Entrevista | Atreyu – “Nossa banda soa diferente o tempo todo”

No último dia 20, a banda norte-americana Atreyu fez sua estreia no Brasil com um show no Carioca Club, em São Paulo. A apresentação foi parte da turnê de divulgação do álbum The Beautiful Dark of Life, que marcou a evolução da banda na cena metalcore. Antes de subir ao palco, o carismático vocalista Brandon Saller concedeu uma entrevista exclusiva ao Blog n’ Roll, na qual abordou temas como a evolução do som da banda, a criação do novo álbum e sua conexão com o público brasileiro. Ao longo dos mais de 20 anos de carreira, o Atreyu se destacou por experimentar diferentes sonoridades, sempre mantendo sua essência e identidade. Segundo Saller, a banda nunca se prendeu a uma fórmula, o que permitiu que se reinventassem a cada lançamento. “Nossos fãs esperam que tentemos algo diferente. Nunca prestamos muita atenção ao que está em alta; fazemos o que achamos certo”, comentou o vocalista. Com o lançamento de The Beautiful Dark of Life, o Atreyu inovou ao dividir o álbum em uma série de EPs, permitindo que os fãs digerissem o trabalho aos poucos. “Isso fez com que as pessoas se concentrassem mais nas músicas”, explicou Saller, que considerou a experiência um sucesso. O vocalista ainda destacou a importância de suas influências musicais variadas, que vão do pop ao rock dos anos 80, refletindo diretamente na diversidade de som da banda. Na entrevista, o vocalista também falou sobre a decisão de revisitar músicas antigas em novas versões acústicas, algo que começou durante a pandemia e foi muito bem-recebido pelos fãs. “Foi ótimo entrar no estúdio e fazer algo que realmente queríamos. Definitivamente, é algo que adoraria explorar mais no futuro”, revelou. Confira a entrevista completa abaixo. Atreyu sempre foi uma força poderosa na cena metalcore. Como você vê a evolução da banda ao longo dos anos e como se mantém fiel à sua identidade original, enquanto explora novos sons? Acho que meio que no começo, nós fizemos questão fazer a identidade da banda ser o que sentíssemos. Nós nunca ficamos presos em uma pista. E acho que isso é algo que nossos fãs meio que esperam e gostam sobre a banda, é que eles sempre sabem que vamos tentar algo diferente e explorar novos caminhos. Acho que para nós, tem sido muito importante apenas permanecer fiéis ao que queremos fazer e meio que não prestar atenção ao que está acontecendo. Caso contrário, tentamos não prestar muita atenção ao que outras bandas estão fazendo ou o que é legal no momento. Nós apenas tentamos fazer o que achamos que é certo. Até agora, tem funcionado. Como foi a experiência de gravar The Beautiful Dark of Life como uma série de EPs? Quais desafios surgiram ao dividir o álbum dessa forma e como essa abordagem afetou a criação musical? Foi ótimo. Gravamos tudo de uma vez, mas foi legal lançar as coisas aos poucos para que as pessoas pudessem realmente cravar os dentes em apenas algumas músicas de cada vez. E descobrimos que isso permitiu que as pessoas realmente se concentrassem mais em músicas do disco. Foi divertido. Hoje em dia, sinto que é impossível saber as respostas de como as coisas devem ser feitas. Imaginamos que tentaríamos algo diferente. A banda teve um começo bastante “do it yourself” e superou muitos obstáculos para alcançar o sucesso que tem hoje. Quais momentos do início da carreira de vocês ainda influenciam a maneira como encaram os desafios atuais? Sinto que meio que viemos do zero. Começamos, seis de nós em uma banda, viajando pelo país, tocando no máximo de shows que podíamos. Enquanto não importasse, ficávamos em turnê por três, quatro meses de cada vez. E acho que por isso, porque realmente tivemos que construir no começo, isso nos levou a ser bem-sucedidos do jeito que somos hoje. Sabemos como gostamos de fazer as coisas, como gostamos de fazer turnês ou fazer shows. Acho que é por isso que ajudou na nossa longevidade como banda, porque meio que descobrimos tudo internamente. Todos na banda têm um respeito enorme uns pelos outros e realmente nos amamos e amamos fazer o que fazemos. Acho que isso foi um fator enorme para continuarmos por aqui. No álbum mais recente do Atreyu, vocês recriaram músicas conhecidas do repertório de vocês, além de duas covers, do Audioslave e Tom Petty. Como surgiu a ideia de fazer isso? Pretendem fazer mais vezes esse tipo de trabalho na carreira? Sim, acho que realmente gostamos. Quer dizer, meio que começou durante a covid. Lançamos um álbum e, durante a pandemia, não podíamos realmente fazer turnês ou coisas assim. Então começamos a fazer versões acústicas de músicas em transmissões ao vivo e coisas assim. Isso nos levou a fazer algumas versões simplificadas de músicas para nossos meet and greets e coisas assim. E foi algo que realmente gostamos e parecia que nossos fãs realmente gostaram. Muitas pessoas pareciam confusas sobre porque não tínhamos feito isso antes. Foi ótimo. Meio que decidimos entrar no estúdio, e essa foi uma daquelas coisas que meio que dissemos à gravadora também. Foi algo como “isso não está no contrato, mas é algo que realmente queremos fazer“. Ficou ótimo! É definitivamente algo que adoraria explorar mais no futuro, porque parece que muitos dos nossos fãs estão crescendo conosco. Tem muita gente que talvez, numa quarta-feira à noite, esteja cozinhando o jantar e pode não querer colocar em uma bandeja, mas coloca em um outro recipiente. Com uma combinação de thrash, hardcore punk e o New Wave of Swedish Death Metal, o Atreyu sempre teve uma sonoridade única. Quais são as suas principais influências musicais atuais e como essas influências se refletem no som da banda? Acho que é difícil para nós. Temos tantas influências diferentes dentro da banda. Quer dizer, eu mesmo curto bastante música pop. Como você disse, gosto de bandas suecas como In Flames. Dan (Jacobs, guitarrista) é muito influenciado pelo rock dos anos 1980. Ele também ouve muita música dos anos 50, reggae, tudo.

Daron faz primeiro show como artista solo no Manifesto

Na próxima quinta-feira (3), o Manifesto Bar abrirá suas portas às 20h para receber o primeiro show da carreira solo de Daron. A noite promete uma experiência intensa, com um show carregado de energia, riffs marcantes e letras impactantes que transitam entre o clássico e o moderno do rock. No palco, Daron promete um setlist poderoso, incluindo faixas do seu aguardado álbum Desgarrado que aborda temas subliminares sobre os mistérios da mente e do mundo. Com influências que passam por Black Sabbath, Ozzy Osbourne e Megadeth, Daron traz ao público uma performance intensa, com uma presença de palco marcante e uma energia que promete incendiar a noite.Também terá a participação especial da banda Inluzt, que vai te fazer voltar aos anos 80, trazendo um hard rock autêntico e feito aqui no Brasil. Daron nasceu na cidade de Tuparendi e, em 2013, fundou a banda Peixes Voadores, com mais de 13 anos de história, dividindo palco com grandes bandas, como Sepultura, Misfits, Marky Ramone e Michael Graves. Fez turnês nacionais também com a banda Matanza, tocando em grandes palcos do sul, incluindo Pepsi On Stage e Opinião. Mas, como tudo tem seu ciclo, os caminhos tomaram um percurso diferente. O artista estava convicto e decidido de que queria ir para São Paulo lançar sua carreira solo. Em 2025, essa história se concretiza, e Daron avança pelas névoas da capital paulistana. No dia 22 de outubro de 2024, Daron lançou oficialmente sua carreira solo com o single e clipe O Fronte, uma faixa intensa e reflexiva sobre os desafios e sombras da guerra. Fortemente influenciado pelo som de Ozzy Osbourne, Daron traz uma pegada autêntica e poderosa ao rock brasileiro. A letra de O Fronte nasceu da imaginação de Daron e constrói um cenário sombrio e obscuro, inspirado por conflitos globais recentes, como entre Ucrânia e Rússia e Israel e Irã. Sem pretensões de dar respostas, a música reflete sobre as marcas e a atmosfera pesada que essas guerras deixam na humanidade. Os riffs densos e a voz marcante de Daron ampliam o impacto dessa mensagem, capturando a atenção com uma narrativa que parece ecoar as realidades do mundo atual. Com esse lançamento, Daron se firma no cenário nacional como uma nova voz que leva o rock para temas relevantes e atuais, oferecendo ao público uma experiência intensa e memorável. No dia 25 de dezembro de 2024, Daron lançou seu primeiro disco denominado Desgarrado, disponível em todas as plataformas. O álbum conta com 11 faixas e tem influências de Tim Maia, Raul Seixas, com um instrumental inspirado por grandes bandas como Black Sabbath, Ozzy Osbourne, Volbeat, Dio, entre outras lendas do rock. Daron é: Daron (vocal), Bruno Luiz (guitarrista), Goto (baixista), Edgar (baterista). SERVIÇO:Data: 03 de abril de 2025Local: Manifesto Bar – Rua Iguatemi, 36, Itaim Bibi, São Paulo – SPHorário: A casa abre às 20hMais informações: https://www.instagram.com/manifestobar/

Sami Chohfi lança turnê “Between Two Oceans” na Costa Rica, seguida de show no Brasil

Após turnês por quatro continentes, o artista norte-americano Sami Chohfi anunciou a turnê Between Two Oceans, com três shows marcantes na Costa Rica, que abre um novo capítulo em sua trajetória internacional. A jornada culmina com uma apresentação especial no festival Brazilian Bacon Day, onde Sami divide o palco com grandes nomes do rock nacional: Ira! e Charlie Brown Jr. Com músicas ouvidas na série SEAL Team, da CBS, Sami Chohfi entrega um som autêntico carregado de emoção, que atravessa fronteiras — entrelaçando rock alternativo e a força do grunge em uma trajetória forjada nos palcos do mundo. “Sempre sonhei em me apresentar em um paraíso tropical — entre dois oceanos lindos e um público que respira música”, comenta Sami. “Vou fazer sets acústicos intimistas que culminam em uma explosão de hard rock com minha banda costa-riquenha, Flashback. Mesmo antes de pisar lá, sinto que a Costa Rica carrega o mesmo espírito que vive na minha música, uma energia verdadeira, vibrante e cheia de alma. Já sinto essa conexão.” Logo após a turnê na Costa Rica, Sami retorna ao Brasil para uma apresentação especial no festival Brazilian Bacon Day , que acontece nos dias 17 e 18 de maio de 2025 , em Uberlândia (MG). O evento contará com grandes nomes do rock nacional, como Ira!, Charlie Brown Jr. e Biquíni, reunindo milhares de fãs em dois dias de música e gastronomia. Após palcos incendiários na Índia, Japão, Camboja, Singapura e Filipinas, Sami Chohfi segue sua missão de unir culturas com um rock visceral e carregado de emoção. Mais que um músico, Sami é um contador de histórias — sua vida entre fronteiras pulsa em cada verso, com intensidade, incidência e uma visão global única. No Brasil, Sami já se apresentou em cidades como São Paulo, Curitiba e Florianópolis, com destaque em festivais como MotoFest, HackTown, Guaçu Rock e Rock in Lago. Seja em formato solo ou com banda completa, Sami cria conexões reais com o público — entregando shows intensos e letras que tocam fundo. Sami está finalizando um novo álbum – pesado e urgente. Um disco que não faz concessões: riffs refinados e letras que dizem o que muita gente cala. O primeiro single chega em junho, pronto para quebrar o silêncio.

Ziggy Alberts coloca São Paulo na rota da New Love Tour

Após a primeira apresentação no Brasil, em setembro de 2023, no Floripa Eco Festival, o cantor Ziggy Alberts volta ao Brasil com a New Love Tour, turnê homônima ao seu sétimo álbum de estúdio, New Love (2025). Com uma fusão harmoniosa de indie, folk, pop, e letras que abordam temas como amor, amizade e conexão com a natureza, o show acontece em São Paulo, no dia 28 de junho, no Cine Joia, em uma realização da 30e, maior produtora brasileira de entretenimento ao vivo, com ingressos disponíveis a partir de sexta-feira (21), às 11h, pelo site da Eventim. Ziggy acaba de lançar o seu sétimo álbum de estúdio, New Love (2025), que apresenta uma sonoridade mais madura e experimental, mas mantém a essência acústica que conquistou o seu público. >> Confira entrevista com Ziggy Alberts A New Love World Tour começou em 2024 com 70 datas anunciadas, passando pela Austrália, Europa, Reino Unido, América do Norte e Indonésia, além de estrear no México e no Japão. Alberts esgotou apresentações e lotou casas, dando seguimento ao seu feito anterior, com a Rewind World Tour, em 2023, que conquistou um público de mais de 110 mil pessoas. Desde o início de sua carreira, em 2012, o artista já recebia mensagens de fãs pedindo shows no Brasil. Foi em setembro de 2023 que Ziggy veio ao país pela primeira vez para uma apresentação no Floripa Eco Festival. No mesmo ano, o cantor estreitou ainda mais a relação com o público ao colaborar com Vitor Kley, na faixa Rewind Dois, em que canta em português. Os números do cantor australiano são grandiosos: Ziggy tem sete álbuns de estúdio; sucessos como Runaway, que ultrapassou 100 milhões de streams no Spotify e hits globais como Gone e Love Me Now. O álbum Laps Around The Sun (2018) recebeu certificação dupla de platina pela ARIA, com as canções letting go (2022) e Dancing in the Dark (2024). ServiçoZiggy Alberts @ New Love TourRealização: 30e SÃO PAULOData: 28 de junho de 2025 (quarta-feira)Local: Cine Joia – Praça Carlos Gomes, 82 – Liberdade, São Paulo/SPHorário de abertura da casa: 20hClassificação etária: Entrada e permanência de crianças/adolescentes de 05 a 15 anos de idade, acompanhados dos pais ou responsáveis, e de 16 a 17 anos, desacompanhados dos pais ou responsáveis legais. Setores e preços: Pista – R$ 175,00 (meia-entrada legal) |  R$ 350,00 (inteira) Vendas online em: eventim.com.brBilheteria oficial: Estádio do Morumbis – Bilheteria 5 – Próximo ao portão 15 – Av. Giovanni Gronchi, 1866Funcionamento*: Terça a sábado das 10h às 17h*Não tem funcionamento em feriados, emendas de feriados, dias de jogos ou em dias de eventos de outras empresas.

7 Seconds, lenda do hardcore punk, volta a São Paulo em agosto

Formada no início dos anos 80 na cidade de Reno (Nevada), a banda 7 Seconds retorna ao Brasil com seu clássico e enérgico hardcore punk para um show único, marcado para o dia 10 de agosto em São Paulo/SP, no Fabrique Club. O evento é mais uma produção conjunta da Powerline Music & Books com a New Direction Productions. Os ingressos já estão à venda. Esta será a segunda passagem do 7 Seconds pelo Brasil – a estreia acontece em 2015, em um show lotado e eufórico realizado na capital paulista. Além das mais de quatro décadas de atividades, desde os primórdios o 7 Seconds se prestou a lançar singles, EPs e discos. O álbum de estreia foi The Crew. Já no álbum New Wind, a banda expandiu seu som e estilo com mais elementos do punk rock/hardcore, ora mais lento, ora mais melódico e acessível. Muitos creditaram esse período específico da carreira do 7 Seconds como o ponto de partida de muitas bandas de pop punk e indie rock que surgiram muito mais tarde. O lançamento mais notável do 7 Seconds é Walk Together, Rock Together, um dos pilares do hardcore e também uma peça-chave para o movimento straight edge, produzido por Ian MacKaye (Minor Threat, Fugazi). Na década de 1990, o 7 Seconds chegou inclusive fazer lançamentos por uma grande gravadora, a Epic, o que impulsionou ainda mais a fama da banda dos irmãos Marvelli (Kevin Second, o vocalista, e Steve Youth, o baixista), membros originais ainda no front da banda que volta ao Brasil em 2025. O guitarrista Bobby Adams, na banda desde 1986, também está na atual formação. O vocalista Kevin Seconds também teve uma carreira solo de sucesso, tornando-se uma figura significativa na cena folk-punk, colaborando com artistas como Matt Skiba, do Alkaline Trio, e Mike Scott, do Lay It on the Line. Como curiosidade, o 7 Seconds é frequentemente creditado como a primeira banda a se descrever como uma formação hardcore. SERVIÇO 7 Seconds em São Paulo Data: 10 de agosto de 2025 Horário: 17h (abertura da casa) Local: Fabrique Club (Rua Barra Funda, 1071 – Barra Funda, São Paulo ) Venda online Ingresso: a partir de R$180,00 (1º Lote – meia entrada e meia solidária), R$ 320,00 (1º Lote – inteira)

Ale Sater lança clipe de Girando em Falso e anuncia show em São Paulo

Em setembro de 2024, o músico e compositor Ale Sater lançou seu álbum de estreia, Tudo Tão Certo, pela Balaclava Records. Hoje, quase seis meses após seu debute, o músico dá continuidade às obras audiovisuais de seu novo material, com o lançamento de um videoclipe inédito para a quinta faixa do disco, Girando em Falso. O clipe, assinado por Bruno Alves, que já trabalhou com Ale nos clipes de Criança e Circulares de sua banda Terno Rei, retrata uma casa abandonada mesclando cenas focadas no cantor. “O clipe em si é muito simples, super curto né? Mas acho que simboliza bem essa minha nova fase, que tá bastante centrada em um tipo de busca pessoal pela simplicidade, pro olhar sobre o mundano, a memória do dia a dia e as coisas simples da vida. A música do Ale veio de encontro exatamente com esse sentimento”, comenta. Além disso, o músico anuncia hoje uma apresentação única na capital paulista, que acontece no dia 10 de abril no Bona Casa de Música, localizado no bairro de Perdizes, zona oeste de São Paulo. Os ingressos já estão disponíveis no site da Eventim. O disco traz 11 faixas autorais e foi todo composto, produzido e executado a quatro mãos, pelo próprio, juntamente com o parceiro de longa data, o produtor Gustavo Schirmer (Terno Rei, Jovem Dionísio, Lou Garcia), entre dezembro de 2023 e abril de 2024, em Curitiba. Tudo Tão Certo apresenta uma sonoridade de folk melancólico já revelada nos EPs Fantasmas e Japão e evidente nas canções Anjo, Final de Mim, Ouvi Dizer e Desvencilhar, além de trazer algumas faixas mais introspectivas como Cidade, Trégua e Girando em Falso, mas sem deixar de lado uma sonoridade indie pop mais ensolarada como em Quero Estar e Alguma Coisa. O novo trabalho abre espaço para uma sonoridade mais pop e versátil, repleto de nostalgia e referências à música alternativa dos anos 90. Nas referências musicais, Everything But The Girl, Elliot Smith, Jeff Buckley e Radiohead. A observação da passagem do tempo em nossas vidas, a metrópole de São Paulo como pano de fundo, as relações de amizades e amor em tom confessional e nu dão o tom dos temas abordados em suas letras. Serviço Ale Sater apresenta Tudo Tão Certo em São Paulo Data: 10 de abril de 2025, quinta-feira Local: Bona Casa de Música Site Endereço: R. Dr. Paulo Vieira, 101 – Sumaré, São Paulo – SP, 01257-000 Horário: 20h Classificação etária: 16+ Ingressos: https://www.eventim.com.br/artist/bona-casa-musica/ale-sater-apresenta-tudo-tao-certo-3852803/ Preços: Inteira R$120,00 | Promocional R$60,00 | Ingresso Social R$60,00 | Meia Entrada R$ 60,00

Garbage e L7 iniciam turnê brasileira na próxima semana; ainda tem ingressos à venda

De 21 a 23 de março acontece a super turnê do Garbage, uma das mais influentes, aclamadas e explosivas bandas na história do alternative rock com a sempre irradiante Shirley Manson nos vocais, com as meninas do L7, que incendiaram o grunge na década de 1990, como convidadas especiais. Os shows acontecem no Rio de Janeiro (21/03, no Sacadura 154), São Paulo (22/03, no Terra SP) e Curitiba (23/03, na Ópera de Arame). A banda The Mönic fará a abertura dos eventos em São Paulo e Curitiba. A turnê brasileira é uma realização da Liberation Music Company, que recém concluiu o novo giro pelo Brasil dos veteranos britânicos do The Cult. O Garbage encerrou 2024 em grande estilo ao lançar o EP Copy/Paste Vol. 1 (Abridged), que reúne versões de clássicos de nomes fortes do rock como David Bowie, Patti Smith, U2, Tim Buckley e The Psychedelic Furs. E 2025 tem mais lançamento: Let All That We Imagine Be the Light, o oitavo álbum, sai dia 30 de maio. Segundo Shirley, em recente rodada de entrevistas à imprensa brasileira para promover esta turnê em março, o disco novo apresenta uma perspectiva mais esperançosa e positiva a respeito da vida. O quarteto, formado na cidade norte-americana de Madison, em 1994, também é composto por Duke Erikson (guitarra, baixo, teclado), Steve Marker (guitarra, teclados) e Butch Vig (bateria, produtor musical do álbum Nevermind, do Nirvana e Bricks Are Heavy, do L7). Desde a sua criação, o Garbage vendeu mais de 20 milhões de álbuns em todo o mundo e obteve sucessos colossais, incluindo Stupid Girl, Push It, I Think I’m Paranoid, Queer e Milk. Já o L7, pioneiras no punk/grunge no início da década de 1990 nos Estados Unidos, volta para se apresentar ao seu público fanático no Brasil. O som característico do L7 de uma mistura pesada e cativante de punk, metal, ruído e pop ajudou a inaugurar a era do Grunge. Fundada em Los Angeles por Donita Sparks – guitarra e voz, e Suzi Gardner – guitarra e voz, a banda conta com Dee Plakas na bateria e Jennifer Finch – baixo e voz. Conhecida por suas performances ao vivo inesquecivelmente estridentes, a banda também lançou sete álbuns de estúdio, um LP duplo de covers e vários singles de grande sucesso como Shove, Pretend We’re Dead, Shitlist, Fuel My Fire, Andres e Monster. The MönicBpm’s acelerados, vocais rasgados e melódicos são as marcas registradas da banda que te transporta para o rock noventista. Formada em 2018, o grupo paulistano The Mönic é composto por Ale Labelle (guitarra e voz), Dani Buarque (guitarra e voz), Joan Bedin (baixo e voz) e Thiago Coiote (bateria e voz). Após incendiar o Knotfest Brasil e Rock in Rio 2024, a banda vem amplificando suas vozes em turnê pelo país divulgando seu disco Cuidado Você, lançado pela Deck e produzido por Rafael Ramos (Pitty, Titãs etc). SERVIÇO Garbage e L7 no Rio de JaneiroData: 21 de março de 2025 (sexta-feira) Local: Sacadura 154 (Rua Sacadura Cabral 154, Rio de Janeiro, RJ) Abertura da casa: 19h. Ingresso * Garbage e L7 em São PauloData: 22 de março de 2025 (sábado) Local: Terra SP – Av. Salim Antônio Curiati, 160, São Paulo – SPAbertura da casa: 19h Ingresso * Garbage e L7 em CuritibaData: 23 de março de 2025 (domingo) Local: Local: Ópera de Arame ( Rua João Gava 920, Curitiba, PR) Abertura da casa: 18h Ingresso

Acadêmicos do Offspring encerram Carnaval de SP com desfile campeão no Allianz Parque

Se a banda californiana The Offspring fosse uma escola de samba, certamente teria grande êxito com a apresentação no Punk is Coming, no último sábado (8), no Allianz Parque, em São Paulo. Um ano após a última passagem pelo Brasil, a banda mostrou ainda mais consistência. Donos da festa, Dexter Holland e Noodles usaram diversos artifícios para garantir uma grande festa punk rock no principal palco de shows de São Paulo. O enredo escolhido pelos californianos foi o punk rock dos anos 1990. Das 19 músicas tocadas, dez vieram dos álbuns lançados nesse período efervescente do punk rock californiano. Americana (4), Ixnay on the Hombre (3) e Smash (3) foram muito bem representados. Os telões, inclusive, trouxeram lembranças de videoclipes, entre outros adereços da época. Dentro desse enredo, o Offspring surpreendeu pela inclusão de Mota no repertório, música do Ixnay on the Hombre que estava fora dos shows desde 2019. Inclusive, Jason “Blackball” McLean, parça dos caras, estava no palco para gritar “Mota” durante a canção. A bateria do Offspring seguiu nota dez. Brandon Pertzborn, que nasceu no ano em que o álbum Smash (1994) foi lançado, deu um gás extra para a banda. Isso, aliás, parece ter impulsionado ainda mais os veteranos. Apesar de ter apenas 30 anos, Brandon já coleciona experiências com Black Flag, Doyle, Marilyn Manson e Suicidal Tendencies. Tá bom, né? Samba-enredo do Offspring agradou fãs O samba-enredo da temporada, sem dúvida alguma, foi Come To Brazil, faixa dedicada aos fãs brasileiros e presente no último disco da banda, Supercharged (2024). Após o anúncio que imagens para um videoclipe estavam sendo registradas, o público vibrou além do normal. No carro alegórico, ou seria telão, várias animações com referências ao país. Na reta final da canção, Dexter puxou o “ole, ole, ole” dos fãs. Mestre-sala e porta-bandeira do Offspring, Dexter Holland e Noodles deram mais um show de carisma no palco. Dentre os vários momentos de interação entre eles, o destaque ficou para o medley que Noodles apresentou de Smoke on the Water / Man on the Silver Mountain / Iron Man / Back in Black / In the Hall of the Mountain King. Em outra parte do show, os dois veteranos do punk californiano elogiaram os fãs e brincaram que “era o maior público de rock da história”. A comissão de frente ficou a cargo do público, que é parte importante do show. Sem a interação com os músicos, o show talvez não tivesse o mesmo peso. Boa parte deles com camisetas pretas com alusão ao grupo e uma energia inesgotável. Harmonia, alegoria e fantasia A harmonia também não deixou a desejar. Público cantou todas as músicas do início ao fim em alto e bom som. Do álbum mais novo do Offspring, Make It All Right e Come to Brazil, samba-enredo da temporada, pareciam até hits dos anos 1990.  No quesito alegoria, o Offspring se destacou com dois “carros alegóricos”: um representado por duas grandes caveiras, uma em cada lado do palco, outro com dois bonecões do posto do White Guy, personagem central do single Pretty Fly. A fantasia dos integrantes, apesar de clichê, ainda cai muito bem nesses senhores da casa dos 60 anos. Punk rock puro, com roupas escuras, munhequeira e calças. Evolução Por fim, a evolução foi o quesito que garantiu o título de melhor show do festival para o Offspring. Sem deixar lacunas e sem correr para cumprir o tempo de show, soube condensar bem em 1h20 o grande apanhado de hits. Começou com a energia no talo tocando All I Want, Come Out and Play e Want You Bad. O recheio do desfile, acompanhado de diversas queimas de fogos e explosões de papel picado, contou com cover do Ramones (Blitzkrieg Bop), o clássico Bad Habbit e Gone Away, que estava ausente dos sets desde 2020. Aliás, logo que foi encerrada, veio acompanhada de um solo de bateria de Brandon. A reta final do desfile punk rock do Offspring foi recheado por hits absolutos, como Why Don’t You Get a Job?, Pretty Fly (for a White Guy) e The Kids Aren’t Alright, todos do Americana (1999). Ainda teve espaço para Lullaby, You’re Gonna Go Far, Kid e Self Esteem. Acadêmicos do Offspring entregou o melhor encerramento de Carnaval possível para São Paulo.

Com Offspring de tiete, The Damned desfila clássicos em show para público desconectado

Momentos antes de subir ao palco, The Damned recebeu uma visita especial no backstage: Dexter Holland e Noodles, vocalista e guitarrista do Offspring, respectivamente. Os anfitriões da festa Punk is Coming acompanharam a apresentação inteira na lateral do palco. Se levarmos em consideração o tamanho da influência do The Damned no som do Offspring, a cena parecia dos filhos acompanhando o show dos pais. Dexter olhava com muita admiração para o palco, enquanto demonstrava incredulidade com a falta de interesse dos fãs. Com um set menor do apresentado no Cine Joia, na última sexta-feira (7), The Damned deixou o ambiente de “velório punk” para trás, mas não esqueceu de homenagear Brian James, guitarrista e fundador, que faleceu na quinta-feira (6). Além da citação do guitarrista Captain Sensible antes de Fan Club, o telão mostrou uma linda foto do músico durante New Rose, um dos maiores hinos punk da história e composto por Brian James. Muita gente na pista desconhecia a história do Damned e, principalmente, a sua influência na carreira do Offspring. Os comentários variaram entre “que velhinhos simpáticos”, “falta muito para o Rise Against?”, “nada a ver colocar essa banda”. Triste, mas compreensível pela idade média do público que estava na pista. A reta final desses “velhinhos simpáticos”, que estão beirando os 70 anos, contou com uma sequência perfeita: Ignite, Neat Neat Neat, New Rose e Smash It Up (Part 1) e (Part 2). Aqui com direito a “essa música é do Offspring”. Edit this setlist | More The Damned setlists