Das Minas | Janelle Monáe, Mel C, Alicia Keys e mais

Janelle Monáe

Muito indie, alternativo e experimentos interessantes por aqui! Nesta semana de Lançamentos das Minas, embarcamos numa playlist mais introspectiva, cheia de nostalgia, baladas e melodias interessantes. Entre nossos destaques estão Janelle Monáe, com um verdadeiro hino pela justiça, um single destemido de Melanie C e o novo álbum de Alicia Keys. Vamos nessa? Lande Hekt – Whiskey Diretamente da banda indie punk britânica Muncie Girls, Lande Hekt anunciou o lançamento de seu debute solo, Going To Hell. O álbum está previsto para 22 de janeiro. Com Whiskey, cria uma atmosfera nostálgica, que conversa com a vontade da cantora em falar abertamente sobre sua sexualidade e aceitar-se como é. Tamar Aphek – Show Me Your Pretty Side A artista israelense Tamar Aphek tem um novo álbum planejado para janeiro de 2021, All Bets Are Off. Portanto, trouxe um gostinho do novo disco neste single. A atmosfera rústica, que relembra o rock sessentista em seus graves charmosos, nos mostra um pouquinho do que está por vir. Faye Webster – Better Distractions Buscando uma vibe mais tranquila, embarcamos no single Better Distractions, primeiro lançamento de Faye Webster em 2020. O pop alternativo da americana é doce e suave, considerado pela mesma como o melhor som que sua banda já gravou. Ziemba – Power Of Love A compositora René Kladzyk, conhecida como Ziemba, está prestes a lançar seu novo álbum, True Romantic. Portanto, decidiu dar um gostinho do que está por vir com a balada Power Of Love. Seus vocais mesclam angústia e esperança, junto à melodia pop de tom melancólico. Mina Tindle – Indian Summer Após seis anos sem lançamentos, Mina Tindle traz um clima nostálgico e estética vintage no single Indian Summer, acompanhado de videoclipe performático. As duas artistas favoritas da cantora, Camila Dutervil e Indira Dominici, protagonizam o vídeo. O álbum Sister estreia em 9 de outubro. Resistance Revival Chorus – This Joy Um projeto criativo, muito bonito e que merece ser conhecido: Resistante Revival Chorus. O coletivo de mais de 70 mulheres e não-binários divulgou a primeira faixa de seu álbum de estreia. O hino de resistência, feito à capela na melhor vibe gospel, evoca um sentimento de orgulho, autoconfiança e perspectiva em meio ao caos do mundo em que vivemos. O disco homônimo será lançado em 16 de outubro. Ava Max – Heaven & Hell Tratando da dualidade em sua música e personalidade, Ava Max lançou o disco Heaven & Hell. Abordando da alegria aos momentos sombrios, a cantora investe no pop com traços retrô futuristas, apostando bastante em sintetizadores e melodias dançantes. Melanie C e Nadia Rose – Fearless Nossa eterna Sporty Spice, Mel C, lançou nesta semana o clipe de Fearless, que conta com colaboração da rapper Nadia Rose. A canção fará parte do próximo álbum de Melanie, previsto para estrear em 2 de outubro. Ao todo, o disco contará com 10 faixas. Janelle Monáe – Turntables Sempre assertiva, Janelle Monáe lançou nesta semana o clipe de Turntables, que trata de opressão racial, violência e brutalidade policial. Contemplando um verdadeiro hino de mudanças, o vídeo mostra protestos por justiça, especialmente nos EUA. A música foi escrita para o documentário All In: The Fight For Democracy, original da Amazon. Brittany Howard – Jaime The Remixes Um ano após o lançamento de seu debute solo, Jaime, Brittany Howard resolveu celebrar o marco lançando uma série de remixes. As primeiras faixas foram feitas em parceria com Earthgang e Bon Iver, que recriaram Goat Head e Short and Sweet, duas canções marcantes do álbum. Alicia Keys – Alicia Finalmente Alicia está entre nós! O tão esperado álbum da artista chega às plataformas digitais com 15 faixas, trazendo colaborações interessantes, como Sampha, Khalid e Jill Scott. O disco teve seu lançamento adiado duas vezes por conta da pandemia, porém, em entrevista à Apple Music, a cantora revelou que essa espera foi positiva, servindo para ressignificar o projeto. “Quanto mais tempo você passa com uma música, mais ela vai ganhando novos significados e mostrando diferentes lados seus”.

As 7 girl groups mais icônicas do mundo pop

girl groups

As girl groups foram um dos maiores fenômenos pop da indústria musical. Diferentemente das girl bands, as girl groups são grupos mais focados nos vocais que instrumentais, geralmente trabalhando boas harmonias entre suas cantoras. Essa onda de grupos pop femininos veio do fim da década de 1950, mas floresceu fortemente nos anos 1960, após a chamada Invasão Britânica. Com isso, alguns grupos se destacaram na indústria musical. Porém, com o passar das décadas, as girl groups perderam força. O k-pop resgatou algumas ideias provenientes do gênero, formando conjuntos como BLACKPINK e TWICE, mas sua estrutura é bem diferente. Fifth Harmony e Little Mix, ambos formados em reality shows, tentaram resgatar a fórmula das girl groups. Entretanto, o sucesso alcançado por grupos anteriores fica eternizado no pódio de maiores girl groups do pop. Confira nossa lista dos mais icônicos girl groups e conheça um pouco sobre suas histórias! The Supremes (1959-1977) As Supremes foram o primeiro girl group a conquistar força na cena global. Sozinhas, elas conquistaram 12 singles em primeiro lugar da Billboard Hot 100, rivalizando diretamente com os Beatles em popularidade. Um dos maiores carros-chefe da Motown, as Supremes pavimentaram o caminho para o crescimento exponencial do soul e R&B entre o público. Foram o mais famoso grupo musical negro dos anos 1960, conhecidas inicialmente como as Primettes. O grupo era formado por Florence Ballard, Diana Ross e Mary Wilson. Tiveram nove álbuns de estúdio, além de diversos compactos. Sem dúvidas, The Supremes foi o girl group mais importante da música, abrindo caminho para todas as artistas que vieram posteriormente. Como estão hoje? Florence tentou uma carreira solo em 1967, mas não conseguiu. A artista teve um trágico desfecho. Enfrentando alcoolismo, depressão e pobreza, a cantora faleceu aos 32 anos em 1976, vítima de uma parada cardíaca. Diana foi a mais bem sucedida do trio, tornando-se um dos maiores símbolos do soul e R&B no mundo. Seu último lançamento foi Diana Ross Sings Songs From The Wiz, em 2015. É uma diva lendária, de legado valioso para a música pop. Mary tornou-se embaixadora da cultura nos EUA em 2002, segundo indicação de Colin Powell, o Secretário de Estado da época. Também investiu em carreira solo, mas sempre resgatando seus anos dourados nas Supremes. Bananarama (1979) Formado como um trio, as inglesas do Bananarama foram a girl group de maior sucesso dos anos 1980. Flutuando entre o dance, pop e new wave, as cantoras criaram hits icônicos e formaram o grupo mais divertido possível. Entre 1982 e 2009, o grupo teve 28 singles no top 50 da UK Singles Chart. Com isso, conquistaram um recorde no Guinness de maior número de entradas nas paradas por um grupo inteiramente feminino. A girl group era formada pelas amigas Sara Dallin, Siobhan Fahey e Keren Woodward. Entretanto, Fahey deixou o grupo em 1988 para formar sua própria banda. Ela foi substituída por Jacquie O’Sullivan. Sara e Keren continuaram como um duo, após a saída de Jacquie, em 1991. Continuam atuando como Bananarama, sempre engajadas em turnês e novos materiais. Já Siobhan Fahey formou a Shakespears Sister, que durou até 1996. Desde então, a cantora segue carreira solo. TLC (1990) TLC foi a segunda maior girl group do mundo, ficando atrás apenas das Spice Girls. Em sua formação original, contava com Tionne “T-Boz” Watkins, Lisa “Left Eye” Lopes e Rozonda “Chilli” Thomas. O grupo teve enorme sucesso na década, mas enfrentou diversas batalhas internas, especialmente legais. Porém, os inúmeros conflitos não tiram os méritos do grupo. Com vendas mundiais que ultrapassaram 23 milhões de cópias, CrazySexyCool (1994) foi o auge do TLC. Tudo parecia bem, porém, o grupo declarou falência no ano seguinte. Pouco depois, embarcaram em rixas de difícil solução, que acabaram fazendo com que tomassem caminhos distintos. Enquanto trabalhava na gravação de um documentário em Honduras, em abril de 2002, Lopes foi vítima de um trágico acidente de carro. Ela era a grande estrela do TLC. Ao invés de substituir a cantora, foi acordado entre as integrantes remanescentes que atuariam como um duo. Desde então, T-Boz e Chilli seguem com a TLC. Já enfrentaram hiatos, um filme biográfico na televisão, várias homenagens e premiações da indústria. Anunciaram uma turnê de retorno em 2015, entretanto, lançaram seu quinto e último álbum de estúdio em 2017, o homônimo TLC. Spice Girls (1994) A girl group britânica é o maior ícone cultural pop da década de 1990 (quiçá, do século). As Spice Girls são o grupo feminino mais vendido de todos os tempos. Possuem recordes de vendas internacionais, os maiores lucros em merchandising e várias simbologias que marcaram sua identidade. O sucesso foi tanto que as Spice tiveram filmes, programas televisivos e até musicais. O fenômeno Spice World tomou o globo, comparado apenas à Beatlemania. O grupo anunciou seu retorno em 2018, para a alegria dos fãs que viveram ativamente o impacto cultural causado pelas Spice. Porém, as Spice Girls voltaram oficialmente como quarteto, sem Victoria Beckham. O grupo consiste em Geri Halliwell, Emma Bunton, Melanie Brown, Melanie Chisholm e Victoria Beckham. As garotas ficaram mais conhecidas pelos seus personagens: Ginger, Baby, Scary, Sporty e Posh Spice. Mesmo nos dias atuais, o grupo ainda repercute os anos dourados, reproduzindo seus maiores sucessos pelo mundo. Elas deram o primeiro indício de seu grande retorno em reunião no encerramento dos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012. Destiny’s Child (1997-2006) As integrantes do Destiny’s Child começaram sua carreira musical como Girl’s Tyme, mas ganharam o devido reconhecimento em 1997, já com o nome oficial. Inicialmente, eram um quarteto, mas sofreram variações em sua formação. Sua melhor fase foi como trio, na formação final, que incluía Beyoncé Knowles, Kelly Rowland e Michelle Williams. Mesmo com sucesso crítico e comercial, o grupo enfrentou diversos conflitos internos e turbulências legais. Destiny’s Child emplacou sucessos mundiais nos anos 2000, derivados de seu terceiro álbum, o icônico Survivor (2001). O grupo venceu diversos prêmios de R&B, vendendo mais de 66 milhões de discos no mundo, além de entrar para a trilha sonora

BMTH pede igualdade no Brit Awards vestindo figurino das Spice Girls

Bring Me The Horizon

Clamando pelo Girl Power, o Bring Me The Horizon compareceu ao Brit Awards recriando um icônico look das Spice Girls. Entretanto, a ideia não foi só de brincadeira: eles queriam protestar pela falta de mulheres indicadas na premiação. O statement da banda foi importante para ressaltar a dominação masculina nas categorias. Assim, o BMTH não só vestiu o figurino como também chamou a atenção por mais igualdade no BRIT. A referência às Spice Girls teve um timing perfeito, recriando a icônica apresentação do grupo feminino de 1997, no mesmo palco do BRIT. A banda recebeu uma indicação na categoria de Melhor Grupo, mas perdeu para o Foals. Após a derrota, o frontman Yannis Philippakis não deixou a peteca cair, ressaltando que espera “ver mais mulheres nesta categoria no próximo ano”. O Bring Me The Horizon lançou recentemente um álbum de surpresa, que contou com artistas femininas como colaboradoras.