Placebo celebra 30 anos do álbum de estreia com quatro shows no Brasil em 2027

O Placebo retorna ao Brasil em fevereiro de 2027 com quatro apresentações da turnê “RE:CREATED”, projeto que celebra os 30 anos de seu álbum de estreia. A banda passa por São Paulo, Brasília, Curitiba e Porto Alegre com um repertório que revisita a primeira fase da carreira e inclui também músicas de “Without You I’m Nothing”, segundo disco do grupo, lançado em 1998. A passagem começa em 20 de fevereiro, na Suhai Music Hall, em São Paulo. Depois, Brian Molko e companhia seguem para o Centro de Eventos Ulysses Guimarães, em Brasília, no dia 23; Live Curitiba, em Curitiba, no dia 26; e Auditório Araújo Vianna, em Porto Alegre, no dia 28. A produção é da Mercury Concerts. Mais do que simplesmente tocar o primeiro álbum na íntegra, a proposta da “RE:CREATED” é apresentar versões retrabalhadas de suas dez músicas e de duas faixas bônus da edição original. Brian Molko e o produtor Rob Kirwan partiram das fitas master para incorporar às gravações elementos desenvolvidos durante três décadas de apresentações ao vivo. A nova mixagem ficou a cargo de Adam Noble. Lançado em 1996, “Placebo” apresentou uma banda que destoava de boa parte do cenário britânico daquele período. Enquanto o Britpop dominava as paradas, o grupo apostava em guitarras mais abrasivas e letras que abordavam sexualidade, androginia, dependência e alienação, acompanhadas por uma identidade visual que também desafiava convenções do rock da época. Segundo a própria banda, a intenção não é substituir aquelas gravações. O projeto funciona como uma espécie de “director’s cut”, colocando frente a frente os músicos que registraram aquelas composições nos anos 1990 e a experiência acumulada posteriormente. “É uma celebração de onde começamos e um ponto de encontro entre quem éramos naquela época e quem somos agora”, explica o grupo. O repertório da turnê avança ainda para “Without You I’m Nothing”, lançado em 1998 e responsável por ampliar definitivamente o alcance internacional do Placebo. Dessa forma, os shows brasileiros serão concentrados justamente nos primeiros anos de uma discografia que completou três décadas em 2026. A pré-venda destinada ao fã-clube começa em 29 de setembro, às 10h. Uma venda promocional será realizada entre 30 de setembro e 2 de outubro, enquanto a venda geral começa em 2 de outubro, também às 10h. Em São Paulo, os ingressos serão comercializados pela Eventim. Para Brasília, Curitiba e Porto Alegre, as vendas serão realizadas pela Bilheteria Digital. Datas no Brasil 20 de fevereiro de 2027 – Suhai Music Hall – São Paulo (SP)23 de fevereiro de 2027 – Centro de Eventos Ulysses Guimarães – Brasília (DF)26 de fevereiro de 2027 – Live Curitiba – Curitiba (PR)28 de fevereiro de 2027 – Auditório Araújo Vianna – Porto Alegre (RS)
Gothminister estreia no Brasil com show único em Santo André em 2027

O Gothminister fará sua primeira apresentação no Brasil em 22 de agosto de 2027, no Santo Rock Bar, em Santo André. O show integra a “Gothminister – South America Tour 2027” e finalmente traz ao país a combinação de industrial metal, gothic metal, música eletrônica e elementos teatrais que acompanha a banda norueguesa há mais de duas décadas. Formado em Oslo, em 1999, o grupo é liderado pelo vocalista e compositor Bjørn Alexander Brem. Desde os primeiros trabalhos, o Gothminister desenvolveu uma identidade baseada no contraste entre guitarras pesadas, programações eletrônicas e atmosferas sombrias, elementos que também são transportados para apresentações marcadas por figurinos e uma forte produção visual. A trajetória em estúdio começou com “Gothic Electronic Anthems”, lançado em 2003, e passou por discos como “Empire of Dark Salvation” (2005), “Happiness in Darkness” (2008), “Anima Inferna” (2011), “Utopia” (2013) e “The Other Side” (2017). Mais recentemente, a banda lançou “Pandemonium” (2022) e “Pandemonium II: The Battle of the Underworlds” (2024). O repertório construído nesse período inclui músicas como “Liar”, “Darkside”, “Angel”, “Ich will alles”, “The Sun” e “Monsters”. Em 2024, o grupo também ganhou exposição fora do circuito tradicional do metal ao disputar o Melodi Grand Prix, competição que seleciona o representante norueguês para o Eurovision Song Contest. Com “We Come Alive”, chegou à final e terminou na quarta colocação. A banda segue agora em uma nova fase. Depois do EP “The Dark”, lançado em 2026, o Gothminister prepara “We Are All Demons”, novo álbum previsto para 16 de outubro. A passagem pela América do Sul acontece no ano seguinte, incorporando músicas recentes a uma discografia iniciada há mais de 20 anos. A estreia brasileira será realizada pela Dark Dimensions e terá apresentação única no país. O show está marcado para as 19h, com abertura da casa às 17h. Serviço Gothminister – South America Tour 2027Data: 22 de agosto de 2027Local: Santo Rock BarEndereço: Av. Firestone, 1340, Casa Branca, Santo André (SP)Abertura da casa: 17hShow: 19hRealização: Dark DimensionsIngressos: Ingresso Master
Hilary Duff anuncia retorno ao Brasil com show em São Paulo em 2027

Hilary Duff está de volta ao Brasil. A cantora anunciou uma apresentação no Espaço Unimed, em São Paulo, para 13 de agosto de 2027, como parte da “the lucky me tour”. A excursão representa sua primeira grande turnê mundial como atração principal em quase duas décadas e acompanha o sexto álbum de estúdio da artista, “luck… or something”. A passagem pela capital paulista integra um novo bloco de 32 apresentações acrescentadas à agenda da turnê. A etapa começa em 7 de maio, em Madri, e percorre cidades europeias como Berlim, Paris, Amsterdã, Copenhague e Estocolmo. Em agosto, Duff chega à América Latina para shows em San Juan, São Paulo, Buenos Aires e Santiago antes de seguir para os Estados Unidos. O retorno acontece depois de uma primeira fase marcada por shows esgotados na América do Norte, Reino Unido e Irlanda. Hilary antecipou a ampliação da agenda durante sua segunda apresentação lotada na O2 Arena, em Londres. No bis, enquanto cantava “What Dreams Are Made Of”, confetes com a mensagem “2027 More Dates Loading” foram lançados sobre o público, acompanhados por uma contagem regressiva nos telões. A “the lucky me tour” apresenta ao vivo o repertório de “luck… or something”, sexto disco da carreira de Hilary Duff. Lançado em 2026, o trabalho marcou uma nova etapa de sua trajetória musical e apareceu entre as seleções de melhores álbuns do ano publicadas por veículos como Rolling Stone, Billboard e Variety. A nova excursão também terá diferentes convidados ao longo do roteiro. Rebecca Black será responsável pela abertura das apresentações europeias, enquanto Dashboard Confessional e Tegan and Sara participam de datas selecionadas nos Estados Unidos. Antes da nova etapa anunciada para 2027, Hilary ainda passa por Nova Zelândia, Austrália, Canadá e México. Para o público brasileiro, a apresentação representa uma rara oportunidade de reencontrar Duff em uma turnê mundial de grande porte. A artista passou boa parte das últimas duas décadas distante das grandes excursões como atração principal, período em que também consolidou sua carreira como atriz e empresária antes de retomar com maior intensidade sua atividade musical. A pré-venda para fãs na América Latina começa em 29 de setembro, às 10h, mediante cadastro prévio. A venda geral está programada para 2 de outubro, às 11h. O show de São Paulo é produzido pela LiveNation e acontece em 13 de agosto de 2027, no Espaço Unimed.
Conep recruta Young Miko para nova versão do hit “After”

Conep apresenta uma nova versão de “After”, um dos maiores sucessos de sua trajetória, agora com participação de Young Miko. O encontro coloca dois nomes da atual geração da música urbana de Porto Rico na mesma faixa e chega acompanhado de videoclipe. A versão original de “After” acumula mais de 55 milhões de reproduções no Spotify e ajudou a ampliar a projeção de Conep dentro do trap latino. Para o remix, Young Miko acrescenta seus vocais à faixa que já havia conquistado espaço nas plataformas e redes sociais. A participação também era um desejo específico de Conep. Segundo o porto-riquenho, Young Miko foi o primeiro nome imaginado para ampliar a música. “Eu não conseguia ver esse remix acontecendo com mais ninguém e, quando ouvirem a música, entenderão o motivo”, afirma. Os dois também se encontraram para a gravação do videoclipe da colaboração. Natural de Patillas, em Porto Rico, Conep começou sua trajetória no projeto Freestyle Manía, em 2014, e posteriormente desenvolveu de maneira independente a marca “El Calentón”. Em 2023, tornou-se o primeiro artista contratado pela Dynamic Records, selo fundado por Luis Suarez Silva e Jay Wheeler. No mesmo ano, lançou o EP “La ConepXión”, trabalho que antecedeu seu primeiro álbum, “El Plug D3”. Desde então, o rapper vem ampliando sua presença dentro da nova geração do trap latino, impulsionado também pelo alcance de músicas como “After”. O remix chega enquanto Conep realiza sua primeira turnê mundial, a “TRAPPii 2”. A agenda começa com 12 apresentações na Espanha e posteriormente segue pelos Estados Unidos e América Latina. Em 21 de outubro, o artista também participa do Billboard En Vivo, em Miami, dentro da programação da Billboard Latin Music Week. Com Young Miko, Conep aproveita agora o alcance conquistado pela versão original de “After” para iniciar um novo capítulo da faixa. O remix já está disponível nas plataformas digitais, enquanto o videoclipe acompanha o lançamento no YouTube.
Entrevista | Dead Poet Society – “Eu tocaria no Lollapalooza Brasil qualquer dia! Seria muito legal”

O Dead Poet Society lança no dia 2 de outubro Monarch, terceiro álbum de estúdio da banda norte-americana pela Spinefarm e sucessor de FISSION (2024). Produzido por Paul Meany, que trabalhou com Twenty One Pilots e Pierce The Veil, e mixado por Adam Hawkins, o novo trabalho aprofunda a combinação de peso, melodias e experimentações que se tornou característica do quarteto. Antes da chegada do disco, a banda apresentou “Sinner Systems”, “Roach”, “Cold” e “Miami For The Weekend”, singles que antecipam diferentes caminhos de um álbum que, segundo o vocalista e guitarrista Jack Underkofler, pode ser resumido em duas palavras: “imprevisível e sombrio”. Formado em 2013 por músicos que se conheceram na Berklee College of Music, em Boston, o Dead Poet Society encontrou, curiosamente, no México um de seus primeiros públicos realmente fortes antes de ampliar sua presença nos Estados Unidos e no circuito internacional. O primeiro álbum, -!-, conhecido como The Exclamation Album, chegou em 2021 e estabeleceu a identidade do grupo, enquanto FISSION ampliou seu alcance três anos depois com faixas como “Running In Circles” e “HURT”. Esta última ainda ganhou uma nova versão com as mexicanas do The Warning. Ao longo da trajetória, a banda também desenvolveu uma assinatura particular com o uso de guitarras fretless, instrumentos que permitem explorar slides, entonações e sonoridades que fogem do comportamento tradicional da guitarra. Às vésperas de Monarch, Jack Underkofler conversou com o Blog n’ Roll sobre o processo de criação do novo álbum, a experiência de trabalhar com Paul Meany, a liberdade de fazer um terceiro disco sem perseguir uma fórmula e a vontade de finalmente tocar no Brasil. O músico também falou sobre a formação na Berklee, defendeu a vulnerabilidade nas letras e analisou o momento atual do rock. Você já disse em uma entrevista que o Dead Poet Society poderia ser descrito como um cruzamento entre Queens of the Stone Age e Muse. Mas cada álbum tem sua própria identidade. Como você definiria o som de Monarch para alguém que ainda não ouviu o disco? Eu descreveria como imprevisível e sombrio. Houve alguma mudança importante no processo de composição ou gravação de Monarch em comparação com FISSION? Sim, foi muito diferente. Acho que, com as demos, o processo foi mais ou menos o mesmo: você simplesmente vai fazendo coisas até alguma delas fazer você pensar: “Oh, isso aqui tem algo”. Mas o processo de gravação foi definitivamente muito diferente. É sempre bastante diferente de produtor para produtor. Todo mundo tem seu próprio estilo. O Paul foi muito diferente do Anton, que foi muito diferente do Ben, que, por sua vez, foi muito diferente do Alex Newport. Diferente em que sentido? Eu diria que o processo com o Paul foi mais prolongado de certa forma. Você tem uma ideia, ele interpreta aquela ideia, você coloca aquilo no caminho dele e ele passa uma ou duas horas trabalhando em cima. Depois volta com alguma coisa. Quer dizer, ele nem “volta”, porque você está sentado logo atrás dele [risos]. A partir daí, analisamos o que apareceu. Foi menos sobre cada performance individual e mais sobre o que poderíamos fazer com aquela performance específica. O Anton tinha uma abordagem muito mais focada na performance. Conforme a banda cresce, também aumenta a pressão para fazer um novo álbum? Você sente que a banda saiu desse processo de gravação mais forte? Na verdade, pessoalmente, acho que este foi o álbum em que senti menos pressão entre todos eles. Todo o processo simplesmente pareceu muito natural. Foi meio: “Foda-se, esse é o nosso terceiro álbum. Vamos tentar fazer alguma coisa diferente”. Não digo necessariamente diferente do que fizemos no passado, mas diferente dentro de um contexto mais amplo. Se vamos fazer uma arte que queremos definir como Dead Poet Society, precisamos ir o mais longe possível nisso. Precisamos realmente atravessar as paredes, nos pressionar e descobrir até onde isso pode chegar. Quando você está tão concentrado nisso, acaba não sentindo a pressão. E essa foi basicamente a única coisa com a qual concordamos desde o início. Não chegamos e definimos um som ou uma direção específica. A questão era simplesmente: “Até onde conseguimos levar isso?”. “Sinner Systems”, “Roach”, “Cold” e “Miami For The Weekend” mostram diferentes lados de Monarch. Como tem sido a reação aos primeiros singles? A reação tem sido boa. Acho que as pessoas estão animadas. Quem amou nosso primeiro álbum está empolgado porque existe algo parecido com a linha de músicas como “.SALT.” e outras coisas que fizemos naquela época. Acho que todos nós na banda queríamos enfatizar essa sensação, porque sinto que é ali que está uma parte da definição do Dead Poet Society: naquele som, naquela sensação, naquela escuridão imprevisível. A reação tem sido incrível. As pessoas gostaram desse aspecto. Acho também que, vindo de FISSION, tivemos uma oportunidade de dizer: “Esse álbum foi um pouco mais aberto, um pouco mais cantor-compositor, mas agora vamos pegar algumas dessas coisas e misturá-las novamente com o Dead Poet Society”. Então acho que todo mundo está bastante animado com isso. Qual música de Monarch você está mais curioso para descobrir como vai funcionar ao vivo? “Hollywood On Fire”. Acho que vai ser insana ao vivo. Estou muito interessado em descobrir como vai funcionar. E vai ser difícil. Vai ser muito difícil conseguir reproduzir aqueles sons, mas estamos trabalhando nisso. A palavra “cinematográfico” aparece bastante quando vocês falam sobre Monarch. Se pudesse escolher um filme, uma série ou qualquer produção para ter esse álbum como trilha sonora, qual seria? Deus, essa é difícil, porque eu não assisti a tantos filmes assim [risos]. Pode ser uma série ou um desenho se quiser… Estou tentando pensar… Tem um que uma mulher dá um soco em um cara… Kill Bill? Não, mas Kill Bill é uma excelente escolha. Acho que qualquer filme do Tarantino combina com vocês (risos) Sim, acho que poderia funcionar com esse álbum. Tenho certeza de que vocês já receberam muitos comentários de “Come to Brazil” no Instagram. Já houve alguma oferta
Sonora Fantasma transforma luto, afeto e pertencimento em “Sonora Fantasma te ama”

“Sonora Fantasma te ama”, segundo álbum da Sonora Fantasma, chega com oito faixas que atravessam luto, despedidas, relações humanas e a busca por pertencimento. Idealizado pelo cineasta e músico Diego da Costa, diretor de “Selvagem”, o projeto parte de uma ideia que funciona como eixo para todo o disco: em tempos de relações mediadas por telas e isolamento, o amor também depende da presença. Produzido por Diego ao lado de Rafael Sartori, o álbum aproxima o rock alternativo da música brasileira sem estabelecer fronteiras muito rígidas. Viola caipira, guitarras, sintetizadores, violoncelo, metais, coros e programações dividem espaço em arranjos que passam pelo samba, bossa nova, psicodelia e referências do rock alternativo. Essa proposta aparece desde “Vida no Campo”, responsável por abrir o disco. A viola caipira inicia a faixa antes de encontrar sintetizadores, ruídos, violoncelo e um coro feminino. A música estabelece também uma conexão com as origens de Diego, que cresceu em Socorro, no interior de São Paulo, e utiliza o campo não apenas como referência estética, mas como memória e possível lugar de pertencimento. A relação com a música brasileira ganha outro capítulo em “O Brilho das Pedras”, composição de Sá, Rodrix e Guarabyra lançada originalmente em 1973. Na releitura da Sonora Fantasma, a faixa recebe novos caminhos rítmicos, passando por uma batida de funk antes de chegar a um encerramento mais pesado. A escolha reflete a intenção de dialogar com a tradição sem simplesmente reproduzi-la. “Depois do Fim” estabelece uma ponte com outra área da trajetória de Diego. Composta originalmente para “Dona Elza”, telefilme dirigido por ele ao lado de Hiro Ishikawa, a música foi reconstruída para integrar o universo da Sonora Fantasma. Já “Bebidas e Defumações” exemplifica a liberdade do álbum ao partir de uma balada ao piano, atravessar referências de Fugazi, Radiohead e Blur, chegar ao blues e terminar em um samba de gafieira. O repertório inclui ainda “Chegada”, “Corações Atravessados”, “Cachorros Dançantes” e “Até Amanhã”. Esta última nasceu de uma experiência especialmente pessoal: a despedida do pai de Diego e a percepção de que um encontro aparentemente cotidiano poderia acabar sendo o último. Ao longo do disco, histórias particulares como essa são ampliadas para reflexões sobre ausência, memória e os vínculos que permanecem. Rafael Sartori também assina os arranjos, gravação e mixagem, enquanto Luisa Toller desenvolveu arranjos vocais para quatro faixas e regeu integrantes do Vozeiral nos coros. O álbum conta ainda com participações de Dann Carvalho, Giovanna Lelis Airoldi, Raphael Sampaio e Feldeman Oliveira. “Sonora Fantasma te ama” sucede “Adeus Mundo Véio”, de 2021, e amplia uma trajetória na qual Diego procura aproximar suas experiências no audiovisual da composição musical. Mais do que buscar unidade por meio de um gênero específico, o segundo álbum encontra seu fio condutor nas relações humanas. Para a Sonora Fantasma, a música funciona justamente como aquilo que o título propõe: uma tentativa de diminuir distâncias por meio da presença.
Buena Vista Social Orchestra retorna ao Brasil para turnê de 31 shows em 2027

A Buena Vista Social Orchestra retorna ao Brasil entre abril e junho de 2027 para uma das maiores turnês de sua trajetória pelo país. Liderado pelo maestro e trombonista Jesus “Aguaje” Ramos, integrante original do Buena Vista Social Club, o grupo fará 31 apresentações em todas as regiões brasileiras, começando por São Paulo, em 17 de abril, e encerrando a passagem em Londrina, no dia 6 de junho. A turnê dá continuidade à relação do grupo com o público brasileiro após a passagem realizada em 2025. No repertório, a formação revisita clássicos eternizados pelo Buena Vista Social Club e diferentes vertentes da música cubana, passando pelo son, bolero e mambo. O espetáculo reúne dez músicos e conta também com outros nomes ligados à formação original, como Luis “Betun” Mariano Valiente Marin, Emilio Senon Morales Ruiz e Fabían Garcia. O retorno acontece três décadas depois das sessões que deram origem ao fenômeno Buena Vista Social Club. Gravado em Havana em 1996 e lançado internacionalmente no ano seguinte, o álbum reuniu músicos como Compay Segundo, Ibrahim Ferrer, Rubén González e Eliades Ochoa sob produção de Ry Cooder. O trabalho ultrapassou 8 milhões de cópias vendidas e venceu o Grammy de Melhor Álbum Tropical Latino Tradicional em 1998. O impacto ultrapassou o próprio disco. O projeto apresentou uma geração de músicos cubanos a um público internacional e ganhou ainda mais projeção com o documentário “Buena Vista Social Club”, dirigido por Wim Wenders e lançado em 1999. Ao lado dos trabalhos derivados e das carreiras individuais de seus integrantes, tornou-se uma das principais referências mundiais da música produzida em Cuba. Parte dessa história será representada no palco por Aguaje Ramos. Nascido em Pinar del Río, em 1951, o músico participou das gravações do Buena Vista Social Club e Afro-Cuban All Stars, além de trabalhos de Ibrahim Ferrer, Rubén González e Omara Portuondo. Como diretor musical da Buena Vista Social Orchestra, passou a conduzir uma formação dedicada à preservação e continuidade desse repertório. No Brasil, o tamanho da turnê chama atenção. Depois da abertura em São Paulo, o grupo passa por cidades como Campinas, Ribeirão Preto, Uberlândia, Goiânia, Brasília, Campo Grande, Manaus e Belém. O roteiro segue pelo Nordeste, com apresentações em Fortaleza, Recife, João Pessoa, Natal, Campina Grande, Caruaru, Petrolina e Salvador. A etapa final inclui Ipatinga, Vitória, Rio de Janeiro, Juiz de Fora e Belo Horizonte antes de chegar ao Sul, com Curitiba, Joinville, Florianópolis, Porto Alegre, Caxias do Sul, Chapecó, Foz do Iguaçu, Maringá e Londrina. A realização é da Estética Torta, com ingressos disponíveis pelo Clube do Ingresso.
Teddy Swims transforma paternidade e autocrítica em “Ugly”, seu segundo álbum

“UGLY”, segundo álbum de Teddy Swims, será lançado em 22 de janeiro pela Warner Records e marca uma fase de mudanças pessoais para o cantor norte-americano. Escrito ao longo de aproximadamente 15 meses, período que coincide com o nascimento de seu filho, o trabalho parte de reflexões sobre paternidade, amadurecimento, inseguranças e a pressão para corresponder às próprias expectativas. A nova etapa é apresentada por “Perfect Man”, faixa que aborda justamente a busca por um padrão impossível de perfeição. A música começa como uma balada conduzida por piano e elementos orquestrais, mas cresce com a entrada da banda, backing vocals e referências ao soul. Ao longo da composição, a ideia de que “não existe homem perfeito” deixa de funcionar como justificativa e passa a representar a necessidade de reconhecer as próprias limitações. “‘Perfect Man’ é uma música sobre se perdoar. Ao longo da minha vida, estabeleci para mim mesmo um padrão completamente irreal”, explica Swims. Segundo o cantor, essa cobrança passou pelas relações pessoais e ganhou outra dimensão depois que se tornou pai e percebeu a responsabilidade de ser referência para outras pessoas. A faixa reúne novamente colaboradores como Julian Bunetta, Afterhrs, Matt Zara, Mikky Ekko, Kendrick Nicholls e Alex Izquierdo, além de Edgar Barrera. No vídeo de performance, Teddy aparece acompanhado pela banda, backing vocals, quarteto de cordas e quatro músicos de sopro. O conceito visual acompanha a mensagem da composição: o cantor veste um terno branco propositalmente desgastado, utilizando a própria imperfeição como parte da estética. “Perfect Man” chega depois de “Break Up in Reverse”, outra música que antecipa a abordagem mais pessoal de “UGLY”. Juntas, as duas faixas indicam um disco voltado menos para personagens e mais para os conflitos experimentados pelo próprio Swims nos últimos meses. O álbum também chega após a maior fase comercial de sua carreira. “Lose Control” alcançou o primeiro lugar da Billboard Hot 100, recebeu certificação de Diamante e permaneceu 112 semanas na parada. A música ultrapassou ainda a marca de 5 bilhões de streams globais e ajudou a transformar Swims em um dos principais nomes do soul pop da atualidade. Depois de passar boa parte de 2026 na estrada, incluindo apresentações no Coachella e Stagecoach e uma extensa agenda internacional, Teddy Swims levará essa nova fase para a “The UGLY Tour”. O álbum, porém, aponta para uma mudança que vai além do tamanho dos palcos: depois do sucesso de “Lose Control”, Swims volta sua atenção para as próprias inseguranças e para as transformações provocadas pela chegada da paternidade.
Juvi Chagas lança primeiros singles de álbum duplo e traz participação de Cyro Sampaio

Juvi Chagas apresenta duas perspectivas sobre memória, relações e ausência no single duplo “comum entre os santos” e “a ridícula ideia de nunca mais te ver”. Já disponíveis pela Deck, as faixas antecipam “Café Passado” e “Café Futuro”, álbum duplo que a musicista e criadora de conteúdo lança em 2 de outubro. “comum entre os santos” recupera uma parte da própria trajetória de Juvi. A música é uma nova versão de uma composição da Eu, Você e a Manga, banda formada em Volta Redonda em 2016, na qual ela atuava como baixista. Agora, a faixa ganha a participação de Cyro Sampaio, do Menores Atos, e integra o lado “Café Futuro” do projeto. A composição aborda a maneira como memórias e relacionamentos podem alterar o significado atribuído às coisas com o passar do tempo. “Gosto tanto da letra porque ela fala do apego e do desapego, e mostra como a memória e os relacionamentos mudam o significado das coisas”, explica Juvi. Dentro da proposta do disco, a música se conecta à ideia de continuar acreditando no amor mesmo diante das imperfeições que cercam as relações. O outro lançamento segue por um caminho diferente. “a ridícula ideia de nunca mais te ver” é instrumental e tem como ponto de partida uma única frase, retirada de um livro da escritora espanhola Rosa Montero. A expressão que dá título à faixa aborda o luto e a experiência de seguir vivendo com a ausência de pessoas e situações que fizeram parte da própria história. A música integra “Café Passado”, estabelecendo um contraste conceitual com a faixa anterior. Enquanto uma olha para a possibilidade de construir novas relações, a outra se concentra naquilo que permanece depois de uma perda. A oposição ajuda a apresentar a lógica por trás dos dois discos que chegarão em outubro. Com a guitarra como elemento central, Juvi Chagas utiliza os dois singles também para ampliar sua identidade como instrumentista e compositora. Entre jazz, fusion, rock latino, psicodelia e música instrumental, “Café Passado” e “Café Futuro” prometem explorar diferentes caminhos musicais para observar passado e futuro a partir de um mesmo ponto: a memória.