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Crítica | 365 Dias: Hoje

Engenharia do Cinema

Realmente não tem como conseguir levar a sério este “365 Dias: Hoje“. Desde seu problemático prólogo, vemos que trata-se de um filme feito às pressas e o único interesse nele é os grandes acessos e bafafá que iria gerar em torno do nome da Netflix, na mídia em geral. Esquecendo totalmente o arco do filme de 2020, parece que este longa polonês de Barbara Bialowas e Tomasz Mandes (que também cuidam do “roteiro” com Mojca Tirs) só se preocupa gravar uma grande quantidade de cenas de sexo, deixando totalmente de lado uma “possível história”.

O longa já começa com o casamento de Laura (Anna Maria Sieklucka) e Massimo (Michele Morrone), independentemente de como eles terminaram no último longa (brigados e ela sofrendo um acidente de carro, onde sequer sabemos se ela tinha ficado viva). Mas tudo acaba indo de pernas pro ar quando o irmão gêmeo de Massimo, Adriano (também vivido por Morrone) aparece e Laura começa a se envolver com seu jardineiro (sim, não estou brincando a trama é essa).

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Imagem: Netflix (Divulgação)

Durante os 15 primeiros minutos de filme, confesso que fiquei procurando alguma explicação para os eventos do desfecho do último longa e até mesmo uma potencial história. Mas, ao invés disso me deparei com erros de mixagem de som (uma vez que além das vozes terem saído abafadas, em relação às músicas de fundo, ficou nítido que na pós-produção muitas falas foram mudadas de última hora) e até mesmo de enquadramentos. Como estamos falando de um soft porn (que é uma encenação banal do ato sexual), tudo é feito com o intuito de “fingir” o ato e isso acaba nos brindando com cenas péssimas e vergonhosas.

Quando já estamos na metade do filme, e na milionésima cena de sexo, não começamos a entender absolutamente nada do que realmente está acontecendo. A não ser que Laura acaba sendo mais vilã que mocinha (já que as suas cenas se resumem a frases de efeito e cenas de sexo, nas diversas maneiras possíveis, com o seu marido e o Jardineiro).

Mesmo com “Morbius” se achando a maior porcaria de 2022, a Netflix chega com uma voadora sobre ele e coloca em seu lugar este “365 Dias: Hoje“. Facilmente teremos a pior franquia da história do cinema com estes títulos.

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