Entrevista | The Maine – “O Brasil sabe o quanto amamos tocar aí e com certeza levaremos a Joy Next Door para aí”

Quase duas décadas de estrada e uma conexão inabalável com os fãs marcam a trajetória do The Maine. Agora, a banda do Arizona se prepara para um de seus marcos mais significativos: o lançamento de seu décimo álbum de estúdio, Joy Next Door, com previsão de chegada para abril. O novo trabalho promete mostrar uma faceta mais madura e despida de artifícios de um grupo que soube crescer e evoluir junto com o seu público ao longo dos anos. Batizado pelos próprios integrantes como a “era verde” da banda, o disco aposta em uma instrumentação mais orgânica e faz questão de abraçar imperfeições propositais. Em uma conversa exclusiva com o Blog n’ Roll, o vocalista John O’Callaghan refletiu sobre essa mudança de sonoridade. Segundo ele, a proximidade da “meia-idade” e a vontade de não se esconder mais atrás de grandes produções de estúdio foram fundamentais para que a banda buscasse esse som mais cru e honesto na nova fase. Mas a honestidade de Joy Next Door vai muito além dos arranjos. Durante o bate-papo, John revelou de forma vulnerável que este foi um dos álbuns mais difíceis de produzir até hoje. As letras nasceram de um conflito interno entre a gratidão por uma vida privilegiada e a dificuldade real de estar “totalmente presente” no dia a dia. O resultado, como o próprio músico define, não traz uma solução mágica, mas serve como um empurrãozinho para tentar desacelerar e fazer cada momento valer a pena. Para os fãs brasileiros, a entrevista traz ainda um gostinho especial. A banda guarda com muito carinho as memórias da passagem pelo país no ano passado, durante a I Wanna Be Tour, destacando a experiência inesquecível de tocar em um estádio pela primeira vez. E, para alívio de quem já está com saudade, a promessa de um retorno está no radar: eles garantem que trarão a nova turnê para cá assim que possível, ansiosos para reencontrar a energia frenética que só o público brasileiro possui. Confira abaixo, na íntegra, a nossa entrevista exclusiva com o The Maine sobre os bastidores do novo disco, a evolução de quase 20 anos de carreira, memórias marcantes do Brasil e as grandes influências musicais do vocalista. John, você mencionou que este foi um dos álbuns mais difíceis de fazer até hoje, lidando com o conflito pessoal entre ter uma vida privilegiada e a luta para estar “totalmente presente”. Como transformar esse conflito interno em música o ajudou a processar esses sentimentos? O álbum oferece alguma resolução para esse conflito? Certamente tenho consciência de quão sortudo sou por poder chamar esse dilema de “problema”, mas, no fim das contas, a minha realidade é tudo sobre o que posso falar com honestidade. Os sentimentos que tive em torno dessa luta foram fáceis de sentir, mas difíceis de me conformar em compartilhar; no entanto, acho que escrevê-los ajudou a trazer a percepção de que a única coisa que se pode fazer é tentar. Tentar estar aqui. Tentar desacelerar. Tentar fazer valer a pena. Este álbum não oferece nada além de um empurrãozinho para tentar. O Pat (Kirch, baterista) mencionou que cada álbum do The Maine tem uma cor, e Joy Next Door é a “era verde”, refletindo uma instrumentação mais orgânica e imperfeições propositais. O que levou a banda a buscar esse som mais cru e natural nesta fase da carreira de vocês? Foi uma reação à produção dos álbuns anteriores? Acredito que tudo o que fazemos é uma reação a algo que já fizemos. Isso se aplica a querer tirar um pouco daquele brilho que nossos ouvintes e nós mesmos talvez tenhamos nos acostumado a esperar. Acho que a idade também teve muito a ver com a decisão. Nos aproximarmos da “meia-idade” teve um efeito profundo em mim e no que queremos das nossas composições e de ser uma banda neste momento. No passado, acho que quase nos escondíamos atrás de algumas das nossas escolhas de produção, e Joy definitivamente não usa tanta maquiagem quanto alguns dos nossos outros discos. Chegar ao décimo álbum é um marco incrível para qualquer banda. Olhando para trás, como você vê a evolução de Can’t Stop Won’t Stop para Joy Next Door? O que permaneceu na essência do The Maine e o que mudou drasticamente ao longo do caminho? Com o luxo de quase 20 anos a nosso favor, vejo agora que cada disco foi mais um ponto de virada do que uma evolução. A cada passo do caminho, posso dizer com toda a sinceridade que acreditamos, de todo o coração, no capítulo em que estávamos. Mudanças maiores e mais óbvias, como ter filhos e construir famílias, agora fazem parte da essência da nossa inspiração para qualquer caminho que venha a seguir, e estamos apenas agradecendo aos céus por as pessoas ainda se importarem com a nossa música. Vocês anunciaram o álbum com um show de drones no Arizona, o que foi visualmente impressionante. De onde surgiu essa ideia e qual é a importância de sempre buscar maneiras criativas e diferentes de se conectar com os fãs a cada novo ciclo de álbum? Somos sempre tão apaixonados e empolgados com novos discos, e damos o nosso melhor para expressar às pessoas o quanto nos importamos. Ninguém nunca vai se importar tanto com a sua arte quanto você mesmo, então, quando você tem orgulho de algo, por que não fazer um grande evento em cima disso? O show de luzes surgiu por acaso, e temos muita sorte de que novas oportunidades como essa continuem aparecendo para nós. The Maine tocou no Brasil no ano passado durante a I Wanna Be Tour. Quais lembranças você tem daqueles shows? Teve algum momento específico, dentro ou fora do palco, que marcou a banda durante essa última visita? Várias coisas se destacam, especificamente o fato de que eu, Pat e Garrett (Nickelsen, baixista) quase perdemos nosso voo para São Paulo por causa do clima. Coincidentemente, aquele show foi a nossa primeira vez tocando em um estádio (risos). Só me lembro

Vocalista boa praça rouba a cena em show dançante do The Maine no Wanna Be Tour

The Maine

A maior surpresa do festival veio logo após o Story of the Year: The Maine. A banda do Arizona, nos Estados Unidos, nunca havia prendido minha atenção, mas confesso que o show tornou ela muito mais interessante.  A boa curadoria de canções somada com o carisma de um vocalista muito extrovertido deixou tudo mais fácil. John O’Callaghan é daqueles frontman que faz o show passar tão rápido que você reclama quando acaba pensando que eles tocaram menos que os outros. A apresentação teve início com Touch, último single divulgado pela banda e parte de uma coletânea de faixas que não foram aproveitadas nos álbuns anteriores, Dyed (2008-2023), lançado em janeiro. A sequência dançante do The Maine veio com a ótima Don’t Come Down, a vibrante Numb Without You, além de Like We Did (Windows Down). Durante todo o show, John fez questão de manter uma conexão completa com os fãs. Aceitou um chapéu descolado de um fã, atendeu pedidos da plateia, fez amizade com o cinegrafista brasileiro que estava captando apresentação para o telão, entre outras coisas. Já na reta final recebeu dois fãs, um para cada música. Sim, o show do The Maine virou um karaokê, mas ninguém reclamou. Pelo contrário, o vocalista atraiu novos fãs e certamente verá sua fanbase crescer no Brasil após a passagem pelo Wanna Be Tour. Pra quem não conhecia o som ainda, vale mergulhar na discografia completa. Oito dos dez discos foram bem representados no set equilibrado, que trouxe entre uma ou duas músicas de cada trabalho de estúdio. Setlist   Touch Don’t Come Down Numb Without You Like We Did (Windows Down) Sticky Everything I Ask For Dirty, Pretty, Beautiful Am I Pretty? Girls Do What They Want Loved You a Little Blame Black Butterflies and Déjà Vu

I Wanna Be Tour anuncia lineup com Fall Out Boy e Good Charlotte como headliners

Depois do sucesso da primeira edição da I Wanna Be Tour, em 2024, que reuniu mais de 150 mil pessoas e passou por vários cantos do Brasil, os fãs mostraram que estão prontos para estampar o país de xadrez, preto e branco novamente em 2025. Fall Out Boy, Good Charlotte, Yellowcard, Story Of The Year, The Maine, The Veronicas e Neck Deep serão as atrações internacionais que farão parte do line-up. Os brasileiros Fresno, Forfun, Dead Fish, Gloria e Fake Number completam a programação. Em uma realização da 30e, o evento acontecerá no dia 23 de agosto, em Curitiba, no estádio Couto Pereira; e no dia 30 de agosto, em São Paulo, no Allianz Parque. Ingressos para o público geral estarão disponíveis a partir de quinta-feira (30), às 12h, no site da Eventim. “A I Wanna Be Tour se tornou uma comunidade muito forte. O público se apegou à identidade visual e à proposta do evento e estamos preparando uma segunda edição ainda mais especial”, afirma Caio Jacob, Vice-Presidente de Global Touring & Festivals. “A nossa intenção é a de que essa marca, assim como o evento, esteja sempre em evolução, então teremos uma versão aprimorada para o ano que vem”, ele complementa. O público terá a oportunidade de reviver as emoções e cantar a plenos pulmões os seus hinos nostálgicos, mas com uma diferença: ao vivo com seus ídolos. Assim como na primeira edição da IWBT, a divisão entre dois palcos será mantida. No It’s Not a Phase Stage se apresentarão Fall Out Boy, Yellowcard, Forfun, Dead Fish, Story Of The Year e Gloria. Já Good Charlotte, Fresno, The Veronicas, The Maine, Neck Deep e Fake Number compõem o palco It’s a Lifestyle Stage. Em 2024, a I Wanna Be Tour passou por São Paulo, Curitiba, Recife, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, reuniu 150 mil pessoas e apresentou shows memoráveis com as bandas Simple Plan, A Day To Remember, The All-American Rejects, All Time Low, The Used, Asking Alexandria, NX Zero, Pitty, Boys Like Girls, Mayday Parade, Plain White T’s e Fresno. Datas e locais SERVIÇOI Wanna Be Tour 2025Realização: 30e CURITIBAData: 23 de agosto de 2025 (sábado)Local: Estádio Couto Pereira – Endereço: R. Ubaldino do Amaral, 63 – Alto da Glória, Curitiba – PRHorário de abertura dos portões: 10hClassificação Etária: Entrada e permanência de crianças/adolescentes de 5 a 15 anos de idade, acompanhados dos pais ou responsáveis, e de 16 a 17 anos, desacompanhados dos pais ou responsáveis legais. Setores e preços:Arquibancada – R$ 172,50 (meia-entrada legal) | R$ 241,50 (ingresso social) | R$ 345,00 (inteira)Cadeira Superior – R$ 247,50 (meia-entrada legal) | R$ 346,50 (ingresso social) | R$ 495,00 (inteira)Cadeira Mauá e Inferior – R$ 347,50 (meia-entrada legal) | R$ 486,50 (ingresso social) | R$ 695,00 (inteira)Pista Única – R$ 447,50 (meia-entrada legal) | R$ 626,50 (ingresso social) | R$ 895,00 (inteira)VIP Package – R$ 947,50 (meia-entrada legal) | R$ 1.126,50 (ingresso social) | R$ 1.395,00 (inteira) Início das vendas:Venda geral: 30 de janeiro, 12h (on-line) e às 13h nas bilheterias oficiaisVendas onlineBilheteria oficial: Hard Rock Café Curitiba – Rua Buenos Aires, 50 – Batel, Curitiba/PRFuncionamento: Segunda a sábado, das 11h30 às 19h. SÃO PAULOData: 30 de agosto de 2025 (sábado)Local: Allianz Parque – Av. Francisco Matarazzo 1705 – Água Branca, São Paulo/SPHorário de abertura dos portões: 10hClassificação Etária: Entrada e permanência de crianças/adolescentes de 5 a 15 anos de idade, acompanhados dos pais ou responsáveis, e de 16 a 17 anos, desacompanhados dos pais ou responsáveis legais. Setores e preços:Cadeira Superior – R$ 247,50 (meia-entrada legal) | R$ 346,50 (ingresso social) | R$ 495,00 (inteira)Cadeira Inferior – R$ 347,50 (meia-entrada legal) | R$ 486,50 (ingresso social) | R$ 695,00 (inteira)Pista Única – R$ 447,50 (meia-entrada legal) | R$ 626,50 (ingresso social) | R$ 895,00 (inteira)VIP Package – R$ 947,50 (meia-entrada legal) | R$ 1.126,50 (ingresso social) | R$ 1.395,00 (inteira) Início das vendas:Venda geral: 30 de janeiro, 12h (on-line) e às 13h nas bilheterias oficiaisVendas onlineBilheteria oficial: Allianz Parque (após a abertura de venda geral) – Portão A – Rua Palestra Itália, 200 – Perdizes, São Paulo/SPFuncionamento: Terça a sábado, das 10h às 17h | *Não há funcionamento em feriados, emendas de feriados, dias de jogos ou em dias de eventos de outras empresas.

The Maine dá mais uma prévia de XOXO e lança o single April 7th

April 7th é a segunda música lançada do próximo álbum do The Maine, XOXO: Love and Anxiety In Real Time, previsto para 9 de julho. A canção dá seguimento ao mais recente single da banda, Sticky, que ultrapassou a marca de 500 mil streams nos primeiros dias de lançamento. Formado por John O’Callaghan, Kennedy Brock, Jared Monaco, Garrett Nickelsen e Pat Kirch, o grupo norte-americano segue em atividade desde 2007.