John Lydon celebra 70 anos com show memorável do Public Image Ltd no Cine Joia

Após um hiato de 34 anos, John Lydon finalmente retornou ao Brasil com o seu Public Image Ltd (PiL). O reencontro, que aconteceu na noite desta quarta-feira (8) no Cine Joia, em São Paulo, provou que o tempo parece não ter diminuído a urgência artística do grupo. Recentemente, a banda desafiou a lógica do mercado fonográfico ao lançar, no fim de março, o disco Alive exclusivamente em formato físico. Essa recusa em ser refém das plataformas de streaming reafirma que o PiL segue sendo uma entidade provocativa, criativa e dona de uma personalidade inabalável. O que se testemunhou no palco foi uma verdadeira aula de rock. A banda apresentou-se vibrante, entregando versões irrepreensíveis de clássicos que moldaram o que convencionalmente chamamos de pós-punk. A abertura veio com a densa Home, do aclamado Album (1986), seguida pela energia de Know Now, extraída de What the World Needs Now… (2015), estabelecendo uma conexão imediata entre o legado oitentista e a produção mais recente. Lydon, nitidamente feliz e à vontade, entregou uma performance hipnótica. Sua presença de palco continua sendo um espetáculo à parte: uma mistura de sarcasmo, autoridade e entrega emocional. Um dos grandes destaques da noite foi a execução de World Destruction. Fruto de uma colaboração histórica entre Lydon e Afrika Bambaataa em 1984, a faixa surgiu em uma versão revigorada, fazendo a ponte perfeita entre o rock e as batidas eletrônicas experimentais. Dançante, intrigante e mantendo aquele DNA anárquico, o show contagiou o público que aguardou décadas por esse momento. Hinos como This Is Not a Love Song, Flowers of Romance e a seminal Public Image foram pontos altos, mas nada se comparou à força de Rise. O maior hit da banda foi entoado a plenos pulmões por todos os presentes, criando um momento de catarse coletiva. No encerramento, o medley old school composto por Annalisa, Attack e Chant sacramentou o show. Aos 70 anos recém-completados, John Lydon prova que ainda é o visionário inquieto de sempre: uma figura ameaçadora e fascinante que não vive apenas de glórias passadas. Apoteótico e caótico na medida exata para incendiar a pista, o retorno do PiL a São Paulo foi, sem dúvidas, memorável. Edit this setlist | More Public Image Ltd setlists
Fit For A King confirma estreia histórica no Brasil em outubro

A banda norte-americana de metalcore cristão Fit For A King confirmou sua primeira passagem pelo país com shows em Curitiba (24/10) e São Paulo (25/10). A turnê promove o oitavo álbum de estúdio do grupo, intitulado Lonely God, lançado pela Solid State Records. Com quase meio bilhão de streams acumulados e parcerias com nomes como August Burns Red e The Ghost Inside, o quinteto texano chega em seu auge técnico. O novo trabalho, produzido por Daniel Braunstein (Spiritbox), foi descrito pela crítica como o passo mais ambicioso da banda, unindo a agressividade do deathcore a camadas eletrônicas e refrões cinematográficos. Conceito de Lonely God O álbum Lonely God nasceu de um processo imersivo em Los Angeles, onde a banda buscou resgatar a mentalidade de seus primeiros discos, mas com a maturidade de quem já domina as paradas da Billboard. Entre os destaques do repertório que será apresentado no Brasil, estão: Dez anos de evolução Desde o lançamento independente de Descendants em 2011, o Fit For A King construiu uma “irmandade” sonora. Formada por Ryan Kirby (vocais), Bobby Lynge (guitarra), Daniel Gailey (guitarra), Ryan “Tuck” O’Leary (baixo) e Trey Celaya (bateria), a banda sobreviveu às tendências do gênero focando em letras genuínas e instrumentação poderosa. Serviço: Fit For A King no Brasil SÃO PAULO CURITIBA
Carl Palmer revive o trio Emerson, Lake & Palmer em São Paulo

No dia 30 de maio, o Teatro Bradesco, em São Paulo, recebe o espetáculo An Evening with Emerson, Lake & Palmer. O baterista Carl Palmer, único sobrevivente da formação original, apresenta um show que utiliza tecnologia de ponta para sincronizar sua performance ao vivo com imagens e áudios históricos de Keith Emerson e Greg Lake. O material visual utilizado na turnê foi extraído de um concerto histórico realizado no Royal Albert Hall, em 1992. Com o apoio das famílias de Emerson e Lake (ambos falecidos em 2016), Carl Palmer e sua ELP Legacy Band recriam a energia exata das apresentações que venderam mais de 48 milhões de discos ao redor do mundo. Legado de um supergrupo com Carl Palmer Formado em 1970, o ELP foi um dos primeiros “supergrupos” da história, fundindo música clássica, jazz e rock sinfônico. Álbuns como Tarkus (1971) e Brain Salad Surgery (1973) são pilares do gênero, conhecidos pelo uso inovador do sintetizador Moog e do órgão Hammond por Keith Emerson, combinados com a voz e as composições acústicas de Greg Lake e a precisão técnica de Palmer. Carl Palmer, que também integrou o supergrupo Asia nos anos 80, é amplamente considerado um dos maiores bateristas da história do rock. Aos 76 anos, ele continua a ser o guardião de um catálogo que desafia a execução musical convencional. Ingressos
Robbie Williams confirma show único no Allianz Parque em outubro

O astro pop britânico Robbie Williams está de malas prontas para retornar ao Brasil. Após atrair mais de 1,2 milhão de pessoas em 24 países desde o início de sua atual excursão na Escócia, o cantor confirmou uma apresentação única em São Paulo, no Allianz Parque, no dia 13 de outubro de 2026. O anúncio consolida um ano histórico para o artista. Em janeiro, ele lançou o seu 13º álbum de estúdio, batizado apropriadamente de Britpop. O disco não apenas alcançou o topo das paradas, mas transformou Williams no artista solo com o maior número de álbuns número #1 na história do Reino Unido (superando inclusive o recorde anterior de Elvis Presley). Álbum de colaborações inusitadas Diferente de seus trabalhos anteriores mais focados no pop tradicional, o novo disco Britpop é um caldeirão de parcerias. No setlist e na produção, Robbie recrutou: Voz da Copa do Mundo Além da turnê, Robbie Williams ocupa atualmente o cargo de Embaixador Oficial da Música da FIFA. Ao lado de Laura Pausini, ele gravou Desire, o hino oficial que acompanhará todos os torneios da entidade, incluindo a Copa do Mundo de 2026. O cantor deve realizar uma performance de grande escala na abertura do Mundial, na Cidade do México, em junho, meses antes de desembarcar em solo paulista. * Ingressos A venda geral começa no dia 9 de abril, ao meio-dia, exclusivamente pela plataforma Ingresse. Setor Inteira Meia-Entrada Pista Premium R$ 690,00 R$ 345,00 Cadeira Inferior R$ 590,00 R$ 295,00 Pista R$ 450,00 R$ 225,00 Cadeira Superior R$ 390,00 R$ 195,00
Fenômeno britânico EsDeeKid estreia no Brasil em maio

Uma balaclava, um sotaque carregado de Liverpool e mais de 1 bilhão de streams. Esse é o cartão de visitas de EsDeeKid, a mais nova sensação do rap underground do Reino Unido, que acaba de confirmar sua primeira apresentação no Brasil. O show acontece no dia 12 de maio, na Audio, em São Paulo, como parte da aclamada The Rebel Tour. Com pouco mais de um ano de carreira, o artista, cuja identidade permanece um segredo bem guardado, redefiniu a estética do rap britânico ao fundir a crueza do drill com melodias de trap e uma energia de palco que flerta abertamente com o punk rock. Ascensão do “scouse” rap EsDeeKid furou a bolha de Londres e colocou o sotaque “scouse” (típico de Liverpool) no topo das paradas globais. Seu primeiro álbum, Rebel (2025), alcançou o Top 10 no Reino Unido impulsionado por hits virais como LV Sandals e Phantom. A crítica internacional, incluindo a Pitchfork, já apontava o rapper como um dos nomes mais interessantes da cena urbana atual desde o single “Bally”. Agora, após passar pelos EUA e Europa, ele chega ao Brasil em um momento de pico criativo, prometendo uma apresentação marcada por atmosfera intensa e muitos mosh pits. Ingressos e pré-venda A realização do show é da 30e e conta com o suporte do Itaú Live. Clientes do banco terão acesso a uma pré-venda exclusiva com início nesta terça-feira (7). Confira o cronograma: Serviço: EsDeeKid em São Paulo
Cachorro Grande leva o rock gaúcho ao Cine Joia em abril

No dia 17 de abril, a Cachorro Grande ocupa o palco do Cine Joia, em São Paulo, para uma noite que promete revisitar clássicos e reafirmar por que o grupo se tornou a principal exportação do rock gaúcho no início dos anos 2000. Formada em Porto Alegre em 1999, a banda furou a bolha do sul com hits como Lunático, Sinceramente e Você Não Sabe o Que Perdeu. O retorno em 2026 traz um peso extra: a formação atual preserva quase todo o núcleo clássico, com Beto Bruno (vocal), Marcelo Gross (guitarra), Gabriel Azambuja (bateria) e Pedro Pelotas (teclados). A trajetória da Cachorro Grande é marcada por escolhas estéticas fortes. Desde o início independente, como o lançamento do álbum As Próximas Horas Serão Muito Boas através da revista OutraCoisa de Lobão, até a sofisticação do disco Pista Livre, mixado no lendário Abbey Road, a banda sempre soube transitar entre a reverência aos anos 60 (Beatles, Rolling Stones) e o frescor do Britpop (Oasis, Primal Scream). A reputação de “banda de palco” foi consolidada com apresentações históricas na abertura de shows para Iggy Pop, Aerosmith e os próprios Rolling Stones. Serviço: Cachorro Grande no Cine Joia Promoção Elo: Na compra de 1 ingresso inteira com cartão Elo, o cliente ganha o segundo ingresso grátis (Válido para compras com cartão da bandeira).
Pentagram anuncia show de despedida em São Paulo para agosto

O peso do Pentagram sempre esteve entre o colapso e a imortalidade. Formada em 1971, a banda norte-americana que ajudou a inventar o que hoje chamamos de doom metal confirmou seu retorno a São Paulo para o dia 13 de agosto de 2026. O show, que acontece no Fabrique Club, faz parte da Farewell Tour, Last Latin American Run, anunciada como a última passagem do grupo pelos palcos latino-americanos. Liderada pelo icônico e indestrutível Bobby Liebling, o Pentagram vive um momento curioso. Em 2025, a presença de palco magnética de Liebling viralizou globalmente através de memes, apresentando a banda a uma nova geração de fãs que agora busca entender a densidade de clássicos como “Be Forewarned” e “Relentless”. Mais de 50 anos de distorção A trajetória do Pentagram é uma das mais tortuosas do rock. Embora tenham surgido na mesma época que o Black Sabbath, o primeiro disco oficial só saiu em 1985. Nesse intervalo, a banda moldou o som arrastado e ameaçador que influenciaria nomes como Cathedral e Candlemass. Diferente de muitas bandas em turnê de despedida, o Pentagram não volta como uma peça de museu. Em janeiro de 2025, eles lançaram “Lightning in a Bottle”, o décimo álbum de estúdio e o primeiro em uma década. O trabalho provou que, mesmo após 50 anos de altos e baixos (retratados no emocionante documentário Last Days Here), o vigor de Liebling e sua nova formação — com Tony Reed, Henry Vasquez e Scooter Haslip — permanece intacto. Despedida no Fabrique Club A escolha do Fabrique Club para o show de despedida garante a proximidade ideal para um culto de doom metal. Será a última oportunidade de testemunhar a “presença hipnótica” de Bobby Liebling em solo paulista, em uma noite realizada pela Powerline Music & Books em parceria com a Heart Merch. 💿 Serviço: Pentagram em São Paulo (Farewell Tour)
The Mönic abre noite final do We Are One Tour com show vibrante e participações

Com a responsabilidade de abrir os trabalhos na Audio, o The Mönic provou por que é um dos nomes mais vitais da cena nacional contemporânea. Com apenas 30 minutos de palco, a banda entregou um set visceral que cativou instantaneamente o público que já ocupava a pista. Um dos momentos mais sinceros da noite foi o agradecimento das integrantes àqueles que enfrentaram o caos logístico de São Paulo: chegar à Barra Funda em uma terça-feira (31), às 18h, é um teste de fidelidade que muitos fãs fizeram questão de passar para apoiar o grupo. No comando da performance, a vocalista Dani Buarque foi um furacão. Entre saltos e coreografias improvisadas, ela manteve o fôlego impecável para entoar um discurso contundente sobre a representatividade feminina no punk e hardcore, reforçando que o palco também é um espaço político e de ocupação. O repertório focou no excelente álbum Cuidado Você (2023), com destaque para as faixas Sabotagem, Kamikaze e TDA, que funcionam ainda melhor ao vivo, com guitarras sujas e uma cozinha precisa. A apresentação da The Mönic ganhou camadas extras com as participações especiais de Luisa Phoenix (guitarrista do Swave) e MC Taya. Esta última trouxe um peso absurdo e uma dinâmica urbana que dialogou perfeitamente com a agressividade da banda. Para encerrar com chave de ouro, Dani Buarque não hesitou e se jogou em um mosh pit clássico, celebrando a conexão direta com a galera e deixando a energia no topo para as bandas que viriam a seguir.
M.I.A. anuncia show em São Paulo para celebrar 20 anos de “Arular”

A relação de M.I.A. com o Brasil é antiga e vai muito além de uma simples turnê. Desde sua estreia icônica no TIM Festival, há duas décadas, a rapper britânica se tornou um dos principais elos entre o pop global e o funk carioca. Agora, essa história ganha um novo capítulo: a artista confirmou uma apresentação única em São Paulo, no dia 1º de novembro de 2026, na Audio. O show, realizado pela 30e, faz parte das celebrações dos 20 anos de seu disco de estreia, Arular (2005), álbum que rompeu as fórmulas do mainstream ao misturar hip-hop, punk e ritmos periféricos do mundo todo. Repertório e nova fase Além de hinos como Paper Planes e Bad Girls, que juntos somam mais de um bilhão de streams, os fãs podem esperar novidades. M.I.A. tem provocado sua base de fãs nas redes sociais com a possibilidade de novos lançamentos pelo seu selo independente, o OHMNIN Music. Antes de desembarcar no Brasil, a rapper percorrerá os EUA como convidada especial na turnê de Kid Cudi, chegando a São Paulo com fôlego renovado. Guia de ingressos A venda será dividida entre clientes Itaú e público geral. Fique atento ao cronograma: 💿 Serviço: M.I.A. em São Paulo Preços