Paradise Inc. lança “Head Over Heels” e confirma participação no Bangers Open Air 2027

A banda paulista de hard rock e AOR Paradise Inc. lançou o single “Head Over Heels”, mais uma prévia de One Step Into Paradise, seu primeiro álbum de inéditas desde Time (2011). A nova música dá continuidade à sequência de lançamentos que marcou o retorno do grupo, incluindo “Take Me Higher”, “Streets Of Neon Lights”, “Angel” e uma releitura de “Time”. A banda também foi confirmada no Bangers Open Air 2027, que acontece nos dias 24 e 25 de abril, no Memorial da América Latina, em São Paulo. Gravada no Dharma Studios, com produção de Rodrigo Oliveira, baterista do Korzus, “Head Over Heels” aposta em uma sonoridade que combina o hard rock tradicional com elementos contemporâneos. A composição apresenta riffs de guitarra marcantes, teclados com influências clássicas e um refrão melódico, mantendo a identidade musical que acompanha o Paradise Inc. desde sua formação. O guitarrista e fundador Marcos Peres destaca a proposta mais energética da faixa. “Essa música tem um pique bem pra cima, muito alto-astral. Ela conta com o riff de guitarra bem marcado, a pegada firme da bateria e teclados bem clássicos. Toda a concepção instrumental traz um sentimento alegre, vibrante e conta com um refrão muito marcante.” A letra também acompanha essa atmosfera otimista. Segundo o vocalista Ivan Martins, a composição aborda a importância de seguir em frente e valorizar os aspectos positivos da vida. Já o tecladista Collins Freitas ressalta a presença de um interlúdio com sonoridade moderna, característica que a banda vem incorporando às novas músicas para aproximar o AOR de produções atuais. O próximo álbum, One Step Into Paradise, contará com 11 faixas, incluindo os singles “Take Me Higher”, “Head Over Heels” e “Angel”. O trabalho encerra um longo intervalo desde o lançamento de Time, disco de estreia que apresentou o Paradise Inc. ao público internacional em 2011 e contou com participações de Doogie White, ex-Rainbow e Yngwie Malmsteen, e Alessandro Del Vecchio, do Hardline. A formação atual reúne Ivan Martins nos vocais, Marcos Peres na guitarra, Renato Rush no baixo, Allan Juliano na bateria e Collins Freitas nos teclados. Com o retorno às gravações e a confirmação no Bangers Open Air 2027, o quinteto prepara uma nova etapa de sua trajetória, que também incluirá a apresentação ao vivo das músicas recentes ao lado do repertório de seu primeiro álbum.

Bangers Open Air 2027 anuncia line-up completo com King Diamond, Edguy e Children of Bodom

O Bangers Open Air 2027 divulgou nesta quinta-feira (5) o line-up completo de sua próxima edição, marcada para os dias 24 e 25 de abril, no Memorial da América Latina, em São Paulo. Com mais de 40 atrações distribuídas em dois dias, o festival terá King Diamond, Edguy, Amon Amarth, Children of Bodom, HammerFall e Emperor entre seus principais nomes. Os ingressos estão disponíveis pelo Clube do Ingresso. O sábado (24) será liderado por Edguy, Children of Bodom e HammerFall, que apresentará o espetáculo especial Glory to the Brave & Hymns. A programação também inclui Lacuna Coil, KK’s Priest, Quiet Riot, Floor Jansen, Beast in Black, Pain of Salvation e Soen, reunindo diferentes vertentes do heavy metal, do hard rock e do metal progressivo. Outro destaque do primeiro dia será John Bush, que apresentará um repertório dedicado à sua passagem pelo Anthrax entre 1993 e 2003. O vocalista gravou quatro álbuns de estúdio com o grupo norte-americano durante esse período. A programação ainda contará com The Ocean, W.E.T., Twilight Force, The Other e representantes do cenário brasileiro, como Mindflow, Allen Key e Paradise Inc. No domingo (25), King Diamond, Amon Amarth e Emperor assumem o protagonismo. A programação reúne ainda Imminence, Kanonenfieber, Soilwork, Eluveitie, Metal Church e Blaze Bayley, que levará ao festival uma apresentação comemorativa de sua trajetória no Iron Maiden. Edu Falaschi, Enforcer, Angelus Apatrida, Claustrofobia e Tuatha de Danann também estão entre os confirmados. A edição de 2027 reforça a proposta do Bangers Open Air de reunir diferentes gerações e estilos da música pesada. O festival contará com quatro palcos, além de áreas de convivência, opções de lounge com open bar e open food e espaço destinado ao público infantil. A organização também confirmou uma pré-festa oficial para o dia 23 de abril, no próprio Memorial da América Latina. Os ingressos para o Bangers Open Air 2027 estão à venda pelo site Clube do Ingresso, com possibilidade de parcelamento em até seis vezes sem juros. Confira o Line-Up

Ricardo Confessori lança primeiro álbum solo com participações de Dan Vasc, Bruno Sutter e Mizuho Lin

O baterista Ricardo Confessori, conhecido por suas passagens por Angra, Shaman e Korzus, lançou nesta sexta-feira (31) seu primeiro álbum solo, Realm Breaker. Com 12 faixas gravadas entre 2023 e 2026, o disco reúne participações de Dan Vasc, Bruno Sutter, Mizuho Lin, Guilherme Hirose, Carlos Zema, Daniel Pinho e Fabio Caldeira. O lançamento também é acompanhado pelo videoclipe de “Ösel Solis”, disponibilizado no canal oficial do músico no YouTube. O projeto apresenta uma mistura de heavy metal, metal progressivo, elementos sinfônicos e música eletrônica. Além de explorar diferentes vertentes do gênero, Confessori desenvolveu um conceito inspirado na ficção científica, utilizando as composições para construir uma narrativa sobre tecnologia, inteligência artificial e as consequências de seu uso descontrolado. Na história, Realm Breaker é um cientista que desenvolve uma arma para combater ameaças em um futuro dominado pela inteligência artificial. Entretanto, ele perde o controle sobre a própria criação e acaba tendo parte do corpo consumida pela tecnologia, transformando-se em um ser parcialmente androide. Entre os destaques está “Ösel Solis”, composição instrumental de Thiago Larenttes que combina riffs inspirados no djent, solos de guitarra e uma passagem final conduzida pelo saxofone. A gravação conta com Confessori na bateria e Larenttes responsável pela guitarra solo, baixo, saxofone e orquestrações. O músico também assina a direção do videoclipe, além da produção musical, mixagem e masterização. O álbum apresenta diferentes vocalistas convidados. Dan Vasc participa de “Where The Eagles Fly”, lançada originalmente em 2023, enquanto Mizuho Lin assume os vocais de “Black Mirror” e “The Shredder”. Bruno Sutter interpreta “The Dark Passenger”, Fabio Caldeira canta a faixa-título e Guilherme Hirose participa de “Into Dark Matter”. A lista de convidados inclui ainda Daniel Pinho, responsável pelos vocais de “Magic Sprouts of Hope”, e Carlos Zema, que interpreta “No Prize to Perfection”. Já as composições instrumentais “Parmi Les Ruines Naissent L’Espoir et Le Trésor”, “Immortalis” e “Ausklang”, também concebidas por Thiago Larenttes, ajudam a conectar diferentes momentos da narrativa do disco. Além de tocar bateria e teclados, Ricardo Confessori assina a maior parte das composições e letras e responde pela produção de Realm Breaker. Thiago Larenttes teve participação central nas gravações, contribuindo com guitarras, baixo, piano, sintetizadores, programação eletrônica e arranjos orquestrais. O trabalho também conta com Affonso Junior nas guitarras e João Henrique “Rasta” nos solos de teclado das músicas “Magic Sprouts of Hope” e “The Dark Passenger”. Com Realm Breaker, Confessori apresenta seu primeiro trabalho autoral como artista solo, reunindo músicos de diferentes vertentes do metal em um álbum conceitual que combina peso, técnica e experimentação.

Supla mistura bossa nova, música clássica e rock em novo single “English Birds”

Supla lançou nesta sexta-feira (30) o single “English Birds”, primeira amostra de seu próximo álbum com a banda Os Punks de Boutique. A música combina rock and roll, bossa nova e arranjos orquestrais, inspirados pela recente colaboração do cantor com o maestro João Carlos Martins. O novo trabalho ainda não tem previsão de lançamento. A ideia para a sonoridade surgiu após o concerto From Bach to Supla, realizado em setembro de 2026, na Sala São Paulo. A apresentação reuniu o cantor, João Carlos Martins e a Bachiana Filarmônica SESI-SP, com ingressos esgotados. A experiência levou Supla a explorar elementos da música clássica em suas novas composições, ampliando as possibilidades de sua parceria com Os Punks de Boutique. Além das influências musicais, “English Birds” é uma homenagem às musas dos anos 1960 que marcaram a vida de grandes ídolos do rock. “Essa canção foi inspirada pelas musas dos anos 60 das quais foram grandes amores dos meus ídolos do rock que são sagrados aos meus olhos”, explica o cantor. A composição também aborda temas como autenticidade e liberdade criativa. Segundo Supla, a letra reforça a importância de seguir os próprios instintos sem se prender a convenções. “Uma das partes da letra diz: Tudo é possível quando você não é forçado e faz as coisas de forma genuína!”, comenta. Musicalmente, a faixa apresenta uma estrutura que transita entre diferentes estilos. “Começa meio bossa com uma instrumentação clássica de orquestra, logo em seguida tudo é possível e ela embala num rock and roll pra frente!”, descreve Supla. O single também ganhou um videoclipe dirigido pelo próprio cantor em parceria com Peter Steenolsen, com roteiro de Gabriela Greeb. A produção acompanha o lançamento da música e marca o início da divulgação do próximo trabalho de estúdio de Supla e Os Punks de Boutique. “English Birds” já está disponível nas plataformas digitais e representa mais uma experiência musical de Supla, que segue explorando diferentes influências sem abandonar suas raízes no punk rock e no rock and roll.

Hero Dishonest, banda de hardcore punk da Finlândia, anuncia oito shows no Brasil em 2027

A banda finlandesa Hero Dishonest fará sua primeira turnê pelo Brasil entre os dias 29 de janeiro e 7 de fevereiro de 2027. Com 25 anos de trajetória e nove álbuns de estúdio, o grupo de hardcore punk de Helsinque realizará oito apresentações, passando por Santo André, Sorocaba, São Paulo, Limeira, Natal, Fortaleza e Belém, além de um show secreto. A turnê é organizada pela Xaninho Discos em parceria com a Läjä Records. Formado em 1999, o Hero Dishonest construiu sua trajetória no cenário independente europeu com uma sonoridade influenciada pelo hardcore norte-americano do início dos anos 1980, especialmente por bandas como Black Flag. O grupo aposta em composições curtas, rápidas e agressivas, resumidas pelo próprio quarteto no lema “quatro acordes, 40 segundos”. A relação do Hero Dishonest com o hardcore brasileiro começou há mais de duas décadas. Em 2004, a banda lançou um split com o Mukeka di Rato, grupo de Vila Velha, no Espírito Santo. O disco reuniu Burzum Marley, dos brasileiros, e I And I Walked The Line, dos finlandeses, com lançamento pela Läjä Records, selo independente capixaba fundado em 1998. Ao longo da carreira, o Hero Dishonest lançou nove discos de estúdio, além de EPs e trabalhos compartilhados com outras bandas. Sua discografia foi construída em parceria com o selo independente If Society, mantido pelo guitarrista do grupo. A banda também realizou turnês pela Europa, Estados Unidos e Rússia, além de participar de festivais como Ilosaarirock, Sideways e Swampfest. Em 2005, durante sua participação no Ilosaarirock, um dos principais festivais de rock da Finlândia, o Hero Dishonest chegou a ser apresentado pela organização como um dos tesouros nacionais do punk finlandês. O reconhecimento acompanhou a trajetória do grupo, que manteve sua identidade ligada ao hardcore independente e às letras de conteúdo político. O trabalho mais recente é Flat Society, lançado em 2024, ano em que a banda completou 25 anos de atividades. O álbum marcou uma mudança na discografia do Hero Dishonest ao apresentar, pela primeira vez, músicas cantadas tanto em finlandês quanto em inglês. As letras abordam questões como o combate ao nazismo e à homofobia, a crise climática e a guerra da Rússia na Crimeia. O disco também inclui uma versão de “Brick Wall”, do Big Boys, banda norte-americana que ajudou a construir a identidade do hardcore nos anos 1980. Flat Society recebeu avaliações positivas da imprensa especializada. A revista norte-americana Maximum Rocknroll destacou o trabalho entre os lançamentos recentes de hardcore, enquanto o site finlandês Noise.fi atribuiu nota máxima ao álbum. Confira as datas da turnê do Hero Dishonest no Brasil em 2027 A primeira passagem do Hero Dishonest pelo Brasil será realizada pela Xaninho Discos e Läjä Records, responsável pelo lançamento do split com o Mukeka di Rato em 2004.

Scatolove celebra dez anos de união com Estanho, álbum mais pesado da carreira

A Scatolove, formada por Léo Ramos, vocalista e guitarrista da Supercombo, e Isa Salles, vocalista da Teima, lançou Estanho, seu segundo álbum de estúdio. Disponível nas plataformas digitais pela Deck, o trabalho sucede Lei de Muffin (2018) e celebra os dez anos de relacionamento e parceria musical do casal. O título faz referência às bodas de estanho, tradicionalmente comemoradas após uma década de união. O novo disco representa uma mudança significativa na sonoridade da dupla. Conhecida pela mistura de indie rock e pop, a Scatolove incorpora elementos de metalcore, guitarras de sete cordas, pedal duplo e vocais gritados. O resultado é o trabalho mais pesado da trajetória do projeto, sem abandonar os refrões melódicos e as características que marcaram seus lançamentos anteriores. “Nesse álbum a gente deixou o nosso lado mais metalcore aflorar. Mesmo a gente se intitulando um duo de pop rock, dessa vez as coisas ‘saíram de controle’ e tá bem mais pesado, com temas bem densos”, explica Isa Salles. Inicialmente, a banda planejava dar continuidade ao EP Cavalice no País das Maravilhas – Episódio 1. Entretanto, durante o processo de composição, as novas músicas começaram a se distanciar do conceito original. A ideia de lançar uma segunda parte foi abandonada, dando lugar a um álbum independente, com identidade própria e uma abordagem musical mais agressiva. Entre os destaques está “Só Voar”, escolhida por Léo e Isa como a faixa preferida do disco. A composição combina guitarras pesadas com uma estrutura dançante e refrão marcante, enquanto a letra aborda de maneira descontraída a dispersão do casal e as dificuldades que isso provoca na rotina. O álbum também apresenta composições com temáticas mais densas. “Agulhas” traz uma reflexão sobre o cenário político e críticas à organização da sociedade. Já “No Lugar” aborda a experiência de Isa Salles após receber o diagnóstico de síndrome do pânico. Parte dos vocais foi registrada enquanto a cantora tentava se regular emocionalmente durante uma crise, tornando a gravação especialmente pessoal. Em contrapartida, “Pra Não Ver” recupera elementos da sonoridade dos primeiros trabalhos da Scatolove. Apesar da atmosfera mais delicada, a letra apresenta uma reflexão sobre a relação entre lucidez e felicidade, explorando a necessidade de, em determinados momentos, criar distância da própria realidade para conseguir enxergá-la de maneira positiva. Com Estanho, a Scatolove encerra um intervalo de oito anos desde seu primeiro álbum e inaugura uma nova fase criativa. O disco reúne a experiência acumulada ao longo de uma década de parceria e amplia os limites musicais do duo, aproximando o pop rock de influências mais pesadas do metal contemporâneo.

Edu Falaschi retoma turnê pelo Brasil e revela bastidores do clipe de “Echoes of Vows”

O vocalista Edu Falaschi retoma a Mi’raj & The Legacy Tour no dia 5 de novembro, em Chapecó, Santa Catarina. A nova etapa da turnê passará por seis cidades brasileiras, incluindo Florianópolis, Porto Alegre, Santo André, Recife e Campinas, onde o cantor encerra sua agenda de apresentações de 2026, em 6 de dezembro. O repertório reúne músicas de seu novo álbum, Mi’raj, além de composições que marcaram seus 35 anos de carreira. O retorno aos palcos acontece acompanhado do lançamento de um vídeo com os bastidores do videoclipe de “Echoes of Vows”, faixa presente em Mi’raj. Dirigido por Daniel Mazza, o clipe foi gravado em um castelo de estilo medieval em São Roque, no interior de São Paulo, utilizando atores, figurinos de época, maquiagem e cenários reais. A produção não recorreu a imagens geradas por inteligência artificial. A ambientação contou com a participação da equipe Espada de Prata, de Fábio Encantado, além do apoio da 22 Locações e da Roadlog. O making of, disponibilizado no canal oficial de Edu Falaschi no YouTube, apresenta o processo de criação das cenas e os detalhes da produção audiovisual. Com letra e música assinadas pelo próprio cantor, “Echoes of Vows” aprofunda a história de Jorge, protagonista da trilogia formada pelos álbuns Vera Cruz (2021), Eldorado (2023) e Mi’raj (2026). Na composição, o personagem revisita lembranças da infância, sua relação com a Irmã Rosa e o amor por Janaína, enquanto enfrenta dúvidas sobre sua capacidade de cumprir a missão que recebeu. Lançado em 2026, Mi’raj encerra a narrativa desenvolvida por Edu Falaschi e Fábio Caldeira. Musicalmente, o trabalho combina power metal, elementos progressivos, arranjos orquestrais e influências da música do Oriente Médio. O disco conta com participações de Veronica Bordacchini, do Fleshgod Apocalypse, na faixa-título; Roy Khan, ex-Kamelot e integrante do Conception, em “Circle of Dust”; e Rafael Bittencourt, do Angra, em “Intuição”. A produção do álbum ficou a cargo de Edu Falaschi, com coprodução de Thiago Bianchi e mixagem e masterização de Dennis Ward. O trabalho conclui uma sequência de três discos conceituais iniciada em 2021, consolidando uma das fases mais ambiciosas da trajetória solo do vocalista. Turnê de Edu Falaschi terá músicas de diferentes fases da carreira Além das composições da trilogia solo, a Mi’raj & The Legacy Tour resgata músicas de diferentes momentos da carreira do cantor, incluindo suas passagens por Mitrium, Venus, Symbols, Almah e Angra. Entre os destaques estão faixas dos álbuns Aurora Consurgens (2006) e Aqua (2010), lançados durante sua passagem pelo Angra e pouco executados nas turnês mais recentes. Parte do repertório foi escolhida com a participação dos fãs, por meio de votação. Confira as datas e locais da Mi’raj & The Legacy Tour em 2026

Queens of the Stone Age troca a agressividade pela escuridão e encontra novos caminhos em Perfecth

Existe uma expectativa quase automática quando o Queens of the Stone Age anuncia um novo álbum. Afinal, estamos falando de uma banda que ajudou a redefinir o rock alternativo nas últimas três décadas, com riffs marcantes, guitarras hipnóticas e uma personalidade musical inconfundível. Mas quem espera encontrar em Perfecth uma sequência de músicas na linha de Songs for the Deaf (2002) ou Rated R (2000) pode se surpreender. O nono trabalho de estúdio do grupo é um dos mais introspectivos e experimentais de sua carreira. Já começa pela capa, onde primeira vez usam uma foto da banda. Musicalmente, em vez de apostar na potência e distorção das guitarras, Josh Homme prefere explorar atmosferas, melodias desconfortáveis e arranjos pouco convencionais. O resultado é um disco que conversa muito mais com David Bowie, Iggy Pop e até Rolling Stones do que com o stoner rock que apresentou o Queens of the Stone Age ao mundo. É impossível ignorar o momento pessoal de Homme. Nos últimos anos, o músico enfrentou problemas de saúde e uma longa batalha judicial pela custódia e guarda dos filhos. Essas experiências parecem ter deixado marcas profundas em suas composições. A atmosfera sombria de Perfecth também estabelece uma conexão com Alive in the Catacombs, projeto gravado nas catacumbas de Paris. Um Queens of the Stone Age diferente e está tudo bem A abertura com It’s Only Love já deixa evidente essa transformação. A música começa de maneira intimista, com violão e uma interpretação vulnerável de Homme, antes de incorporar elementos que remetem a um cabaré sombrio. É uma escolha interessante justamente porque não tenta conquistar o ouvinte pela força, mas pelos detalhes. Em Insignificant Other, o grupo recupera parte de seu groove característico, com baixo em destaque, guitarras psicodélicas e harmonias vocais. Já Where The Goth Girls At? representa uma das experiências mais curiosas do álbum, misturando elementos góticos, uma interpretação teatral e referências que remetem ao The Cure. Particularmente, gosto quando as bandas abraçam esse lado mais estranho. A banda sempre teve uma relação interessante com o absurdo, o humor ácido e o desconforto. A diferença é que, desta vez, esses elementos aparecem menos associados à agressividade e mais próximos de uma estética cinematográfica. A influência de David Bowie atravessa boa parte do repertório, especialmente na maneira como as músicas são construídas e na liberdade para explorar caminhos pouco convencionais. Essa aproximação também aparece em Sunday, composição originalmente desenvolvida por Homme para Post Pop Depression, de Iggy Pop. Por outro lado, Mono representa um dos momentos mais difíceis do disco. A música mergulha em experimentações psicodélicas, sintetizadores estranhos e uma estrutura propositalmente desconfortável. Entendi a proposta, mas considero que aqui a banda exagera um pouco na desconstrução. É uma faixa que exige paciência e não necessariamente desperta vontade de ouvir repetidamente. Entre a melancolia e os riffs A segunda metade do álbum consegue equilibrar melhor a experimentação com composições mais acessíveis. From the Cliff apresenta uma abordagem próxima do folk, com arranjos delicados e uma interpretação emocional de Homme. Já Easy Street está entre os grandes destaques, trazendo elementos acústicos e melodias envolventes que contrastam com os momentos mais sombrios do repertório. Phantom Limb recupera parte da identidade mais reconhecível do Queens of the Stone Age, enquanto Run Away From The Mob encerra o trabalho com uma explosão instrumental que lembra a energia característica do grupo. É quase como se Homme estivesse mostrando que ainda sabe produzir rock pesado, mas simplesmente não considera necessário fazer isso durante um álbum inteiro. Com aproximadamente 36 minutos, Perfecth é relativamente curto, mas exige atenção. Diferentemente de Songs for the Deaf ou …Like Clockwork (2013), que apresentam momentos de impacto imediato, o novo trabalho aposta em atmosferas e melodias que crescem conforme as audições. Não considero que seja um disco para apresentar o Queens of the Stone Age a alguém que nunca ouviu a banda. Para isso, continuaria recomendando os clássicos. Mas é um trabalho importante para compreender o momento atual de Josh Homme e um dos grandes discos do ano, com certeza. O que mais me chama a atenção é perceber que, depois de tantos anos, ele continua inquieto artisticamente. Em vez de reproduzir fórmulas que já funcionaram, prefere desafiar as expectativas, mesmo correndo o risco de desagradar parte do público. Fazendo uma metáfora, Perfecth não é um álbum perfeito, tampouco pretende ser. Existem momentos em que a experimentação compromete a fluidez, mas também há composições que revelam novas possibilidades para o Queens of the Stone Age. No fim, Josh Homme já não precisa provar que sabe fazer um grande disco de rock. Agora, parece mais interessado em descobrir quantas outras coisas consegue fazer sem deixar de ser ele mesmo.

Nickelback mostra força nos riffs e talento para refrões em Everything Under the Sun

Poucas bandas conseguiram construir uma carreira tão bem-sucedida e, ao mesmo tempo, despertar tanta antipatia quanto o Nickelback. Durante anos, o quarteto canadense foi tratado quase como uma piada por parte do público do rock, apesar de vender milhões de discos, emplacar sucessos nas rádios e lotar arenas pelo mundo. Com Everything Under the Sun, 11º álbum de estúdio, que chegou nesta sexta-feira (30), Chad Kroeger e companhia mostram que não estão particularmente interessados em convencer seus críticos. A proposta é fazer aquilo que sabem, e sabem muito bem: músicas acessíveis, guitarras marcantes e refrões que grudam na cabeça. Quatro anos depois de Get Rollin’ (2022), o Nickelback apresenta um trabalho que transita entre diferentes momentos de sua discografia. Há espaço para o hard rock mais pesado, para o post-grunge que marcou a explosão comercial do grupo nos anos 2000 e para uma abordagem cada vez mais próxima do pop. O resultado é um disco bastante variado, embora essa diversidade também provoque algumas mudanças bruscas de direção ao longo da audição. A abertura, aliás, pode até enganar quem espera encontrar um Nickelback mais comportado. Rattle the Cage, com participação do guitarrista John 5, atualmente no Mötley Crüe, é uma das faixas mais agressivas do repertório recente da banda. Os riffs são pesados, a bateria de Daniel Adair trabalha com intensidade e Chad Kroeger explora uma interpretação vocal mais grave e rasgada. O solo de John 5 acrescenta uma dose de virtuosismo sem transformar a música em uma demonstração exagerada de técnica. Na sequência, a minha preferida do álbum: Bones for the Crows. Ela mantém a pressão das guitarras, mas já evidencia uma das maiores qualidades do Nickelback: a capacidade de construir refrões gigantescos. A faixa combina versos intensos com uma explosão melódica que parece feita sob medida para ser cantada por milhares de pessoas em uma arena. É justamente nesse equilíbrio entre peso e acessibilidade que a banda costuma entregar seus melhores momentos. Entretanto, quem imaginar que Everything Under the Sun seguirá nessa direção até o final provavelmente ficará surpreso. A partir de I Already Know, o álbum começa a suavizar sua sonoridade. As guitarras continuam presentes, mas passam a dividir o protagonismo com melodias mais leves, arranjos radiofônicos e influências que se aproximam do country rock e do pop americano. A transição fica ainda mais evidente em Leave Me Behind, que recupera a fórmula das baladas de médio andamento que ajudaram a transformar o Nickelback em um fenômeno comercial. É impossível não reconhecer a assinatura da banda. Os versos criam uma atmosfera mais contida, preparando o terreno para um refrão expansivo, daqueles que parecem familiares já na primeira audição. E aqui está o principal mérito do disco: o Nickelback realmente sabe fazer refrões. Independentemente de a música ser pesada, romântica ou descaradamente pop, existe um cuidado evidente com a construção das melodias. Os refrões não aparecem simplesmente como uma repetição dos versos. Eles crescem, apresentam novas camadas vocais e encontram maneiras eficientes de prender a atenção do ouvinte. If I Don’t Go reforça essa característica ao explorar uma sonoridade mais próxima do country contemporâneo. Já Make Me Love You mergulha definitivamente no território das power ballads, com uma interpretação emocional de Kroeger e uma produção que privilegia a grandiosidade. É o tipo de música que dificilmente surpreenderá quem acompanha a banda há duas décadas, mas que demonstra como o vocalista domina esse formato. Essa previsibilidade, porém, também representa uma das limitações do trabalho. Em determinados momentos, a produção parece excessivamente preocupada em deixar tudo perfeitamente encaixado. Os instrumentos soam limpos, os vocais são cuidadosamente trabalhados e os refrões surgem exatamente onde se espera. Funciona comercialmente, mas algumas músicas poderiam ganhar personalidade com um pouco mais de espontaneidade. Não faria mal para ninguém ter alguns “Lados B” despretensiosos por aqui. Entre as faixas que procuram escapar dessa estrutura está Chasin’ Famous, que recupera o espírito bem-humorado de Rockstar, sucesso do álbum All the Right Reasons (2005). Desta vez, o alvo é a obsessão contemporânea pela fama e pela exposição nas redes sociais. Musicalmente, a canção apresenta um groove interessante e guitarras que ajudam a impedir que a crítica social se transforme em algo excessivamente sério. Simple Song segue outro caminho, apostando em uma mensagem de união e em uma construção quase de hino. A presença de um coral amplia a dimensão da música, embora o resultado flerte com um sentimentalismo exagerado. Ainda assim, é difícil negar a eficiência do arranjo, especialmente quando as vozes se encontram no refrão. Uma das maiores surpresas aparece em Technicolor Steamboat. Com introdução narrada pelo ator Ryan Reynolds, a faixa apresenta violões, harmonias vocais e uma atmosfera psicodélica que pouco lembra os grandes sucessos do Nickelback. É uma experiência curiosa, com influências do folk e do rock clássico, que demonstra uma disposição para explorar caminhos menos óbvios. Nem todas essas experiências funcionam com a mesma intensidade, mas é interessante perceber uma banda com mais de 30 anos de carreira procurando novas possibilidades dentro de sua própria linguagem. Outro momento que chama atenção é Lift Somebody Up, principalmente pela quantidade de convidados envolvidos. Sammy Hagar, Brent Smith e Zach Myers, do Shinedown, Joe Bonamassa, Tommy Lee e Charlie Benante estão entre os músicos que participam da gravação. Apesar do elenco impressionante, a faixa não tenta transformar cada participação em um acontecimento isolado. O resultado é uma música coletiva, com espírito de celebração e uma pegada mais próxima do rock clássico. Na reta final, Bottled Dreams mantém o clima descontraído, enquanto Last Night Was Fun encerra o álbum com uma abordagem ainda mais pop. A última faixa praticamente abandona a agressividade apresentada na abertura e aposta em uma melodia leve, de assimilação imediata. É uma escolha que resume bem a trajetória do disco: começa com o pé no acelerador, mas termina muito mais interessado em conquistar o ouvinte pela melodia do que pela força das guitarras. Essa mudança gradual de sonoridade é, ao mesmo tempo, uma qualidade e um problema. Por um lado, demonstra a versatilidade