Dead Fish celebra show de 20 anos de “Zero e Um” e lança o registro de Queda Livre nas plataformas

O Dead Fish segue reafirmando seu peso na cena nacional. Em meio à divulgação de “Labirinto da Memória (Deluxe)”, o grupo também abriu espaço na agenda para revisitar um dos capítulos mais importantes da própria trajetória. O resultado é o audiovisual “Dead Fish – 20 Anos de Zero e Um (Ao Vivo)”, registro de uma apresentação especial realizada na Áudio, em São Paulo. A gravação celebra as duas décadas de “Zero e Um”, disco que se tornou um marco não apenas na discografia da banda, mas também na história do hardcore brasileiro. O show reúne versões ao vivo de músicas que atravessaram gerações, como “A Urgência”, “Queda Livre” e “Você”, reafirmando a força de um repertório que permanece atual. Além de integrar o repertório do audiovisual, “Queda Livre (Ao Vivo)” também foi lançada nas plataformas digitais, ampliando o alcance da celebração e conectando a nova geração de ouvintes ao catálogo clássico da banda. O vídeo da faixa já está disponível no YouTube, abrindo a sequência de registros que serão publicados no canal oficial do grupo, com dois vídeos por dia, de segunda a sexta-feira. A noite registrada em São Paulo contou ainda com a participação especial de Phill Fargnoli, que integrou o Dead Fish até 2013 e depois seguiu para o CPM 22. O guitarrista e vocalista retornou ao palco para celebrar o disco que ajudou a consolidar a identidade do grupo. Para ampliar o alcance da comemoração, o show foi exibido na íntegra ontem, 03 de março, no Canal Bis, levando a celebração dos 20 anos de “Zero e Um” para além das casas de espetáculo. Entre turnês lotadas, presenças em festivais e relançamentos comemorativos, o Dead Fish mostra que seu passado segue pulsando com a mesma urgência que moldou sua história.

Show do Booze & Glory tem celebração de suor, ska e street punk no Hangar 110

Após um hiato de nove anos, o solo paulistano voltou a sentir o peso do Booze & Glory. No último sábado, a ND Productions transformou o mítico Hangar 110 no epicentro da cultura skinhead e punk, entregando uma noite onde a nostalgia e o vigor se encontraram no mosh pit. Aquecimento de respeito: Faca Preta e 88 Não! Com mais de dez anos de carreira, o Faca Preta que lançou recentemente o EP Fogo no Sistema (Repetente Records) apresentou um show energético e com boa parte do público presente cantando junto canções como São Paulo e Cães de Rua. Mostrando muita garra, entrosamento e uma ótima presença de palco, brindaram o público com We’re Coming Back, do Cock Sparrer, e encerraram com a já clássica Lutando de Braços Cruzados, que contou com a participação do Breno, filho do vocalista Fabiano, nos vocais. Sem deixar o ritmo cair, os mauaenses do 88 Não! assumiram o palco atacando com a clássica Bairro Pobre. A grande surpresa da noite ficou por conta de um naipe de metais que elevou o som da banda em um bloco de ska de tirar o fôlego. Entre covers certeiros de Garotos Podres (Rock de Subúrbio) e Attaque 77 (Espadas e Serpentes), a banda preparou o terreno com maestria, encerrando com Beber diante de uma casa já completamente lotada e fervente. É revigorante ver curadorias que respeitam o público: Faca Preta e 88 Não! não foram apenas “bandas de abertura”, mas a prova viva de que o street punk nacional respira com pulmões de aço. Booze & Glory Quando as notas épicas de The Ecstasy of Gold, de Ennio Morricone, ecoaram pelos PAs, o clima de “final de campeonato” tomou conta. O Booze & Glory subiu ao palco e, de cara, soltou The Day I’m in My Grave. O resultado? O Hangar 110 veio abaixo. Mesmo com uma formação renovada em relação à segunda visita ao país, a banda mostrou um entrosamento cirúrgico. O repertório foi um presente aos fãs, equilibrando hinos antigos como Leave the Kids Alone e Raising the Roof com faixas recentes, a exemplo de Boys Will Be Boys, recebida com o mesmo entusiasmo dos clássicos. O ápice da catarse aconteceu em London Skinhead Crew. O que se viu foi o puro espírito do punk: uma invasão de palco pacífica, onde banda e público se tornaram um só, entoando o refrão com a força de uma arquibancada de estádio. Para fechar a conta, ainda sobrou fôlego para a debochada Only Fools Get Caught. Ao final, o cenário era o melhor possível: público e banda exaustos, sorridentes e devidamente batizados em cerveja e suor. Mais do que um show, foi uma celebração de uma cultura que nasceu em 1969 e que, contra todas as previsões, segue pulsante, barulhenta e mais unida do que nunca.

Shakira reúne 400 mil pessoas no México, quebra recorde e aquece para megashow no Rio

Se restava alguma dúvida sobre o poder e a influência global de Shakira, o último fim de semana tratou de apagar todas elas. Shakira, vencedora de múltiplos prêmios Grammy, realizou uma apresentação histórica e gratuita no Zócalo, na Cidade do México, reunindo um mar impressionante de mais de 400 mil pessoas. O evento, organizado pelo Governo da Cidade do México e pelo Grupo Modelo, entrou oficialmente para a história como o maior evento já realizado no icônico espaço público mexicano. A magnitude foi tanta que a produtora Ocesa precisou espalhar telões gigantes por diversas ruas ao redor do Zócalo, além da Alameda Central e do Monumento à Revolução, para que a multidão pudesse acompanhar o espetáculo. Clássicos e novidades no palco de Shakira no México O repertório foi uma verdadeira catarse coletiva. Hinos globais que definiram gerações, como Hips Don’t Lie, Waka Waka (This Time for Africa) e Don’t Bother, foram recebidos com um entusiasmo ensurdecedor. O show também abriu espaço para novidades. O cantor Beéle retornou como convidado especial para apresentar, ao vivo e pela primeira vez, a sua nova música Algo Tú. A faixa tem lançamento oficial marcado para a próxima quarta-feira, 4 de maio. Aquecimento para Copacabana Toda essa energia na capital mexicana só fez aumentar a expectativa para o megashow que a cantora fará no Brasil. Shakira será a grande atração do projeto Todo Mundo No Rio, com uma apresentação gratuita nas areias da Praia de Copacabana no dia 2 de maio de 2026. O espetáculo celebrará os maiores sucessos de sua carreira, dando continuidade à arrasadora agenda deste ano.

Netflix exibirá show de lançamento do novo álbum de Harry Styles

A Netflix anunciou a exibição global e exclusiva da primeira performance ao vivo do aguardado novo álbum de Harry Styles, intitulado Kiss All the Time. Disco, Occasionally. O show histórico acontecerá na moderníssima arena Co-op Live, em Manchester, na Inglaterra, nesta sexta-feira (6). A apresentação, que marca o pontapé inicial da inédita turnê Together, Together, chegará ao catálogo do streaming no domingo (8), a partir das 16h (horário de Brasília). Retorno após “Harry’s House” O especial da Netflix, com produção assinada pela Fulwell Entertainment, trará a apresentação na íntegra. A grande vantagem é que, após a estreia no domingo, o show ficará disponível no catálogo para os assinantes assistirem quando e quantas vezes quiserem. A expectativa para esse retorno é gigantesca. Kiss All the Time. Disco, Occasionally é o quarto álbum de estúdio do astro britânico e será lançado oficialmente nas plataformas digitais no mesmo dia do show em Manchester (6 de março). O projeto chega para suceder o aclamado Harry’s House, clássico moderno lançado há quase quatro anos que varreu as principais premiações do mundo, incluindo o cobiçado troféu de Álbum do Ano no GRAMMY. 📺 Serviço: Harry Styles na Netflix

The Fall of Troy desembarca para show inédito no Brasil neste domingo

O aclamado trio norte-americano The Fall of Troy se apresenta pela primeira vez no Brasil, neste domingo (8), no Carioca Club, em São Paulo. A realização é da produtora Overload. A passagem inédita pelo país tem um motivo mais do que especial: a turnê latino-americana celebra os 20 anos de lançamento do icônico álbum Doppelgänger (2005), frequentemente citado pela crítica internacional como um dos registros centrais e mais influentes do post-hardcore técnico dos anos 2000. Complexidade sonora e o fenômeno “Guitar Hero” Formada em 2002 no estado de Washington (EUA) por amigos de escola, a banda manteve Thomas Erak (guitarra e vocal) e Andrew Forsman (bateria) como o núcleo criativo permanente. A sonoridade do The Fall of Troy é inconfundível. O trio construiu uma trajetória marcada por métricas irregulares, estruturas fragmentadas, mudanças abruptas de andamento e um contraste brutal entre vocais melódicos e gritados. Se você viveu os anos 2000, com certeza já cruzou com o som deles. A faixa F.C.P.R.E.M.I.X. explodiu furando a bolha do underground ao integrar a trilha sonora de clássicos dos videogames como Guitar Hero III: Legends of Rock e Saints Row. O setlist de domingo promete ser uma verdadeira catarse com essa e outras pedradas como Mouths Like Sidewinder Missiles e I Just Got This Symphony Goin’. 🎫 Serviço: The Fall of Troy em São Paulo Ainda dá tempo de garantir o seu lugar nesta noite histórica. Os ingressos de 1º lote estão à venda no site do Clube do Ingresso. Valores (1º Lote)

Madball incendeia São Paulo nesta sexta-feira no pré-NDP Fest

O lendário Madball, nome fundamental e pilar indiscutível do hardcore nova-iorquino (NYHC), desembarca em São Paulo nesta sexta-feira (6). Liderada pelo explosivo e carismático frontman Freddy Cricien, a banda comanda a noite no Fabrique Club, na Barra Funda. O show brutal serve como um evento de aquecimento de luxo que antecede o aguardado 2º NDP Fest (agendado para o dia 15 de março no Espaço Usine). Sangue bom do NYHC Formado no final dos anos 1980, o Madball é a expressão máxima de uma sonoridade que transcendeu a música para virar um estilo de vida. Ao lado do Agnostic Front (considerada sua banda “irmã”, já que Freddy é irmão mais novo de Roger Miret), eles ajudaram a pavimentar o que conhecemos hoje como hardcore. A receita é direta, intensa e sem frescuras: guitarras secas, groove cadenciado para o two-step, batidas urgentes e vocais que soam como um grito coletivo contra o caos urbano. Discos clássicos como Set It Off, Demonstrating My Style, Look My Way e Hold It Down garantiram à banda a eterna alcunha de “reis do hardcore”. Abertura de peso Para preparar o terreno antes do Madball quebrar tudo, a produtora ND Productions e a Criollos Crew escalaram um time de convidados que não vai deixar ninguém parado. Banda Origem Destaque Vacunt Áustria Trazendo a força do hardcore europeu direto para o palco paulista. Fatal Blow Curitiba (PR) Nome tradicional e respeitado que mantém a cena sulista viva e violenta. Escombro São Paulo (SP) Um dos maiores nomes do hardcore nacional atual, integrando o selo Repetente Records (comandado por Badauí e Phil Fargnoli, do CPM 22). 🎫 Serviço: Madball em São Paulo (Pré-NDP Fest) Ainda restam ingressos no 3º lote. Garanta o seu antes que esgote! Valores (3º Lote)

Pet Shop Boys traz a turnê histórica “Dreamworld” a São Paulo nesta terça-feira

Faltam poucos dias para a icônica dupla britânica Pet Shop Boys desembarcar no Brasil para uma apresentação única. O show acontece na próxima terça-feira (3), na Suhai Music Hall, em São Paulo. Formado por Neil Tennant e Chris Lowe, o duo traz ao país a aclamada turnê Dreamworld: The Greatest Hits Live. O espetáculo promete ser uma viagem inesquecível por mais de quatro décadas de carreira, reunindo os maiores sucessos que moldaram a história do pop mundial. Maior duo pop da história Não é exagero dizer que o show é obrigatório para os amantes da música. Reconhecidos pelo Guinness Book of Records como a dupla mais bem-sucedida da história da música britânica, os Pet Shop Boys possuem um currículo invejável: são 44 singles no Top 30 do Reino Unido (sendo 22 no Top 10 e quatro em primeiro lugar) e 15 álbuns de estúdio figurando nas principais paradas internacionais. A turnê Dreamworld, iniciada em 2022, é a primeira focada exclusivamente nos grandes hits da dupla. Ela chega ao Brasil após arrastar multidões em arenas por toda a Europa e Reino Unido, incluindo uma histórica residência com ingressos esgotados na Royal Opera House, em Londres. A crítica internacional tem se rendido ao espetáculo. O jornal The Independent cravou que “a carreira deles mostrou de forma contínua que a música pop e a alta arte não apenas podem coexistir, como também superar formas musicais supostamente superiores”. Já a NME definiu o show como “uma celebração alegre de duas horas elevando o padrão da música pop”. Além de seus próprios hinos, Tennant e Lowe são lendas dos bastidores. Como compositores, produtores e remixadores, eles já colaboraram com gigantes como David Bowie, Madonna, Lady Gaga, Blur, The Killers e Noel Gallagher. 🎫 Serviço: Pet Shop Boys em São Paulo Ainda dá tempo de garantir presença nesta festa. Os ingressos seguem disponíveis a partir de R$260 (meia-entrada).

Não teve Ninja Rap, mas Vanilla Ice cantou Ice Ice Baby no Clube Vasco da Gama, em Santos, em 1991

Se hoje o rap é o gênero que domina as paradas, em 1991 o Brasil experimentava a primeira grande explosão comercial do estilo com um rosto bem específico: Vanilla Ice. No auge do sucesso de Ice Ice Baby, o rapper Vanilla Ice desembarcou em Santos para uma apresentação que misturou tecnologia de ponta, polêmicas sobre autenticidade e uma legião de adolescentes histéricos. O show aconteceu em uma quarta-feira chuvosa, 7 de agosto de 1991, no ginásio do Clube de Regatas Vasco da Gama. Santos foi uma das poucas privilegiadas na rota de Vanilla Ice, que além da Baixada, só se apresentou em São Paulo e no Rio de Janeiro. Clima e público A “Ice-mania” era real. Mesmo com o temporal que caiu sobre a cidade, as filas começaram cedo. O público era majoritariamente jovem, entre 12 e 18 anos, acompanhado por pais que, na falta de interesse pelo rap, marcavam presença apenas pela segurança dos filhos. Enquanto os camelôs faturavam alto vendendo revistas do ídolo e fios de neon, o ambiente interno do Vasco da Gama era de pura ansiedade. Havia uma divisão clara no ar: de um lado, os fãs de pop; do outro, DJs das quebradas que observavam curiosos o “público burguês” que o rapper branco atraía, bem diferente dos bailes de rap raiz da época. Show de Vanilla Ice teve laser, elevador e falha técnica Para os padrões de 1991, a estrutura era cinematográfica: A entrada triunfal de Vanilla Ice pelo elevador, em meio aos feixes de laser, levou o ginásio ao delírio. Acompanhado pelo rapper Boo-Hype e pelo saxofonista Don Diego, ele entregou uma performance focada na dança e no carisma. O ponto negativo? A ausência de Ninja Rap (trilha de Tartarugas Ninja II), que muitos esperavam ouvir e ficaram a ver navios. Identidade e crítica Naquela semana, Vanilla Ice rebateu as críticas sobre ser um branco no rap com uma frase marcante: “Se você tirar o coração de uma pessoa negra, não vai saber de que cor ela era”. Ele também não poupou os críticos mais velhos, afirmando que quem tinha mais de 25 anos não entendia o rap por estar “parado na geração dos Rolling Stones”.

Foo Fighters e Fatboy Slim são confirmados no Rock in Rio 2026

A espera para o segundo Dia do Rock acabou, e o anúncio veio em grande estilo. O Rock in Rio anunciou o Foo Fighters como headliner do Palco Mundo no dia 4 de setembro. A apresentação será exclusiva no Brasil. O festival acontecerá nos dias 4, 5, 6, 7, 11, 12 e 13 de setembro de 2026. Foo Fighters de volta ao Palco Mundo do Rock in Rio O show marcará o retorno do Foo Fighters ao festival após sete anos de uma de suas performances mais elogiadas. Desta vez, o grupo liderado por Dave Grohl chega celebrando o seu 31º aniversário com uma enorme turnê mundial. A banda, composta por Grohl, Nate Mendel, Chris Shiflett, Pat Smear, Rami Jaffee e Ilan Rubin, também estará promovendo o seu vindouro e explosivo álbum Your Favorite Toy. O repertório promete ser um rolo compressor de clássicos como Everlong, All My Life, Times Like These e Best of You, mesclados com a incendiária faixa inédita Asking for a Friend. New Dance Order e a lenda Fatboy Slim Para os fãs de música eletrônica, o palco New Dance Order retorna com um peso monumental. O espaço ganhou uma cenografia renovada e colossal: 56,50 metros de largura por 22,5 metros de altura, com impressionantes 502m² de painéis de LED para uma experiência totalmente imersiva. A coroação dessa nova estrutura virá no dia 7 de setembro com a apresentação do icônico Fatboy Slim como headliner do espaço. Curiosamente, é o mesmo dia em que Sir Elton John encerrará as atividades no Palco Mundo. O britânico Norman Cook promete entregar seus hits atemporais, misturando house e big beat, em um dos shows mais aguardados da pista.