Yungblud e Aerosmith liberam primeiro single do EP One More Time; ouça My Only Angel

O primeiro single do EP colaborativo entre Yungblud e Aerosmith, One More Time, já está disponível nas plataformas de música digital. A faixa escolhida é My Only Angel, que antecipa o trabalho completo que será lançado em 21 de novembro. Produzido por Matt Schwartz, o EP traz quatro faixas originais coescritas pela banda e Yungblud (com ambos os vocalistas dividindo os vocais), além de uma versão explosiva do clássico Back In The Saddle. Ouça My Only Angel A canção abre com os vocais poderosos de Tyler a cappella, perguntando: “Will you cry, if I called you my angel? Would you leave me one more time? (Você choraria, se eu te chamasse de meu anjo? Você me deixaria mais uma vez?)”. Em seguida, entram guitarras com ecos suaves sobre uma batida firme, baixo pulsante e notas delicadas de piano. Yungblud e Tyler conduzem juntos o refrão hipnótico, até que um solo incendiário de Joe Perry assume, evidenciando a química entre duas gerações do rock. Yungblud (nome verdadeiro Dominic Harrison) conheceu a lendária banda quando gravaram juntos uma versão da faixa épica de nove minutos Hello Heaven, Hello. A química entre os artistas foi imediata. O que seria apenas uma participação especial acabou se transformando em uma sessão de composição que evoluiu para o EP de cinco faixas. Além do single principal, a coletânea mostra o espírito cru de Yungblud colidindo com a musicalidade lendária do Aerosmith: as guitarras de Perry e Whitford soam afiadas com a energia característica, o baixo de Hamilton ancora os arranjos, e a voz inconfundível de Tyler se entrelaça com a de Yungblud em todas as músicas. O baterista Matt Sorum (ex-Guns N’ Roses e Velvet Revolver), amigo de longa data da banda, também participa do EP.
The Lemonheads libera mais um single de Love Chant: Togetherness Is All I’m After

O quarto single de Love Chant, novo álbum do The Lemonheads, já está disponível nas plataformas digitais. O single Togetherness Is All I’m After começa com um impacto sonoro antes de se dissolver em um sussurro final e suplicante: “Baby, don’t blow it.” Entre sua introdução estrondosa e o desfecho dissonante, Evan Dando conduz uma melodia suave e familiar por uma espessa, densa e bela camada de guitarras, cujo impacto não fere, mas constrói a camada turva da faixa. Sua voz adquiriu uma sabedoria desde o último álbum dos Lemonheads, lançado há 20 anos, o que confere à entrega discreta e natural de Togetherness Is All I’m After uma gravidade especial. A faixa foi coescrita por Evan Dando com John Strohm, da banda Blake Babies. Após anos escrevendo, vagando e recomeçando, Evan Dando retorna com Love Chant, o primeiro álbum de estúdio dos Lemonheads em quase duas décadas. Desenvolvido ao longo de muito tempo e moldado por geografias em constante mudança e uma rede de colaboradores de confiança, o disco é uma reafirmação ousada e melódica de uma das vozes mais distintas do rock alternativo. Agora estabelecido no Brasil, onde grande parte do álbum foi gravada, a mudança de Dando nos últimos anos proporcionou uma mudança de perspectiva, uma chance de recomeçar, se reconectar e, finalmente, dar forma a essas canções. O resultado é um disco que soa ao mesmo tempo fresco e familiar: enraizado nas marcas registradas dos melhores trabalhos dos Lemonheads, mas ampliado por anos de vivência e novos cenários. Chegando neste outono juntamente com as memórias de Dando, Rumours Of My Demise (lançamento pela Faber em 6 de novembro), Love Chant, produzido pelo multi-instrumentista brasileiro Apollo Nove, reúne velhos amigos e novos aliados. J Mascis (Dinosaur Jr), Juliana Hatfield e Tom Morgan (como coautor de Deep End) retornam ao círculo, ao lado do produtor Bryce Goggin (Pavement), da artista de Nashville Erin Rae, de John Strohm dos Blake Babies, que coescreveu e tocou guitarra em Togetherness, e de Nick Saloman, da banda The Bevis Frond, compositor e intérprete da joia psicodélica folk Roky. Adam Green, do cultuado grupo nova-iorquino The Moldy Peaches, também contribui como coautor na descontraída incursão country Wild Thing. Nos últimos anos, a influência dos Lemonheads só se aprofundou. Artistas como MJ Lenderman, Courtney Barnett e Waxahatchee já fizeram covers das músicas de Dando, elogiando a clareza emocional, o instinto melódico e a intimidade irônica que definem sua escrita. Essa ressonância entre gerações faz de Love Chant mais do que um retorno — é um lembrete do que fez essa banda ser tão importante desde o início. Love Chant será lançado em 24 de outubro de 2025, via Fire Records. Este é o primeiro álbum de estúdio da banda em quase duas décadas. O disco foi, em grande parte, gravado no Brasil, onde o vocalista Evan Dando reside atualmente.
Adi Oasis transforma o caos em poder no single Silver Lining

A cantora, compositora e multi-instrumentista Adi Oasis lançou o single Silver Lining, em parceria com o produtor Carrtoons. A faixa é um hino funk cheio de groove sobre abraçar o caos e seguir em frente sem esperar o momento perfeito. A inspiração veio de um episódio inusitado: em um show, após perder a mala no aeroporto, Adi subiu ao palco vestindo apenas um roupão de hotel. O que poderia ser um desastre virou um momento histórico, viral nas redes, que mostrou sua autenticidade e resiliência. “Transformei limões em limonada – foi um dos melhores shows da minha vida”, relembra. Silver Lining traduz essa filosofia em música: otimismo reluzente com força e vulnerabilidade, embalado por beats cheios de energia e pela voz magnética de Adi. O single inaugura uma nova fase sonora da artista, mantendo seu DNA de neo-soul-funk, mas expandindo fronteiras criativas ao lado de Carrtoons. Após conquistar o mundo com o elogiado álbum Lotus Glow, Adi Oasis também explorou sua conexão com o Brasil em Cheirinho, colaboração com o duo YOÙN. Composta no Rio de Janeiro durante sua última turnê, a faixa celebra um amor puro e sincero e marcou a primeira vez em que a artista cantou em português, recebendo feedback caloroso das plataformas brasileiras.
“Nada Vai Durar” é o single de estreia da Fatigati, banda que ‘nasce sem pressa, mas com intensidade’

Formada em Poços de Caldas, Minas Gerais, pelo vocalista e guitarrista paulista Michel Angelo, a banda de hardcore melódico Fatigati lançou nesta segunda-feira (15) o single Nada Vai Durar. A música, que mistura elementos do punk e de post-hardcore marca a estreia da banda, composta ainda por Luciano “Shan” no baixo e Elvis Vitório na bateria. De acordo com Michel Angelo, Nada Vai Durar, assinada pelo selo independente Tapebox Records, é um mergulho no luto e na impermanência. “A faixa nasceu da morte repentina de um primo muito jovem e traduz em versos crus a dor de lembrar de quem não volta mais, a raiva diante da finitude e a crítica ao apego a divindades e promessas de salvação que tantas vezes revelam mais hipocrisia do que consolo”, revela o vocalista. “A música reflete a fragilidade da vida como um diálogo interno em colapso, vários eus tentando suportar a ideia de que no fim nada permanece. Ao mesmo tempo, deixa uma reflexão otimista: é justamente porque nada dura, seja dor, sofrimento, alegria, prazer, nascimento ou morte, que vale viver intensamente o agora”. Com mixagem e masterização de Anderson Kabula, da banda Ordinals, de Aracaju (SE), Nada Vai Durar foi produzida pelo próprio Michel Angelo no home studio da banda. Já as vozes foram registradas no Jam Studio com a colaboração de Christian Lago. O vocalista diz que a banda Fatigati nasce sem pressa, mas com intensidade. “A Fatigati não busca seguir fórmulas ou revolucionar a música, mas criar algo honesto, intenso e emocional. O objetivo não é buscar mercado ou números, e sim manter viva a chama da cena underground. Queremos tocar onde fizer sentido, mesmo que poucas vezes ou para poucas pessoas, lançar materiais físicos em pequena escala e inspirar novas bandas”. Confira o vídeo de Nada Vai Durar abaixo
Toda Vez, Primeira Vez é o terceiro single da banda paulistana Walfredo em Busca da Simbiose

Toda Vez, Primeira Vez é o terceiro single da banda paulistana Walfredo em Busca da Simbiose, que antecede a chegada do tão aguardado terceiro disco do projeto, intitulado como Mágico Imagético Circular, produzido por Lou Alves, e que será lançado ainda este ano em parceria com o selo independente Balaclava Records. Entre versos e ecolalias, a banda nos apresenta a nova faixa com uma roupagem atípica das anteriores, ritmos mancos e timbres aparentemente incomuns, ruídos fluidos, barulhinhos, mas misturados a melodias coloridas, saborosas, fáceis de cantar. Cuidado! A música pode ser viciante como vídeo game, e nos convida a fechar os olhos e sentir todo um universo gamificado dos anos 80/90 a nossa volta. Meio nintendo, meio mega drive, não importa, a faixa conduz há um universo meio “16/ 8-bits.” Com um refrão marcante; Que toda vez, seja a primeira vez podemos cantar sem medo de sermos felizes. “Arranjei essa canção pra ser divertida, embora fale de amor próprio, e abandono. Eu gosto do contraste e de todo enigmatismo que envolve. Quem tem medo do abandono, geralmente nos abandona. Mas nós não, nós não vamos nos abandonar”, pontua Lou Alves, vocalista e idealizador do projeto. A arte da capa foi feita pela designer e ilustradora Lis Ayrosa, o single e todo disco que está por vir foi produzido e mixado por Lou Alves, baterias gravadas por João Lopes, captadas por Fernando Rischbieter e Masterizado por Pedro Vince na Matraca Records. Walfredo em Busca da Simbiose nasceu em 2016, e é idealizado por Lou Alves (Guitarrista, Compositor e produtor) , que atualmente conta com os melhores músicos do mundo, Uiu Lopes (baixo), João Lopes (bateria) e Dizzy Vargas (sintetizadores).
Emmano saúda Iemanjá e mergulha em nova fase com o single Rainha do Mar

Entre marés e melodias, um novo ciclo nasce para Emmano. Batizado na umbanda, o cantor entrega ao mundo Rainha do Mar, um canto sagrado que reverencia Iemanjá, a grande mãe das águas, guardiã dos mistérios e acolhimento. “Poder transformar minha fé e minha entrega espiritual em música, reverenciando a energia, proteção e o acolhimento de Iemanjá é uma realização pessoal e um convite para sentir a vibração, mergulhar nas ondas da fé e celebrar a religião com respeito e devoção”, compartilha o artista, que tem raízes musicais fincadas no reggae. Com 156 mil seguidores em seu Instagram e mais de 11 mil ouvintes mensais no Spotify, Emmano carrega o legado do pai, Vagner Beraldo (Água de Coco), mas agora sua voz se ergue como prece. O novo momento tem viralizado nas redes sociais e atingiu um novo público ao mostrar sua fé e devoção pelo sagrado. Gravada na Blessed Records, estúdio pioneiro e especializado em reggae, Rainha do Mar foi produzida por Thiago Jahbass — que já assinou obras ao lado de nomes como Armandinho e Hélio Bentes — e ganhou corpo com Bruno Chelles (3030) e Gabriel Gimenez. Juntos, deram forma a uma melodia que desliza como onda serena, evocando a leveza do axé e a imponência da ancestralidade. O videoclipe, filmado nas praias do Rio de Janeiro sob a direção de Diego Barral (que também comandou o registro de “Mais que Desejo”, parceria das bandas Ponto de Equilíbrio e Maneva), é um ritual imagético. As águas, o horizonte e o corpo do cantor em comunhão revelam um elo profundo entre natureza e religiosidade afro-brasileira. “Reverencio a energia, a proteção e o acolhimento da grande Orixá das águas salgadas diretamente do lugar que sinto essa comunicação e conexão fluindo com ela”, afirma Emmano, em entrega plena. Não se trata apenas de mais um lançamento. É o anúncio de uma nova fase: o artista agora assume sua caminhada espiritual como parte inseparável da sua arte. E prepara, ainda para este ano, um álbum que trará sonoridade brasileira, ritmos afro-brasileiros e a força de um chamado ancestral.
Entrevista | André Rossi – “Essa experiência me moldou e acabou aparecendo nas letras”

O cantor e compositor André Rossi vem colhendo bons frutos com o single Ska Punk, faixa que antecipa seu primeiro álbum de estúdio, Errado é Não Correr o Risco, que deve ter mais um som revelado em breve. Com fortes influências de Charlie Brown Jr., NOFX e nomes do pop punk californiano, Rossi mistura energia, crítica social e sonoridades que vão do ska ao hardcore. Em entrevista ao Blog n’ Roll, ele falou sobre a parceria com a banda DuPont, a cena underground, o conceito do novo disco e os álbuns que marcaram sua trajetória. Como foi misturar ska e punk no seu novo single? Tem tudo a ver com Charlie Brown Jr., mas também com Nofx. Essa mistura já existe há anos, mas sempre me fascinou porque são origens muito diferentes: o ska vem do reggae jamaicano, o punk nasceu como movimento na Inglaterra. Juntos, eles criam um choque de ritmos e de ideologias. No single, tentei trazer o ska, o punk e o ska punk em si, somando ainda influências de Blink-182 e Offspring. Você disse que a música é um grito contra as amarras sociais. O que te inspirou? Na verdade, é um reflexo pessoal. Saí de casa aos 16 anos e passei por muitas situações de indiferença e frieza. Vindo do interior de Minas, onde tudo é mais caloroso, foi um choque. Essa experiência me moldou e acabou aparecendo nas letras. O single nasceu também da conexão com a Dupoint, banda que se tornou minha família nessa caminhada. E essa parceria com a Dupoint? Vocês já trabalharam juntos antes? É natural. Somos amigos e dividimos referências. A música foi mostrada ao Thiago e ele já topou gravar. Não é algo comercial, é verdade. O mesmo acontece com outras bandas próximas, como Navala e Banana Kush. Criamos um movimento baseado em amizade e troca real, não em business. Quais bandas da cena atual você tem acompanhado? No Brasil, cito Dupoint, Banana Kush, Navala, Lil House e Frizz, além do Piedro, novo artista lançado pela Base. De fora, gosto de Jack Kays e The Paradox, ligados ao Travis Barker, e também artistas como Yungblud. Tem muita coisa nova surgindo. O que pode adiantar do álbum Errado é Não Correr o Risco? O nome resume minha trajetória: sair de uma cidade de 20 mil habitantes para tentar a sorte em São Paulo. O disco tem 11 faixas produzidas pela Base Company, cada uma com uma sonoridade diferente, ska, hard rock, pop punk. Depois de Ska Punk, o próximo single será Fodas, mais leve e divertido, mas ainda com pegada de protesto. A ideia é lançar cerca de quatro faixas antes de liberar o álbum inteiro ainda este ano. Quais três álbuns mais te influenciaram?
Kneecap lança single Sayōnara, em colaboração com Paul Hartnoll

O Kneecap lançou o videoclipe de Sayōnara, uma faixa inédita e independente escrita e gravada em colaboração com Paul Hartnoll, do Orbital. Dirigido por Finn Keenan, o vídeo conta com a participação de Jamie-Lee O’Donnell, conhecida por seu papel como Michelle na aclamada série Derry Girls. “Tive o melhor momento filmando o videoclipe de Sayōnara. Além de ser uma faixa absolutamente incrível, o vídeo — intenso e ao mesmo tempo eufórico — certamente será lembrado. A criatividade e a visão do diretor Finn criaram um ambiente fantástico para todos nós construirmos algo realmente especial. Fiquei muito feliz por ter sido convidada a participar deste projeto, especialmente por já ser uma grande fã da música do Kneecap e admiradora do trabalho deles como um todo”, comentou Jamie-Lee O’Donnell sobre sua participação no vídeo. Além do lançamento digital de Sayōnara, a faixa também estará disponível em um vinil 12” duplo lado A, junto com o hino de verão The Recap, no qual o trio de West Belfast colaborou com o produtor de drum & bass Mozey (via Rinse). O vinil de 12” estará disponível nas cores verde e preto. A edição em vinil verde, que estava disponível exclusivamente pelo grupo do Kneecap no WhatsApp, já esgotou na pré-venda, enquanto a versão preta está disponível para pré-venda agora e será lançada amplamente no varejo em 10 de outubro. Ouça Sayōnara, do Kneecap
Sergio Sacra mostra rock cru emotivo em Meu Maior Fardo é Você

O músico sergipano Sergio Sacra lançou o single Meu Maior Fardo é Você, segundo trabalho inédito desde o álbum de estreia Duvide dos Astros. A canção é definida pelo próprio artista como um rock em sua mais pura essência, trazendo guitarras marcantes, um instrumental carregado e uma melodia intensa. O clipe da faixa será lançado no próximo dia 10. “Estou me afastando um pouco do folk que explorei no primeiro álbum e me reconectando com o rock que já fiz antes, mas agora com a maturidade das letras do momento presente”, afirma. A faixa tem origem ainda no período da banda Origami Aquém, mas só agora ganhou vida própria. “Gravei sem tanta convicção, mas o produtor e os músicos adoraram o resultado. Com o tempo, passei a enxergar a força da música também”, conta. A letra fala sobre rancor e inconformidade diante de atitudes de pessoas que parecem sempre agir contra você. Embora alguns possam associar a um tema amoroso, a intenção é mais ampla: uma catarse emocional, como se fosse um sermão diante de quem insiste em complicar a vida alheia. O lançamento reúne músicos parceiros de longa data. Sacra toca guitarra base, faz os vocais e é o autor da letra: Vivico (bateria), Vítor Brito (guitarra solo), Igor Kineli (backing vocals) e Daniel Hamtaro (teclados). A produção, mix e master é assinada por Vivico no estúdio Doghouse Audio, em Aracaju (Sergipe). Ouça Meu Maior Fardo é Você