Deep Purple confirma show único em São Paulo para dezembro

O Deep Purple anunciou seu retorno ao Brasil para uma apresentação única em São Paulo. O show acontece no dia 5 de dezembro (sábado), no Suhai Music Hall. As vendas começam no dia 7 de maio (quinta-feira), às 10h online e 11h na bilheteria física. O espetáculo é tratado como o “último grande show do ano” e faz parte da turnê mundial que promove o aclamado álbum =1. O trabalho prova que, mesmo após décadas de estrada e mais de 100 milhões de discos vendidos, o grupo mantém a vitalidade e a criatividade em alta. Formação O público brasileiro terá a chance de ver um time de virtuosos no palco. A formação atual conta com os membros históricos Ian Gillan (vocais), Roger Glover (baixo) e Ian Paice (bateria), acompanhados pelo mestre dos teclados Don Airey e pelo guitarrista Simon McBride, que trouxe um novo fôlego e técnica impecável às performances ao vivo. No repertório, a promessa é de uma chuva de clássicos. Hinos como Smoke on the Water, Highway Star, Burn e Perfect Strangers são presenças obrigatórias, dividindo espaço com as novas composições que já caíram no gosto dos fãs. Setor Inteira Meia-Entrada Camarote A R$ 900,00 R$ 450,00 Camarote B R$ 860,00 R$ 430,00 Camarote C R$ 820,00 R$ 410,00 Pista Premium R$ 800,00 R$ 400,00 Mezanino Lateral (Dir/Esq) R$ 640,00 R$ 320,00 Pista / Mezanino Central R$ 460,00 R$ 230,00
Santos celebra os 50 anos do Iron Maiden com show e documentário

Se existe uma banda que faz parte do DNA de qualquer fã de heavy metal, essa banda é o Iron Maiden. Em 2026, o grupo liderado por Steve Harris completa meio século de uma trajetória que mudou a história do rock. Para celebrar esse marco, o Cine Roxy 5, em Santos, preparou um evento especial para o dia 8 de maio: o Up the Roxy! Aquecimento com a Flight of the Maiden A programação começa cedo, às 20h, no foyer do cinema. A banda santista Flight of the Maiden, conhecida pela fidelidade técnica ao repertório dos ingleses, fará um show gratuito para o público. No setlist, hinos que atravessam décadas como The Trooper, Fear of the Dark, Run to the Hills e Wasted Years. Estreia: Burning Ambition Na sequência, às 22h, o foco se volta para a Sala 5 com a exibição do documentário oficial Iron Maiden: Burning Ambition. Lançado mundialmente em maio de 2026, o longa revisita os 50 anos da Donzela de Ferro. O filme traz: Serviço: Up the Roxy! – Iron Maiden 50 Anos
Dinamite Club quebra hiato de 9 anos com o visceral “Cortisol”

Manter uma banda de rock no Brasil é um exercício de resiliência. Para o Dinamite Club, essa jornada de 16 anos acaba de ganhar seu capítulo mais denso e honesto. O grupo lançou o álbum Cortisol, via Crocante Records, quebrando um jejum de nove anos sem um disco cheio. O trabalho é o primeiro registro da banda como trio, com Bruno Peras (voz/baixo), Márcio Rodrigues (guitarra/voz) e Jaime Xavier (bateria), e funciona como um expurgo sonoro de quase uma década marcada por perdas irreparáveis, burnout, ansiedade e o isolamento da pandemia. Do ensolarado ao confessional Se nos álbuns anteriores, como Nós Somos Tudo o Que Temos (2017), o Dinamite Club flertava com um pop-punk enérgico e por vezes ensolarado, Cortisol segue o caminho oposto. O título não é por acaso: o disco trata do hormônio do estresse e da tentativa de sobreviver a um cotidiano que “acelera e massacra a gente”, como define o guitarrista Márcio Rodrigues. O disco nasceu sob a sombra do luto pela perda de Leon, integrante fundador falecido em 2018, e das profundas transformações psíquicas dos membros. “A gente nunca ia conseguir negligenciar tudo o que passou para continuar falando só sobre coisa boa. Seria desonesto”, explica Márcio. O resultado é um instrumental mais pesado, cadenciado e letras que não escondem o desgaste da vida adulta. Arte e estratégia do Dinamite Club A capa do disco, desenhada à mão pelo baterista Jaime Xavier, ilustra uma cabeça formada por comprimidos — uma referência direta aos tratamentos terapêuticos e medicamentosos que atravessaram o processo criativo. Musicalmente, o álbum foi gravado e mixado por Ali Zaher Jr. (baixista do CPM 22) no Sunrise Studios. A faixa Invisível foi escolhida como foco inicial por servir de ponte entre o passado melódico da banda e o presente mais denso. O disco ainda conta com a participação de Renan Sales (Metade de Mim) na música Hoje, Só Amanhã. Vitória da catarse Para Bruno Peras, o nascimento de Cortisol é uma vitória contra o acúmulo de dificuldades que quase paralisaram o grupo. “Esse disco é fruto de um sentimento contra tudo e contra todos”, resume. Em vez de focar em singles prévios, a banda optou por lançar a obra completa, permitindo que o público mergulhe na narrativa sem interrupções.
Nasi, do Ira!, lança álbum experimental guiado por IA

Quem espera o tradicional blues-rock de Nasi em seu novo trabalho solo terá uma surpresa, e das grandes. O cantor lançou na última sexta-feira (24), via Ditto Music, o álbum nAsI – Artificial Intelligence. O projeto é uma incursão audaciosa por gêneros como samba da velha guarda, trap, corrido mexicano e cumbia, utilizando a IA como uma ferramenta de co-criação para reinventar composições de sua própria carreira. “Esse não é um disco de rock ou blues. É um disco experimental que, ajudado pela IA, me levou a cantar gêneros que são muito distantes da minha seara”, explica o artista. Segundo Nasi, a ideia começou como uma “brincadeira que ficou séria”, resultando em seis faixas que desafiam o preconceito dos puristas. Reinvensão do repertório Com a colaboração do músico Augusto Júnior, Nasi selecionou “pepitas” de seu catálogo e as transformou radicalmente. Confira o que esperar de cada faixa: Humano vs. artificial Apesar do uso da tecnologia, o disco mantém o toque humano com participações de peso, como o guitarrista Johnny Boy e instrumentistas de sopro e cordas. Nasi é enfático: “Isso não é o futuro da minha música, nem o futuro da música. Mas o futuro pertence à interação entre humano e artificial, disso não tenho dúvida”.
Gustavo Spínola estreia projeto com bênção de Ivan Lins

A música brasileira ganha um novo roteiro emocional com o lançamento de Do Acaso ao Cais – Volume 1, o primeiro movimento do novo álbum de Gustavo Spínola. O trabalho, que será apresentado em três etapas ao longo dos próximos meses, explora a ideia de encontros casuais que acabam se tornando portos seguros na vida de cada um. Neste primeiro volume, Spínola apresenta duas canções que sintetizam a sofisticação e a identidade autoral do projeto. A abertura fica por conta de Voa, composição de Gustavo que ganha um peso histórico com a participação de Ivan Lins. O dueto não é apenas uma colaboração, mas um selo de aprovação de um dos maiores mestres da nossa harmonia. “Eu fiquei impressionado com esse jovem músico e compositor. Trabalho elaborado e intrigante”, declarou Ivan Lins sobre a experiência em estúdio com Gustavo. Ansiedade do cotidiano e o toque de New Orleans Se Voa traz o lirismo, a faixa que encerra o EP, O Dia, mergulha na narrativa do cotidiano. A música captura aquele sentimento universal de esperar por alguém enquanto o tempo parece congelar. A construção sonora de O Dia é um espetáculo à parte: Convite à escuta atenta Consolidando este primeiro volume com uma faixa inédita, Gustavo Spínola se firma como uma das vozes mais interessantes da MPB moderna, capaz de unir a tradição da canção a elementos globais com extrema sensibilidade.