Spiritbox equilibra setlist em SP, mas esbarra em público frio e ausência de telões gringos

Spiritbox equilibra setlist em SP, mas esbarra em público frio e ausência de telões gringos

Spiritbox - Allianz Parque - São Paulo - 2026

Ano passado, meses após a estreia deles no Brasil no fim de 2024, avisei que o grupo canadense Spiritbox estava com uma projeção gigantesca no hemisfério norte, amparado por um show incrivelmente bonito e telões de última geração, como pude constatar de perto no Hammerstein Ballroom, em Nova York. Infelizmente, a apresentação que veio para São Paulo no último sábado (16), como abertura para o Korn no Allianz Parque, não trouxe toda essa parafernália tecnológica.

No entanto, com ou sem os supertelões, Courtney LaPlante e companhia conseguem entregar um show excelente, extremamente técnico e com uma presença de palco marcante.

Em turnê mundial para divulgar seu segundo álbum de estúdio, Tsunami Sea, o Spiritbox mudou a lógica do setlist no Brasil. Se no ano passado metade do repertório era focado no disco mais recente, no sábado a divisão ficou mais equilibrada: foram quatro canções do álbum de estreia (Eternal Blue), quatro de Tsunami Sea, três do EP The Fear of Fear e uma do EP Rotoscope.

A recepção do público, por outro lado, deixou um pouco a desejar. Mesmo que algumas pessoas tentassem imitar os guturais de Courtney na pista, no geral a plateia se mostrou fria com a banda. Nada que estragasse a noite, já que a vocalista demonstrou muita alegria no palco, dançou bastante e conversou brevemente com a galera. O ápice da reta final ficou por conta de um encontro de peso: Courtney chamou Taylor Barber, do Seven Hours After Violet, para dividir os vocais na avassaladora Holy Roller.

Sigo com o meu hiperfoco em assistir a um show solo do Spiritbox no Brasil. Essa será a verdadeira validação da banda com um público estratégico do showbiz mundial e, acima de tudo, a experiência rica que os fãs merecem, de preferência, com toda a tecnologia visual a que têm direito.