Neil Young with Crazy Horse revela mais um som de World Record

Neil Young e Crazy Horse lançaram, nesta sexta-feira (21), mais uma música do recém-anunciado álbum World Record, gravado no estúdio Shangri-La, em Malibu, e produzido por Rick Rubin e Neil Young. Break The Chain, disponível em todas as plataformas digitais, chega após o primeiro single do projeto, Love Earth, que veio acompanhada de clipe inédito. Composto por dez faixas, o projeto faz uma meditação cautelosa e otimista sobre passado, presente e futuro do nosso planeta, analisando como é viver nele. Anunciado para 18 de novembro, o trabalho é rico em sabedoria e observações pungentes. O público encontrará nele folk comovente (This Old Planet (Changing Days); Love Earth, rock arrasador (Break The Chain; The World (Is In Trouble Now)) e uma monumental e clássica odisseia de guitarras do Crazy Horse, em homenagem à sua relação com os carros enquanto afirma a necessidade de um futuro livre de combustíveis fósseis (Chevrolet).
Duo Embalajados transforma frustrações com retrocessos políticos e sociais em poético single

Casal de artistas profissionais do audiovisual, Gustavo Tavares e Hayla Barcellos estreiam na música com a poética Até Quando, uma faixa que expressa as frustrações com os argumentos usados para defender o que é indefensável, na intenção de construir um amanhã de luz. Estreia dos artistas como o Duo Embalajados, a forte faixa chega acompanhada de um clipe. “O ano é 2022 e, ao invés de seguirmos a passos largos rumo ao futuro, ainda estamos calculando os danos sofridos por causa de uma marcha violenta que rumou para o retrocesso. Nada novo, ainda estamos presos nos mesmos ciclos: ‘Política não se discute’; ‘Em briga de marido e mulher, não se mete a colher’; ‘É assim, porque sempre foi assim’. E a pergunta continua: Até quando?”, conta Gustavo. Produzido Laura Gabriela e Tauã de Lorena (que formam outro casal de artistas, o Alacantos) e mixado e masterizado por Matheus Castro, Até Quando está disponível em todas as plataformas de música digital.
Hiënaz fala sobre vício em trabalho na pesada Ozymandias; ouça!

Após o retorno aos lançamentos com a dinâmica e pesada Olhos de Cobra, em que o quarteto paulistano Hiënaz trouxe o debate sobre vício em jogos de azar, um segundo lançamento da banda, Ozymandias, chegou ao streaming pelo selo Abraxas Records. Agora, no entanto, com reflexão sobre outra problemática da vida moderna: o vício em trabalho. Ozmandias, assim como Olhos de Cobra, mostra o novo direcionamento sonoro do Hiënaz, com mais penso, variações nos vocais e mudanças de andamento no instrumental. Neste novo single, os riffs nasceram de uma experimentação com ‘odd time signatures’ e uma afinação alternativa (A-G-C-F-A-D), mas mantendo a postura energética e o peso característico desta atual fase banda, formada por Felipe Dhël (baixo), Julio Cëzar (guitarra e vocal), Pëter Kerr (guitarra) e Tömmy Omarsson (bateria). Aliás, as harmonias assimétricas tem a ver com o tema sobre vício em trabalho abordado na canção. Ozymandias é o nome de um poema clássico do autor romântico inglês Percy Shelley, que faz a lírica sobre ascensão e o declínio de pessoas em posição de poder, então figurado num faraó do Antigo Egito. O aceno proposto aqui pelo Hiënaz é traçar esse paralelo – a ascensão e o declínio – com os workaholics dos dia atuais, pessoas obcecadas por seu trabalho e que tornam isso sua identidade. “E isso se torna o próprio demônio interno – e que inevitavelmente sofre uma queda proporcional ao tamanho da ambição”, conta o guitarrista Pedro. O poema tem duas referências de cultura pop que se tornaram famosas, com o Ozymandias sendo o nome de um personagem em Watchmen e o nome de um episódio em Breaking Bad. A capa, inclusive, é um brincadeira com uma referência do seriado e o faraó do poema original. A estrutura da música segue esse ritmo assimétrico e dissonante, retratando essa obsessão em uma estrutura de um pesadelo.
DeCore lança clipe de Comunicar com a banda catalã Ràbia Positiva

O DeCore, que retornou em abril deste ano após hiato de oito anos, lançou um videoclipe do single Comunicar, em parceria com a banda catalã Ràbia Positiva, no canal americano Hardcore Worldwide do YouTube. O vídeo traz como destaque a importância da diversidade e inclusão contra todo tipo de preconceito, além de unir diferentes culturas com a concepção única de que a música underground tem a mesma raiz em qualquer parte do mundo. O DeCore está preparando o lançamento de seu novo EP, Sem Medo, para o início de 2023. O trabalho contará com participações de Rodrigo Lima (Dead Fish), Jimmy Luv (Carniça de Bode) e Cortecertu (DJ e produtor).
Pink Venom, do Black Pink, ganha versão emo na mão de paulista; ouça!

A canção que representou o “comeback” do grupo Black Pink, Pink Venom, ganhou uma releitura heavy metal pelo cantor e compositor Tuuh (SP). Com guitarras pesadas e guturais, a canção do maior girlgroup sul-coreano assume uma postura violenta, inspirada no peso de grupos como Bullet for my Valentine. O cantor e compositor Tuuh conta que o k-pop, tal como o j-pop e k-rock, faz parte de sua formação musical, além de fazer parte do universo que trabalha – como o seu trabalho paralelo com o duo Nordex, que produz releituras de trilhas sonoras de aberturas e encerramentos de animes. “Assim que a música foi lançada, eu gostei bastante do refrão. Imaginei que ficaria legal com um breakdown – uma pausa nas passagens ou no final da música no qual se caracteriza por usar acordes dropados e pedais duplos entrelaçados – e gutural. Ainda assim, procurei manter os elementos principais da música, como cítara e sintetizadores na parte do rap. Acabei me inspirando em Avenged Sevenfold, que foi a régua para trazer peso e qualidade na canção”, explica Tuuh. O Black Pink é, hoje, o maior grupo feminino da música sul-coreana, alcançando o feito também a nível internacional. Na sua discografia trazem os discos The Album (2020) e Born Pink (2022), em que o single Pink Venom está inserido.
WRY busca a força da identidade própria no clipe e single “Contramão”

A busca por normalização de toda forma diferente de ser marca Contramão, novo lançamento da icônica e inquieta WRY, banda que ajuda a contar a história do underground e do indie rock brasileiro há mais de duas décadas. Aliás, o grupo se prepara para lançar Aurora, seu oitavo álbum de estúdio e o primeiro totalmente em português. O lançamento do selo Before Sunrise Records ganha um clipe. O vídeo foi dirigido e filmado por Rafael Augusto e Thiago Roma (Crime Caqui, Lobotomia) e retoma o início da formação de WRY como amigos, antes mesmo de ser uma banda, quando se reuniam para jogar basquete em uma quadra. A banda está em plena atividade – o próximo disco, que terá 11 faixas, é o terceiro lançamento em três anos. Em 2020 lançaram o disco Noites Infinitas, o qual entrou em dezenas de listas de melhores do ano. E em 2021 gravaram e lançaram o álbum Reviver, uma coletânea de faixas que nunca entraram na sua discografia e que estavam até então inéditas nas plataformas digitais; Reviver também entrou em diversas listas de melhores do ano passado.
Às vésperas de lançar novo álbum, Arctic Monkeys libera terceiro single

Faltando poucos dias para o lançamento do próximo álbum de estúdio, The Car, a banda britânica Arctic Monkeys, atração do Primavera Sound SP, divulgou o terceiro single do projeto. A faixa I Ain’t Quite Where I Think I Am vem na esteira de Body Paint e There’d Better Be A Mirrorball. Aliás, o Arctic Monkeys também compartilhou um vídeo ao vivo do single, que foi dirigido por Ben Chappell e Zackery Michael e filmado no recente show da banda no King’s Theatre, no Brooklyn. Durante sua primeira entrevista sobre The Car, Alex Turner disse ao Big Issue que o Arctic Monkeys havia “voltado à terra” no álbum após o experimental Tranquility Base Hotel & Casino. “Neste disco, a ficção científica está fora de questão”, disse ele. O Arctic Monkeys é um dos headliners do Primavera Sound São Paulo. A banda de Alex Turner se apresenta no dia 5 de novembro, mesma data dos shows de Björk, Beach House, Gal Costa e Interpol. Ademais, Tim Bernardes, Mitski e Helado Negro também tocam. Aliás, ainda há ingressos disponíveis à venda. Por fim, vale lembrar que o festival também conta com uma segunda data, com Travis Scott, Lorde, Charli XCX e Father John Misty. Phoebe Bridgers, Viagra Boys, entre outros completam a lista.
π Teco Martins se inspira em tradições medievais e no Sala Espacial para single

Desde o século 13, na cidade italiana de Siena, uma tradição incomum surgiu: o Palio di Siena, uma corrida de cavalos caótica em volta de uma enorme praça onde vence o primeiro cavalo, mesmo que o seu jóquei tenha ficado pelo caminho. Inspirado por essa tradição que ele viu pessoalmente, πTeco Martins criou a faixa Siena, um jazz cigano envolvente – tal qual uma força que leva a dançar, sem amarras. Esse processo de se entregar à arte e testar novos caminhos faz parte da trajetória singular do artista, principalmente de um capítulo de sua vida que ele quer colocar em destaque neste lançamento: a big-band performática e de influência circense Sala Espacial. “O Sala Espacial surgiu em uma casa que a gente alugou e moramos juntos, todos artistas. Um dia, aconteceu uma tragédia incendiária e essa casa pegou fogo. As pessoas que ficaram, além de dispostas a reconstruir a casa, formaram uma banda. Chegamos a lançar um disco chamado Casa Moxei, em 2015, mas o show era o que o projeto tinha de mais marcante. Chegamos a ter 16 membros, com performance circense, pirotécnica e musical, indo do jazz ao forró, da música africana ao punk, do eletrônico ao erudito”, conta Martins. Com duas décadas de uma carreira eclética e multicultural, π Teco Martins coloca sua vida e arte como um prisma sendo tocado pela luz e dissecado em cores para seu novo álbum, previsto para o ano que vem. Espectro Solar vai trazer o rock, a MPB, os tons mântricos, eletrônicos e eruditos em faixas auto-biográficas, cada uma representando uma faceta do artista e uma das cores do espectro visual. Destaque da cena independente brasileira desde o começo deste século, Teco traz em sua trajetória única a participação como vocalista, compositor e violonista na Rancore, banda que caminhou entre o hardcore e o rock alternativo e se tornou símbolo de uma cena. Para o novo single, ele escolheu o índigo como símbolo.
Queen lança música inédita na voz de Freddie Mercury

O Queen revelou, na última quinta-feira (13), Face it Alone, uma faixa inédita com os vocais do falecido vocalista, Freddie Mercury. A música foi gravada para o penúltimo álbum do grupo, Miracle, em 1989, porém não tinha sido divulgada. Os integrantes do Queen falaram à BBC Radio 2 que a música foi como uma “descoberta”. A produção da banda encontrou novamente a faixa quando estavam trabalhando em uma reedição do penúltimo álbum que deve ser lançado em novembro. Roger Taylor e Brian May, descreveram a canção como “linda”, “tocante” e “passional”. Disseram que tentaram por várias vezes restaurar a canção, entretanto só com a tecnologia atual que encontraram uma versão apropriada. O álbum Miracle foi lançado pouco antes da morte de Freddie Mercury em 1991, por pneumonia relacionada ao HIV. Sua reedição contará com seis faixas inéditas – contando com Face It Alone – assim como com diálogos dos integrantes da Queen, Mercury, May, Taylor e o baixista John Deacon, enquanto estavam no estúdio. Confira a música na íntegra: