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Crítica | Spree

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Já virou algo bastante comum e um tanto peculiar (em um submundo da internet, na maioria das vezes), algumas pessoas transmitirem crimes em chats on-line. A atitude pode parecer bastante doentia, mas acaba rendendo frutos financeiros para muitos (estou falando sério). E em cima desta situação bizarra, é que foi concebido o longa “Spree“.    

A história gira em torno do influenciador Kurt Kunkle (Joe Kerry), que após uma grande queda no número de visualizações em suas redes sociais, onde apresentava o vlog “O Mundo de Kurt“, ele resolve apelar para algo totalmente diferente: começa a registrar suas rotinas como motorista na plataforma “Spree“, e à cada novo passageiros, ele vai cometendo diversos crimes totalmente bizarros.

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Imagem: SuperBloom Films (Divulgação)

Começo enfatizando que a direção de Eugene Kotlyarenko (que também assina o roteiro com Gene McHugh), procura gravar a produção como se realmente fosse um registro de blogueiro. Seja por intermédio das janelas de chat, câmeras no carro e até mesmo câmeras de segurança das ruas por onde o Kurt trafega. Isso é meramente proposital, pois funciona como uma mera atmosfera para estarmos dentro daquele mundo de redes sociais que se estabelece o filme.    

Embora o intuito não seja criarmos um certo vínculo com nenhum dos personagens, a ideia de colocar Kerry como protagonista deste tipo de produção foi por conta de sua imagem no cinema (do cara legal e amigo das crianças de “Stranger Things”). E em “Spree” acabamos tendo uma enorme desconstrução deste perfil, em menos de 10 minutos. E com direito a muito sangue! Porém, o filme acaba perdendo um pouco da sua atmosfera, quando procura focar na humorista Jessie Adams (Sasheer Zamata), que certamente acabou tendo seu arco totalmente forçado e repleto de clichês (quem viu o longa, sabe o que estou falando).

Spree” acaba sendo uma grata surpresa no catálogo do HBO Max, mas ao mesmo tempo nos faz refletir o quão o ser humano está ficando pior para conseguir conquistar números altos, em redes sociais.

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