Mokambo traduz o peso do cotidiano nas relações no single solar “Paladar”

Mokambo mescla um som intenso e, ao mesmo tempo, pop em canções onde elementos do blues e do pop rock nacional se mesclam. O novo single, Paladar, é uma canção sobre as dificuldades de caminhar juntos em um relacionamento desgastado pela rotina. Já disponível nas principais plataformas, a faixa ganhará em breve um clipe. Nesta composição, Mokambo se volta para as relações em geral, com um olhar radiofônico inspirado por artistas como The Wallflowers e Suricato. A letra fala sobre uma união prestes a se perder pelo desgaste e questões cotidianas, do ponto de vista de uma pessoa que lamenta e não se conforma em perder outro alguém tão especial. Mokambo significa cabana, refúgio na mata para os negros escravizados, quilombo. A palavra que nomeia a banda é uma referência à raiz que corre por suas veias e ecoa no som, influenciado pelo folk, rock e blues, música primordialmente negra. O trio embrionário se reuniu pela primeira vez no Rio de Janeiro em 2019, cantando o cotidiano da vida, dos relacionamentos, do amor, da crítica, buscando entre palavras e sons uma reflexão para esse turbilhão de sentimentos. Durante a pandemia, a Mokambo seguiu respirando e Bruno Leiroza (voz, guitarra e gaita) continuou compondo e articulando com Pablo Rodrigo (bateria) o retorno aos palcos e à “nova vida normal” pós-quarentena. Chegaram Budah Marcio (baixo) e Rafael Lima (guitarra) para completar a formação. A nova canção, Paladar, vem na esteira do impactante single Não Consigo Respirar, uma composição que coloca em primeiro plano o DNA da banda – um grupo orgulhosamente formado por músicos negros. O título do single é uma referência clara aos assassinatos de Eric Garner e George Floyd pela polícia nos EUA, mas que traz o debate do racismo para o Brasil de João Pedro, Miguel, Amarildo.

Mattmatize mescla bedroom pop, jazz e alternativo em My Share of Waiting

Conhecido por integrar as bandas Contando Bicicletas e Bug Bite e por se apresentar com diversos artistas, o multi instrumentista Mateus “Matt” Da Silva começou a mostrar um novo projeto solo onde explora suas referências. Estreando como Mattmatize, ele revelou a canção My Share of Waiting, já disponível para streaming (via Selo Tuaregue). O perfil musical de Mattmatize passa por artistas como boy pablo, Phum Viphurit, Rex Orange County e Feed Me Jack. Indo do indie e bedroom pop ao jazz e math rock, o músico carioca explora ainda suas raízes latinoamericanas em faixas dançantes e vibrantes, ainda que liricamente sejam melancólicas e altamente pessoais. “Através das minhas letras, quero compartilhar minha experiência com ansiedade, solidão, saúde mental e os altos e baixos do amor, e abordar esses temas em um som positivo e descontraído; no final, quero que soe positivo, feliz, romântico e esperançoso”, entrega Matt, que assina composição, produção, voz, guitarra, sax alto nessa gravação ao lado de Felipe Ribas (bateria e teclados), Arthur Trucco (baixo, arranjo de sopros, arte da capa), Bernardo Schaeffer (sax tenor) e Luiz Felipe Fonseca (produção, guitarra). Embora seja um projeto solo, Mattmatize se solidifica com parcerias que o músico carrega de outros trabalhos musicais. A sintonia com os instrumentistas e com o próprio Estúdio Camelo Azul foram fundamentais para a vulnerabilidade presente nas composições que o músico começa a revelar como uma sequência de singles inéditos. “Grande parte da estética divertida e animada das músicas é graças a essa amizade – a diversão que temos de tocar juntos é realmente capturada nas sessões de gravação e no produto final. Acabamos gravando umas 12 músicas, mas devido a pandemia não conseguimos finalizar a gravação e eu acabei reformulando o projeto – enfim, decidi soltar em partes e finalizar um single de cada vez”, se diverte Matt.

Montanee apresenta single Cheapest Thrill; ouça!

O trio carioca Montanee, em parceria com o selo Olga Music, lançou o single Cheapest Thrill nas plataformas de streaming e em lyric video. A música apresenta a banda em sua nova fase, com um rock enérgico e moderno. Cheapest Thrill também será lançada em vídeo como parte da série Hometown Sessions que traz a banda tocando suas novas músicas dentro de um túnel no Rio de Janeiro. É mais um registro audiovisual que reforça o single na série Behind The Teack, em que a Montanee mostra os bastidores das gravações em estúdio. A música apresenta a Montanee em um flerte certeiro com o indie rock, com linhas de sintetizadores e uma bateria mais dançante. Em termos de letra é uma música bem sincera e direta, sem metáforas. Cheapest Thrill é a primeira música autoral da Montanee desde 2020, época em que a banda lançou o EP Breakless. Antes deste lançamento, o trio soltou no streaming uma versão roqueira de … Baby One More Time, hit da cantora americana Britney Spears.

Apnea revela Bus Ride, primeiro single do álbum de estreia; ouça!

Após meses de trabalho, a banda santista Apnea finalizou o tão aguardado álbum de estreia, que será lançado ainda este ano. Para promover o disco, o grupo divulgou o primeiro single, Bus Ride, que chegou acompanhado de um videoclipe produzido pela Venice. Com proposta de apresentar um som influenciado pela música dos anos 1970 e 1990, mesclando grunge, heavy metal e stoner rock, a banda Apnea construiu seu som com influências que passam por A.S.G., Fumanchu, Alice in Chains, Soundgarden, Cave In, até Led Zeppelin e Black Sabbath. O álbum Sea Sound traz uma mistura ímpar e única de sonoridades, fazendo com que o Apnea alcance originalidade e personalidade dentro de elementos tradicionais das décadas citadas acima. Formada por músicos experientes com projeção e extensa carreira nacional e internacional, membros das bandas Ratos de Porão, Garage Fuzz e Bayside Kings, o quarteto é considerado como um supergrupo com status de local hero no Brasil. Formado em 2019 na cidade de Santos, o Apnea surge quando Mauricio Boka convida Marcus Vinicius para mostrar as ideias que tinha na cabeça a muito tempo e testar a construção de um estilo e uma identidade sonora. Após algumas jams, recrutam o guitarrista Nando Zambeli, e a linguagem musical começa a se definir com mais clareza. O baixista Gabriel Imakawa chega para completar o quarteto que passou a ensaiar com frequência, compondo e aprimorando o estilo da banda. Em agosto de 2020, o Apnea entrou em estúdio para gravar suas primeiras músicas, que foram lançadas em 2021 no EP Salt Water. O material foi gravado em Santos no Electro Sound Studio, estúdio comandado por Marcão Britto (ex-Charlie Brown Jr). A produção, mixagem e masterização é assinada por André Freitas.

Anônimos Anônimos lança Arquipélago, último single do EP Baita Astral

O power trio punk rock paulistano Anônimos Anônimos lançou Arquipélago, o quarto single lançado no streaming e em videoclipe pelo selo Repetente Records. A faixa antecede o lançamento do primeiro EP, intitulado Baita Astral. Bem diferente das outras canções já apresentadas, Arquipélago mostra o lado mais melódico da Anônimos Anônimos, sem ser exatamente uma balada – a música mantém a energia dos singles anteriores, com letras provocativas. A letra fala sobre encontros e recomeços pós relacionamentos e sobre aquela faísca que impulsiona duas pessoas a baixarem a guarda e se aproximarem, mesmo com seus receios. É uma reflexão também sobre como se pode aprender com este processo, controlar expectativas e simplesmente aproveitar o momento. “Dentro do rock gostamos de diferentes sonoridades, por isso abraçamos a ideia e dinâmica de cada música como ela surgir, independentemente de ser pesada, distorcida ou clara e melódica. O importante é passar a mensagem da melhor maneira possível, seja para emocionar, instigar, provocar reflexões ou só divertir”, comenta o vocalista Flávio Particelli. Acompanhando o lançamento, estreou no YouTube um clipe dirigido por Rick Costa (que já produziu outros dois clipes da banda) junto ao vocalista, que também é redator. O vídeo traz a história de um casal que se aproxima por causa de feridas em comum. “Sempre participo da roteirização dos nossos clipes, por ser algo que gosto e tenho experiência fora da banda, mas geralmente para por aí. Neste caso, depois de dois projetos muito bons da banda com o Rick, tive vontade me envolver um pouco mais nas etapas seguintes e ele gentilmente aceitou a parceria e meus pitacos. Só tenho a agradecer, pois aprendo muito com ele sempre, que é um profissional muito talentoso”, explica Flávio. A próxima etapa da banda será lançar o EP completo, com uma música inédita e, a partir de setembro, começar a se apresentar em shows.

Titãs lança Caos, single composto por Rita Lee, marido e filho; ouça!

O Titãs lançou a primeira faixa do novo álbum de inéditas, que tem previsão de lançamento para o segundo semestre. Caos é uma composição de Rita Lee, Roberto de Carvalho e Beto Lee, composta especialmente para os Titãs, com produção musical de Sérgio Fouad e Rick Bonadio. Inspirada pelo clima político e social do Brasil nos últimos anos, a faixa traz um olhar apurado e crítico misturado com a sonoridade clássica da banda. A faixa ganhou um clipe dirigido pelo cineasta Otávio Juliano, colaborador de longa data da banda e já está disponível. O vídeo apresenta a banda interpretando a faixa em um estúdio com elementos visuais que remetem à era digital, com imagens distorcidas e marcantes no segundo plano. Majoritariamente feito em preto e branco, o videoclipe utiliza breves toques de cor para destacar os integrantes da banda e acrescentar dinamismo às imagens. Sobre poder dar vida a uma canção como essa, Tony Bellotto festeja. “Caos é uma pérola, um presente muito especial que ganhamos de Rita, Roberto e Beto Lee, uma canção inédita composta especialmente para nós por esse trio de talento extraterrestre! É também a primeira música que lançamos de nosso novo disco, um trabalho titânico que reúne 15 músicas novas, um disco de rock com que comemoramos 40 anos de carreira”. Já Sergio Britto, comenta um pouco do sentimento que acompanha a faixa e cita o forte refrão. “O refrão Hay gobierno soy contra! Esse slogan anarquista na música funciona como um alerta para que a sociedade como um todo se mantenha sempre vigilante em relação àqueles que estão no poder”. Branco Mello também celebrou a composição e exaltou a poesia e a mensagem que a faixa traz consigo. “Caos é um presente da Rita, Roberto e Beto. Tem aquela pegada ácida, crítica e irônica dos grandes mestres do rock”. Rick Bonadio, que tem trabalhado com a banda no novo álbum, comentou animado sobre o processo criativo e a importância da mensagem que vem com a música. “Como fã eu sempre aguardei ansioso um novo lançamento dos Titãs. Em Caos, tive o prazer de participar da produção junto com Sérgio Fouad dessa música que representa muito o rock Titânico e traz na letra a mensagem que eu mesmo gostaria de dar ao Brasil nesse momento político: está um caos!”

Cantor mineiro Igor Vaz aposta em single “Toda Bonita”

O mineiro Igor Vaz lançou, nesta sexta-feira (15), o single Toda Bonita. O cantor iniciou sua carreira em 2011 e faz parte do cenário de música pop de Minas Gerais. O single fala sobre entender a verdadeira beleza de uma mulher. “Enxergando além da beleza óbvia e externa eu vi o que realmente interessa, essa força e beleza magnífica que estava nas atitudes e posturas femininas. Isso se estende a todo universo feminino, que é testado constantemente”, conta. Sobre a produção, Igor comenta que “geralmente faço as criações das minhas composições usando o violão e, nessa faixa, resolvi mantê-lo como centro da música. Esse violão por si só já sugeria uma batida eletrônica, que traz uma pegada atual, uma modernidade pra música que foi complementada com vários tipos de efeitos que dão um ar flutuante”. O cantor conta que com a boa repercussão do primeiro single Tá tudo Bem, ele acredita que o novo single também trará uma boa resposta do público. “Toda Bonita vem forte, trazendo mais do meu lado pop, com um tema forte e em alta. Creio que as mulheres, em especial, irão se identificar muito com a letra”, finaliza. Igor Vaz começou em 2011 com a criação da banda SOUL3, grupo de Belo Horizonte composto por três amigos e com um trabalho autoral voltado para o pop. O cantor começou a gravar suas composições em 2019, em paralelo ao seu trabalho com a banda. Igor traz em suas músicas situações que ele ou alguma pessoa próxima já passou. Este ano, o mineiro lançou Tá Tudo Bem em parceria com a cantora Paula Marques. O single soma mais de 90 mil streams nas plataformas digitais.

P!nk divulga single de protesto; ouça Irrelevant

A cantora e compositora P!nk lançou a música Irrelevant. O hino de protesto foi escrito por P!nk e Ian Fitchuk, marcando a primeira colaboração entre a artista e o produtor, compositor e vencedor do Grammy. Sobre a música, P!nk diz que “quando uma mulher com uma opinião e coragem de expressar fala, é muito cansativo quando a única retórica é me dizer o quão irrelevante eu sou. Sou relevante, porque existo e porque sou um ser humano. Ninguém é irrelevante. E ninguém pode tirar minha voz”. A artista está apoiando a organização When We All Vote e os rendimentos de Irrelevant irão para a iniciativa nacional de votação não partidária criada por Michelle Obama. O grupo tem a missão de mudar a cultura em torno do processo de votação, buscando aumentar a participação em cada ciclo eleitoral, ajudando a diminuir as diferenças de raça e idade. Até o momento, mais de 100 milhões de pessoas foram impactadas sobre o processo de votação, resultando em um aumento no registro de eleitores. O chamado para resistir continua em Irrelevant, enquanto P!nk pede aos fãs que ajam e defendam seus direitos.

Aos 17 anos, Cainã Mendonça lança álbum de estreia, Paisagens Invisíveis

Mostrando a força e a inventividade da nova geração da música instrumental, o pianista, baterista e compositor paulistano Cainã Mendonça faz de seu primeiro disco um convite a um olhar renovado para a música latina, a brasileira, o jazz e a bossa nova. Paisagens Invisíveis reúne instrumentistas de referência e novos nomes da cena nacional, em um encontro de gerações guiado por arranjos sofisticados e uma forte personalidade de seu autor. Embora tenha 17 anos atualmente, Cainã gravou o álbum entre seus 14 e 15 anos de idade – durante o auge do distanciamento social motivado pela pandemia. Agora, o disco chega no momento de compartilhá-lo com o público. “No princípio a ideia de gravar as músicas foi para fazer algo bonito e divertido no período de isolamento, mas a gente ficou empolgado com o resultado e foi levando em frente. O meu primeiro instrumento foi e é a bateria, mas o piano foi me encantando também e aí apareceram as composições. Gosto de compor e ficar buscando caminhos, inspirado em tudo que ouço e sinto. Agora eu vou ter de resolver no show se toco o piano ou a bateria”, se diverte o multi-instrumentista. As composições surgiram a partir dos dois instrumentos de Cainã e ao longo de mais de um ano de escrita, gravação e finalização do álbum. Foi tempo suficiente para amadurecer o conceito e a estética que se tornaram Paisagens Invisíveis. “Meu processo criativo se dá através de brincadeiras rítmicas e melódicas na bateria e no piano, depois da ideia vou buscando os caminhos. As composições foram saindo no período de um ano e, quando eu tinha sete músicas, resolvemos ir pro estúdio pra gravar só o piano. Não havíamos pensado nos outros músicos e instrumentos, mas como gostamos do resultado resolvemos ir acrescentando o baixo e bateria e depois os sopros”, revela o músico. O disco celebra uma vivência musical intensa. Cainã passou a infância presenciando e participando de diversas atividades musicais, apresentações e gravações de estúdio. Trajetória de Cainã Mendonça Ganhou uma pequena bateria aos 2 anos e logo se encantou pela música de João Bosco, Beatles, Zé Menezes, música popular e instrumental brasileira. Teve em casa, junto à família e amigos, ambiente e formação musical, tendo contato com grandes instrumentistas e vivência direta com grupos de cultura regional do Maranhão (boi e tambor de crioula) e do sudeste (jongos, batuques e congados). Estudou por conta própria o repertório dos discos gravados por Edu Ribeiro, Kiko Freitas, Marquinho Mendonça (seu pai), Zé Menezes, Hamilton de Holanda, David Holland, dentre outros. Atualmente, Cainã segue aperfeiçoando seus talentos em estudos de bateria com Edu Ribeiro e piano com Heloísa Fernandes. Faz parte de jovens grupos de canção e música instrumental. Na sua já longa experiência musical, Cainã Mendonça participou de shows com músicos como Adylson Godoy, Filó Machado, Zé Pitoco, Vanessa Moreno, Marcos Paiva, Christianne Neves, Adriana Godoy, Bruna Black, Felipe Machado, Josyara, Renato Anesi, Renato Bras, Ana Maria Carvalho, Gabriel Levy, Marquinho Mendonça, Daniel Grajew, Edu Ribeiro, Lisandro Massa, Tião Carvalho, e outros. Hoje, participa de jams sessions onde já tocou com Laércio de Freitas, Arismar do Espírito Santo, Fabio Perón, Daniel Alcântara, Léa Freire, Trio Corrente, Camille Bertault e tantos outros. Agora, Cainã está pronto para mostrar seu lado de compositor com um disco onde estabelece uma forte voz autoral. Na bateria, piano e composições do álbum, ele recebe os instrumentista Nailor Proveta (saxofone tenor e clarinete), Vitor Alcântara (saxofone soprano), Daniel Allain (flauta), Vitor Lopes (gaita), Marquinho Mendonça (guitarra), Rubinho Antunes (flugelhorn) e Noa Stroeter (baixo). “Os convidados que tocaram os sopro são grandes mestres da música. A presença deles deu ao álbum uma atmosfera de música universal e uma sonoridade colorida”, comemora Cainã. Sem deixar de lado as inspirações que o trouxeram até aqui, o músico faz de Paisagens Invisíveis uma reverência ao passado com foco no presente e futuro da música instrumental brasileira.