segue divulgando seu novo trabalho, que traz colaborações de peso e reflexões sobre a vida e a carreira. Em entrevista ao Blog n’ Roll, o guitarrista Harry Draper falou sobre o recente single Five More Seconds, fruto de uma sessão espontânea com a cantora KT Tunstall. “Eu cresci ouvindo o primeiro álbum dela. Nós nos conhecemos há uns dez anos, nos EUA, e mantivemos contato pelo Instagram. Quando começamos a trabalhar no novo álbum, queríamos algumas colaborações e, por coincidência, ela estava em Londres. Dois dias depois, já estávamos no estúdio juntos. É uma das minhas músicas novas favoritas”, conta. Five More Seconds, que fala sobre decisões tomadas em instantes e que podem mudar destinos, é algo com que a dupla se identifica. “Pessoalmente, vivo isso o tempo todo. Sempre cometo erros e penso: ‘Se eu tivesse mais cinco segundos, teria feito um pouco diferente’. Acho que é por isso que as pessoas se conectam tanto com a música.” Harry também comentou sobre o ressurgimento inesperado de Atlantis, música lançada há dez anos e que ultrapassou a marca de 1 bilhão de streams após viralizar no TikTok. “Foi insano. Toda vez que entrávamos na plataforma, nossa música estava sendo usada — e ainda está. Isso nos mostrou que, enquanto amarmos o que fazemos, mesmo que a música não se conecte de imediato, em algum momento pode se conectar.” O músico se diz empolgado para rever o público brasileiro. “Se pudesse, iria ao Brasil três vezes por ano. Amo demais. Estamos muito animados para o show do dia 24 de agosto em São Paulo.” Ao falar sobre influências musicais, Harry citou três álbuns marcantes: Solid Air (John Martyn), que o inspirou a tocar violão; Seventeen Going Under (Sam Fender), que influenciou seu trabalho no último ano; e Inside In / Inside Out (The Kooks), trilha sonora de um verão inesquecível em sua adolescência. Os ingressos para o show do Seafret no Cine Joia estão disponíveis no Sympla.

The Bombers celebra 30 anos de carreira com show especial em Santos

The Bombers 2025

Neste domingo (24), a partir das 18 horas, a banda santista The Bombers comemora 30 anos de punk rock no Mucha Breja, na Ponta da Praia, em Santos. A festa contará ainda com as bandas Teenage Lobotomy (tributo ao Ramones), Marrones e Brizza. A entrada custa R$ 15,00. De acordo com o vocalista do The Bombers, Matheus Krempel, a apresentação contará com um set especial, passeando por toda a discografia da banda, que conta ainda em sua formação com o guitarrista Fernando Hago, o baixista Gustavo Trivela e o baterista Junior “Rosa” Drummer. “O foco do show é celebrar os 30 anos de fundação do The Bombers. O setlist vai abranger músicas de todas as fases da banda, inclusive resgatando algumas que não costumávamos tocar nos últimos anos”, adianta Krempel. Disco ao vivo a caminho para celebrar os 30 anos do The Bombers As comemorações dos 30 anos do Bombers não param por aqui. O grupo também já tem marcada a gravação de um disco ao vivo, que acontecerá em 18 de outubro, em São Paulo. “Esse é o nosso grande projeto do ano. Temos algumas músicas novas gravadas, mas decidimos engavetar por enquanto, para focar totalmente nesse registro ao vivo. Os shows atuais estão servindo de termômetro para o repertório que vamos gravar”, explica. A estrada continua Além do show deste domingo, a banda segue rodando por diferentes cidades do Brasil. “Tocamos domingo em São Paulo e temos mais um show marcado para Osasco no mês seguinte. Depois devemos visitar Araraquara, Campinas, Americana, Curitiba, Rio de Janeiro… e ainda tem alguns convites em aberto”, revela o vocalista. O que mantém a chama acesa Para um grupo que chega a 30 anos de estrada, a pergunta é inevitável: o que mantém o Bombers na ativa? Krempel responde sem hesitar: “Basicamente o que nos mantém em atividade é o nosso próprio amor à música. Conhecer bandas novas, cidades diferentes, estar em contato com a efervescência cultural. Isso nos reabastece e nos motiva a seguir.” Legado no punk rock brasileiro Em um cenário tão plural quanto o hardcore, o Bombers construiu uma identidade marcada pela inquietação.“Somos uma banda que sempre buscou questionar o status quo. Seja quando cantávamos em inglês, quando gravamos um disco acústico com viola caipira, ou quando começamos a lançar material em português. A ideia sempre foi surpreender os fãs e jamais ser uma cópia sem graça do que já fomos”, diz o vocal. Ele completa: “Nossa escola é o The Clash e o Gilberto Gil, sentados lado a lado na mesma sala. O preço de ser assim é alto, mas nos orgulha cada vez que lançamos um disco novo.” Serviço 📍 Onde: Mucha Breja (Avenida Rei Alberto, 161, Ponta da Praia, em Santos)📅 Quando: Domingo (24/08), às 18h🎶 Atrações: The Bombers + Teenage Lobotomy (Ramones tribute), Marrones e Brizza

The Devil Wears Prada surpreende e encerra turnê com música inédita em São Paulo

O The Devil Wears Prada encerrou ontem (17.08) a turnê latino-americana no Carioca Club, em São Paulo, o mesmo palco que recebeu a última passagem da banda pelo Brasil há 13 anos. Não foi uma jornada fácil: além de lidar com a saída recente do baixista Mason Nagy, substituído nos shows por faixas gravadas, o grupo também enfrentou um assalto no aeroporto de Bogotá. Antes do show, conversamos com o vocalista Mike Hranica, que revelou de maneira exclusiva que um novo álbum está a caminho. Além dos singles Ritual e For You, a banda surpreendeu o público paulista com a inédita Where the Flowers Never Grow, apresentada de forma exclusiva e que será lançada em breve. O showA Liberation, organizadora do evento, apoiou a cena colocando como abertura a banda brasileira Emmercia, que aposta no metal moderno e vem se consolidando como um nome promissor do estilo. Na sequência, o The Devil Wears Prada entregou uma apresentação com foco na fase recente: nove das 17 músicas do set foram lançadas nos últimos três anos. O início privilegiou faixas mais pesadas, que incendiaram o público com rodas de mosh intensas. Destaque para Watchtower e Danger: Wildwoman, dedicada ao ex-baterista Daniel Williams, falecido recentemente. A parte intermediária do show trouxe composições mais voltadas ao metal moderno. Os vocais melódicos de Jeremy DePoyster ficaram em evidência, enquanto Mike Hranica se destacou ao inserir uma terceira guitarra em algumas músicas. Ritual foi um dos pontos altos, celebrada em coro pelo público. Na reta final, a banda revisitou a fase metalcore, com exceção da balada For You, cantada a plenos pulmões pelos presentes. Após a execução de Sacrifice, o grupo deixou o palco para o tradicional Encore. Enquanto a plateia aguardava as duas últimas faixas que fecharam toda a turnê, Mike Hranica surpreendeu ao anunciar o lançamento de uma nova música ao vivo. Foi então que apresentaram Where the Flowers Never Grow, seguida das clássicas Dogs Can Grow Beards All Over e Hey John, What’s Your Name Again?, que fecharam a noite em clima de celebração. Com a calorosa recepção em São Paulo, o The Devil Wears Prada prometeu não deixar passar mais 13 anos até a próxima visita ao Brasil. Setlist