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Crítica | Persuasão

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Realmente a Netflix está cada vez mais se tornando um caso para estudo, pois os caras conseguem estragar até icônicas obras literárias de renomadas escritoras como Jane Austen (“Orgulho e Preconceito“). “Persuasão” não é sua escrita mais famosa, porém ao anunciar que teríamos como protagonista a atriz Dakota Johnson, a produção começou a chamar atenção dos fãs (já que estamos falando de uma escritora, que também tem uma enorme parcela consumidora da franquia literária/cinematográfica “50 Tons de Cinza”). Só que ao conferir o filme, vemos que o roteiro de Ron Bass e Alice Victoria Winslow parecia querer plantar várias sementes, que não deram suas frutíferas.    

 A história mostra Anne Elliot (Johnson), a filha do meio do Sir Walter Elliot (Richard E. Grant), que sai em viagem com sua futura esposa, e filha mais velha (Yolanda Kettle), deixando sua mansão aos cuidados de Anne. Só que ela não imaginava que durante este período, iria esbarrar com sua antiga paixão Frederick Wentworh (Cosmo Jarvis), que chegou a ter um complexo relacionamento no passado.   

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Imagem: Netflix (Divulgação)

É complicado pensar que estamos falando da pior adaptação de uma obra de Austen. O roteiro realmente parece que sofreu diversos problemas em sua concepção, pois tópicos, abordagens e até mesmo personagens, somem e reaparecem no enredo. Nos minutos iniciais, Johanson consegue captar a atenção do espectador de forma simples e sutil: quebra da quarta parede, e conversa conosco sobre como é seu dia e sua família.

Porém, conforme o enredo avança isso é deixado de lado, junto com o teor cômico que estava sendo estabelecido. Apesar da plataforma ter vendido o ator Henry Golding (Mr. Elliot) como um dos protagonistas, ele acaba tendo uma aparição tão breve e mesquinha, que pensamos no motivo do serviço ter usado ele como um dos grandes caracteres da trama. Isso sem citar que Anne e Frederick não possuem química alguma, e é nítido que os atores não estão confortáveis com essa “incentivada” do roteiro.

Como estamos falando de um filme de época, o roteiro ainda faz o favor de retratar suas coadjuvantes da maneira mais clichê possível. Temos as irmãs Musgrove, Mary (Mia McKenna-Bruce) sendo a mais mimada e irritante, Louisa (Nia Towle) a mais romântica enquanto Henrietta (Izuka Hoyle) só está ali para tapar algum buraco (que termina sem ser fechado). Chega a ser vergonhoso termos essa forçação de barra, neste tipo de produção.

Persuasão” consegue não só ser a pior adaptação de Jane Austen, como também um filme que tenta ser uma comédia, romance e drama, mas falha até ser em adição no catálogo da Netflix.

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