Carlos Sales retrata despedidas no clipe “Espinho”; assista!

O cantor e compositor carioca Carlos Sales reflete despedidas como um caminho sem volta, um olhar pro futuro usando o passado como lição em Espinho. A faixa do seu disco Pra lá de Sério ganhou um clipe com o artista andando sem rumo pela orla do Rio de Janeiro. “A ‘despedida’ retratada ao longo do clipe deixa clara a mensagem que ecoa nos refrões: ‘… a vida não tem bis’. A música ganhou vida sob o olhar do diretor Chris Duk, que retratou a desavença evidenciada na letra de forma poética”, explica Carlos, que lançou originalmente a música em 2017. Além de Pra lá de sério, Carlos Sales tem uma discografia com o álbum Assim (2012) e os singles Festa no Céu, Gostoso Demais e O Jogo (2021), sempre buscando um olhar positivo e de conexões humanas. Na sua estreia, além de tocar bateria, instrumento com o qual iniciou sua carreira, gravou violões, teclados e muitos outros instrumentos. Como baterista, trabalha com Maurício Baia há mais de uma década, com quem já se apresentou no Rock in Rio, no Lollapalooza e no exterior; André Carvalho; Qinhones; Pedro Mann e outros artistas. Integrou bandas marcantes do cenário independente carioca, como Medusas, Mané Sagaz, Les Pops e Stereomoog. Já fez shows também com Arnaldo Brandão, com a banda Hanoi Hanoi e foi baterista em alguns shows do projeto Baú do Raul, onde acompanhou Marcelo Nova, B Negão, Plebe Rude, Wilson Sideral, Rick Ferreira, Sandra de Sá, Chico Chico e Karina Buhr. O clipe é o primeiro dos novos projetos de Carlos Sales. Enquanto isso, a música está disponível para audição nas principais plataformas de música e o clipe, no canal oficial do artista no YouTube.

Citando Cora Coralina, Gio Bianco lança single “Hora de Ficar”

“Nada do que vivemos tem sentido, se não tocarmos o coração da pessoas”. A frase de Cora Coralina, uma das mais importantes escritoras brasileiras, representa a nova fase artística de Gio Bianco, que disponibilizou nesta sexta-feira (7) em todas as plataformas digitais o single Hora de Ficar. A canção fala sobre o brilho do início de uma paixão em um encontro marcante. Certamente, muitas pessoas já passaram, estão passando ou irão passar por esses momentos. Tanto a letra quanto a melodia combinam sentimentos e emoções com uma dose de elegância. O timbre aveludado e a voz melodiosa, características marcantes de Gio Bianco, estão mais presentes do que nunca em Hora de Ficar, que chega acompanhada de um vídeo clipe produzido pelo diretor e fotógrafo Jaques Dequeker. A artista, em conjunto com a equipe de produção definiram o conceito visual de forma refinada, destacando o talento artístico de Gio. A cantora e compositora, nascida em São Paulo, descendente de imigrantes italianos, começou a cantar com 9 anos de idade, influenciada pela sua mãe pianista e professora de música. Com o passar do tempo, Gio começou a participar de produções teatrais, gravar covers e a se apresentar cantando um repertório formado por canções de jazz, MPB, pop e R&B. Neste último ano, Gio se dedicou ao processo de desenvolvimento do seu primeiro EP, intitulado GIO, formado por 4 faixas inéditas: Hora de Ficar, Até o sol nascer, Sobe o som e 10 pras 3, que serão lançadas sequencialmente. A artista mergulhou no processo de criação tendo referencias sonoras relevantes das últimas décadas. Gio trabalhou na composição das letras e melodias, na produção dos arranjos musicais em reuniões com músicos e no aprimoramento de suas técnicas vocais para gravações e apresentações ao vivo. Em seu repertório há também, releituras de hits nacionais e internacionais que serão lançados nas plataformas digitais nos próximos meses.

WRY lança clipe de “Sem Medo de Mudar”, prévia do novo álbum

Banda icônica do underground e do indie rock brasileiro há mais de duas décadas, o WRY prepara os caminhos para seu oitavo álbum de estúdio e o primeiro totalmente em português. O lançamento do selo Before Sunrise Records foi antecipado pelo single Sem Medo de Mudar, uma poderosa declaração de evolução constante, mesmo diante do caos, que agora ganha um clipe. A direção do vídeo é do premiado diretor Alex Batista, que já trabalhou de NxZero, Fresno, e Marília Mendonça até Luis Fonsi e Luan Santana. A ideia é tratar a música com a forte temática que ela carrega: Sem Medo de Mudar fala em reerguer-se apesar do peso do mundo nas costas. Com instrumentações mais oxigenadas, a música dialoga com o momento de tensões políticas e incertezas. Com uma sonoridade breve e pop, o som feroz e melódico mostra uma faceta mais acessível da sonoridade da banda. O WRY, que já frequentou palcos pelo Brasil todo, além de turnês por Portugal, Espanha e Inglaterra, está em plena atividade – o próximo disco, que terá 11 faixas, é o terceiro lançamento em três anos. Em 2020 lançaram o disco Noites Infinitas, o qual entrou em dezenas de listas de melhores do ano, top 10 de programas de rádios brasileiras e norte-americanas e levou o prêmio Dynamite de Melhor Lançamento Indie de 2020. E em 2021 gravaram e lançaram o disco Reviver, uma coletânea de faixas que nunca entraram na sua discografia e que estavam até então inéditas nas plataformas digitais; Reviver também entrou em diversas listas de melhores do ano passado.

Vivi Rocha reflete sobre as incertezas da vida no single e clipe “Vagalume”

Depois de cantar sobre as obras do acaso e subverter expectativas românticas nos singles recentes Um recado pra mim e Com você, a cantora Vivi Rocha faz da inédita Vagalume uma reflexão sobre o que não podemos controlar e sobre as luzes que nos guiam para longe da escuridão. O single chega junto de um clipe, filmado na noite paulistana. Embora o vídeo tenha uma atmosfera urbana, foi numa noite de verão na casa onde morava, no interior de São Paulo, que Vivi Rocha escreveu Vagalume. É na primavera e no verão que esses pequenos insetos fazem, em lugares onde ainda há verde, um show de luzes espetacular, desses capazes de hipnotizar qualquer pessoa vinda da cidade grande. É um espetáculo com época marcada (no resto do ano, os vagalumes são larvas) e horário certo – o anoitecer. A partir desse reencontro com a natureza, a cantora e compositora paulistana reflete sobre as incertezas da vida, as esperas, os momentos de escuridão e iluminação. Produzida por Habacuque Lima, a canção conta com a voz de Vivi e os pianos de Danilo Andrade. Este é o terceiro lançamento do projeto Impermanente, financiamento coletivo para a construção do segundo álbum da cantora. O videoclipe, dirigido por Habacuque Lima e Pedro Leme, dialoga com a cidade e suas luzes que piscam e lembram vagalumes. Também trata dos ciclos da vida e das memórias antigas que são substituídas, com o tempo, por novas. A capa do single e algumas das imagens utilizadas no videoclipe foram construídas por meio do software de inteligência artificial Midjourney.

Arann lança single duplo Mitomaníacos e vídeo de O Ditador

A banda Arann lançou o single duplo Mitomaníacos, composto pela faixa-título e O Ditador. Aliás, a segunda canção ganhou um videoclipe também. Mitomaníacos é um single duplo com músicas que criticam por meio de comparações e trocadilhos o uso e compartilhamento das fakes news no Brasil, e o desgoverno que as propaga como senso comum. Pelo excesso dessa ferramenta de manipulação nas redes e prevendo o momento caótico que viria com as eleições. O single foi escrito no início de 2021 por Wil Viana e gravado em 2022 às vésperas das eleições por entender ser um momento crucial de posicionamento me reflexão. Com o som característico pelo seu riff e melodias marcantes, Arann mais uma vez surpreende com sua identidade sonora e visual.

Fresno reflete sobre sentimentos e expurga antigos fantasmas em clipe

Fazer terapia é um convite para o autoconhecimento, pois, no caminho, se identifica falhas, mas também se aprende a administrar os sentimentos. É algo libertador e assustador ao mesmo tempo. Esse foi o processo que levou Lucas Silveira, que completa a Fresno ao lado de Vavo e Guerra, a compor Casa Assombrada, terceira faixa da tracklist do disco Vou Ter Que Me Virar (2021). Hoje (14), a canção ganhou um videoclipe. A busca por externalizar essas reflexões se desdobrou em um registro audiovisual dirigido por Gabriel Twardowski e produzido pela Flavor Studio. “Pensei muito sobre o que a gente realmente tinha que cumprir quando falamos sobre casa assombrada em um vídeo, porque é um assunto muito clássico”, explica Gabriel, que completa: “foram meses pra entender até que ponto a gente podia fazer algo novo e demonstrar isso com personalidade, assim como a música retrata o novo momento da banda”. Mesclar a gravação original com efeitos visuais foi a maneira que o diretor encontrou, ao lado da Fresno, para atingir esse objetivo. Combinar o real com o virtual, inclusive, é algo que o grupo tem explorado nos últimos lançamentos. “Casa Assombrada é um dos carro-chefes de Vou Ter Que Me Virar. Ela causa uma identificação muito grande com o público, porque cada pessoa que ouve tem os seus próprios fantasmas para lidar”, comenta Lucas. Não à toa, a faixa é a segunda mais executada do álbum, ultrapassando a marca de 1 milhão e meio de plays, e uma das mais aguardadas das performances ao vivo. O disco, lançado em novembro do ano passado, tem ainda os videoclipes de Já Faz Tanto Tempo, com participação do Lulu Santos (assista aqui), e Vou Ter Que Me Virar. Esse trabalho também conta com dois compilados de remixes, o VTQMV RMXS 01 e VTQMV RMXS 02.

Lori mergulha no indie pop em Prison of My Mind; assista ao clipe

Como que a gente aprende a lidar com as mudanças na vida? Terapia, leitura de tarô ou voltando para as origens espirituais? Em Prison of My Mind, o novo clipe de Lori, a cantora e compositora ítalo-brasileira busca diversas soluções para a cura de sua inquietude. O single é o primeiro em inglês na carreira da artista e traz referências múltiplas, tais como o indie pop de Scarlett, em Sweet Talk; os synths e doçura da canção Telepatia, da Kali Uchis; as guitarras groovadas de bandas como The Marías; e, até mesmo, a produção vocal inspirada nos vocais etéreos da Kate Bush. “Essa é uma introdução para apresentar as músicas em outros idiomas do meu disco: inglês e italiano. E esse é também o primeiro single que explora mais o meu lado indie pop, que estava presente no EP Vênus em Virgem (2019), em faixas como Interlagos. E mais importante que tudo, em POMM falo de sentimentos que sempre fizeram parte de mim e do meu mundo: a busca por paz de espírito, os sentimentos deixados pelas pessoas que passaram pela minha vida e foram embora, o meu futuro na música…”, explica Lori. O single Prison of My Mind embora retrate muitas das reflexões que a cantora sentiu nos últimos anos, já foi um poema antigo que carregava desabafos ao lidar com a perda e o trauma na sua vida. A transformação para música foi feita com Gabriel Nascimento – parceiro de Lori desde o primeiro single da carreira – na busca por refletir na música a sensação de inquietação e de esperar por algo melhor. “Ela se tornou, desde aquela época, uma música que eu canto com os pulmões cheios, sentindo todas as palavras. Em todas as fases da produção do álbum ela foi uma faixa protagonista. Sempre imaginei como cenário pegar uma estrada de noite, olhando pela janela enquanto os carros e as luzes passam por você. Deixando pra trás e seguindo em frente. No clipe, feito pelo Lavanderia Studio, trouxemos justamente a cena do carro em movimento junto com cenas embaixo d’água para remeter a essas sensações de nostalgia e movimento”, detalha Lori. Lori é uma artista pop ítalo-brasileira com forte influência do EDM/synthpop/R&B e uma das artistas do selo PWR Records. Em sua discografia ela traz o EP Vênus em Virgem (2019) e os singles Choro na Cama, Introestelar e Popstar, que direcionam sua carreira com um maior foco no mercado do pop brasileiro, criando a estética de seu disco de estreia Cuore Aperto, ainda sem previsão de lançamento. O single Prison of My Mind é uma composição da Lori e do Gabriel Nascimento, que também é responsável pela produção, mixagem e masterização da música. As guitarras também foram gravadas por ele e por Lucas Carrasco, guitarrista oficial da banda. Já a capa do single é uma criação de Janaína Morena. O clipe, por sua vez, contou com produção do Lavanderia Studio, e roteiro da Lori. A direção é da própria cantora junto a Rafa Souza, que também foi responsável pela filmagem, montagem e edição. A assistência de produção, direção, fotos e backstage são da Janaína Morena, que também atuou no clipe junto a Lucas Carrasco.

Tim Bernardes costura cenas de um “sonho lindo” em “A Balada de Tim Bernardes”

“Parece que esse clipe começou a ser filmado há 31 anos”. Tim Bernardes se relaciona com a música desde o berço e esse aspecto pode ser acompanhado a partir de cenas reais, retiradas de fitas VHS da sua família, que foram combinadas com filmagens de making of do álbum Mil Coisas Invisíveis para compor o novo videoclipe de A Balada de Tim Bernardes. Na canção, o músico paulistano homenageia o passado, falando sobre acordar de um sonho, representado pela infância, e também sobre despertar para um novo momento de vida no presente – com a música sempre ao seu lado (assista aqui). Filmadas com uma câmera analógica restaurada pelo diretor Andrei Moyssiadis (que assina o clipe juntamente com o próprio Tim Bernardes), as cenas de making of do álbum Mil Coisas Invisíveis – lançado em julho pelo Coala Records e distribuído globalmente pelo Psychic Hotline – são combinadas com imagens do acervo da família de Tim, gravadas em fita VHS por seus parentes. Nos vídeos antigos, é possível ver cenas dele junto dos seus primos e irmãos brincando com instrumentos musicais e criando cenas teatrais. “O maior trabalho foi descobrir como fazer esse mosaico entre presente e passado de uma maneira esteticamente forte e que misturasse os universos de estúdio, de família, dos vinis, das coisas que me formaram musicalmente. No fim, eu fiquei muito contente”, pontua Tim. A Balada de Tim Bernardes é uma faixa autobiográfica que levou anos para ser finalizada. “Eu já tinha uma parte dela, só que fui adicionando versos… Por um lado, essa letra é muito pessoal. Geralmente, as minhas composições são feitas de um eu lírico encaixado no outro e nesta tem várias coisas pessoais”, explica Tim. Agora, nessa montagem com cenas da vida do cantor e compositor, o público confere um pouco mais do que o forma enquanto pessoa, mas não só. “Também fala da minha relação com a música, como eu tenho ela como um espaço mais sublime, sagrado na minha vida, de uma maneira cotidiana, simples e direta – sem se levar tão a sério”, finaliza.