Everlast retorna após oito anos com novo álbum produzido por Yelawolf

“Embers to Ashes”, novo álbum de Everlast, marca o retorno do rapper, cantor e compositor norte-americano com seu primeiro trabalho de inéditas em oito anos. Produzido por Yelawolf e mixado por Chris Lord-Alge, o disco aprofunda a mistura de hip hop, blues, Americana e roots rock que acompanha o músico desde que ele deixou o House of Pain e construiu uma carreira solo marcada por sucessos como “What It’s Like”. O novo álbum nasce de um período de grandes mudanças na vida de Everlast. Na última década, o músico viu sua casa em Los Angeles ser destruída pelo incêndio de Woolsey, em 2018, atravessou a pandemia e um divórcio. Essas experiências aparecem como pano de fundo para músicas sobre perdas, recomeços, relacionamentos, envelhecimento e a necessidade de reconstruir a própria vida. A parceria com Yelawolf começou a ser desenhada ainda em 2015, quando os dois se encontraram em Berlim e o rapper manifestou interesse em produzir um disco de Everlast. Cerca de uma década depois, a ideia finalmente saiu do papel em Nashville. O álbum também contou com colaboradores como David Ray, compositor que já trabalhou com nomes como Jelly Roll e Teddy Swims. Musicalmente, “Embers to Ashes” encontra Everlast em um território conhecido, mas sem simplesmente reproduzir o passado. “Losing Man’s Game” aborda a liberdade encontrada depois de chegar ao fundo do poço e conta com Andy Frasco, Amigo the Devil e DJ Muggs, do Cypress Hill. Já “My Hollywood” observa os altos e baixos da indústria do entretenimento, enquanto “Stones” percorre um caminho entre autodepreciação, cura e perdão. Há também espaço para narrativas mais sombrias. “Never Coming Home” se aproxima da tradição das murder ballads, enquanto “Happy You Can Cry” discute liberdade a partir da história de uma mulher em dificuldades. Em “1987”, Everlast olha diretamente para o próprio passado e relembra sua vida antes da fama, período em que chegou a trabalhar com Ice-T. O lado político aparece em “Rubber Bullets”, faixa de protesto inspirada pelas repercussões do assassinato de George Floyd. Antes da carreira solo, Everlast alcançou sucesso mundial como integrante do House of Pain com “Jump Around”, um dos grandes hits do hip hop dos anos 1990. Em 1998, apresentou uma nova direção musical com “Whitey Ford Sings the Blues” e o sucesso de “What It’s Like”, consolidando uma combinação particular de rap, blues e rock que se tornaria sua assinatura. Anos depois, também conquistou um Grammy pela colaboração com Santana em “Put Your Lights On”. “Embers to Ashes” chega, portanto, como mais um capítulo de uma trajetória construída justamente pela dificuldade de encaixar Everlast em um único gênero. Mais de três décadas depois de “Jump Around”, o músico continua transitando entre rap, blues e rock, agora usando as experiências e cicatrizes acumuladas nos últimos anos como combustível para suas novas músicas.

Lifehouse transfere três shows para casas maiores após esgotar ingressos no Brasil

A primeira turnê do Lifehouse pelo Brasil ganhou novos espaços após a grande procura por ingressos. Com apresentações esgotadas poucos dias depois do início das vendas, a Solid Music Entertainment anunciou a transferência de três dos quatro shows marcados para março de 2027. A mudança amplia a capacidade das apresentações e novos lotes de ingressos foram disponibilizados. Em Curitiba, o show de 12 de março deixa o Jokers e passa para o Tork n’ Roll. São Paulo também ganhou uma casa maior: a apresentação de 13 de março foi transferida do Manifesto para a Audio. No Rio de Janeiro, a mudança acontece no dia 16, com o Lifehouse deixando o Agyto para tocar no Teatro Clara Nunes. Belo Horizonte é a única cidade que mantém o local originalmente anunciado, com show no Mister Rock em 14 de março. Todos os ingressos adquiridos anteriormente seguem válidos para os novos locais e respectivos setores. A passagem pelo país será a primeira da história do Lifehouse e terá como atração o espetáculo Best of Acoustic, comandado por Jason Wade, vocalista, guitarrista e principal compositor do grupo, ao lado do guitarrista Steve Stout. A proposta é revisitar mais de três décadas de repertório em formato acústico, incluindo sucessos como “Hanging by a Moment”, “You and Me”, “First Time”, “Broken”, “Whatever It Takes”, “Everything” e “Breathing”. Formado em Los Angeles a partir da banda Blyss, o Lifehouse ganhou projeção mundial logo no início dos anos 2000. O álbum de estreia, No Name Face, chegou em 2000 e apresentou “Hanging by a Moment”, música que alcançou a segunda posição da Billboard Hot 100 e terminou 2001 como número 1 no ranking anual da parada norte-americana. O grupo conquistou outro de seus maiores sucessos em 2005 com “You and Me”. A balada chegou ao quinto lugar da Billboard Hot 100 e permaneceu por 62 semanas não consecutivas no ranking, além de ganhar enorme exposição em séries de televisão. O próprio Lifehouse apareceu em Smallville, produção que ajudou a aproximar ainda mais seu repertório do público daquela geração. Ao longo da carreira, a banda lançou sete álbuns de estúdio e acumulou músicas como “Spin”, “Take Me Away”, “Blind”, “Halfway Gone”, “Between the Raindrops” e “Hurricane”. Quatro de seus discos chegaram ao top 10 da Billboard 200, enquanto as vendas globais ultrapassaram a marca de 15 milhões de cópias. A transferência dos shows de Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro reforça a procura pela estreia brasileira do Lifehouse. Com novas capacidades abertas ao público, os ingressos para as apresentações estão novamente disponíveis pela 101 Tickets. Serviço Lifehouse: Best of Acoustic em Curitiba Data: 12/3/2027, sexta-feiraLocal: Tork n’ RollEndereço: Avenida Marechal Floriano Peixoto, 1695, RebouçasIngressos: 101 Tickets – Curitiba Lifehouse: Best of Acoustic em São Paulo Data: 13/3/2027, sábadoLocal: AudioEndereço: Rua Ramos Batista, 207, Vila Olímpia, São Paulo/SPIngressos: 101 Tickets – São Paulo Lifehouse: Best of Acoustic em Belo Horizonte Data: 14/3/2027, domingoLocal: Mister RockEndereço: Avenida Tereza Cristina, 295, Prado, Belo Horizonte/MGIngressos: 101 Tickets – Belo Horizonte Lifehouse: Best of Acoustic no Rio de Janeiro Data: 16/3/2027, terça-feiraLocal: Teatro Clara NunesEndereço: Rua Marquês de São Vicente, 52, Gávea, Rio de Janeiro/RJIngressos: 101 Tickets – Rio de Janeiro

Miley Cyrus anuncia novo álbum “Bass Persuades” e retorno aos palcos

Miley Cyrus anunciou seu décimo álbum de estúdio, “Bass Persuades”, com lançamento marcado para 18 de setembro pela Atlantic Records, com distribuição da Warner Music Brasil. O novo trabalho inaugura mais um capítulo na trajetória da cantora e chega acompanhado de uma nova identidade visual desenvolvida em colaboração com o fotógrafo Mert Alas. A divulgação do disco começou a ganhar forma também com uma edição especial da Wonderland Magazine, que teve Miley como editora convidada e um ensaio assinado por Mario Sorrenti. Alastair McKimm, diretor criativo da publicação, também colaborou com a artista na construção desta nova fase. Os detalhes completos do repertório e as músicas que integrarão “Bass Persuades” ainda devem ser apresentados como parte da campanha de lançamento. O anúncio também marca o retorno de Miley Cyrus aos palcos. A cantora fará duas apresentações no Hollywood Bowl, em Los Angeles, nos dias 16 e 18 de outubro. Os shows serão as primeiras oportunidades de acompanhar ao vivo a nova era da artista após o lançamento de “Bass Persuades”. A venda de ingressos começa em 8 de setembro, às 10h no horário do Pacífico, com uma pré-venda destinada a clientes American Express. No dia seguinte será realizada a pré-venda oficial da artista, enquanto a venda geral está marcada para 10 de setembro pela Ticketmaster. A campanha contará ainda com o Reserved, iniciativa que disponibilizará ingressos reservados para alguns dos principais ouvintes de Miley no Spotify Premium antes da abertura das vendas gerais. Uma das artistas pop mais importantes de sua geração, Miley construiu uma carreira marcada por constantes mudanças de direção. Desde a projeção mundial alcançada ainda na adolescência, a cantora transitou pelo pop, rock, country e diferentes referências da música norte-americana, transformando cada novo álbum em uma oportunidade de reconstruir sua identidade artística. A nova fase acontece ainda em um momento no qual Miley reforça publicamente a importância de Dolly Parton em sua formação. Madrinha da cantora, a lenda do country mantém uma relação pessoal e artística de longa data com Miley, incluindo diferentes colaborações e a participação conjunta no especial “Miley’s New Year’s Eve Party”. Agora, com “Bass Persuades” e a volta aos palcos confirmada, Miley Cyrus prepara o início de mais um ciclo de sua carreira.

Atração do Rock in Rio, Nova Twins faz seu primeiro show como headliner no Brasil neste domingo

A Nova Twins retorna ao Brasil no próximo dia 6 de setembro para um encontro especial com o público paulistano. A dupla britânica formada por Amy Love e Georgia South será a atração principal do É Tudo Delas, no Cine Joia, em São Paulo, em seu primeiro show como headliner no Brasil e na América do Sul. A programação ainda reúne MC Taya e The Mönic, com ingressos disponíveis pela FasTix. A apresentação acontece apenas dois dias depois da participação da Nova Twins no Rock in Rio 2026 e ganha peso extra pela relação da banda com São Paulo. Segundo dados de plataformas que acompanham as estatísticas do Spotify, a capital paulista é atualmente a segunda cidade que mais escuta a dupla no mundo, atrás somente de Londres. Formada em Londres, a Nova Twins construiu uma sonoridade difícil de encaixar em uma única definição. O baixo de Georgia South assume um papel central e incorpora efeitos capazes de aproximá-lo da música eletrônica, enquanto a guitarra de Amy Love transita entre riffs pesados, ruídos e texturas. Metal, punk, grime, hip-hop, drum’n’bass e pop aparecem misturados em músicas construídas para funcionar com grande impacto ao vivo. As influências ajudam a explicar essa combinação. Amy e Georgia cresceram ouvindo Destiny’s Child e encontraram em “Survivor” uma referência de força feminina. Timbaland, N.E.R.D. e Skrillex influenciaram a abordagem de Georgia no baixo, enquanto Amy incorporou elementos associados a nomes como Jack White e St. Vincent. No palco, a dupla busca ainda a intensidade e o caráter explosivo de grupos como The Prodigy. Essa variedade aparece em faixas como “Antagonist” e “Cleopatra”, que exploram o lado mais pesado do grupo, enquanto “Drip” se aproxima do drum’n’bass e “Hummingbird” abre espaço para melodias mais evidentes. O resultado é uma música que preserva o peso das guitarras sem se limitar às estruturas tradicionais do rock. De Bring Me the Horizon a Foo Fighters A ascensão internacional da Nova Twins também colocou Amy e Georgia ao lado de alguns dos maiores nomes do rock contemporâneo. Em 2020, Oli Sykes, vocalista do Bring Me the Horizon, convidou a dupla para participar de “1×1”, faixa de Post Human: Survival Horror. A música ultrapassou 156 milhões de reproduções no Spotify e a colaboração posteriormente chegou aos palcos do Download Festival. Em 2024, a Nova Twins abriu apresentações do Foo Fighters durante uma turnê pela América do Norte. O terceiro álbum da dupla, Parasites & Butterflies, aprofundou essa conexão com o universo do rock de arenas ao contar com produção de Rich Costey, conhecido por trabalhos com Foo Fighters, Muse, Rage Against the Machine e My Chemical Romance. Já em 2026, Amy e Georgia excursionaram pelos Estados Unidos e Canadá ao lado de Evanescence e Spiritbox. Durante a turnê, também dividiram o palco com Amy Lee e Courtney LaPlante em “Fight Like a Girl”, reforçando a posição conquistada pela Nova Twins dentro da atual geração do rock pesado. MC Taya e The Mönic completam a noite O É Tudo Delas também coloca em destaque duas representantes da música pesada brasileira. MC Taya leva ao Cine Joia o chamado Metal Mandrake, combinação de nu metal, funk, rap e trap desenvolvida a partir de sua trajetória na Baixada Fluminense. Depois de iniciar sua relação com a música ainda na adolescência e passar por bandas de nu metal e hardcore, a artista consolidou sua identidade solo com trabalhos como “Preta Patrícia” e os EPs Betty e Histeria Agressiva 100% Neurótica. A The Mönic completa o lineup representando a cena paulistana. Formado por Ale Labelle, Dani Buarque, Daniely Simões e Joan Bedin, o quarteto chega ao evento depois de passagens por festivais como Rock in Rio e Knotfest Brasil. O grupo também é responsável pelo movimento Não Tem Banda Com Mina, iniciativa que promove a presença de mulheres na música e já realizou mais de 14 edições. A conexão entre as atrações brasileiras já existe fora do festival. MC Taya e The Mönic colaboraram em “Bitch Eu Sou Incrível”, lançada em 2025 pela Deck. Agora, dividem a mesma noite com a Nova Twins em uma programação inteiramente protagonizada por mulheres e que cruza diferentes vertentes da música pesada contemporânea. SERVIÇO É Tudo Delas – Nova Twins + MC Taya + The Mönic Data: 6 de setembro de 2026 (domingo) Horário: a partir das 18h Local: Cine Joia Ingressos: fastix.com.br/events/nova-twins-em-sao-paulo Preços entre R$ 175 e R$ 310 (meia-entrada e ingresso solidário disponíveis)

Blessthefall e Memphis May Fire transformam Carioca Club em uma grande roda de mosh

O Carioca Club viveu uma daquelas noites em que a divisão entre palco e pista praticamente desaparece. Blessthefall e Memphis May Fire se apresentaram neste sábado (29), em São Paulo, em dois shows marcados por intensidade, mosh pits praticamente constantes e uma resposta do público que acompanhou o peso das duas bandas. E, apesar de toda a brutalidade envolvida, houve outro ponto em comum: a qualidade sonora. Com os instrumentos ligados em linha e o uso de VSs, ambos entregaram um som extremamente definido, equilibrando peso, clareza e impacto mesmo nos momentos mais caóticos. Organizado pela Liberation, o evento levou um grande público ao Carioca Club, que ficou próximo da lotação máxima, e teve a banda brasileira Reckoning Hour responsável pela abertura da noite. A apresentação em São Paulo integrou a passagem das bandas pelo Brasil, iniciada na sexta-feira (28), em Belo Horizonte, e com encerramento neste domingo (30), em Curitiba. Blessthefall Coube ao Blessthefall entrar primeiro e estabelecer rapidamente o clima da noite. A banda apostou na combinação que ajudou a transformá-la em um dos nomes importantes do metalcore e post-hardcore norte-americano, alternando breakdowns, melodias e refrões que encontraram uma plateia disposta a participar desde os primeiros minutos. O público abriu rodas e respondeu aos pedidos da banda, enquanto o grupo evitava qualquer sensação de estar simplesmente preparando terreno para a atração seguinte. A performance também mostrou como o Blessthefall entende a dimensão física de seus shows. Mais do que executar as músicas, a banda estimulou constantemente a interação com a pista. O ápice veio justamente no encerramento, quando o vocalista se lançou sobre o público. Depois de mergulhar na multidão, fez o caminho de volta ao palco em crowdsurfing, fechando a apresentação com uma imagem que sintetizou bem o que havia acontecido até ali: público e banda funcionando como partes do mesmo espetáculo. Memphis May Fire Se o Blessthefall havia elevado a temperatura, o Memphis May Fire encontrou o Carioca Club pronto para continuar. “The Sinner” abriu o repertório recuperando uma das faixas mais emblemáticas de The Hollow (2011), antes de “Vices” manter a conexão com essa fase da carreira. A sequência, porém, deixou claro que o show não viveria apenas de nostalgia. “Paralyzed” e “Shapeshifter” colocaram o material mais recente lado a lado com músicas que ajudaram a construir a trajetória do grupo. Essa mistura de períodos funcionou como um retrato amplo da evolução do Memphis May Fire. “Bleed Me Dry”, “Somebody” e “Misery” mantiveram o equilíbrio entre agressividade e refrões melódicos, enquanto “Left for Dead”, “The Other Side”, “Infection” e “Overdose” reforçaram a abordagem mais moderna e direta da banda. Matty Mullins, que esteve recentemente no Brasil liderando o Amberlin no Emo Vive, esteve seguro durante toda a apresentação, transitando entre vocais limpos e rasgados sem deixar que a intensidade comprometesse a execução. Na pista, entretanto, precisão era a última preocupação. Dois pontos diferentes de mosh pit se formaram ao longo da apresentação, criando núcleos de movimentação que cresceram conforme o show avançava. O Carioca Club respondeu especialmente bem aos breakdowns, com aquela dinâmica característica do gênero em que alguns segundos de expectativa são suficientes para abrir espaço antes da explosão seguinte. “Make Believe”, “Versus” e “Love Is War” conduziram o bloco final antes do encore. A volta trouxe primeiro “Miles Away”, oferecendo um raro respiro emocional em uma noite dominada pelo impacto físico. Era apenas a preparação para a reta final. “Blood & Water”, uma das músicas mais fortes da fase recente do grupo, recolocou imediatamente a pista em movimento. Foi em “Chaotic” que a noite encontrou sua imagem definitiva. Os dois mosh pits que até então ocupavam partes diferentes da pista se transformaram em uma grande roda, tomando uma parcela considerável do Carioca Club. Em vez de simplesmente terminar o show com mais uma música pesada, o Memphis May Fire conseguiu fazer o público produzir o clímax visual da apresentação. Blessthefall e Memphis May Fire entregaram propostas suficientemente próximas para dividir a mesma noite, mas com identidades bem definidas. O primeiro fez da proximidade física com os fãs uma das principais armas de sua apresentação; o segundo construiu um set que percorreu diferentes momentos da carreira até desembocar no caos coletivo de “Chaotic”. Com execução impecável no palco e uma pista em movimento quase permanente, a passagem das duas bandas por São Paulo mostrou que, quando o metalcore encontra o público certo, o espetáculo acontece dos dois lados da grade.

Macha y El Bosque Depresivo retorna a São Paulo após duas noites esgotadas

A banda chilena Macha y El Bosque Depresivo retorna a São Paulo no dia 3 de setembro, para uma nova apresentação no Sol y Sombra bar, a partir das 19h30. O reencontro acontece poucos meses depois de o grupo esgotar duas noites consecutivas na mesma casa, no início de 2026. Liderado por Aldo “Macha” Asenjo, o projeto traz ao Brasil seu repertório que mistura amor, perda, boemia e diferentes tradições da música latino-americana. Criado a partir de músicos ligados também ao Chico Trujillo e La Floripondio, o projeto começou a ganhar forma em 2007, quando integrantes do Chico Trujillo passaram a incluir valsas, boleros, baladas e outras canções lentas em suas apresentações. Aos poucos, esse repertório desenvolveu identidade própria e se transformou em Macha y El Bosque Depresivo. Musicalmente, o grupo atravessa gêneros como música cebolla chilena, vals peruano, bolero mexicano e porto-riquenho, son cubano e balada romântica. Tudo passa por arranjos de caráter acústico e uma atmosfera boêmia e portuária, fortemente associada a lugares como Valparaíso e Villa Alemana. A voz áspera de Macha funciona como fio condutor para interpretações carregadas de melancolia, mas que frequentemente encontram espaço para a dança. Essa liberdade também aparece na escolha do repertório. Composições de Asenjo, como “Continentales”, “La carretera”, “Isla de errores”, “Perros y gatos” e “Resaca Sudaka”, convivem com músicas associadas a artistas de diferentes épocas e estilos, entre eles José José, Palmenia Pizarro, Jorge Farías, Silvio Rodríguez, Charles Aznavour, Soda Stereo, Consuelo Velázquez e Bad Bunny. Antes mesmo de construir uma discografia tradicional, Macha y El Bosque Depresivo estabeleceu sua reputação principalmente nos palcos. Uma apresentação realizada no Théâtre de la Ville, em Paris, em 2012, circulou posteriormente como registro informal. Em 2017, o grupo conseguiu lotar duas noites no tradicional Teatro Caupolicán, em Santiago, mesmo sem ter lançado oficialmente seu primeiro álbum. A estreia fonográfica aconteceu apenas em 2018, quando a popularidade das apresentações já estava consolidada. Em 2023, o grupo realizou uma sequência de seis shows no Caupolicán e, em dezembro de 2025, alcançou outro marco ao esgotar o Estadio Nacional, em Santiago, um dos espaços mais emblemáticos para grandes apresentações no Chile. O momento de expansão continuou em 2026. Além do lançamento de “Bronceado de Cantina”, a banda realizou mais três noites no Teatro Caupolicán e ampliou sua circulação pela América Latina, com apresentações em países como Peru, Colômbia, Argentina, México e Brasil. É nesse contexto que acontece o retorno ao Sol y Sombra, desta vez para uma única noite.

N.L.H.M.L.A. Metal Fest reúne pioneiros do heavy metal latino-americano em Campinas

Campinas recebe no dia 4 de setembro, no Tetriz Club, a primeira edição do N.L.H.M.L.A. Metal Fest, evento que reúne bandas de três países e diferentes gerações do heavy metal sul-americano. O lineup terá Feedback, do Chile, Ácido, do Uruguai, e os brasileiros Armadilha (foto) e Hellish War. Realizado pela Tragic Magic em parceria com a Womanöise Produções e apoio da Som do Darma, o festival nasce com a proposta de fortalecer o intercâmbio entre cenas que compartilham referências e trajetórias, mas nem sempre circulam pelos mesmos espaços. A sigla N.L.H.M.L.A. significa Nova Linha do Heavy Metal Latino-Americano e sintetiza a ideia central do encontro: criar conexões entre músicos, produtores e públicos do continente. A primeira edição aposta justamente no contraste entre grupos pioneiros e bandas que mantêm vivo o heavy metal tradicional, colocando lado a lado histórias construídas no Chile, Uruguai e Brasil. Um dos nomes de maior peso histórico é o Feedback, apontado como pioneiro do heavy metal chileno. Integrante da primeira geração do gênero no país, o grupo participou da formação de uma cena que se desenvolveria nas décadas seguintes e chega a Campinas como representante de uma das mais importantes tradições do metal sul-americano. O Ácido cumpre papel semelhante na história uruguaia. Formada no início dos anos 1980, a banda está entre os pioneiros do heavy metal no Uruguai e acrescenta ao festival outro capítulo da formação do gênero no continente. Sua presença ao lado do Feedback transforma a programação também em um encontro de grupos que ajudaram a abrir caminho para inúmeras bandas latino-americanas. Representando São Paulo, o Armadilha mantém sua identidade fortemente ligada ao heavy metal tradicional e já trabalha a integração latino-americana dentro da própria música. Um dos exemplos está em Além do Limite Astral, que traz “Hermandad de Acero”, colaboração construída com músicos de diferentes países da região. A banda também integra o movimento N.L.H.M.L.A., reforçando a proposta de aproximar cenas que muitas vezes permanecem separadas pelas fronteiras nacionais. A escalação ganha um componente especial com o Hellish War, representante da cidade anfitriã e que celebra 30 anos de carreira em 2026. Formado em Campinas, o grupo construiu uma das trajetórias mais longevas do heavy metal tradicional brasileiro, com uma sonoridade influenciada pelo metal clássico e uma carreira que ultrapassou as fronteiras nacionais, incluindo apresentações e turnês pela Europa. A reunião de Feedback, Ácido, Armadilha e Hellish War faz da primeira edição do N.L.H.M.L.A. Metal Fest mais do que uma sequência de shows. O evento coloca em um mesmo palco pioneiros do metal chileno e uruguaio e representantes brasileiros de diferentes momentos da cena, usando Campinas como ponto de conexão para ampliar a circulação e a colaboração entre artistas da América Latina. Serviço N.L.H.M.L.A. Metal FestData: 4 de setembro de 2026Local: Tetriz Club, Campinas (SP)Atrações: Feedback (Chile), Ácido (Uruguai), Armadilha (Brasil) e Hellish War (Brasil)Ingressos: 101Tickets

Burst Into Fire inicia nova fase com peso, eletrônica e atmosfera cinematográfica em “Noob Saibot”

A Burst Into Fire abre um novo capítulo de sua trajetória com “Noob Saibot”, single que apresenta a direção sonora dos próximos trabalhos da banda de São José dos Campos. Composta e produzida pelo vocalista Raphael Andrade, a faixa combina a base pesada do nu-metalcore com sintetizadores, efeitos eletrônicos, texturas industriais e uma atmosfera cinematográfica. A mixagem e a masterização ficaram a cargo de Jonathas Peschiera, da Axty. Mais do que um lançamento isolado, “Noob Saibot” funciona como a introdução ao universo que a Burst Into Fire pretende desenvolver em seu próximo EP. A música começa de maneira introspectiva e conduz o ouvinte para dentro dos pensamentos, relacionamentos, segredos e dores de seu autor. Conforme a composição avança, porém, esse confronto com o passado assume outro significado: experiências dolorosas deixam de funcionar como amarras e passam a integrar a identidade de quem conseguiu atravessá-las. Essa transformação também aparece na construção musical. As guitarras, baixo e bateria continuam ocupando papel importante, mas agora dividem espaço com uma produção eletrônica muito mais presente. A combinação permite que a faixa transite entre momentos densos e explosões de intensidade sem depender exclusivamente do peso dos instrumentos tradicionais do metal. No encerramento, a frase “I’m glad you came” completa o conceito ao incluir o próprio ouvinte nessa jornada. O controle criativo foi um dos pontos fundamentais dessa nova etapa. Raphael Andrade assumiu tanto a composição quanto a produção de “Noob Saibot”, enquanto Jonathas Peschiera trabalhou na etapa final de mixagem e masterização. Segundo a banda, esse processo permitiu aproximar o resultado final daquilo que imaginava para sua nova identidade e será mantido nas próximas músicas programadas para chegar ainda em 2026. Formada em 2019, a Burst Into Fire reúne Raphael Andrade nos vocais, Felipe Rinke na guitarra, Cesar Pelogia no baixo e Felipe Souza na bateria. O primeiro registro veio no mesmo ano com o EP Heart of Ashes. Em 2021, o quarteto lançou seu primeiro álbum, Chimera, trabalho que ajudou a estabelecer sua presença no circuito independente paulista. Desde então, o grupo dividiu palcos com nomes como Black Pantera, Glória, Menores Atos, Bayside Kings, MC Taya e Desalmado. Foi justamente após o encerramento do ciclo de Chimera que os músicos começaram a buscar uma reformulação. A mistura de gêneros, que já aparecia anteriormente, passou a ocupar o centro do processo criativo. Entre as referências dessa fase estão Spiritbox, Bad Omens, Thornhill, Northlane, Bring Me The Horizon e Slipknot. A proposta, porém, não é simplesmente reproduzir a estética dessas bandas, mas utilizar elementos do metal contemporâneo para ampliar uma identidade construída sobre peso, melodias, experimentação e produção eletrônica. “Noob Saibot” é apenas a primeira peça desse processo. O single inaugura uma sequência de lançamentos que culminará em um novo EP, acompanhado também por videoclipes. Paralelamente, a Burst Into Fire prepara seu retorno aos palcos e pretende expandir a circulação do novo repertório para outras regiões do Brasil, transformando a mudança iniciada em estúdio em uma nova etapa também para seus shows.

Braza celebra um ano de “Baile Cítrico Utrópico Solar” com edição deluxe e faixas inéditas

O Braza celebra o primeiro aniversário de “Baile Cítrico Utrópico Solar” (Deck, 2025) com o lançamento de “Baile Cítrico Utrópico Lunar”, versão estendida e comemorativa do álbum. A nova edição funciona como um complemento ao trabalho original e chega às plataformas digitais com material inédito, registros ao vivo e novas versões de músicas do disco. Segundo o baterista Nicolas Christ, a ideia surgiu da repercussão do álbum e da resposta do público durante os shows da turnê. Entre as novidades estão duas faixas inéditas, incluindo “Pra Pegar Cachu”, colaboração com MC De Leve, Ari, do Cone Crew, e o produtor Felipe Play. A edição também traz versões ao vivo de “Magnética” e “Aos Poucos Eu Vou”, registradas durante uma apresentação do Braza no Circo Voador, no Rio de Janeiro. O repertório é completado por uma leitura acústica de “Bem Devagar” e uma versão dub de “Te Encontrar”. “Os shows e a reverberação do ‘Baile Solar’ estão sendo tão incríveis que sentimos vontade de lançar sua versão celebrativa, estendida e, de certa forma, complementar: Lunar”, explica Nicolas Christ. A proposta amplia o universo construído no álbum de 2025 ao explorar diferentes formatos para as composições e registrar parte da experiência que o grupo desenvolveu nos palcos desde o lançamento. Formado em 2016, o Braza nasceu após o encerramento das atividades do Forfun e reúne três ex-integrantes da banda: Danilo Cutrim, na guitarra e voz, Nicolas Christ, na bateria, e Vitor Isensee, nos teclados. A formação é completada pelo baixista Pedro Lobo. Desde o início, o grupo estabeleceu uma identidade distante de se limitar a um único gênero, misturando reggae, rap, rock e elementos da música brasileira. Ao longo de sua trajetória, o Braza construiu uma discografia marcada justamente por essa combinação de referências e pela experimentação entre peso, groove e ritmos brasileiros. “Baile Cítrico Utrópico Lunar” dá continuidade a esse caminho e transforma o aniversário do álbum anterior em uma expansão de seu repertório. O lançamento é da Deck e já está disponível nas plataformas digitais.