Jully divide o vocal com Marano em Out of Time, uma canção que pede socorro

“O planeta está pedindo socorro, está nos mostrando que precisamos mudar nossas ações e conduta. É tempo de despertar e fazer o que é necessário. A mudança começa com cada um de nós.” Na declaração acima e no nono single do álbum S.O.S., a cantora e compositora Jully avisa que o tempo para impedirmos maiores catástrofes na Terra está acabando. Engrossando o coro dos que se preocupam com o que vai ficar para as próximas gerações, o cantor Marano divide os vocais com ela em Out of Time, canção em inglês. Eles cantam: “They run all over the place looking for pieces of paper / Living their lives in screens , illusions of eternal fame / There’s smoke hanging in the air above their corrupted minds / There is so much crying and gnashing of teeth, but nobody cares” (em tradução livre: “Eles correm por toda parte procurando pedaços de papel / Vivendo suas vidas em telas, ilusões de fama eterna / Há fumaça pairando no ar acima de suas mentes corrompidas / Há tanto choro e ranger de dentes, mas ninguém se importa”). Mais do que um pedido de socorro, a letra traz a constatação de que não há mais tempo para viver uma vida superficial. Dirigido por Jully, o clipe reúne imagens de destruição a animações que nos remetem a muitos elementos contemporâneos, como por exemplo símbolos ligados a redes sociais. Para a artista, é tempo de se reavaliar valores e abrir os olhos para um mundo que está cada vez mais doente: “Tem a questão da ilusão criada pelas redes sociais: as pessoas passam a vida se expondo, na busca de preencher seus vazios. Apesar de muitos amigos na rede, o índice de pessoas com depressão no mundo é alarmante. E tem essa busca desenfreada pelo dinheiro enquanto nossa casa, que é o planeta, está morrendo, pegando fogo, sendo alagado.” Já Marano, que foi baixista d’A Banda Mais Bonita da Cidade e agora trabalha sua carreira solo, nessa participação, viveu uma retomada de valores nos quais sempre acreditou. “O que me puxou primeiro para música foi a melodia. A letra veio muito forte! Não é um pedido para apertar um botão e resolver tudo agora, porque a gente não tem essa mágica nas mãos. Ela me tocou no sentido das pequenas mudanças de velhos hábitos. Além de tudo que a gente fez ter sido muito bonito, Jully e Grenville me convidaram a voltar para o veganismo sem falarem uma palavra sobre isso. Desde esse dia eu não como mais carne.” Produtor e multi-instrumentista, Grenville Ries trabalhou com programações e experimentações em Out of Time, que é mais uma das faixas de S.O.S. mixadas pelo Carlos Trilha. Com relógios mostrando que o tempo está acabando, a capa é assinada por Levindo Carneiro. “O mais legal desse encontro é que eu queria muito conhecer pessoalmente o Mr. Grenville e a Jully. É uma mistura de gerações, de cabeças antenadas e cabeças artísticas, com toda uma produção excêntrica do Grenville… E eu e Jully ali, em um momento nosso”, resume Marano. Out of Time é o último single do álbum poliglota S.O.S., que será lançado em maio com mais sete faixas inéditas e todas as outras já divulgadas por Jully: Libertação, Humanizar, The Beginning, Somos Todos Um, Distopia, Tears of Fireflies, Milk e Stolen Babies.
Disaster Cities lança “Holes” e anuncia novo álbum para abril

A Disaster Cities lançou a faixa Holes, single que fará parte do próximo álbum da banda radicada em São Paulo e chega em todos os apps de música em abril. O novo som é o primeiro trabalho deles pelo selo paulista Marã Música. Surgida em um momento de transição, nova sonoridade e formação da banda, Holes é uma grande mistura de elementos modernos e influências dos anos 90. “A música foi composta antes da pandemia e mudou muito desde sua forma embrionária até o resultado final”, explicou a banda. “É uma faixa que fala sobre redenção, sobre entender, aceitar e superar adversidades e nos faz refletir sobre a importância de divertir-se ao longo desse processo de resolução das tramas diversas da vida”, completam. A banda está com grandes expectativas em relação ao lançamento deste single e do novo álbum, que será lançado no próximo mês. “Esperamos conseguir mostrar uma sonoridade mais ampla, gerar curiosidade sobre como serão as próximas faixas e surpreender os ouvintes. Estamos felizes com o resultado desse disco, ele atravessou a pandemia junto com a gente, foi revisitado, reiniciado, construído sob retalhos daquela convivência estranha que todo mundo enfrentou. Por fim, foi concluído de uma maneira completamente diferente da dinâmica que usávamos quando o iniciamos. Esse disco é praticamente um mural de fotografias. É um resultado literal de como mudamos enquanto pessoas. Independente de tudo, pra gente significa um marco pessoal”, concluem.
Naiá Camargo e Deep Leaks transformam ciclos lunares em renovação em nova versão de “Lua Nova”

A paulistana Naiá Camargo é uma artista inquieta que se aventura por diversos gêneros musicais. A cantora e compositora vai da MPB ao pop sem se distanciar do suingue bem brasileiro e dos ritmos eletrônicos. Buscando novas forças e renovações, ela reinventa seu single Lua Nova em um remix assinado por Deep Leaks, que traz para as pistas as energias de recomeços dos ciclos lunares. Lançada originalmente em 2021, a faixa explora ações e ideias para um futuro. Com novos olhares e esperanças, é uma mensagem que se renova a cada momento e que marca a vida da artista. “Lua Nova traz muito do sentimento que o mundo anda precisando: amor, esperança e prosperidade”, conta. “O remix é para reverberar a mensagem na pista, pra fazer dançar”. Desde cedo, a arte, a música e a dança estão na vida de Naiá, sob influência de sua mãe Maria Mommensohn, bailarina, coreógrafa e pesquisadora de dança brasileira e de seu pai, capoeirista. Ela iniciou na música com o projeto Caetane-se e lançou três singles entre 2020 e 2022, com destaque exatamente para Lua Nova, single que alcançou inúmeras rádios do país. Além disso, o clipe foi premiado em festivais de cinema no Brasil, América Latina e Europa. Agora ela prepara o lançamento de seu primeiro EP. Seus parceiros no remix são a dupla formada por Juliano Parreira e Gustavo Koshikumo. O Deep Leaks é um duo de produtores, conhecido por seu trabalho com Ekena, Mel (Banda Uó), Renata Éssis (Liniker e os Caramelows) e por serem membros do ATR, Mandale Mecha e AQUAmono. “A gente se conectou”, diz Naiá, “falei que queria uma música tropical, dançante, brasileira. Eles captaram a mensagem e acertaram de primeira! Juliano e Gustavo têm um trabalho que combina muito com o meu ritmo e estado de espírito”.
Supercombo e Kamaitachi lançam single e clipe de “Infame”

O cantor e compositor carioca Rafael Gonçalves, mais conhecido como Kamaitachi, se juntou a Supercombo na faixa inédita Infame. Composta pelo artista em parceria com a banda, a letra de Infame traz à tona sentimentos de caos, violência e poder. A Supercombo é formada por Leo Ramos (voz e guitarra), Carol Navarro (baixo e voz), Paulo Vaz (teclados) e André Dea (bateria). Gravada no estúdio BTG, em São Paulo, “Infame” traz Kamaitachi e Leo Ramos nos vocais e tem produção de Zeca Leme. A edição de voz é de Marcus Maia, a mixagem é do Leo Ramos e a masterização é de Fili Filizzola. A arte da capa foi criada pelo Kiwi Studio. “Kamaitachi é um cara e tanto, a gente vinha se trombando em muitos backstages em comum e a ideia de uma parceria surgiu de maneira bem orgânica”, explica Leo Ramos. “Fomos trocando referências, pensando em temas que poderiam virar música e nisso tudo ‘Infame’ nasceu, como um grito que estava entalado na gente”, completa o vocalista da Supercombo. Infame nos convida a explorar um mundo onde as relações giram em torno do dinheiro e a violência é uma das normas padrões de convívio social. A mensagem da letra é crítica e forte, alertando para a falta de ética daqueles que se deixam levar pela ambição e pelo poder. Ouça Supercombo e Kamaitachi
Gabriel Ventura apresenta “Nada pra Ensinar, Muito Pra Aprender”

Já está no ar o segundo vídeo da session acústica especialmente concebida, gravada e editada por Gabriel Ventura. Gravada em sua casa, em Petrópolis, a session traz a integração do artista com o ambiente na delicada Nada Pra Ensinar, Muito Pra Aprender, faixa que faz parte de Tarde, seu disco de estreia em carreira solo e que foi lançado no ano passado pela Balaclava Records. Ele ainda lança mais dois registros da série intimista, que serão disponibilizados em seu canal do YouTube. “Tem sido muito divertido gravar essas músicas em casa e com o violão tenor, o instrumento novo me ajuda a instantaneamente dar uma cara diferente para as canções, é quase como fazer uma música nova. Fora o aprendizado e desafio de me gravar e editar o material, tentando mesmo com conhecimento limitado deixa cada uma de um jeito diferente da anterior. ” pontua Ventura.
John Bianchi mostra balanço do rock alternativo com pop em Se Não Quer Ficar

Finalista do Aceleração Musical LabSonica 2.0 – Toca do Bandido (em parceria com a Oi Futuro), John Bianchi lançou o quinto single em parceria com o selo Toca Discos. É a música Se Não Quer Ficar, o som mais próximo do que o cantor e compositor carioca deseja manter nesse primeiro período da carreira: rock alternativo com uma pitada de pop. Se Não Quer Ficar mostra algo visceral e melancólico nos arranjos e na letra, que é o ponto chave para conhecer a veia artística do cantor. A música conta o lado de quem consegue enxergar a vontade do outro em querer amar e tem medo – é o outro lado de quem “Não Quis Confiar”, canção lançada em novembro de 2022. O single faz parte do primeiro disco de John Bianchi, com lançamento para 5 de maio. No disco também estarão presentes as canções Não Quis Confiar, Cobertor, Timidez, a versão de estúdio de Mil Versões e mais cinco músicas inéditas. O anúncio do nome do disco ainda está sem previsão. “Os lançamentos mostram diferentes nuances do meu trabalho, do pop leve ao rock alternativo, isso tudo está dentro do quero cantar e mostrar como artista, a Toca Disco me dá a liberdade para explorar a minha versatilidade nas composições”, destaca John. Com a nova música, John chega ainda mais perto dos ouvintes do rock alternativo, das pessoas que escutam músicas que ele escuta no seu dia-a-dia.
Hamilton de Holanda lança Sol e Luz, primeiro single do próximo álbum

A carreira e legado de Hamilton de Holanda seguem em um ritmo frenético, como pontuado acima. No dia de seu aniversário de 47 anos, ele lança Sol e Luz, primeiro single do seu próximo álbum instrumental Flying Chicken. “Sol e luz, como o próprio nome diz, é uma música iluminada pela esperança. É o fim e o recomeço, vem aquela sensação de que tudo vai dar certo. Ela foi feita em algum dia 31 de dezembro”, conta Hamilton. O compositor foi fundo no sentimento que estava vivendo e conseguiu imprimir em acordes tudo de bom que vem à cabeça quando o Sol nasce em uma nova alvorada, em um novo ano. “Essa música tem uma característica bem peculiar na parte rítmica, ela tem 7 tempos. Assim como o nome dela tem 7 letras. As pessoas que a ouviram, disseram que esse tema passa uma sensação de luz do Sol quentinha, de aconchego, de gratidão”, complementa HH. O álbum Flying Chicken está previsto para ser lançado em abril e traz oito faixas produzidas por Hamilton e Marcos Portinari, que esteve presente em todas as etapas de feitura do álbum, seja fora do estúdio, ou durante o processo de gravação. A sonoridade deste disco traz novidades para a música de Hamilton de Holanda. O perfeccionismo com o som do bandolim continua, a busca pelo som limpo, cristalino, amadeirado e quente é uma constante em seus discos – ressaltados pela mixagem de Thiago ‘Big’ Rabello e a masterização de André Dias. Nesse trabalho, HH tem junto com seu bandolim 10 cordas a batera groovada e valente de Big, que provoca o grupo a encontrar novos caminhos, e o piano rítmico e criativo de Salomão Soares. Em cada faixa, é possível ouvir timbres e sons novos, tirados dos teclados usados por Salomão. É a mistura de sons atuais com outros mais antigos. Vale destacar também a capa e o design, que são assinados por Bruno Filipe e Pedro ‘TheZakMan’ Araujo, com um trabalho feito a partir da utilização da tecnologia Stable Diffusion, que é uma técnica de geração de imagens por meio de inteligência artificial. A ideia de criar essas capas foi uma solução para se destacar no mercado da música. O projeto exigiu várias gerações de imagens para atender às expectativas do artista e da equipe. Embora o resultado final tenha sido finalizado no Photoshop, mostrando que a tecnologia, apesar de ser incrível, ainda precisa ser usada em conjunto com habilidades humanas para criar algo único e inovador, que ainda não foi explorado por outros artistas.
Pe Lu divulga álbum “Brazil Goes Lofi Vol. 2” através de seu selo Lofi Land

Tendência mundial, o Lofi é um dos gêneros que mais cresce também no Brasil. Prova disso, são os mais de 10 milhões de streams no selo Lofi Land do cantor e produtor Pe Lu. O projeto audacioso apresenta nesta sexta-feira (31) a segunda edição do Brazil Goes Lofi, que tem como objetivo adaptar clássicos da música brasileira para sua versão instrumental. Com 10 faixas, seis já lançadas e quatro inéditas, o álbum tem como single a releitura de Beleza Rara por the.lazyb. “A Banda Eva fez parte da minha infância com seus hits e aparições nos programas de TV. Me lembro de escutar alguns de seus álbuns no carro do meu pai enquanto íamos de um lugar para outro. Recriar Beleza Rara foi um presente pra mim pois além de ser um mega hit que ultrapassou gerações, me fez reviver algumas dessas sensações que tinha ao ouvir o grupo quando era pequeno”, explica the.lazyb, responsável pela releitura que chega aos aplicativos nesta sexta. Esta nova compilação traz 13 dos maiores nomes do gênero dando sua própria interpretação para clássicos da MPB. Os artistas, trazem novas vidas para clássicos do imaginário nacional, de Roberto Carlos em Como vai você até a animada Devagar, devagarinho de Martinho da Vila, o trabalho é um ‘must-have’ para qualquer fã de lofi e MPB, e trás uma nova luz para obras tão conhecidas. “A compilação Brazil Goes Lofi é a realização de um sonho. A gente conseguiu, aqui na Lofi Land, montar um repertório com músicas muito fortes no imaginário coletivo, hinos nacionais mesmo. E, do outro lado, temos um time dos maiores nomes do lofi nacional. É a junção de artistas gigantes de várias gerações, gêneros, para quem trabalhar com música a tanto tempo quanto eu, um sonho mesmo. O volume 1 tem milhões de plays nas plataformas e eu estou muito feliz que conseguimos colocar esse projeto no mundo por mais um ano. Mal posso esperar pelo volume 3”, comemora Pe Lu, idealizador do projeto. Derivado do inglês “low fidelity”, ou seja, baixa fidelidade, o gênero tem como característica a leveza e a simplicidade e, muitas vezes, não carrega vocais. Antenado com as tendências, o cantor, empresário e produtor musical, Pe Lu criou em 2021, o projeto artístico Lofi Land que já possui mais de 10 milhões de streaming nas plataformas. O primeiro volume do Brazil Goes Lofi já havia apresentado dez releituras de grandes músicas brasileiras como Garota de Ipanema, Mulheres e Água de Beber. Agora, o volume 2 chega com mais dez versões que englobam sucessos como Telegrama, Kabaluere e Devagar, devagarinho que já foram lançadas. Nesta sexta, junto a Beleza Rara, chegam as versões inéditas de Beija-flor, por Geezmo, Como vai você, por Miyuki, e Você abusou, por Layla Policarpo.
Antes de Você Dormir dá início à divulgação do novo disco de Lirinha

Com lançamento marcado para 28 de abril, MÊIKE RÁS FÂN é o novo álbum solo de Lirinha. O sucessor de Lira (2011) e O Labirinto e o Desmantelo (2015) fará parte de um conjunto de manifestações artísticas que vai da música, passando pela performance até a poesia, em formato de podcast e apresentações ao vivo. Para começar a contar esta história, Antes de Você Dormir é a faixa escolhida e está disponível a partir de hoje (31) nas plataformas. Assinando a produção, além da composição, Lirinha relata que a canção apresenta os principais pontos conceituais do disco, que terá oito faixas. “Foi a última música composta e produzida para o álbum, e assim carrega na sua construção, todos os elementos que caracterizam a visão cósmica de multi horizontes presente no disco. Emoções universais num cenário ficcional de comunicação interplanetária”, comenta. Já a letra do single é “sobre o momento fantástico que precede o mergulho no sono. A zona intermediária entre o mundo acordado e o adormecido. O momento em que o corpo vivencia a ausência de gravidade e o desaparecimento das leis naturais da física. Entrando assim num infinito espacial, onde não somos mais nós mesmos e sim a composição total desse espaço. Sendo possível acessar todas as emoções”, explica. Fazendo uso de recursos de Inteligência Artificial, a canção começa com uma voz sintetizada, narrando uma ficcional viagem espacial. “Essa voz foi produzida por uma ferramenta de inteligência artificial que transforma texto em fala. O arranjo instrumental de estrutura eletrônica, representa a arte sonora da captação de eventos cósmicos. Informação compartilhada através do trabalho de super telescópios”, diz Lirinha.