Entrevista | Limmbo: “Eu não preciso escolher uma das duas coisas, posso ser as duas”

Limbo. A palavra limbo é derivada do latim “limbum,i”, que significa orla, borda, barra de vestido. Limbo a gente consegue encontrar no dicionário… Limmbo, não. Nascido Enzo Borges, o santista Limmbo de 25 anos, acaba de trocar a sua assinatura. Se no dicionário, limbo remete a extremidades, Limmbo escolheu esse nome para mostrar que é possível ser mais de um só. Na mesma pessoa. No mesmo artista. Dualidades que coexistem, e não se anulam. Ele é fascinado por aeroportos e estradas, e os não-lugares sempre foram sinônimo de conforto para ele. “Eu realmente sou uma pessoa muito imaginativa… Posso ficar o dia todo olhando para o céu, imaginando coisas”. E toda essa criatividade não é de hoje. Aos 12 anos, ganhou o seu primeiro violão e, antes mesmo de aprender a tocá-lo, começou a compor canções. Não podia ser diferente: tornou-se artista. Seu último lançamento foi a canção ON MY OWN, com produção da banda carioca Sound Bullet. No ano passado, lançou o álbum i care about what you think of me, composto por dez faixas. Aliás, a obra contempla o single dancing with wolves, que conta com um videoclipe no qual Limmbo protagoniza e faz assistência de direção, uma vez que é formado em Cinema e Audiovisual. Anteriormente, lançou o álbum Nineteen (2021), que ganhou versão deluxe em 2023, e o EP A Few Thoughts In a New Year’s Eve (2019), projeto composto majoritariamente por voz e ukulele. Vale ressaltar que esses três primeiros lançamentos de Limmbo ocorreram de forma independente. No entanto, este ano, o músico assinou com a Casalogo Records, um selo musical especializado em música indie e brasilidades. De fato, com o passar dos anos, muitas coisas mudam. Hoje, Limmbo tem uma nova assinatura e está prestes a lançar músicas novas no segundo semestre do ano. Mas, algumas coisas, permanecem essencialmente iguais: ele, seu quarto, seu violão e o seu computador. Sendo o Enzo. Mas também sendo o Limmbo. Por que não os dois? Leia a entrevista de Limmbo ao Blog n’Roll e descubra mais sobre o artista! Queria que você começasse falando sobre essa mudança importante de nome artístico: por que Limmbo? A mudança acabou acontecendo antes da minha parceria com o selo Casalogo Records. Eu sempre ficava refletindo se as pessoas viam alguém de 20 anos chamada Enzo e pensando “nossa, não vou levar a sério”. E aí, ao conversar com a Casalogo Records, o próprio pessoal do selo comentou que, caso eu quisesse, seria interessante mudar de nome. E aí, fazendo brainstorming de ideias, veio o Limmbo. Eu queria algo que fizesse sentido pra mim como pessoa e como artista. Principalmente porque as minhas músicas geralmente são muito pessoais. E aí, acho que para mim fazia sentido, esse lugar de dualidade. Sobretudo quando eu cheguei na vida adulta. Eu fui percebendo o quão fascinado eu sou com coisas que muitas vezes são entendidas como opostas, mas que conseguem coexistir. Em muitas áreas da minha vida eu me senti assim. Uma pessoa bissexual, birracial… E, ao mesmo tempo, também sempre me senti muito confortável em lugares que são pontes para outros lugares, como aeroporto e estrada. Sempre foram momentos que para mim eram tão divertidos quanto as próprias viagens, por exemplo. E daí veio a ideia do nome Limmbo. Ao mesmo tempo, pode ser a ponte entre dois lugares, mas é uma coisa por si só. “Sempre fui muito sonhador e imaginativo, e sentia um intenso senso de conforto em ‘lugares-não lugares’, como estradas ou aeroportos. Aquele meio do caminho, em que você não tem a responsabilidade de ser qualquer coisa, justamente te faz ser o que você quiser”. Na sua opinião, o pertencimento mora nos caminhos? Acho que sim. E eu acho, sobretudo, que é sobre o que a gente faz no caminho. Principalmente quando chegamos na vida adulta, naquela hora em que todo mundo à sua volta acaba te cobrando sobre o que você quer ser e o que quer fazer. Seja no trabalho, na vida pessoal, nas suas relações ou nas suas não-relações. E aí eu sempre senti esse senso de liberdade muito forte nesses lugares. Porque eu acho que o peso dessa responsabilidade (de ter que ser alguma coisa para as outras pessoas), não precisava ser nada. Eu só tinha que existir ali, naquele momento. Aquilo sempre foi muito confortável para mim. Eu tenho memórias na estrada, por exemplo. Lembro de ficar imaginando coisas no caminho, como o personagem voando comigo. Era a música no talo, e eu lá, imaginando… Então, eu acho que através disso, consegui encontrar o meu senso do meu eu mesmo. E me entendendo. Até na questão das dualidades. Eu sinto que sou uma pessoa muito alegre, mas ao mesmo tempo muito melancólica. Para muitas coisas [risos]. Então, eu acredito que esses lugares tenham um pouco de agridoce, que me fazem entender um pouco mais de quem eu sou. E me fazem entender que eu não preciso escolher uma das duas coisas, eu posso ser as duas e está tudo bem. Os seus primeiros álbuns, Nineteen (incluindo a versão deluxe) e I Care About What You Think Of Me foram feitos em processos de DIY. Você mesmo gravou, produziu, mixou e masterizou suas músicas. Agora que você vai assinou com a Casalogo Records, como passam a funcionar as suas produções? O que muda no seu fazer artístico nesse momento? Em relação à produção das músicas, não vai ter alteração. Eu vou continuar fazendo tudo da forma como eu já venho fazendo. Claro, agora vou estudar cada vez mais e colocar em prática o que aprendi com os trabalhos passados. Mas o processo do DIY, de fazer as coisas em casa, permanece o mesmo. O selo é como um parceiro, no sentido de ajudar as minhas canções a chegarem em mais pessoas. Existia, sim, a possibilidade de gravar com a Casalogo. Mas o próprio pessoal do selo falou que gostava das minhas produções e que seria interessante manter o meu fluxo de trabalho dessa forma. Então,
Laufey confirma show único no Espaço Unimed em São Paulo

A artista islandesa-chinesa Laufey, vencedora do Grammy, confirmou seu show solo em São Paulo para o dia 9 de setembro de 2026, no Espaço Unimed. Conhecida por sua habilidade técnica no piano e violoncelo e por uma voz que remete às grandes divas da era dourada do jazz, Laufey se tornou um fenômeno global. Com mais de 4,25 bilhões de streams, ela transformou o que poderia ser um nicho em um movimento cultural vibrante, liderando as paradas de jazz e encantando multidões com sua estética autêntica. Novo capítulo com “A Matter of Time” O show brasileiro integra a fase de divulgação de seu terceiro álbum, A Matter of Time. Após o sucesso estrondoso de Bewitched, que lhe rendeu o Grammy de Melhor Álbum Pop Vocal Tradicional, Laufey decidiu romper com as expectativas que ela mesma criou. O novo trabalho traz um som mais transcendental, com composições que buscam uma honestidade brutal e arranjos que equilibram a formação clássica com a sensibilidade pop moderna. Como parte de seu compromisso social, a artista confirmou que 1 dólar de cada ingresso vendido será destinado a apoiar programas de orquestras juvenis e iniciativas de educação musical, reforçando o papel da música como ferramenta de transformação. Ascensão de uma artista singular A trajetória de Laufey é meteórica. Formada na prestigiada Berklee College of Music, a artista deixou de tocar com orquestras sinfônicas na adolescência para se tornar uma potência das redes sociais, onde cultivou uma comunidade global que batizou sua estética de “Laufey-core”. De apresentações no Royal Albert Hall de Londres à colaboração com Norah Jones, ela mostra que o seu “lugar de fala” na música é versátil, ousado e, acima de tudo, autoral. Serviço: Laufey – “How Did We Get Here?” Tour
Última Vilinha Cultural teve Bola (da Zimbra), Helena Papini, Bruno Iodes e Alex Jandovi

A derradeira edição da Vilinha Cultural aconteceu na última quinta-feira (28) e foi mais do que especial! Bola, frontman da banda Zimbra, Helena Papini, Bruno Iodes e Alex Jandovi se apresentaram no palco do Parque Cultural Vila de São Vicente e tornaram a noite fria caiçara, um pouco mais quente. A princípio, o evento é promovido pelo Coletivo Sardinhada, movimento que fomenta a cultura e a cena musical na Baixada Santista. Aliás, além dos músicos ali presentes, a Vilinha Cultural também contou com artistas plásticos, que pintavam quadros durante o evento. Tinham quadros por todos os lados: na área livre e fechada do espaço. A Vilinha Cultural ocorre, tradicionalmente, na última quinta-feira do mês. Então, já anote na agenda as próximas edições e fique de olho nas atrações. Vale ressaltar que o evento é gratuito e produzido de forma independente, sem qualquer incentivo do setor privado. Essa edição foi idealizada pelos produtores culturais Sam Faiad e Gabriel Veturno. Eles pensaram em cada detalhe para tornar a noite agradável para o público e, claro, para os artistas. “O desafio de fazer esse rolê, sendo bem sincero, é grana. Somos um movimento totalmente independente, então toda a grana sai do nosso próprio bolso. Então, essa é a parte mais difícil. Mas é justamente através dessas dificuldades que a gente consegue conquistar coisas incríveis”, explica Sam. E por falar em coisas incríveis, o convite para Helena Papini aconteceu bem longe do solo caiçara… Foi feito no Rio de Janeiro! Sam, que também é guitarrista, estava com a sua banda, O Último Banco do Bar, quando conheceu Helena. “Trocamos uma ideia, falei sobre a Vilinha Cultural e disse que seria muito legal ter a presença dela no palco, apresentando o seu disco novo. Ela prontamente aceitou!”. Além disso, por coincidência, ambos trabalham com a mesma produtora, a Marã Música, de Henrique Garcia Roncoletta. Bola também trabalha com a Marã. Como dizem: Santos é um ovo. Desse modo, o convite para o vocalista da Zimbra foi feito. Além da banda, o artista também atua em carreira solo. E ele se apresentou nessa vibe: apenas voz e violão. Confira mais detalhes no texto! Bola Bola, nascido Rafael Costa, é conhecido como vocalista da Zimbra. A princípio, a banda santista está em turnê para comemorar os 10 anos de Azul, o segundo álbum lançado. Eles já se apresentaram no palco do Lollapalooza em 2015, assim como no Rock In Rio em 2019. Além disso, fizeram parte da trilha sonora da série Shippados (2019) da Globoplay, com a canção Me Mude. No entanto, Bola também percorre uma carreira solo. Ao perceber que estava compondo letras muito semelhantes, mas que não se encaixariam aos moldes da Zimbra, se arriscou. E assim, em 2017, as letras se transformaram em seu primeiro álbum solo: Saudade. Dali em diante, o artista não parou mais. Em 2020, por exemplo, lançou o EP calma, não vamos falar da vida. E, no ano passado, lançou seu último álbum: Rafael. Em um show intimista, Bola apresentou seu setlist, composto por músicas de sua carreira solo. Mas, claro, não deixou a Zimbra de fora. Cantou Eu Vi Tudo, em uma versão mais simples: apenas voz e violão. “Quando eu estou sozinho, dá para ouvir quando eu erro. Já com a banda, não dá para ouvir nada, a galera me cobre [risos]. Acho que o show solo é muito mais intimista, onde talvez eu consiga me concentrar mais nas músicas, do que na interação com o público. É claro que eu me concentro nas músicas com a banda, mas a Zimbra tem uma atmosfera de show mais pra cima. Já o show solo é uma parada muito mais introspectiva. Eu fico na minha, tentando só passar a mensagem, porque eu sei que não é um show alto astral ou agitado”, comenta Bola sobre suas apresentações solo, como na Vilinha Cultural. Helena Papini Helena Papini coleciona uma carreira longa. A princípio, iniciou tocando baixo por volta de 2004. Já em meados de 2009, teve bandas nas quais era vocalista e baixista. E tudo isso em Santos! Em 2013, tocou baixo na banda A Banca, formada pelos membros do Charlie Brown Jr. após a morte de Chorão. E no mesmo ano, entrou como baixista na banda Francisco, El Hombre. Com o grupo, percorreu o mundo e lançou seis álbuns. Se por um lado a Francisco, El Hombre está em hiato desde 2025, por outro, a carreira solo de Helena está palpitando. No ano passado, a artista lançou o álbum Tudo Eu?. Nele, além de cantar, ela é responsável por tocar todos os outros instrumentos presentes. E foi essa a obra que Helena levou ao palco da Vilinha Cultural. “Quando eu venho me apresentar num show como esse, sinto como se estivesse me desnudando, sabe? Bem vulnerável, mesmo. Estou apresentando coisas para o público que, até então, não eram apresentadas na minha carreira. Porque as pessoas tinham uma imagem sobre mim, às vezes muito distinta de quem eu realmente sou. Então esse trabalho me coloca nesse lugar mais vulnerável e íntimo”. Por fim, além do álbum novo, Helena aproveitou para cantar músicas que serão lançadas em seu próximo trabalho. Em primeira mão para o Vilinha Cultural! Aliás, com uma personalidade cativante, a artista fazia questão de incluir o público em sua performance. Incluindo as músicas novas. Ela ensinava o trecho e a galera cantava junto. Bruno Iodes Bruno Iodes também subiu ao palco da Vilinha Cultural. Além de ser vocalista e guitarrista de O Último Banco do Bar e vocalista da Guariba Elétrica, ele está se lançando em carreira solo. No ano passado, lançou o EP Abajur, composto por quatro faixas. No projeto solo, tem o apoio de Gutto Albuquerque no violão. Aliás, além da parceria nas composições e no palco, Gutto também é o seu produtor musical e está a frente do Sardinhada Records. “Eu vejo nas canções que a gente levou para a Vilinha, que foi uma performance muito autêntica. Não haverá outra reprodução igual a essa. Isso
Em clima de Copa do Mundo, Belle and Sebastian celebra a Escócia com “It Only Takes One Lion”

Não é todo dia que uma banda de indie-pop com a sensibilidade de Stuart Murdoch se aventura pelo terreno dos hinos esportivos. Mas a seleção da Escócia tem um efeito especial no vocalista do Belle and Sebastian. O grupo acaba de lançar It Only Takes One Lion, uma aposta vibrante e orquestrada para o torneio mundial de 2026. A faixa nasceu no dia seguinte a um jogo inesquecível: a vitória da Escócia sobre a Dinamarca por 4 a 2. A melodia surgiu de forma espontânea, capturando a energia de uma nação que, segundo Murdoch, sofreu muito nas últimas cinco décadas com o futebol, mas que não perdeu a fé. De hino a disco-pop no single do Belle and Sebastian Musicalmente, It Only Takes One Lion é uma jornada. A música começa como uma balada esperançosa, quase um cântico de arquibancada, mas evolui rapidamente para um disco-pop acelerado, cheio de camadas de cordas e uma produção que não deixa ninguém parado. Coescrita com Pete Ferguson, a faixa mantém a marca registrada da banda: letras que misturam o pessoal com o coletivo. “É uma canção pessoal sobre acompanhar as dificuldades da seleção escocesa nos últimos 50 anos, e surgiu naturalmente no dia seguinte ao jogo”, explica Murdoch. Fase prolífica O lançamento coroa um período de intensa atividade criativa para o grupo. Nos últimos três anos, a banda entregou dois álbuns de estúdio (A Bit of Previous, 2022, e Late Developers, 2023) e Stuart Murdoch ainda encontrou tempo para lançar seu romance de estreia, Nobody’s Empire (2024), recebendo ótimas críticas por sua habilidade na escrita.
Primeiro rapper brasileiro a ocupar o Allianz Parque como headliner, BK’ anuncia convidados

O rapper carioca BK’ confirmou que o seu show comemorativo de 10 anos do álbum Castelos & Ruínas acontecerá no dia 19 de setembro de 2026, no Allianz Parque, em São Paulo. O marco é inédito: é a primeira vez que um artista solo de rap do país ocupa o estádio principal da capital paulista sem o auxílio de festivais ou outras bandas de grande porte. Mais do que um show, o evento promete ser uma radiografia do rap nacional da última década. BK’ convocou uma “seleção” de parceiros que cruzaram sua trajetória: Marcelo D2, Djonga, Marina Sena, L7nnon, Evinha, Luccas Carlos, Febem, Sain, Akira Presidente, Ashira, 2ZDinizz e FYE. Castelos & Ruínas é o foco do show do BK’ no Allianz Parque Lançado em 2016, Castelos & Ruínas foi o pontapé inicial que deu a BK’ a voz de uma geração. O álbum não só moldou a carreira do artista, mas também abriu portas para que outros nomes da cena periférica fossem ouvidos. “Ocupar um espaço desse é uma conquista gigante. Quero trazer comigo uma galera que não só faz parte da minha história, mas que representa muito para o movimento”, afirma o artista sobre o time de convidados. Guia de ingressos Os ingressos já estão disponíveis na Eventim. Clientes Itaú contam com 15% de desconto e parcelamento em 3x sem juros na pré-venda. Serviço: BK’ Monumental – 10 anos de Castelos & Ruínas
Lvcas explora o “e se” da vida em seu novo videoclipe

Como seria a nossa trajetória se tivéssemos tomado outros rumos em momentos decisivos? Essa é a pergunta que move E Se?, o quarto single do EP Abatido Mas Não Derrotado (2025), que ganha agora um videoclipe visualmente ambicioso. O projeto de Lvcas, a faceta musical de Lucas Inutilismo, abandona a zona de conforto do barulho desenfreado para investigar a melancolia e o peso da autocrítica. Se o EP transita entre gêneros como trap metal e metalcore, E Se? é a faixa que puxa o freio, focando na melodia e na construção dramática. É um rock introspectivo que prova que não é preciso “fazer barulho pelo barulho” para prender a atenção de quem ouve. Tecnologia e cinema no estúdio O videoclipe de E Se? é um dos pontos altos da produção visual do artista até hoje. Utilizando tecnologia de cinebot (câmera com movimentação automatizada de alta precisão), o vídeo apresenta três versões do próprio músico em cena ao mesmo tempo. A estética, marcada por sombras, névoa e um ambiente onírico, cria a sensação de claustrofobia mental, como se o espectador estivesse preso dentro da cabeça do protagonista. Do YouTube para os estádios Lvcas construiu uma base de fãs extremamente fiel muito antes de pisar nos palcos profissionais. Com o fenômeno da série ANO em uma Música e uma transição consistente para álbuns autorais como Humanamente (2024) e o recente EP, ele hoje acumula mais de 12 milhões de seguidores e meio bilhão de streams. O próximo grande desafio já está marcado: a estreia no Rock in Rio 2026, no dia 5 de setembro, no Palco Supernova. O show, que segue o modelo de sua bem-sucedida apresentação no Espaço Unimed, terá quase duas horas de duração com banda completa, transformando a energia do estúdio em uma experiência física de larga escala.
Coletânea “O Pop é Punk: 00s” encerra projeto com hits de Sandy & Junior e Skank

A coletânea O Pop é Punk: 00s chegou às plataformas digitais pela Grudda Records, encerrando um ciclo de lançamentos iniciado em 2023 que revisitou a música brasileira desde os anos 60. O projeto, idealizado por Felipe Medeiros, reuniu 27 artistas independentes de diversas regiões do país para dar uma cara nova, e muito mais rápida, a hits que tocaram à exaustão nas rádios e trilhas de novelas da década de 2000. O que tem no disco? A proposta é transformar o “chiclete” pop em distorção e velocidade. Entre as faixas que ganharam versões aceleradas estão: Além disso, a coletânea não tem medo de arriscar, trazendo releituras inesperadas como Quando Você Passa (Turu Turu), de Sandy & Junior, e Borboletas, da dupla Victor & Leo. Estética Blink-182 na coletânea O Pop é Punk: 00s Como encerramento da série, a capa não poderia ser mais emblemática: uma homenagem direta ao álbum Take Off Your Pants and Jacket, do Blink-182, um dos maiores ícones do pop punk mundial nos anos 2000. A arte, assinada por Paulinho Tscherniak, sela o tom da coletânea, que é, acima de tudo, uma celebração da cultura pop daquela época.
Nando Reis e Marisa Monte lançam versão camerística de “Pra Você Guardei o Amor”

A história musical entre Nando Reis e Marisa Monte é uma das mais duradouras e bem-sucedidas do Brasil, mas, curiosamente, eles ainda não tinham uma gravação oficial em dueto de um de seus maiores hinos. Isso acaba de mudar: a nova versão de Pra Você Guardei o Amor já está disponível em todas as plataformas de música. O projeto, que conta com a regência do maestro André Bachur, foge da obviedade do violão acústico e aposta em uma formação camerística refinada. O arranjo traz camadas inusitadas para uma canção pop, incluindo oboés, trompas, harpa, cello e marimba, criando uma textura sonora que o próprio Nando descreve como “atípica, mas muito interessante”. Conversa de duas vozes A produção da faixa foi um trabalho a quatro mãos. Segundo Nando, a ideia de gravar em duas vozes já existia desde a concepção original da música, mas só agora o arranjo permitiu essa “conversa” completa entre os dois. “A gente resolveu fazer algumas coisas diferentes e outras iguais. O violão segue sendo a estrutura básica, mas a instrumentação é muito diferente. Tem uma dinâmica linda das nossas vozes cantando juntas, as intensidades e os alívios”, comenta Marisa Monte sobre o processo. Onde tudo começou na parceria de Nando Reis e Marisa Monte Vale lembrar que essa parceria transcende o estúdio. Ambos construíram uma cumplicidade artística rara nas últimas décadas, marcada por composições icônicas e um respeito mútuo que fica evidente na forma como dividem o espaço na nova gravação. A versão de 2026 de Pra Você Guardei o Amor soa menos como uma “música de rádio” e mais como um encontro entre velhos amigos que se conhecem o suficiente para se ouvirem em silêncio durante uma performance.
Gustavo Spínola lança o segundo volume do projeto “Do Acaso ao Cais”

O encontro, que era puro acaso no primeiro volume, agora ganha raízes e memórias. O músico e compositor Gustavo Spínola acaba de disponibilizar em todas as plataformas o EP Do Acaso ao Cais – Volume 2. O trabalho dá sequência à trilogia que compõe seu novo álbum, revelando uma face ainda mais íntima e colaborativa de sua produção autoral. Se o primeiro volume apresentou a proposta, este segundo movimento foca na força dos laços. Em Canva, Gustavo promove um encontro geracional dentro de casa: a faixa conta com a participação especial de seus dois filhos, transformando a música em um registro tátil de afeto e continuidade. Diálogos e paisagens poéticas O EP segue com Vida Coração, um dueto sofisticado com Verônica Ferriani. A interpretação compartilhada traduz uma cumplicidade rara, onde o silêncio e a melodia ocupam espaços equilibrados. O encerramento fica por conta de Sob os Dormentes, canção que reafirma o caráter reflexivo e telúrico do projeto, conduzindo o ouvinte por uma paisagem sonora que o mestre Guinga definiu como de uma “brasilidade muito grande”. Reconhecimento dos mestres A obra de Gustavo tem sido um alento para os ouvidos mais atentos. Além de Guinga, nomes como Rosa Passos e Pedro Mariano têm tecido elogios à clareza de seu timbre e ao cuidado quase artesanal de seus arranjos. Segundo Pedro Mariano, Do Acaso ao Cais é MPB na sua mais pura essência.