Wally, ex-CPM 22, lança EP de estreia de sua nova banda Trompas

O guitarrista e vocalista Wally, conhecido por ter sido um dos fundadores do CPM 22, apresentou o EP de estreia de sua nova banda, Trompas. Intitulado “Anxiety”, o trabalho já está disponível nas plataformas digitais e reúne seis faixas que transitam entre sludge, stoner e grunge, apostando em riffs pesados, andamentos arrastados e atmosferas carregadas. O lançamento marca oficialmente o início da trajetória do trio, formado ainda por Benhur Lima, ex-Hibria, e Thiago Caurio, parceiro de Wally desde os tempos do Astafix. Construído a partir de temas como ansiedade, frustração, desgaste emocional e os aspectos mais sombrios da experiência humana, o EP apresenta uma sonoridade que dialoga com referências como Black Sabbath, Nirvana, Crowbar, Mastodon e Monolord. Em vez de buscar uma simples homenagem ao passado, o Trompas utiliza essas influências para criar uma identidade própria baseada em peso, densidade e intensidade emocional. Antes do lançamento completo, três faixas já haviam antecipado o universo do disco. “Ten Year Hate”, que aborda o acúmulo de desgaste emocional ao longo do tempo, ultrapassou a marca de 200 mil visualizações no YouTube. Na sequência vieram “Lost Again”, inspirada por sonhos recorrentes ligados a um relacionamento conturbado, e “Anxiety” (clipe acima), composição nascida das inquietações vividas durante o período da pandemia. Os três singles ganharam videoclipes que ajudaram a apresentar a estética visual da banda ao público. O EP também traz as inéditas “Trip” e “Fading Face”. A identidade visual do projeto tem participação direta de Wally, responsável pelas fotografias utilizadas na capa do trabalho e no single “Anxiety”. Enquanto a arte do EP retrata uma Nova Iorque vertiginosa, a imagem da faixa-título contrapõe a tranquilidade de um gramado ao ruído simbólico de antigos telefones desativados, reforçando os conceitos explorados nas canções. Formado em 2024, o Trompas surgiu da amizade e da experiência compartilhada entre músicos que já passaram por diferentes fases do rock e do metal brasileiro. O nome da banda faz referência às primeiras formas de instrumentos de sopro, construídos a partir de chifres de animais. Segundo Wally, a escolha remete à ideia de força, comunicação e conexão com algo primitivo, características que também ajudam a definir o som robusto e pesado do grupo. Com o lançamento de “Anxiety”, a banda inicia uma nova etapa e já prepara material inédito para os próximos meses.
Bogotá transforma “Malokera”, de Leoa, em pedrada de pista inspirada no dembow e funk

A dupla Bogotá lançou “LEOA, BOGOTÁ – MALOKERA (Remix Bogotá)”, releitura da faixa da cantora Leoa que aprofunda a identidade sonora da chamada “Dembowzada”, estética desenvolvida pelo duo a partir da fusão entre dembow dominicano, funk brasileiro e a cultura de pista latino-americana. O remix reforça a proposta artística do projeto ao transformar uma música já marcada por referências periféricas em uma experiência voltada diretamente para as pistas de dança. Ao revisitar a versão original, Bogotá reconstrói completamente a base instrumental da faixa. A nova produção acelera o ritmo e adiciona baterias mais pesadas, tambores, repiques e graves intensos, criando uma atmosfera de pressão constante. Apesar da reformulação, elementos presentes na composição de Leoa permanecem na música, preservando a conexão com o brega e com as referências regionais que fazem parte da identidade da artista. O resultado aproxima a faixa das sonoridades que dominam atualmente clubes e bailes da República Dominicana. Referências associadas a nomes como Tokischa, Yailin La Más Viral e El Alfa aparecem filtradas pela experiência da dupla com o funk, o pagodão e a cultura de pista paulistana. A proposta é transformar “Malokera” em um encontro entre diferentes expressões da música urbana latino-americana, sem perder a força das raízes brasileiras. “Esse remix foi feito para tocar na pista. A gente queria que as pessoas ouvissem e pensassem: ‘eita, que pedrada é essa?’. Tudo foi pensado para deixar a energia lá em cima”, resume a dupla. Criada em 2019 como uma festa dedicada à música latina em São Paulo, a Bogotá evoluiu para um projeto artístico liderado pelos DJs Dieguito Reis e Leonardo Kary. Conhecida pelos sets em formato b2b, a dupla mistura reggaeton, funk, dembow, rap, pagodão, vallenato e música eletrônica, transformando suas apresentações em espaços de experimentação e celebração coletiva. Essa pesquisa sonora deu origem à “Dembowzada”, conceito que busca aproximar ritmos dominicanos das linguagens urbanas brasileiras e que ganha mais um capítulo com o lançamento de “Malokera (Remix Bogotá)”.
Ploho anuncia turnê pelo Brasil com seis shows em novembro

A banda russa Ploho voltará ao Brasil em novembro de 2026 para uma turnê de seis apresentações. O grupo, considerado pela revista ReGen Magazine uma das principais vozes da nova onda da música russa, passará por São Paulo, Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre, Rio de Janeiro e Belém. A excursão integra a rota latino-americana da banda e amplia a relação construída com o público brasileiro desde a estreia no país, em 2024, quando realizou um show único em São Paulo. A turnê brasileira da Ploho passará por seis cidades em novembro. A banda se apresenta em 12 de novembro no Jai Club, em São Paulo; 13 de novembro no Basement Cultural, em Curitiba; 14 de novembro no Célula Showcase, em Florianópolis; 15 de novembro no Opinião, em Porto Alegre; 16 de novembro no Garage Grindhouse, no Rio de Janeiro; e encerra a passagem pelo país em 18 de novembro, no Studio Pub, em Belém. Os ingressos para todas as datas estão à venda pela plataforma 101 Tickets. Formada em 2013 na cidade siberiana de Novosibirsk, a Ploho se consolidou como um dos principais nomes do pós-punk russo contemporâneo. Com guitarras melancólicas, baixo em destaque, sintetizadores econômicos e letras cantadas em russo, a banda construiu uma identidade própria abordando temas como isolamento urbano, memória, desencanto e tensão social. O próprio nome do grupo traduz parte dessa proposta. Em russo, “ploho” significa algo próximo de “mal” ou “ruim”, refletindo a atmosfera sombria presente em sua obra. Frequentemente comparada a nomes como Molchat Doma, Motorama e Human Tetris, a Ploho encontrou um caminho particular ao unir referências do rock russo dos anos 1980, da new wave soviética e do pós-punk europeu. A influência da lendária banda Kino é perceptível, mas o grupo evitou transformar essas referências em mero exercício nostálgico. O reconhecimento internacional ganhou força a partir de 2020, quando assinou contrato com a Artoffact Records, selo canadense conhecido por seu catálogo ligado ao pós-punk, darkwave e música alternativa. A discografia da banda ajudou a consolidar sua presença fora da Rússia. Álbuns como “Where the Birds Fly Away to Die” (2018), “Pyl” (2019), “Phantom Feelings” (2021) e “When the Soul Sleeps” (2022) expandiram seu alcance internacional. Já “Soil”, lançado em 2024, marcou uma fase mais madura, abordando temas como desgaste social, destruição ambiental, anticapitalismo e sobrevivência emocional, sem abandonar a sonoridade característica baseada em linhas de baixo marcantes, vocais graves e sintetizadores discretos. A trajetória recente da Ploho também foi impactada pelas transformações políticas no Leste Europeu. Após a invasão russa da Ucrânia, os integrantes deixaram a Rússia e passaram a desenvolver suas atividades fora do país. Mesmo distante de sua terra natal, a banda manteve o idioma russo como elemento central de sua identidade artística, reforçando a conexão com sua origem e com o imaginário presente em suas composições. Nos palcos, a Ploho aposta na intensidade construída pela repetição e pela atmosfera. Sem recorrer a excessos visuais, o grupo cria apresentações marcadas por baixo pulsante, bateria direta, guitarras frias e melodias persistentes. A nova turnê chega em um momento de intensa atividade, impulsionada pela edição deluxe de “Soil”, lançada em 2025, além do registro ao vivo “Dobrolet Sessions” e dos singles mais recentes. Antes de desembarcar no Brasil, a banda ainda passará por México, Costa Rica, Peru, Argentina e Chile.
Dethklok anuncia primeiro show no Brasil e celebra 20 anos de Metalocalypse

O Dethklok, banda que nasceu dentro da animação Metalocalypse e se transformou em um fenômeno real do heavy metal, fará sua estreia no Brasil em 27 de outubro. A apresentação única acontece na Burning House, em São Paulo, marcando a primeira visita do grupo ao país em uma turnê que celebra os 20 anos do projeto criado por Brendon Small e Tommy Blacha. Os ingressos já estão à venda pela plataforma 101 Tickets. Criado originalmente para a série exibida pelo Adult Swim, bloco de programação adulta ligado à Cartoon Network nos Estados Unidos, o Dethklok surgiu como uma sátira aos excessos do universo do metal. Na trama, a banda é retratada como o maior grupo do planeta, capaz de movimentar fortunas, provocar caos e influenciar multidões. O que começou como uma piada ganhou contornos reais graças ao trabalho de Brendon Small, que escreveu músicas completas para o projeto, transformando a banda fictícia em uma atração legítima dos palcos e dos serviços de streaming. A força musical do Dethklok também ajudou a consolidar sua reputação entre os fãs de metal. As gravações contaram desde o início com o baterista Gene Hoglan, conhecido por trabalhos com Death, Testament, Dark Angel e Strapping Young Lad. O resultado apareceu em The Dethalbum, lançado em 2007, disco que levou para fora das telas músicas como Murmaider, Awaken, Thunderhorse e Go Into the Water. O sucesso abriu caminho para Dethalbum II, Dethalbum III e a ópera metal The Doomstar Requiem, ampliando o universo construído pela animação. Depois de um longo período de hiato, o projeto voltou aos holofotes em 2023 com Dethalbum IV e o filme Metalocalypse: Army of the Doomstar, que encerrou tramas aguardadas pelos fãs da série. Em 2026, ano em que completa duas décadas de existência, a banda revisitou seu álbum de estreia com The Dethalbum DKXX: Dethmastered, edição remixada e remasterizada que serve como um dos pilares da atual turnê comemorativa. Nos palcos, o Dethklok vai além de um show convencional. A apresentação mistura performance musical e elementos audiovisuais inspirados diretamente em Metalocalypse, criando uma experiência que conecta o peso do death metal melódico ao universo visual da animação. A formação atual reúne Brendon Small nos vocais e guitarra, Gene Hoglan na bateria, Pete Griffin no baixo e Nili Brosh na guitarra, músicos que ajudam a transformar em realidade uma das histórias mais improváveis e bem-sucedidas da cultura pop ligada ao metal. SERVIÇO Dethklok em São Paulo/SP Data: 27 de outubro de 2026 Local: Burning House (Avenida Santa Marina, 247. Bairro Água Branca, São Paulo/SP) Ingressos: 101tickets.com.br/events/details/DETHKLOK-EM-SAO-PAULO Realização: Rodia Soundwave Agency LLC e Xaninho Discos
Abissal apresenta o novo single “Ametista” e se prepara para o Casalango Fest

A banda Abissal lançou o single “Ametista”, primeira amostra do EP Flashes, previsto para os próximos meses via Casalago Records. A faixa aposta em uma construção sonora que transita entre o rock alternativo e o post-rock, explorando atmosferas melancólicas e progressões instrumentais intensas. Produzida por Gui Godoy, a música parte de harmonias de guitarras e vozes em camadas para desenvolver uma narrativa marcada pela memória, culminando em um desfecho instrumental carregado de emoção. Segundo a proposta conceitual da banda, “Ametista” aborda a forma como lembranças retornam de maneira fragmentada, surgindo como imagens difusas atravessadas por afetos, ruídos e lacunas. A composição cresce gradualmente, sem pressa de atingir seu ápice, privilegiando a construção de texturas e contrastes dinâmicos. O resultado é uma faixa que combina delicadeza e densidade, com influências que remetem ao universo sonoro do Radiohead. O lançamento também marca uma nova etapa na trajetória da Abissal. Após o EP Sutra, lançado em março, o grupo amplia sua exploração de temas introspectivos e desloca o foco para as memórias e suas diferentes formas de permanência. A identidade visual desse novo ciclo acompanha o conceito das músicas, com capas produzidas a partir de ensaios fotográficos subaquáticos realizados pelos próprios integrantes. As imagens reforçam a ligação com o nome da banda e utilizam a água como metáfora para o surgimento e a transformação das lembranças. Formada por Murilo Ferragut (voz e guitarra), Bruno Cavalcanti (baixo), Dan (guitarra) e Uncas (bateria), a Abissal surgiu com raízes no rock alternativo e no grunge dos anos 1990, mas vem incorporando elementos de dream pop, indie e post-rock em seus trabalhos mais recentes. Essa evolução sonora poderá ser conferida ao vivo no dia 26 de junho, quando a banda sobe ao palco do Casalago Fest, em São Paulo, ao lado de Maré Tardia, CHVVV e Julieta Social. O show será uma das primeiras oportunidades para o público conhecer de perto a nova fase do grupo.