Crumb traz show do novo álbum a São Paulo em novembro

Com quase dez anos de uma agitada carreira, uma bem repercutida passagem pelo Brasil e o suave e delicioso recém-lançado terceiro disco AMAMA na bagagem, o quarteto indie nova-iorquino Crumb retorna ao Brasil em novembro e confirma show em São Paulo no dia 23 de novembro, no Cine Joia. A realização é da Áldeia Produções em parceria com o Cine Joia. Ingressos já à venda no site da tiqueteria Fastix. Lila Ramani (guitarra e vocal), Bri Aronow (sintetizadores, teclados e saxofone), Jesse Brotter (baixo) e Jonathan Gilad (bateria) estão no topo das paradas de sucesso da nova onda pop psicodélica. Eles costuram uma sonoridade que flerta com o Lo-Fi e beats elegantes, numa paisagem sonora cheia de experimentação lúdica e descolada. O terceiro álbum AMAMA, que dá o tom desta turnê no próximo mês de novembro, continua a aprofundar o som hipnótico do Crumb. São composições da multi-instrumentista Lila Ramani, ora poeticamente abstratas, ora diretamente confessionais, que tanto rememora os anos de turnê da banda como traça o caminho vertiginoso de um grupo que está em constante movimento. AMAMA, que também é a gênese e a síntese do Crumb, existe na encruzilhada da psicodelia, pop, jazz e rock, e mostra com louvor porque são elogiados e apontados mundo afora como uma banda de sonoridade única. Do estúdio para os palcos, o Crumb é nome frequente de grandes festivais, como Wide Awake, em Londres, Primavera Sound, na Espanha e em Portugal, além de tocado na edição 2024 do Pitchfork Music Festival, em Chicago (EUA). A nova turnê do Crumb pelo Brasil também passará pelo Rio de Janeiro (22/11, Agyto) e Porto Alegre (24/11, Opinião). SERVIÇOCrumb em São PauloData: 23 de novembro de 2024Horário: 19h (portas)Local: Cine JoiaEndereço: Praça Carlos Gomes, 82 – Liberdade, São Paulo – SPIngresso:1º lote -R$ 120,00 (meia e meia solidária) e R$ 240 (inteira)2º lote -R$ 150,00 (meia e meia solidária) e R$ 270 (inteira)Venda

Franz Ferdinand confirma show em São Paulo em novembro

O Franz Ferdinand incluiu o Brasil em sua nova turnê mundial e promete apresentar para o público brasileiro um show inédito e explosivo. A única apresentação do grupo no país acontece no dia 14 de novembro no Tokio Marine Hall, em São Paulo. A venda de ingressos será realizada a partir de sexta-feira (9), às 12h, no Tickets For Fun e na bilheteria oficial. O show faz parte da série Popload Gig, que também trará ao Brasil as bandas The Hives no dia 15 de outubro e a Travis no dia 5 de novembro, ambos em São Paulo. Foi logo em seu álbum de estreia, que esse ano comemora 20 anos do lançamento e ganhou uma edição especial em vinil, que o Franz Ferdinand alcançou o grande público, já em escala global, com hits onipresentes como Take Me Out e This Fire. O resto é história. O Franz Ferdinand passou por todos os maiores palcos e festivais do mundo, conquistou uma legião de fãs e continuou construindo um repertório consistente de grandes canções, responsável por mais de 10 milhões de discos vendidos, mais de 1 bilhão de streams nas plataformas digitais, 6 milhões de ingressos vendidos em turnês próprias e 14 certificações platina até o momento, além de prêmios Mercury, BRIT e diversas indicações ao Grammy. Muitas novidades e surpresas aguardam os fãs do grupo em 2024, que começa a sua turnê mundial em setembro pela Escócia, sua terra natal, passam por grandes festivais no México em outubro e novembro e diversos países na América do Sul.

Grupo de pop punk inglês Busted vem ao Brasil pela primeira vez

O trio inglês de pop punk Busted, formado por James Bourne, Matt Willis e Charlie Simpson, vem ao Brasil pela primeira vez em novembro. A banda se apresenta em 7 de novembro, no Cine Joia, em São Paulo. A venda de ingressos começa nesta sexta-feira (2), ao meio-dia, na Eventim. Com letras divertidas e uma musicalidade contagiante, já em seu primeiro disco autointitulado, Busted (2002), a banda alcançou o segundo lugar nas paradas do Reino Unido e chegou à primeira posição com a música You Said No. O grupo ainda emplacou diversos hits em primeiro lugar: Crashed The Wedding, Who’s David e Thunderbirds Are Go, além de três álbuns alcançarem número dois e três Brit Awards em 2004 por “Melhor Revelação Britânica”, “Melhor Ato Pop” e “Melhor Grupo Britânico”. Hoje, são mais de 1 milhão de ouvintes mensais no Spotify, shows esgotados e o álbum Greatest Hits 2.0 (2023) sendo o primeiro da carreira do trio a alcançar a posição número 1 nas plataformas digitais do Reino Unido. “Você entende muito mais o significado da sua banda quando está comemorando o vigésimo aniversário e ouve todo mundo falar sobre suas memórias”, afirmou o guitarrista James Bourne em entrevistas.

Banda paulistana Gigante Animal abre para o Karate em São Paulo

O selo e produtora Balaclava Records anunciou a atração de abertura para o show do trio norte-americano de rock alternativo Karate em São Paulo, que acontece em 18 de agosto, no Cine Joia. Trata-se da banda paulistana Gigante Animal, que não se apresenta ao vivo há mais de uma década. O grupo foi formado em 2006 e, no ano seguinte, após algumas mudanças de integrantes, se estabeleceram em sua formação mais duradoura e produtiva com Henrique Zarate (baixo e voz), Thiago Babalu (bateria), Renato Ribeiro (guitarra) e Lucas Wirz (piano, guitarra e voz) – formação que seguiu com uma ampla e importante atuação cenário musical brasileiro. A sonoridade da banda é carregada nos timbres, melodias e desabafos sentimentais. No período em que estiveram ativos, se apresentaram em diversas regiões do Brasil, sendo os anos de 2009 e 2010 os mais intensos. Após quatro EPs lançados e muitos shows, as relações desgastadas internamente fizeram com que o grupo desse um fim às suas atividades no final de 2010. A ocasião dessa volta aos palcos é extremamente significativa ao grupo, segundo o baterista Thiago Babalu comenta. “O Gigante Animal volta a se reunir em uma noite especial, junto da banda que sempre embalou o som do nosso carro em várias turnês: Karate. Com o Lucas morando no exterior, convidamos alguém para representá-lo, uma pessoa que sempre esteve próxima de nós e que acompanha nosso trabalho desde o início. Chamamos o Popoto, da banda Raça, para tocar essas músicas ao vivo conosco, das antigas até algumas inéditas que criamos recentemente!”. O trio Karate retornou aos palcos recentemente, após ter encerrado suas atividades em 2005, e é cultuado desde os anos 90 por sua sonoridade crua e melódica, se tornando referência mundial para fãs do indie, emo, jazz e pós-rock. Ainda há ingressos disponíveis à venda online nos setores pista e mezanino. Corra para garantir! Balaclava apresenta: Karate (EUA) e Gigante Animal em São Paulo  Data: 18 de agosto de 2024, domingo Local: Cine Joia (Praça Carlos Gomes, 82 – Liberdade) Horários: Portas: 18h / Gigante Animal: 19h / Karate: 20h15 Classificação etária: 16+ / menores de 16 anos acompanhados dos pais ou responsável legal Ingressos

Enslaved, banda clássica do metal norueguês, volta a São Paulo em novembro

Banda do primeiro escalão do black metal norueguês, que mescla riffs e batidas pesadas com passagens progressivas, o Enslaved está de volta ao Brasil em novembro deste ano – será show único, em São Paulo, dia 14 de novembro, no Fabrique Club. Ingressos já à venda pelo site da Fastix. O Enslaved traz a turnê de Heimdal, 16º disco da extensa e vitoriosa carreira de 33 anos. O disco explora temas profundos e esotéricos da mitologia nórdica. O show em São Paulo é realizado pela Áldeia Produções Artísticas junto à Powerline Music & Books, Talentnation e NMC Live. O merch será da House Of Gods e o show também conta com apoio da Nuclear Blast Brasil. Enslaved é uma banda de metal extremo norueguesa formada em 1991 por Ivar Bjørnson e Grutle Kjellson. Iniciando com um som black metal, a banda evoluiu para um estilo que mescla progressive e viking metal. Seus álbuns iniciais, como Vikingligr Veldi e Frost, consolidaram sua reputação, enquanto lançamentos posteriores, como Isa e Vertebrae, mostraram uma abordagem mais progressiva. Conhecida por performances ao vivo intensas e inovadoras, Enslaved continua a ser uma força respeitada no metal. Nesta nova passagem pela capital paulista, os fãs terão a oportunidade de vivenciar ao vivo as novas composições, que incluem faixas como Forest Dweller e Congelia, além de clássicos que marcaram a trajetória do grupo. O álbum Heimdal é descrito por Ivar Bjørnson como uma continuação natural do trabalho anterior, Utgard, e mergulha ainda mais na mitologia nórdica, trazendo à tona o mítico guardião Heimdal. Com uma produção rica em camadas sonoras e uma narrativa envolvente, o álbum promete uma experiência única tanto para os ouvintes quanto para os espectadores dos shows ao vivo. Como curiosidade, o nome da banda foi inspirado em uma música-demo de outra banda clássica do black metal norueguês, Immortal, chamada Enslaved in Rot, uma composição de Demonaz. SERVIÇOEnslaved em São PauloData: 14 de novembro de 2024 (quinta-feira)Horário: 20hLocal: Fabrique ClubEndereço: Rua Barra Funda, 107, Barra Funda – São Paulo/SPIngresso: R$ 150,00 (1º lote, meia estudante e meia solidária), R$ 300,00 (1º lote, inteira)Venda online

Entrevista | Dori Caymmi – “Quero mostrar o Brasil um pouco esquecido”

Prestes a completar 81 anos, Dori Caymmi confirmou show no Sesc Santos. A apresentação acontece no Teatro, no próximo dia 2, a partir das 20h. Os ingressos já estão à venda. Mesmo com um álbum recém-lançado, Prosa e Papo, o músico focará sua apresentação no livro Dori Caymmi songbook: 80 anos de um cantador, lançado no ano passado. O songbook reúne um perfil biográfico escrito pelo jornalista Claudio Leal e um álbum com 12 violonistas e quatro cantores convidados interpretando 12 canções que compõem o disco digital. No repertório em Santos, canções como Delicadeza, Desenredo, Estrela da Terra, Evangelho, O Cantador, Quebra-mar e Saveiros devem ser incluídas por Dori. Filho dos também músicos Dorival Caymmi e Stella Maris, Dori acumula uma longa lista de criações ao lado de nomes estelares da música popular brasileira, um gênero que ajudou a consolidar. Sua marca nas obras de Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil, Maria Bethânia, Edu Lobo, Elis Regina, Chico Buarque e Milton Nascimento são apenas alguns exemplos da sua grande contribuição à MPB.  Em entrevista ao Blog n’ Roll, Dori Caymmi falou um pouco sobre a apresentação, atual cenário da música e a família cheia de talentosos músicos. Como funciona esse show que você vai apresentar no Sesc?  É um show todo em cima do songbook, um projeto que teve a participação do Danilo Miranda (finado diretor regional do Sesc São Paulo). Não pode nem falar a palavra songbook, né? Então, é um livro sobre o meu trabalho que tive a ajuda do Mário Gil na parte de gráfica e produção. E aí, cantam o Renato Braz, a Mônica Salmaso, meu irmão Danilo, entre outras várias pessoas, violonistas de São Paulo e do Rio de Janeiro. Em Santos, o show será com os meninos do Rio e o Renato Braz, que canta várias músicas nesse disco. As outras pessoas estão muito ocupadas.  Quais lembranças mais marcantes você tem de Santos? Toquei muito em Santos, tinha um bar incrível, o Bar da Praia, que era do Eduardo (Caldeira). Todas as vezes foram ótimas lá, o público de Santos é maravilhoso. Eu fiquei encantado com o Bar da Praia. Ia com a minha mulher para Santos. Íamos no Bar da Praia e voltávamos no mesmo dia. E tinha muito medo de bar, não gostava porque no bar todo mundo bebe, mas lá era um negócio muito bonito. Fiquei muito feliz em Santos. O que mantém esse seu apetite pelos shows? Não gosto de excursionar, não faço muitos shows. Já havia feito o Sesc São Paulo, agora é Santos, Ribeirão Preto. Mas normalmente não sou muito do show, não. Sou mais de fazer o disco.  Nesse mês, estou impossível de aturar. Porque estou trabalhando muito. O Tom Jobim dizia “estou trabalhando mais do que eu mereço”. É bem isso. Mas eu gosto, gosto muito.  Vou fazer 81 anos este ano. A minha geração toda está nos 80, né? Mesmo os que vieram logo depois, como Ivan Lins, Djavan, o pessoal todo está perto dos 80 também. Está todo mundo chegando lá. E aí tem os mais velhos, Gil, Milton, Caetano e Paulinho da Viola. Esses estão fazendo 82.  Uma vez liguei para o Caetano e dei os parabéns, ele tinha feito 70 anos, há muito tempo atrás. E ele disse assim: “estou lhe esperando”.  Mas, respondendo sobre o desejo pelos shows, não gosto da excursão. Sou mais um músico que quer mostrar o Brasil um pouco esquecido. E o meu trabalho é muito brasileiro, tem muita profundidade. Isso não interessa também a muita gente.  Não faço um show de entretenimento, faço para tocar nas pessoas. Quero chegar mais duro, aí dou umas pinceladas. Mas não é show, é uma apresentação musical muito baseada no Brasil. Apesar de não estar previsto para o show em Santos, queria que você falasse um pouco sobre o seu álbum mais recente, Prosa & Papo… É um disco muito apoiado no que o papai falava para a gente na infância. Ele era muito brincalhão. Por exemplo, quando a gente estava enchendo o saco, ele falava: “entre por onde saiu e faça de conta que nunca me viu”. O Paulo César escreveu uma letra maravilhosa sobre isso. E ele botou o nome de Chato. “Vá ver se estou na esquina/ Se eu tiver, não me chame/ Não toque alto a buzina/ Que é para não dar vexame”  Outra frase do meu pai também virou música, Prosa e Papo. Ele dizia “carrapicho é mato, carrapato é bicho”. Ele brincava com a gente o tempo todo dessa forma. E aí nasceu esse disco chamado Prosa & Papo, que tem a participação da Joyce Moreno, Mônica Salmaso, Renato Braz e o Zé Renato.  São oito músicas inéditas e outras três que já cantei no disco com a Mônica Salmaso (Canto Sedutor).  Outra que gosto bastante é uma homenagem à Mercedes Sosa (Canto Para Mercedes Sosa), que pra mim é a grande cantora latino-americana.  O que é que tem na água da família Caymmi? Porque a gente vê tantos talentos gerações após gerações…  Meu pai nunca foi muito fã de ter filhos e netos artistas. Era muito sacrificante a vida do músico. Mas quando minha irmã virou cantora, eu virei músico. São 20 discos que já fiz. Danilo também tem feito shows aí.  Nós estamos até programando para ver se vamos fazer algo com uma orquestra para celebrar os 110 anos que o papai faria agora. Não sei se é a água da família não, acho que tem mais a ver com a influência dentro de casa, sempre foi uma casa muito musical. Minha mãe era cantora de rádio, meu pai era compositor e cantor, então a gente tinha essa música ao vivo nos fins de semana, o tempo inteiro.  Tinha muita música brasileira, mas também discos incríveis estrangeiros, como Frank Sinatra, Sarah Vaughan, Ella Fitzgerald. A gente ouvia tudo com eles. Quando você vai para a casa de um profissional de odontologia, o filho naturalmente será dentista. Na minha casa foi só