Titãs emociona 50 mil pessoas com show de alto nível no Allianz Parque

Um dream team de artistas, um palco que não deixa a desejar em nada na comparação com grandes shows internacionais, além de um repertório repleto de hits. A turnê Titãs Encontro é o maior acerto da música brasileira em 2023. Nos últimos meses nos despedimos de Rita Lee, Erasmo Carlos, Gal Costa, Astrud Gilberto, além de assistirmos as despedidas do Skank e Milton Nascimento dos palcos. Portanto, assistir Arnaldo Antunes, Nando Reis, Sérgio Britto, Branco Mello, Paulo Miklos, Tony Bellotto, Charles Gavin é um abraço quente para quem gosta da boa música brasileira. Que o retorno do público seja o suficiente para manter esses caras juntos por muito mais anos. O Blog n’ Roll acompanhou a segunda das três noites da turnê no Allianz Parque, em São Paulo, que estava lotado, com 50 mil pessoas. Logo de cara, o palco é algo que chama demais a atenção. Grandioso, com toneladas de equipamento, além de um telão realmente de primeiro mundo. Me lembrou muito a qualidade da imagem proporcionada na atual turnê do The Killers. O repertório é praticamente inteiro dedicado aos álbuns gravados com os sete integrantes juntos: Titãs (1984), Televisão (1985), Cabeça Dinossauro (1986), Jesus Não Tem Dentes no País dos Banguelas (1987), Õ Blésq Blom (1989) e Tudo ao Mesmo Tempo Agora (1991). Cabeça Dinossauro e Jesus Não Tem Dentes no País dos Banguelas dominam o set, com dez e seis canções cada, respectivamente. A apresentação do Titãs foi dividida em três etapas, além do bis. Na primeira, com exceções de O Pulso e Eu Não Sei Fazer Música, o set foi inteiramente dedicado aos discos Cabeça Dinossauro e Jesus Não Tem Dentes no País dos Banguelas. Antes de entrar no segundo ato, a banda sai do palco e o telão passa a exibir imagens históricas dos integrantes juntos, inclusive bastidores de Fromer com os amigos. Logo depois, o set acústico assume o protagonismo. Todos ficam sentados mais à frente. Arnaldo se ausenta por alguns minutos enquanto Sérgio Britto e Nando Reis assumem os vocais. Arnaldo retona depois, acompanhado de Alice Fromer, filha do falecido Marcelo Fromer, para cantar três músicas. O terceiro ato do show é mais variado, contemplando um pouco de cada um dos discos lançados até o início dos anos 1990. Sempre com os integrantes revezando nos vocais, Arnaldo Antunes, Nando Reis, Branco Mello, Paulo Miklos e Sérgio Britto. A apresentação foi repleta de tributos. Erasmo Carlos (É preciso saber viver), Rita Lee (Ovelha Negra), Ciro Pessoa e Marcelo Fromer (Toda Cor) foram citados em momentos diversos do show. Além da sintonia perfeita dos músicos, uma grande reunião de amigos talentosos, o show também trouxe discursos emocionados e outros inflamados, quando Nando Reis falou de como as canções seguem atuais, principalmente após quatro anos de desgoverno do coiso lá que não merece ser mencionado. Branco Mello, curado de um câncer na garganta, emocionou ao falar da alegria de voltar a fazer o que mais ama. Disse que estava muito feliz de poder voltar ao palco, falar e cantar, mesmo que a voz esteja bem comprometida. Cantou Tô Cansado, Eu Não Sei Fazer Música, Cabeça Dinossauro, 32 Dentes e Flores. O bis trouxe três clássicos: Miséria, Marvin e Sonífera Ilha, essa com Miklos fazendo referência a Santos, “cidade que gostamos muito de tocar sempre”. Moral da história: precisamos muito de uma sequência do Titãs. Não apenas em turnê reunião, mas com mais canções novas, mais shows, mais cidades contempladas. Ficamos na torcida por aqui. Setlist Set 1 Diversão Lugar nenhum Desordem Tô cansado Igreja Homem primata Estado violência O pulso Comida Jesus não tem dentes no país dos banguelas Nome aos bois Eu não sei fazer música Cabeça dinossauro Set Acústico Epitáfio Os cegos do castelo Pra dizer adeus Toda cor (Com Alice Fromer nos vocais) Não vou me adaptar (Com Alice Fromer) Ovelha Negra (com Alice Fromer) Set 2 Família Go Back É preciso saber viver (Erasmo Carlos) 32 dentes Flores Televisão Porrada Polícia AA-UU Bichos escrotos Bis: Miséria Marvin Sonífera ilha
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Irmandade do Blues recebe Andreas Kisser no Sesc Santos

Na próxima sexta (16), às 20h, a banda Irmandade do Blues, do ABC Paulista comemora 30 anos de carreira e anuncia nova fase em trio, com Vasco Faé (voz, guitarra e gaita), Sílvio Alemão (contrabaixo e backing vocals) e Fernando Loia (bateria e backing vocals). A banda que mantém sua raiz “blueseira” traz para esse show o convidado especial Andreas Kisser, guitarrista do Sepultura. A apresentação acontecerá no Teatro do Sesc Santos. Os ingressos custam de R$ 10,00 (credencial plena) a R$ 30,00 (inteira) e estão à venda on-line no aplicativo Credencial Sesc SP ou portal do Sesc SP, e presencialmente, nas bilheterias do Sesc SP. O nome “Irmandade Do Blues” é hoje sinônimo de refinamento musical e uma das mais conceituadas e respeitadas bandas do gênero no Brasil, reconhecimento que em muito se dá pela mescla de composições próprias e desconcertantes versões embluseificadas do Blues, R&B, e Rock ‘n’Roll. No show, a fórmula “peso, brilho e elegância” continua firme e se expande através de novas versões de clássicos como Down In Mississippi (J. B. Lenoir), Hard Times (Skip James), Muddy Water’s Blues (Paul Rodgers), When Love Comes to Town (Bono Vox/BB King), Hallelujah (Leonard Cohen) e a sua primeira versão em português homenageando o grande Dominguinhos, “Eu Só Quero Um Xodó” (Dominguinhos/Anastácia), além das músicas autorais. As composições próprias no CD mais recente, tanto em inglês como em português, são em maior número do que nos lançamentos anteriores, e pela primeira vez com parcerias, dentro e fora da banda. As letras e melodias de Vasco Faé (voz, gaita e guitarra), somadas às harmonias, geraram as composições, que apoiadas pelos arranjos firmes e entrosados de Sílvio Alemão (baixo) e Fernando Loia (bateria e percussão), mostram os novos horizontes alcançadas pelo quarteto.
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Em franca ascensão, Sabrina Carpenter conquista novos fãs no MITA

Estrela pop em ascensão, Sabrina Carpenter tem tudo para fortalecer ainda mais seu nome no Brasil. Pela terceira vez no País, ela protagonizou um bom show no segundo dia do MITA Festival, no Novo Anhangabaú, em São Paulo, que aconteceu no domingo (4). E o retorno já está garantido: vem em novembro como atração de abertura da turnê de Taylor Swift. Surgida em série da Disney, tal como outras estrelas pop como Britney Spears, Miley Cyrus, Olivia Rodrigo e Selena Gomez, Demi Lovato, Sabrina Carpenter já tem cinco discos de estúdio, mas foi o último, emails i can’t send, lançado em 2022, que deu um status maior para ela. No palco do MITA, ela comprovou a força desse álbum, que ganhou uma versão deluxe no início deste ano. Das 15 canções do repertório, 12 vieram de emails i can’t send. Aliás, todas cantadas com muita euforia pelos fãs. Vale destacar que o show de Sabrina foi um dos primeiros do dia, mas o público já estava em peso no Palco Deezer. A ascensão da cantora é nítida. Em 2017 veio ao Brasil como atração de abertura da turnê de Ariana Grande, voltou dois depois para um pocket show fechado para convidados. Disposta a deixar uma boa impressão para um novo público, Sabrina ainda apresentou uma bela versão para The Sweet Escape, de Gwen Stefani. Aqui arrancou muitos elogios da plateia. Apesar do problema técnico em Paris, que precisou ser reiniciada, Sabrina ainda demonstrou muita simpatia, conversando com os fãs o tempo todo, inclusive para lembrar que retorna em novembro. Setlist Read your Mind Feather Vicious Already Over Tornado Warnings bet u wanna The Sweet Escape (Gwen Stefani cover) Looking at Me Paris opposite Fast Times Sue Me decode skinny dipping because i liked a boy Nonsense
Com longo atraso, Lana Del Rey supera problemas técnicos e entrega grande show

O principal show da primeira noite do MITA Festival em São Paulo, neste sábado (3), foi ofuscado por problemas antes e durante o início da apresentação. A cantora Lana Del Rey entrou no palco quase 45 minutos atrasada, após um coro de vaias dos seus fãs, que claramente já haviam perdido a paciência com a demora. Após subir ao palco, a artista foi muito carinhosa com o público, mas não informou o motivo de tanta demora. Aliás, durante as duas primeiras músicas da performance, a equipe de Lana ia até a cantora de momento em momento para finalizar a preparação do seu primeiro figurino. Outro problema que ocorreu durante o início do show da cantora foi quando seu pianista perdeu o tempo em Bartender. O erro fez com que a artista interrompesse a canção e pedisse para reiniciá-la. Fim dos momentos ruins Mas as coisas ruins acabaram por aí. Em The Grants, a cantora se emocionou ao ver uma multidão com as lanternas dos celulares ligadas. Logo após o fim da canção, ela agradeceu o carinho dos paulistas mais uma vez. Após apresentar uma sequência de sucessos, os fãs começaram a pensar que a setlist seria igual à do primeiro show de Lana no MITA, realizado no Rio de Janeiro. Porém, atendendo a um grande pedido da plateia, Lana Del Rey incluiu Get Free na apresentação. Essa adição fez o público delirar e todos cantaram juntos, tornando-se o ponto alto do dia. Perto do fim, a cantora ainda incluiu Cinnamon Girl, outro pedido do público. E mais uma vez, os fãs fizeram jus ao pedido atendido e cantaram a canção aos berros. Assim como no Rio de Janeiro, Lana encerrou seu show com Video Games, em que ela performa a faixa inteira sentada em um balanço. Esse momento também é muito especial para os admiradores da artista. Aliás, uma grande parte do motivo pelo qual a performance foi positiva se deve aos fãs, que realmente deram tudo de si nesses pouco mais de 1h de apresentação. Com a headliner visivelmente frustrada com algo nas primeiras músicas, coube ao público trazer Lana de volta aos eixos para que ela encerrasse o primeiro dia do MITA Festival em São Paulo de forma digna.
Flume leva o público para outro mundo no MITA Festival

No início da noite deste sábado (3), tivemos mais um show ‘diferentão’ no palco Centro do MITA Festival. Após o show completamente instrumental do BadBadNotGood, o Flume, projeto do australiano Harley Edward Streten, trouxe a música eletrônica para o público. Bem ativo no cenário musical, o artista divulgou duas mixtapes em 2023: Arrived Anxious, Left Bored e Things Don’t Always Go the Way You Plan. Ambas são continuações do disco Palaces, de 2022. No show, o artista tocou mais vezes, mas houve tempo para arranhar alguns vocais em alguns momentos. Mesmo sendo predominantemente instrumental, o público foi ao delírio com algumas faixas famosas como Never Be Like You e The Difference. Aliás, a recepção do público com Flume foi muito diferente da que tivemos com o grupo BadBadNotGood. Por ser uma música mais animada e dançante, os apreciadores daquele palco gritaram e aplaudiram o músico durante boa parte do show. Harley aproveitou o ânimo da plateia para interagir bastante com os fãs e ressaltou que é um prazer estar tocando no Brasil no ano em que completa uma década de carreira.