Rafa Martins e Bola, da Zimbra, lançam Calcanhar; ouça!

Como um “vento que soprou pra nunca mais voltar”, os músicos Rafa Martins e Bola miram o futuro no seu primeiro single juntos. Calcanhar é a primeira de duas canções inéditas que os músicos – conhecidos pelas bandas Selvagens à Procura de Lei e Zimbra, respectivamente – lançarão em parceria pelo selo Midas. A letra encontra luz em meio a uma narrativa de encerramento de ciclo e despedida, em busca de recomeços. A ausência é a presença mais marcante na música, seus efeitos impossíveis de ignorar. Após o fim premeditado, anunciado e esperado, resta apenas entender o processo, lidar com ele e seguir em frente. Calcanhar vê esse momento por uma perspectiva libertadora, convidando a desbravar novos caminhos sem olhar para trás. O lançamento vem na esteira de uma fase prolífica para ambos artistas. Bola lançou, este ano, um novo álbum com a Zimbra, intitulado Sala Dois, além do single Abismo. A banda se tornou um dos principais expoentes do novo indie rock nacional. Já Rafa Martins estreou, em 2021, seu disco solo Paisagens, um mergulho intimista no folk enquanto estética e na poesia enquanto linguagem, traçando versos sobre o caminho de volta para casa. O guitarrista segue ainda em atividade com a banda Selvagens à Procura de Lei, que há mais de uma década movimenta a cena do indie brasileiro. Esse encontro entre os amigos vai no caminho inverso de Paisagens, álbum em que Rafa Martins cuidou de quase 100% do processo. O músico convidou Bola, que por sua vez agregou Bruno Pelloni. Processo de gravação de Calcanhar De Fortaleza, Rafa logo estava em São Paulo para gravar vocal, guitarra, violão e baixo; Pelloni assumiu teclado e a co-produção de Calcanhar ao lado de Martins e Bola. Bateria e percussão ficaram a cargo de Pedro Furtado, também músico da Zimbra. O resultado dessa imersão de quatro dias foram duas canções, cuidadosamente aprimoradas em pós-produção, definindo estruturas e arranjos. “Todo o processo trouxe à tona o pensamento de que a energia humana é tão importante ou até mais do que as limitações técnicas. Desde o começo estávamos desapegados da ideia de entrar em estúdio que não fossem os nossos, nos apegamos à criatividade e às boas vibrações desse nosso encontro. Procuramos seguir nossas vontades, acho que a sonoridade ficou bem na onda do que a gente estava buscando: algo entre o folk, o bedroom pop e a MPB”, comemora Rafa. Depois de Calcanhar, Sereno será a segunda parte desse lançamento conjunto, trazendo a vibração regionalista de ambos os músicos – um cearense, o outro paulista de Santos. A próxima faixa será lançada em setembro. Enquanto isso, é possível ouvir o primeiro lançamento em todas as principais plataformas de música.
Billy Idol divulga Cage, canção do seu próximo EP; ouça!

Cage, novo single de Billy Idol, chegou ao streaming nesta sexta-feira (19). A faixa foi escrita por Steve Stevens, Tommy English e Joe Janiak, produzida por Tommy English and Zakk Cervini. Composta durante a pandemia, mergulha na sensação de estar preso em uma jaula. Décadas depois de lançar seus primeiros singles, Billy Idol ainda faz canções cinematográficas sobre pecado, redenção e amor pelo rock’n’roll. O cantor e compositor virá ao Brasil em setembro, sendo uma das atrações do Rock in Rio 2022 e do Popload Gig.
Com segundo álbum em 2022 no forno, Red Hot Chili Peppers lança Tippa My Tongue

O Red Hot Chili Peppers lançou o single Tippa My Tongue, que chega acompanhado de clipe inédito. A faixa anuncia a chegada do segundo álbum da banda em 2022 e o décimo terceiro projeto completo dos músicos, Return of the Dream Canteen, marcado para o dia 14 de outubro via Warner Records – uma distribuição nacional Warner Music Brasil. Tippa My Tongue encontra os quatro músicos vindo com tudo mais uma vez. O funk de outro mundo, característico da banda, dá o ritmo com uma linha de baixo escorregadia e um riff estridente ancorado em um groove inabalável. Enquanto isso, um duplo sentido lírico inteligente se transforma em uma proclamação. Condizente com a vibração otimista, o registro que acompanha o single continua uma tradição de vídeos que dá vida para a banda. Return of the Dream Canteen chegará apenas seis meses após o sucesso de vendas do álbum platina Unlimited Love. O Red Hot Chili Peppers também deve receber o prestigioso Global Icon Award e se apresentará ao vivo no VMAs de 28 de agosto. O período está se tornando a temporada mais prolífica, poética e poderosa da banda até agora.
Com shows agendados no Brasil, Bastille lança vídeo de Revolution

Com dois shows agendados no Brasil, o Bastille divulgou nesta sexta-feira (19) um vídeo para a música Revolution, uma das principais do álbum Give Me The Future. A faixa foi definida pelos artistas como uma “rave-ready eletronic club banger”, uma espécie de “hit eletrônico certeiro para pistas e prontinho para as raves”. “O refrão é sobre a intimidade da conexão humana no contexto de alguma ficção científica, com imagens centradas no espaço, mas também é sobre a ideia daquelas pessoas incrivelmente atenciosas que passam a vida tentando mudar o mundo de forma positiva”, explica Dan Smith, vocalista do Bastille. A banda ainda se prepara para o lançamento de uma edição especial do álbum, que será apresentada no dia 26 de agosto. Apelidada de Give Me The Future + Dreams Of The Past, a edição contará com novas músicas, colaborações, covers e versões.
Maria Sil lança Fôlego, single em homenagem à mãe vítima de covid

A cantora, musicista e compositora Maria Sil lançou um single que marca uma nova fase na carreira da artista, Fôlego. A música é uma homenagem ao funk de letras políticas que dominou a Baixada Santista nos anos 2000 e é acompanhada de um visualizer, com direção de Hugo Vicente. Vestida nas cores da bandeira do Brasil, cantando versos fortes e diretos, Maria Sil homenageia sua mãe, Vani dos Santos, vítima da covid-19. O single é sobre saudades e ancestralidade, embalada pela produção musical do DJ Cuco, que produziu nomes como Felipe Boladão. Fôlego é um som de quem luta, dança e não abaixa a cabeça. Conhecida por suas letras melódicas com influências indie e da MPB, a artista trans retorna ativamente à cena musical em uma nova roupagem, com as batidas fortes do funk para marcar a retomada de uma cantora que estava há três anos longe dos palcos. “Em um processo de revolta, desmontando o quarto da minha mãe, mergulhei no funk produzido na Baixada Santista, que materializava minha raiva contra a situação que vivemos no país e no mundo. Se minha mãe tivesse tido acesso à vacina a tempo, ela talvez não tivesse falecido. O funk que eu ouvia trazia a energia que eu precisava para me reerguer. Fui tomada pela batida e letra de denúncia forte do funk. Um dia, nasceu Fôlego e eu soube que era essa a música que eu precisava produzir com o Cuco”, explica Maria Sil. Cuco é rapper e produtor musical formado em Gestão Pública. Proprietário do Estudio Bom Bando, cujo canal no YouTube conta com quase 50 mil inscritos. É também realizador do Festival Rap In City que acontece anualmente em Santos/SP desde 2019. Seu trabalho musical é admirado e reconhecido por nomes como Mano Brown, Kondzilla, MC Marechal, entre outros. “Entendo que o funk feito nos anos 2000 na Baixada Santista denunciava se divertindo. Tem muito a ver com a capacidade do brasileiro de rir de si mesmo ou, citando Felipe Boladão, ‘nois leva a vida no sorriso mesmo passando sufoco’. Todo aquele extravasar, aquela catarse, vinham na mesma intensidade dos dramas e perrengues vividos nas periferias do Litoral Paulista”, comenta DJ Cuco, que é produtor da música e assina a composição com Maria Sil. Elogiada publicamente por Elza Soares e com música gravada em parceria com Socorro Lira durante a pandemia, Medo Azul, Maria agora mergulha por novas sonoridades, mantendo a sofisticação de suas composições, uma característica que aprendeu com sua mãe, uma poeta negra nascida na periferia rural do estado de São Paulo. O single, inclusive, faz referência ao primeiro livro de Vani dos Santos, ainda inédito e que reunirá sua produção ao longo de 40 anos, Da vida só tenho o fôlego.
Bia Nascimento antecipa EP com single Teoria do Chão

Depois de surpreender com o single Brasa Cor, inspirado pelas montanhas da Serra da Mantiqueira, a violonista e compositora mineira Bia Nascimento volta à terra firme em Teoria do Chão. A faixa é mais um gostinho de seu primeiro EP solo, a ser lançado em setembro. Acompanhada pela bateria de Leandro Scio, Bia homenageia nesta composição a também violonista e cantora Luisa Lacerda, que participou do single Azur ao seu lado, lançado em setembro de 2021. “Assim que ela aceitou meu convite de gravar Azur e dividir o arranjo de violões comigo, senti tanta gratidão que logo compus Teoria do Chão, instrumental. Carrego muitas teorias com e sem nexos na cabeça, mas essa vem da terra, meio árvore que cresce e dá pouso pra passarinho voar. Acho que é esse o gosto que tem a música. Compor Teoria do Chão foi a forma que encontrei para agradecer a generosidade de Luisa ao aceitar o convite para gravar ao meu lado. Nesse sentido, Teoria do Chão é também uma homenagem à valorização das mulheres compositoras e instrumentistas da música brasileira”, reflete Bia. A artista propõe um instrumental com forte conexão com a música popular e que dialoga com o ouvinte mesmo sem letra – principalmente, sem recortes elitistas ou limitadores. Parte de uma nova cena instrumental mineira diretamente de Juiz de Fora, ela integra também o Duo Nascente, que acaba de lançar um EP de estreia guiado pelos mesmos princípios. Bia toca violão desde os oito anos de idade e se orgulha de ter trabalhado, desde 2010, com várias cantoras e instrumentistas de Juiz de Fora, Rio de Janeiro e São Paulo em projetos, festivais, eventos e shows diversos.
Matakabra crítica a precarização do trabalho em Drama da Realidade

A experiente banda de metal recifense Matakabra retornou aos lançamentos com o single Drama da Realidade, uma música, com estrutura pesada e caótica para criticar a precarização do trabalho no Brasil. A nova música também ganhou lyric video que tem como base a arte da capa do single, produzido por Marcelo Silva. A desigualdade social brasileira, num momento em que cada vez mais se tira direitos dos trabalhadores, é apenas um ponto de partida. Drama da Realidade evoca reflexões e pesares tanto dos integrantes da Matakabra como de milhões de brasileiros, com um acento principalmente em relação à aura do 1º de Maio, alçado, às vezes de forma enfadonha e distópica, como o Dia do Trabalhador. É, sem dúvida, a música mais madura da banda, tanto em relação às letras como na musicalidade, em que o seminal peso ganha contornos soturnos, dilacerantes e envolventes do death metal ao metalcore – tudo que o tema exige, tão pertinente e urgente ao Brasil. A arte da capa é obra de Cristiano Suarez, que transmite toda a atmosfera dilacerante e densa da música. Gira em torno da história de um sujeito cada vez mais isolado, abatido e fragilizado. Ele não sabe, mas sua ideologia permite que tenha a liberdade de escolher entre morrer de fome ou morrer de trabalhar. A contestação, como no manguebeat Foi ainda no contexto deste single que a Matakabra, enquanto uma banda formada por músicos pernambucanos, resgatam a contestação do manguebeat, um movimento que surgiu no estado e até hoje é relevante ao rock nacional como música com conteúdo e fúria. Na análise da Matakabra, a vida do trabalhador brasileiro nos últimos anos é uma repetição mortífera de abusos, descasos e injúrias. Aliás, é uma rotina infernal capaz de sugar até a última gota de sangue e suor – sem trégua para melhores condições. “A arte é essencial não apenas pelo efeito de catarse, mas por promover formas de reflexão e elaboração. Faz parte da história cultural daqui esse tipo de crítica e manifesto. Apostamos nisso também”, ressalta a Matakabra. Em busca de uma reação coletiva Mas Drama da Realidade não é somente sobre apontar o dedo para o problema, é um manifesto para que a sociedade olhe para a situação em busca de uma reação coletiva. O Matakabra explica que Drama da Realidade pauta uma discussão global e cada diz mais urgente, um necessário grito à sobrevivência. “Somos cada vez mais explorados ao mesmo tempo que estamos cada vez mais isolados. Falar sobre isso é uma forma de sair da inércia e ao colocar em palavras a insatisfação produzir condições de uma mudança”, comenta a banda. A Matakabra é Rodrigo Costa, Rafael Coutinho, Fernando Marques e Theo Espindola.
Com saudade do mar, Benziê divulga single Água Salgada

O duo Benziê lançou nesta sexta-feira (19) em todas as plataformas digitais o single Água Salgada. A faixa é um marco da nova estética musical do Benziê e nomeia o EP que reunirá mais duas faixas até o fim deste ano. Produzida por Gustavo Marques e Benziê, Água salgada é um manifesto de quem já não consegue viver mais longe do mar. No começo deste ano, o duo formado pelo casal Du e Vic, viveram um hiato quando se viram deixando o litoral norte de São Paulo e voltando para Sorocaba (cidade de origem deles). Durante os 30 dias em que ficaram no interior, eles compuseram e produziram essa canção que expressa a angústia e a ansiedade dos amantes do mar e da natureza quando se veem em qualquer outro lugar que não seja o litoral. Por conta disso, Água Salgada carrega exatamente essa vontade genuína de voltar para perto do mar, lugar que hoje eles chamam de casa. Du conta que nesse período ele estava com um grito entalado na garganta e o tempo inteiro só pensava em como ele queria estar no litoral, pronto pra surfar e encontrar seus amigos de água salgada. No fim das contas, esse tempo no interior serviu de inspiração para novas músicas e ideias. “O importante é ir vivendo e deixando cada momento registrado em forma de música”, comenta Vic. Pensando nisso, Benziê elaborou um clipe sensorial (dirigido por Sofie Wolthers e filmado por Kaleu Wildner), que coloca em imagens esse sentimento de pertencimento à natureza. Para o clipe, os dois protagonistas escolhidos (Adinaldo Cardozo e Melissa Farias) são caiçaras locais e portanto, trazem muita naturalidade e intimidade com a mensagem passada na canção. Em geral, a ideia é que o clipe seja uma espécie de teletransporte para a calmaria do mar, e te leve para um lugar melhor, ou pelo menos te faça imaginar essa sensação. Formado pelo casal Vic Conegero e Du Pessoa, o Benziê tem uma sonoridade única e contagiante que mistura MPB com pop, rock, reggae e samba. As letras repletas de mensagens positivas inspiradas no dia-a-dia e na natureza trazem leveza e alto astral.
Biquíni Cavadão divulga single Vou Te Levar Comigo; ouça!

12 de Junho é o EP que o Biquíni Cavadão lançou no primeiro semestre deste ano de 2022 contendo quatro faixas românticas pinçadas de seu repertório ao longo dos últimos 20 anos. O resultado positivo perante aos fãs da banda fez com que o projeto não ficasse apenas nestas quatro músicas. Vou Te Levar Comigo, canção feita por encomenda em 2004 para o programa de viagens e turismo Mundo Afora, do GNT, ganha também sua releitura sob a produção de Paul Ralphes em single a ser lançado brevemente. “Os novos arranjos visam dar uma leitura atualizada para canções emblemáticas da banda”, explica Carlos Coelho. Lançada originalmente como faixa ao vivo do DVD Ao Vivo em Fortaleza em 2005, Vou Te Levar Comigo é hoje em dia canção essencial do setlist da banda, que está em via de celebrar 300 mil seguidores no Instagram, e segue por extensa tour pelo Brasil com o álbum de inéditas Através dos Tempos.