Juvi Chagas apresenta duas perspectivas sobre memória, relações e ausência no single duplo “comum entre os santos” e “a ridícula ideia de nunca mais te ver”. Já disponíveis pela Deck, as faixas antecipam “Café Passado” e “Café Futuro”, álbum duplo que a musicista e criadora de conteúdo lança em 2 de outubro.
“comum entre os santos” recupera uma parte da própria trajetória de Juvi. A música é uma nova versão de uma composição da Eu, Você e a Manga, banda formada em Volta Redonda em 2016, na qual ela atuava como baixista. Agora, a faixa ganha a participação de Cyro Sampaio, do Menores Atos, e integra o lado “Café Futuro” do projeto.
A composição aborda a maneira como memórias e relacionamentos podem alterar o significado atribuído às coisas com o passar do tempo. “Gosto tanto da letra porque ela fala do apego e do desapego, e mostra como a memória e os relacionamentos mudam o significado das coisas”, explica Juvi. Dentro da proposta do disco, a música se conecta à ideia de continuar acreditando no amor mesmo diante das imperfeições que cercam as relações.
O outro lançamento segue por um caminho diferente. “a ridícula ideia de nunca mais te ver” é instrumental e tem como ponto de partida uma única frase, retirada de um livro da escritora espanhola Rosa Montero. A expressão que dá título à faixa aborda o luto e a experiência de seguir vivendo com a ausência de pessoas e situações que fizeram parte da própria história.
A música integra “Café Passado”, estabelecendo um contraste conceitual com a faixa anterior. Enquanto uma olha para a possibilidade de construir novas relações, a outra se concentra naquilo que permanece depois de uma perda. A oposição ajuda a apresentar a lógica por trás dos dois discos que chegarão em outubro.
Com a guitarra como elemento central, Juvi Chagas utiliza os dois singles também para ampliar sua identidade como instrumentista e compositora. Entre jazz, fusion, rock latino, psicodelia e música instrumental, “Café Passado” e “Café Futuro” prometem explorar diferentes caminhos musicais para observar passado e futuro a partir de um mesmo ponto: a memória.