Havok volta ao Brasil em julho no Dia Mundial do Rock

A banda norte-americana Havok confirmou seu retorno à América Latina em julho, reacendendo a expectativa dos fãs de thrash metal. No Brasil, o show está marcado para 13 de julho, no especial do Dia Mundial do Rock do Manifesto Rock Bar, em São Paulo. A turnê irá passar também por México, El Salvador, Guatemala, Uruguai, Argentina e Chile, consolidando a forte relação do grupo com o público latino-americano. Reconhecido como um dos principais nomes do thrash metal moderno, o Havok construiu sua reputação a partir de uma sonoridade que combina velocidade, agressividade e precisão técnica. Os shows da banda são conhecidos pela alta intensidade, riffs agressivos e pela atmosfera explosiva, com mosh pits que transformam cada apresentação em uma experiência visceral para o público. A nova turnê chega cercada de expectativa justamente por esse histórico de performances energéticas e pela forte recepção que o grupo sempre teve em solo latino-americano. Conheça o Havok Formado em 2004, em Denver, nos Estados Unidos, o grupo é liderado pelo vocalista e guitarrista David Sanchez e se destacou na nova geração do thrash ao lado de nomes que ajudaram a revitalizar o gênero no século 21. Álbuns como Burn, Time Is Up, Unnatural Selection e V consolidaram a identidade da banda, fortemente influenciada pela escola clássica do thrash metal, mas com personalidade própria, marcada por riffs velozes, letras afiadas e uma abordagem contemporânea. A passagem do Havok pelo Brasil reforça a relevância do país no circuito internacional do metal, especialmente dentro do thrash, gênero que segue mobilizando uma base fiel e apaixonada de fãs. A expectativa é de casa cheia em São Paulo, em uma noite que deve reunir clássicos da carreira e faixas mais recentes, mantendo o peso e a adrenalina que transformaram a banda em uma das maiores forças do estilo na atualidade. Serviço Segunda, 13 de Julho de 2026 – Abertura: 20:00 Manifesto Rock Bar – Rua Ramos Batista, 207 – Vila Olímpia – São Paulo, SP Classificação: +16 Ingressos: Clube do Ingresso

Entrevista | Venom – “Temos 13 faixas matadoras das quais estamos muito satisfeitos”

O Venom retorna com força total em seu novo álbum, “Into Oblivion”, que será lançado nesta sexta (01/05). O trabalho amplia os limites da fase recente da banda sem abrir mão da essência que a transformou em referência do metal extremo. Em entrevista ao Blog n’ Roll, o baterista Dante destacou que o disco apresenta uma sonoridade mais diversa, com experimentações que passam por atmosferas densas, elementos próximos do progressivo e momentos de forte identidade clássica. Mantendo o som cru e sombrio que consolidou sua trajetória, a banda liderada por Cronos aposta agora em uma produção mais refinada, sem perder a “sujeira” característica do Venom. Dante também relembrou sua entrada em 2009, quando fez sua primeira turnê justamente pela América do Sul, encerrando a passagem em São Paulo, experiência que ele definiu como decisiva para entender a dimensão histórica do grupo e a paixão do público brasileiro. Into Oblivion | Expansão sem perder a essência Segundo Dante, o novo trabalho mostra uma banda disposta a experimentar mais do que nos discos anteriores. O baterista destacou que houve maior liberdade para explorar texturas, ambiências e diferentes estilos dentro do próprio universo do Venom, sem romper com a identidade clássica que os fãs reconhecem imediatamente. Faixas como “As Above So Below” e “Unholy Mother” foram citadas como exemplos desse novo momento, enquanto músicas como “Kicked Out of Hell”, “Death the Leveler” e “Lay Down Your Souls” carregam o DNA mais direto e agressivo do grupo. O impacto da estreia na turnê América do Sul Ao lembrar de sua chegada ao Venom, Dante apontou a primeira turnê sul-americana em 2009 como um divisor de águas. Foi nesse momento, ao testemunhar a reação intensa do público brasileiro, que ele percebeu a dimensão histórica da banda e o tamanho de sua responsabilidade dentro do grupo. Como você compara o novo álbum com os trabalhos mais recentes do Venom? Acho que, falando dos álbuns em que eu toquei, este é o quarto agora, obviamente, para mim é o melhor. E não estou dizendo isso só porque é o nosso disco novo, porque todo mundo costuma falar isso quando está lançando um álbum, mas eu realmente amo esse trabalho. Sinto que todos nós expandimos um pouco os limites, tanto na forma de tocar quanto na composição. Acho que estamos tocando em outros estilos também, há um pouco de progressivo em algumas músicas, especialmente em faixas como “As Above So Below”, que é muito diferente e bastante atmosférica. Em “Unholy Mother”, por exemplo, o início parece um teclado, mas não é, são vozes com reverbs e delays. Experimentamos muito mais neste álbum do que nos anteriores. No fim, temos 13 faixas matadoras das quais estamos muito, muito satisfeitos. Você citou experimentação, né? Existe alguma música em que você sente que conseguiu expandir mais seus limites? Existem algumas, porque o álbum é muito diverso. Há faixas com uma pegada mais tribal, outras com um clima galopante, e também aquelas músicas mais clássicas do Venom, bem na cara, como “Death the Leveler”, “Kicked Out of Hell” e “Lay Down Your Souls”. Mas, para mim, a minha favorita é “As Above So Below”, justamente porque ela é muito diversa. Além disso, neste álbum foi a primeira vez que eu e Rage cantamos em músicas do Venom. Estamos fazendo backing vocals e até alguns gang chants. Nessa faixa em específico, estamos cantando em latim, então há muita coisa diferente acontecendo. Sabemos que os fãs de metal são muito exigentes e apaixonados. Como vocês trabalharam o equilíbrio entre manter a essência clássica do Venom e trabalhar as experimentações? Ah, ainda tem muito daquela vibe old school, sem dúvida. Acho que o lado atual vem mais pela produção, que hoje é um pouco mais refinada, mas sem perder aquela sujeira. Se você voltar aos primeiros álbuns, a produção era muito primitiva, porque era o que se tinha na época. Hoje temos recursos como Pro Tools e trabalhamos bastante para acertar o som. Mesmo assim, não superproduzimos nada, porque queremos manter esse som cru e sujo, que é a marca do Venom. E tem outra coisa: quando o Cronos abre a boca, você sabe imediatamente que é Venom. Como foi entrar em uma banda com um legado tão forte? Foi incrível. Aquilo foi em 2009, mais ou menos nessa época do ano, em maio. Fui chamado para uma audição, passei, começamos a ensaiar e eu tive que aprender o repertório rapidamente porque já havia uma turnê pela América do Sul marcada para o fim daquele ano. Meus primeiros shows foram justamente aí, perto de você. Fizemos México, Colômbia, Chile, Argentina e terminamos em São Paulo, o que foi imenso. Claro que eu já conhecia o nome Venom, quem não conhece? Mas acho que eu ainda não tinha entendido a magnitude colossal do status da banda, especialmente na América do Sul. Os fãs daí são os mais apaixonados do mundo, sem dúvida. Nota da Redação: O show do Venom foi, na verdade, no Victoria Hall em São Caetano no dia 12 de dezembro de 2009. A apresentação de Dante em São Paulo foi como baterista da banda de Tony Martin no dia 06 de setembro na casa Blackmore Rock Bar. Há alguma lembrança que tenha te marcado especialmente? Acho que toda vez que vamos ao Brasil é uma experiência incrível. Os fãs são sempre muito barulhentos, muito apaixonados, é algo realmente especial. Já toquei no Brasil antes mesmo de entrar no Venom, em lugares como Rio e Brasília, mas vir com o Venom foi algo imenso. Em que momento você sentiu que se tornou parte da história do Venom? Acho que foi já nessa primeira turnê. Ver a reação dos fãs e perceber o quanto a banda significa para as pessoas foi algo muito marcante. Lembro de um show em que o promotor organizou concursos em revistas de rock para que alguns fãs ganhassem equipamentos assinados, álbuns e camisetas. Encontrar essas pessoas e ver algumas delas quase em lágrimas por estarem na mesma sala com

Bad Religion entrega aula de punk rock para pais e filhos em São Paulo

Bad Religion 2026

Já se passaram quase 30 anos desde a primeira vez que assisti ao Bad Religion no Brasil. De lá para cá, houve mudanças na formação (principalmente na bateria), muitos cabelos brancos e diferentes formatos de show (de festivais a casas de diversos tamanhos). O que impressiona, no entanto, é como a banda jamais perde o gás. Seja na primeira ou na décima vez, o show continua sendo parada obrigatória para quem ama punk, hardcore e suas vertentes. Setlist atemporal do Bad Religion O aspecto mais interessante da apresentação é notar como o repertório soa atual. Das 1h20 de show, o arco temporal foi de Recipe For Hate, que abriu a noite, até o hino American Jesus, responsável pelo encerramento. Aula de história (com distorção) Essa atualidade explica a comoção de muitos pais na pista premium do Espaço Unimed. Era visível a presença de crianças e adolescentes acompanhando seus responsáveis para assistir a uma verdadeira aula de história ministrada por um PhD em Zoologia (Greg Graffin). Graffin conduz o espetáculo amparado pelo peso das guitarras de Brian Baker e Mike Dimkich, além dos backing vocals viscerais do baixista Jay Bentley. O baterista Jamie Miller, no grupo desde 2016, completa a cozinha com precisão absoluta. Estatísticas e ausências no set do Bad Religion Dos 17 álbuns de estúdio, a banda visitou 12 deles. The Gray Race foi o grande protagonista da noite, com cinco faixas. American Jesus para fechar o arco Para selar a atemporalidade, American Jesus (1993) fechou o set. A música, que nasceu como resposta à Guerra do Golfo (sob o comando de Bush pai), permanece dolorosamente precisa ao descrever o imperialismo norte-americano, independentemente de quem ocupe a Casa Branca. Como citado na biografia Do What You Want, o Bad Religion vive uma espécie de déjà vu constante. A obra relata que figuras como fundamentalistas e negacionistas climáticos sempre encontram eco no poder, tornando as letras de 30 anos atrás tão urgentes quanto as de hoje. O Bad Religion não suporta a ideia de que uma única nação possa determinar o futuro do mundo. Enquanto os integrantes deixavam o palco, Jay Bentley resumiu o espírito da noite com um discurso direto: “A mudança depende de vocês. Só vocês podem mudar o mundo.”

Deep Purple confirma show único em São Paulo para dezembro

O Deep Purple anunciou seu retorno ao Brasil para uma apresentação única em São Paulo. O show acontece no dia 5 de dezembro (sábado), no Suhai Music Hall. As vendas começam no dia 7 de maio (quinta-feira), às 10h online e 11h na bilheteria física. O espetáculo é tratado como o “último grande show do ano” e faz parte da turnê mundial que promove o aclamado álbum =1. O trabalho prova que, mesmo após décadas de estrada e mais de 100 milhões de discos vendidos, o grupo mantém a vitalidade e a criatividade em alta. Formação O público brasileiro terá a chance de ver um time de virtuosos no palco. A formação atual conta com os membros históricos Ian Gillan (vocais), Roger Glover (baixo) e Ian Paice (bateria), acompanhados pelo mestre dos teclados Don Airey e pelo guitarrista Simon McBride, que trouxe um novo fôlego e técnica impecável às performances ao vivo. No repertório, a promessa é de uma chuva de clássicos. Hinos como Smoke on the Water, Highway Star, Burn e Perfect Strangers são presenças obrigatórias, dividindo espaço com as novas composições que já caíram no gosto dos fãs. Setor Inteira Meia-Entrada Camarote A R$ 900,00 R$ 450,00 Camarote B R$ 860,00 R$ 430,00 Camarote C R$ 820,00 R$ 410,00 Pista Premium R$ 800,00 R$ 400,00 Mezanino Lateral (Dir/Esq) R$ 640,00 R$ 320,00 Pista / Mezanino Central R$ 460,00 R$ 230,00

Santos celebra os 50 anos do Iron Maiden com show e documentário

Se existe uma banda que faz parte do DNA de qualquer fã de heavy metal, essa banda é o Iron Maiden. Em 2026, o grupo liderado por Steve Harris completa meio século de uma trajetória que mudou a história do rock. Para celebrar esse marco, o Cine Roxy 5, em Santos, preparou um evento especial para o dia 8 de maio: o Up the Roxy! Aquecimento com a Flight of the Maiden A programação começa cedo, às 20h, no foyer do cinema. A banda santista Flight of the Maiden, conhecida pela fidelidade técnica ao repertório dos ingleses, fará um show gratuito para o público. No setlist, hinos que atravessam décadas como The Trooper, Fear of the Dark, Run to the Hills e Wasted Years. Estreia: Burning Ambition Na sequência, às 22h, o foco se volta para a Sala 5 com a exibição do documentário oficial Iron Maiden: Burning Ambition. Lançado mundialmente em maio de 2026, o longa revisita os 50 anos da Donzela de Ferro. O filme traz: Serviço: Up the Roxy! – Iron Maiden 50 Anos

Dinamite Club quebra hiato de 9 anos com o visceral “Cortisol”

Manter uma banda de rock no Brasil é um exercício de resiliência. Para o Dinamite Club, essa jornada de 16 anos acaba de ganhar seu capítulo mais denso e honesto. O grupo lançou o álbum Cortisol, via Crocante Records, quebrando um jejum de nove anos sem um disco cheio. O trabalho é o primeiro registro da banda como trio, com Bruno Peras (voz/baixo), Márcio Rodrigues (guitarra/voz) e Jaime Xavier (bateria), e funciona como um expurgo sonoro de quase uma década marcada por perdas irreparáveis, burnout, ansiedade e o isolamento da pandemia. Do ensolarado ao confessional Se nos álbuns anteriores, como Nós Somos Tudo o Que Temos (2017), o Dinamite Club flertava com um pop-punk enérgico e por vezes ensolarado, Cortisol segue o caminho oposto. O título não é por acaso: o disco trata do hormônio do estresse e da tentativa de sobreviver a um cotidiano que “acelera e massacra a gente”, como define o guitarrista Márcio Rodrigues. O disco nasceu sob a sombra do luto pela perda de Leon, integrante fundador falecido em 2018, e das profundas transformações psíquicas dos membros. “A gente nunca ia conseguir negligenciar tudo o que passou para continuar falando só sobre coisa boa. Seria desonesto”, explica Márcio. O resultado é um instrumental mais pesado, cadenciado e letras que não escondem o desgaste da vida adulta. Arte e estratégia do Dinamite Club A capa do disco, desenhada à mão pelo baterista Jaime Xavier, ilustra uma cabeça formada por comprimidos — uma referência direta aos tratamentos terapêuticos e medicamentosos que atravessaram o processo criativo. Musicalmente, o álbum foi gravado e mixado por Ali Zaher Jr. (baixista do CPM 22) no Sunrise Studios. A faixa Invisível foi escolhida como foco inicial por servir de ponte entre o passado melódico da banda e o presente mais denso. O disco ainda conta com a participação de Renan Sales (Metade de Mim) na música Hoje, Só Amanhã. Vitória da catarse Para Bruno Peras, o nascimento de Cortisol é uma vitória contra o acúmulo de dificuldades que quase paralisaram o grupo. “Esse disco é fruto de um sentimento contra tudo e contra todos”, resume. Em vez de focar em singles prévios, a banda optou por lançar a obra completa, permitindo que o público mergulhe na narrativa sem interrupções.

Nasi, do Ira!, lança álbum experimental guiado por IA

Quem espera o tradicional blues-rock de Nasi em seu novo trabalho solo terá uma surpresa, e das grandes. O cantor lançou na última sexta-feira (24), via Ditto Music, o álbum nAsI – Artificial Intelligence. O projeto é uma incursão audaciosa por gêneros como samba da velha guarda, trap, corrido mexicano e cumbia, utilizando a IA como uma ferramenta de co-criação para reinventar composições de sua própria carreira. “Esse não é um disco de rock ou blues. É um disco experimental que, ajudado pela IA, me levou a cantar gêneros que são muito distantes da minha seara”, explica o artista. Segundo Nasi, a ideia começou como uma “brincadeira que ficou séria”, resultando em seis faixas que desafiam o preconceito dos puristas. Reinvensão do repertório Com a colaboração do músico Augusto Júnior, Nasi selecionou “pepitas” de seu catálogo e as transformou radicalmente. Confira o que esperar de cada faixa: Humano vs. artificial Apesar do uso da tecnologia, o disco mantém o toque humano com participações de peso, como o guitarrista Johnny Boy e instrumentistas de sopro e cordas. Nasi é enfático: “Isso não é o futuro da minha música, nem o futuro da música. Mas o futuro pertence à interação entre humano e artificial, disso não tenho dúvida”.

Gustavo Spínola estreia projeto com bênção de Ivan Lins

A música brasileira ganha um novo roteiro emocional com o lançamento de Do Acaso ao Cais – Volume 1, o primeiro movimento do novo álbum de Gustavo Spínola. O trabalho, que será apresentado em três etapas ao longo dos próximos meses, explora a ideia de encontros casuais que acabam se tornando portos seguros na vida de cada um. Neste primeiro volume, Spínola apresenta duas canções que sintetizam a sofisticação e a identidade autoral do projeto. A abertura fica por conta de Voa, composição de Gustavo que ganha um peso histórico com a participação de Ivan Lins. O dueto não é apenas uma colaboração, mas um selo de aprovação de um dos maiores mestres da nossa harmonia. “Eu fiquei impressionado com esse jovem músico e compositor. Trabalho elaborado e intrigante”, declarou Ivan Lins sobre a experiência em estúdio com Gustavo. Ansiedade do cotidiano e o toque de New Orleans Se Voa traz o lirismo, a faixa que encerra o EP, O Dia, mergulha na narrativa do cotidiano. A música captura aquele sentimento universal de esperar por alguém enquanto o tempo parece congelar. A construção sonora de O Dia é um espetáculo à parte: Convite à escuta atenta Consolidando este primeiro volume com uma faixa inédita, Gustavo Spínola se firma como uma das vozes mais interessantes da MPB moderna, capaz de unir a tradição da canção a elementos globais com extrema sensibilidade.