Planet Hemp lança clipe de “Meu Barrio” com rapper argentino Trueno

Dando continuidade à divulgação do álbum Jardineiros, que marcou a volta do Planet Hemp após um hiato de 22 anos, o grupo lançou nesta quarta-feira (8) o clipe da faixa Meu Barrio, parceria com o rapper argentino Trueno. A produção audiovisual, já disponibilizada no canal oficial da banda carioca no YouTube, foi gravada em estúdio com a participação dos artistas em cenários que fazem referências às cidades do Rio de Janeiro e Buenos Aires. Assinado por Cauã Csik – diretor que, além de Marcelo D2, já trabalhou também com Filipe Ret, Luísa Sonza e Ludmilla -, o videoclipe traz imagens dos integrantes do Planet Hemp e de Trueno performando a energia explosiva da faixa. Assim como o título Meu Barrio e a letra da track misturam português e espanhol, o filme vem repleto de referências visuais brasileiras e argentinas – como reproduções cenográficas de locais icônicos do Rio de Janeiro e Buenos Aires, como os Arcos da Lapa e o bairro de La Boca, respectivamente -, além de takes das duas cidades. Apesar da rivalidade quase folclórica entre Brasil e Argentina, Meu Barrio traz como ideia central as similaridades entre as vivências periféricas dos dois países sul-americanos, mostrando que há mais semelhanças do que diferenças. Com Marcelo D2 e BNegão apresentando rimas nos dois idiomas, Trueno também se arrisca nas palavras em português e se apresenta logo nos primeiros versos como MC Trovão, em tradução livre de seu nome artístico. Fenômeno da música urbana latina, Trueno acumula números expressivos. Com apenas 20 anos, são mais de 10,3 milhões de ouvintes mensais no Spotify, com o jovem rapper figurando na 59º posição entre os artistas mais ouvidos da Argentina no Top Semanal. Além disso, na mesma plataforma de áudio, ele aparece com o álbum Bien o Mal na 22ª posição dos charts do seu país de origem. O mesmo sucesso está refletido no YouTube: com mais de 5,8 milhões de inscritos, seu canal oficial na plataforma de vídeos supera a marca de 1,4 bilhão de visualizações. Meu Barrio faz parte do álbum Jardineiros, projeto mais recente do Planet Hemp, que tem formação atual composta por Marcelo D2, BNegão, Formigão, Pedro Garcia e Nobru. Com 15 músicas, o álbum – lançado pela Som Livre em outubro de 2022 – conta também com os clipes das faixas Distopia (feat Criolo) e Taca Fogo, além de music visualizers para todas as tracks. Com uma agenda de shows movimentada, incluindo diversos festivais, a banda carioca é presença confirmada no Espaço Leste (São Paulo/SP, em 11/03), Circo Voador (Rio de Janeiro/RJ, em 17/03), Abertura Wu-Tang Clan – Arena Open Air – (São Paulo/SP, em 02/04), Breve Festival (Belo Horizonte/MG, em 22/04) e Festival MITA (Rio de Janeiro/RJ, em 27/05).
Alceu Valença lança versão em frevo de “Estação da Luz”

Lá vem chegando o Carnaval! Alceu Valença lançou o single com a recriação em tempo de frevo de Estação da Luz, um dos maiores sucessos do cantor pernambucano. O lançamento, pela gravadora Deck, vem acompanhado de um belo clipe em animação, inspirado na arte de Wellington Virgulino para a capa do álbum Estação da Luz, lançado originalmente em 1985. Todo ilustrado e animado digitalmente, o clipe dirigido por Pedro Hansen derrama seus azuis pelos biomas e etnias brasileiras, num mosaico de referências tropicais sob a luz da estação mais efervescente do ano. Com arranjo dos maestros Tovinho e Duda, a versão frevo assume timbres e dinâmica carnavalesca, apoiada nas divisões, síncopes e contratempos típicos do mais emblemático gênero da folia pernambucana. Gravada nos estúdios Somax (Recife) e Tambor (Rio), com produção de Tovinho, a gravação conta com o auxílio de seis metais da melhor escola pernambucana do gênero, conferindo novas cores à nobre e vibrante aquarela do som.
Férias no Paraíso retorna com viagem synthwave e nu disco em “Astronave”

O duo Férias no Paraíso faz de sua arte uma viagem sonora por sons da memória afetiva. Unindo referências dos anos 80 e 90 com um mergulho sombrio no synthwave e nu disco, eles lançam Astronave, seu novo single. A faixa conta com participação dos vocais de Nina Fioreze e chega com um clipe. A dupla proveniente de Caxias do Sul é composta pelos vocais de Vinicius Augusto de Lima e por Guillermo Matias Tapia, responsável pelos sintetizadores e programação. Ambos os membros são nomes reconhecidos na cena musical gaúcha por seus trabalhos com a Grandfúria, por parte de Vinicius, e sob a alcunha de Seneris, por parte de Guillermo. O grupo tem outros dois singles lançados, Passeio e Maravilha. O nome do projeto não é por acaso, segundo Vinícius: “Férias no Paraíso é atribuído ao astral que gostaríamos de atrelar a esse trabalho: um título que parece retirado de um filme dos anos 1980 que passaria no SBT à tarde. A ideia de leveza, inocência e aventura, com influências de sintetizadores, cores neon e ritmos levemente dançantes, como seria realmente um filme daquela época… Mas nos anos 2020, da forma como se faz música em nosso tempo, em termos de produção, gravação e efeitos sonoros”, conclui. Nova canção dessa próxima fase, Astronave está disponível em todas as plataformas de música e o clipe, no canal do YouTube de Férias no Paraíso.
Gabriel Henriques lança feat com Lucas Laypold; ouça Tá Suave

A cena musical de Porto Alegre se uniu no lançamento de Tá Suave. Os cantores e compositores Gabriel Henriques e Lucas Laypold firmaram a primeira parceria no single, que conta com produção musical e beats de André Nine, e traz em um pop love song astral e sensual com a história de um amor leve, da paixão que precede qualquer rótulo de uma relação e da liberdade do ir e vir dos envolvidos. “Esse lançamento chega para começar o ano da melhor forma. É a primeira vez que vou subir em um palco com essa dimensão de público. Agradeço muito o Lucas Laypold pela oportunidade e pelo convite”, comenta Gabriel. “Chegou a hora de mostrar o nosso trabalho. Eu e minha equipe já estamos há três anos produzindo, lançando e agora é a hora de apresentar de fato, ao vivo. Com certeza vai me trazer muito amadurecimento, visibilidade e vivência como artista”. “Eu e o Gabe sempre admiramos o trabalho um do outro, somos muito amigos. Então juntar para o feat foi muito natural. Quando dois artistas têm uma conexão a parada flui muito mais fácil”, revela Laypold. “Queremos muito alcançar um grande público, que as pessoas se lembrem das pessoas que amam e de falar isso para elas”, complementa. Os artistas se conheceram em Porto Alegre, mas foi em São Paulo que se conectaram profissionalmente e criaram, em apenas uma tarde no estúdio de Nine, Tá Suave. “Foi muito natural. Entendemos em qual momento cada um estava da carreira e de referências e criamos a música a partir disso. Foi tudo muito fluído”, conta Gabriel.
Naka mrl lança single “Saudades de Nós”

O artista e produtor Naka mrl lançou o single Saudades de Nós. A faixa, distribuída pela Ditto Music, nasceu em uma nova fase, em que ele se desconectou e passou um tempo fora de sua cidade. Com fortes referências do pop acústico, MPB, Naka traz muitas influências brasileiras para o trabalho completamente orgânico. Naka, além de tocar todos os instrumentos, assina a produção. Saudades de Nós fala a respeito de momentos de saudade intensa sentidos quando, por algum motivo, desatamos uma relação. “É muito bom se desconectar, se jogar na natureza, e ver o tanto que ela pode nos ajudar em criatividade. Esse single é bem especial e faz parte do meu próximo projeto”, comenta Naka. Nascido em Yokohama no Japão, Naka atualmente vive no Brasil onde atua como produtor musical dentro da sua própria produtora, a Sadzone. Suas músicas já acumulam mais de 9 milhões de streamings em todas as plataformas digitais.
Badzilla recebe Lay e Zudizilla em “Não Me Conhece”

Compreender as diferente camadas de uma relação foi o ponto de partida para a canção Não Me Conhece, do Badzilla, duo formado pelos produtores Tuti AC (baixista do Medulla) e LAN (do projeto Savino). A música, que conta ainda com participação de Lay, da banda Tuyo, e do rapper Zudizilla, versa de forma irônica sobre o comportamento – inconveniente – de certas pessoas quando o assunto é amizade. Não Me Conhece abre caminho para o lançamento do EP de estreia do Badzilla, previsto para o primeiro semestre de 2023. Tuti e LAN começaram a composição de Não Me Conhece ainda na pandemia e, mesmo à distância, fizeram o convite para Zudizilla e Lay. A cantora foi a responsável pela escolha da temática da letra. “Vivi uma série de acontecimentos que me fizeram ter essa enorme vontade de gritar ‘o que você está falando? você nem me conhece’”, relembra a artista, que integra o trio Tuyo ao lado de Lio e Machado. “Mandei a ideia para o Tuti e o LAN. O Zudizilla chegou com as rimas e potencializou a música”, complementa ela. Assim como a parceria entre os músicos, a sonoridade de Não Me Conhece fluiu naturalmente. “Costumamos escutar um pouco de tudo e trafegamos com o Badzilla por vários estilos – desde uma pegada mais agressiva até algo mais enérgico; e essa música veio do lugar do Afrobeat, com a melodia mais pop”, explica LAN. A trilha que embala a faixa é avessa às reflexões extravasadas na letra. “Normalmente, quando se trata de pop no Brasil os temas são mais amenos, então buscamos discutir o embaraço das relações de uma forma dançante, para que as pessoas falem sobre isso com leveza”, comenta. O clipe permeia essa linguagem e mostra Tuti, LAN, Lay e Zudizilla se divertindo de formas cômicas, na ambiguidade de abordarem as diferenças de laços entre as pessoas de uma forma mais espirituosa. Com referência estética dos anos 2000, o registro audiovisual foi feito pela diretora Laís Dantas, escolha incontestável para o duo. “Ela completa todo o sentido da música, porque queríamos alguém que realmente nos conhecesse e tivesse um elo afetivo”, pontua LAN.
La Gang fala de afeto e cumplicidade na pop punk ‘Dani Song’

Dani Song é o mais novo single da banda paulista La Gang. O primeiro trabalho lançado em 2023, pelo selo Canil Records, fala de cumplicidade, afeto, parceria e força de vontade. O som faz referência ao pop punk dos anos 2000, muito bem representado na linha de baixo que inicia a faixa. A linha de bateria e os coros vocais também encaixam no estilo musical que marcou época e continua atemporal. “Quem não gosta de falar de amor, é porque na vida falta amor”, desfere a La Gang. Dani Song é uma música que traz um tom mais romântico, mas sem perder o rock e hardcore – essência da La Gang. Neste caminho, a canção apresenta uma influência mais jovem, com um ar de punk hardcore, mais alto astral e de casais que buscam explorar intensamente as possibilidades que o mundo dá. A música busca trazer uma sensação de entusiasmo, passando uma mensagem de que os casais podem sim ter uma vida agitada, cheia de amor e emoções, onde os casais podem ser de verdade. A La Gang está na ativa desde 2014 e traz como referências o hardcore, hard rock, heavy metal e também reggae e ska. Já são dois álbuns lançados, Notícias Quentes, de 2014, e Pagando de Louco na Cara Dura, de 2017, além dos singles Anote o Recado, lançado em 2019, e Vacilão, de 2022. A atual formação, com João Gonzales (vocalista), Adriano Padilha (guitarra), Dani “San” (baixo) e Leo Faizibaioff (bateria), está junta desde 2020.
Jade Baraldo abre 2023 com autorreflexão em single

Depois de ter flertado com uma música pop mais eletrônica e letras mais densas sobre amores mal resolvidos, a cantora Jade Baraldo abre 2023 com sonoridades mais orgânicas e um mergulho para dentro, com o single Sei Lá. Em Sei Lá, Jade Baraldo entra no mar agitado da autorreflexão. Em tom de conversa consigo mesma, ela se despe frente ao espelho e deixa a luz entrar por entre suas rachaduras. “Pra quê fingir frieza, menina, se não ameniza a tua dor? / Eu sei que essa máscara pesa tua vida, amarga e confunde o interior / Acenda de volta esse brilho no olhar, não afunda na mágoa profunda / Tu tens tanta coisa bonita pra dar, não afunda no mar, não se afunda“. A ideia do clipe foi retratar o peso e a leveza. “No clipe, eu quis explorar a simplicidade da vida. Tem várias referências do livro e filme Lolita – primeiro que li aos 14 anos. Na parte do jardim, eu estou lendo A insustentável leveza do ser que fala muito sobre o que esse lançamento representa também”, conta Jade. Sobre a canção, Jade revela que ela tem uma história bem especial de quando ainda era adolescente. Ela foi feita quando a artista tinha 15 anos e foi uma de suas primeiras poesias/composições falando sobre depressão. “Lembro que fiz ela cantarolando e saiu praticamente inteira. Guardei em algum lugar, acabei esquecendo e, anos depois, ela veio na minha cabeça. Achei ela num grupo de Facebook abandonado que criei pra depositar minhas poesias e pensamentos na época e resgatei. Ela me salvou e continua salvando. É daquelas que sem querer acessei um lugar espiritual, tipo uma visão, uma cura, não sei explicar exatamente. Mas esse processo todo de vivência doeu. São poucas que saem assim e por isso ela é uma iguaria pra mim. Quando comecei a cantar foi como as palavras de uma anciã me dizendo pra não desistir de mim, pra não me tornar o que não sou e, o refrão, é a minha resposta sobre essa vertigem causada por enxergar a dor tão de perto. Afinal, o trauma sempre te acompanha, mas o gatilho é uma vertigem de uma lembrança repentina”. O single inaugura uma fase mais solar de Jade, o que não quer dizer menos profunda. Depois de rasgar-se nos versos de Insegurança e Desapaixonar – canção que fez parte da trilha sonora do remake da novela Pantanal, da TV Globo, em 2022, Sei Lá é o início do remendo.
Mateus Fazeno Rock reflete a infância nas favelas em Melô de Aparecida

Destaque da novíssima música cearense, Mateus Fazeno Rock é cria das favelas e periferias de Fortaleza e faz de sua história uma inspiração em Melô de Aparecida, uma faixa impactante sobre o fim da inocência. Este é o novo single de seu próximo álbum de estúdio, Jesus Ñ Voltará, e está disponível em todas as plataformas de música. “Assim como todo o álbum, Melô de Aparecida é uma música que costura memórias da minha infância e vida na Sapiranga, bairro da periferia de Fortaleza, e histórias de pessoas da minha convivência. A faixa fala sobre as relações da infância com alguns cotidianos violentos, a construção da noção do que é ser um menino na favela. Mas não é storyline linear, é um emaranhado com essas histórias”, reflete ele, que já havia antecipado o álbum na intensa Pose de Malandro / Me Querem Morto. Mateus é acima de tudo um agitador cultural. Ator, performer, músico, compositor e letrista, ele é o fundador do Fazeno Rock, potente rede de produção cultural formada por artistas ligados pelo rock de favela, que busca contrapor às formas hegemônicas de criar música unindo as influências do grunge, punk, funk brasileiro, rap, reggae, dub e R&B. Durante a pandemia, ele lançou seu debute, Rolê Nas Ruínas, que já soma mais de 600 mil plays apenas no Spotify e cuja turnê o levou a várias partes do Brasil, dividindo palcos com grandes nomes como Jup do Bairro (Popload Festival, SP), Don L (Circo Voador, RJ), Jonathan Ferr (Queremos Lab + Oi Futuro, RJ), Fernando Catatau e Juçara Marçal (Centro da Terra, SP) e Brisa Flow (Mundo Pensante, SP). Atualmente, Mateus Fazeno Rock finaliza o novo álbum, com lançamento previsto para o dia 3 de março.