Greta Van Fleet resgata as origens em novo single, Play Your Games

O Greta Van Fleet deu início a uma nova fase em sua trajetória. Após realizar uma performance intimista no Bowery Ballroom, em Nova Iorque, o grupo vencedor do Grammy lançou o single e o videoclipe Play Your Games, a primeira amostra oficial de um material inédito desde que a banda decidiu se afastar dos holofotes para compor. Retorno à crueza Diferente de seus trabalhos mais recentes, que exploravam arranjos complexos e uma sonoridade expansiva, Play Your Games aposta na irreverência. O som é o resultado de uma imersão no Tennessee ao lado do produtor Mike Elizondo, conhecido por trabalhos com Fiona Apple e Turnstile. A música foi resgatada de uma demo dos arquivos da banda, capturando a essência dos anos de formação do grupo em Frankenmuth. Para Jake Kiszka, guitarrista da banda, o tema central é simples: “É sobre essa bela natureza de aproveitar um momento”. Estética e universo visual O lançamento é acompanhado por um videoclipe oficial dirigido pela Moonbase, que expande o universo visual da banda. O vídeo reflete a atitude afiada da música, consolidando o que parece ser uma era mais “indomável” do quarteto. Assista ao videoclipe

Matheus Torres explora a nostalgia no novo clipe “Se Você Soubesse”

O cantor e compositor Matheus Torres lançou o clipe de Se Você Soubesse, canção que faz parte de seu mais recente álbum, Tanta Pressa, lançado em março deste ano. Uma balada folk que se desenvolve até chegar em um refrão com abordagem de rock, a faixa é um dos momentos mais delicados do novo trabalho de Matheus, com letra que traz uma carga de afeto, saudade e carinho. “Essa música pode falar de um amor romântico, mas também de um filho, de uma criança, de um cachorro, de um familiar ou de qualquer presença que traga aconchego, luz e sentido”, comenta o artista. Assim, o clipe propõe um clima intimista que acompanha a música. O vídeo se inicia em um espaço onde duas projeções de Matheus Torres são apresentadas a ele próprio: uma vinda do espelho, que reflete a sua imagem; e outra, na parede, apresenta cenas do artista reproduzindo a canção ao violão, tendo a noite iluminada de São Paulo ao fundo. No decorrer do clipe, a projeção na parede ganha protagonismo, com a câmera se movimentando ao redor da performance do artista e, depois, voltando para o espaço inicial do clipe, dando à narrativa um tom de memória e nostalgia. Conectado à canção, que fala de um sentimento de carinho por outra pessoa, o clipe, com imagens da cidade e de Matheus, busca partir da intimidade para tocar o coletivo, evocando lembranças, associações e sentimentos que são comuns ao ser humano. “Se Você Soubesse é, para mim, um dos clipes mais bonitos do projeto porque evoca um sentimento muito presente na minha vida: a nostalgia. Poder construí-lo nesse formato, mostrando literalmente uma pessoa diante de uma imagem do próprio passado, me aproxima muito desse lugar. Minha vontade foi que isso também atravessasse a tela — não necessariamente como nostalgia pelo vídeo em si, mas como um disparador de memórias, afetos e lembranças que cada pessoa carrega dentro da própria história”, afirma Matheus.

Rolling Stones revivem os anos 70 em clipe tecnológico de “In The Stars”

Após o anúncio do aguardado álbum Foreign Tongues, os The Rolling Stones lançaram nesta quinta-feira (14) o videoclipe de seu single principal, In The Stars. O vídeo é uma celebração visual que une o passado glorioso da banda ao futuro da tecnologia audiovisual. Dirigido por François Rousselet (que também assinou o icônico clipe de Angry), o vídeo conta com a participação da atriz Odessa A’zion. O grande diferencial, no entanto, é o uso de tecnologia deepfake pela empresa Deep Voodoo, que recriou os Stones em sua estética clássica da década de 1970, colocando-os para tocar ao lado de artistas e dançarinos de diversas épocas e subculturas. Uma fã no set de In The Stars Odessa A’zion, estrela em ascensão em Hollywood, não escondeu o entusiasmo. “O primeiro disco que ouvi do começo ao fim foi o Tattoo You. Sou obcecada pelos Stones”, revelou a atriz. No clipe, ela atua como o fio condutor dessa jornada atemporal pelas ruas e palcos. Metropolis Studios Gravado em menos de um mês no Metropolis Studios, no oeste de Londres, Foreign Tongues marca o reencontro da banda com o produtor Andrew Watt. O disco chega em 10 de julho como o sucessor do multiplatinado Hackney Diamonds. Para os colecionadores, a banda manteve o mistério até o fim: antes do anúncio oficial, a faixa de abertura Rough and Twisted circulou em edições limitadas de vinil branco sob o pseudônimo The Cockroaches (as baratas), um apelido clássico que o grupo costumava usar em shows secretos. * Tracklist – Foreign Tongues

Livremente Sounds estreia com o clipe inspirador de “Solaris”

A banda paulista Livremente Sounds lançou o seu single de estreia, Solaris, que já está disponível nas principais plataformas digitais. A faixa conta com a produção caprichada de Bruno Dupre, integrante do grupo Brasativa. Composta pelo vocalista Caio antes mesmo de a banda ter sua formação completa, Solaris é, em sua essência, um hino sobre sentir-se vivo e não ter medo de encarar os desafios diários. “É sobre darmos a cara para bater e ter fé, independente da realidade que vivemos. Acreditamos que seja uma canção de esperança por um olhar mais maduro e menos utópico”, revela o cantor. Sombra do CBJR e do reggae A sonoridade da faixa nasceu de forma orgânica. Durante as sessões para criar a melodia, os integrantes estavam imersos no som do grupo norte-americano SOJA, o que naturalmente empurrou a música para uma cadência mais reggae. Mas a grande surpresa veio no ápice da composição. A banda percebeu que a explosão de esperança no final da música carregava uma influência muito direta e visceral de um dos maiores hinos do rock caiçara: “Lugar ao Sol”, do Charlie Brown Jr. “Foi uma influência que aconteceu, não pensamos nisso no primeiro momento, apenas percebemos ao terminar a canção”, afirma Caio. Essa mistura que bebe na fonte do reggae, passa pela energia do hardcore e culmina na atitude rock tem conexão direta com o DNA sonoro que sempre ferveu na Baixada Santista. Mergulho na natureza de São Paulo Para acompanhar o lançamento, a Livremente Sounds também disponibilizou um videoclipe oficial dirigido por Danilo Costa. Com roteiro assinado pelo próprio vocalista, as gravações aconteceram no distrito de Marsilac, no extremo sul de São Paulo, retratando os músicos num dia de folga em total imersão com a natureza — um contraste visual perfeito para a selva de pedra paulistana. Identidade e propósito da Livremente Sounds Formada em 2025 por Caio (voz), Dudu (guitarra), Tufê (baixo) e Funga (bateria), a banda não tem medo de rótulos, mas sabe exatamente onde quer pisar. Eles definem sua sonoridade como um rock com total abertura para experimentações. “Em nossas músicas vai ter rap, reggae, ska, punk rock, hardcore, e no final tudo é rock”, crava o vocalista. Em um cenário musical cada vez mais dominado por lançamentos acelerados e descartáveis, a banda surge com a proposta de construir uma trajetória sólida, focada no longo prazo e na conexão real com o ouvinte.

Anônimos Anônimos lança single e clipe de estrada

A banda Anônimos Anônimos surpreendeu o público nesta quarta-feira (4 de março) com o lançamento do single Do Banco de Trás pra a Direção. A faixa é a segunda amostra do aguardado disco de estreia do grupo, intitulado Acabou Sorrire, que tem previsão de chegada ao streaming em maio, através da Forever Vacation Records. Mergulho no dream pop e a passagem do tempo O novo single marca uma virada interessante na sonoridade da banda. Pela primeira vez, a Anônimos Anônimos apresenta um som que flerta abertamente com o dream pop e o indie, evocando a atmosfera melancólica e melódica de nomes como Turnover e Beach Fossils. Liricamente, a canção aborda o inevitável peso do amadurecimento e a passagem do tempo. O vocalista Flávio contextualiza a mensagem: “É sobre como vamos aprendendo a lidar com as responsabilidades e dificuldades desde a infância, do banco de trás, como observadores, até a vida adulta, indo para a direção como condutores.” Essa pegada mais melódica, segundo a própria banda, acabou se tornando a espinha dorsal de todo o novo disco. O álbum foi gravado e produzido no cultuado Estúdio Costella, um celeiro do underground nacional. “Percebemos que as músicas com melodias fortes e letras pessoais eram onde a banda realmente funcionava. O disco inteiro foi pensado a partir disso”, resume Flávio. Um Opala clássico e o clipe de estrada do Anônimos Anônimos Para ilustrar perfeitamente a metáfora da letra, Do Banco de Trás pra a Direção ganhou um videoclipe belíssimo dirigido por Rick Costa (parceiro de longa data do grupo). Filmado em Arujá (SP), o registro visual é um verdadeiro road movie que mostra a banda na estrada dirigindo um clássico e impecável Opala 67, com direito a modernas imagens em 360 graus e vistas aéreas de drone. 🎫 Próxima parada: Fenda 315 O próximo compromisso da banda já tem data marcada e promete ser especial. A Anônimos Anônimos se apresenta na sexta-feira, 13 de março, na Fenda 315, reduto da cena independente em São Paulo. O show servirá como palco para a gravação do clipe do terceiro e último single antes do lançamento do álbum completo.

Undo lança clipe gerado por IA para a potente “Porcos Não Olham pro Céu”

A banda Undo soltou o videoclipe de Porcos Não Olham pro Céu, uma das faixas de maior destaque do seu recém-lançado álbum homônimo de estreia. O vídeo aposta em uma estética visual intensa e sufocante, mostrando a banda paulistana tocando em meio a um cenário totalmente tomado por chamas. Com uma iluminação quente, marcada por tons alaranjados e sombras profundas, a produção reforça a sensação de urgência e destruição. Inovação da IA e a crítica social em Porcos Não Olham Pro Céu Um dos grandes destaques do clipe é a sua concepção técnica. Feito inteiramente com Inteligência Artificial, o vídeo é um reflexo claro de como essas ferramentas generativas, que já transformaram a nossa rotina de redação e apuração jornalística, estão agora expandindo os limites criativos do audiovisual musical. A IA foi utilizada para criar uma atmosfera caótica em combustão, simbolizando o impacto devastador das chamas que consumiram o Museu Nacional. A performance se transforma em uma representação visual fortíssima sobre perda, memória e, acima de tudo, resistência. Liricamente, Porcos Não Olham pro Céu é uma crítica direta e poderosa às crescentes ameaças autoritárias e às ilusões coletivas alimentadas por discursos de intolerância. A faixa sintetiza o sentimento de vulnerabilidade da sociedade, mas ecoa como um chamado à reação em tempos sombrios. >> LEIA ENTREVISTA COM A UNDO A direção do clipe é assinada por Drico Mello, com arte de Vinny Campos, montagem de Tony Tyger e colorização de Humberto Mundim. Juntos, eles fizeram do vídeo uma fagulha de esperança que insiste em brilhar através da fumaça. Quem forma a Undo? Se você ainda não conhece o projeto, a Undo é o que podemos chamar de um verdadeiro supergrupo do rock tupiniquim. A banda nasceu da inquietação de cinco músicos e compositores de peso da nossa cena:

Joyce Manor libera faixa-título antes do lançamento do novo álbum

A espera de quatro anos está prestes a acabar. Nesta sexta-feira (30), os californianos do Joyce Manor lançam seu novo álbum de estúdio, I Used To Go To This Bar (via Epitaph Records). Mas, para os ansiosos de plantão, a banda decidiu dar um último gostinho do que vem por aí. Faltando poucas horas para o disco chegar às plataformas, o grupo liberou hoje (29) a faixa-título do trabalho. Animação e nostalgia com Joyce Manor A canção I Used To Go To This Bar chega acompanhada de um videoclipe com animações assinadas pela artista Madeline Babuka Black. A sonoridade mantém a pegada enérgica e melancólica que consagrou o grupo na cena pop punk/emo. Este é o sucessor direto de 40 oz. To Fresno (2022) e promete trazer aquela catarse de shows em bares apertados que a banda tanto ama (e que o título sugere). O que já ouvimos? Nos últimos meses, o Joyce Manor preparou o terreno com singles que já caíram no gosto dos fãs.

Superalma troca o espaço pelo concreto de SP no clipe de “Um Motivo Pra Ficar”

Se nas fases anteriores o trio Superalma (antigo Paradise Guerrilla) nos levava para viagens interdimensionais e universos paralelos, agora eles decidiram pousar a nave. E o local de aterrissagem é a selva de pedra. A banda lançou o videoclipe de Um Motivo Pra Ficar, faixa que conta com as participações de Rare Gnxt e MVZZA e é um dos destaques do álbum Todo Tempo Que Virá Depois Desse Momento – Volume 2. São Paulo como personagem Sob a direção de Caio Canine e produção de Gabriel Zerra (nome de peso conhecido por trabalhos na série Sintonia e com artistas como KondZilla e Tropkillaz), o vídeo transforma São Paulo em uma paisagem emocional. A estética visual foge do óbvio: prédios viram labirintos existenciais e o concreto dialoga com o estado interno dos personagens. É uma São Paulo ao mesmo tempo real e onírica, servindo de palco para a fusão sonora de synthpop, R&B e rock alternativo do grupo. “Escolhemos fazer esse clipe em São Paulo, em contraste com todos os clipes anteriores… onde estávamos em ambientes interdimensionais. São Paulo é nossa casa atualmente e a gente quis representar a cidade, a realidade e sair um pouco desses universos paralelos”, explica a vocalista Bella Vox. Do conflito à união na Superalma O lançamento reforça a nova identidade da banda formada por Bella Vox, Frankstation e U.F.O. Se na era Paradise Guerrilla o conceito explorava a dualidade e o conflito, a fase Superalma prega a união e a dissolução de fronteiras. Um Motivo Pra Ficar traduz visualmente essa busca por pertencimento em meio à solidão urbana, mostrando que o “agora” é o único tempo que realmente importa. Assista ao clipe abaixo

Story of the Year lança “Disconnected” e prepara álbum “A.R.S.O.N.”

A contagem regressiva para o oitavo disco do Story of the Year já começou. A banda apresentou a faixa Disconnected, segunda amostra oficial do álbum A.R.S.O.N.. O trabalho completo chega às plataformas no dia 13 de fevereiro de 2026, via SharpTone Records. Com guitarras intensas e os vocais característicos de Dan Marsala, a nova música aborda a frustração de querer melhorar sem saber por onde começar. A letra reflete o conflito interno entre o desejo de cura e a sensação de estar à beira do colapso. De piano a riff pesado O guitarrista Ryan Phillips revelou um detalhe curioso sobre a composição. O riff principal nasceu de uma música que ele escreveu originalmente no piano para um projeto solo. Para transformar a ideia em uma pedrada post-hardcore, a banda contou com uma ajuda de peso. Eles trabalharam ao lado do produtor Colin Brittain, que atualmente ocupa o posto de baterista do Linkin Park. Juntos, eles criaram a base pesada que define a identidade da canção. “A.R.S.O.N.” e a conexão com o Brasil A nova faixa sucede o single Gasoline (All Rage Still Only Numb), que já faz sucesso nas rádios americanas. O título do álbum, inclusive, é um acrônimo para essa frase (“Toda raiva, ainda apenas entorpecido”). O disco promete manter a honestidade que define o grupo desde o clássico Page Avenue (2003). Vale lembrar que o Story of the Year vive um momento especial com os fãs brasileiros. Em 2025, o grupo retornou ao país após 13 anos para apresentações energéticas na I Wanna Be Tour. Agora, em 2026, eles se preparam para grandes festivais como o Download Festival, no Reino Unido. Tracklist de A.R.S.O.N.: